CAPITULO 4

- Ficou precisando de um gole, um gole forte.

Com assombrosa calma, Edward ficou de pé e foi servir lhe um co-nhaque. O pôs em frente dela, sobre a mesa e se foi para a chaminé.

- Não é possível que fale a sério – disse Bella com a boca seca.

- Além de sua árvore genealógica, que deixa bastante a desejar, você é uma esposa perfeita, o que eu procuro em uma esposa.

- Me perdoe, mas não posso acreditar no que diz.

- É bonita, atraente, e já é minha desde antes – disse sorrindo - E não encontrei a outra com a metade das qualidades que você reú-ne.

- Obrigada, mas, não obrigada. – Bella não podia entender seu sarcasmo, e sua proposta a deixava perplexa.

- Não lhe disse que tem direito de rechaçar a minha proposta. E estou disposto a ser razoável. Demonstrei ontem à noite. Poderia ter lhe jogado na cama e...

- Não! – Bella ficou rígida na cadeira.

- Mas não o fiz. Dei-lhe tempo como para que se acostume a ideia. Não pretendo que se comporte como se os cinco anos passados anos não houvessem existido.

- Amo Paul.

- E eu espero não voltar a ouvir seu nome. Advirto-lhe isso. Tolero um engano mas, não mais.

- Não pode me fazer isso! Não pode me ameaçar!

- Não é uma ameaça. Se pular as barreiras que risquei, terá que agüentar as conseqüências. E não diga que não te avisei. Não pense que porque fui tolerante ontem à noite o voltarei a ser.

- Não pode me obrigar a estar com você.

- Tente pular as barreiras e verá. E não se engane que encontrou o verdadeiro amor. Woods tem uma larga trajetória na arte de caçar mulheres ricas.

- Se nem sequer sabia que eu era rica! – gritou Bella furiosa.

- Até um cego o veria. Olhe as jóias que usa, a roupa que usa. por que acha que anda com guarda-costas? É um convite para qualquer assaltante. O bracelete que usa vale mais do que qualquer um deles pudesse ganhar em toda sua vida. E não acredito que imagine que vai doar toda sua herança.

- De verdade?

- E que quer conservá-la? Aos lucros de toda a dor e amargura que causou a suas vítimas?

Bella estava chateada pelas palavras que ouvia. Com um olhar de desprezo deu a volta e se afastou dele.

- Voltará para Londres e fará a bagagem. - Vamos para Grécia em quarenta e oito horas.

- A Grécia?

- Sim. Já é hora de que conheça minha família.

- Não seguirei casada com você e de maneira nenhuma irei a Grécia!

- Vá tomar uma boa ducha e pense enquanto isso quais são suas opções – lhe aconselhou Edward secamente. - E quando terminar, pensa então quanto pensou no Woods ontem à noite, quando estava em meus braços.

- Porco! – era uma palavra que Bella não gostava mas saiu espontaneamente, sem pensá-lo.

- E por que me chama assim?

Bella ficou paralisada ante o olhar de gelo dele.

- Por quê? – insistiu ele.

- Bom, e por que não, se o for? – por fim disse ela.

- Posso suportá-lo – fez uma pausa e adicionou. - Bella, podemos formar um bom casamento. Coloque-lhe isso na cabeça.

- Deve estar brincando.

- Sei que quer seguir com o papel de vítima, tomou-lhe gosto, mas te estou pedindo que nos dê uma oportunidade.

Bella podia adivinhar nos traços de Edward a tensão de um orgulho dobrado, como se na proposta que acabava de fazer de algum modo o perdesse.

Ela não quis ver-se afetada pela mudança emocional no Edward. Por isso, em silêncio, afastou-se dele rapidamente.

- Bella, quer a informação que tenho do Woods?

Bella sentiu que lhe revolvia o estômago. Deus, Edward não tinha escrúpulos! Como tinha averiguado tantas coisas a respeito de Paul a noite anterior? Os dados pessoais sobre o Paul poderiam ser certos, mas o resto não eram mais que mentiras. O tipo de mentiras que Edward podia inventar quando estava disposto a obter um objetivo. E estava claro que queria rebaixar Paul, que ela perdesse a fé que tinha depositado nele. Mas Edward não se dava conta de quão forte era esse amor. O que sabia sobre o amor? Jamais o tinha tido em conta, nem para casar-se nem para suas relações extra-conjugais. Edward não podia compreender sua relação com Paul. Paul a escutava, animava-a, estava interessado nela, cuidava dela. E não estava disposta a perder a oportunidade que a vida lhe tinha dado de amar e ser amada.

Edward podia encontrar muitas mulheres que pudessem cumprir os requisitos de uma esposa para ele. Uma esposa bonita, atrativa, inclusive uma esposa que fechasse os olhos ante as infidelidades, algo que as mulheres, segundo ele, não podiam compreender.

Durante o vôo a Londres uma dor de cabeça intensa se apoderou dela. Atravessou o aeroporto a provas, e virtualmente chegou arrastando-se até sua casa. A criada, ao vê-la chegar com essa cara, rapidamente fechou as cortinas e a ajudou a deitar-se. Na solidão, Bella chorou amargamente, sem pensar em nada, simplesmente chorou e chorou.

À manhã seguinte se sentiu forte outra vez. E foi capaz de fazer planos e cumpri-los. A única jóia que tinha que lhe pertencia inteiramente era um colar de diamantes que tinha pertencido a sua avó materna. Era o único que podia ajudá-la a conseguir a liberdade. Necessitava de dinheiro para viver até que se acostumasse à mu-dança e pudesse ver o que podia fazer. E embora sabia que ia ser uma surpresa para o Edward, não duvidava que seria uma tarefa difícil para ela adaptar-se à nova situação.

Ao sair da casa de Edward, Bella não levava nada do que pertencesse a sua antiga vida: nem cartões de crédito, nem jóias, nem trajes de noite. Não tinha direito ao dinheiro do Edward, nem que ele mantivesse. Depois de tudo, não tinha sido sua esposa de verdade. Então, por que ia pedir o divórcio dele, se podia pedir anulação do casamento? Seu casamento tinha sido produto da chantagem. Sua dissolução ia ser muito singela certamente.

Vendeu o colar de sua avó em uma joalheria. Deu-lhe pena, e se sentiu culpada por isso. Mas esperava que sua mãe, se a via de cima, compreendesse-a.

Novamente em casa, procurou nos armários a roupa mais simples que tinha, jeans, saias. Procuraria um hotel pequeno até que pudesse encontrar algo mais barato para viver. E depois procuraria trabalho, qualquer trabalho. De maneira nenhuma seria, como havia dito Edward, como uma recém-nascida desprotegida.

Nesse instante, soou o telefone interno. Era Petros, lhe informando de que tinha uma visita embaixo esperando-a. Um tal senhor Woods. Tinha ido Paul a sua casa? Bella não podia acreditar. Como não tinha ligado a noite anterior, ela tinha acreditado que ele não se encontraria em casa, e tinha tentado chamá-lo mais tarde, sem dar com ele, quando tinha tomado a decisão de abandonar ao Edward.

Paul estava de pé na sala, olhando um quadro do Picasso, o pintor preferido do Edward.

- Não teria que ter vindo!

- É autêntico? – perguntou Paul assinalando o quadro.

- Sim – tinha tantas coisas que lhe contar que não sabia por onde começar. E além disso, não sabia que coisas lhe contar e que coisas reservar-se. Notava que, absurdamente, tinha um certo sen-timento de lealdade para o Edward. Não gostava de ver o Paul na casa de Edward. Não lhe parecia bem, simplesmente. E talvez por isso não podia deitar-se em seus braços.

- Haviam me dito ontem à noite que não estava em casa, quando te chamei.

- Mas estava.- Seria Edward o responsável por que houvessem dito isso ao Paul? Significava que apartir desse momento suas chamadas fossem ser controladas e censuradas? De todos os modos já não importava. Iria embora dali.

- Disse ao Edward que quero o divórcio.- Hoje vou embora desta casa.

Paul sorriu, atravessou o tapete do salão e lhe disse:

- Querida, é fantástico!

Quando tentou beijá-la, Bella se afastou nervosa.

- Não, aqui não. Não me parece bem.

Paul riu e disse:

- Espero que se sinta melhor em meu apartamento esta noite.

- Paul, não me vou viver com você.

- Sim, poderia ser prejudicial para seu divórcio. Tem razão. É uma garota sensata. Depois do comportamento de seu marido, não entendo como pode se sentir culpada do casamento. Isso poderia te afetar na ocasião de divórcio.

- Não quero nada do Edward.

- Não seja tola, Bella. Já sei que tem a herança de seu pai, mas...

Bella ficou tensa. Por que não falavam mais que de dinheiro? " Uma larga trajetória na caça de mulheres ricas", as palavras de Edward voltaram para sua mente.

- Esse é um assunto de que temos que falar.

- Digo-o por você. Não está acostumada às dificuldades financeiras. Não suportaria ser o responsável que venha a tê-las.

- Não o será. Serei livre e seremos como qualquer outro casal. É melhor que vá agora. Não devia estar aqui – Bella foi razoável.

- Relaxe, pelo amor de Deus – Paul ia de um lado a outro da habitação, observando os móveis antigos e os quadros.

- Quantas destas coisas são suas? – perguntou com um suave assobio de admiração.

Bella viu nos olhos do Paul um olhar de avareza, e uma certa ex-citação reprimida ante o que via. Ao notá-lo. Bella sentiu que algo morria em seu interior.

De repente olhou o escritório pequeno e elegante de sua mãe. Era o único móvel dele. A tinha agradado seu pai quando se casou. Mas se sentia muito desgostosa pela atitude de Paul para pensar nas lembranças de família.

- Nenhuma. De fato, assinamos um acordo pré nupcial onde eu renunciava a estas coisas – mentiu Bella. - E sabe qual era o assunto da herança de meu pai em Paris? Que o dinheiro vai ter que empregar-se em saldar dívidas.

- Dívidas? Está brincando.

- Não. Quando sair desta casa não terei um centavo.

- Mas isso não havia me dito isso nunca! – exclamou ele, e se ca-lou repentinamente. Antes de ir devia pensar bem neste assunto. Bem sabe Deus que só quero o melhor para você...

- É obvio – interrompeu ela.

- Me sentiria realmente mal se você renunciasse a tudo isto por mim. O que quero dizer é que... E se as coisas não funcionassem entre nós? Se eu for sincero, é muita responsabilidade para mim. Devemos pensar muito bem no que fazemos.

Então disse que tinha uma entrevista. Era evidente que queria ir-se pensar a sós o que lhe havia dito.

Bella se sentiu estúpida, decepcionada. Era evidente que Paul queria que se divorciasse de Edward mas sempre que levasse com ela o dinheiro dele.

Subiu e terminou. Paul ia desaparecer de seu futuro, mas tampouco queria Edward nele. Deixaria para trás o passado. Já não necessitava nenhum homem em quem apoiar-se. Todos os homens a tinham manipulado, desde seu pai, passando por Edward, até Paul. E ela os tinha deixado fazer. Sentiu uma fúria irreconhecível.

Desceu com suas malas, chamou um táxi. Sam se preparou para acompanhá-la.

- Não necessito de você. Abandono Edward.

Sam ficou pasmo. Mas, logo se inteirariam todos.

Chegou o táxi. O taxista foi de grande ajuda em lhe sugerir um hotel. Ao descer comprou o periódico. O primeiro era encontrar um lugar onde viver e um trabalho.

Nessa noite, às dez, golpearam a porta de seu quarto. Quando foi abrir encontrou Edward. Tentou fechar a porta novamente, mas suas mãos fortes o impediram, forçando-a a retroceder.

- Como sabia onde estava?

- Sam teve a brilhante ideia de lhe seguir – disse Edward fechando a porta e apoiando-se nela.

- Não tem direito de fazê-lo – disse ela amargamente.

- Ele trabalha para mim. E você é o alvo número um para qualquer seqüestrador. Fez o que devia. Como eu, que vou fazer o que devo fazer.

- E o que acha que é?

- Não te deixar partir.

Bella sentiu um frio que a percorria dos pés a cabeça.

- É como um cão que enterra um osso e se esquece dele. Não tinha o mínimo desejo nesse osso até que veio outro a desenterrá-lo!

- É minha esposa.

- Desde quando? Pensa que me alimentando e me vestindo já está basta? Bom, pode ficar com sua roupa e sua comida e seu asqueroso dinheiro. Não quero nada. Igual como não quero você.

- Você sempre me quis...

- Perdeu o trem. Esqueci de você faz muito tempo – disse Bella com uma alegria cheia de ressentimento.

- Mas ainda quer que pague por minha atitude – disse Edward com raiva contida. - Por isso vai sem sequer me dizer isso. Nem sequer uma nota...

- E o que esperava? Um "querido Edward, foram uns cinco anos horríveis, adeus"?

- Trouxe ele para minha casa – murmurou Edward bruscamente.

Bella ficou branca, e ficou muda ante a notícia de que Edward sabia que Paul tinha estado em sua casa. - E certamente não se importou em levá-lo a nossa cama também.

Bella riu cinicamente. Por fim teria a oportunidade de lhe dizer algumas coisas.

- Jamais tivemos nossa cama!

- Já basta ! Estou tratando de não perder os estribos – disse Edward esticando os músculos da boca.

- Tanto faz! Quero que vá.

- Não irei sem você.

- Por que ? O que eu tenho de especial? Por que não vai com todas essas mulheres com as que anda? Ou acha que não me inteiro de tudo do que passa aqui? Ou será que todas essas garotas atrativas eram uma cobertura como era nosso matrimônio? Por que quer que eu fique? É que você é homossexual e lhe sirvo para cobrir a fama?

No mesmo momento em que ela pronunciou essas palavras, arre-pendeu-se delas.

Os traços da cara do Edward pareciam a ponto de estalar de fúria.

- Não... Homossexual não – enquanto o dizia se tirou a jaqueta e afrouxou a gravata. - Talvez precise de uma demonstração...

Bella sabia que não havia pior insulto para Edward, e em certo modo se sentia satisfeita por havê-lo aborrecido tanto como ele a ela.

- O que está fazendo?

- Algo que devia ter feito faz anos – Edward tirou a camisa dei-xando-a junto à jaqueta.

- Pode voltar a pôr a roupa, por favor? – disse Bella titu-beando, e sabia perfeitamente que suas palavras soavam ridículas, um fato que pouco a ajudava nessa situação.

- Assusta-se ver algo que talvez você goste? Deus! E pensar que estive a ponto de esbanjar meu tempo em cortejar a minha esposa. Pensar que tinha pensado em fazer coisas estúpidas, como comprar flores ou lhe convidar para sair! Sobe nessa cama.

- Ficou louco?

Antes que pudesse mover-se, Edward a tinha erguido e a tinha depositado em um divã que havia detrás dela. Subiu em cima dela com tanta rapidez que não ficou nem a mínima esperança de poder escapar. A situação a ultrapassava.

- É minha esposa – a voz do Edward soou como um grunhido, e pelo tom empregado parecia que com essa afirmação estava justificando.

- Sai de cima! Está me esmagando! – gritou Bella furiosa, rechaçando-o com força. - Vá buscar uma de suas garotas bonitas. Pelo menos com ela não precisará mentir.

- Não minto. Como ia mentir?

Edward se apertou contra ela, colocando uma de suas pernas entre as dela. Movia-se desavergonhadamente, lhe fazendo notar a dura protuberância de sua masculinidade.

- Não é nenhuma mentira.

- É desagradável. – disse-lhe ela acalorada, enquanto notava um calor entre suas pernas.

- Desejo você – disse ele afundando sua boca na curva do pescoço do Bella.

- Não! – disse Bella em pânico, uma vez que sentia que uma espiral de sensações de calor se apoderava dela.

Ele levantou a cabeça morena e a olhou com desejo. Então a beijou apaixonadamente, com um gesto que indubitavelmente queria expressar sua posse sobre ela e seu intento de dominá-la. E ela sabia perfeitamente; lutava para não sentir o que sentia. Mas em cada movimento de sua língua, demonstrava que ela queria mais e mais. Bella elevou as mãos até a pele acetinada dos ombros de Edward, abraçando-o.

Rodaram pela cama, e ele lhe tirou a camiseta, deixando descobertos seus seios, que ao roçar os pêlos do peito do Edward a fez articular um gemido selvagem. Um segundo depois, ela estava deitada de costas novamente, e as mãos dele acariciavam as tenras colinas que tinha descoberto um momento antes.

Ela fechou os olhos. Faltava-lhe o fôlego e a tinha abandonado totalmente sua parte racional. A boca do Edward por fim alcançou os mamilos, e ela se arqueou de prazer, com uma ferocidade que jamais tinha conhecido antes. Seu coração galopava. Edward a acariciava com a língua e com os dentes, atormentando-a com o prazer de sua boca nos mamilos, se erguendo para ele.

Então ela dirigiu seus próprios dedos à cabeleira de Edward e gemeu pelas ondas de sensações que a invadia.

- É minha.- disse ele em um gemido, de maneira que ela apenas se deu conta que falava em inglês.

De todos os modos ela não o estava escutando atentamente. Bella elevou a cabeça e tocou a boca sensual dele com seus lábios, e logo, de maneira mais descarada, com a ponta de sua língua, imitou inconscientemente o que ele acabava de lhe ensinar. Edward se estre-meceu e aceitou o convite, reagindo com uma paixão que a trans-bordou. Os braços dele a apertaram tão forte, que logo mal podia novamente, envoltos em uma excitação que nenhum dos dois podia controlar.

Bella ouviu o rasgo da voz de Edward. Ela estava perdida totalmente na onda de calor e a fragrância de seu corpo. Ele estava tão excitado, que sua fragrância era como um afrodisíaco que lhe punha a pele de carícias. Cada parte de seu corpo musculoso em contato com a pele de Bella a voltava louca de prazer. Cada carícia era uma incitação a mais.

Seus seios se tornaram incrivelmente sensíveis de repente, e ele brincava com eles com a maestria erótica que o caracterizava. Edward jogou também com os cachos de seu púbis, e entrou no coração de sua feminilidade lhe arrancando um gemido de prazer.

Ela não podia ficar quieta; não dominava seus membros. A onda de desejo deu lugar dentro dela. Seus quadris se moviam com um ritmo que acabava de descobrir. Uma sensação de prazer quase intolerável ia lhe crescendo, até que por fim obrigou-a pronunciar o nome dele uma e outra vez.

Edward disse algo em grego e gemeu contra sua boca vermelha e intumescida dela.

- "Não posso esperar".

Então ele entrou onde ela mais o desejava. Subiu-lhe as pernas com impaciência, deslizando-se pela tenra bem-vinda que ela dispensava graças aos preparativos dele.

- Bella abriu seus grandes olhos azuis, intensos de paixão. Podia senti-lo, tão quente, como suave e duro de uma vez e por momentos tão ameaçadoramentes masculino. Ela procurou os rasgos tensos da cara de Edward, e por um momento viu nele tal expressão de vulnerabilidade, que seu coração deu um salto. E então lhe desejou tanto que quase doeu.

Ele entrou nela lentamente, brandamente, com um gemido afogado por momentos. Ela sentiu uma leve dor, que esqueceu em meio a uma tormenta de desenfreada paixão que a derreteu por completo. Cada vez sentia mais, e ia em busca de uma nova satisfação. Ele se moveu mais rápido. Ela o abraçou. O coração dela batia cada vez mais rápido, e então ocorreu uma explosão de calor e prazer que a transportou, deixando sua mente em branco.

- S`agapo... s`agapo - disse Edward penetrando nela violentamente, logo seu corpo inteiro tremeu, com espasmos de prazer, com toda a força de quem por fim se deixa arrastar.

Bella ainda não tinha voltado para a terra, seguia flutuando em seu próprio prazer. Pegou-se a ele, cheirando sua fragrância, pressionando seus lábios sobre os morenos ombros dele. Foi à luz. E um silêncio caiu sobre os dois. Bella estava exausta, e passou da irrealidade ao sonho, com o corpo estendido em cima de Edward.