CAPITULO 5
Ouviu a voz de Edward, falando em grego. Mas ela estava na cama, como era possível? Pestanejou para voltar a realidade. Logo centrou sua atenção em Edward. Estava de pé, olhando pela janela, com um celular em uma mão. Bella se sentiu confusa. A sua mente acudiram imagens da noite anterior.
Não podia explicar como tinha ocorrido. Isso era o pior. Primeiro lhe tinha estado gritando furiosa, e logo...Enquanto ficava rígida debaixo dos lençóis, uns músculos pouco familiares se queixaram e um leve incômodo lhe recordou toda a paixão que tinha surgido entre ambos na noite anterior.
Bella ruborizou-se. Se Edward não estivesse presente, teria pensado que era um sonho. Ou um pesadelo...
De repente sentiu certa identificação com as atrativas garotas que rondavam Edward, mas ela certamente esta aquém.
Porque as garotas de Edward certamente saberiam no que se metiam. E ela, em troca, tinha sido se separada de seu caminho sem saber como. Tinha tomado a decisão de abandonar Edward e isso lhe tinha dado fortaleza. Mas então ele a tinha levado a cama, tinha-a beijado, e inexplicavelmente a balança de poder se inclinou do lado do inimigo. Porque ele era o inimigo. Qualquer pessoa capaz de re-duzi-la a esse nível era o inimigo.
Sua vista, por outra parte, recreava-se nele. Em sua cabeleira negra, no largo de seus ombros os quais era desenhado pelo tecido da jaqueta, nos quadris estreitos que nesse momento desenhavam-se nas mãos que se metiam nos bolsos da calça do traje, nas pernas largas que se separavam levemente. Então compreendeu como tinha ocorrido. Deu-se conta então, de que tinha reprimido toda atração sexual por Edward, como medida de autodefesa. Mas tinha sido pior, porque no momento em que teve a liberdade de aflorar, tinha-o feito com intensidade. Traiu a si mesma nos braços dele. Como ele sempre havia dito que aconteceria.
Sentiu vontades de chorar. Mas se absteve.
Edward se deu a volta, e foi para a cama. O predador lhe sorriu. Tinha um ar de autocomplacência, a olhou expressando-lhe isso e sentou-se então na borda da -lhe
- É uma manhã estupenda.
Ela ouviu a chuva golpeando nos cristais.
- Em Atenas – adicionou. - E se me disser que não virá... não, não se atreveria. Não, depois do que ocorreu ontem à noite.
- Isso foi sexo, nada mais – disse Bella com gesto severo.
Edward sorriu e baixou a cabeça para lhe dizer:
- Só sexo não. Sexo fabuloso, maravilhoso, incrível. -Se não fosse porque o jato nos está esperando, continuaria na cama.
- Ontem lhe deixei – disse Bella com os dentes apertados.
- Meu deus! -E hoje estamos mais perto que nunca. A vida é imprevisível. Pensa nisto como se fosse o primeiro dia de nosso casamento.
- É o mais nauseabundo que lhe pode ocorrer! Não quero ir a Atenas – protestou Bella.
- Mas o fará – disse ele incorporando-se. - Minha família se reunirá para lhe conhecer na casa de minha mãe. Não me importa se tiver que lhe levar arrastada e gritando todo o tempo. Para que saiba, tomou a decisão ontem à noite!
- Você fez de propósito – se queixou Bella.
- Sim – respondeu ele. - Bom, e agora, por que não se veste? Dava instruções à criada para que te fizesse a bagagem. - Pensei que o que tivesse aqui não lhe serviria na Grécia.
Bella se afundou na cama. Sentia-se mal realmente.
Foi ao baheiro. Sua própria estupidez a tinha levado a este suplício.
Ela tinha acreditado que Paul estava apaixonado. Tinha sido Paul para ela uma forma de evasão de seu matrimônio? O teria utilizado para sentir as forças necessárias para abandonar Edward? Porque a ideia de que alguém a amava lhe tinha dado forças, tinha-lhe dado confiança em si não a amava. Mas, ela o tinha amado realmente?Tinha sido muito doloroso descobrir que ele a via somente como um objetivo rentável. Mas, ela tinha saudades? Não. Tudo tinha terminado. Não queria voltar a ver o Paul. Tinha-o amado realmente? Ou tinha sido produto de sua grande solidão?
O banho estava quente. Bella se sentia débil, indefesa e enjoada.
O que tinha acontecido na noite anterior tinha sido um engano incal-culável. Devia suportar agora a vergonha de seguir ao lado de Edward ainda sabendo de que ela considerava esse fato como quão pior podia lhe ocorrer?
Reuniu forças para ficar de pé e saiu do banho. Então se apoiou na porta para não cair. Edward a olhou preocupado e perguntou:
- Ocorre algo?
- Parece que estou com gripe. Mas não é nada importante... – respirou fundo e adicionou. - Fico aqui. Não voltarei com você.
- Não está bem. Não sabe o que diz – a interrompeu Edward. – Vou te levar ao carro.
- Não! – disse ela com lágrimas nos olhos a ponto de desfa-lecer. - Não me ouviu? -Você não é um homem para mim.
Edward a elevou nos braços ao ver que ela queria se separar dele.
- Por favor! – não podia fazê-lo raciocinar para que a soltasse. - Não quero ir com você. Quero ficar aqui.
- Deus! O está esperando, não é assim? – perguntou ele furioso. Se não estivesse enjoada te sacudiria!
As malas já não estavam no quarto pôde comprovar ela com horror, enquanto Edward abria a porta do quarto com uma mão e com a outra a sustentava firmemente.
- Me deixe partir!
- Se te deixo partir, perderá o que está acostumada – disse ele e logo adicionou um som gutural em grego, com uma expressão dura enquanto pressionava o botão do elevador com violência.
- Quero o divórcio. - Não quero ir para a Grécia! – disse ela em pânico.
- Deveria ter pensado nisso ontem à noite – disse ele entrando com ela nos braços no elevador.
- Foi um engano! Me baixe!
- Não sabe o que faz nem o que diz – Edward a segurou com fir-meza, sem sequer lhe conceder um olhar.
- Sei... – quase não podia falar porque tinha perdido as forças tanto físicas como psíquicas, a conta de seus conflitos emocionais. – Odeio você – disse finalmente.
Edward a levou nos braços até o jato e logo a envolveu em uma manta. Mais tarde. Bella ouviu uma voz que lhe pareceu familiar.
- Pobrezinha! Dá-me tanta pena – não parecia sincera a mulher.
Reconheceu à aeromoça que dava um copo a Edward, e quando este a incorporou para lhe dar um gole, adicionou.
- Está mal...
- Bebe. – Fará se sentir melhor – a incitou Edward.
Não havia nada que pudesse fazê-la sentir melhor. Edward estava se aproveitando de sua enfermidade. Bebeu, porque supôs que nenhum argumento valeria . O que ele tinha feito ele não era muito menos que um seqüestro.
- Não posso te deixar no hotel nestas condições – murmurou ele, como se tivesse lido os pensamentos dela.
- Não lhe perdoarei jamais! Oxalá te contagie! – titubeou Bella.
Inesperadamente, Edward riu, enquanto lhe rodeava os ombros com seus braços, como se desafiasse o contágio. Edward nunca estava doen-te. A ideia o divertia, porque tinha uma saúde de ferro.
Apartir desse momento. Bella perdeu totalmente a noção do tempo. Tampouco distinguia entre o sonho ou a vigília. Tinha dormido?
Umas vozes em grego lhe fizeram supor que tinham aterrissado. Seria o aeroporto, pensou com amargura, e afundando-se em uma espantosa sensação de fracasso.
Uma discussão a pôs alerta. Alguém a apoiou sobre algum lugar, levantou-lhe a manta, pôs - lhe o termômetro na boca. Seus olhos se fixaram em um céu cetim branco. Pensou então que se equivocou. Não era o aeroporto. Devia ser um hospital. Ouvia a voz de Edward. Parecia zangado, aborrecido. E a voz que antes parecia zangada, de repente se tinha suavizado. Era uma voz feminina muito expressiva. Com grande esforço, Bella girou a cabeça para ver quem era.
Uma mulher vestida de branco estava rodeada pelos braços do Edward. Lhe acariciava o cabelo negro e também a cara, e nesse momento se dispunha a lhe dar um beijo. Bella fechou os olhos impressionada ante aquela visão.
Alguém lhe tirou o termômetro momentos depois. Ou o tinham tirado em seguida, ou tinha passado um pouco de tempo? Por momentos estava inconsciente. A seguinte vez que abriu os olhos, a mulher estava dando algo a Edward, e dessa vez pôde vê-la bem. Era uma mulher bonita, de pele clara e olhos negros, que olhava Edward com extrema calidez. Bella tossiu forte. Eles então deram volta para olhá-la.
- Pensei que estava dormindo. Esta é a doutora Kiriakos... – disse Edward.
- Eleni – adicionou sua acompanhante forçando um tom de infor-malidade com ele enquanto a Bella falou com frieza e distância profissional. - Temo que vai se sentir um pouco pior antes que haja uma melhoria, Bella.
Bella fechou os olhos, para se autoproteger.
Mas já se sentia pior. Estava totalmente suada, a cara, o cabelo, a roupa. Doía-lhe todo o corpo. Tinha vontades de chorar, mas não tinha a força para fazê-lo. Deus! Edward a tinha levado para que sua sal amante a atendesse. Só ele podia ser tão cruel.
- Estava muito assustado realmente. Parecia tão doente. Pensei que podia ser pneumonia ou algo assim. Não sabia o que fazer. Estava apavorado.
Apavorado, Edward? Era uma imagem de Edward que não encaixava. Então, Edward voltou a falar em grego com outra mulher, mais jovem, mais doce, e mais expressiva. Pareceu-lhe que discutiam acaloradamente. Mas Bella novamente se desvaneceu.
Havia uma mescla de ruídos de fundo. Não podia distinguir de onde vinham. A mente do Bella era um caos de imagens e sentimentos. Tinha tido febre. Tinha transpirado e tinha estado com calafrios durante um tempo que ela não podia determinar. O dia e a noite lhe mesclavam indistintamente.
Recordava que a tinham secado e lavado com uma esponja repetidas vezes, mas que tinha sido incapaz de falar por causa de sua debi-lidade. Recordava também a silhueta de Edward na penumbra de uma quarto desconhecido. Edward sentado com expressão assombrosa-mente preocupada na luz do amanhecer. Também tinha havido mais gente, mas lhe custava recordá-lo.
Abriu os olhos. Uma criada correu as cortinas de uma janela que deixou à vista um céu esplendidamente azul. Então a luz do sol a cegou, e teve que dá-la volta. Nesse momento se deu conta de que felizmente não lhe doía a garganta, nem a cabeça, e que seu corpo não se ressentia com cada movimento. A porta se fechou. Teve von-tades de tomar um banho.
Tentou sentar-se. Mas o corpo não lhe obedeceu. Com um gemido de impaciência, estirou as pernas para alcançar a amaciado carpete. Era um quarto grande. A luz de um abajur o fazia difícil distinguir os contornos.
Apoiando-se na cama, decidiu ficar de pé. Mas cambaleou como um bêbado, admitindo então que não se encontrava tão bem como ela tinha acreditado. Mas a obstinação a levou a suíte anexa à habitaçã então acidentalmente sua cara no espelho do banheiro. Estava horrível. Pálida, gasta, o cabelo em uma meada murcha e úmida. Fazendo um esforço se inclinou para abrir a torneira da banheira. Pelo menos se estivesse limpa se sentiria melhor.
- Deus! Que demônios está fazendo? – Edward ficou a um lado da banheira. Erguia-se alto e elegante. Seu aspecto a intimidava, esta-va atraente com seu traje cor nata, que não fazia a não ser acen-tuar a cor de sua pele escura.
- Está louca? Deveria estar na cama! – trovejou a voz de Edward, não satisfeito havendo-a assustado ao encontrar-lhe.
- Quero me banhar – disse ela extremamente débil. Por momentos lhe parecia vê-lo ao lado do Eleni Kiriakos.O coração do Bella pareceu deter-se. E um calafrio lhe percorreu o corpo.
- Vai tomar um banho logo que pode se pôr de pé? - disse ele inclinando-se para erguê-la.
Bella estalou em pranto, desconcertando-o tanto como a si mesmo. Nesse momento pareceu relaxar a tensão e ambos se abandonaram imprevisivelmente à expressão de seus sentimentos, como se alguém tivesse aberto de repente a comporta que os freava com firmeza.
Seu efeito foi assombroso.
Edward soltou algo em grego, a ergueu mais e a embalou durante um segundo, enquanto se desculpava por havê-la feito sentir-se tão mal e lhe assegurou que é obvio que podia tomar um banho se tanto o queria. Tratava-se só de que ela tinha estado tão doente, que ele se pôs muito tenso, e que tinha medo de que pudesse descuidar-se e ter uma recaída. Edward parecia ficar de joelhos, metaforicamente. Ela o desconhecia totalmente.
Dez minutos mais tarde, Bella se metia na banheira, e se não tivesse sido pela imagem da doutora que lhe aparecia por momentos, poderia haver-se sentido comovida pela preocupação que Edward parecia ter. Não podia entender, agora menos que nunca que sua enfermidade a tinha deixado em um estado de confusão maior, por que Edward a tinha levado a Grécia com o intento de fazer valer seu casamento que não havia valido nada desde o começo.
A lavagem de seu cabelo a tinha deixado exausta. Ao sair do banho não resistiu a que Edward a levasse até a cama. E para falar a verdade lhe assombrava a paciência com que a tinha esperado.
- Ouço o mar - disse ela, identificando finalmente o som de fundo como ondas.
- Lembra-se de algo da viagem para cá? – perguntou ele olhando-a fixamente.
- Nada – respondeu ela em um suspiro.
- Não estamos em Atenas. Como estava doente, não tinha sen-tido leva-la a casa de minha mãe. Assim que a trouxe aqui em lugar de te levar a para lá.
- Onde é aqui?
- Entendimentos, uma pequena ilha que meu pai pouco antes de sua morte. É o lugar perfeito para que se recupere.
- Uma ilha? – Bella se levou a mão à frente. A enfermidade não a deixava pensar com clareza. Mas havia algo que estava claro pelo menos; não sabia nada de seu marido, com quem tinha casado há cinco anos.
Uma criada sorridente os interrompeu para trazer o café da manhã. O estômago do Bella se alertou ante a vista da bandeja, e então se deu conta de quão faminta estava.
- Quanto tempo faz que estou aqui? – perguntou.
- Dois dias...
- Dois?
Nesse momento golpearam a porta. Entrou uma adolescente com calça curta, um gracioso Top, e o cabelo negro lhe pendurando em cachos negros.
- Vejo que está melhor...
- Bella, esta é minha sobrinha, Apollonia...
- Chamam-me Ponia – interrompeu a jovem. - Fui lhe receber no aeroporto, mas certamente não me recordará. Estava virtualmente inconsciente.
- Recordo sua voz – sorriu Bella, contagiada com a simpatia da moça.
Bella voltou a sentir a embaraçosa sensação de não conhecer nada a respeito de Edward. Era a sobrinha de Edward. Poderia ter dúzias de sobrinhas.
- Bella tem que descansar. É melhor que não lhe fale muito –advertiu Edward.
Ponia ficou rubra, obviamente envergonhada pelo comentário que punha em evidência que falava demais.
- Mas eu gostaria muito de ter um pouco de companhia – pro-testou Bella.
- Assombroso! Pensei que fosse mais velha. Ou talvez seja mais velha do que aparenta. Que idade tem? – perguntou Ponia.
- Ponia... – disse Edward.
- Vinte e dois.
- Casou aos dezessete? – Ponia abriu os olhos grandes de as-sombro e olhou a seu tio. - E você está de acordo com meus pais em que dezessete anos é pouco para eu sair seriamente com um garo-to? – perguntou-lhe molesta.
Bella reprimiu uma risada ao ver o gesto de Edward acomodando uma tormenta, e saiu em ajuda da graciosa adolescente, trocando de tema.
- Falas inglês perfeitamente, Ponia.
- Vou ao colégio na Inglaterra. Teria gostado de saber de sua idade. – Teria ido te visitar se tivesse te conhecido faz anos... Ape-sar do que todo mundo dizia.
Então Edward disse algo em grego. Ponia ficou rígida, e sua formosa cara se esticou ao mesmo tempo que baixava a cabeça.
O que haveria dito a família Andreakis Cullen da esposa de Edward, a quem não conheciam?
- Não deixe que lhe canse – disse Edward resignado, indo para a porta.
- Os homens são um pouco pesados, às vezes – murmurou Ponia, e logo dedicou uma risada de Bella.
- Tem razão! – disse Bella rindo, ao mesmo tempo que se dava conta de quão deprimida tinha estado até a chegada de Ponia.
- Foi difícil convencê-lo para que me deixasse vir vê-la. - Edward sente sempre pena de mim pelo aborrecimento que sofro quando de-vo ver a minha família nasférias.
- Suponho que todos seus amigos estão na Inglaterra...
- OH! Não é isso. É que na minha família são todos uns velhos. Vivem no século passado!
- Seus pais?
- Bom, parece-me que são os mais jovens. Algo mais de cin-qüenta anos...
- Os mais jovens? Edward tem trinta. Sua mãe, ou seja sua irmã, é tão velha assim?
- E suas outras irmãs são ainda mais velhas. Minha avó tem ao redor de setenta, ou um pouco mais.
Bella sempre tinha pensado que Edward seria o maior de seus irmãos. Mas parecia que tinha sido um filho tardio. Era estranho que houvesse uma diferença de vinte anos entre irmãos.
- Se tivesse sabido como foi... tinha muita curiosidade por te conhecer.
- Por isso foi me receber no aeroporto?
- Não. Isso era para te dizer que fosse bem-vinda. Em minha opinião a família te tratou muito mal.
Bella sorveu o café.
- Eu...
- E você tinha então a idade que eu tenho agora – continuou a garota, enquanto se levantava da cama e ia para a janela. - Eu me sentiria muito mal se a família de meu marido não tivesse querido saber nada de mim... teria me doído muito, e teria estado furiosa com eles!
Pelo que parecia, Edward não a tinha mantido afastada de sua família por própria decisão, mas sim sua família a tinha rechaçado. Mas ela não sentia nem pena nem fúria. Mas, seu casamento não tinha sido normal. Não devia preocupar-se com algo como a falta de carinho de sua sogra, ou sua distância para com ela. Tinha coisas mais importantes no que pensar. Mas se alegrava de não ser uma estranha para eles...
- Não estou furiosa – disse secamente.
- Mas era tão injusto... Não tinha culpa de que Edward se apaixo-nasse perdidamente por você e deixasse a Eleni Kiriakos. Quero dizer, que teria sido pior que se apaixonasse por você depois que tivesse se casado com ela.
Por sorte, Bella se livrou de lhe responder, porque uma criada entrou para dirigir-se a Ponia.
- Deus! Minha mãe ao telefone! – protestou a jovem. - Seguro que não fará nenhuma pergunta, mas tentará me tirar toda a infor-mação que possa sobre ti. Ela adora ao Edward... - franziu o cenho, e pela primeira vez se fixou na palidez de Bella. - Deveria dormir um pouco. – Você parece cansada. – Verei você logo.
" Incrível ", pensou, depois de ouvir semelhante revelação. E sentiu também que começava a sair de sua estado de letargia. Então mordeu os lábios, para evitar um grito de assombro.
