N/A: Muito, muito obrigada pelos comentários. Eles ficam melhores a cada semana. :D
Boa leitura!
CAPÍTULO DEZ
O salão do Hotel Hilton brilhava com o glamour do leilão beneficente. O evento de gala acontecia todo ano, na primavera e, além de existir por uma causa nobre, era também uma das festas mais esperadas da temporada. Os convidados, além de se vangloriarem por comparecer a um evento tão importante, aproveitavam para socializar, estabelecer novas parcerias comerciais, reencontrar sócios e, mais importante, espalhar ou ficar sabendo das últimas fofocas da temporada.
Em geral, Edward não comparecia a esse tipo de festa. O leilão era sempre uma exceção, pois sabia que era um evento importante tanto para a mãe quanto para o padrasto. Quando Esme não estava cuidando da família, ela dedicava todo o tempo livre e esforço para obras de caridade.
Edward admirava esse lado da mãe e sabia que ela nem sempre contara com o apoio da família. O pai de Edward jamais aprovara o lado caridoso de Esme, porque considerava obras de caridade uma bobagem. Perda de tempo, Edward lembrou-se de que ele dizia.
Felizmente, pensou, agora a mãe contava com o apoio de Carlisle — que era, ele mesmo, um grande filantropo.
Na verdade, Esme e Carlisle haviam se aproximado por causa das tantas obras de caridade que tinham em comum.
Edward jamais se ressentira quando, aos quinze anos, descobriu que a mãe e o tio tinham um romance. Não conseguira culpar Esme, como alguns filhos faziam, porque sabia o quanto ela era infeliz com seu pai. Nem mesmo se ressentira com o tio. Mesmo jovem, Edward sabia que Carlisle era um homem infinitamente melhor que seu pai. É claro, a mãe e o tio tinham tido um caso e, aos olhos das convenções, isso era errado.
Mas, Edward ficava imaginando, o que seria mais errado: trair outra pessoa ou a si mesmo? Talvez o grande erro de Esme tivesse sido não assumir o que sentia por Carlisle e insistir em sua vida com o marido. Mas Edward sabia que ela tinha feito isso por ele e por Alice. E porque tinha medo do que o marido poderia fazer com Carlisle.
O pai de Edward era, afinal, um homem tão perigoso quanto ele era agora.
Edward caminhou pelo salão, vasculhando o lugar à procura de Bella. Encontrou-a na mesa dos Cullen, conversando com Alice.
Ela estava maravilhosa. O vestido longo, azul escuro, tornava a pele clara ainda mais delicada, deixando os ombros nus, fazendo os dedos dele formigarem, ansiosos por afastar os cabelos castanhos e sentir a pele macia e quente ali. Mais tarde, queria poder livrá-la daquele vestido e perder-se nas curvas delicadas e nos contornos esguios que a peça de roupa revelava.
Edward fechou as mãos em punhos, tentando conter a própria imaginação. Estava ficando difícil resistir.
Ele caminhou até a mesa de sua família e, quando encontrou o olhar de Bella, o sorriso descontraído que ela esboçava transformou-se em um curvar de lábios tão obscuro quanto o brilho nos olhos dele.
Minha nossa, pensou Bella, o olhar preso ao de Edward. O modo como ele a fitava seria capaz de colocar o hotel inteiro em chamas. Ela se sentiu ofegante, mesmo quando estava parada, e levou uma mão à barriga para conter a agitação que se instalara ali.
A agitação era uma companheira constante, desde que vira Edward pela primeira vez. Mas tinha que admitir que observá-lo trajando um smoking negro como a meia noite, aqueles ombros largos e braços fortes metidos na roupa formal, aquelas pernas caminhando num andar decidido, os cabelos desajeitados que — céus! — ela mesma queria desajeitar ainda mais, dobrava o rebuliço em sua barriga, causando um frenesi em sua pulsação.
Isso tinha que acabar, disse Bella si mesma. Não seria capaz de refletir se não tirasse um pouco daquele desejo de seu sistema. Seu corpo se aquietaria, não aquietaria, se ela cedesse e se permitisse envolver com Edward?
— Bella, você já olhou o catálogo das peças que vão ser leiloadas? — perguntou Alice, mostrando-lhe o livreto com os itens.
Distraída, ela ficou olhando de Alice para o catálogo, até voltar ao salão e à conversa que estava tendo com a irmã de Edward antes de encontrar o olhar dele e perder-se nele.
— Hmmm, não. — disse Bella.
— Olha só essa tiara. — Alice apontou o item mencionado.
Bella fitou a peça no catálogo.
— É linda. — murmurou, maravilhada, voltando completamente sua atenção para o catálogo. Ela fitou Alice, no mesmo instante em que Edward chegou à mesa. — Ficaria lindo com o seu vestido de noiva. Vê esses detalhes entalhados em prata? São entrelaçamentos celtas. Tudo a ver com fadas e coisas encantadas.
Alice a fitou.
— Eu não sabia dos entalhes, mas também pensei que combinaria com o vestido. Seria uma compra sábia.
Bella observou, novamente, a foto do item. Não havia preços no catálogo, mas sabia que aquela peça devia custar, pelo menos, uns cinquenta mil dólares.
— Espero que você consiga a tiara. — disse, com um sorriso. O item era caro, mas, Bella pensou, Alice com certeza podia bancar aquela peça.
— Jasper, você podia me dar essa tiara de presente. — disse Alice ao noivo, que estava do outro lado da mesa, conversando com Carlisle.
O noivo fitou Alice.
— Se você quer, amor.
— Eu quero. E Bella diz que combina com meu vestido.
Dessa vez, ele arqueou uma sobrancelha e fitou Bella, depois lançou um olhar na direção de Edward.
— Sua namorada vai me levar à falência com os conselhos que dá à sua irmã.
Edward moveu os ombros.
— Você é aquele que escolheu uma consumista para esposa. Não posso fazer nada em relação a isso.
Bella tinha ouvido muito bem o termo "namorada" e não tinha certeza de como interpretar o olhar impassível de Edward. Ele nem sequer tinha piscado diante disso, muito menos corrigira Jasper — o que tinha feito tanto Carlisle quanto Alice franzirem o cenho, curiosos.
Talvez ela devesse corrigir Jasper, pensou Bella.
Mas o pensamento fugiu de sua mente quando viu o próximo item no catálogo do leilão. Ela soltou uma exclamação alta o suficiente para fazer Alice arquear uma sobrancelha, o olhar intrigado.
— Eu conheço esse par de brincos. — explicou Bella, na esperança de que isso disfarçasse um pouco sua reação exagerada.
— É uma joia famosa? — disse Alice, observando a peça com o cenho franzido.
Bella meneou a cabeça.
— Não exatamente. Embora os brincos tenham um preço considerável. — disse e explicou: — O nome dessa joia é "Sombras no Sol". Acredita-se que ela tenha pertencido à família imperial russa, entre os séculos dezoito e vinte. Os brincos foram uma encomenda do imperador Alexei da Rússia para sua noiva, Natasha. Está vendo as manchas escuras na pedra amarela? É daí que vem o nome. — explicou ela, sinalizando a foto da peça, os olhos brilhantes e admirados.
Alice esboçou um sorriso enviesado.
— Ora, ora. Parece que eu não sou a única consumista aqui.
Bella a fitou, meio distraída, depois arregalou os olhos.
— Ah, não! Quero dizer, eu conheço essa joia porque adoro pesquisar informações sobre casamentos da realeza. Pode-se dizer que essa é a minha especialidade. — Ela esboçou um breve sorriso, divertindo-se por chamar sua obsessão de "especialidade". Depois, mais uma vez, observou os brincos no catálogo. Era uma joia linda mesmo. E uma que ela apenas podia sonhar em ter.
Esme subiu ao palco para anunciar o início das atividades do leilão. Todos ocuparam seus lugares nas mesas, para que os lances pudessem começar.
O leiloeiro conduziu os lances com descontração, arrancando exclamações, risadas e lances consideráveis dos compradores presentes. Havia também alguns compradores à distância, que estavam dando lances online, de modo que a competição de valores tornou-se dinâmica e interessante.
Quando chegou a vez dos lances da tiara que Alice queria, Jasper tentou seu melhor para arrematar a peça, mas perdeu o item para um comprador online e anônimo.
— Está tudo bem, amor. — disse-lhe Alice, apertando a mão dele, o gesto confortador. Perder a tiara o tinha deixado mais irritado que a noiva. — Posso encontrar outra tiara, ou quem sabe outra joia, ainda mais bonita. — Ela se inclinou e deu um leve beijo nos lábios do noivo. — Não fique bravo. Eu não estou.
O leiloeiro anunciou o próximo item: os brincos de citrino que eram conhecidos como "Sombras no Sol".
Bella observou o item exposto numa caixa de vidro, no centro do palco e, como a mesa em que estava ficava bem próxima da peça, ficou encantada por vê-la tão de perto.
Os brincos eram ainda mais bonitos pessoalmente. Ela pensou nos bailes reais em que aquela peça já devia ter estado, nas mulheres nobres que haviam exibido a joia, com orgulho e vaidade. Pensou na jovem Natasha, noiva do imperador, que ostentara os brincos no dia de seu casamento — aqui, também, com orgulho. E amor, ela sabia, pois a história era de que o casamento de Alexei e Natasha havia sido por amor.
— Você gosta dos brincos. — sussurrou Edward, ao seu ouvido, trazendo-a de volta ao salão.
Ela se virou para fitá-lo, os olhos ainda sonhadores.
— Eles são lindos, sim. Tenho um fraco por coisas que brilham e têm uma história. — Bella esboçou um sorriso suave. — Acho que sou como todas as mulheres, afinal.
Edward a observou, pensativo. Ela não era como todas. Era Bella. Simplesmente Bella.
— Vou dar os brincos a você.
Ela levou um instante para compreender. Quando o fez, arregalou os olhos, chocada.
— É claro que não! — exclamou, o tom de voz elevando-se. Os outros na mesa lançaram um olhar em sua direção. — Desculpe. — murmurou, depois fitou Edward. — Só porque admiro os brincos não quer dizer que preciso deles, Edward.
— Mas você quer os brincos.
— Por um momento, quero sim. Mas eles não têm lugar na minha vida. Não é como se eu tivesse uma ocasião para usá-los. Não sou da nobreza, nem tenho tanto dinheiro quanto as mulheres nesse salão, que poderiam usá-los em algum evento de gala, como esse leilão. Seria ridículo se eu tivesse esses brincos.
— Isso não faz sentido.
— Faz sentido para mim. — replicou Bella, fitando-o com um olhar resoluto. — Se você me der os brincos, será demais. Para mim e para nós dois. Nós mal nos conhecemos.
Por um instante, os olhos dele brilharam, tempestuosos, prontos para uma discussão. Mas, depois, ele suavizou a expressão e assentiu.
— Seu desejo é uma ordem. — murmurou ele.
Bella suspirou, aliviada, e, uma vez que o leiloeiro iniciou os lances, deu a conversa por encerrada.
A disputa pelos brincos foi tão intensa quanto à da tiara. Vários lances foram dados, aumentando o valor da peça e fazendo-o chegar aos cento e sessenta mil dólares, até que a joia foi arrematada, também por um comprador anônimo.
O restante dos itens também despertou interesse, mas não tanto quanto os brincos — o valor pago pela joia foi o lance mais alto da noite.
Quando não havia mais peças, o leilão foi encerrado, dando lugar à música e à dança na pista elegante, com os homens em smokings impecáveis e as mulheres em vestidos elegantes e cheios de glamour.
Parecia como o Oscar, pensou Bella, distraída, enquanto observava o salão. Nunca se imaginara numa festa de gala como aquela, mas até que gostava de como havia sido até agora. Talvez a companhia, tanto de Edward, quanto dos Cullen, ajudasse. Ela se sentia à vontade naquele ambiente, não desconfortável ou intimidada, como achou que se sentiria. Bem, talvez tivesse se sentido assim quando chegara, mas isso já passara.
Ela observou o salão ao redor, apreciando o trabalho de quem havia organizado a festa. Reconhecia a elegância e o bom gosto de Esme aqui e ali.
As cores da decoração em cinza e branco, combinadas aos arranjos de rosas vermelhas nas mesas, certamente haviam sido escolhidos por Esme. Era, ao mesmo tempo, elegante e delicado. O palco fora situado de modo que servisse tanto para os lances do leilão quanto para abrigar a banda que, no momento, tocava um jazz suave que embalava os convidados na pista de dança.
Bella gostava de como havia uma simplicidade elegante na decoração, em como isso contribuía para tornar o ambiente descontraído. O evento era de gala, a decoração mantinha isso, mas também mantinha sobriedade diante do motivo porque todos estavam ali. Não havia ostentação, pensou, uma vez que isso não combinava com um evento de caridade.
Gostava disso. Precisava lembrar-se de parabenizar Esme e o organizador da festa, quando falasse com a matriarca dos Cullen.
— Isabella Swan.
Ao ouvir seu nome, ela se virou e se deparou com um homem alto, cabelos e olhos escuros, que sorria para ela como se eles se encontrassem em festas todos os dias.
Bella esboçou um sorriso educado.
— Desculpe, mas nós nos conhecemos? — Ela tentou vasculhar a memória, na esperança de evocar o rosto dele, mas nada lhe veio à mente.
O homem continuou a sorrir.
— Ainda não. — Ele estendeu a mão. — Sou Aro Volturi. Edward e eu somos sócios em alguns negócios.
— Ah. — Ela aceitou a mão. Ainda não compreendia como ele a conhecia. Talvez, pensou, Edward tivesse falado sobre ela com o sócio. Mas a ideia não a convenceu. Não imaginava que Edward fosse alguém que misturava negócios e vida pessoal. A não ser que o senhor Volturi fosse também um amigo próximo de Edward. Ela observou o homem de olhos escuros. Ele não parecia o tipo amigável, embora seu sorriso fosse simpático. Simpático demais, pensou Bella.
Tinha uma teoria de que simpatia demais, na maioria das vezes, era usada para mascarar angústia, desdém ou falsidade.
— É um prazer conhecê-lo, senhor Volturi. — disse Bella, novamente com um sorriso educado. Ela era, acima de tudo, uma profissional habituada a lidar com todo o tipo de pessoa. — Acho que perdi Edward de vista.
— Oh, não vai ser por muito tempo. — disse Aro Volturi em tom de conversa. — Eu soube que você será responsável pela festa de casamento de Alice.
Ele devia ser bastante próximo dos Cullen, imaginou Bella, para saber e abordar aqueles assuntos pessoais com tanta naturalidade. Ou talvez ele apenas fosse um grande intrometido e fofoqueiro.
Qualquer que fosse o caso, Bella decidiu que poderia lidar com ele.
— A empresa em que trabalho foi contratada para realizar o casamento de Alice. — disse, evasiva, embora mantivesse o tom de voz suave e o sorriso educado. — Senhor Volturi, se me dá licença, eu preciso voltar à minha mesa.
— Ah, mas é claro! Não quero prendê-la aqui. — Ele deu uma breve risada, deliberadamente afetada, e estendeu mão.
Ao aceitar o cumprimento, Bella resistiu ao impulso de puxar o braço quando ele beijou as costas de sua mão. Não sabia por que, mas não gostara daquilo. O modo como ele a fitava, enquanto beijava sua mão, fazia o gesto parecer... íntimo demais, pensou ela e recolheu a mão rapidamente.
Edward parou ao seu lado, lançando um olhar duro na direção de Aro Volturi.
Definitivamente, decidiu Bella, ele e o sócio não eram amigos. Não haveria hostilidade nos olhos de Edward se o senhor Volturi fosse um amigo de longa data, como ele tentara convencer Bella de ser com sua conversa sobre já ter ouvido falar dela e as informações que tinha sobre o casamento de Alice.
— Edward! — disse Aro, o tom entusiasmado, quando o viu. — Que maravilha! Estávamos agora mesmo falando de você. Isabella estava preocupada, temendo tê-lo perdido de vista.
O tom simpático e entusiasmado não suavizou a expressão de Edward.
— Felizmente, estou aqui, agora.
— Está mesmo. — Ele lançou um olhar cínico na direção de Bella. — E muito bem acompanhado.
Edward fechou a mão em punho, mas obrigou-se a manter a voz e os olhos tranquilos quando fitou Bella.
— Minha mãe quer falar com você.
Bella assentiu, grata por ter um motivo para sair dali. Não sabia por que, mas algo em relação a Aro Volturi a deixava inquieta. Talvez fossem os olhos cínicos e o sorriso excessivamente simpático. Ou talvez estivesse apenas exagerando. Qualquer que fosse o motivo, ela se despediu e os deixou, sumindo entre os convidados.
Quando Bella estava longe o bastante, Edward se virou para Aro, sem conseguir conter sua irritação agora.
— Por que você abordou Bella?
O sorriso que Aro esboçou saiu cínico e malicioso.
— Ora, Edward. Não imaginei que você fosse tão fácil de ler. Esse tipo de reação tempestuosa pode acabar com você.
— Por que, Aro?
Aro Volturi arqueou uma sobrancelha, os olhos divertidos agora, mas sabia que não devia continuar testando a sorte.
— Eu sabia que seria mais fácil encontrá-lo se me aproximasse de Isabella. — explicou e, após um instante de reflexão, arqueou uma sobrancelha. — Embora tenha sido difícil abordá-la sozinha. Diga-me, ela já percebeu que ser uma Cullen significa não poder virar uma esquina sem estar acompanhada de um segurança?
— Ela não é uma Cullen.
— Ela está com você. O que dá no mesmo. — Aro moveu os ombros. — Isabella Swan me pareceu inteligente, Edward. É do tipo que vai fazer perguntas.
— Então eu lidarei com elas. Você quer falar comigo?
— Sim, mas não aqui. — Ele observou o salão. — Há muita diversão aqui para falarmos de negócios.
— Que tipo de negócios?
Aro o fitou, o olhar analítico. Sabia que Edward detestaria ouvir aquilo, mas o rapaz era igual ao pai quando se tratava de negócios. Tudo com eles era sempre frases curtas, resoluções imediatas e resultados precisos. Talvez, pensou Aro, por isso os Cullen fossem tão poderosos agora.
Ou, talvez, o sucesso dos Cullen se devesse ao fato de que eles eram a Família mais sem caráter e traíra que ele conhecera.
— Tenho informações sobre aqueles assassinatos que me pediu para checar. Podemos discutir isso mais tarde.
— Não, hoje não. Amanhã. — decidiu Edward, ao que o outro assentiu.
— Como queira, meu caro. — disse Aro e sabia que o assunto estava encerrado. — Nos veremos amanhã.
— Sim. E, Aro — Edward esperou até o outro se virar para fitá-lo. —, se chegar perto de Bella novamente, eu acabo com você.
— ~ —
Quando voltou para a mesa de sua família, Edward já tinha conseguido controlar um pouco da raiva que sentira ao encontrar Bella sendo abordada por Aro. Podia considerar sua reação tempestuosa e irracional. Podia até considerá-la exagerada. Mas a verdade era que não confiava em Aro e nem superficialmente acreditara na desculpa que ele lhe dera, dizendo que abordara Bella porque assim conseguiria falar com ele.
Uma das primeiras coisas que Edward havia aprendido, quando assumiu o lugar do pai, era a desconfiar de tudo e todos. Quando se tratava de um Volturi, então, devia desconfiar mais ainda.
Mas Aro estava certo em relação a uma coisa, pensou Edward. Mais cedo ou mais tarde, ela começaria a fazer perguntas.
Ele avistou sua mesa e encontrou o olhar de Bella. Ela lhe sorriu, aqueles olhos castanhos, misteriosos e astutos como os de uma cigana encontraram os seus, despertando nele um desejo profundo, que sentira desde o instante em que a conhecera.
Eram olhos sedutores, como a mulher por trás deles, mas eram também olhos inteligentes. Edward não precisava que ninguém lhe dissesse que Bella era uma mulher observadora e inteligente.
E, ao contrário do que ele dissera a Aro, não fazia ideia de como lidaria com as perguntas, quando ela começasse a fazê-las.
Edward alcançou a mesa e, decidindo que aquela, ao menos, ainda não era a noite para perguntas e respostas. Ele parou diante de Bella e estendeu-lhe a mão.
— Que tal uma dança? — disse, esboçando um sorriso.
Bella mordeu o lábio inferior e lançou um olhar na direção de sua taça de champanhe. Aqueles lábios dele, cheios e esculpidos à perfeição, curvados num sorriso sedutor, causavam uma agitação dos diabos em seu interior. Como ela seria capaz de dançar quando sentia as pernas bambas só com um sorriso dele?
— Não bebi o suficiente para isso. — Ela tentou argumentar.
— Não se preocupe. — Edward segurou sua mão, firmemente, fazendo-a se levantar. — Você estará comigo.
Ela arqueou uma sobrancelha diante do tom arrogante, mas não fez nenhum comentário. Como as pernas estavam cooperando, ela se deixou guiar até a pista. Descobriu que não desejava resistir à oportunidade de ficar perto de Edward.
Quando chegaram à pista, ele colocou uma mão em sua cintura, aproximando-os. Então, segurou sua mão com a outra e guiou-a ao som da suave canção que a banda tocava.
Bella suspirou e descansou a cabeça no ombro dele, mergulhando na sempre maravilhosa sensação de estar assim, perto e junto de Edward.
Eles deslizaram pelo salão, esquecendo-se de que havia mais gente ali a não ser os dois, ligando-se um ao outro por desejos e necessidades que cresciam, duravam, e descansavam até surgirem de novo.
Quando seus olhares se encontraram, em meio à luz baixa e ao ritmo misterioso da música, havia, novamente, aquele calor abrasador e uma necessidade tão latente, tão forte, que desestabilizava a mente, acelerava o coração, pulsando violentamente. Era surpreendente que os convidados não sentissem aquela intensidade.
Bella o observou, presa ao olhar dele. Ele a fitava com os olhos verdes e obscurecidos, como o mar em uma tempestade noturna, que a manteve presa. Perdendo-se nele.
Edward fitou os lábios dela, desejando sentir o gosto primeiro ali. Depois, beijaria cada canto da pele macia, ouvindo-a gemer e suspirar seu nome. Ele respirou fundo e soltou o ar lentamente. Estava a um passo de enlouquecer completamente. Se havia um limite, estava nele e muito, muito perto de cometer uma loucura.
Suavemente, ele a trouxe mais para perto.
Bella prendeu a respiração quando ele se inclinou em sua direção.
— Eu quero você, Bella. — sussurrou Edward no ouvido dela. — Quero levá-la para o quarto e fazer amor com você. Esta noite.
Ela estremeceu, sentindo o hálito cálido dele acariciando sua pele. Seu corpo estava uma confusão. O que a empurrava na direção dele era tão forte, tão poderoso, que nublava sua mente e confundia seus sentidos.
Por um instante, ela não disse nada. Quando encontrou a própria voz, afastou-se o suficiente para fitá-lo nos olhos.
— Que bom que estamos num hotel.
Edward ouviu a voz rouca, observou os olhos castanhos, enormes e provocantes, e sentiu o sangue pulsando forte na cabeça. Mas, ainda assim, conseguiu esboçar um sorriso enviesado e dizer:
— Uma viagem de elevador é o máximo que aguento.
— Somos dois. — Bella devolveu o sorriso e, com um beijo leve nos lábios dele, aproximou-se do ouvido dele e sussurrou: — Leve-me com você, Edward, e faça amor comigo. Também quero você.
Ele a fitou.
— Isso significa que você já pensou?
Não, ela não conseguia pensar. Estava tão dominada de desejo que não conseguia pensar. Talvez, se ela e Edward atingissem aquele grau de intimidade, deixando para trás a excitação da novidade, ela conseguiria pensar. Então, voltaria a ser racional, movida pela lógica, não pelo que corria, desvairado e quente, em suas veias.
— Não quero pensar esta noite. — Ela disse. — Só quero sentir. Só quero senti-lo.
— ~ —
Eles estavam na mesa dos Cullen, despedindo-se, quando Cyrus se aproximou.
— Senhor Cullen.
Edward fitou o motorista com um olhar aborrecido.
— Esta noite, não, Cyrus. Estou fora do alcance para todos. — Ele se virou para falar com a mãe, ansioso por encerrar as despedidas.
Cyrus não se moveu.
— Senhorita Swan, então. — insistiu o motorista, para a surpresa de Bella, e a irritação de Edward.
Ambos fitaram Cyrus.
Edward abriu a boca para falar, mas Bella o interrompeu, colocando uma mão em seu braço. Ela fitou o motorista.
— Anthony? — disse Bella, compreendendo, ao que Cyrus assentiu.
— Bess disse que Anthony está com febre, quase trinte e oito graus. Ela já chamou o médico e pediu que eu os avisasse imediatamente.
— Sim, claro. Obrigada, Cyrus. — disse Bella e, apesar da pontada de decepção, virou-se para Edward com um olhar determinado. — Você precisa ficar com Anthony.
— É claro. — Edward assentiu. Estava fora de alcance para todos, menos para o filho. Demorara, mas estava aprendendo que Anthony era sua prioridade número um. Compreendia e aceitava isso, mesmo agora, quando isso significava perder sua noite com Bella. E, pensou, surpreendia-o que ela também compreendesse. — Venha comigo.
Ela assentiu, sem querer discutir ou discordar. Ficaria preocupada até ter notícias de Anthony, então era melhor acompanhar Edward e sabê-las logo.
Após uma breve despedida, Edward e Bella caminharam para fora do hotel, seguindo na direção oposta a dos elevadores.
No final, eles terminariam a noite juntos. Só não seria como haviam imaginado. Ou esperado.
— ~ —
Quando eles chegaram à mansão, o médico já estava examinando Anthony. Eles o encontraram, com o menino, conversando pacientemente com um Anthony de olhar cansado, o rosto corado por causa da febre e a expressão meio infeliz de alguém doente.
O menino esboçou um breve sorriso quando avistou o pai e Bella, mas, com o efeito dos remédios e do afago de Bella em seus cabelos, adormeceu logo.
— O que ele tem, Doutor Collins? — quis saber Edward, dirigindo-se ao médico enquanto eles ainda estavam no quarto do menino.
— Catapora. — respondeu o médico, tirando os óculos de grau e massageando os olhos cansados. Tinha sido o pediatra de Edward e Alice na infância e agora era o médico de Anthony. Havia um sentimento nostálgico nisso, cuidar do pai, depois do filho. Era outra maneira de observar como a vida se perpetuava, imaginou. — Por isso a febre alta e as manchas na pele.
Bella observou as marcas vermelhas nos braços, pescoço e uma no rosto de Anthony. Não tinha percebido nada quando o vira mais cedo. Com um murmúrio solidário, levou uma mão à testa do menino e sentiu a pele quente ali.
O médico observou a moça elegante, em trajes de gala, que afagava o rosto do menino e fitava Anthony com um olhar suave e gentil. Era interessante, pensou Doutor Collins. Ela estava vestida como uma estrela de cinema, mas aparentava a simplicidade de uma mulher comum e preocupada com o bem estar da criança à sua frente.
Collins lançou um olhar na direção de Edward. Ele, também, observava a moça. Com o olhar de um homem cativado e fascinado, pensou o médico e sorriu. (Bem diferente, pensou o Doutor Collins, da última vez que vira Edward com a outra mulher — a mãe de Anthony.) Não podia culpá-lo.
Com um pigarro, ele chamou a atenção de Edward.
— Receitei um remédio para a febre e outro que vai ajudar quando a coceira começar. — disse, entregando a receita a Edward.
— Mais alguma coisa? — quis saber ele, lançando mais um olhar na direção de Bella e do filho. — Alguma recomendação específica?
— Certifique-se de que Anthony descanse bastante e coma coisas leves. Bess já está acostumada à dieta de alguém com catapora, já que você e Alice tiveram isso quando criança. Ela sabe o que fazer.
— Sim, claro.
O médico se levantou, com sua pasta de couro preta em mãos.
— Estarei no celular se você precisar de mim.
— Obrigado, Doutor Collins. Eu o acompanho até a porta.
Antes de sair, o médico se virou para Bella:
— Foi um prazer conhecê-la, senhorita Swan.
Ela sorriu.
— O prazer foi meu, doutor Collins. Obrigada por cuidar de Anthony.
Ela se importava com o menino, percebeu o médico. Bem diferente, pensou, da mãe de Anthony.
Edward acompanhou o médico até a porta da frente, ouvindo as últimas instruções do médico sobre o que deveria fazer para cuidar do filho com catapora. Quando as instruções foram dadas, Doutor Collins o fitou e sorriu.
— Ela é linda e gosta do seu filho.
— Anthony também gosta muito dela. — Edward não precisava perguntar sobre quem o médico estava falando.
— Ele perguntou por você e por ela. — lembrou-se o médico, franzindo o cenho. — Eu gosto dela.
Edward franziu o cenho, encenando um olhar perigoso.
— Vá com calma, seu velho, eu a vi primeiro.
O médico deu uma gargalhada.
— É uma coisa boa que eu não tenho trinta anos a menos, rapaz. Você não teria chance contra mim.
Edward curvou os lábios.
— Sou um homem de sorte, então.
O médico o fitou, a expressão reflexiva, e estalou a língua.
— Ah, sim, você é.
— ~ —
Ele voltou ao quarto do filho, onde Bella o esperava, sentada na ponta da cama, acariciando a mão de Anthony enquanto o observava. Ela se virou quando ouviu a porta abrir e fitou Edward com um breve sorriso.
— Catapora faz parte da infância, suponho.
— Pois é. — Edward se aproximou da cama e observou o filho adormecido. — Para alguns, faz. Tive catapora com a mesma idade de Anthony. — disse ele, lembrando-se de que o pai não tinha aparecido nenhuma vez para vê-lo, uma vez que nunca tivera catapora e tinha medo de contrair a doença, caso o visitasse.
Isso o tinha magoado na ocasião. E ainda magoava, percebeu Edward. Especialmente agora, quando ele mesmo tinha um filho e, sabia, ficaria o tempo todo perto de Anthony, mesmo se nunca tivesse contraído catapora.
— Eu tive quando estava com sete anos. — disse Bella. — Minha mãe teve um grande problema inventando atividades para me fazer ficar na cama, em repouso. — Ela encontrou os olhos de Edward com um brilho divertido no olhar. — Fui uma criança hiperativa.
Ele franziu o cenho.
— Mas você parece tão calma agora.
Bella moveu os ombros.
— Fiquei mais velha. Aprendi a canalizar minha energia para o trabalho. — Ela se levantou, deu um beijo suave na testa de Anthony. — É melhor eu ir. Está tarde.
Edward segurou sua mão quando ela deu um passo em direção à porta.
— Fique.
Ela franziu o cenho, surpresa. Lançou um olhar na direção da criança adormecida, depois o fitou.
— Edward, eu… nós não...
— Só para dormir, Bella. — disse ele, a voz baixa e calma. Sabia que as prioridades da noite, tanto dela quanto dele mesmo, haviam mudado completamente para Anthony. Mas gostaria de tê-la por perto, mesmo que fosse apenas para dormir.
Ela respirou fundo, soltou o ar lentamente.
— Está bem. — concordou Bella e ergueu os olhos, fitando-o com um sorriso enviesado. — Mas eu não trouxe uma muda de roupa.
— Vamos dar um jeito nisso. — Ele a imaginou usando uma de suas camisas, apenas uma de suas camisas, com aquelas pernas longas e macias expostas. A imagem disso acelerou sua pulsação, escurecendo seu olhar. Deliberadamente, para aquietar a si mesmo, ele roçou os lábios na testa dela e beijou-a ali, suave e castamente.
— Pai? — chamou Anthony, a voz rouca de sono.
Edward e Bella viraram-se para o menino, o desejo relegado a um canto, a atenção voltando-se para cuidar da criança doente.
— E aí, campeão? — disse Edward, sentando-se na beirada da cama, encontrando os olhos verdes e sonolentos do filho. — Como você se sente?
— Estou com frio.
— Eu sei, mas isso logo vai passar. O remédio que o doutor Collins deu vai fazer o frio passar.
— Ele disse que eu tenho catapora. — comentou Anthony, franzindo o nariz diante do termo. — São essas manchas na minha pele?
— São sim. — respondeu Edward, observando o filho analisar os próprios braços.
— Não quero ter catapora. — disse Anthony ao pai. — A gente não vai poder ir ao parque amanhã se eu tiver.
— Nós vamos ao parque quando você estiver melhor, campeão. Eu prometo.
— Quero ir amanhã. — reclamou Anthony com o típico aborrecimento infantil de uma criança doente.
— Amanhã não, Anthony. — replicou Edward, a voz baixa, mas o tom firme. — Amanhã nós vamos ficar em casa. Eu vou ficar com você e nós podemos jogar Monopoly ou qualquer outro jogo de tabuleiro.
Isso captou a atenção do menino.
— Sério?
— Sério. — Edward ajeitou melhor as cobertas em torno do filho, percebendo-o com as pálpebras pesadas, lutando contra o sono. — Agora você precisa dormir.
— Senhorita Bella, você vai jogar com a gente amanhã?
Bella se inclinou e beijou a ponta do nariz dele.
— Vou sim, meu amor. Mas só se você dormir agora. Você precisa descansar para a catapora ir embora logo.
— Então eu vou descansar. — murmurou Anthony, vendo que estava em desvantagem naquela questão, já que Bella, claramente, estava do lado de seu pai. — Posso ter uma história para dormir?
Bella lançou um olhar na direção de Edward.
— Vá em frente. — disse ele. — Preciso ligar para minha mãe e avisá-la de que Anthony está bem.
Ela assentiu e, quando ele deixou o quarto, puxou uma cadeira para perto da cama, pegou o livro que estava na cabeceira da cama e começou a lê-lo para o menino.
Quando terminou de tranquilizar a mãe, Edward voltou ao quarto para encontrar o filho dormindo pacificamente na cama e Bella, também adormecida na poltrona.
Como no dia do incidente com a babá, a cena o tocou. Mais profundamente dessa vez, ele percebeu, um pouco alarmado. Fazia pouco tempo que Bella estava em sua vida e na de Anthony. Ainda assim, por um instante, ela parecia pertencer àquele cenário.
Ele não sabia o que fazer em relação a isso. Com a atração e o desejo que sentia por Bella podia lidar. Mas não sabia como lidaria se houvesse algo mais. Afinal, nunca houvera algo mais para ele.
Bella abriu os olhos ao ouvi-lo.
— Desculpe. — Ela fechou o livro e se levantou. — Acho que estou mais cansada do que imaginava.
— Foi uma noite longa. Venha, vou levar você ao seu quarto.
Ela deixou o livro na cabeceira de Anthony e, sem querer incomodar o menino doente, seguiu Edward para fora do cômodo.
A senhora Jones estava no corredor, já usando um robe, embora os cabelos estivessem presos em um coque elegante.
— Senhor Cullen, já providenciei o que me pediu. Arrumei o Quarto Azul para...
— Não, o quarto azul não. — Edward a interrompeu, o tom ríspido.
A senhora Jones estava habituada ao tom ríspido do patrão, mas Bella ficou chocada com a atitude dele. Parecia que a governanta o tinha ameaçado mortalmente.
— Perfeitamente, senhor. Vou transferir as coisas para o Quarto Rosa imediatamente.
— Obrigado, Bess. — Ele esperou até a governanta se afastar e virou-se para Bella, fingindo não perceber o olhar interrogativo dela.
— Eu vou ficar um pouco com Anthony. — disse ele à Bella, tocando os lábios dela brevemente. — Tenha uma boa noite.
Bess já a esperava para levá-la até o quarto. Depois de lhe mostrar rapidamente o aposento, a governanta transferiu os itens que já havia levado ao Quart Azul. Quando terminou, desejou boa noite à Bella e caminhou até a porta.
— Senhora Jones. — Bella a chamou governanta antes que ela saísse do quarto.
— Sim?
Bella hesitou um instante, mas decidiu que não dormiria se não tirasse uma dúvida.
— Qual é o problema com o Quarto Azul? — Ela perguntou e, observando a hesitação da mulher, soube que ao menos parte de suas suspeitas tinha fundamento. Só esperava que Bess lhe fornecesse mais informações.
— Senhorita Swan, eu... — Ela fez uma pausa, hesitou novamente. Por fim, suspirou. Sabia que a moça era perspicaz e, embora corresse o risco de estar fazendo fofoca, queria ajudá-la a compreender onde estava se metendo. — O Quarto Azul era o lugar onde a mãe de Anthony dormia, quando ela viveu aqui.
Bella franziu o cenho.
— Você quer dizer que era o quarto que Edward dividia com a esposa.
Bess meneou a cabeça.
— Não. Eu quis dizer exatamente o que disse. Nunca houve uma senhora Cullen nessa casa, senhorita Swan. — explicou e, antes que se tornasse mais fofoqueira, acrescentou: — Desculpe, senhorita, mas eu já falei mais do que deveria.
— É claro. Obrigada, senhora Jones.
A governanta assentiu e se retirou.
Bella caminhou pelo quarto, curiosa. Sabia muito pouco sobre Edward, percebeu. Especialmente no que dizia respeito ao passado dele com a mãe de Anthony. É claro que não podia cobrar nada. Afinal, eles se conheciam há pouco tempo. Mas isso não mudava o fato de que queria saber.
Ainda mais depois de ver a reação dele quando a governanta tentara colocá-la no tal Quarto Azul.
Edward tinha ficado furioso e ela não entendia essa reação.
Bella abraçou a si mesma e se sentou na beirada da cama. Com um longo suspiro, percebeu que aquele era o segundo mistério em relação a Edward com o qual se deparava desde que o conhecera.
Observando o quarto elegante, ela tomou uma decisão.
Estava na hora de fazer perguntas.
N/A: Então, o que acharam?
Ps.: Meu spoiler da semana passada ficou sem sentido. Desconsiderem-no (por enquanto). Vocês vão entendê-lo no Capítulo 11. Desculpe por isso!
