N/A: Olha eu aqui, atrasada. Desculpa por isso, gente, mas fiquei sem inspiração. É tão frustrante não conseguir escrever, sabe? Pior ainda é deixar vocês na mão. :/ Desculpa mesmo por atrasar a postagem.

Obrigada pelos comentários de vocês! Leio todos e levo tudo que vocês dizem em consideração. :D

Agora, boa leitura!


CAPÍTULO ONZE

Bella acordou cedo no domingo — uma coisa muito rara para seus padrões. Quando virou na cama, abrindo os olhos para fitar a manhã gloriosa que entrava através da janela, ela compreendeu porque tinha acordado tão cedo. Não estava no próprio quarto, nem na própria cama.

Estava na casa de Edward.

Ela observou o quarto ao redor, com sua decoração sóbria e sem pompa, apesar de que o tamanho do aposento já contribuía para classificar aquele quarto como imponente. Aquele cômodo sozinho devia ser do tamanho de sua sala de estar e cozinha juntas.

Espreguiçando-se, Bella se permitiu um momento de indulgência, cedendo à maciez do colchão em baixo de si e à espaçosa cama em que havia dormido.

Uma pena que tivesse dormido sozinha.

Aquele não era o quarto de Edward e ela sabia que, com Anthony doente, não era certo levar adiante aquele jogo de sedução iniciado no baile. Estava frustrada, mas, depois da noite passada, tinha chegado à conclusão de que precisava esclarecer algumas coisas antes de permitir que sua relação com Edward avançasse.

Mas, pensou, isso não aconteceria hoje.

Hoje ela dedicaria seu dia ao outro adorável Cullen em sua vida, que estava doente e merecia um pouco de mimo.

Depois de um rápido banho e uma troca de roupas — ela não sabia, exatamente, de onde vinham as roupas que a Senhora Jones arrumara no quarto, mas rezava para que não fossem de alguma mulher com quem Edward tivera algo. Não estava em posição de recusar as roupas, uma vez que sua estadia tinha sido de última hora, e ela não podia andar pela casa em um vestido de gala e salto alto, mas seria desconfortável se as roupas fossem de outra mulher com quem Edward já estivera.

Decidida a não pensar nisso, Bella escolheu calças jeans confortáveis e uma blusa azul, amarrou os cabelos num rabo de cavalo e deixou o quarto. Primeiro, foi ver como Anthony estava. Encontrou-o ainda dormindo, meio febril, mas com um semblante tranquilo. Sem querer perturbá-lo, deixou-o dormir e saiu do quarto. Resolveu descer, em busca de café da manhã e de Edward.

Quando entrou na cozinha, encontrou a governanta diante da bancada, preparando o que parecia ser uma massa de bolo.

— Bom dia, senhorita Swan. — disse a senhora Jones, com um sorriso educado, quando a viu entrar na cozinha.

— Bom dia. — Bella devolveu o sorriso da governanta. — Estive com Anthony. Ele está dormindo como uma pedra.

A governanta assentiu, em compreensão.

— O pobre não teve uma noite fácil. Entre a febre e a coceira, ele mal conseguiu dormir. — Ela deixou sua tarefa com o bolo, lavou as mãos. — Por favor, senhorita Swan, sente-se. Vou providenciar seu café.

— Obrigada. Você pode me chamar de Bella, se quiser.

Bess sorriu por sobre o ombro.

— Está bem, Bella. E você pode me chamar de Bess.

Bella assentiu, satisfeita por desfazerem as formalidades, e se sentou diante da bancada. Quando sentiu o cheiro de waffles, soltou um longo suspiro. Teria que aprender a controlar a boca se pretendia mesmo ficar por perto.

— Você passou a noite com Anthony?

— Ah, não. — disse Bess, distraída, ocupando-se em preparar café fresco. — O senhor Cullen ficou com ele.

— É mesmo?

Diante do tom incrédulo, a governanta se virou e esboçou um sorriso enviesado.

— Eu sei. É surpreendente.

Bella contraiu os lábios, sentindo-se envergonhada por deixar escapar seu tom surpreso.

— Ele está tentando mesmo. — murmurou ela e suspirou.

— Está. — Bess assentiu, tendo-a ouvido. — Ele sempre foi empenhado, o senhor Cullen. — continuou. — Não há nada que ele não consiga fazer, quando resolve fazê-lo. Com Anthony, ele devia ter tentando antes, mas acho que estava precisando de um pouco de incentivo. — Ela se virou e sorriu para Bella. — Quer suco de laranja, goiaba ou outra fruta?

— Laranja, por favor. — Bella a observou enquanto ela separava as frutas para o suco. — Posso ajudá-la, Bess.

— Eu sei que pode. E que ajudaria, se eu permitisse. Mas hoje não. — Ela colocou a caneca de café e a garrafa diante de Bella e esboçou um sorriso suave. — Hoje você fica aí que vou lhe servir o café da manhã.

— Obrigada. — Bella bebericou o café enquanto Bess terminava os waffles.

Desnecessário dizer que o café da manhã foi pecado em forma de comida. Bella terminou a refeição dizendo a si mesma que não cederia no almoço, qualquer que fosse a comida que lhe apresentassem.

— Estava tudo uma delícia, Bess. Você é uma cozinheira excepcional.

A governanta sorriu, orgulhosa. Elogios à sua culinária era seu ponto fraco.

Edward entrou na cozinha nesse instante. Ele ocupou um lugar ao lado de Bella e agradeceu o café que Bess providenciou.

Bella se virou para fitá-lo.

— Anthony ainda está dormindo?

Ele assentiu, bebendo um gole de café.

— Acho que está dormindo melhor agora. A noite passada foi difícil para ele. — Edward fez uma careta. Mais de uma vez se sentira inútil, tentando acalentar o filho durante o sono inquieto, mas o doutor Collins dissera que a febre e o desconforto eram esperados. Por um tempo, pelo menos. Isso, é claro, não mudava o fato de que Edward detestava ver o filho doente sem que pudesse fazer alguma coisa além de medicá-lo.

Afinal, estava habituado a sempre resolver as coisas, por mais difíceis que fossem.

Bella apertou sua mão suavemente, trazendo-o de volta à cozinha.

— Que bom que você ficou com Anthony.

Ele curvou os lábios. Sentia-se exausto pela noite mal dormida, mas era melhor do que se sentir culpado.

— Anthony ficava surpreso cada vez que acordava e me via. — contou Edward e começou a traçar círculos nas costas da mão dela.

O gesto espalhou-se pelo corpo de Bella numa onda de agitação e calor. Ela mudou de posição em seu banco e observou a cozinha, percebendo que a governanta não estava mais por perto.

— Bess está com Anthony. Ela vai paparicá-lo um pouco. — disse Edward, como se tivesse lido seus pensamentos, ainda acariciando sua mão. Ele ergueu os olhos e a fitou com um sorriso torto nos lábios. — Temos a cozinha inteira só para nós.

— Ah, bem. — disse ela, em um sussurro. — Acho que vamos ter que pensar em algo para fazer.

— Alguma sugestão?

— Tenho algumas ideias. Sou uma pessoa criativa.

Foi a vez de Edward mudar de posição em seu banco. Antes que pudesse dizer alguma coisa, porém, ouviu Cyrus pigarrear na porta.

— Senhor Cullen.

Edward o fitou, o olhar frio. Mas o motorista permaneceu impassível.

— O que foi, Cyrus?

— Aquela ligação de Moscou, senhor.

— Está bem. Já vou atender. — disse Edward. Embora estivesse ansioso por receber aquela ligação, isso não significava que estava feliz por ser interrompido. Ele esperou até o motorista se retirar e virou-se para Bella. — Preciso atender essa ligação. Você se importa de ficar com Anthony?

— É claro que não. — Bella meneou a cabeça e, assim como Edward, levantou-se de seu lugar diante da bancada.

— Não vou demorar. — prometeu Edward, seguindo com ela para fora da cozinha.

— Leve o tempo que precisar. — Bella sabia que, por mais que ele tentasse afastar-se do trabalho, momentos como aquele eram inevitáveis. Ela mesma já tivera que resolver problemas ou atender ligações aos domingos.

— Obrigado. — Edward disse, quando ambos estavam parados diante da escada.

— De nada. — Bella sorriu e, porque não era nenhuma colegial inexperiente, inclinou-se na direção dele e beijou-o. Tinha a intenção de que o beijo fosse breve, mas Edward a envolveu e a fez mergulhar num beijo urgente e rebelde. Devia saber que, com tanta tensão sexual pairando sobre eles, não havia como trocar um beijo suave.

Quando se separaram, ambos estavam ofegantes e agitados.

Bell passou as mãos pelos cabelos.

— É melhor você atender aquela ligação. — disse ela. Precisava se afastar dele antes que o arrastasse para a primeira porta aberta que encontrasse e acabasse com aquele desejo que sentia e que via nos olhos dele. — Eu vou ficar com Anthony. — disse ela e subiu as escadas a passos apressados.

Edward respirou fundo, procurando o próprio equilíbrio. Quando se julgou recuperado, seguiu para o escritório.

— ~ —

Apesar de sua promessa, Bella não tinha conseguido resistir ao almoço que Bess preparara para ela e para Edward. Uma vez que Anthony ainda dormia quando chegou a hora do almoço, não fazia sentido comerem com o menino.

Então, Edward e Bella tinham almoçado juntos, conversando sobre vários assuntos. Quase parecia um encontro, se não fosse pelo lugar e o motivo de estarem ali.

— Edward, eu acho que você faz de propósito.

Ele a fitou, com o cenho franzido.

— O que eu faço de propósito?

— Você sabe que meu ponto fraco é comida. Por isso, diz à Bess para preparar essas refeições maravilhosas para não me dar outra escolha a não ser ficar aqui.

— Então você está aqui pela comida.

— Tem grande peso. Afinal, ainda preciso comer uma coisa ruim que Bess preparou.

— Isso nunca vai acontecer. Bess é a melhor cozinheira que eu conheço. E eu conheço muitas pessoas.

— Exibido.

Ele moveu os ombros.

— É verdade. — disse, tentando soar sério, mas os cantos dos lábios ameaçavam curvar-se num sorriso.

Bella fingiu recriminá-lo com um olhar. Recebeu dele um sorriso torto e suspirou diante disso. O homem era tão irresistível quanto a comida.

— Bess trabalha para você há muito tempo? — perguntou, lembrando-se da noite passada e das informações que a governanta lhe dera sobre a mãe de Anthony.

— Bess trabalha para minha família desde que eu nasci. Faz trinta anos. — disse Edward, o tom reflexivo, bebendo um gole de vinho. — Ela costumava ajudar minha mãe, mas, quando eu construí essa casa, ela decidiu vir comigo. — contou.

Bella assentiu, contornado a borda do seu copo, o gesto distraído. Queria dar um jeito de abordar o assunto sobre a mãe de Anthony, mas não tinha certeza se esse era o melhor momento.

Edward arqueou uma sobrancelha na direção dela. Ela parecia… ansiosa e hesitante. Desde que a conhecera, não se lembrava de tê-la visto dando voltas para abordar um assunto.

Quer dizer, ela até mesmo já tinha gritado com ele. Sem remorso ou constrangimento.

— O que foi? Você parece… agitada.

— Só estou pensando. — disse Bella e ergueu a cabeça para fitá-lo.

— Em quê?

— Por que você ficou daquele jeito quando Bess mencionou o Quarto Azul?

— Porque eu não queria que você dormisse lá. — respondeu Edward, prontamente.

— E isso tem a ver com a mãe do Anthony? Tem a ver com o fato de aquele ter sido o quarto dela?

Edward fez uma careta. Sabia onde Bella tinha conseguido aquela informação e não se surpreendia. Bess sempre tinha sido o canal de informações de sua família.

— Não acho que devemos falar sobre isso, Bella.

Ela esperava que ele pudesse dizer algo assim. Talvez Edward tivesse amado muito a mãe de Anthony e falar sobre isso o fazia sofrer. Isso explicaria várias coisas em relação a Edward — sua natureza fechada e seu relacionamento difícil com o filho, por exemplo.

Sim, pensou Bella, Edward provavelmente devia ter amado muito a mãe de Anthony. Ela compreendia isso. Só não entendia porque se sentia um pouco ressentida.

Mesmo assim, optou por ser madura e compreensiva.

— Edward, você pode me dizer. Eu sei que você teve uma história com a mãe do Anthony.

Edward a fitou, arqueando uma sobrancelha.

— Espere. Você acha que eu não a deixei dormir naquele quarto porque mantenho o lugar como… o quê? Uma espécie de monumento? — Ele meneou a cabeça, depois riu. O som seco e frio. — Você acha que eu amava aquela mulher?

Bella ficou chocada com o desdém na voz dele.

— Ela é a mãe do seu filho.

Os olhos de Edward escureceram.

— Aquela mulher deu à luz Anthony, sim, mas ela nunca foi uma mãe para ele. Ela era uma piranha que foi capaz de negociar o próprio filho. É por isso que não quis você naquele quarto. — Edward fez uma pausa. — Inferno, eu devia ter me livrado daquele lugar há muito tempo. — Ele se levantou, dando as costas para ela e aproximando-se da janela. Fitou o lado de fora, a expressão séria. — Eu não a amava. Nunca amei.

Bella não sabia o que fazer. Por um lado, queria pressioná-lo e fazê-lo falar mais sobre a história dele com a mãe de Anthony. Mas, por outro, ao ouvir o aborrecimento e a amargura no tom dele, ela sabia que o assunto era complicado e talvez não devesse ser abordado ainda. Agora que sabia um pouco mais, queria que Edward lhe contasse aquela história porque confiava nela, não porque fora pressionado a fazê-lo.

Na noite passada, tinha decidido que queria respostas. Mas, agora, percebeu que podia esperar para tê-las.

Edward havia concordado em lhe conceder tempo, quando ela decidira que eles deviam levar o relacionamento um passo de cada vez. Agora, era a sua vez de dar tempo a ele.

Bella se levantou e caminhou até onde ele estava. Tocou o ombro dele e o fez fitá-la.

— Eu sinto muito, Edward. Não devia ter começado esse assunto. Como eu disse, entendo que você teve um passado com a mãe do Anthony. Se você não quer falar sobre isso, por mim tudo bem.

Ele franziu o cenho.

— Simples assim? Pensei que você fosse do tipo curiosa.

Bella esboçou um breve sorriso.

— Eu sou, mas não a ponto de ser intrometida. Não vou pressioná-lo para que me conte a sua história com a mãe do seu filho. Posso ser paciente e esperar que você queira me contar.

Edward suspirou. Ela parecia compreensiva naquele momento, mas sabia que isso não duraria para sempre. Perguntou a si mesmo se, quando chegasse a hora em que contasse a ela não apenas sobre a mãe de Anthony, mas também sobre o que ele era, se Bella também seria compreensiva. Não sabia a resposta para essa pergunta, e isso, percebeu, assustava-o.

E se Bella achasse que seu estilo de vida era demais, se rejeitasse seu lado criminoso, e decidisse não ficar com ele? E, pior, se ela o desprezasse?

Não gostava de como essa simples hipótese o assustava.

Bella franziu o cenho, intrigada com o que via nos olhos dele.

Porém, antes que ela pudesse perguntar por que ele a estava olhando daquela maneira, Edward falou:

— Obrigado por não me pressionar. — disse ele. — Mas faça um favor a nós dois, sim?

Ela arqueou uma sobrancelha.

— Que favor?

— Não espere demais.

— ~ —

Edward estava sentado em uma mesa de canto, à espera de Aro, enquanto Emmett lhe repassava novidades sobre os assassinatos na região da Eclipse.

Desde a noite em que Edward estivera na boate — a mesma noite em que encontrara Bella —, havia ocorrido mais um assassinato. Esse último crime ocorrera na noite em que ele e Anthony haviam convidado Bella para jantar. Edward ainda se ressentia por ter sido afastado de Bella para verificar a situação.

Mas o caso era que a polícia começava a fazer a ligação entre os crimes e o fato de que ocorriam sempre com vítimas que haviam frequentado a casa noturna de Edward.

Como queria se certificar de chegar ao assassino antes que a polícia, Edward precisava dedicar muito tempo à solução daquele caso. Embora tivesse deixado a investigação nas mãos de Emmett — alguém em quem ele confiava —, sentia-se obrigado a ficar inteiramente a par daquela situação.

Assim como Edward suspeitava que o assassino estava tentando atingi-lo, também sabia que, quem quer que fosse, essa pessoa conhecia segredos de sua família que, até então, ele julgara muito bem guardados.

Encontrar esse assassino não era uma opção. Era algo que ele precisava fazer. E faria.

Havia coisas sobre o passado dos Cullen, especialmente sobre os pais de Edward, que precisavam ficar nas sombras e nunca serem trazidas à superfície. Para o bem de todos, especialmente de Esme e de Alice.

A mãe e a irmã já tinham sido danificadas demais pelo que acontecera no passado. Edward não permitiria que isso estragasse o presente e futuro maravilhosos que ambas tinham construído.

— Edward, meu caro!

Resistindo ao impulso de fazer uma careta, Edward ergueu a cabeça e devolveu o cumprimento de Aro com um assentimento. Não gostava do tom sempre alegre do outro. Especialmente porque os olhos escuros de Aro jamais acompanhavam seu tom de voz jovial ou o sorriso cínico.

— Espero não ter feito você esperar muito. — comentou Aro, soando preocupado, mas ambos sabiam que ele fazia Edward esperar de propósito. Com um gesto para um garçom, ele se sentou e voltou-se para Edward. — Você parecia ansioso para falar sobre esse assunto.

— Anthony está doente. Não quero demorar. — replicou Edward. Tinha passado o domingo com o filho e, com a ajuda de Bella, cuidara e distraíra Anthony da melhor maneira que conseguiram.

Como a catapora ainda estava no início, Anthony passara boa parte do dia cansado, tirando cochilos não muito tranquilos, pois a febre retornara. Ele não parecera muito aborrecido, porém, quando acordava e encontrava o pai com ele.

Edward se sentia um pouco irritado — consigo mesmo — quando via a surpresa nos olhos de Anthony ao vê-lo a seu lado. Ao perceber, pensou, que ele cumprira a promessa de que não o deixaria naquele dia.

Coisas como essa reação do filho faziam-no perceber que era muito simples fazer Anthony feliz.

O filho só precisava dele.

Esse era mais um motivo porque Edward não queria estender muito aquela reunião com Aro.

Precisava voltar para casa. Para o filho.

— Pobre Anthony. O que ele tem?

— Catapora. Que informações você tem sobre os assassinatos?

Aro esboçou um sorriso amarelo e bebeu um gole de seu uísque antes de responder.

— Um dos meus prédios fica localizado a uma quadra da Eclipse. Alec, que trabalha como senhorio para mim no lugar, me contou que tem um morador novo. Mudou-se há pouco mais de três meses. É um homem, cerca de trinta anos, e atende pelo apelido de Russo.

— Você não sabe o verdadeiro nome dele?

— Não costumo perguntar esse tipo de coisa. Desde que meus locatários paguem, eles podem se chamar do que quiserem.

Edward não questionaria isso. Seus negócios também seguiam a mesma lógica.

— Por que você acha que esse homem pode ter algo a ver com meu problema?

— Alec disse que ele foi específico quando o procurou, dizendo que precisava ficar num lugar próximo à rua onde fica sua boate. Russo não disse que queria ficar perto da Eclipse, exatamente, mas, com o seu problema, bem que podemos pensar nisso, não é?

Edward pensou sobre aquilo, trocando um breve olhar com Emmett. O outro assentiu. A teoria de Aro fazia sentido.

— Preciso falar com esse tal de Russo.

Aro sorriu.

— Tenho certeza de que precisa. — disse ele. — E eu preciso que a fiscalização pare de embargar a construção do meu complexo empresarial na região sul.

Edward estava nessa vida tempo o suficiente para saber que sempre havia um preço a pagar por informação.

— Quem está no seu caminho?

— O nome dele é Simon Rogers, fiscal da prefeitura.

Edward assentiu.

— Rogers vai precisar tirar uma longa licença na segunda-feira. Alguém mais inclinado a liberar sua obra vai assumir o lugar dele. — disse e se levantou.

Aro fez o mesmo, estendendo a mão para Edward, que aceitou.

— Russo vive no segundo andar. Apartamento duzentos e um. Boa sorte na sua busca.

— Terei. — replicou Edward e afastou-se.

— Ah, Edward. — Aro o chamou.

Edward se virou para encontrar o olhar cínico do outro.

— Sim?

— Você ainda cultiva o hábito de investigar as mulheres com quem se relaciona?

Edward não gostou do tom, nem do modo como os olhos negros de Aro brilhavam, maliciosos.

— Por que está perguntando isso? — quis saber, ignorando a pergunta do outro com outra indagação.

Aro curvou os lábios, o sorriso cínico surgindo lentamente.

— Porque, meu caro — disse. —, Isabella Swan pode ter um sorriso doce, mas veneno frequentemente é confundido com doçura.


N/A: E aí, comentários?

Ps.: Não teremos post nesse domingo. Próximo post vai ser dia 13-06.