N/A: Surpresa! Espero que gostem. Bem-vindas, leitoras novas! Que bom tê-las de volta, leitoras velhas!

Muito, muito obrigada pelos comentários. :) Acho que nunca vou me cansar de lê-los. ;)

Boa leitura!


CAPÍTULO DOZE

— A pérgula vai ficar exatamente aqui. — explicou Bella, sinalizando um lugar entre arbustos e camélias. O espaço no jardim da Mansão Cullen ficava rodeado de flores e, ao fundo, tinha como vista um belo bosque de abetos e pinheiros. Era um belo lugar para se trocar os votos matrimoniais e um ótimo cenário para as fotos desse momento. — Não vai ser muito alta, de modo que as barbas de velho fiquem acima da cabeça de vocês. — disse à Alice. — Isso vai dar a impressão de que vocês estão casando no bosque. — Ela sorriu. — Vai criar uma bela ilusão.

— Sem dúvida. — concordou Alice, os olhos brilhando com a imagem mental do cenário descrito por Bella. — Posso ter uma pérgula cor de terra?

— É claro que pode. Você é quem manda. — disse Bella, anotando aquela alteração. Alice não mudava de ideia sobre muitas coisas e, quando fazia, apenas fazia alteração de cores ou modelos de peças a serem usadas na decoração do casamento. Era fácil lidar com uma noiva assim.

E também era um alívio. Especialmente porque não havia muito tempo para indecisões e ajustes extravagantes. Estavam na metade de maio e, além de planejarem o casamento e a festa, que aconteceriam já no início de julho, Bella ainda estava acertando os detalhes para o Chá de Panela de Alice, que seria na primeira semana de junho.

Ou seja, praticamente amanhã.

Ela fez mais algumas anotações na agenda, de coisas que lhe vieram a mente. Depois, ergueu a cabeça e continuou:

— Lá atrás, vamos instalar a plataforma de madeira para servir de pista de dança. Ao redor ficará uma cerca viva de flores do campo, nas cores que vcê escolheu, além das flores do jardim da sua mãe.

Alice assentiu, mordendo o lábio, pensativa.

— Será que é sensato manter praticamente tudo ao ar livre? E se chover bem na hora do casamento?

— Nós sempre temos um Plano B para esse tipo de cenário. Se chover, vamos manter tudo dentro da Mansão. As mesas ficarão no salão de festas, e você vai se casar na sala anexa ao salão. Sua entrada vai ser pela escadaria principal e, honestamente, se isso realmente for necessário, vai ser tão perfeito quanto caminhar pelo jardim encantado de Esme. — Bella disse e continuou: — Mas esse é o Plano B que, eu aposto, vai ser apenas isso. Tenho o pressentimento, além de esperanças, de que não vai chover no dia do seu casamento.

— Mamãe disse a mesma coisa. — Alice caminhou pelo jardim, observando-o e tentando imaginar como ficaria tudo o que Bella descrevera. Queria muito que o casamento acontecesse exatamente como estava planejando junto com Bella, mas, vez ou outro preocupava-se com o tempo. — Vou confiar em vocês. — decidiu. — Espero mesmo que o tempo ajude.

— Ele vai. — garantiu Bella, verificando sua agenda, enquanto transferia o peso de uma perna a outra. Era quinta-feira e ela estava exausta. Tinha tido uma semana agitada, resolvendo mil detalhes sobre o casamento de Alice e mais outros dois casamentos para os quais fora contratada. Para completar, embarcaria para Nova York no dia seguinte, com Carmen, para a Mostra, de modo que não poderia descansar no fim de semana.

E, quando voltasse, haveria os detalhes sobre o Chá de Panela de Alice.

Quando ela se tornara tão ocupada?

— Agora — disse Alice, enganchando seu braço ao de Bella. —, já que eu estou no comando, digo que está na hora de fazermos uma pausa. Mamãe está nos esperando para o chá. — Ela conduziu Bella de volta ao interior da mansão.

Era fim de tarde, de modo que o sol baixo começava a dar lugar às sombras do anoitecer, mergulhando a mansão numa aura quase mística.

Bella imaginou que poderia aproveitar essa atmosfera para a decoração. Pequenas velas em potinhos de vidro, decidiu. Ficariam perfeitas, espalhadas pelas mesas do jardim, iluminadas para a hora da festa, que aconteceria quando começasse a anoitecer.

Ela e Alice encontraram Esme na sala de estar, com uma mesa pronta para o chá. Era ótimo trabalhar assim, pensou Bella. Alice gostava de tornar as reuniões o mais informais possíveis e, como o casamento aconteceria na Mansão Cullen, havia decidido que teriam sempre suas reuniões ali, ao invés de na PW.

Bella concordara com a escolha da cliente, mas sabia que informalidade não era apenas o que Alice desejava com aquele pedido.

Levar Bella para a mansão também era a forma sutil tanto de Alice, quanto de Esme, de ter a chance de conhecê-la melhor e analisá-la.

Não era segredo para ninguém que havia algo acontecendo entre Bella e Edward e, por isso, ela agora tinha entrado no radar da irmã e da mãe dele.

Bella se sentia um pouco ansiosa sabendo que estava sendo analisada por Esme e Alice. Gostava de Alice e de Esme, não apenas por causa da relação profissional que tinham. Era bom conversar com elas, mesmo quando não estavam falando sobre casamentos. Alice, além de decisões sobre arranjos de mesa e canapés, era espirituosa e uma ouvinte interessada. Esme era gentil e paciente, sempre disposta a ajudar ou dar um conselho, como era próprio de algumas mães, Bella imaginou.

Apesar da análise sutil e discreta, Bella não se sentia intimidada. Continuaria fazendo seu trabalho e agindo como sempre agira. Gostava de pensar que tinha, ao menos, a simpatia de Alice e Esme. O resto se ajeitaria com o passar do tempo, imaginou.

De qualquer modo, isso não afetaria seu trabalho.

— Fiquei tão feliz por você ter vindo hoje, Bella. — comentou Esme, quando a filha e Bella se juntaram a ela para o chá. — Como foi sua semana?

— Agitada, confusa e maravilhosa. — respondeu Bella e recebeu um sorriso compreensivo de Esme. Depois de apenas algumas semanas, viera a perceber que Esme era atenciosa e que ela realmente se importava com as respostas que recebia. — Tenho tido bastante trabalho.

— Um trabalho que você adora.

Bella sorriu.

— Com certeza.

— Deve ser gratificante, observar tantas uniões, ser responsável por torná-las especiais, não é? — comentou Esme, bebericando seu chá. — Como você acabou nesse ramo de casamentos, aliás?

— Minha mãe. — respondeu Bella. — Ela era florista na nossa cidade e, às vezes, fazia algumas decorações, entre elas de casamento. Na verdade, casamentos era a decoração que ela mais gostava de fazer. E ela sempre me levava junto. Aprendi muita coisa durante aquele tempo. — Ela sorriu, lembrando-se. — Depois, quando vim para Chicago, conheci Angela e ela me indicou para um emprego de garçonete no bufê da PW. Como estava relacionado a casamento, resolvi aceitar.

Alice arqueou uma sobrancelha.

— Você era garçonete na PW? — perguntou — Como conseguiu chegar à planejadora?

Bella bebeu um gole de chá antes de responder.

— Eu gostava de dar algumas sugestões, primeiro no bufê, depois na decoração. Carmen começou a reparar em mim e, por mais que ela pudesse ter me dito que opinar não fazia parte do meu trabalho, continuou ouvindo minhas sugestões. Então, um dia, num Chá de Panela, Carmen passou mal e pediu que eu assumisse o lugar dela. Tanya, sua outra sócia, estava cuidando de outro evento e não podia substituí-la. — contou ela. Nunca esqueceria aquele dia, quando assumira o controle da situação, salvara a reputação da PW e conquistara a confiança da chefe. — Gosto de pensar que fiz um bom trabalho naquele Chá de Panela. Ou que, pelo menos, fiz algo certo porque, depois disso, Carmen me tornou sua assistente e, seis meses atrás, ela e Tanya me promoveram à planejadora.

— Elas devem estar muito orgulhosas de você. E contentes por ter alguém tão competente na empresa.

— Ah, tenho certeza de que Carmen está. — Bella moveu os ombros diante dos olhares interrogativos das outras duas. — Tanya não gosta muito de mim.

Esme franziu o cenho.

— Por quê?

— É uma excelente pergunta. — Bella bebeu mais um gole de chá. — Eu não sei. Mas a verdade é que ela não gosta de mim desde que me conheceu.

— Aposto que ela tem inveja por você ser tão competente. — comentou Alice.

Bella sorriu. Não acreditava muito nisso. Até onde sabia, Tanya até podia ser a Bruxa Má do Oeste encarnada, mas ela era muito boa quando o assunto era planejamento e execução de festas de casamento.

— De qualquer forma, isso nunca interferiu na minha posição na PW. Mesmo com sua antipatia, Tanya concordou em me promover. Ela e Carmen, como sócias, tinham ambas que aprovar uma decisão como essa.

Alice assentiu em compreensão.

Esme bebericou seu chá, pensativa. Quando pousou a xícara na mesa, fitou Bella.

— Você não acha essa antipatia sem motivo um pouco estranha?

— Não, na verdade, não. — Bella deu de ombros. Não pensava muito sobre isso. — Às vezes, não gostamos de alguém e ponto, não é?

Esme pensou sobre aquilo, pouco convencida, mas não teve oportunidade de continuar a conversa porque, nesse instante, a porta da sala foi aberta e, por ela, entraram seu marido e neto. Ela sorriu para ambos.

Anthony retribuiu o sorriso da avó com aceno entusiasmado. Então, avistou Bella e, com uma exclamação, soltou a mão do avô e correu na direção da mesa.

— Bella! Eu não sabia que você ia estar aqui. — disse o menino, atirando-se nos braços abertos de Bella.

— Eu também não sabia que você viria. — disse ela, beijando-o na ponta do nariz e colocando-o no colo. Desde o domingo da catapora, ela tinha feito algumas manobras na agenda, de modo que pudesse visitar o menino doente. Sentia-se culpada por não ter passado mais tempo com Anthony e, também, estava surpresa com a falta que sentira de ver o menino.

Sentia saudades de ver Edward também. Eles não tinham se visto muito nas últimas duas semanas. Tanto pela falta de tempo de ambos, quanto porque Bella sabia que, da próxima vez que se encontrassem, realmente se encontrassem, seria para retomar o que haviam iniciado no baile.

Era melhor resolver tudo o que tinham de resolver antes. Mas, maldição, essa espera estava acabando com ela.

Carlisle se aproximou da mesa e depositou uma mão no ombro da esposa.

— Esme pediu que eu trouxesse Anthony aqui. — explicou ele, dirigindo-se a Bella.

Esme lançou um olhar entre Bella e o neto.

— Achei que vocês fossem gostar da surpresa.

— Eu adorei! — exclamou Anthony, depois virou-se para Bella. — Papai não podia vir com a gente. Ele disse pra convidar você pra jantar com a gente hoje. Você vai, por favor?

— É claro que sim, Anthony. Como posso resistir a um pedido seu?

A resposta do menino foi um sorriso estonteante.

— Cyrus está aqui para levá-los, quando vocês estiverem prontos. — informou Carlisle à Bella.

— Está bem. — Ela assentiu. Tinha deixado o carro na PW, uma vez que viera para a mansão com Alice e Esme. Ela não entendia porque os Cullen eram tão determinados a oferecer caronas, mas viera a perceber que, nessa questão, recusar não era uma opção. Decidiu que ligaria para Angela e pediria para a amiga levar seu carro para casa. Sempre deixava uma chave reserva do veículo no escritório da PW.

Após a breve interrupção de Carlisle e Anthony, elas retomaram a conversa sobre casamento. Enquanto o menino permaneceu na mesa, empanturrando-se com o lanche que acompanhava o chá, Carlisle deixou-as com o assunto casamento e foi para seu escritório.

Alice continuou falando sobre a decoração da cerimônia e da festa, ouviu as ideias de Bella, suas sugestões, recorreu a mãe quando se viu indecisa sobre uma ou duas coisas.

Bella falou sobre o trabalho que faria enquanto, ao mesmo tempo, ajudava Anthony, ora servindo suco para ele, ora cortando uma fatia de bolo ou ajudando-o quando ele sujava o rosto. Não estava brincando quando dissera ser multitarefa. Falava sobre a decoração do casamento e cuidava de Anthony sem nunca perder o fio da meada com nenhuma das duas coisas. Esse era um dos motivos porque era tão eficiente em seu trabalho.

É claro, precisava dar algum crédito a Anthony, que era educado o suficiente para fazer seus pedidos sem choramingar ou espernear como uma criança mimada. Gostava disso em relação a ele e não podia deixar de pensar que, em se tratando de personalidade, o menino era discreto igual ao pai.

Além de não fazer cenas, ele também não se metia na conversa dos adultos. Com exceção de uma vez, pensou Bella, quando ele foi mencionado durante a conversa delas, quando Alice comentou que o sobrinho seria seu pajem.

— O que é isso? — quis saber Anthony, ao ouvir seu nome na mesma frase que aquela palavra estranha. Ele franziu o nariz e fitou a tia com olhos curiosos.

— Pajem é quem leva as alianças para os noivos durante um casamento.

— Por que você não pode levar as alianças?

— Porque eu vou estar ocupada, segurando o buquê. — explicou Alice. — E o Jasper não pode segurá-las, porque vai estar ocupado, me esperando.

— Hmmm. — Anthony refletiu sobre o assunto. — Mas vai ter um monte de gente no casamento, tia. Igual tinha no casamento da tia Rosalie e do tio Emmett.

— Ah. — Alice sabia que aquilo podia acontecer. O sobrinho era tímido, afinal de contas. Ela olhou entre a mãe e Bella, um pouco perdida.

— Anthony. — chamou Bella, calmamente, enquanto servia mais suco a ela e ao menino. — Você quer muito que a tia Alice e o tio Jasper se casem, não quer?

O menino a fitou.

— Sim. — disse, em resposta. — Eles se amam e, por isso, vão se casar.

— Exatamente. E você sabia que o pajem é uma das pessoas mais importantes num casamento, porque ele ajuda que os noivos se casem?

Anthony franziu o nariz, pensativo, tentando compreender aonde Bella queria chegar.

— Como? — quis saber ele.

— Ah, bem. Como Alice e Jasper vão se casar sem as alianças? Isso não é possível. Os noivos precisam da aliança para casarem, sabia? E, se não tiver ninguém para levá-las, sua tia e Jasper não podem se casar.

— Mas outra pessoa não pode levar as alianças?

— Até pode. — Bella concedeu. — Mas sua tia quer que seja você, porque as alianças devem ser levadas por alguém especial. E você é muito especial para a sua tia.

— Hmmm. — disse Anthony, assentindo. — E todas aquelas pessoas?

— Não se preocupe com elas. Ainda mais porque, entre elas, estará a sua família. Seu pai, seus avós, Jasper…

— Você. — Anthony disse, fitando-a com os olhos verdes, brilhantes e inocentes, tornando a afirmação natural e corriqueira.

Bella sentiu o coração apertar, então, derreter. O menino a considerava como família. Ela não tinha percebido, até aquele momento, que desejava muito pertencer a uma.

Emocionada, ela sorriu.

— Sim, Anthony, eu estarei lá. É por isso que você não precisa se preocupar. Tenho certeza de que você será um pajem perfeito.

Anthony olhou entre Bella, a tia e a avó. Então, assentiu.

— Ok. — disse ele e, simples assim, encerrou o assunto e voltou sua atenção para os biscoitos amanteigados.

Bella piscou para Alice, riscando aquele item da lista de coisas a resolver sobre o casamento. Ela já tinha lidado com pajens ou damas de honra nervosos antes.

Meia hora depois, elas finalizaram o chá e a reunião informal sobre o casamento de Alice, bem como sobre o Chá de Panela que seria dali duas semanas, no mesmo hotel em que acontecera o baile beneficente de Esme.

Alice preferia que o Chá fosse lá, pois não queria repetir lugares, de modo que as fotografias fossem o mais variadas possíveis. Além disso, o hotel tinha mais estrutura para esse tipo de evento.

— Os convites para o Chá serão enviados na semana que vem. — informou Bella, guardando a lista de convidadas em sua agenda. — Se você quiser acrescentar mais alguém, envie por e-mail.

— Está bem. — Alice se levantou, sendo acompanhada pelas outras.

— Agora — Bella consultou seu relógio. —, acho que devemos ir, Anthony. Seu pai já deve estar chegando na casa de vocês.

O menino assentiu, levantando-se da cadeira.

— Dê um abraço na vovó antes, querido. — pediu Esme, abrindo os braços e, quando o neto se aproximou, envolveu-o num abraço, dando-lhe um longo beijo na bochecha. — Não se esqueça de vir para o almoço no domingo. Vamos ter sorvete de flocos de sobremesa.

— Eba! — comemorou Anthony e abriu um amplo sorriso. — Não vou esquecer.

Esme sorriu e ergueu o olhar para Bella.

— Você também está convidada.

— Obrigada pelo convite, Esme, mas eu não posso aceitar. Embarco amanhã para Nova York.

— Você vai embora? — Anthony perguntou. Em sua cabeça, Nova York era muito longe e só podia ser um lugar para onde Bella iria e os deixaria.

— Não para sempre. — Bella beliscou o nariz dele, surpresa com o alívio que viu nos olhos de Anthony. Ainda um resquício do histórico dele com o pai e a mãe meio imaginária, imaginou. — Vou a Nova York para uma viagem de negócios.

— É mesmo? — quis saber Esme, interessada.

— Sim. É uma Mostra sobre casamentos e essas coisas. A PW sempre monta um estande e, esse ano, eu vou com Carmen. Nós vamos falar sobre o casamento de Alice. — Ela sinalizou a noiva, que já sabia sobre sua viagem, pois alguns aspectos da apresentação precisara de seu consentimento.

— É uma pena que não estará aqui no domingo. Mas espero que você aproveite a Mostra. — disse Esme, esboçando seu costumeiro sorriso gentil.

Bella retribuiu o sorriso e agradeceu os votos da outra.

Cyrus entrou na sala, a expressão impassível e profissional de sempre.

— Senhorita Swan, o carro está pronto.

— Obrigada, Cyrus. — disse Bella, com um sorriso, ao que o motorista assentiu brevemente e se retirou. Ela fitou Anthony. — Certo, amigão, está pronto para ir?

— Sim! — exclamou o menino, ansioso para voltar para casa, com Bella, e encontrar o pai.

— ~ —

Edward já estava em casa, em seu escritório, reunido com Emmett e Jasper, enquanto ambos lhe repassavam informações sobre os assassinatos próximos à Eclipse e, também, sobre o tal Russo.

No que dizia aos assassinatos, não havia nenhuma novidade, assim como não houvera nenhuma nova vítima nas últimas duas semanas. O que não era surpresa, uma vez que as mortes aconteciam a intervalos de mais ou menos duas ou três semanas. Se o assassino tivesse intenção de fazer uma nova vítima, era uma questão de pouco tempo até isso acontecer.

Por isso, Edward havia reforçado a segurança no interior e exterior da boate, tendo instruído os seguranças a prestar atenção em absolutamente tudo o que vissem. Qualquer coisa, qualquer pequeno incidente ou homem suspeito, deveria ser verificado.

Quanto ao tal Russo, Emmett não tivera sorte. O homem tinha deixado o apartamento uma hora antes de Emmett chegar até o prédio de Aro. Segundo o senhorio, Russo tinha acertado o aluguel e partira dizendo que se mudaria para outra parte da cidade.

Edward não gostava de como, justo quando estava à sua procura, o tal Russo resolvera se mudar. Era muito conveniente e, claro, suspeito. Por isso, designara dois de seus subordinados para procurarem Russo. Como o homem pagava tudo com dinheiro vivo e Aro não fazia objeção de aceitar locatários que forneciam apenas um apelido, a busca pelo tal Russo seria complicada. Mas os homens de Edward tinham uma descrição física do sujeito — que, apesar do apelido, não tinha sotaque russo, nem era ruivo — e eram muito bons em encontrar pessoas. Somado a isso, Rosalie, agora esposa de Emmett, e a melhor hacker que Edward já conhecera, estava buscando no sistema alguma informação ou imagem de um sujeito com as características de Russo. Era como procurar uma agulha no palheiro, mas Edward jamais desistiria.

Estava habituado, embora não satisfeito, a encontrar um novo enigma enquanto tentava resolver outro. A vida toda tinha feito isso, não tinha? Aliás, resolver problemas como aquele o tinham colocado aonde estava agora, como chefe da Família. Seu pai, por mais que desejasse deixar o filho como sucessor, não o teria escolhido se Edward não tivesse talento ou aptidão para os negócios dos Cullen.

Podia parecer insensível, mas o pai sempre tinha colocado os negócios acima da esposa e dos filhos. Era algo que Edward Primeiro não conseguia evitar.

Vasculhando alguns papéis em sua mesa, Edward ouviu o que Emmett e Jasper tinham a dizer, considerou seus conselhos, deliberou sobre sua sugestões, deu ordens e resolveu pequenos problemas. Confiava nos outros dois para esse tipo de coisa. Tanto Emmett quanto Jasper haviam conquistado sua confiança muitos anos atrás, antes de ele assumir os negócios da Família, e, no caso de Jasper, antes de ele se tornar seu cunhado.

Era uma boa coisa que Jasper tivesse optado por tornar-se advogado. Advocacia era uma coisa da família Hale — o pai de Jasper era advogado e, quando o pai de Edward gerenciava os negócios, tinha sido o advogado da Família Cullen, assim como o avô de Jasper, que tinha sido o primeiro advogado da Família, nos tempos do avô de Edward.

Edward quase fez uma careta diante do pensamento. Sabia que, se dependesse de seu pai, o vínculo entre os Cullen e os Hale teria se tornado ainda mais poderoso com a união de Edward com Rosalie.

Naturalmente, a ideia de um casamento entre os dois foi deixada de lado há muitos anos, quando ambos resistiram veementemente a qualquer tentativa de aproximação. Edward gostava de Rosalie, especialmente porque a conhecia desde sempre, mas nunca a tinha olhado como algo além da filha de amigos e melhor amiga de sua irmã. Ele até mesmo seria capaz de considerá-la como uma irmã, especialmente agora que ela trabalhava para ele, mas nunca a olhara com algum interesse pessoal.

Somado a isso, ele sempre soubera o que Emmett sentia por Rosalie. Jamais trairia o amigo dessa forma, por mais que o pai o pressionasse e ameaçasse.

Agora, sentia-se mais que satisfeito por saber que Emmett e Rosalie estavam casados, felizes e ainda trabalhavam para ele. Era uma coisa boa, contar com pessoas leais e de confiança.

Edward encerrou a reunião, consultando o relógio e imaginando que, àquela hora, o filho e Bella já deviam estar chegando para o jantar. Estava ansioso para encontrá-los, dar o dia por encerrado.

Apesar do que Aro dissera sobre Bella, Edward não tinha pensado muito no assunto. Estava mais que ocupado e, honestamente, não costumava confiar nas coisas que Aro Volturi dizia. O homem era um cínico e tinha como hobby fazer insinuações maliciosas. E, Edward sabia, nem sempre o que ele dizia era verdade.

Além do mais, não podia acreditar que Bella estivesse fazendo uma espécie de jogo duplo, como Aro insinuara. Edward saberia se estivesse diante de uma mulher dissimulada. Conhecia bem o tipo, afinal.

A mãe de Anthony fora a primeira e única armadilha em que se deixara cair. Jamais cometeria o mesmo erro de julgamento novamente.

— Mais alguma coisa, chefe? — quis saber Emmett, sentado diante de Edward.

Edward o fitou, por um minuto perdido, mas depois meneou a cabeça.

— Isso é tudo por hoje. — disse recolhendo os papéis sobre sua mesa e, levantando-se, guardou-os no cofre.

Emmett e Jasper aproveitaram a deixa e se levantaram.

— Bem — disse Jasper, fechando sua maleta. —, que bom que terminamos. Alice e eu temos um jantar e ela me mata se eu me atrasar.

Edward caminhando até o bar, servindo-se de uísque.

Emmett vestiu sua jaqueta.

— Espere, você está falando do jantar com a sua mãe, Jasper?

— Sim. — Ele assentiu, também preparando uma bebida para si mesmo. — Mamãe está naquela época de nos querer por perto. Acho que tem alguma coisa a ver com os casamentos.

Emmett suspirou.

— Não sei o que é, mas Rosalie está fora de si com esses jantares. Ela não quer faltar, mas também não quer ter que lidar com… — Ele fez uma pausa, buscando as palavras adequadas. — Você sabe… — gesticulou, como se isso fosse capaz de fazê-lo ser entendido.

— Sim, eu sei. Rosalie sempre teve dificuldade em lidar com as excentricidades e loucuras da nossa mãe. Acho que ela ficou com toda a parte carrancuda, enquanto eu fiquei com o bom humor.

— Isso é discutível. — replicou Emmett, em defesa da esposa. — Sua irmão pode ser bem humorada quando quer. — acrescentou ele, com um sorriso malicioso.

Jasper fechou a cara.

— Mato você se começar a falar sacanagem sobre a minha irmã.

Emmett arqueou uma sobrancelha.

— Quem está sendo carrancudo agora?

Edward meneou a cabeça.

— Você são dois idiotas. — disse ele, enfiando uma mão no bolso e bebendo um gole de uísque. — Parecem duas velhas discutindo sobre tricô.

— Não ofende, Edward. — replicou Emmett.

— É, você vai estar desse lado da linha logo, logo. — emedou Jasper.

Edward franziu o cenho.

— É mesmo?

— É, cara. — Foi Jasper quem respondeu, tocando-lhe o ombro num gesto solidário. — Você comprou brincos de cento e cinquenta dólares para ela. Nós dois sabemos que você não gastaria todo esse dinheiro com qualquer mulher.

Bebendo mais um gole de uísque, Edward considerou a afirmação.

— Você tem razão, Jasper. — disse, apontando na direção do cunhado. — Mas eu não comprei os brincos.

A expressão de Jasper ficou surpresa. Até Emmett arqueou uma sobrancelha, curioso.

— Como assim? O comprador foi anônimo. Pensei que você…

— Não. — Edward meneou a cabeça. — Eu não comprei aqueles brincos. — disse e os outros dois o conheciam o suficiente para saber que estava falando a verdade.

— Então, se não foi você, Edward, quem comprou?

Não houve tempo para a resposta porque a voz de Anthony soou no corredor e, no instante seguinte, ele bateu à porta do escritório do pai.

— Pode entrar. — disse Edward e, para a sua surpresa, o filho correu em sua direção e agarrou-se a ele num firme aperto. — Anthony, o que foi? — Ele baixou os olhos para o filho, avaliando a expressão do menino em busca de algo, qualquer coisa, que lhe indicasse o motivo daquele repentino abraço.

— Só senti sua falta, pai. — disse o menino, o tom alegre, e brindou o pai com um sorriso de um dente faltante.

— Meu Deus, Anthony! Você perdeu um dente. Ninguém se mexe, precisamos encontrá-lo.

O menino deu uma risadinha.

— Já tava mole, pai. A Bella me ajudou a tirar.

Edward a fitou.

— Então, além de casamentos, você também extrai dentes?

Ela moveu os ombros.

— Sou multitarefa.

Edward riu, pegando o filho no colo quando Anthony lhe estendeu os braços. Ele fitou Emmett e Jasper.

— Vocês não estavam de saída?

— Edward. — replicou Bella.

Ele deu de ombros..

— Mas eles estavam.

Ela o encarou, a expressão séria.

Jasper riu, tocando o ombro de Edward novamente.

— Do outro lado da linha, meu caro. Acredite, você já está com um pé lá. — disse ele, o tom brincalhão e, junto com Emmett, partiu.

Anthony observou-os sair da sala, depois virou-se para o pai.

— Que linha é essa que o tio Jasper tava falando, pai?

Edward moveu os ombros.

— Não faço ideia. Seu tio fala bobagens o tempo todo. Doeu muito para tirar o dente?

O menino meneou a cabeça.

— Foi só uma fisgadinha. Eu nem chorei. Não é mesmo, Bella?

— Nem uma lágrima. — Ela confirmou, esboçando um sorriso, que saiu estranho e forçado. Mas Anthony não percebeu.

Edward, porém, arqueou uma sobrancelha e observou-a. Deliberadamente, ela desviou o olhar dele, evitando seus olhos.

Mas que droga estava acontecendo?, pensou ele, enquanto tentava ouvir o relato do filho sobre a extração do dente. Ela tinha ficado chateada por ele ter mandado Jasper e Emmett embora? Ou será que entendera a metáfora de Jasper sobre a tal linha?

Ele lutou para acompanhar as palavras de Anthony e, quando o filho fez uma pausa, aproveitou para pedir que fosse avisar Bess de que devia servir o jantar dali uma hora.

Esperançoso de que ganharia um biscoito antes da refeição, Anthony foi fazer o que o pai pediu.

Edward esperou até o filho sair. Quando a porta se fechou, encarou Bella com o cenho franzido.

— O que aconteceu?

Bella meneou a cabeça.

— Nada. — disse, tentando soar convincente, mas falhando miseravelmente. Ele arqueou a sobrancelha, os olhos tornando-se exigentes. — Eu recebi uma ligação e não foi agradável. — concedeu ela e acerscentou, antes que ele pudesse falar: — Posso beber um pouco do seu uísque?

— Não. — replicou ele. — Ao menos, não se você continuar insistindo que está tudo bem. O que aconteceu, Bella?

Ela resmungou, mas sabia que ele falava sério e que não a deixaria sair dali até se explicar.

— É o meu pai. — Ela cruzou os braços, o gesto defensivo, e fitou os próprios pés. Não queria chorar, mas sentia a vontade crescendo dentro dela. Droga! Já tinha dito a si mesma que devia parar de se importar com as ligações de Charlie.

Edward preparou um copo de uísque e entregou-o a Bella.

— O que aconteceu? Seu pai está doente?

Ela meneou a cabeça e sorveu a bebida numa única golada. O uísque queimou sua garganta, distraindo-lhe, mas apenas por um instante.

— Charlie não está doente. A menos que você considere malandragem como doença. — replicou Bella, soltando o ar pesadamente. — Ele me ligou porque está endividado. Como sempre, me ligou porque quer dinheiro. — disse ela, sem conseguir disfarçar o tom ressentido e amargurado. Ela contornou a borda de seu copo. Sempre que Charlie a procurava, sentia-se infeliz. Já tinha dito a si mesma para romper qualquer contato com o pai, mas isso significava perder mais do que estava disposta.

Agora que estava indo tão bem na PW, então; agora que tinha Anthony e Edward. Não podia deixar que Charlie estragasse isso com suas ameaças. Maldito dia em que confiara no pai para ajudá-la no passado. Sempre que precisava de dinheiro, sempre que gastava o dinheiro que Bella lhe dava, o pai a procurava para pedir mais, ameaçando trazer o passado dela à tona, caso ela se recusasse. Mas ele sabia que, no fim, a filha não lhe negaria o dinheiro.

Bella se sentia fraca e covarde. Não queria ceder à chantagem do pai, mas também não queria correr o risco de ter seu passado reveleado. Tinha vergonha, muita vergonha, do que acontecera quando vivera em Forks.

Edward a observou. Nunca a tinha visto tão infeliz ou perdida.

— Quanto ele precisa?

Ela piscou, voltando à sala e a Edward. Então, quando percebeu o que ele disse, meneou a cabeça.

— Edward. — Ela suspirou. — Não estou lhe contando isso porque quero seu dinheiro.

— É claro que você não quer. — Ele meneou a cabeça, sentindo-se estúpido. — Mas a verdade é que eu não sei o que fazer. Você está infeliz e eu não gosto disso.

Ela sorriu, embora o gesto não tivesse alcançando os olhos.

— Você pode me abraçar?

— Sem dúvidas. — Edward a puxou para seus braços, acariciando os cabelos dela, o gesto mais confortador que sedutor. Mas, ainda assim, sentiu a pulsação acelerar.

Bella fechou os olhos e passou os braços ao redor dele, inspirando o perfume masculino e apoiando-se no calor do corpo dele. Sentia-se segura e confortada aqui, percebeu, tanto quanto já se sentira excitada e eufórica antes.

— Você poderia dizer não a ele, sabe. — sugeriu Edward, após algum tempo. Podia garantir que o pai de Bella nunca mais a importunasse, se ela assim o desejasse.

Era a maneira como ele resolvia esse tipo de problema. Mas, lembrou, Bella não estava ciente dessa parte de sua vida. Talvez ela nem mesmo aprovasse algo assim.

— Ele é minha família. A única família que tenho no momento. — Bella permaneceu de olhos fechados. Dizer aquilo causava-lhe um misto de infelicidade e conforto. Era melhor, pensava, ainda ter um mala como pai do que não ter absolutamente ninguém. Ela tinha medo de se descobrir sozinha. Por isso contentava-se com Charlie.

Edward afastou-a de modo a poder fitá-la, os olhos uma chama verde e intensa.

— Bella… — Ele começou a dizer, mas ela levou uma mão ao seus lábios, silenciando-o.

— Não diga nada. Eu não preciso de palavras agora. — Muito menos, pensou, palavras que talvez só fossem ditas na esperança de confortá-la. Seria muito doloroso se elas virassem fumaça quando não estivesse mais deprimida por causa do pai.

Edward sabia que Bella estava certa em não querer ouvir. Talvez estivesse agindo por impulso aqui. E isso nunca resultava em algo bom.

— Ok. Deixe-me pensar em algo para distraí-la, então. — Ele pensou um instante, recebendo um olhar curioso dela — Que tal jantarmos?

Bella esboçou um sorriso torto.

— Estou aqui para isso, espertinho. — disse Bella, começando a se sentir mais leve.

— Não estou me referindo ao jantar de hoje. — explicou Edward. — Jante comigo amanhã à noite, só nós dois?

— Ah.

Ele arqueou uma sobrancelha. Não esperava essa reação. Ela parecia... desapontada?

— Tem alguma coisa errada com amanhã à noite?

— Sim. Na verdade, sim. Quero dizer… — Ela gesticulou com as mãos, pensando em como se explicar. — Eu vou para Nova York amanhã à noite. Com Carmen. Nós vamos para um evento sobre casamentos. A Pretty in White é uma das empresas principais esse ano.

Edward se sentira mais decepcionado com a revelação do que tinha o direito. Ele assentiu, tentando entender a própria reação, e caminhou até o bar. Precisava lembrar a si mesmo que Bella tinha tantas prioridades profissionais quanto ele. Além disso, o relacionamento ainda era muito recente e ainda não fora completamente esclarecido.

Ele preparou uma bebida, em silêncio, enquanto pensava. Depois, virou-se para Bella.

— Está bem. Então… — ia dizendo, mas foi interrompido por uma suave batida na porta. — Quem é?

— Pai, sou eu. — disse Anthony, a voz hesitante diante do tom rispído do pai.

Edward pigarreou, arrependendo-se da própria rispidez.

— Pode entrar, Anthony. — disse, com suavidade agora. Ele fitou Bella e, com um beijo suave na testa dela, tentou dar-lhe uma última parcela de consolo.

Ela limpou os olhos, antes que Anthony pudesse ver sua lágrimas.

— Bess disse que a comida está pronta. — anunciou o menino, alheio ao clima na sala. — Vai ter sorvete de flocos pra sobremesa. Posso repetir duas vezes, pai?

— Que dia é hoje?

O olhar de pedinte do filho vacilou um pouco.

— Hoje é quinta-feira. — disse, mas intensificou o olhar e juntou as mãos em forma de reza. — Por favor?

Edward lutou contra uma risada. Fitou Bella e percebeu que ela fazia o mesmo.

— É praticamente sexta-feira, então, você pode repetir a sobremesa, Anthony. — concedeu Edward. — Mas você vai ter que dormir cedo. Isso é inegociável.

— O que é… essa palavra?

— Significa que não adianta insistir. Você pode repetir a sobremesa, mas terá que dormir cedo. O que me diz?

— Tá bom. — disse Anthony, assentindo para o pai com um sorriso satisfeito.

Edward bagunçou os cabelos do filho. Estava se tornando bom nessas concessões com Anthony. Ainda, negociar com o menino era algo que o divertia.

— Então nós temos um trato.

— Eba, maneiro! — exclamou o menino, lançando uma mão no ar para comemorar. Mas sua expressão ficou séria quando fitou Bella. — Por que você tá chorando?

Bella não esperava que ele fosse perceber. Para disfarçar, esboçou um sorriso.

— Não estou chorando. — assegurou-lhe ela com a voz mais firme que conseguiu fazer. — Foi só um cisco.

— Você quer que eu assopre? — ofereceu-se o menino, observando-a nos olhos quando ela se abaixou para fitá-lo.

— Obrigada, mas seu pai já me ajudou. — disse Bella e fitou Edward, agradecendo-o com os olhos.

Ele retribuiu o gesto com um assentimento. Podia ajudar muito mais, pensou. Mas, para isso, teria que contar a ela sobre os negócios de sua família.

E sabia que nenhum dos dois estava preparado para isso.

Ainda.


N/A: Antes que eu esqueça, a história dos brincos não é verdadeira. Eu que inventei. :) A joia e suas características ainda serão abordadas na fic.

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Ps.: Próximo post será no domingo (14-06). Até lá!

Ps².: Finalmente, meu spoiler tem sentido. Por isso, vou repeti-lo: Nova York é o lugar, if you know what I mean.