N/A: A última coisa a ser postada. Meu coração está apertado. :/
Mesmo assim, boa leitura!
EPÍLOGO
O felizes para sempre de Edward e Bella estava longe de ser o de um conto de fadas. Porque o deles era real e repleto de contratempos do dia-a-dia.
O maior contratempo que eles enfrentaram foi a longa operação de limpeza que Edward fez nos negócios dos Cullen. O processo, como ele havia revelado à Bella, demorou um longo tempo para ser concluído. Mas, com o apoio incondicional da esposa e do resto de sua família, Edward foi capaz de eliminar uma atividade ilegal a cada ano. O processo inteiro levou dez anos para ser concluído, mas nada grave aconteceu com a família Cullen durante esse anos.
À parte os negócios, milhares de coisas boas também ocorreram ao longo desses dez anos.
Bella, com sua carreira, mostrou-se um sucesso rapidamente e, muito antes do prazo de dois anos, atingiu a meta de Edward e tornou-se sócia de Carmen na Pretty in White. Tanya, antes disso, havia deixado a parceria com elas e sumira, sem que ninguém mais tivesse recebido notícias dela. Edward a estava observando de longe, mas Bella não queria mais saber notícias sobre a ex-chefe.
O sucesso de Bella e da PW alcançou o país todo e elas abriram várias filiais ao longo dos EUA. Em pouco mais que oito anos, Bella tornou-se a primeira a alcançar o título de bilionária no ramo dos casamentos. Em pouco mais que oito anos, ela mesma agregou cifras à fortuna Cullen.
O que as futuras gerações herdariam também ganhara sua contribuição.
Por falar em futuras gerações, pensou Bella, caminhando pelo corredor e ouvindo os sons que enchiam o ambiente de entrada, vindos da sala de estar da mansão Cullen.
Ao entrar na sala, seu olhar encontrou o de Edward. Ele sorriu para ela, por sobre uma confusão de aparelhos fotográficos e pessoas, e ela se sentiu, pela milésima vez naquele dia, a mulher mais realizada do mundo.
Ela devolveu o sorriso. Depois, como um general prestes a lidar com sua tropa, respirou fundo e começou:
— Muito bem, pessoal, a mamãe está aqui. O show já pode começar. — Ela piscou para Lucy, a fotógrafa da PW durante todos esses anos, que adorava assinar as fotos oficiais da família Cullen para as festividades de fim de ano.
Era o que estavam prestes a fazer naquele momento.
Os cartões de boas festas da família Cullen não eram um simples presente à parentes e amigos, mas o convite de uma das festas beneficentes mais famosas de Chicago. O primeiro evento tinha sido oferecido um ano após o casamento de Edward e Bella e, em pouco tempo, tornou-se um sucesso do mesmo porte que o leilão de Esme.
Os Cullen tinham essa veia filantrópica não apenas porque eram ricos e isso parecia um requisito no currículo de famílias importantes. Eles organizavam eventos beneficentes por tudo de ruim que já haviam causado. O público jamais saberia disso, é claro. Mas, como devia acontecer com toda obra de caridade, o importante era praticá-la.
— Lucy, quais são as coordenadas? — quis saber Bella.
— Preciso de todo mundo nas suas posições. — A fotográfa respondeu, colocando-se atrás da câmera e observando, com divertimento, a confusão de pessoas assumindo seus lugares em frente à enorme árvore de natal dourada e vermelha da sala de estar. Ela conferiu a tela de sua câmera. — Vocês não estão saindo pelas laterais. Já é um bom sinal.
— Mamãe vai ficar decepcionada. — replicou Alice, posicionando-se. — Ela não nos vê mais como filhos, mas, sim, como máquinas reprodutoras.
— Que horror, Alice. — replicou Esme, sentando-se em sua cadeira, ao lado da que o marido ocupava, ambos no centro do cenário. Ela lançou um olhar por sobre o ombro, em direção à filha. Os anos haviam sido generosos com ela, trazendo-lhe marcas de expressão, mas mantendo sua beleza doce e tranquila. — Não vejo vocês assim. Além disso, a culpa não é minha se você e Jasper, e Edward e Bella, têm tanta disposição assim para ter filhos.
Risadinhas contidas soaram por toda a sala.
— Esme. — Carlisle a fitou, dividido entre divertimento e choque.
— Eu sei. — replicou Esme. — Estou parecendo a Lilian. — Ela encontrou o olhar de Rosalie, deu uma piscadinha. — Sua mãe me ensinou algumas coisas.
— Deus nos ajude. — Rose disse, ajeitando a gravata do marido. Eles participavam da foto porque... bem, eles eram família.
— Ok, pessoal. — disse Lucy. — Quase lá. — Ela se aproximou de onde Bella e Alice estavam. — Eu preciso das crianças maiores sentadas no chão, diante de Carlisle e Esme.
— Tudo bem. — murmurou Bella, fazendo o que ela pediu. — Alice, esse é seu.
— Eu sei. Nove meses comigo e ele sai igual ao pai. A vida não é justa. — replicou Alice, posicionando o filho aos pés da mãe.
Edward se aproximou de onde elas estavam, pronto para ajudar Bella.
— Benjamin, seu lugar é aqui. — Ele indicou um espaço à sua frente, no chão atapetado, onde o filho deveria ficar.
Benjamin cruzou os braços, a expressão emburrada. Tinha os olhos castanho claros da mãe, os cabelos rebeldes e da mesma cor dos de seu pai. Somava nove anos de pura rebeldia e contestação, tendo herdado a teimosia de Bella.
— Mas, pai...
— Nada de retrucar. Sua mãe disse que seu lugar é aqui. — Edward fitou o filho, o olhar impassível, enquanto o menino também o fitava com um olhar desafiador.
— Eu não quero ficar perto do Nicholas. — Benjamin tentou mais uma vez.
Edward manteve a expressão impassível e não disse nada.
Benjamin soltou um longo suspiro exasperado, vencido.
— Tá. — murmurou e assumiu seu lugar.
— Nicholas. — Edward disse ao outro filho.
Mais jovem e mais inclinado a ser obediente, o outro menino anuiu e também assumiu seu lugar. Ele tinha seis anos, também herdara os olhos da mãe e os cabelos do pai.
Bella franziu o cenho para Edward.
—Você mantém uma tropa muito bem disciplinada aqui, senhor Cullen.
Edward ajeitou o terno, fingiu soltar o ar como se tivesse corrido uma maratona.
— Tenho anos de prática, senhora Cullen, e uma segunda-no-comando que ajuda bastante. — Ele piscou para Bella.
Ela sorriu. Então, voltou-se para Lucy quando a fotógrafa a chamou.
— Agora, os bebês. — disse-lhe a fotógrafa. — Um par no colo de Esme e o outro no de Carlisle. — Ela instruiu e, enquanto Bella e Alice, com a ajuda dos maridos, foram fazer o que pediu, voltou para sua câmera.
— Aqui está ele. — disse Bella, colocando o bebê de bochechas rosadas e sorriso idêntico ao de Edward no colo de Esme. O menino moveu as mãozinhas em sua direção e ela afagou sua bochecha. O gêmeo dele, que Edward já havia colocado no colo da avó, fez o mesmo e, logo, ela foi presenteada com dois sorrisos idênticos.
Esme sorriu diante disso e beijou o topo da cabeça de cada criança. Ela fitou o filho e Bella.
— Cinco filhos, três tentativas, e todos meninos. Ninguém pode acusar vocês de não tentarem.
Bella riu.
— Ninguém mesmo. — Ela piscou para a sogra, trocou um sorriso cúmplice com Edward, acrescentando um calor misterioso que o fez franzir o cenho.
Mas Edward não teve tempo de retrucar, pois, sob os avisos de Lucy, eles tiveram que assumir seu lugar na foto.
Edward e Bella ficaram de pé, entre as cadeiras onde Esme e Carlisle estavam sentados, numa posição central.
Alice e Jasper ocupavam o lado esquerdo, onde Esme estava, enquanto Rosalie e Emmett ficaram ao lado de Carlisle.
Anthony se juntou aos pais pelo lado de Bella. Como o mais velho entre os netos, ele era o mais alto e já não se sentava mais diante dos avós.
Bella sorriu para o filho e ele lhe devolveu com uma piscadela. A cada ano que passava, Anthony ficava mais parecido com o pai, embora ele fosse menos sério que Edward. Ela se posicionou ao lado do marido, descansou a mão que Edward passou por sua cintura e sorriu para ele por sobre o ombro.
— Não se esqueça de sorrir, senhor Cullen. — Ela o avisou, os olhos brilhando de divertida provocação.
— Com a família maravilhosa que você me deu, eu certamente vou.
— Sobre isso... — Os olhos castanhos de Bella brilharam ainda mais. — Preciso lhe contar algo.
Edward arqueu uma sobrancelha, curioso.
— O quê?
— Sabe aquela menina?
— Sim. — disse ele, ainda sem entender direito. — O que tem ela?
— Acho que, dessa vez, ela finalmente está a caminho.
Os olhos dele escureceram, com uma paixão obscura, intensa, e um amor incondicional que ela aprendera a reconhecer e ansiar.
Ele esboçou um sorriso enviesado.
— Eu amo você.
— Eu sei. Seis filhos, hoje em dia, meio que mostram isso. — Ela sorriu, beijou-o nos lábios demoradamente. — Também amo você. Muito. — Ela disse.
Quando a foto foi tirada, eles estavam sorrindo e presos ao olhar um do outro.
N/A: Obrigada por ler! Foi ótimo ter a sua companhia. ;)
