Cena extra
O dia especial havia finalmente chegado. A mãe de Chloe havia viajado com David e ela aproveitaria este momento sozinha em casa para fazer uma surpresa para Max. Elas já estavam juntas há semanas e ainda não havia rolado nada pois Max queria esperar o tal momento especial. Chloe respeitou isso e não insistiu para que ela não desconfiasse do que tinha em mente.
As duas foram ao cinema e quando voltaram para a casa de Chloe, onde passariam a noite, Max foi surpreendida por algo que não esperava de sua namorada: um gesto extremamente romântico e piegas como ela chamaria, normalmente.
Pétalas de rosas indicavam o caminho até o quarto de Chloe.
- Você queria que fosse especial. – Ela disse cheia de nervosismo, como se a virgem fosse ela. Max não conseguia falar, apenas prestava atenção em todos os detalhes: as fotos delas no mural, a luz das velas no criado mudo iluminando a cama e o caminho de pétalas terminando exatamente no meio dela.
- Diga algo. – Chloe pediu ansiosa.
- Eu nem sei o que dizer. – Max abriu a boca e aos poucos formou um sorriso satisfeito.
- Não gostou? – Perguntou Chloe insegura.
- Você está louca? Eu amei tanto que fiquei sem palavras. – Ela tocou o rosto de Chloe, acariciando-o delicadamente e sem dizer nada tirou os cordões no pescoço dela.
- Vamos mesmo fazer isso? – Chloe perguntou empolgada, quando Max se aproximou nos lábios dela.
- Não foi essa sua intenção? – Max riu de uma forma quase infantil, fazendo com que Chloe pensasse no quanto a amava.
- Foi. – Ela balançou a cabeça. – Mas você não é obrigada a...
- Cale a boca, Chloe. – Max tampou os lábios dela com os seus, num beijo longo, que aos poucos se tornava mais afoito a medida que as mãos começavam a passear pelo corpo uma da outra.
Chloe agarrou possessivamente o bumbum de Max cujas mãos começavam a erguer a camiseta da outra.
- Que pressa. – Provocou Chloe, parando de beija-la para erguer os braços enquanto Max jogava sua camiseta no chão. O sutiã dela era preto, e a renda deixava seus mamilos já enrijecidos aparentes. Um arrepio correu pela espinha de Max, quando se aproximou, para beijar os ombros de Chloe, subindo pelo pescoço dela, até chegar ao ouvido.
- Eu acho que nunca disse como seu cheiro é bom agora que você parou de fumar.
- Não preciso mais dele. Você é minha droga agora. – O olhar dela era profundo, parecia atingir a alma de Max que trêmula respondeu beijando-a novamente. Chloe a empurrou para trás fazendo com que ela perdesse o equilíbrio e caísse na cama. Chloe se deitou sobre ela, sentindo a sua respiração ofegante.
- Nervosa? – Perguntou.
- Ansiosa, é a palavra certa. – Max respondeu.
- Não fique. – Chloe deslizou para baixo, levantando-lhe a camiseta e beijando seu umbigo. – Temos a noite toda.
- Eu sei, é que eu não sei bem o que fazer. Já disse isso a você.
- Shh tudo bem. Eu serei sua professora. – Chloe beijou-a entre as costelas. – Com o maior prazer. – Max sentindo-se confiante ergueu os braços e baixou os olhos, indicando que Chloe deveria levantar a camiseta dela e ela o fez, tirando-a.
O calor das velas as fazia suarem ainda mais a medida que os beijos se intensificavam. A fricção entre as calças jeans estava deixando as duas ainda mais excitadas, especialmente Max, para quem tudo era ainda muito novo, embora aquela não fosse a primeira vez em que estivessem naquela situação, mas o fato de ser a primeira vez que fossem terminar a deixava ansiosa pela expectativa. Chloe beijou os seios dela, ainda cobertos pelo sutiã branco fazendo-a gemer baixinho, mas seus lábios continuaram passeando até encontrar o botão da calça. A calça de Max era larga, saindo com facilidade e afoita Chloe lambeu-a entre as pernas, ainda sobre a calcinha. Max já estava completamente em chamas, mas Chloe queria provoca-la mais, então deslizou, beijando os lábios dela novamente e Max começou a abrir a calça dela, tentando tira-la.
- Humm, está com pressa, Max? – Chloe empurrou a franja dela, deixando sua testa livre, sorrindo.
- Eu quero sentir você. Só você. – Ela sussurrou no ouvido de Chloe. Animada, Chloe num salto se levantou, tirou as calças e voltou a deitar sobre ela. Max apertou suas nádegas superexpostas numa calcinha fio dental.
- Meu amor, para uma virgem, é você quem está me enlouquecendo aqui. – Chloe lambeu a orelha dela enquanto suas mãos procuravam pelo fecho do sutiã dela nas costas, finalmente liberando os seios dela. Eles eram pequenos, mas bem desenhados e delicados como tudo em Max. Não havia nada que não gostasse nela. Max fechou os olhos numa expressão sublime quando Chloe experimentou seus mamilos rosados, sugando-os enquanto sua mão deslizada para dentro da calcinha dela. Dessa vez ela não se acanhou, ao contrário, ainda afastou mais as pernas uma da outra, para facilitar o acesso dela. Ela nem estava acanhada com o fato de estar praticamente nua, ela ansiava pelo momento em que não houvesse nenhuma barreira entre suas peles e Chloe percebeu isso com satisfação plena.
- Nossa. – Exclamou quando se deu conta de como ela estava úmida. – Eu realmente estou agradando. – Ela se gabou rindo.
- E porque não estaria? – Max baixou o olhar para os seios dela. Ainda ocultos no sutiã.
- Você pode toca-los, sabia? – Ela incentivou, sentando-se sobre Max, logo em seguida pegou suas mãos e colocou-as em seus seios. – Eu sou sua namorada, você não precisa ter vergonha de me tocar. Você já os tocou antes. – Prosseguiu gentilmente, ainda apertando as mãos dela, sobre seus seios.
- É diferente. Você não estava praticamente nua.
- E agora? – Chloe provocou, abrindo o fecho do sutiã, fazendo com que eles só ficassem presos pelas mãos de Max. – Me toque Max.
- Eu quero. Eu quero muito. – Então ela soltou e o sutiã caiu sobre a barriga dela, deixando os seios de Chloe livres. Ela os analisou por um instante que pareceu uma eternidade para Chloe, mas logo em seguida os acariciou gentilmente e disse:
- Deite-se sobre mim. Eu quero sentir você.
- Seu desejo é uma ordem, querida. – Com aquele mesmo ar sarcástico de sempre, ela se deitou e Max sentiu uma sensação de paz tão grande, que nem precisaria terminar aquilo para que ela se sentisse realizada.
- Por mim poderíamos ficar assim para sempre. – Max disse, entrelaçando seus dedos nos dela.
- Poderíamos sim. – Chloe beijou-lhe os dedos. – Mas tem muito mais que você ainda tem que experimentar.
- Mal posso esperar. Respondeu baixinho quando Chloe voltou a colocar a mão dentro da calcinha dela. – Imagina se meus lábios estivessem fazendo isso. – Sussurrou no ouvido dela, fazendo movimentos circulares sobre seu clitóris.
- Não brinca comigo. – Ela resmungou entre um gemido e outro, apertando as coxas sobre a mão de Chloe.
- Nossa, só não esmague assim minha cabeça. – Chloe riu e colocou-se entre as coxas dela acariciando-as pouco antes de retirar de vez a calcinha branca que já estava completamente molhada.
Finalmente Chloe sentiu o gosto dela, era suave e adocicado como tudo nela. Os gemidos de Max a incentivavam a aprofundar os movimentos de sua língua, ajudando-a com seus dedos. Max não sabia explicar o que Chloe estava fazendo lá embaixo, mas era melhor que tudo que ela já havia experimentado. Era um alivio, um bálsamo para a dor que sentia entre suas pernas toda vez que estava com Chloe, uma dor que na verdade pessoas experientes conheciam como "tesão".
Os lábios quentes de Chloe mudaram de direção por um momento, para dar uma leve mordida em sua virilha, instigando-a ainda mais.
- Está bom? – Ela olhou para a expressão completamente entregue de Max, sabendo que estava agradando, mas só para ouvir dos lábios dela.
- Eu nem sequer consigo pensar. – Respondeu com um olhar intenso, fazendo com que Chloe voltasse a suga-la enquanto apertava suas nádegas.
- Renda-se a mim, Max. – Ela disse baixinho em tom de brincadeira.
- Não sei como posso me render mais. – Ela respondeu sentindo que cada parte de seu corpo poderia entrar em combustão a qualquer momento. E sem sobreaviso um estremecimento pelo corpo todo a dominou seguido de uma sensação inexplicavelmente maravilhosa que a fez perder as forças para manter as pernas flexionadas.
-Uau... – Exclamou apenas, deduzindo que aquele era o famoso orgasmo. Poderia facilmente viciar-se naquela sensação. – Porque nunca fizemos isso antes mesmo? – Perguntou curiosa. Chloe limpou os lábios no lençol e deitou-se ao lado dela, trazendo-a para seu ombro.
- Foi tão bom assim? – Ela não poderia perder a oportunidade de gabar-se.
- Melhor. – Max garantiu, beijando-a e deitando-se sobre ela.
- Quero sentir seu gosto, Chloe. – Ela disse com uma segurança recém adquirida, talvez pela energia dada por aquele orgasmo poderoso.
Começou a fazer com Chloe o que ela havia feito consigo, pois queria faze-la sentir tudo que ela estava sentindo. Sugou seus seios com delicadeza, acariciando-os a medida em que sua língua traçava uma linha até o umbigo dela. Sem demora Max retirou a calcinha dela, sem pensar muito sobre o que estava fazendo. Ela nunca havia feito nada daquilo antes, mas ela amava Chloe e queria que aquela experiência fosse prazerosa para ela também. Primeiramente lambeu-a degustando-a em seus lábios, percebendo que aquilo excitava a ela também. Instintivamente tentou imitar o que Chloe havia feito com ela anteriormente usando sua língua e seus dedos para acariciar os pontos que ela considerava mais erógenos nela mesma.
- Isso está bom para você? – Perguntou, mesmo que os gemidos de Chloe fossem uma resposta óbvia a essa pergunta. Chloe a puxou pelos cabelos dizendo:
- Vem cá. – Max obedeceu beijando enquanto suas mãos passeavam pelo corpo dela sem mais restrições.
Todas as barreiras haviam sido derrubadas agora e não havia mais timidez, ou medo ou vergonha. Chloe era dela, e ela era de Chloe. Não havia nada naquela menina maluca de cabelo azul que não a atraísse e agora ela pensava que não deviam ter esperado para fazer tudo aquilo. Mas por outro lado, se tivessem feito antes teriam que se preocupar com o fato de serem descobertas, o que não era um problema agora.
Chloe então virou-se ficando por cima dela, segurando seus braços pelos pulsos enquanto movia-se sobre ela friccionando sua virilha contra a dela fazendo com que Max experimentasse mais uma vez novas sensações.
Nenhuma delas era muito religiosa, mas naquela noite elas gritaram por Deus várias vezes. O deslizar de seus corpos acontecia com facilidade pois estavam suados e úmidos e aquela pressão entre eles só aumentava a lubrificação ali.
- Eu nunca pensei que... – Max resmungou, acariciando os cabelos empapados de suor de Chloe.
- Que isso pudesse ser tão bom? – Chloe terminou a frase por ela e Max assentiu com a cabeça. – Tem muita coisa que você não sabe ainda, garota.
Aumentando a velocidade de seus movimentos e a pressão entre seus corpos, Chloe chegou ao êxtase final quase ao mesmo tempo que Max já que aquela posição era prazerosa igualmente para ambas. Chloe jogou todo seu peso sobre Max que abraçou-a, acariciando suas costas e beijando seus ombros. Aquela seria a primeira de muitas noites.
