Título: UM CONTO SOBRE ESPERANÇA
Autora: Reggie_Jolie
Casando: Legolas/ Deirdre
Censura: R
Gênero: Drama/Romance
Beta: Sem betagem. Apenas revisão básica.
AVISOS: sexo e violência
Disclaimer: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J.R.R TOLKIEN e, bem, essa história é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão fascinantes e intrigantes. Apesar disso, os personagens originais – Deirdre, Bard, Elina, Onodher e outros - são meus e não podem ser utilizados sem minha autorização.
Linha temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da guerra pelo Anel de Poder se alastrar por toda a Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo, principalmente, o universo dos livros (O Senhor dos Anéis - trilogia completa - O Hobbit e Contos Inacabados).
Sumário: Elfos, Homens, amor, amizades, batalhas vencidas e perdidas. Uma história de amor, pura e simplesmente.
Palavras em itálico: élfico, Sindarin ou Quenya. Haverá um pequeno glossário para as referidas palavras no final do capítulo.
NOTA DA AUTORA: Capitulo dedicado a aniversariante da semana. Parabéns LOURDIANA.
"Os sábios só falam do que conhecem, Gríma, filho de Gálmód. Você se transformou num verme estúpido. Portanto fique em silêncio, e mantenha sua língua bifurcada atrás dos dentes. Não passei pelo fogo e pela morte para trocar palavras distorcidas com um servidor até que caiam raios do céu." Gandalf em As Duas Torres: "O Rei do Palácio Dourado", p. 118.
CAP 3. O LORDE SÁBIO,O CONSELHEIRO E O REI ÉLFICO
IMLADRIS
DEIRDRE
Eles estavam em Imladris há três dias. Lorde Elrond os recebera bem. No dia anterior ela fora apresentada a toda a família.
Deirdre estava sentada, os pés balançavam nervosos. Sentia-se como uma criança que tinha tomado uma decisão errada e dali por diante arcaria com as consequências. Angustiada Deirdre levantou-se e foi até a sacada mais próxima e aproximou-se do balcão. Dali era possível observar grande parte do Vale de Imladris.
Afinal exclamou em voz alta.
"No que eu estava pensando quando decidi vir até aqui. E se esse enigma não ajudar em nada afinal".
"Fez muito bem em vir até aqui."
"Minha senhora." Deirdre voltara-se para a origem do som e descobrira a anfitriã da casa. A filha de Lorde Elrond.
"Por favor. Nada de minha senhora." Arwen, a estrela vespertina sorria.
"Não tenha receio. Meu pai saberá ajudá-la. Afinal não é sempre que o rei Thranduil envia alguém até Imladris." A elfa aproximou-se de Deirdre e postou-se ao lado da humana.
"Esse é o problema." Admitiu Deirde olhando nos olhos azuis da ellith.
"O rei Thranduil não me enviou. Eu fugi e convenci Amord Anarinion a vir comigo."
"Bom eu sabia que havia uma razão para Legolas ter escolhido você. Você é destemida minha cara. Poucos fariam isso."
A humana riu um riso nervoso.
Arwen retomou a conversa.
"Thranduil sempre acreditou ter controle sobre todo o seu povo. E acredito que ele pensava assim também sobre o próprio filho. Mas a sua presença aqui mostra que Legolas finalmente cresceu. Que foi capaz de fazer escolhas que nem sempre corresponderão exatamente ao que o rei deseja."
"Mas o rei o enviou ao conselho presidido por Lorde Elrond." afirmou Deirdre.
"Sim. Ou ele mesmo teria de vir." respondeu Arwen.
"Vamos lá. Meu pai a espera em seus estudos. Ele me disse que terá dias proveitosos pela frente ajudando você."
"Ada. Sua visitante está aqui. Como você me pediu.
"Hannon Le"
"Venha minha cara. Vamos ver que tipo de ajuda eu posso oferecer-lhe." disse Lorde Elrond.
Outra vez Deirdre estava no salão de estudos. As mesmas paredes repletas de livros, o chão de ladrilhos e mais uma vez ele indicou-lhe uma cadeira próxima.
"Eu acredito que decifrei a mensagem que Legolas deixou. E o rei ficará contente com ela. Eu lhe garanto." afirmou Lorde Elrond.
Deirdre sentou-se exalando uma respiração que não sabia que tinha prendido.
"Acalme-se. Sua busca e missão está só começando." falou Lorde Elrond enquanto desenrolava o pergaminho que ela já conhecia.
UMA SEMANA DEPOIS
Na manhã seguinte voltariam para Mirkwood. E Deirdre achava-se nervosa. Afinal saíra do reino sem a permissão de Thranduil. Lord Elrod oferecera-lhe uma escolta, o que ela recusara prontamente. Não viera até ali, para despojar o senhor elfico de seus soldados, ainda que momentaneamente.
"Partirmos pela manhã então?" Indagou Armord Anarinion.
"Sim. É chegada a hora de voltar." Respondeu Deidre.
"Nervosa?" Indagou Amord.
"Sim. Eu não vou mentir. Eu fugi. E o rei não vai ficar nada satisfeito com isso. Creio que eu caí vários pontos na escala de satisfação de Thranduil."
O edhel riu.
"É verdade."
Os dois ainda estavam conversando quando foram interrompidos por Lindir.
"Fico feliz em saber que aprecia os nossos jardins senhora."
"Bom dia Lindir." Respondeu Deirde.
"Sim. Os jardins são adoráveis. Há uma mistura de plantas aqui bem interessante."
"Meu senhor Elornd pede para lembrar-lhe que haverá um jantar de despedida para vocês hoje a noite no Hall do Fogo."
"Diga a Lorde Elrond que eu e Amord compareceremos."
ARAGORN
O dia amanhecera. E encontrara os três caçadores conversando após um fraco desjejum. Gmili, como era de se esperar foi o que mais lamentou esse fato.
Eles tinha outro problema naquela manhã. Os cavalos, Arod e Hasufel, sumiram durante a noite. Então combinaram entre si que a prioriade seria encontrar Merry e Pipin. Depois pensariam nos cavalos, que Éomer de Rohan cedera como prova de bondade e que haviam fugido.
Aragorn convençera a todos que o melhor a fazer era entrar na floresta de Fangorn. Onde ele esperava encontrar pistas dos dois hobbits por ali.
"A floresta não é má! Afirmou Legolas. Não importa o que as histórias sobre ela digam."
"Bem, a floresta não tem motivos para sentir ódio de mim"- disse Gmili. O anão estava decididamente nervoso. "Não lhe fiz mal algum."
"Sinto o ar abafado. Esta floresta não é mais leve que a floresta das trevas de onde você vem Mestre elfo. É difícil até respirar." disse Gmili.
"A floresta é muito velha. Tão velha que me sinto jovem outra vez. Como não me sinto desde que viajei com vocês crianças. É uma floresta repleta de lembranças." Afirmou Legolas.
O anão encolheu-se ao ouvir um som alto.
"AS árvores estão falando umas com as outras." Disse Legolas.
Gmili com o machado erguido tinha uma expressão de pavor em seus olhos.
"Gmili." Falou Aragorn. "Abaixe essa arma. Você é a causa de todo esse murmúrio."
A contragosto o anão o fez.
"Há alguma coisa lá, Aragorn." Afirmou Legolas indo na direção que indicara ao guardião.
"O que está vendo?" Indagou Aragorn. Já ao lado de Legolas. Os olhos do elfo vasculhavam a grande distância.
"O mago branco se aproxima." Respondeu o edhel.
"Não deixe que ele fale. Lançará um feitiço sobre nós." Retrucou Aragorn. Os três caçadores esperavam.
"Precisamos ser rápidos." Falou o guardião.
Silenciosamente os três aprontavam-se para atacar.
Legolas lançou uma flecha que caiu a seus pés. A espada de Aragorn subitamente queimou sua mão. O machado de Gmili caiu. E eles se viram envoltos numa grande claridade que cegava a tudo.
"Vocês estão seguindo as pegadas de dois jovens hobbits." Disse a voz. A claridade não os permitia ver absolutamente nada.
"Onde estão eles?" Indagou o guardião. Já que falar era a única opção de que ele dispunha.
"Eles passaram por aqui anteontem a noite." Respondeu a voz em meio a luz.
"Encontraram alguém que não esperavam. Isso consola vocês?"
"Quem é você?" Insistiu o guardião. Com a mão na altura dos olhos tentando ver além da luz ofuscante.
"Mostre-se!" Exigiu o ranger.
A luz diminui de intensidade e o mago finalmente apareceu.
Era Gandalf. Mas ao mesmo tempo não era Gandalf. Ele estava...diferente.
"Não pode ser." Disse Aragorn totalmente confuso.
Legolas prontamente ajoelhou-se vendo no mago algo que o guardião ainda não entendera.
Gmili o fez também. O machado esquecido no chão.
"Você caiu..."insistiu Aragorn.
"Atravessei o fogo e a água. Da mais funda masmorra ao pico mais alto eu lutei contra o Balrog de Morgoth. Até que finalmente derrotei meu inimigo e ele encontrou seu fim na encosta da montanha."
"A escuridão me dominou. E eu me desgarei do pensamento e do tempo. As estrelas rodavam. E cada dia era tão longo quanto uma era inteira da Terra. Mas não era o fim." o Istari continuou.
"Senti a vida em mim outra vez. Eu fui mandado de volta. Até concluir a minha tarefa."
"Gandalf." Disse Aragorn aproximando-se do mago.
"Gandalf?!" A voz do mago demonstrava dúvida.
"Sim. É como eu era chamado."
"Gandalf, o Cinzento. Era esse meu nome."
"Gandafl." Gmili estava alegre outra vez. Ele esqueçera o receio que tinha de Fangorn.
"SOU Gandalf, o BRANCO." Então ele falou:
"E eu me encontro com vocês de novo, na virada da maré."
"Uma etapa da viagem acabou. Outra começa agora." Gandalf, o Branco conduzia-os para fora de Fangorn, para imenso alívio de Gmili. O anão não gostara nem um pouco do lugar.
"A guerra chegou a Rohan. Devemos ir a Edoras o mais rápido possível." Gandalf embrulhou-se na velha capa, o mais rapidamente possível. Eles seguiram-no descendo o alto patamar descendo a margem do Entágua. Não falaram mais nada, até pisarem outra vez na grama além das bordas de Fangorn. Não havia nenhum sinal de cavalos.
"Eles não retornaram." Afirmou Legolas. "Será uma longa caminhada."
"Eu não vou caminhar. O tempo urge." Disse Gandalf. Depois levantou a cabeça e deu um grande assovio.
Passaram-se alguns minutos e viram um cavalo sair de entre as árvores ao longe e galopar em direção a eles.
"Há mais de um cavalo vindo para cá." Disse Aragorn.
"Certamente." Disse Gandalf. "Somos carga demais para um só."
"Aquele é um Mearas" Disse Legolas. "Se meus olhos não me enganam e não estou sobre algum feitiço."
OS cavalos chegaram. Gandalf aproximou-se . O pelo do animal brilhava ao sol.
"Este é Scadufax. O senhor dos cavalos." Os viajantes cumprimentaram-no.
"Vamos imediatamente para Medulsed. O tempo está passando. Imploramos que usem toda a velocidade que puderem. Hasufel levará Aragorn, e Arod levará Legolas_ disse Gandalf. Vou colocar Gmili a minha frente, e com sua permissão Scadufax levara nós dois. Agora só vamos esperar que vocês bebam um pouco de água."
AMROD
Era como viver um pesadelo. A estrada que antes estava verde agora deserta mostrava pontos onde fora queimada. Ainda bem que era uma viagem curta. Ao que parecia até os animais da floresta haviam sumido. Em seis dias estariam em casa. Por enquanto deviam estar prontos para todos os problemas possíveis.
Passaram por amoreiras queimadas. O espaço entre os rochedos onde antes havia capim alto estava vazio. Mais adiante era possível ver um bosque de pinheiros na encosta da montanha. O sol se escondia por trás das montanhas e as sombras cresciam quando resolveram parar. Acamparam em um recanto da estrada em meio a samambaias.
"Você dorme primeiro Tarien."
Ela estreitou os olhos conhecendo o pensamento do amigo.
"E você me acorde ou teremos grandes problemas se eu só acordar pela manhã porque alguém insistiu em ser cavalheiro demais."
O ellon riu e Deirdre agradeceu mentalmente aos Valar por ter um sono leve. Amord a rendeu horas depois.
"Eu ouvi lobos." Ele disse gravemente.
"Sim. Não é um bom sinal." retrucou Deirdre. "Vamos torcer para que nossa boa sorte continue e eles fiquem bem longe de onde estamos."
O amanhecer encontrou-os de pé. Lembas, o pão de viagem dos elfos, foi o café da manhã. Então retomaram a jornada. Havia névoa pelos vales. Eles avistavam carvalhos e olmos. Eles permaneciam a leste das Montanhas Sombrias.
"Logo estaremos perto da Carrocha." Lembrou Amord.
"E isso significa orcs. Eu aprendo rápido Amord." Deidre pilheriou "Lembre-se disso. E eu sei que não iremos tomar esse caminho."
"Vamos diretamente para os Portões da Floresta. Para o Norte." completou Amord.
Passaram pelos campos que se não fosse inverno estariam repletos de flores. O chão era gramado e macio. Então eles galoparam e só paravam a noite para descansar. Eles cavalgavam cuidadosamente sempre atentos ao caminho.
"Neeka Ennas (Olhe ali)" Amord indicou.
Era uma casa ou o que restara de uma casa. Só havia uma parede em pé. O telhado fora totalmente consumido. Eles galoparam até lá.
O ar gelado da manhã invadia-lhe os pulmões. Mesmo a capa que usavam não era suficiente para aquecê-los. O frio mordia. Eles desmontaram. Deirdre andando com cuidadosamente para evitar as poças d'água.
"A guerra chegou aqui."
"Quem foi o responsável por estes ataques? Orcs?" Indagou Deirdre
"Sim. Mas também podem ter sido humanos" afirmou Amrod.
"Tem razão. Há humanos que se juntariam a Sauron". Afirmou Deirdre.
"Vejo que o tempo em Imladris foi proveitoso. O que mais você aprendeu?"
"Que eu tenho de ser bem convincente com o rei ou estaremos em sérios apuros."
O edhel riu.
Eles ainda estavam examinando o local quando Amord subitamente pediu silêncio com um gesto. Ela assentiu. Ficaram a espreita até que eles apareceram. Eram três. Mas três orcs a luz do dia era algo extraordinário. Era somente uma questão de segundos até eles serem encontrados.
Um som de gravetos se partindo chamou a atenção da dupla que se voltou.
"Há! você está ai. O que o atrasou Ufthak?" Perguntou Aglak.
"E desde quando você é o chefe?" Respondeu Ufthak
"Nenhum de nós é o chefe dessa expedição. E nossa missão é vigiar a estrada que vai para a terra dos malditos elfos" disse Krim-Mog.
"Eu só não entendo porque voltamos até aqui. Não sobrou ninguém" disse Ufthak.
"Aglak é quem sabe o motivo. Parem de reclamar e vasculhem a área. Só então vamos vigiar a estrada dos elfos."
Deirdre e Amord estavam em silêncio sabendo que era apenas uma questão de tempo até serem descobertos. Os orcs resmungavam em sua própria língua até que eles ouviram na língua geral.
"Vejam." Chamou Aglak.
"Cavalos. Isso significa humanos por perto. Eu sabia que valia a pena voltar aqui."
"Vamos caçá-los."
Amord olhou para Deirdre que assentiu. Ele desembainhou a espada e ela fez o mesmo. E esperaram.
Os orcs avançaram para eles.
Eles gritavam numa língua que ela não entendia e nem queria entender. Na realidade o significado era fácil. Eles tinham certeza da vitória.
Ambos sacaram as espadas e esperaram. O grupo se dividiu. Dois deles avançaram em Amord enquanto o outro continuou avançando para Deirdre.
A criatura vestia uma amardura. Na realidade eram pedaços de várias armaduras. Havia uma cota de malha reluzente ao redor do pescoço.
Isso vai ser problemático, pensou Deidre rapidamente.
Ela golpeou a criatura. Que aparou-lhe o golpe.
"Está morta humana."
"Ainda não." O som das lâminas roçando uma na outra se fez ouvir.
Ela estocou na lateral do corpo do orc. Ao mesmo tempo em que sentiu uma quentura molhar-lhe a mão. A lâmina negra havia feito um corte ali.
"Não pense demais." Deirdre ordenou a si própria. A mão estava ferida.
"Deirdre." Ela ouviu Amord gritar.
O orc voltou a cabeça nesse instante dando a Deirdre a oportunidade de tirar o punhal que trazia na bota. Ela lançou-a curta distância. Atingindo o orc nas costas. A besta urrou e investiu contra ela, Deirdre arriscou e enfiou a espada na garganta do orc acima da cota de malha. O sangue negro jorrou.
"Você está bem?" Indagou Amord. Ele olhou a mão ensanguentada dela.
"Eu faço a mesma pergunta amigo." afirmou Deirdre
"Isso não é bom. Essas lâminas são contaminadas. Não é hora para pilhérias."
"Então é muita sorte nossa que sendo um excelente curador, Lorde Elrond tenha nos presenteado com algumas coisas muito necessárias para essa viagem." afirmou Deirdre
"Eu sei de um curador de Mirkwood que poderia ficar ciumento com suas palavras."
"Então a pilhéria vençeu afinal." retrucou Deirdre.
Eles foram atrás dos cavalos que não estavam muito longe.
"Moonracer." Chamou Deirdre. A égua negra veio docilmente.
Limparam e trataram os ferimentos.
"Vamos embora. Antes que mais dessas criaturas malditas apareçam outra vez." Disse Deirdre.
DEIRDRE
A Última légua do caminho era a mais difícil. Eles já tinham atravessado os portões da floresta. Era possível reconhecer as faias características, em meio a trilha estreita. Ali o sol não penetrava totalmente.
"Eles já nos viram?"
"Sim alteza."
"Ótimo. Se for possível Amrod eu gostaria de falar com o rei sozinha."
O elfo estava visivelmente chocado com tal pedido.
"Alteza. Que tipo de homem seria eu se não assumisse meus atos perante o rei." Deirdre parou Moonracer e voltou-se para o elfo.
"Não estou pedindo para você não assumi-los, meu amigo. Estou pedindo que me deixe falar com o rei primeiro. "
A pouco mais de 100 metros do rio da floresta escutaram a voz.
DARO!
Ambos pararam a montaria e esperaram. Não foi nenhuma surpresa para Deirde que entre o grupo de sentinelas, que os parara estivesse O Conselheiro Thargon. Ela podia apostar que ele estivera todos os dias de sua ausência ali. Ele tinha uma aparência régia, como se fosse ele o rei.
"Mae Govannem Tarien Deirdre."
"Mae Govannem Conselheiro Thargon."
Deirdre sustentou o olhar que o conselheiro lhe deu, por nada neste mundo seria ela a primeira pessoa a desviar o olhar. E depois de alguns segundos ele o fez.
"Temos ordens para escoltá-la diretamente a presença de sua majestade."
"E eu esperava que assim fosse. "
Eles seguiram o conselheiro e sua escolta em silêncio absoluto. Outra coisa que ambos perceberam era que os sentinelas estavam vestindo armaduras. Deidre reconheçeu que Thranduil começara a preparar-se para a guerra e isso era bom.
Chegaram a ponte sobre o rio, a luz do sol incidia sobre eles ali. Os portões se abriram magicamente e logo desmontavam no pátio. Como sempre havia muitos que passavam por ali. A escolta parou.
Ela sorriu ao reconheçer Turélio. Um dos cavalariços. Deirdre chamou-o com um gesto.
"Cuide bem dela, Turélio. Moonracer quase virou jantar de um grupo de orcs."
"Sim. Mae Govannem Tarien."
"Mae Govannem Turélio."
Estava de volta a carvena que aprendera a apreciar e a amar. E tinha muito o que conversar com o rei. Só esperava que ele estivesse disposto a ouvi-la.
A SER CONTINUADO...
GLOSSÁRIO:
EDHEL-elfo
Hannon le-obrigado
Mae Govannem- seja bem vindo(a).
Tarien-princesa
