Título: UM CONTO SOBRE ESPERANÇA

Autora: Reggie_Jolie

Casando: Legolas/ Deirdre

Censura: R

Gênero: Drama/Romance

Beta: Sem betagem. Apenas revisão básica.

AVISOS: sexo e violência

Disclaimer: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J.R.R TOLKIEN e, bem, essa história é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão fascinantes e intrigantes. Apesar disso, os personagens originais – Deirdre, Bard, Elina, Onodher e outros - são meus e não podem ser utilizados sem minha autorização.

Linha temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da guerra pelo Anel de Poder se alastrar por toda a Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo, principalmente, o universo dos livros (O Senhor dos Anéis - trilogia completa - O Hobbit e Contos Inacabados).

Sumário: Elfos, Homens, amor, amizades, batalhas vencidas e perdidas. Uma história de amor, pura e simplesmente.

Palavras em itálico: élfico, Sindarin ou Quenya. Haverá um pequeno glossário para as referidas palavras no final do capítulo.

NOTA DA AUTORA: Sim. Aqui está a segunda parte da batalha do Abismo de Helm. E este não é o último. Eu pensei que em apenas dois capítulos seriam suficientes. Quanta presunção.

BOA LEITURA! DIVIRTAM-SE! Enjoy-it!

CAP. 07. O ABISMO DE HELM. PARTE II.

ESGAROTH DO LAGO COMPRIDO

BARD

Era noite. E era tarde. Ele devia estar dormindo há algum tempo. Mas Bard não podia. Não depois das noticias que o fizeram vir até ali.

Bereth e Toivo dormiam. A criança ocupava um berço posto ao lado da cama. Olhando a mulher e o filho adormecidos, ele lembrou-se de que Elina fora contra a vinda de ambos. Bard ignorara a sugestão da mãe, alegando que estavam casados há pouco tempo e por isso não devia se separar deles.

Bard ficara até tarde discutindo com Nolan e os outros. O conselho da cidade se reunira.

Fora um dos vigias que achara os corpos. Os homens tinham sido mortos a machadadas. A corrente do lago os trouxera. Ainda havia algumas flechas em um terceiro corpo.

"Não eram daqui." Falou Nolan. "Não são parentes de ninguém da cidade."

"Então ninguém sabe quem eram?" Indagou Bard.

"Isso mesmo senhor. São dois desconhecidos."

"Mas a morte deles foi o suficiente para levar pânico as pessoas, isso é certo." Afirmou Bard.

"Existia alguma coisa que pudesse dizer de onde eles vieram? Tornou a indagar Bard.

"Infelizmente não senhor."

"Então temos um inimigo que não quer se revelar ainda. O que só o torna mais perigoso."

ROHAN

LEGOLAS

Já passava da meia uma noite sem lua ou estrelas. A única luminosidade provinha das tochas acesas. As tropas dos eldar foram distribuidas ao longo da muralha do Forte da Trombeta e no pátio principal. Em silêncio aguardava-mos. Quando vimos uma claridade que descia a montanha. Era a tropa de Saruman que se aproximava.

"Voce poderia ter escolhido um lugar melhor." Resmungou Gmili.

Aragorn que andava por sobre a murlha postou-se ao lado dos amigos.

"Bem, tomara que a sorte que o acompanha dure a noite toda." Disse o anão a Aragorn.

Então soou um trovão e o relâmpago iluminou tudo ao redor. As nuvens foram chamuscadas por um clarão ofuscante. Novos relâmpagos golpeavam as colinas no leste.

"Seus amigos estão com você Aragorn", disse Legolas.

"Tomara que eles sobrevivam a noite toda." replicou Gmili.

Outro relâmpago iluminou tudo, e repentinamente começou a chover açoitando tudo ao redor.

Então já era possivel ouvir o som dos passos pesados dos orcs. Eles aproximavam-se e pararam a menos de 50 metros do forte. Os relâmpagos rasgavam a escuridão. Os orcs gritavam.

Aragorn começou a andar por entre as tropas dos eldar no alto da muralha.

"Não tenham piedade deles, pois eles não terão de vocês."

O chefe dos Isengardenses urrou e eles pararam. Eles começaram a fazer barulho com as lanças.

Os orcs urravam. Ouviram-se trombetas. Eram orcs e bárbaros das colinas da Terra Parda. Novo relâmpago e os homens puderam ver em cada escudo e em cada elmo, a mão estampada de Saruman.

Os eldar e humanos aguardavam ansiosos a ordem para a batalha. Aragorn posicionou-ne.

"O que está acontecendo lá fora?" Indagou Gmili. Devido a sua baixa estatura o anão não conseguia enxergar além da muralha.

"Quer que eu descreva? Ou te arranje uma caixa?" Indagou Legolas.

O anão riu.

Aragorn desembainhou Andruil.

Haldir e os demais arqueiros estavam a postos. Ao longo da muralha a intevalos regulares havia sido posto um barril com novas flechas. Os arcos tensionados, prontos para o ataque.

Uma flecha foi atirada e atingiu um orc no pescoço. A besta caiu.

"Não atirem!" Disse Aragorn.

Novos gritos vinham provenientes dos soldados de Saruman.

Então eles avançaram.

"Então começou." Disse Théoden.

"Preparem-se para atirar!" Comandou Aragorn.

"A armadura deles é vulnerável no pescoço e debaixo do braço." Instruiu Legolas.

"Lançem suas flechas!" Comandou Aragorn.

Uma tempestade de flechas, recebeu os orcs, juntamente com uma avalanche de pedras. Eles vacilaram, pararam e fugiram. Para logo em seguida atacarem novamente.

"Eles acertaram alguma coisa?" Indagou Gmili olhando para Legolas.

"Quero uma saraivada de Flechas," disse Theoden.

A um sinal de Gamling novas flechas caíram sobre os orcs.

As flechas se sucediam. Orcs eram mortos. Mas ao que parecia para cada orc morto, dois outros continuavam tentando aproximaram-se do Forte da Trombeta.

Soaram cornetas e um monte de homens da Terra Parda saltou a frente. Eles mantinham seus escudos a frente e sobre suas cabeças. Os orcs-arqueiros enviavam saraivadas de flechas umas atrás da outra.

Os primeiros arqueiros eldar foram atingidos e cairam da muralha.

"Escadas!" Gritou Aragorn.

"ÓTIMO." Disse Gmili. Até então tudo o que o anão fizera na batalha fora ouvir.

"Espadas!" Comandou Aragorn.

Longas espadas élficas foram desembainhadas.

Um orc apareceu na frente de Gmili e ele decepou-lhe a cabeça com o machado.

Elfos e orcs lutavam. Aragorn e Haldir combatiam lado a lado. O machado de Gmili produzia uma música mortal.

Ele viu Legolas e disse:

"Legolas já matei dois."

"Eu dezessete," disse o elfo.

"Não vou deixar um orelha-pontuda me superar!" Disse Gmili.

Mais escadas eram colocadas no muro. As espadas não cessavam de trabalhar. Perdas aconteciam para os dois lados.

"Dezessete! Dezoito!" O anão continuava a matar orcs e a contar em voz alta no alto da muralha.

"Dezenove! Vinte!"

Enquanto a maior parte dos soldados orcs investia contra a muralha. Um grupo com escudos formando uma proteção sobres suas cabeças começava a subir vagarosamente o passadiço.

"No passadiço!" Gritou Aragorn reorientando os arqueiros para aquela direção. Pedras e flechas foram direcionadas para lá.

"Isso é tudo? Isso é tudo que você consegue com sua magia Saruman?" Indagou Théoden.

No entanto nem o Théoden, nem Aragorn ou qualquer um de seus aliados, percebeu que em meio a comoção gerada pela batalha duplas de orcs, aproximaram-se da única fraqueza da muralha do Forte da Trombeta. As duplas depositaram ali duas grandes bolas de ferro pontiagudas e afastaram-se. Um corredor abriu-se em meio aos orcs. E um deles veio correndo com uma tocha acesa na mão. A luz e a fumaça emitida pela tocha chamou a atenção de Aragorn.

"Acabe com ele Legolas!" Gritou Aragorn.

Uma flecha atingiu o orc no ombro.

"Dago-han! Dago-han!" Gritava Aragorn.

Outra flecha e o orc cambaleou. No ultimo instante ele jogou-se na abertura e o mundo tremeu.

A muralha explodiu. Pedras, orcs, elfos e homens voaram pelos ares.

Théoden de cima da torre de menagem, olhava espantado sua fortaleza ser atacada. Aragorn fora jogado no chão pelo impacto da explosão.

O charco explodiu impedindo ainda que momentaneamente os orcs de entrarem na fortaleza. O grupo que estava no passadiço afastou os escudos e revelou um aríete que seria usado contra o portão. Era o contra-ataque de Saruman começando.

"Bloqueiem o portão!" Gritou Théoden.

O aríete investiu uma e outra vez. Pedras foram jogadas nos orcs, de cima do portão.

"Detenham-nos! Fiquem firmes!" disse um dos soldados.

Os orcs começaram a entrar na fortaleza pela abertura da muralha.

"Aragorn!" Gritou Gmili. O anão jogou-se do alto da muralha sobre os orcs, dando ao humano tempo de erguer-se.

"Atacar!" comandou Aragorn.

Os elfos e Aragorn avançaram contra os orcs.

Era como duas ondas do mar se chocando.

"Aragorn! Recue para a torre de menagem. Tire seus homens de lá!"disse Théoden

"Legolas! Para a torre de Menagem." chamou Aragorn

"Vão para a torre de Menagem." Dizia Aragorn enquanto combatia os orcs.

"Haldir!" Chamou o guardião.

O capitão dos Galhadrim parou e escutou as orientações do humano.

Dois elfos conduziam Gmili a força. O anão protestava vivamente.

"O que estão fazendo? Por que estão parando?"

Tendo debelado mais um orc, Haldir parou sobre a muralha e começou a orientar os soldados. Todos recuariam para dentro do Forte da Trombeta.

Um orc aproximou-se dele. O Eldar trocou golpes com e ele. E provavelmente por isso não viu o outro que se aproximou e golpeou-o na altura do estômago.

Haldir cambaleou. Ele viu os eldar recuando, como fora ordenado. Ao erguer-se deu as costas para o inimigo e um orc golpeou-o, desta vez nas costas.

"HALDIR! "Gritou Aragorn. Ao ver o capitão dos Galhadrim cair de joelhos.

Aragorn subiu a escada. Um orc pôs-se na frente dele. Três golpes de espada depois a besta caia.

Os olhos do Galhadrim viam os eldar mortos. Ele confiava certamente que todos estariam nos Halls de Mandos. Ele piscou duas ou três vezes. Aragorn conseguiu aproximar-se do Galhadrim e segurou-o. No entanto o eldar já estava morto.

Aragorn deixou-o sobre a muralha e investiu novamente contra os orcs.

ROHAN

THEODEN

Do outro lado, o portão finalmente fora aberto pelo ariete.

"Para o portão!" Comandou Théoden.

"Desembainhe sua espadas." Gamling e Erkenbrand acompanharam o rei.

Soldados dos Rohirrim eram feridos por flechas de orcs.

A frente de seus soldados Théoden comandava a defesa do portão. E foi ferido por uma lança orc. Ele cambaleou mas não foi ao chão. Encontrando forças para ferir o orc que o molestara. Com esforço Théoden arrancou a lança do próprio corpo e então foi tirado do portão por Gamling.

"Não aguentaremos mais tempo." Disse Gamling ao rei.

Aragorn passou pelo rei dirigindo-se ao portão.

"De quanto tempo precisa?" Indagou o guardião.

"De quanto puder me dar." Respondeu Théoden.

O guardião acenou positivamente para o rei. Em seguida empurrou Gmili para uma passagem pequena no muro.

"Toras!" Comandou Théoden. "Bloqueiem o portão!" Tornou a comandar.

Um grupo de orcs com escudos chegou ao portão para reforçar os que ali já se encontravam.

Aragorn e Gmili chegaram a lateral do portão. De onde eles estavam viam os orcs mas não eram vistos. O que lhes conferia uma grande vantagem.

"Vamos! Podemos vencê-los!" Disse o anão.

"É bem longe". Disse Aragorn.

O anão olhou como que calculando a distância, em seguida disse ao guardião.

"Atire-me!"

"O QUE?" Indagou Aragorn.

"Eu não conseguiria pular. Atire-me."

O guardião acenou concordando. Mas quando ele fez menção de segurar o anão ele asseverou:

"Não conte ao elfo."

"Nem sequer uma palavra." Prometeu Aragorn. Jogando o anão no meio dos orcs e pulando ele mesmo na sequencia.

"Reforçem a porta!" Disse Théoden aproveitando a distração causada por Gmili e Aragorn que combatiam os orcs no passadiço.

"Saiam da frente! Sigam até a barricada!" Exclamavam os soldados.

"Cuidado com as costas."

O que os Rohirrim não tinham visto era que os orcs estavam montando uma balista, cujo objetivo era levar cordas para escalar a muralha.

No passadiço Aragorn e Gmili continuavam a combater os orcs.

Dois tiros da balista e duas longas cordas foram lançadas na muralha. Logo em seguida duas escadas repletas de orcs foram alçadas a muralha do forte da Trombeta. O exército de Saruman anvançava inexoravelmente.

Ao ver a terceira escada, infestada de orcs, aproximando-se Legolas retirou flechas da aljava e começou a dispara-las. Atingindo a corda que mantinha a escada em pé, ela caiu com estrondo.

A barricada no portão finalmente ficara pronta.

"Gmili! Aragorn! Saiam daí." Disse Théoden.

Nesse curto instante de distração um uruk-hai segurou a Aragorn e Gmili pelo pescoço. A besta urrrava, como se comemorasse o feito.

"Aragorn!" Chamou Legolas. Do alto da muralha com uma longa corda na mão. Ele a lançou e Aragorn e Gmili agarraram-na e com a ajuda do elfo, subiram a muralha.

A batalha estava mais acirrada a cada minuto. Mais orcs e uruk-hai penetravam a muralha.

"Hora de bater em retirada." Disse Théoden.

"Bater em retirada! Bater em retirada!" Gritava Gamling.

"Eles conseguiram. Invadiram o castelo." Disse Aragorn. "Recuem!"

"Depressa! Recuem! Faça-os entrarem!" Dizia Aragorn.

Rapidamente todos os soldados eldar e Rohirrim começaram a descer as escadas em direção a torre de menagem.

MIRKWOOD

THRANDUIL

Thranduil olhou para a taça de vinho que tinha a mão. Moveu a taça e observou o líquido vermelho girar no copo. Teve a impressão de que o vinho não iria ser de grande ajuda para fazê-lo pegar no sono aquela noite.

Ele olhou para os pergaminhos a sua frente. Um ainda estava lacrado. Era para Deirdre. O outro ele abrira e lera. Vieram de Valle. Bard escrevera e perguntara entre outras coisas sobre a irmã. Então Thranduil mandara chamar Thargon.

Thranduil pousou os olhos na carta. Alguns pontos chamaram a atenção dele. Como os corpos de humanos mortos que apareceram boiando no lago comprido. E que fizeram a cidade do lago entrar em polvorosa. Segundo Bard. Não eram de conhecidos. Não pertenciam a Valle nem a Esgaroth.

"Sente-se Thargon. Preciso de seus conselhos." disse o rei. "Essa carta chegou hoje pela manhã vinda de Valle." Thranduil pegou a missiva e a pôs diante do conselheiro.

"Parma mellon-nin".

Thargon dedicou-se a leitura por algum tempo e em seguida disse:

"Voce mandou a carta para a humana?"

"Ainda não. Mas eu pretendo fazê-lo." respondeu o rei.

"Eu não sei porque insiste em ouvir meus conselhos Thranduil. "

"Porque você é o conselheiro real Thargon." respondeu Thranduil

"Aye. Mas no que diz respeito a esta humana, você nunca segue nenhum dos que eu forneço." Replicou Thargon.

Thranduil tomou outro gole de vinho e disse:

"Quena Thargon."

"Acredito meu rei, que seus sentimentos sobre essa jovem estejam confusos."

"Eu não sabia que apreciava andar no gelo fino Thargon." os olhos azuis do rei brilharam. O conselheiro e amigo continuou olhando ao amigo firmente por alguns segundos mas enfim desviou o olhar.

"Vore Thargon. Como meus sentimentos estariam confusos?"

"Eu nunca entendi como essa jovem, ficou tanto tempo aqui em Mirkwood."

"E você tem alguma objeção contra isso?"Thranduil

"Sim. Um número grande delas. Depois essa jovem casa-se com seu único filho. E ela torna-se uma Tarien. E não apenas uma consorte real. Um dia, que eu espero esteja bem longe, ela poderá ser Bereth."

"É seu purismo que o faz ter tantas objeções assim Thargon."replicou Thranduil.

"Purismo que eu pensei compartilhar com você. Mas eu desconfio que ao casar-se com uma silvan, anos atrás você..."

O conselheiro não conseguiu terminar o que pretendia dizer. Thranduil segurava-o pela lapela do robe, erguendo-o da cadeira onde ele estivera sentado minutos atrás.

"Eu gosto muito de você Thargon. Mas seja lá o que pretende me dizer, não fale de minha esposa. Erla era absolutamente melhor do que todos os Sindar que vieram morar em Greenwood anos atrás. Estamos entendidos?"

O conselheiro permaneceu em silêncio por um tempo.

Thranduil largou o conselheiro, que ajeitou-se o melhor que pode na cadeira, e o rei voltou a sentar-se e serviu-se do vinho.

"Mas você é como um irmão para mim Thargon e só em razão disso estou ouvindo tantas asneiras numa única noite. Por isso e porque sei que a A'mael do meu íon, lembra-lhe uma certa humana, que rejeitou uma vez, um certo capitão dos elfos. Não é verdade Thargon?"

"Nunca neguei isso, Aran." O conselheiro teve a decência de parecer embarçado antes de continuar a falar.

A SER CONTINUADO...

NOTA HISTORICA E FINAL DA AUTORA:

A torre de menagem, em se tratanto de arquitetura militar, é a estrutura central de um castelo medieval. Ela é definida ainda como seu principal ponto de poder e ultimo reduto de defesa, podendo servir em alguns casos de recinto habitacional do castelo.

As primeiras torres de menagem teriam sido construidas no Norte da França e datam do século X. A torre de menagem em geral é mais alta do que as demais, permitindo uma ampla vista dos arredores. A planta pode ser quadrangular, poligonal ou circular. Em geral tinham mais de 10 metros de altura, podendo algumas ultrapassar os 30 metros. Por vezes eram implantadas sobre afloramentos rochosos, o que dava mais altura e solidez à estrutura. Em geral localizavam-se no centro do perímetro amuralhado, mas também podiam estar adossadas à muralha.

As torres de menagem, especialmente nos primeiros tempos, tinham muito poucas aberturas para impedir que os projéteis dos inimigos alcançassem os defensores. As poucas aberturas consistiam de frestas para o disparo de flechas. O andar térreo não possuía aberturas, encontrando-se a entrada no primeiro piso. O acesso à entrada era apenas possível por uma escada de madeira, facilmente removível ou eliminada. Assim, no caso de o resto da estrutura ser sido tomada, a torre de menagem funcionava como último reduto de defesa, como um castelo dentro do castelo.

SUTTON, Ian; História da arquitectura do Ocidente; Lisboa: Verbo, 2004; ISBN 9722223550

BENEVOLO, Leonardo; História da arquitetura moderna; São Paulo: Editora Perspectiva, 2001; ISBN 8527301490

GLOSSARIO

ARAN-rei

A'mael-amada

Aye-sim

bereth-rainha

Ion-filho

Quena-fale

Parma-leia.

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