Título: UM CONTO SOBRE ESPERANÇA
Autora: Reggie_Jolie
Casando: Legolas/ Deirdre
Censura: R
Gênero: Drama/Romance
Beta: Sem betagem. Apenas revisão básica.
AVISOS: sexo e violência
Disclaimer: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J.R.R TOLKIEN e, bem, essa história é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão fascinantes e intrigantes. Apesar disso, os personagens originais – Deirdre, Bard, Elina, Onodher e outros - são meus e não podem ser utilizados sem minha autorização.
Linha temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da guerra pelo Anel de Poder se alastrar por toda a Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo, principalmente, o universo dos livros (O Senhor dos Anéis - trilogia completa - O Hobbit e Contos Inacabados).
Sumário: Elfos, Homens, amor, amizades, batalhas vencidas e perdidas. Uma história de amor, pura e simplesmente.
Palavras em itálico: élfico, Sindarin ou Quenya. Haverá um pequeno glossário para as referidas palavras no final do capítulo.
NOTA DA AUTORA: A todos os que leem esta fanfic, e o celebram; UM FELIZ NATAL! HAPPY HOLIDAYS!
CAP. 08. O ABISMO DE HELM. PARTE III.
ROHAN
THEODEN
A fortaleza foi tomada. Bandeiras com a mão branca de Saruman tremulavam na muralha. Orcs, uruk-hai e homens da terra parda invadiam a fortaleza. O objetivo agora era tomar a torre de menagem.
Aragorn subiu a um cômodo no alto da torre de menagem. Ele fora informado que o rei estava ali.
E Theoden estava ali. Olhando para o vale abaixo e tinha um semblante sombrio.
"Quais as noticias?"
"A muralha foi tomada senhor. " disse Aragorn
"Sinto-me mal nessa prisão. Se conseguisse cravar uma lança, cavalgando à frente de meus homens, talvez sentisse alegria de novo. Acabou." Disse Theoden.
"Aqui, o senhor está mais protegido que em Edoras". Disse Aragorn.
Então ouviram um estrondo.
Um grupo grande de uruk-hai tentava entrar no salão onde estava o rei. Forçavam a porta com um aríete.
"Voce disse que essa fortaleza não cairia enquanto seus homens a defendessem." Acusou Aragorn.
"Eles ainda a defendem. Morrem defendendo-a." Aragorn chamava o rei a si.
Os uruk investiam contra a porta com força.
Dentro das cavernas cintilantes, chegou a noticia de que os inimigos invadiam a torre de menagem. E isso provocou pânico entre mulheres e crianças.
"Não há outro jeito de as mulheres e crianças sairem das cavernas?" Indagou Aragorn. "Não há outro caminho?"
"Há uma passagem. Leva até as montanhas." Disse Gamling
"Mas não irão muito longe. Os uruk-hai são numerosos."
Outro estrondo demonstrava que os Uruk não desistiram de invadir a torre. Gmili, Legolas e os Rohirrim tentavam a todo custo barrar a entrada.
"Mande as mulheres e crianças para a passagem." Disse Aragorn.
"E bloqueie a entrada!" Aragorn empurrou Gamling incitando-o a agir.
"Tantas mortes." Lamentou-se Theoden. "O que podem fazer os homens contra um ódio tão violento."
Aragorn e Gamling pararam e ouviram o rei. Theoden se rendera ao medo e a impotência mais uma vez.
"Parta comigo." Disse Aragorn.
O rei voltou-se e olhou o guardião.
"Cavalgue ao encontro deles." Insistiu Aragorn
"Para a morte e pela glória," afirmou Theoden.
"Por Rohan." Disse Aragorn. Cabia a ele, trazer Theoden de volta a lucidez, que ameçava esvair-se ante ao medo e desespero.
"Pelo seu povo."
"O sol está nascendo." Afirmou Gmili.
Aragorn olhou e viu os fracos raios solares, entrando por uma janela alta. E lembrou-se
Aguarde a minha vinda ao raiar do quinto dia. Prometera Gandalf. E essa promessa reconfortou Aragorn.
"Ao amanhecer, olhe para o leste."
"Sim. Sim." Disse Theoden.
"O fim não está muito longe. No entanto não ficarei preso aqui como um velho. A trombeta de Helm Mão de Martelo soará no Abismo uma última vez, quando amanhecer. Cavalgarei uma última vez."
"Sim." Afirmou Gmili brandindo o machado.
"Que esta seja a hora em que brandiremos a espada juntos." Afirmou Theoden. Olhando Aragorn nos olhos.
Gmili subia a escada circular até onde estava a trombeta.
"Atos ferozes, despertem."
Uma fenda na porta foi aberta.
"Chegou a hora da ira, da ruína e da aurora sangue." Afirmou Theoden.
Aragorn desembainhou Andruil.
A trombeta ecoou pelo vale. E todos os que ouviram tremeram. O som ecoava. Os orcs jogavam-se ao chão. O som não diminuia. Ao contrário parecia aumentar.
"Helm! Helm!"_ os eorlingas gritaram. "Helm despertou e retorna a guerra. Helm pelo rei Théoden."
Os uruk-hai entraram na sala. E os eorlingas cairam sobre eles.
Gmili continuava fazendo a trombeta de Helm Mão de Martelo soar, quando os Eorlingas, comandados por Theoden chegaram ao passadiço.
Eram como pontos verde e branco em meio ao cinza, branco e negro do exército de Saruman. O dia amanhecia ao longe. Eles desçeram aos portões cavalgando até o Dique onde pararam.
E ao olhar para o nascer do sol, Aragorn viu Scadufax. Que mais uma vez trazia Gandalf, o Branco, consigo.
"O rei Theoden está sozinho." Disse Gandalf.
"Não está sozinho." Afirmou Éomer. Para quem Gandalf havia se dirigido.
"Rohirrim!" Gritou Eomer. Desembainhando Gúthwine.
E o éored que o acompanhava mostrou-se no alto da colina.
Os asseclas de Saruman urravam. Mas o som se assemelhava mais a medo do que a fúria.
"Para junto do rei!" bradou Eomer.
E mais uma vez era como se as águas de um rio que tivese sido repressadas durante muito tempo, tivessem sido libertadas. O éored chocou-se com os uruk-hai. Outra vez a trombeta soou na torre.
Era como se o próprio sol comandasse aquele grupo. Cegando o exercito de Isengard enquanto os Rohirrim cavalgavam, as espadas brandidas feriam e matavam orcs. Éomer e Gandalf comandavam aquela dança mortal.
Gandalf avançava sobre eles. Os bárbaros se jogavam ao chão diante do mago. Os orcs gritavam e fugiam.
ABISMO DE HELM.
GANDALF
Havia cinco pessoas sobre a parede do dique. Observavam tudo ao redor. O dia amanhecia e com a luz do dia mais pessoas chegavam, entre eles Éomer e Gmili. O anão sorria satisfeito.
Mas o que intrigava a todos os que ali se encontravam era que com a luz do dia, aparecera uma floresta na frente do dique. Uma floresta que não estava ali na noite anterior. O espaço ante o dique era terra, rocha, pedras.
"Isto não é magia," disse Gandalf. "É um poder muito mais antigo, um poder que caminhava sobre a terra, antes que o elfo cantasse ou o martelo ressoassem."
"Temos de ir para Isengard." disse Gandalf
"Para Isengard!" Exclamaram todos. Parecia absurdo depois de toda a batalha ir até Saruman.
"Desejo falar com Saruman o mais breve possivel_ disse Gandalf_ e já que ele lhes causou grandes prejuizos seria adequado que voces estivessem lá. Mas em quanto tempo poderiam partir, e com que velocidade cavalgariam?"
"Meus homens estão cansados da batalha"_ disse o Rei_ "e eu também estou cansado! Pois cavalguei muito e dormi pouco. É uma pena! Minha idade avançada, não foi de todo forjada por Língua de Cobra. É um mal que nenhuma sangria pode curar inteiramente."
"Então deixe que todos os que vão cavalgar comigo descansem agora"_ disse Gandalf_ "Viajaremos sob as sombras da noie. Assim está bem; pois é meu conselho que todas as nossas idas e vinda sejam feitas no maior segredo possivel daqui para frente."
Theoden assentiu.
"Vamos negociar, não guerrear," afirmou Gandalf.
"Certo" respondeu Theoden.
Em seguida ele escolheu os que iriam a Edoras e espalhariam a noticia da vitória. Para ir a Isengard, o rei escolheu, Éomer e mais vinte cavaleiros de sua casa. Acompanhando o mago iriram também Aragorn, Legolas e Gmili.
Então começou o trabalho árduo de limpar tudo. Não sobrara nenhum orc vivo; seus corpos não foram contados. Mas muitos dos homens da Terra Parda haviam se rendido; era visivel que tinham medo e pediam clemência.
Então os Rohirrim os puseram para trabalhar na limpeza e organização, após tomarem-lhe as armas.
"Ajudem agora a reparar o mal no qual voces tomaram parte"_ disse Erkenbrand_ "e depois deverão fazer um juramento de nunca mais atravessar os vaus do Isen armado. Pois voces foram iludidos por Saruman. "
Os prisioneiros estavam visivelmente surpresos e disseram a Erkebrand, que Saruman, havia descrito os Rohirrim como cruéis, e por isso estavam espantados com a punição dada a eles.
Os orcs foram empilhados na borda da floresta, que aparecera no dique. Eram muitos cadáveres, e não dariam para serem enterrados ou queimados, e isso era uma grande preocupação para todos.
"Deixe-os onde estão"_ afirmou Gandalf_ "O novo amanhecer pode nos trazer novos conselhos e respostas."
A tarde os Rohirrim mortos foram enterrados em dois grandes túmulos diante do Forte da Trombeta. Théoden lamentou a perda de todos, em especial de Háma, seu capitão. E no fim da tarde, Gandalf, Theoden e os demais dirigiram-se para o dique a cavalo, com eles vinham uma tropa de de pessoas do Folde Ocidental, e todos os que estavam nas cavernas.
Dirigiram-se até a floresta e pararam. O aspecto das árvores inspirava medo e respeito. Eram cinzentas e ameaçadoras. Gandalf contudo tomou a dianteira conduzindo-os através da até a estrada que vinha do forte da Trombeta, ele encontrou uma abertura como um arco, ele passou por lá e os demais os seguiram.
"Estas são as árvores mais estranhas que eu já vi," disse Legolas. "E eu já vi inúmeros carvalhos crescerem desde plantinhas até a idade em que apodrecem. Gostaria que houvesse mais tempo agora para caminharmos no meio delas. Ouço suas vozes, e com o tempo poderia entender seus pensamentos."
"NÃO!" Disse Gmili. O anão estava com medo. "Vamos deixa-las! Já advinho o que pensam: odeiam todos os que andam sobre duas pernas, e falam em sufocar e esmagar."
"Não são todos os que andam sobre duas pernas" falou Legolas. "Nesse ponto você está errado. Elas odeiam os orcs. Elas vêm dos Vales de Fangorn."
"Estranhas são as maneiras dos homens. Aqui eles tem umas das maravilhas do Mundo do Norte, e o que falam dela? Gmili. Meu bom Legolas, voce sabia que as caveras do Abismo de Helm são vastas e belas? Haveria uma interminável peregrinação de anões, apenas para aprecia-las se fossem conhecidas. Na verade, pagariam por ouro por uma olhadela."
"E eu daria ouro para não visita-las". Garantiu Legolas. Como um elfo ele não amava as cavernas. A exceção é claro do reino onde vivia.
"Acha que queles salões são belos? Aqueles em que seu Rei mora sob a colina na Floresta das Trevas? Aqueles que os anões ajudaram a construir muito tempo atrás? Pois eu lhes digo, são choupanas confrontados com o que vi aqui." Gmili procurava demonstrar com palavras toda a admiração pelas cavernas do Abismo de Helm.
"Veja estamos deixando a floresta para trás. A que distância fica Isengard Mithrandir?
"Cerca de quinze léguas, no percurso feito pelos corvos de Saruman, cinco da abertura da garganta até o Vau, e mais dez de lá até os portões de Isengard. No entanto não percorremos toda essa distância essa noite." respondeu Gandalf.
"E quando chegarmos lá. O que veremos?" Indagou Gmili.
"Não sei." Respondeu o mago. "Estive lá a noite. E muita coisa pode ter mudado durante o dia."
MIRKWOOD
THRANDUIL
UMA SEMANA DEPOIS
Fora Sárie a mando do curador que viera lhe comunicar. A humana estava doente. Ele se perguntou se devia vê-la, afinal ela estava enclausurada por sua ordem, mas no final Thranduil foi até as casas de curar.
"O que ela tem?"" Questionou o rei.
"Legolas". Choramingou Deirdre
Ela abriu os olhos e reclamou da luminosidade. A luz do entardecer chegava até ali acendia o vermelho dos cabelos dela. Deirdre se encolheu na cama, transformando-se numa bola numa tentativa de livrar-se da dor que sentia.
A mão de Gwaeron afastou o cabelo da testa sentindo a temperatura.
"Febre. Ela está delirando."
"Faz tempo que ela está assim?" Indagou Thranduil
"N'uma Aran. Mas ela tem recusado a alimentação. Ela desmaiou hoje. Foi Sárie que a encontrou, o cachorro, Rover, latia desesperado."
"Tírada". O curador indicou o topo da cabeça onde ao afastar os cabelos, via-se uma saliência.
"Ela deve ter batido em algum lugar. Ficou desacordada por muito tempo e isso não é nada bom." Gwaeron falou.
Atanone, filha e ajudante do curador aproximou-se com compressas frias.
"Naega." Deirdre falou.
As duas ajudantes revezavam-se ao administrar compressas de equináceas nos pulsos, e testa dela, por alguns minutos.
A um lado Thranduil observava tudo em silêncio.
Minutos depois Deirdre abria os olhos.
"Tarien." Chamou o curador.
Deirdre voltou-se na direção do som.
"Agora que você está acordada Tarien, eu vou lhe dar algo para baixar a febre. Aqui. Yulna."
Gwaeron ajudou-a a erguer-se e só então Deirdre percebeu o quão fraca estava. A bebida estava no calice a sua frente. Ela sorveu calmamente gole a gole. E só então percebeu que havia mais alguém além do curador.
"ARAN." Ela olhou-o por alguns segundos então deixou-se cair na cama outra vez, para em seguida fechar os olhos.
"Lirima hervess" Ele segurou-lhe a mão e olhou para o curador.
"Esta doença é séria? Pode curá-la?"
"Trato apenas a fraqueza, a falta de alimentação. O que provocou a febre e o desmaio eu não sei. Precisamos ter calma Aran. Ela é diferente de nós. A Tarien se cura mais devagar. Os humanos são mais frágeis."
"Amin elea." Cem anos é um piscar de olhos na vida de um elfo. E no entanto é tempo demais para um mero humano. E nesse meio tempo ela pode morrer."
"Ield-nín". Ela se remecheu na cama, deitandos-se de lado, a mão que o rei segurava foi até o pescoço, simulando um abraço, mas não ouve resposta.
"Re kaima. Sina maer". admitiu o curador.
"A custódia dela terminou." Thranduil disse a Sárie. A elfa agradeceu com um gesto. Então ele voltou-se para o curador outra vez.
"Cure-a. Não quero imaginar o que Legolas fará se ela morrer. Se Deirdre não melhorar me avise". Disse Thranduil saindo das casas de Curar.
Deidre dormira por horas. A febre cedera durante a noite. Mas era só uma questão de tempo, sabia o curador. Ele desconhecia o tamanho da pancada na cabeça. Então deveria esperar. Sárie conversava em voz baixa, chamando-a frequentemente. Com muito tato consegui que ela engolisse mais do remedio, e enquanto colaborasse devia obter que bebesse chá gelado antes que voltasse a inundar-se de novo no estado de inconsciência.
"Ela está piorando." Disse Sárie.
Aquele era o quarto dia. Ela voltara a consciência na noite anterior. E o curador e as assistentes puderam enfim mensurar tudo o que acontecera.
Era noite. Relâmpagos prenunciavam alagos. Eles sabiam que aquela seria uma noite muito longa.
O rosto de Deirdre estava avermelhado. Ela tinha calafrios. A febre voltara.
"Vamos levá-la para a banheira." Falou Atanone
"Sim. É a melhor alternativa." Falou Sárie.
Sárie levantou-lhe a cabeça, chamando-a, adulando-a. Ela respondia por monossilabos. A elleth com esforço esfregava-lhe os braços, o que fez com que Deirdre respondesse com um gemido.
"Sárie vá avisar ao rei". Ordenou o curador. Eu e Atanone aguardaremos aqui.
"Lhaug."
Sárie tomou-a pela mão, guiando-a.
"Naega"
"Vai passar Tarien. Vai passar." Dizia Atanone
O que eles chamavam de banheira era uma piscina escavada na rocha, num ponto em separado das casa de curar, era profunda o suficiente para que um adulto pudesse nadar.
O ar da noite era frio, mas Deirdre seguia queixando-se de calor.
A elleth conseguiu fazê-la beber um pouco mais do remédio. Com dificuldade sentaram Deirdre na borda da banheira. Ela tremia, embora estivese envolta num cobertor.
"Como um mergulho pode ajudar?" Indagou Thranduil.
"A temperatura corporal dela está muito elevada, e vamos baixa-la com mais ervas e a água gelada". Disse Gwaeron.
O curador e a filha, guiavam Deirdre pela cintura. Ela oscilou um pouco. Ambos entraram na banheira. Sárie os seguiu levando outro cálice com o chá de matricária e salgueiro branco.
"Yulna Tarien por favor."
Ela sorvia com sofreguidão.
"Naega. Queima." Deirdre reclamou ao entrar na água.
"Vai passar Tarien" disse Sárie conduzindo-a na água.
"Amin malia." O curador e as ajudantes olharam espantado para o rei que havia entrado na banheira sem avisar ninguém.
Suspirando e sem outra opção, o curador ajudou a passar Deirdre para os braços do rei.
"Deirdre." Thranduil chamou.
Ela abriu os olhos e encarou o rei.
"Thûl Lasto. Ponha os braços ao redor do meu pescoço."
Ela assentiu e o fez.
"Mae ."
O curador e as assitentes apenas observavam a postos.
Thranduil observava-a. Deirdre tinha o cenho franzido, como se estivesse com dor. Ao andar com ela na piscina ele produzia ondas na água. Passaram-se alguns minutos e nada parecia estar acontecendo.
"Não está funcionando. Não tão rápido, quanto deveria." disse Thranduil. O tom de voz acusava o curador.
"Vai funcionar majestade. A água vai ajudar e a bebida também" respondeu o curador.
A um gesto do rei, ele e as assistentes afastaram-se mais aproximando-se das bordas mas a postos caso fosse necessário.
Alguns minutos se passaram e as feições da humana começaram a suavizar. Com calma Thranduil desceu-a de seus braços e ela flututou. Ao tocar-lhe o rosto ele percebeu que a febre começava a esvair-se.
Então repentinamente ela abriu os olhos.
"ARAN."
Deirdre expulsou o fôlego com leves ofegos e gemeu brandamente. Ele segurou-lhe uma das mãos apoiando-a. Sua voz era grave e suave, tenra mas claramente dominante.
" Thûl."
Seus dedos se tocaram, sua palmas se deslizaram juntas e seus dedos se entrelaçaram.
Uma outra vez Thranduil olhou-a de alto a baixo. A firieth era muito mais baixa do que ele. Aos poucos a respiração voltava ao normal. Thranduil afastou-lhe o cabelo molhado do rosto com a outra mão, e tocou-lhe a fronte.
"Se foi. A febre passou." ele anunciou em voz alta.
Thranduil indagou
"Sente-se melhor?"
Deirdre olhou o rei por segundos, fez um gesto afirmativo, incapaz de falar. Depois de um tempo conseguiu responder.
"Hannon Le."
"Vamos. Vamos." Ele pos uma das mãos no meio das costas dela e começou a guia-la para fora da banheira.
O curador e as assistentes afastaram-se enquanto o rei conduzia-a para a fora da banheira.
Quando finalmente o rei recolheu-se era meia noite e dos céus caiu um grande dilÚvio.
A SER CONTINUADO...
GLOSSÁRIO:
Alagos_ tempestade
Amin elea_ eu vejo
Aran-majestade
Hannon Le-obrigado
Lasto-ouça
Lhaug- quente
Lirima hervess- garota adorável
Mae-bom
Naega-dói
Re kaima. -Ela dormiu
Sina maer- Isso é bom
Tarien_princesa
Tírada-veja
Thûl-respire
Yulna-beba
