Título: UM CONTO SOBRE ESPERANÇA

Autora: Reggie_Jolie

Casando: Legolas/ Deirdre

Censura: R

Gênero: Drama/Romance

Beta: Sem betagem. Apenas revisão básica.

AVISOS: sexo e violência

Disclaimer: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J.R.R TOLKIEN e, bem, essa história é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão fascinantes e intrigantes. Apesar disso, os personagens originais – Deirdre, Bard, Elina, Onodher e outros - são meus e não podem ser utilizados sem minha autorização.

Linha temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da guerra pelo Anel de Poder se alastrar por toda a Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo, principalmente, o universo dos livros (O Senhor dos Anéis - trilogia completa - O Hobbit e Contos Inacabados).

Sumário: Elfos, Homens, amor, amizades, batalhas vencidas e perdidas. Uma história de amor, pura e simplesmente.

Palavras em itálico: élfico, Sindarin ou Quenya. Haverá um pequeno glossário para as referidas palavras no final do capítulo.

NOTA DA AUTORA: Capítulo cujo enredo está dividido em no mínimo duas partes.

CAP. 09. A ESTRADA PARA ISENGARD

"Other lands are not my concern. The fortunes of the world will rise and fall but here in this kingdom we will endure." THRANDUIL O Hobbit_ A desolação de Smaug.

ISENGARD

MITHRANDIR

O grupo atingiu a garganta, passando pelas árvores. Deixaram as bordas da floresta ao que Legolas olhou para trás com pesar.

"Há olhos! Olhos espreitando-nos dos ramos! Nunca vi olhos assim!"

Os demais ficaram surpresos com o grito proveniente do elfo e se viraram a tempo de vê-lo cavalgando na direção da floresta. Na garupa o anão gritava e pedia ao elfo que o deixasse desmontar.

"Pare Legolas Greenleaf!" Disse Mithrandir. "Não retorne a a floresta. Ainda não! Ainda não é a sua hora!"

Então aconteceu um fato estranho. Todos viram três árvores de formas estranhas avançarem. Pelo tamanho e forma lembravam trolls, corpos robustos, mas pareciam estar cobertas com uma roupa de couro marrom. As tais árvores tinha pernas longas, e mãos, cabelos duros e barbas de um verde-musgo. Olharam de forma solene e distante para o norte. Era como se aquele grupo de cavaleiros não existisse. Repentinamente emitiram um chamado e ele foi respondido, por vozes que pareciam trombetas. Então apareceram mais daquelas árvores gigantescas a largas passadas pela relva.

Os cavaleiros gritaram assutados e pegaram em armas no que foram contidos por Mithrandir.

"Voces não precisam de armas. Este são apenas pastores. Não sao nosso inimigos; na verdade, não estão nem um pouco preocupados conosco."

E confirmando as palavras do mago, os pastores entraram floresta adentro e desapareceram.

"Pastores? Indagou Théoden. Onde estão seus rebanhos? Que sao eles, Gandalf? Pois está claro que, pelo menos para voce estas criaturas não são estranhas."

"São pastores de árvores_ disse Gandalf_ Faz tempo que voce ouviu essas historias ao pé do fogo? Há crianças em sua terra que, dos fios emaranhados das histórias, poderiam retirar resposta para a sua pergunta."

"Você viu Ents, ó Rei. Ents da floresta de Fangorn, à qual em sua lingua voce chama de Floresta Ent. Pensava que o nome era apenas uma fantasia de criança. Não Théoden. Para eles você é apenas uma história efemera; todos os anos desde Eorl, o Jovem, até Théoden são de pouca monta; e todos os feitos de sua casa são assunto de pouca importancia."

"Ents. Respondeu o rei visivelmente admirado. Por causa das sombras das lendas começo a entender um pouco das maravilhas das árvores, suponho. Vivi o suficiente para ver dias estranhos. Por muito tempo cuidamos de nossos animais e nossos campos, construimos nossas casas, fabricamos nossas ferramentas, ou cavalgamos para longe, para ajudar nas guerras de Minas Tirith. E agora as canções chegaram até nós vindas de lugares estranhos, e caminham visiveis sob o sol."

"Voce deve se alegrar, rei Théoden. Pois agora não é só a pequena vida dos homens que corre perigo, mas também a vida dessas criaturas que voce considerava assunto de lendas. Voce não está sem aliados, mesmo que não os conheça."

O grupo afastou-se da Garganta. Legolas era o relutante. O sol tinha se posto. Ao olhar para o céu parecia que as nuvens voavam por sobre suas cabeças.

Avançavam lentamente. A lua subia devagar no céu. O grupo cavalgava por cerca de quatro horas. Subiam e desciam ladeiras compridas. O vento trazia os sons da noite. Uivos de lobos, pios de corujas e os movimentos dos animais noturnos. Todos tinham um peso no coração ao lembrar dos que pereceram na batalha.

Então chegaram aos vaus. E o que provocou estranhamento nos cavaleiros era o silêncio que imperava no local.

"Este lugar tornou-se lúgubre. Que doença acometeu o rio? Indagou Éomer. Saruman destruiu coisas belas será que destruiu as nascentes do Isen?"

"É o que parece." Respondeu Mithrandir

"É triste, temos de passar por esse caminho, onde os animais carniceiros devoram tantos bons Rohirrim." Disse Théoden.

"Este é o caminho. Respondeu Mithrandir. Lamentavel é a queda de seus homens; mas voce verá que pelo menos os lobos das montanhas não os devoram. É com os amigos deles, os orcs, que eles fazem o banquete: realmente é essa a amizade dessa espécie."

Continuaram a descer o rio e a medida que avançavam os lobos paravam de uivar e fugiam. O medo os dominava quando viam o mago e Scadufax reluzentes a luz da lua.

"Olhem! Mithrandir chamou atenção. E os cavaleiros viram um tumulo erguido em uma ilhota, com várias pedras e lanças a sua volta."

"Que aqui descansem os que lutaram por Rohan." Disse Éomer.

Eles afastaram-se do rio e pagaram uma estrada antiga que levava diretamente a ISENGARD, no lado oeste do vale. Eles seguiram por esta estrada. Pararam por volta da meia noite. Acamparam aos pés das montanhas sombrias aos pés do Nan Curunir.

"O que acha disso Gandalf? Indagou Aragorn alguém poderia achar que o vale do Mago está em chamas."

"Há sempre uma fumaça sobre aquele vale nos últimos tempo_ disse Éomer_ mas nunca vi nada assim antes."

"Talvez esteja fervendo toda a agua do Isen, e por isso o rio está secando."continuou o Rohirrim.

"Talvez_ disse Mithrandir_ amanhã saberemos o que ele está fazendo. Agora vamos descansar um pouco, se conseguirmos."

Quando o dia amanheceu outra surpresa desagradável esperava pelos viajantes. O Vale do Isen, outrora agradável e belo, estava devastado. Viam-se sarças e espinheiros por todo o lado. Não havia mais nenhuma árvore, todas foram arrancadas. Os cavaleiros observavam tudo em silêncio até que depararam-se com um pilar em pedra negra, sobre esse pilar havia uma escultura, assemelhava-se a uma Mão Branca.

MIRKWOOD

THRANDUIL

Era noite. O rei jantava com o conselheiro Thargon, algo rotineiro, desde que Legolas partira com a companhia do anel.

"E segundo as patrulhas não houve nenhuma baixa. Apenas as aranhas nojentas que se aproximam cada vez mais." disse Thargon

"O que já era esperado. Não?" faloou Thranduil

"Aye. Aran. Nós descobrimos de onde elas vêm e atacamos o ninho. Não sobrou nenhuma." O conselheiro replicou.

"Daer Thargon. Continuem com as patrulhas. Ninguém entra ou sai de Mirkwood sem a minha permissão Thargon. Avise ao chefe da guarda."

O mordomo serviu a salada de frutos secos e oxicoco. Clarry foi servido e após prova-lo Thargon disse:

"Posso lhe fazer uma pergunta?"

Thranduil olhou ao amigo a sua frente. Thargon. Era seu conselheiro. Mas era mais do que isso. Eram elvellyn. Amizade essa provada através do fogo, da dor, da espada e dos anos que se passaram.

"Seu eu dissese que não isso o impediria Thargon?"

Thranduil parecia aos olhos de Thargon levemente divertido aquela noite.

"Vamos lá Thargon pergunte. Você quer fazer isso não? Disse Thranduil."

O que essa firieth significa para você?_Como sempre Thargon ia direto ao ponto, quando ele queria._E não venha me dizer que ela é apenas a A'mael do seu íon. Porque essa resposta não me convence.

O silêncio foi a única resposta.

Não vai responder mellon-nín? Então eu me pergunto porque você insiste em me chamar Mellon.

Um erguer de sobrancelha indicava que Thranduil estava se divertindo com o interrogatório, que ele mesmo provocava. O rei ergueu-se e passeou ao redor da mesa e só então, passados alguns minutos, que começaram a se mostrar desconfortáveis ao conselheiro, respondeu:

"Eu disse que você poderia perguntar, mas eu nunca disse que iria responder Thargon."

"Aye. Lle ta Aran."

O conselheiro tomou outro gole de Clarry antes de continuar.

"Mas creio que você saiba que todos estão comentando sobre a sua participação no processo de cura da firieth."

"Sim. E porque eu deveria me preocupar Thargon?" Indagou Thranduil.

"Certo. Não se preocupe. Você é o rei. Mas tome uma decisão. Essa obsessão é loucura. Há perigo nisso Aran."

"Se ela é tão imprescindivel assim para você mellon, tome-a para si ou então deixe-a. Permita que ela vá embora. Mande-a para Valle. Sutilmente aconselhe a familia a ficar com ela até que Legolas volte."

"De que tem medo Thargon? Feitiçaria? É isso? Acha que a humana é uma kuruni?"indagou Thranduil

O conselheiro apenas observava o rei, que sentou-se.

"Far Thargon." O sorriso no rosto do rei desaparecera pela primeira vez naquela noite.

Entretanto o conselheiro sabia que havia conseguido chamar a atenção dele.

"I ere' nat' tanya aníra Gurth, baul." Thargon voltou a carga.

"Far Thargon." Thranduil ergueu-se da mesa e aproximou-se da cadeira onde estava Thargon. Os dois fitaram-se por longos minutos.

"Lasto Thranduil. Tanya firieth n'uma hervess Aran. Lasto Mellon-nin. Leithim Deirdre." Insistiu o conselheiro

"Lenwe." Chamou Thranduil. Ao que o mordomo apareceu.

"O conselheiro está se retirando. Acompanhe-o por favor e avise a Sárie que quero vê-la."

ISENGARD

PIPPIN

Então Mithrandir aproximou-se do pilar da mão e passou reto. Só então ao segui-lo percebemos que a mão não era branca, e estava manchada de sangue seco. Era meio dia. Entretanto uma névoa cobria tudo, como se estivesse amanheçendo. Estavamos as portas de Isengard. Ou o que havia sido Isengard um dia. Confiavámos que Mithrandir jamais nos conduziria ao lugar errado. Porque nada estava de pé. Nenhuma das construções. Só a torre de Orthanc.

"SIM. Você não precisa me contar esse pedaço da história mestre elfo." Interrompeu Gimli. "Lembro-me perfeitamente dos dois hobbits tratantes sentados sobre os escombros. Rindo, conversando, banqueteando e o que eu não esperava, fumando. E soltava anéis de fumaça azuis. "

Legolas balançou a cabeça e começou a rir.

"Bem vindos meus senhores, a Isengard! Somos os guardiões da entrada. Meriadoc, filho de Sadoc, é meu nome; e meu companheiro, que infelizmente está vencido pelo cansaço_ e deu um cutucão com o pé_ é Peregrin filho de Paladin, da casa dos Tuk. Nossa casa fica lá longe no norte. O Senhor Saruman está, mas no momento está trancado com um tal de Língua de Cobra; caso contrário, sem dúvida, estaria aqui para receber hóspedes tão honrados."

"Sem dúvida estaria_ disse o mago rindo_ E Foi Saruman que lhes ordenou que vigiassem a entrada?"

"Não meu senhor, esse assunto escapou a atenção dele. As ordens que recebemos são de Bárbarvore." disse Merry.

"E seus companheiros? E Legolas e eu? Gritou Gmili. Seus tratantes. Conduziram-nos a uma boa caçada! Duzentas léguas, através de pântanos, batalha e morte, tentanto resgata-los. E os dois estão aqui. Banqueteando e descansando." O anão estava indignado é verdade.

"Onde encontraram a erva? Estou tão dividido entre a alegria e a raiva, que se não explodir será um milagre." continuou Gmili.

"Faço minhas as suas palavras_ disse Legolas_ embora a minha pergunta seja onde vocês encontraram o vinho."

"Faltou a vocês encontrarem uma coisa nessa caçada. Uma inteligência maior. Aqui nos encontram num campo de batalha, desfrutando de confortos bem merecido."

"Bem merecido? Não posso acreditar nisso!" Refutou Gmili.

Os cavaleiros riram e Théoden voltou-se para Mithrandir.

"Então esses são seus companheiros perdidos. Os dias tem sido destinados a ver as lendas se tornarem vivas. Este são os Pequenos, que alguns chamam de Holbytlan?" Indagou Théoden.

"Hobbits, por gentileza, senhor"_ disse Pippin.

"Hobbits? Sua lingua está estranhamente mudada. Nenhum relato que eu tenha escutado faz jus a realidade," disse Theóden.

"Onde está Barbárvore Merry?" Indagou Mithrandir

"Lá adiante eu acho. Foi beber alguma coisa." respondeu o hobbit.

"Então Orthanc foi deixada sem vigia?" Indagou o Istari.

"Existe a água. Mas Tronquesperto e o outros estão vigiando a torre. Nem todos aqueles postes e pilares foram plantados por Saruman."

"Já passa do meio-dia e de qualquer forma não comemos nada desde cedo. Mesmo assim, desejo ver Barbárvore o mais depressa possivel. Ele não deixou nenhuma mensagem, ou o prato e a garrafa a varreram de sua memória?" Indagou Mithrandir.

"Ele deixou uma mensagem"_ disse Merry_ "e eu já estava chegando lá, mas fui atrasado por outras perguntas. Devia dizer que, se o Senhor de Rohan e Gandalf quiserem se dirigir à muralha norte, encontrarão Barbárvore lá, e eles lhes dará boas-vindas."

"Bem assim está melhor!" Disse Mithrandir "Bem, Théoden, voce irá cavalgar comigo para encontrar Barbárvore? Devemos dar uma volta, mas não é longe." disse o Istari.

"Irei com você. Até logo meus hobbits." despediu-se Théoden.

A SER CONTINUADO...

GLOSSÁRIO

Amin=eu

Bach= coisa.

Baul=tormento

Elvellyn=amigos

Gurth=morte

Irma=desejo

Leithim=

N'uma=não.

He=ela

Hervess-esposa

Tanya=

Tuula=venha