Título: UM CONTO SOBRE ESPERANÇA

Autora: Reggie_Jolie

Casando: Legolas/ Deirdre

Censura: R

Gênero: Drama/Romance

Beta: Sem betagem. Apenas revisão básica.

AVISOS: sexo e violência

Disclaimer: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J.R.R TOLKIEN e, bem, essa história é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão fascinantes e intrigantes. Apesar disso, os personagens originais – Deirdre, Bard, Elina, Onodher e outros - são meus e não podem ser utilizados sem minha autorização.

Linha temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da guerra pelo Anel de Poder se alastrar por toda a Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo, principalmente, o universo dos livros (O Senhor dos Anéis - trilogia completa - O Hobbit e Contos Inacabados).

Sumário: Elfos, Homens, amor, amizades, batalhas vencidas e perdidas. Uma história de amor, pura e simplesmente.

"Entretanto, a sombra na Floresta das Trevas cada vez se adensava mais, e a Dol Guldur afluíam seres nefastos, de todos os lugares sinistros do mundo; e eles estavam mais uma vez unidos sob o comando de uma única vontade; e sua maldade era dirigida aos elfos e aos sobreviventes de Númenor." O Silmarillion Pg 186

CAP. 10. ESCOMBROS E DESTROÇOS

MIRKWOOD

DEIRDRE

Deidre já estava acostumada a caverna. E desde que sua prisão fora revogada pelo rei, Deirdre podia andar livremente pelo palácio do rei Thranduil sem ser incomodada.

Os elgadrhim estavam todos ocupados. Um grupo estava consertando uma porta. Outro mais adiante ocupava-se com outra tarefa. Eram um povo que trabalhava muito. Ela sabia que não adiantava ir em direção aos portões porque estes estariam fechados; e Deirdre sabia que não havia nada que lhe interessasse lá na floresta.

Deirdre foi até o salão de treinos, o cão Rover, em seu encalço. A área era iluminada por tochas e sempre havia uma fogueira acesa, para aquecer o ambiente. Os elfos estavam lá como de hábito. Alguns combatiam, outros conversavam sentados ou em pé. Deirdre procurou por Amord Anarínion e não o encontrou. Nesse meio tempo o cachorro estava perseguindo alguns dos que treinavam. Ela sorriu, balançou a cabeça e então chamou-o.

"Rover! Sí!"(Aqui)

Ele olhou para a seta que pretendia pegar e desistiu, correndo em direção a ela.

"Tola!" (Vamos) O cachorro a seguiu.

Deidre sentou-se num banco do jardim, onde o sol batia em cheio. Ávida pelo calor do sol, ela fechou os olhos e virou o rosto na direção do mesmo e deixou-se ficar assim. O cão andava de um lado a outro, farejando tudo ao redor. Aquele seria um dia longo, sem nada decente para fazer.

Ela já tinha vindo aquele jardim outras vezes. Havia duas estátuas ali, colocadas uma em cada ponto do jardim. A estátua masculina, representada o rei Oropher, o primeiro rei, quando o lugar era chamado Eryn Galen, e pai de Thranduil. A Estátua feminina, ela aprendera, representava Airien, a esposa de Thranduil e rainha de Mirkwood, mãe de Legolas. Ela se pegou desejando ter conhecido a ambos.

O crepusculo chegara. O ar frio voltara com força ao anoitecer. O Céu exibia tons de roxo e cinza. Depois de passar o dia sentada no jardim aproveitando o sol e vagando pelo palácio, com Rover a seu lado, Deirdre fitava a lareira que havia acendido a pouco nos próprios aposentos. Os ellon e ellith haviam se retirado para suas casas, seus talans. Ela começou a brincar com o pergaminho de Legolas nas mãos e Rover tentou tomá-lo.

"N'uma" (Não). O animal parou e apenas observou-a. Depois decidiu que outro objeto ali perto, era mais interessante.

Deirdre ergueu-se e foi em direção a cama, encostou-se aos travesseiros, segundo Legolas, uma praga, havia muitos é verdade. O quarto apesar do tempo, conservava o cheiro de Legolas, o aroma de árvores. Ela sorriu, sentia falta dele. Contudo não era possível estarem juntos agora.

Uma batida a porta distraiu-a.

"Tula (Pode entrar.)" Deirdre respondeu e uma Sárie sorridente entrou para ser recebida primeiramente pelo cachorro.

"Eu estive com o rei hoje. Ele deseja vê-la. Disse a elleth ainda sorrindo. O rei a convida para jantar."

"Tola" (Vamos).

ISENGARD

LEGOLAS

Após Gandalf, o rei Théoden e Éomer terem ido se encontrar com Saruman, nos encontramos frente a frente com os hobbits, e como era de se esperar, Gmili foi o primeiro a falar.

Os hobbits o acalmaram com a promessa de uma refeição e bebida.

"Então voces beberam água dos Ents?" Indagou Legolas. "Gmili não está de todo enganado, ao vê-los mais altos."

Pipin tentou descrever os ents, mas fracassou.

"Calma, calma!" exclamou Gmili. "Estamos começando a história pelo meio. Gostaria de uma narrativa na ordem correta, começando pelo dia estranho em que nos separamos." Disse o anão.

E antes de começar a narrativa, Merry chamou a atenção para algo que lhe pareceu estranho. Ali em Isengard, eles encontrarm dois barris com erva-de-fumo, vindos diretamente do Condado. Gmili lamentou ter perdido o cachimbo e Pipin recompensou-o ofereçendo um extra, que segundo ele, era como um tesouro, que trazia consigo. E assim os hobbits apaziguaram a fúria do anão.

"Bem vou voltar ao ar livre, para ver o que o vento e o céu estão fazendo!" Disse Legolas

"Vamos com você." Disse Aragorn.

Saíram e sentaram-se sobre as pedras empilhadas a frente do portão. Aragorn embrulhou-se na capa cizenta, Legolas estava deitado e quieto, cantando para si mesmo.

"E a história?" Cobrou o anão.

"Bem minha história começa comigo acordando no escuro e me vendo todo amarrado num acampamento de orcs," disse Pippin.

"Isso foi apenas nove dias atrás, afirmou Aragorn. Parece que já faz um ano."

E então Pippin mergulhou no relato do que eles viveram. Do último combate de Boromir, a fuga dos orcs dos Emyn Muil até a floresta.

Aragorn devolveu aos hobbits, os "tesouros" que eles havia deixado cair ao longo do caminho. No final Aragorn mostrou-se preocupado.

"O senhor do Escuro já sabia demais, e seus servidores, também. É evidente que Grishnákh enviou uma mensagem para o outro lado do rio. O senhor do Escuro está olhando para Isengard de um modo diferente e Saruman está no meio de um dilema que ele próprio criou."

"Sim, qualquer que seja o lado vencedor sua perspectiva é ruim. Disse Merry. As coisas começaram a dar errado para ele quando seus orcs pisaram em Rohan."

"Cinco noites atrás encontramos Bárbavore naquela manhã depois da batalha; e aquela noite passamos na Gruta da Nascente, uma das casas de ents. No dia seguinte fomos ao entebate, uma reunião de Ents. Durou dois dias e no terceiro dia, eles explodiram."

"Se Saruman tivesse ouvido a canção deles enquanto marchavam, ele teria fugido" disse Pipin.

"Era como se a floresta estivesse caminhando, afirmou Merry, por um tempo pensei que sonhava, mas Pipin viu também. Eram os huorns, são ents que ficaram como árvores, pelo menos na aparência."

"Há um grande poder neles, e parece que têm a capacidade de se ocultar nas sombras: é dificil vê-los se movendo. Então numa noite nós descemos até o Vale do Mago. Só ouvia-mos os sons. Merry e Eu estávamos com Bárbavore e depois da meia noite, havia uma floresta ao redor de Isengard. Então houve uma agitação tremenda. Trombetas soaram e as muralhas de Isengard ecoaram."

"Não sei muito sobre essa guerra, mas parece que a intenção de Saruman era exterminar o rei e todos os seus com um único golpe. Ele esvaziou Isengard. Eram fileiras interminávei de orc e lobos. Haviam homens também. Homens comuns. Mas o que me chamou a atenção foram homens com rosto de orcs, olhos amarelados, tortos."

"Levaram uma hora para passarem pelos portões. Alguns desceram a estrada que conduz aos Vaus e outros foram para o Leste. Construiram uma ponte lá, cerca de uma milha daqui. Mas segundo Bárbarvore, Meu negócio esta noite é com Isengard, com rocha e pedra."

"Os huorn perseguiram os orcs, pelo menos eu acho, não dava para vê-los, como eu lhes disse. Bárbavore nos pôs no chão, dirigiu-se aos portões e começou a golpear as portas, chamando por Saruman."

Então Merry e Pipin contaram em detalhes como Bárbarvore e os demais ents, usaram as águas do Isen para destruir toda a máquina de guerra de Saruman.

Depois que ambos terminaram a narrativa, permanecemos em silêncio por um longo tempo. Gmili encheu o cachimbo outra vez e disse:

"Há uma coisa que me pergunto. Língua de Cobra. Você disse a Théoden que ele estava com Saruman. Como ele chegou lá?"

"Ah, sim. Eu me esqueci dele_ disse Pippin_ só chegou aqui esta manhã. Tinhamos acabado de acender a fogueira e de comer alguma coisa quando Bárbarvore apareceu de novo."

"Nós ouvimos sons de cascos na estrada, e eu parei e olhei, esperando encontrar Gandalf e Passolargo a frente de um exército, mas tudo o que vimos foi um homem velho e cansado; ele mesmo parecia uma criatura estranha e toda torta. Quando viu Bárbarvore, ele deu um grito e tentou fugir mas Bárbarvore o pegou. Então ele disse ser Gríma, conselheiro do rei, e tinha sido enviado trazendo mensagens importantes para Saruman."

"Ele alegou que ninguém mais ousaria fazer tal viagem, por isso fora enviado. Se ele esperava enganar Bárbarvore, surpreendeu-se."

"Ha, hm, estava esperando por você Mestre Lingua de Cobra"_disse Bárbarvore. E aí o homem ficou realmente assustado. "Gandalf chegou aqui primeiro. Por isso, sei sobre você o quanto preciso, e sei também o que fazer com você. Ponha todos os ratos na mesma ratoeira, disse Gandalf; e é isso o que vou fazer. Agora sou senhor de Isengard, mas Saruman está trancado na torre; você pode ir para lá e lhe transmitir todas as mensagens que conseguir imaginar."

"Então o patife foi aos trambolhões pela água suaja, até que esta atingiu a altura do seu pescoço. Bárbarvore estava o tempo todo atrás dele vigiando-o."

"Bem, ele entrou lá_ disse O Ent ao retornar. Vi-o se arrastando escada acima como um rato emporcalhado. Ainda há alguém na torre. Uma mão apareceu e o puxou para dentro." Então Pipin disse_ Esse foi o fim da história. Mas eu gostaria de saber. Esse Língua de Cobra é mesmo conselheiro do rei?"

"Era_ respondeu Aragorn _ e ao mesmo tempo espião e servidor de Saruman. O destino não foi mais gentil com ele, do que ele merecia. No entanto acredito que coisas piores ainda lhe estão reservadas."

É sim_ disse Merry_ não acredito que Bárbarvore tenha o enviado a Orthanc por gentileza ou misericórdia_ ele parecia sinistramente satisfeito com a coisa toda, e estava rindo para si mesmo quando foi tomar seu banho e beber algo."

"No final Bárbarvore pediu-nos para ajudar a encontrar comida para vinte e cinco pessoas. O que significa que sua comitiva, foi cuidadosamente contada. No final estavamos cansados e satisfeitos. E Pippin achou o carregamento de erva de fumo do condado."

Então Aragorn falou aquilo que ele mais temia no momento.

"Folha da Quarta-Sul em Isengard. Quanto mais penso nisso, mas eu acho estranho e curioso ao mesmo tempo. Nunca estive em Isengard antes _ o anão e o elfo concordaram imediatamente_ mas já viajei por toda essa região, e conheço bem essas terras desertas que ficam entre Rohan e o Condado. Nem mercadoria nem pessoas passam por ali em muitos longos anos, não abertamente. Acho que Saruman tinha negócios secretos com alguém no Condado. Pode-se encontrar Línguas de Cobra em várias outras casas além da do rei Théoden".

MIRKWOOD

THRANDUIL

A sala de jantar. Já estivera ali outras vezes. A primeira vez sozinha. Depois sempre com Legolas. Era um costume do rei jantarem todos juntos, quando Legolas não estava em patrulha.

O rei estava imprecavelmente vestido. As botas em couro, vestido em prata, uma longa capa vermelha. Ao lado sua espada brilhava a luz das velas que iluminavam o local. Ele parecia pronto para uma batalha.

Aran. Disse Sárie. Sua convidada.

Hannon Le Sárie. Está dispensada.

A elleth sorriu benevolamente e saiu.

San hame. (Sente-se)

Hannon Le (Obrigado)

Thranduil estendeu-lhe um pergaminho.

"Isto veio de Valle. É do seu irmão." Ante o olhar inquisidor dela o rei continuou.

"Ele também enviou-me uma carta, muitos dias atrás, antes de você adoecer."

"Então essa carta está em suas mãos há mais de uma semana Aran?"

"Uma" (Sim).

"As cartas devem ter conteúdo similares. Seu irmão, Bard, sempre fez assim."

Deirdre assentiu. Ela rompeu o lacre e pôs-se a ler o pergaminho.

O rei não sentou-se. Ficou em pé parado junto a mesa.

Outra noite. Outro jantar. Mirtilos, nozes, morango e uma semente que ela não conhecia. Havia vinho. Clarry outra vez. Entretanto Deirdre não bebeu. Queria e precisava que sua mente estivesse clara esta noite, tinha um rei para convençer.

"Mada" (coma) e "Soga" (beba).

Ela negou e pôs-se a ler a cartaem silêncio.

Thranduil afastou-se da mesa e repassava mentalmente a conversa que tivera com Thargon durante a caçada.

"Tem idéia de como o amor é raro? Eu o encontrei uma vez. E eu o honrei." Disse Thranduil.

"Sim. Eu sei disso. Eu fui testemunha disso. Vi o quão feliz sua esposa era. Vi seu filho vir a esse mundo."

Seguiu-se um instante de silêncio. Até Thargon fazer sua ultima tentativa.

"Então honre tal amor novamente. Se você sente algo, corra atrás. Se quer algo, pegue-o. Mas honre o amor. Em especial o que você sente pelo seu filho."

O rei permaneceu em silêncio.

"Todos teremos de fazer sacrificios agora Aran. Nada nesta guerra que se aproxima, prejudicará tanto esta familia, quanto os seus sentimentos, por esta firieth. Mande-a para Valle. Deixe que Anarínion a leve. Ele tem sem mostrado leal. Ele cuidará da segurança dela, até Legolas voltar."

E ao dizer isso Thargon afastou-se, dirigindo-se ao grupo que caçava, deixando-o sozinho.

O irmão pedia que ela voltasse a Valle. Não era exatamente o que Deidre tinha em mente. E precisava da permissão do rei para tal. Ela observou-o em pé, como se repassase algo mentalmente. Tinha de esperar.

A fome vençeu-a e então pegou um bolo de mel com maçã seca. A acidez da maçã se misturou em sua boca com a doçura do mel. Era muito bom. Fechou os olhos e chupou os dedos, que haviam ficados sujos de mel. Quando Deirdre abriu os olhos, a expressão de Thranduil havia mudado completamente. Ele tinha os lábios apertados e os olhos semicerrados.

Droga! Ela pensou.

Acalme-se! Eu não vou mordê-la. O rei definitivamente estava de bom humor.

Ela assentiu e então disse:

"Peda Aran. Amin darthaa (Diga-me Rei. Eu Estou esperando).

Thranduil sentou-se defronte a ela, ajeitou uma dobra invisivel na túnica e sentenciou.

"Eu conversei com o conselheiro Thargon sobre você. Ele leu a carta que seu irmão endereçou a mim. Segundo Thargon eu tenho muito a agradeçer a você, em especial no que diz respeito a Legolas. Meu filho, sua ausência no reino, a missão na qual ele foi incumbido. Thargon acredita que você instigou-o a participar. Então eu lhe agradeço."

"Sinto dizer que a impressão do conslheiro está errada. Eu não instiguei Legolas a absolutamente nada. Ele é um bom guerreiro. Sua majestade o treinou bem."

"Agora. Dê-me a carta de Legolas. Aquela que você levou para Imladris ao invés de mostrar-me primeiro."

Deirdre pareceu hesitar então o rei disse:

"Eu devo lembra-la de que está sob minha proteção. E que não vejo com bons olhos minha autoridade sendo repetidamente desrespeitada. Se você fosse um dos meus soldados eu já a teria matado."

Deirdre olhou-o.

Não era uma ameaça. Era somente a verdade. Mas por alguma razão Deirdre não tinha medo dele. Respeitava-o. Mas medo. Não. Ela encolheu os ombros, como se dissesse que aquela intimidação não tivera o efeito desejado então disse:

"Se pretende me intimidar assim, sinto dizer que está fadado ao fracasso Aran."

Thranduil mediu-a de alto a baixo, deixando-a desconfortável com tal escrutínio. Então ele aproximou-se e tocou-a na ponta do nariz.

"Você não faz as regras aqui, Tarien. Eu as faço. Seria interessante você lembrar-se disso."

Deirdre engoliu em seco. Sentindo-se subitamente esmagada pelo tamanho e proximidade dele, e ainda havia o aroma que a envolvia. Era mais forte. Mais intenso. Ela tinha um bom olfato e o aroma de sândalo, canela e pimenta estavam ali.

"Vou me esforçar para lembrar Aran."

"Ótimo. Entregue-me o pergaminho."

Ela o fez.

"Hannon Le".

A SER CONTINUADO...