Título: UM CONTO SOBRE ESPERANÇA
Autora: Reggie_Jolie
Casando: Legolas/ Deirdre
Censura: R
Gênero: Drama/Romance
Beta: Sem betagem. Apenas revisão básica.
AVISOS: sexo e violência
Disclaimer: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J.R.R TOLKIEN e, bem, essa história é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão fascinantes e intrigantes. Apesar disso, os personagens originais – Deirdre, Bard, Elina, Onodher e outros - são meus e não podem ser utilizados sem minha autorização.
Linha temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da guerra pelo Anel de Poder se alastrar por toda a Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo, principalmente, o universo dos livros (O Senhor dos Anéis - trilogia completa - O Hobbit e Contos Inacabados).
Sumário: Elfos, Homens, amor, amizades, batalhas vencidas e perdidas. Uma história de amor, pura e simplesmente.
CAPITULO 11. A VOZ DE SARUMAN
Until we can walk on free land
Até que possamos caminhar em terra livre
Until we can choose who to love
até que possamos escolher quem amar
Until we can dance on water
até que possamos dançar na água
You hold our hands together
você segura nossas mãos juntas
Until we can walk on free land
até que possamos caminhar em terra livre
Until we can tell the children
até que nós possamos dizer as crianças
That Earth is a safe place again
A Terra (média) é um lugar seguro novamente
We'll stand and hope together
nós ficaremos em pé e estaremos juntos
ERA-Sinfoni Deo.
NOTA DA AUTORA: Neste capítulo, continuo optando por escrever MITHRANDIR a cada vez que Legolas, faça referencia ao mago, e não Gandalf. Quando o mago for chamado por GANDALF isso significa que outro personagem está falando do mago.
MIRKWOOD
DEIRDRE
" Mani amin amarth Aran?"(Qual o meu destino Aran?)
Pela primeira vez naquela noite, Deirdre parecia visivelmente ansiosa aos olhos do rei.
" Eu lhe entreguei a carta de Legolas. Não é justo." ela insistiu
"Lle bertha peda amim n'uma fair bain? (Você ousa dizer que eu não sou justo?)"
O rei aproximou-se da mesa e parou defronte a ela. Outra vez os olhares se encontravam. E Thranduil viu dor nos olhos negros dela. A espera estava maltratando-a. Por um instante ele viu vulnerabilidade e pela primeira vez, ele não gostou disso.
"Eu não vou jogar esse jogo Aran. Não é certo que eu fique como uma prisioneira, cuja execução depende unicamente de um machado cair sobre sua cabeça a um sinal. Mostre que é justo. Deixe-me ir."
"Lasto. (ouça-me). Amin gava n'uma peniaa." (Eu ainda não decidi).
A firieth fez menção de falar, contudo Thranduil foi mais ágil. Um dedo em seus lábios e ela silenciou. Estavam tão próximos que podia sentir a respiração dele. Uma intimidade sem nome, havia nascido e crescido entre os dois. Desviando o olhar Deirdre disse:
"Porque está fazendo isso Aran?"
"Far Deirdre" (basta).
Thranduil afastou-se da mesa e disse:
"Está tarde. Vá dormir."
Os olhos negros estreitavam-se mais ainda. Agora o rei a tratava como uma criança.
"Lenwe."
O mordomo apareceu.
"Tarien Deirdre vai se recolher. Ajude-a sim."
"Boa noite Deirdre."
Outra noite. Ela estava esperando pela decisão do rei. Procurara por Amord, mas fora Laurea, que a informara, o ellon tinha saído em patrulha. Ficaria fora pelo menos por duas semanas inteiras.
Com a ajuda de uma vela, Deirdre acendeu a lareira e ficou olhando as faíscas que se elevavam. Não havia nada a fazer a não ser esperar. Ela bocejou. Sono estava com sono. Empurrando os travesseiros para o chão, ela deitou-se. O cão Rover, latiu e tentou subir a cama. Deirdre riu. Então ela pegou o animal, e abraçou-o. Amor incondicional. Sem reservas, sem subterfúgios. Era o que ele lhe fornecia, e ela era grata por isso.
Passados alguns minutos ela acomodou-o calmamente sobre os travesseiros postos no chão. A janela aberta deixava a brisa entrar, assim como a luz da lua. Era uma noite tranquila e enganosa. Ela sabia. Se fosse até o pátio veria com certeza uma patrulha que chegava e outra que saía. O treinamento dos soldados fora intensificado. Só era permitido sair ou entrar do reino com a permissão do rei. O reino élfico de Mirkwood preparava-se para a guerra.
ISENGARD
LEGOLAS
"Lá vem Mithrandir, Théoden e seus homens! _ disse Legolas. _Vamos encontrá-los!"
"Ande com cuidado!-disse Merry. _Há lajes soltas que podem virar e jogá-lo dentro de algum poço, se não for cauteloso."
O hobbit tinha razão. Isengard estava em ruínas, após a fúria de Bárbarvore e os demais ents. Havia destroços por todo o lado, montes de entulho, poças cheias de água suja.
"Bem, Bárbarvore e eu tivemos uma conversa interessante_ disse Mithrandir ao se aproximar dos demais membros da companhia. _ E descansamos o suficiente também. Agora precisamos continuar. Espero que tenham recuperado suas forças."
"Descansamos sim_ afirmou Merry." O pequeno estava absolutamente disposto a falar nessa manhã, o que era uma característica dos hobbits.
"Tenho uma última tarefa a cumprir_disse Mithrandir_ devo despedir-me de Saruman. É inútil eu sei, mas tem de ser feito. Quem quiser pode acompanhar-me. Mas não façam gracejos, advertiu o Istari."
"Eu vou_disse Gmili._ Quero vê-lo para saber se ele realmente se parece com você."
O Istari voltou-se para o anão, encarou-o e disse:
"E como você vai saber isso mestre anão? Saruman poderia se parecer comigo aos seus olhos, se isso for conveniente a ele. E será você sábio o suficiente para ver além dos disfarces? Bom veremos."
Todos montaram e seguiram Mithrandir através da água suja. E logo estavam aos pés da torre de Orthanc. Era de pedra negra e brilhava como se estivesse molhada. Somente muito próximo se notava algumas pequenas marcas que indicavam a fúria dos ents conta a pedra.
Bárbarvore estava ao lado da torre.
"Jovem Mestre Gandalf. Que bom que veio._ disse o Ent_ Água, comida e pedra eu posso controlar. Mas aqui há um mago para controlar aqui preso em sua torre."
"Então mostre-se_ disse Aragorn."
"Cuidado_ disse Mithrandir_ mesmo derrotado Saruman é perigoso."
"Vamos cortar-lhe logo a cabeça, e acabar logo com isso_ disse Gmili." o anão queria resolver isso do modo mais simples. Um inimigo derrotado e morto era o que ele queria.
"Não. Replicou Mithrandir. Precisamos dele vivo. Precisamos que ele fale_ insistiu o Istari."
"Saruman! Gritou o Istari. Saruman! Apareça. O Istari bateu a porta com o cajado, produzindo um som oco."
Finalmente uma janela foi aberta.
"Quem é? O que deseja?"
O rei Théoden estremeceu.
"Conheço essa voz. E amaldiçoo o dia em que dei ouvidos a ela. Vá e traga Saruman, já que você se transformou no lacaio dele, Gríma Língua de Cobra."
Então do alto da torre uma voz suave e melodiosa fez-se ouvir.
"Lutou muitas guerras e matou muitos homens Théoden rei. E fez as pazes depois."
Mithrandir olhou para o alto e lá estava o mago. Parecia mais um velho, vestido num manto de cor indefinida. O rosto era longo, olhos profundos e difíceis. Cabelos e barbas brancas.
"Ele é parecido, mas ao mesmo tempo diferente_disse Gimli."
"Não podemos conversar como já o fizemos velho amigo. Não podemos fazer as pazes, você e eu." disse Saruman.
O rei Théoden, evitava olhar para o alto. Cenho franzido, ouvia atentamente a voz. Então respondeu.
"Teremos a paz. Teremos a paz. Quando você for punido pela destruição do Folde Ocidental, e das crianças que estão mortas ali." Havia raiva na voz do rei.
O mago apoiado num cajado apenas olhava.
"Teremos paz, quando as vidas dos soldados que foram mutilados depois de mortos, forem vingados. Teremos paz, quando estiver pendurado na forca, para a felicidade de seus próprios corvos."
"Forcas e corvos_ disse Saruman_ Louco. Está louco. O que quer Gandalf, capa cinzenta. Deixe-me adivinhar. As chaves de Orthanc ou talvez as chaves do próprio Barad-dur, suponho eu; e as coroas de sete reis, e os cajados dos cinco Magos."
"Sua traição já custou muitas vidas_disse Mithrandir._ Milhares estão em risco. Mas pode salvá-las. Conhece bem o inimigo Saruman."
"Então veio obter informações. Respondeu Saruman. Tenho alguma coisa para você."
O Mago tirou algo brilhante de dentro da manga. Era escuro, redondo e brilhava, mas não como se refletisse a luz do sol, mas a luz parecia vir de dentro dele.
"Algo apodrece no centro da Terra-Média. Algo que você não conseguiu ver. Mas o Grande-Olho já viu. E ainda assim aproveita a sua vantagem. Ele logo atacará." disse Saruman
Montado em Scadufax, Mithrandir aproximou-se e Saruman falou.
"Vão todos morrer. Mas sabe disso não é Gandalf. Não pode achar que esse cavaleiro vai se sentar no trono de Gondor. Esse exilado que reapareceu das sombras, jamais será coroado rei."
Havia desprezo e ódio na voz de Saruman.
"Gandalf, não hesita em sacrificar aqueles próximos a ele. Aqueles a quem diz amar. Diga-me quais palavras de conforto disse ao pequeno, antes de mandá-lo para a morte."
Gmili olhou a Mithrandir mas o mago nada disse ou fez.
"O caminho em que o colocou só pode levá-lo a morte._Continuou Saruman."
"Já ouvi o bastante. Disse Gmili. Mate-o Legolas. Enfie uma flecha em sua boca."
"NÃO!" Disse Mithrandir ao perceber que Legolas chegara a fazer menção de retirar um flecha da aljava.
"Desça Saruman! Ordenou Mithrandir. E sua vida será poupada."
"Guarde sua pena e misericórdia, não preciso dela." Disse o mago. Ele então ergueu o cajado em direção a Mithrandir e um raio de fogo veio em direção ao Istari. Mithrandir e Scadufax foram envolvidos numa bola de fogo, que se dissipou rapidamente mostrando o Istari ileso.
"Saruman. Seu cajado está quebrado."
Houve um estalido e o cajado quebrou-se. Saruman caiu de joelhos e saiu arrastando-se. Nesse ponto, num nível mais abaixo uma janela foi aberta e um objeto pesado e brilhante foi arremessado de lá. Bateu numa roda d'água e caiu na água suja.
Na garupa de Aragorn Pipin, percebeu um brilho estranho na água e desceu para recuperar o objeto.
"Aqui meu rapaz, vou ficar com isso._disse Mithrandir_ Não pedi que o pegasse. Não é algo que Saruman, escolheria para jogar fora."
"Mas ele pode ter mais coisas para jogar_disse Gmili_ Se este é o fim do debate, vamos pelo menos sair do alcance de qualquer coisa que possa ser lançada lá de cima."
"É o fim_ disse Mithrandir_Vamos."
Todos voltaram para o portão, agora que Mithrandir declarara o fim daquela conversa. Encontraram Bárbarvore e mais doze Ents. O que trouxe surpresa a todos.
Aqui estão três de meus companheiros Bárbarvore_disse Mithrandir_ Já lhe falei deles, mas você não os tinha visto, e então ele os nomeou.
Bárbarvore olhou-os calmamente e falou com cada um. Por fim voltou-se para Legolas.
"Então você veio da Floresta das Trevas até aqui, meu bom elfo? Antigamente costumava ser uma grande floresta."
"E ainda é_ respondeu Legolas_ mas não tão grande que possa fazer com que nós, que vivemos nela, fiquemos cansados de ver novas árvores."
E então Legolas expressou seu desejo de ver a floresta de Fangorn para o Ent.
"Espero que consiga realizar seu desejo, antes que as colinas envelheçam muito." afirmou Bárbarvore.
"Irei até lá, se tiver a sorte_replicou Legolas_ combinei com meu amigo, Gmili, que se tudo correr bem, vamos primeiro visitar Fangorn juntos_se tivermos sua permissão é claro!"
"Qualquer elfo que vier com você será bem vindo_disse Bárbarvore."
"Mas meu amigo não é um elfo. Refiro-me a Gmili, filho de Glóin."
Então Legolas apontou Gmili, que fez uma grande reverência a Bárbarvore. Infelizmente o anão portava seu machado, e isso não pareceu muito promissor para o Ent.
"Hum. Espere um pouco. Um anão e portador de um machado! Tenho boa vontade com os elfos, mas você está me pedindo mito. Essa é uma estranha amizade!"
"Pode parecer estranha _ disse Legolas_ mas enquanto Gimli viver não entrarei em Fangorn sozinho. O machado dele não é para as árvores e sim para o pescoço dos orcs, mestre da floresta."
"Hum. Isso está bem melhor. Bem, as coisas transcorrerão como devem; e não há necessidade de nos apressarmos ao encontro delas. "
Então o Ent mudou de assunto, encerrando a conversa com o elfo e voltando a falar com Mithrandir.
"A noite se aproxima. E vocês devem partir antes que ela se estenda sobre a terra. E o Senhor da terra dos Cavaleiros está ansioso para voltar para casa."
"Sim. Precisamos partir agora_ disse Mithrandir. Receio que devo-lhe tomar as sentinelas do portão. _Merry e Pippin sorriam._ Mas você deve passar bem sem elas."
"Talvez eu possa._ falou Bárbarvore _ Mas vou sentir falta deles. Ficamos amigos em tão pouco tempo. Venham voltem quando puderem."
"Viremos!" Responderam Merry e Pippin.
"Então Saruman não quis sair?_ disse Bárbarvore para o Mago. _Não achava que iria. O coração dele está apodrecido como o de um huorn negro. Mesmo assim, se eu tivesse sido vencido, e todas as minhas árvores destruídas, eu não viria enquanto tivesse um buraco escuro para me esconder."
"É. Não se deve permitir que ele escape." Respondeu Mithrandir
"Certamente não! Os ents vão vigiá-lo, replicou Bárbarvore."
"Muito bom!"
Então Mithrandir fez ainda um último pedido aos Ents. Que transformassem Isengard em um lugar verde e bonito outa vez.
MIRKWOOD
AMORD ANARINION
Aquela era a última noite de patrulha. A missão consistia basicamente em procurar cavernas com orcs e ninhos de aranhas. E destruir todos. Fizeram isso por duas semanas inteiras.
Os sons de vozes cruéis, podiam ser facilmente ouvidos. Orcs. Mais orcs de Dol Guldur. Enfim as criaturas estavam próximas. Exterminá-las. Em silêncio os ellon, retiravam setas das aljavas e miravam. Outros com espadas nas mãos aguardavam o sinal.
Calmamente Amord mirou na perna. Isso atrasaria a besta e facilitaria o trabalho. Ele atirou e como recompensa pode ver o orc cambalear e gritar alguma coisa para os demais. O grupo se organizou para a batalha e a um sinal de Amdir, o comandante da patrulha, mais setas vieram em direção aos orcs.
Era o caos. Era a batalha. Era a morte e era a vida. Tudo ao mesmo tempo.
Amord Anarinionapenas esperou e quando um orc baixou o escudo, ele soltou uma nova flecha, que foi certeira ao pescoço. A besta caiu. Menos uma. Seta atrás de seta. As criaturas malignas eram dizimadas.
No entanto os orcs não foram os únicos a perecerem. Amord Anarinion viu Teague abrir os olhos assustado, quando percebeu que a flecha orc cravara-se em seu pescoço. Ele correu para amparar o amigo, mas ele caiu para o lado, como uma flor que secasse ao sol. Amord fechou os olhos de Teague. Ele já estava nos Halls de Mandos.
Então Amord ouviu Beleg liderando um grupo e perseguindo os orcs, que fugiam.
DAGO HAM! (Mate-o)
A batalha estava próxima do fim. Ele sabia disso no entanto
Ignorando a do no braço atingido, Amrod Anarinionainda lutava. O orc veio diretamente para ele, suas espadas se chocavam
Você vai morrer elfo. Nós somos mais fortes. Nós crescemos em número.
Não. Você vai.
Faiscas iluminavam o local. Amrod recuou o que fez com que o orc avançasse. Então com um golpe, Amrod conseguiu cortar o braço do oponente fora. Ele rugiu. Provavelmente lamentando a perda da arma. Com outro golpe preciso ele cortou-lhe a cabeça.
Quando tudo o que se podia ouvir na floresta era o silêncio costumeiro, os ellon voltaram a se reagrupar. Era hora de cuidar dos feridos e dos mortos.
Amdir, o chefe da patrulha aproximou-se.
"Teague, Aeglos e Alyon. São perdas imensuráveis."
"Sim. O que faremos agora?" indagou Dirwen.
"Cremaremos os corpos. Eles já se encontram nos Halls de Mandos. Não podemos deixar os corpos aqui, a mercê de mais bestas como aquelas." respondeu Amdir.
"SIM." Responderam os ellon.
"Empilhem e queimem aqueles infelizes na borda da floresta; depois vamos para casa."
A SER CONTINUADO...
