Título: UM CONTO SOBRE ESPERANÇA-PARTE III
Autora: Reggie_Jolie
Casando: Legolas/ Deirdre
Censura: R
Gênero: Drama/Romance
Beta: Sem betagem. Apenas revisão básica.
AVISOS: sexo e violência
Disclaimer: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J.R.R TOLKIEN e, bem, essa história é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão fascinantes e intrigantes. Apesar disso, os personagens originais – Deirdre, Bard, Elina, Onodher e outros - são meus e não podem ser utilizados sem minha autorização.
Linha temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da guerra pelo Anel de Poder se alastrar por toda a Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo, principalmente, o universo dos livros (O Senhor dos Anéis - trilogia completa - O Hobbit e Contos Inacabados).
Sumário: Elfos, Homens, amor, amizades, batalhas vencidas e perdidas. Uma história de amor, pura e simplesmente.
NOTA DA AUTORA: Como prometido aqui está o capítulo um, da terceira e última parte desta fanfic. Aos que apreciam fanfics totalmente cannon, sugiro que parem a leitura a partir daqui. Muito do que vão encontrar não é cannon, em especial no que é tocante a Mirkwood e as batalhas por lá travadas. No mais. Boa leitura. Divirtam-se!
"A batalha pelo abismo de Helm terminou. A batalha pela Terra Media está para começar. Nossas esperanças residem agora em dois pequenos hobbits." Gandalf IN O Senhor dos Aneis, As duas Torres.
CAPITULO 01.A LIFETIME OF ADVENTURES
MARÇO DE 3019
MIRKWOOD
AMORD
A chegada de patrulhas nunca fora algo incomum no reino de Thranduil. Sempre havia gente chegando e outros partindo. Eles mal pisaram na ponte e os portões da entrada do reino, foram abertos. Eles nunca deixavam de admirar as colunas esculpidas de modo a lembrar árvores, a partir da base em forma de raízes e os capiteis lembravam galhos de árvores. Eram dez no total. As faias cobertas de musgos e a pedra branca da ponte.
Finalmente estavam em casa. Não sem perdas dessa vez. Mas isso era algo que vinha acontecendo amiúde agora.
Agora mal chegar e ser levado imediatamente ao salão do rei, isso não era normal, e Amord Anarínon sabia que isso significava uma coisa. Sua amada Tarien havia aprontado alguma.
Como sempre acontecia ao entrar no salão a primeira coisa que chamava a atenção era o trono. A rocha havia esculpida formando uma escadaria e o trono em madeira, era coroado por chifres de alce. Thranduil erguera-se e descera os quinze degraus até chegar ao primeiro piso. Com um gesto o rei dispensou os guardas que estavam ali, sinal de que a situação era mais séria do que ele pensava.
Em nome de Ilúvatar, o que Deirdre aprontara afinal. Pensou Amord Anarinion.
"Aran" disse Amord. O rei estava defronte a ele agora.
"Tenho urgência em falar com você rapaz. Por isso você se encontra aqui."
"Aye" (sim).
"Aphada" (siga-me)
Amord tinha vontade de rir. Era um riso de medo, de insegurança, nervosismo puro. Era como viver novamente o dia em que voltara ao reino com Deirdre, vindos de Imladris. No entanto naquela ocasião ele fora deixado na sala do trono, e a Tarien seguira o rei. Sim. O que viera logo em seguida ainda estava vivido em sua mente. Os interrogatórios e finalmente a prisão. Sua liberdade fora restaurada, a pedido da Tarien, mas ela quase morrera em meio ao processo.
Amord encarou o rei. Thranduil observava o elfo atentamente. Ele tinha os mesmos olhos do seu íon. Não a mesma cor. Mas havia alguma coisa no olhar que os fazia iguais. Amord Anarinion e Legolas eram amigos. Legolas confiava nele. E o mais importante agora, Deirdre confiava cegamente no ellon.
"Você teve acesso à carta que a Tarien levou para Imladris?" indagou o rei
"N'uma Aran (não majestade)"
"Então você simplesmente ajudou-a a sair de Mirkwood, porque ela pediu." insistiu Thranduil
"Aye Aran (Sim Majestade)"
Amord suspirou com enfado. Era o mesmo interrogatório. Outra vez. Até quando seria submetido as mesmas perguntas sendo que as respostas não poderiam ser diferentes.
O rei circulou pela sala fazendo o ellon começar a sentir-se desconfortável, após algum tempo Thranduil disse:
"Eu começo a crer que tudo isso é verdade. Porque passado tanto tempo, as suas respostas permanecem inalteradas rapaz."
"Não tenho razões para faltar com a verdade majestade. Nada de bom vem da mentira". Retrucou Amrod.
"Você tem se provado um bom soldado, Anarinion, como seu pai foi. Os relatos tem mostrado que você tem crescido, suas responsabilidades aumentado." argumentou o rei.
"Hannon Le Aran."
"Não me agradeça ainda._Continuou Thranduil_Eu tenho uma missão para você. Recebi uma carta de Valle. Preciso que você leve tarien Deirdre até lá. Ela deve ficar com a família dela. Eles estão pedindo isso."
"Aran..."Amrod começou a responder e foi interrompido pelo rei.
"Não seria imediatamente. Você teria uma semana para descansar e colocar sua vida em ordem. Sei que você se casou recentemente." Thranduil afastou-se da mesa e fitou o rapaz de alto a baixo. Ele tinha a mesma idade do seu íon. A vida deles estavam apenas começando.
"Então sua majestade entende que minha esposa não veja com bons olhos que eu viaje para Valle brevemente refutou Amord."
"Leve-a consigo. Sei que sua esposa, Laurea e a Tarien Deirdre são amigas." sugeriu o rei.
"Aran..."
"Preciso de sua resposta. Você tem três dias Anarínion. É tudo o que você tem. Meu filho confia em você. A Tarien confia em você, não me dê motivos, para não poder fazer exatamente o mesmo." recomendou o rei.
Amord percebeu que o tom de voz do rei mudara de complacente para determinado. Até então ele o adulara, se é que Thranduil em algum momento de sua existência, tinha adulado alguém. Mas agora ele o intimava a responder.
"Está dispensado rapaz."
Agora só restava a Anarinion, ir para seu talan, encontrar-se com sua esposa e planejar uma viagem ou ser feito prisioneiro outra vez? Ele não tinha certeza. E não se sentia disposto a confrontar Thranduil.
MINAS TIRITH
MITRHANDIR
De todos os hobbits curiosos, você é o pior de todos Peregrin Tuk. Esbravejava Mitrandhir.
"Depressa! Depressa!" O mago ia a frente, enquanto o hobbit seguia-o em direção aos estábulos do rei de Rohan.
Então Merry e Pipin discutiam, sobre o fato de Pippin ter olhado no palantir. Só então o pequeno descobriu o tamanho de sua aventura inconsequente.
"Você não entende." Disse Merry. "O inimigo pensa que você está com o Anel. Por isso Gandalf vai tirá-lo daqui."
"A que distância fica Minas Tirith?" Indagou Pipin ao mago.
"Três dias na velocidade de um nazgul." Respondeu Mithrandir. "É bom esperar que não haja algum em nosso encalço."
Então Merry entregou a Pippin folha de fumo do vale comprido. E mais uma vez, Pippin teve a certeza de que talvez tenha levado a jornada até então como uma longa diversão que estava por acabar.
"Corra Scadufax!"
"Mostre-nos o que é pressa!"
A cavalgada alucinada continuava até que ele estava em Gondor. Seu acompanhante dormira grande parte do trajeto, em parte porque ele mesmo o enviara para o sono, mais de uma vez, com as palavras corretas. Mithrandir passara por campos, florestas, Scadufax voava.
Pippin acordou ao som de vozes. Tinham-se passado mais de um dia de ocultamento e outra noite de viagem. Amanhecia: uma aurora gelada e nevoenta. Scadufax parou banhado em suor, mas ainda sem demonstrar sinais de cansaço, como somente um mearas, seria capaz de fazer.
"Onde entramos?"
"Acabamos de entrar no reino de Gondor." Respondeu o Istari ao seu acompanhante.
Do alto do morro, Mitrandhir e Pippin viam um campo e uma cidade branca e alta, com uma longa muralha circulando-a.
"Minas Tirith. Cidade de reis. Ali são os campos de Pelennor."
Aos olhos de Pipin, tudo era muito grande. Ele pode ver uma grande região de terras férteis que se estendiam até o grande rio Anduin. Parecia que a cidade tinha sido esculpida na montanha.
Scadufax conduziu-os pelos campos de Pelennor. E agora estavam ao pé da muralha de pedra. Muitos homens altos com capas pesadas estavam ao lado. Mithrandir conversava com os homens que haviam barrado seu caminho. Pippin ouvia o som martelos, ranger de rodas e outros sons que indicavam trabalho incessante.
"Sim é verdade, nós conhecemos você Mitrhandir"_ disse o líder dos homens_, "E você conhece as senhas dos Sete portões, e está livre para seguir em frente. Mas não conhecemos seu companheiro. O que é ele? Um anão vindo das montanhas do norte? Não queremos forasteiros em nossa terra nestes tempos, a não ser que sejam valorosos combatentes, em cuja lealdade possamos confiar."
"Eu me responsabilizo por ele diante do trono de Denethor_ disse Mithrandir_. E quanto ao valor, isso não pode ser medido pela estatura. Ele passou por mais batalhas e perigos que você Ingold, embora você tenha o dobro da altura dele; e ele vem agora do assalto a Isengard, do qual trazemos novas. Seu nome é Peregrin, um homem muito corajoso."
"Homem?" Ingold disse em tom de dúvida e chacota. No que foi acompanhado de risos pelos demais guardas do portão.
"Homem! Realmente não! Sou um hobbit, e não sou mais corajoso do que sou homem, a não ser talvez de vez em quando, por necessidade. Não se deixem enganar por Gandalf." Gritou Pippin.
Então Pippin começou a falar, e mencionou Boromir, e sua morte, o que provocou um certo receio nos guardas do portão. Até que eles resolveram liberar o cavaleiro e seu acompanhante.
"Passe bem!"_ disse Ingold; e os homens abriram caminho para Scadufax, que atravessou o portão estreito na muralha._"Que você possa trazer bons conselhos a Denethor em sua necessidade, e a todos nós, Mithrandir!" Exclamou Ingold.
Assim Mithrandir e Pippin cavalgaram até o Grande Portão dos homens de Gondor ao nascer do sol, e as portas de ferro se abriam diante deles.
"Mithrandir! Mithrandir!"_ gritavam os homens_ agora sabemos que a tempestade se aproxima.
"Está sobre vocês. Cavalguei em suas próprias asas. Deixem-me passar!" Dizia o Istari. Os guardas nos níveis da cidade, viam Scadufax passar como o vento e reconheciam um dos corcéis de Rohan, e se perguntavam quando os Rohirrim chegariam para socorrê-los.
MIRKWOOD
AMORD ANARINION
Era madrugada. O sol ainda não aparecera quando o movimento nos estábulos indicava a partida de habitantes do reino de Thranduil.
Os cavalariços estavam acordados desde muito cedo e atendiam prontamente aos que precisavam de sua ajuda.
"Os estábulos reais guardam verdadeiras belezas." Disse Deirdre. Ela havia se juntado a Amord e Laurea. Sárie a acompanhava. A elleth ficaria com Rover. Que farejava tudo ao redor e latia ocasionalmente com os cavalariços.
"Essa beleza branca, chama-se Loss." Respondeu Laurea
"Duas belezas então; uma negra e uma branca. Sua Loss e minha Moonracer." replicou Deirdre.
Sárie riu quando viu que Laurea, usava uma roupa exatamente igual a de Deidre. Ambas vestiam-se como soldados. Botas, calças, túnicas. Nos mesmos tons de verde e marrom. Só faltavam as armaduras. Entretanto na falta delas, ambas portavam armas.
Quando tudo para a viagem estava pronto Deidre despediu-se de Sá tudo para a viagem estava pronto Deidre despediu-se de Sárie, que segurava Rover no colo.
" Hannon Le. (muito obrigada) e Sana ho" (cuide dele).
Ao chegarem aos portões Deirdre percebeu a presença do conselheiro Thargon. Ela cumprimentou-o com um aceno e tomou a dianteira.
"Eu pensei que o rei estaria aqui," disse Laurea.
"N'uma.(não)" Respondeu Deirdre. Ela voltou-se para a elleth a seu lado e sorriu. Depois de alguns instantes em silêncio ela continuou.
"Nos despedimos ontem a noite." Afirmou Deirdre.
As ordens do rei tinham sido claras. As frases ecoavam ainda em seus ouvidos, quando três dias depois de conversar, descansar e meditar junto a esposa, Amrod Anarinion, dera sua resposta a ordem do rei. Porque Arda terminaria naquele momento, se ele tivesse a petulância de achar, que Thranduil pedira alguma coisa.
"Sana ho kela ar' chebina ho band." (Leve-a para longe e a mantenha em segurança). Disse Thranduil.
O ellon assentiu em silêncio. Então o rei continuou:
Sana tal Valle (Leve-a para a cidade de Valle).
Amord Anarínion só não sabia do que o rei tinha receio. E porque ele precisava que Deirdre fosse para Valle. Então o edhel se perguntava, então porque ele não as cumprira, exatamente do modo que o rei esperava. Porque em nome de Iluvatar, estavam dirigindo-se a Rhosgobel e não a Valle.
Ao levantar o olhar e deparar-se com as duas mulheres conversando tão amigavelmente ele soube a resposta. Ele. Um grande guerreiro, um excelente soldado, era incapaz de recusar alguma coisa a Deirdre e a Laurea.
"Manke lye auta Tarien?" (Para onde Tarien?) Amord perguntou.
"Har" (sul). respondeu Deirdre.
A SER CONTINUADO...
