Título: UM CONTO SOBRE ESPERANÇA-PARTE III

Autora: Reggie_Jolie

Casando: Legolas/ Deirdre

Censura: R

Gênero: Drama/Romance

Beta: Sem betagem. Apenas revisão básica.

AVISOS: sexo e violência

Disclaimer: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J.R.R TOLKIEN e, bem, essa história é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão fascinantes e intrigantes. Apesar disso, os personagens originais – Deirdre, Bard, Elina, Onodher e outros - são meus e não podem ser utilizados sem minha autorização.

Linha temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da guerra pelo Anel de Poder se alastrar por toda a Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo, principalmente, o universo dos livros (O Senhor dos Anéis - trilogia completa - O Hobbit e Contos Inacabados).

Sumário: Elfos, Homens, amor, amizades, batalhas vencidas e perdidas. Uma história de amor, pura e simplesmente.

NOTA DA AUTORA: Capitulo dedicado a Lourdiana que sempre me alegra com seus comentários. Amiga, sinto dizer que o nosso amado rei não vai aparecer hoje. Sua presença foi subsituida pela a de um certo guardião. Para minha amada SadieSil, temos aqui os gêmeos que alegram seu coração também. Aos demais que leem, contudo não comentam. Divirtam-se. Aproveitem.

CAP.14 O LORDE SÁBIO, O REGENTE E O PEQUENO

Story of your life

História da sua vida
Time of solitude and strife

Tempo de solidão e conflitos
Freedom of an open road

A liberdade da estrada aberta
Hope, and many miles to go

Esperando muitas milhas a percorrer
Promises to keep

Promessas a manter
Countless goldfields to reap

Inumeros campos dourados a recolher
To be rich is to seek

ser rico é buscar
To relive the memory

uma memória para viverFar-off lands quests of old

Terras distantes, uma busca antiga
Self-respect true grit

auto-respeito, a verdade grita
Never cared what a fortunemight buy

nunca me importei com o que a fortuna podia comprar
To seek is to be rich

ser rico é buscar.

TUOMAS HOLOPAINEN-A LIFETIME OF ADVENTURE

IMLADRIS

ARWEN

Era uma marcha de elfos. Elfos que se dirigiam para os portos cinzentos. Deixavam a Terra média em silêncio. Entre os que deixavam Imladris estavam Lindir e a senhora Arwen, filha de Lord Elrond.

Conduza-a pela estrada mais segura. Há um navio esperando nos portos cinzentos. Vai levá-la para o outro lado do oceano, às Terras Imortais. Lorde Elrond dissera ao mordomo Lindir. O ellon era o encarregado da segurança da senhora.

A última viagem de Arwen Undómiel.

Os viajantes seguiam em silêncio. Via-se alegria em seus rostos, o único rosto não feliz era o da senhora Arwen. Caminhavam em meio a floresta, com espessas samambaias ladeando o caminho. Alguns elvellyn levavam flâmulas brancas, quando ao levantar um pouco o olhar, a senhora Arwen viu passar correndo por entre eles um menino.

Ela seguiu a criança que corria por entre as samambaias, e repentinamente o lugar transformou-se e em meio a mata, parecia haver uma casa, branca, na qual a criança entrou rindo. Ela parou por segundos e correu mais a frente, para ser recebido por um homem de cabelos grisalhos. Que se abaixando pegou o pequeno, e girou-o nos braços. A criança sorria, enquanto era girada uma e outra vez. Então o homem beijou a criança na bochecha. O menino continuava a sorrir, mas agora se via que o homem grisalho também sorria.

Os olhos de Arenar abriram-se mais quando ela percebeu que via o futuro.

Então a criança olhou para a frente. E Arwen pode ver a blusa do menino aberta e no pescoço da criança uma corrente de prata e nela engastada o pingente que ela, Arwen, dera a Aragorn na noite que antecedera sua partida com a companhia do anel.

Arwen continuou olhando para aquela criança do futuro. Ela simplesmente parou a montaria que cavalgada e os demais ellon e ellith passavam por ela. Alheios a tudo.

Fechando os olhos Arwen rememorou a conversa que tivera com o pai, e que a trouxera aquela estrada.

"Não há nada para você aqui. Dissera Lorde Elrond. Somente a morte."

Então Arwen abriu os olhos e tudo havia sumido. A casa, o menino, Aragorn, porque o homem grisalho era Aragorn anos a frente. Somente as samambaias estavam ali.

Lady Arwen_ Lindir a chamava. Não podemos demorar. O ellon tinha pressa. Ela deixara-se ficar para trás.

Então Arwen deu a volta com o cavalo deixando Lindir a chamá-la em meio a estrada.

Ela tinha pressa de voltar para Imladris.

A própria Imladris estava irreconhecível. Era noite, mas não havia luzes, não havia música. Era como se o porto seguro que Lorde Elrond erguera na Terra-Média tivesse morrido.

"Ada diga-me o que você viu?"

"Arwen."

Lord Elrond estava aturdido. Não era para ela estar ali.

"Você tem o dom da vidência. O que viu?" Agora Arwen estava diante do pai.

"No seu futuro eu pude ver a morte." Respondeu Lorde Elrond. O rosto dele estava sério. Contorcido de dor ao contemplar tal futuro.

"Mas há também viu vida. Você viu que havia uma criança. Você viu meu filho," concluiu Arwen.

Lorde Elrond deu as costas para a filha que o interpelava tão ousadamente.

"Este futuro está quase desaparecido." Lorde Elrond agora contemplava o vale de Imladris. Optando assim por não ver o rosto da filha. Era uma conversa que ele preferia evitar.

"Mas não está perdido." Insistiu Arwen.

Lorde Elrond então deixou-se sentar numa cadeira e disse:

"Nada está certo." e agora ele não sabia se falava do que ele tinha visto, do que ele desejava, dos acontecimentos com a companhia do Anel, desde que saíram de Imladris.

"Algumas coisas são certas. Arwen falou enquanto ajoelhava-se diante do pai." Ela tocou o rosto paterno, fazendo-o voltar-se.

"Se eu o deixar agora, vou me arrepender para sempre. Chegou a hora."

O olhar de Lorde Elrond indicava que ele não concordava exatamente com o que a filha dizia. Mas a ouvia mesmo assim.

"Reforje a espada." Suplicou Arwen.

MINAS TIRITH

MITRHANDIR

Na maior parte da viagem, sua companhia dormia. Seja pelo cansaçao, seja porque ele o enviara para o sono com as palavras corretas. Scadufax parecia não tocar o chão, passando pelas florestas cujo chão era forrado por samambaias, encontrando caminhos entre os charcos e vaus, até que chegaram a Gondor

"Acabamos de entrar no reino de Gondor," disse Mithrandir.

Pippin nada respondeu.

"Minas Tirith. Disse o mago do alto de um morro. De lá era possível contemplar a cidade branca. "

E uma cidade de reis."

"Para Pippin a cidade parecia longínqua demais. Ele logo adormeceu. Para ser acordado pelo som de batidas de martelos, ranger de rodas e toda a espécie de som, que indicava construção ou reparos.

"Sim é verdade, que nós conhecemos você Mirandiba_ disse o líder dos homens_ e você conhece as senhas dos portões, e sendo assim está livre para seguir em frente. Entretanto não conhecemos seu companheiro. O que é ele? Um anão vindo das montanhas azuis? Não queremos forasteiros em nossa terra nestes tempos."

"Eu me responsabilizo por ele diante do trono de Denethor. E quanto ao valor dele, isso não pode ser medido pela estatura. Ele passou por mais batalhas e perigos do que você Ingold, embora você tenha o dobro da altura dele. Seu nome é Peregrin, e é um homem muito corajoso."

Então seguiu-se um momento em que Ingold e os outros riram do homem, que Mitrhandir trouxera consigo.

Quando lhes foi dada a permissão Mitrandir seguiu com Pipin para dentro da cidade. Ao passar por cada um dos sete níveis, e pelos seus sete portões, o Ista ri era reconhecido. Muitos gritavam seu nome. E outros ao verem Scadufax passar, reconheciam-no como um mearas, e se perguntavam quando os homens de Rohan chegariam para auxiliá-los na guerra.

Já parecia que a noticia de sua chegada os precedia, porque Mirandiba e Pippin foram admitidos no pátio silenciosamente e sem perguntas. O Istari atravessou o pátio silenciosamente. Uma fonte suave jorrava água no sol da manhã, com um gramado verde ao seu redor. Inclinando-se para a fonte, uma árvore morta.

"É a árvore." Reconheceu Pippin.

"Gandalf. Gandalf." Chamou Pippin.

"Sim. A árvore branca de Gondor. A árvore do rei."

"O senhor Denethor no entanto não é rei. É só o regente. Governa o reino temporariamente, concluiu Mitrhandir."

Na porta ele voltou-se para o hobbit e disse:

"Cuidado com suas palavras Mestre Peregrin. Isso não é hora para atrevimento de hobbits. Théoden é um velho gentil. Denethor é de outro tipo. Orgulhoso, astuto, um homem de linhagem e poderes maiores. O senhor Denethor é pai de Boromir."

Pippin olhou a Mitrandir com a mesma expressão de uma criança que recebe uma reprimenda da mãe. Aquela que se faz ao prometer não fazer mais nenhuma traquinagem.

"Nao mencione Frodo nem o Anel. E não diga nada sobre Aragorn também, a não ser que seja necessário."

"Porque não? Qual o problema com Passolargo? Ele tinha a intençao de vir para cá?" indagou o hobbit.

"Talvez, talvez, respondeu Mitrandir. Mas se vier é provável que chegue de uma forma que ninguém espera, nem mesmo Denethor. Será melhor assim. Sem ser anunciado por nós."

A porta foi aberta por guardas vestidos de negro, seus elmos cintilavam com uma chama de prata. Sobre as vestes negras estava bordada uma árvore florescendo como neve sob uma coroa de prata e estrelas de muitas pontas. Esse era o uniforme dos herdeiros de Elendilk, e somente os guardas da cidadela o usavam.

Pippin seguia logo atrás do Istari. E parecia-lhe que acabara de entrar num salão enorme. Era todo em pedra. Branca, negra, cinza. A luminosidade entrava pelas janelas. No entanto não se via nenhuma flâmula.

O mago ia a frente, apoiado no cajado. Todo vestido de branco. Ao olhar para os lados, Pippin lembrou-se de quando Aragorn mostrara-lhe os argonath. Pois havia estátuas ladeando o salão. Estátuas de homens solenes. E no fim do salão uma longa plataforma negra com degraus. Sobre eles um trono. Na base da plataforma, havia uma cadeira e sobre ela um velho. E foi a ele que Mitrhandir se dirigiu.

"Salve senhor e regente de Minas Tirith, Denethor, filho de Ecthelion! Venho com conselhos e notícias nessa hora escura."

O velho estava sentado e contemplava um objeto em seu colo. Pippin olhou-o e reconheceu como sendo de Boromir.

"Realmente é escura a hora. E nessas horas espera-se a sua chegada Mithandir. Mas, embora todos os sinais prenunciem que o fim de Gondor se aproxima, menor para mim agora é essa treva que minha própria escuridão." respondeu o regente.

"Foi me dito que trazia consigo, alguém que viu meu filho morrer. É ele?"

"É_ respondeu o Istari_ Um dos dois. O outro está em Rohan com o rei Théoden. São Pequenos, embora não seja aquele de quem os presságios falam."

"Boromir morreu defendendo-nos dos inimigos. A mim e a um parente meu.'" Disse Pippin que ignorando os conselhos de Mitrhandir passou pelo mago e ajoelhou-se perante o regente.

"Oferece lho meus serviços seja como for, em pagamento dessa dívida."

"Então você estava lá? Indagou Detenedor_ Conte-me mais! Porque nenhuma ajuda chegou? E como você escapou e ele não, sendo um homem tão poderoso, com apenas orcs a enfrentá-lo?"

"O homem mais poderoso pode ser morto por uma flecha. E Boromir teve o corpo perfurado por várias. Quando o vi pela última vez, ele recostou-se a uma árvore e arrancou uma lança com plumas pretas do seu flanco. Então desmaiei e fui capturado. Não o vi mais. E não sei de mais nada. Mas respeito sua memória."

"Pippin levante-se!" Disse Mitrhandir.

Então Pippin fez novamente um juramento de servir a Denethor e sua casa. Muito a contragosto do mago. O rei entretanto parecia obter algum prazer secreto com isso. Entao ordenou trazerem comida e bebida para seus convidados e ordenou que Pippin contasse mais sobre Boromir.

"Meu senhor. Chegará o momento de manifestar pesar por Boromir, disse Mitrhandir. Mas não é agora."

"A guerra é iminente. O inimigo está muito próximo. Como regente é o encarregado da defesa desta cidade. Onde estão os exércitos de Gondor?" Indagou o Istari. O tom de voz do mago indicava que ele não admitia perda de tempo.

O rosto de Denethor estava dividido entre a dor e a tristeza pela morte do filho, e a raiva que começava a sentir pela presença do mago. Que ao perceber isso mudou de estratégia.

"Você ainda tem amigos. Não está sozinho nesta luta. Mande uma mensagem a Théoden de Rohan. Acenda os faróis."

"Você se acha sábio Mitrandir. Mas a cidade Branca também possui sabedoria. Sei que você pede minha ajuda, contra Mordor, mas sei o suficiente para fazer meus próprios planos."

Seguiu-se então uma batalha de vontades onde Mitrhandir e Denethor enfrentavam-se com os olhos. No entanto o regente desviou o olhar primeiro.

"Conduzam o senhor Mithrandir ao aposento preparado para ele, e seu companheiro poderá alojar-se com ele, o tempo que quiser. Que seja divulgado que eu o tomei sob juramento a meu serviço. "

E assim Pippin seguiu Mithrandir quando ele abandonou o salão de Denethor. Aparentemente vitorioso.

ROHAN

ARAGORN

Quando Merry voltou a encontrar Gmili, Legolas e Aragorn trazia nas mãos apenas um embrulho pequeno.

"Estes são os quatro membros da Comitiva que ainda restam. Vamos continuar cavalgando juntos. Mas não iremos sozinhos, como eu havia pensado. Agora o rei está determinado a partir imediatamente. Ele deseja retornar às colinas sob a proteção da noite."

"E depois para onde?" Indagou Legolas

"Ainda não sei dizer. Acho que os cavaleiros de Rohan descerão a Minas Tirith, depois de se encontrarem, de acordo com a convocação de Théoden rei."

Logo tudo estava pronto para partir: vinte e quatro cavalos, com Gmili na garupa de Legolas. E rapidamente atravessaram os Vaus do Isen noite afora. E mal haviam passado o rio quando um dos rohirrim adiantou-se para falar com o rei Théoden.

"Meu senhor, há cavaleiros, atrás de nós. Quando cruzamos os vaus tive a impressão de ouvi-los. Estão nos alcançando em grande velocidade."

Então o que se seguiu foi o prenúncio de uma batalha, com o Rei Theoden, Éomer e Aragorn pondo-se em guarda com espadas nas mãos.

A lua era a única fonte de claridade disponível. Ouviram o som de cascos aproximando-se a grande velocidade. Infelizmente não podiam calcular quantos eram.

"Alto! Gritou Éomer. Quem cavalga em Rohan?"

"Rohan? Disse o cavaleiro. Um homem alto, que desmontara. Você disse Rohan? Essa é uma palavra alegre. Estamos vindos de muito longe, a procura dessa terra."

"Vocês a encontraram_ disse Éomer._ quando atravessaram os vaus ali adiante. Mas este é o reino de Théoden. Ninguém cavalga aqui sem sua permissão. Quem é você? E o que significa essa pressa?"

"Sou Halbarad Dúnadan, guardião do norte_ exclamou o homem_ Procuro um certo Aragorn, filho de Arathorn, e ouvimos dizer que ele estava em Rohan."

E também o encontraram! Disse Aragorn. Ele deixou as rédeas do cavalo com Merry e correu para abraçar os recem-chegados, de um modo que somente os humanos fariam.

"Halbarad! De todas as alegrias esta era a menos esperada." Disse Aragorn.

Então o guardião voltou-se para os Rohirrim ali presentes.

"Está tudo bem. São meus parentes, vem das terras onde morei. Mas porque vem, e quantos são, Halbard deve nos contar."

"Tenho trinta homens comigo. Foi o máximo de parentes que consegui reunir. Mas os irmãos Elladan e Elrohir cavalgam conosco desejando ir a guerra. Viemos na maior velocidade possível, quando chegou a sua convocação."

"Mas eu não os convoquei._respondeu Aragorn_. Exceto em meu desejo. Acompanhem-nos agora, se o rei de Rohan, der sua permissão."

O rei ficou feliz com tal notícia. E permitiu a presença dos Dunedain em Rohan.

O grupo agora acrescido de trinta novos cavaleiros, voltou a cavalgar na noite. Aragorn escolheu cavalgar com os Dunedain e foi nesse momento que Elrohir se aproximou do guardião.

Como os demais Binedalina, apesar de não ser um Dunedain trajava as mesmas cores. Camisa azul escuro, calça marrom, e botas de couro. Não passou despercebido aos olhos de Merry, que cavalgava com Aragorn, que o elfo trazia uma espada e o outro um arco e flecha. Ambos tinham cabelos negros, longos e lisos.

"Trago uma mensagem de meu pai: os dias são mais curtos. Se estás com pressa, lembra-te das Sendas dos Mortos."

"Sempre meus dias me pareceram curtos demais para realizar meus desejos. Mas realmente grande será minha pressa quando eu tomar essa estrada."

"Isso logo veremos_ disse Elrohir_ mas deixemos de falar essas coisas na estrada aberta!"

Aragorn voltou-se para seu parente mais próximo e disse:

"O que é isso que você carrega primo?"

"É um presente que eu trago da senhora da Imladris. Ela o teceu em segredo, e a confecção foi demorada. Mas ela também lhe manda uma mensagem. Os dias são curtos. Ou nossa esperança chega, ou todas as esperanças se acabam. Portanto envio-te o que fiz para ti. Passe bem, Pedra Élfica."

Chegaram ao forte da Trombeta uma outra vez. Deveriam descansar ali antes de continuarem a viagem.

A ser continuado...