Título: UM CONTO SOBRE ESPERANÇA-PARTE III
Autora: Reggie_Jolie
Casando: Legolas/ Deirdre
Censura: R
Gênero: Drama/Romance
Beta: Sem betagem. Apenas revisão básica.
AVISOS: sexo e violência
Disclaimer: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J.R.R TOLKIEN e, bem, essa história é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão fascinantes e intrigantes. Apesar disso, os personagens originais – Deirdre, Bard, Elina, Onodher e outros - são meus e não podem ser utilizados sem minha autorização.
Linha temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da guerra pelo Anel de Poder se alastrar por toda a Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo, principalmente, o universo dos livros (O Senhor dos Anéis - trilogia completa - O Hobbit e Contos Inacabados).
Sumário: Elfos, Homens, amor, amizades, batalhas vencidas e perdidas. Uma história de amor, pura e simplesmente.
" Thranduil não arriscaria a vida de seu povo contra a fúria de um dragão. Nenhuma ajuda veio dos elfos naquele dia, e em nenhum dia desde então." Bilbo. Em O hobbit_ uma jornada inesperada.
CAP. 15. A PASSAGEM DA COMPANHIA CINZENTA.
MINAS TIRITH
PIPPIN
O Istari saíra da presença do Regente Denethor, com Pippin em seu encalço.
"Está zangado comigo Gandalf? Perguntou o pequeno. Fiz o melhor que pude."
"Realmente fez! E espero que demore muito até voce se achar encurralado assim de novo, entre dois velhos tão terriveis."
Pippin olhou ao mago e sentiu um grande alivio. O Istari sorria. Ele não estava zangado afinal.
"Apesar disso_ continuou Mithrandir_ o Senhor de Gondor soube mais por voce do que teria imaginado, Pippin. Voce não conseguiu ocultar o fato de que não foi Boromir quem liderou a comitiva que deixou Moria, e que havia entre voces alguém de grande honra, que estava vindo para Minas Tirith."
E Mithrandir continuou a mostrar a Pipin como os homens de Gondor, dão valor a palavras e coisas antigas. E arrematou dizendo:
"Lembre-se disso! Pois agora voce deve servi-lo sob juramento. Não sei o que passou por sua cabeça, ou em seu coração, para que fizesse aquilo. Contudo foi bem feito. Voce está sob as ordens do Senhor e disso ele não esqueçerá. Por isso, tenha cuidado!"
"Faça-me um favor quando sair. Antes mesmo de descansar. Vá procurar Scadufax e veja como ele está alojado. Esse povo é gentil com os animais, pois este povo é bom e sábio, mas tem menos habilidades com cavalos que outros."
Pippin saiu pela cidade e logo foi encontrado por um dos guardas do Regente Denethor, chamado Berengod. Ele tinha sido encarregado de ajudar o pequeno.
"Voce esteve em Rohan. Há muitas coisas que gostaria de lhe perguntar sobre aquela terra, disse Berengod. Pois depositamos naquele povo grande parte da pouca esperança que nos resta. Mas estou me esqueçendo da minha missão, que era responder primeiro o que voce perguntasse. O que gostaria de saber, Mestre Peregrin?"
"É bem, disse Pippin. Se eu puder ousar dizer isto, uma pergunta está queimando minha cabeça neste momento, é, bem, e o desjejum e tudo o mais? Quer dizer, existe uma hora das refeições, se é que voce me entende, e onde é a sala de jantar, se é que existe uma? E as estalagens? Eu procurei, mas não vi nenhuma em nossa subida, embora tenha vindo carregado pela esperança de poder conseguir um gole de cerveja quando chegássemos nas casas dos homens sábios e corteses."
"Um tipico veterano, pelo que vejo_ disse Berengod_ dizem que os homens que vao guerrear longe de casa estão sempre de olho na próxima oportunidade de conseguir comida e bebida, embora eu não seja um homem viajado. Quer dizer que voce não comeu nada hoje?"
Então Pippin ficou sabendo que poderia comer novamente ao meio dia, visto que estava em uma fortaleza de guerra. Berengod chamou-o para caminhar e então o pequeno lembrou-se do pedido de Mitrandhir para ver como Scadufax estava.
Quando Pippin entrou nos estábulos Scadufax relinchou.
"Bom dia! Gandalf virá assim que puder. Está ocupado, mas envia seus cumprimentos, e eu devo cuidar para que tudo esteja bem com voce; espero que voce esteja descansado, depois de seus longos trabalhos."
Scadufax empinou a cabeça e pateou o chão. Entretanto permitiu que Berengod lhe acariciasse seus flancos. O homem de Gondor perguntou sobre o arreio da montaria. Ao que Pippin respondeu:
"Nenhum arrreio é valioso e bonito suficiente para ele. Ele não aceita nenhum. Se consentir em leva-lo, ele o leva; senao bem, não há freio, rédea, chicote ou correia que podem doma-lo. Passe bem Scadufax. Tenha paciencia. A batalha se aproxima."
Depois disso Berengod levou Pippin para fazer a refeição do meio-dia, que no caso do pequeno, seria antecipada. Conversaram muito, sobre Gondor e seus costumes, Pippin contou-lhe sobre o Condado e os lugares onde estivera. E assim passaram a manhã.
Berengod levou Pippin para um passeio após a refeição e de lá o pequeno, pode contemplar todo o Pellenor em sua beleza. E lá Berengod disse:
"Aquela é a estrada que conduz aos vales de Tumladen e Lossarnach, e para as aldeias e montanhas, e depois continua até Lebenin."
Então Pippin soube que estavam esvaziando a cidade de Minas Tirith.
"Ali vão as ultimas carroças levando para o refúgio os ançiãos, as crianças e as mulheres."
Os dois permaneceram em silêncio, até Pippin olhar o rio ao longe, avistar uma construção e indagar:
"Aquilo é uma cidade?"
"Foi uma cidade. A mais importante de Gondor, da qual esta era apenas uma fortaleza. Aquelas são as ruinas de Osgiliath, dos dois lados do Anduin, a qual nossos inimigos tomaram, mas a recuperamos, e a mantivemos como posto avançado até que os Cavaleiros Negros chegaram."
"Os cavaleiros Negros?" indagou o Hobbit
"Sim, eles sao negros. E pelo seu olhar, vejo que voce sabe alguma coisa sobre eles."
"Sei sobre eles, disse Pippin. Mas não vou falar sobre eles, estando assim tão perto."
O pequeno olhou outra vez para os campos de Pelennor e além. Ao que Berengod disse:
"Tão perto de Mordor? Sim. Está lá. Embora não falemos sobre ela. Os cavaleiros negros, menos de um ano atrás, conseguiram reconquistar travessias e perdemos muitos dos nossos. Foi Boromir que comandou a vitória em Osgiliath. No entanto não sabemos quando será a próxima batalha."
"Há uma grande esquadra se aproximando da foz do Anduin, liderada pelos corsários de Umbar no sul. Já faz tempo que deixaram de temer o poder de Gondor, e se aliaram ao Inimigo. E agora desferem um pesado golpe a favor dele. Esta é uma guerra planejada há muito tempo, e nela somos apenas uma peça, não importa o que o orgulho possa dizer."
Do alto dos muros da cidade eles ficaram a contemplar tudo o que era possivel a distância. Então Pippin teve a impressão de que a luz e o brilho do sol desapareceram. E de modo fraco,mas ainda assim, audível, um fraco grito. Contudo era forte o suficiente para aterrorizar o coração. O hobbit enconlheu-se junto a muralha.
"Que foi isso? Voce sentiu alguma coisa?" Indagou o gondoriano.
"Senti. É um sinal da nossa queda. Um cavaleiros dos ares." respondeu Pipin
"Sim. A sombra da destruição de Minas Tirith."
Ao sairem dali foram procurar Gandalf, mas o mago não pode ser achado. Berengod levou Pippin para conheçer os demais soldados e Pippin soube que sua chegada era comentada por toda a cidade. Bem como a chegada próxima do povo de Rohan. Depois Pippin saiu ao encontro do filho de Berengod, Bergil, e passaram o resto do dia juntos. Onde o pequeno mais uma vez ficou sabendo de coisas sobre a cidade. Ao fim do dia o Hobbit voltou para o alojamento para dormir.
Ele foi acordado tarde da noite por Gandalf
"Imagino que seja apenas um cargo simbolico." Disse Pipin ao olhar toda a indumentaria que teria de vestir.
"Isto é. não esperam que eu realmente lute. Esperam?" o hobbit parecia realmente preocupado com a possibilidade de combater.
"Voce está a serviço do regente agora." rebateu Mithrandir
"Vai ter que obedecer as ordens, Peregrin Tuk, guarda da cidadela."
O mago estava num balcão, olhando ao horizonte e fumando. O hobbit juntou-se a ele.
"Que silêncio!"
"É o ultimo respiro profundo antes do mergulho." falou o Istari.
"Não quero participar de uma batalha, disse Pippin. Mas esperar no limiar de uma da qual não posso escapar é pior ainda."
Então parecendo lembrar-se de algo, ele voltou-se para o mago e indagou:
"Há alguma esperança Gandalf, para Frodo e Sam? Indagou o pequeno com um sorriso no rosto."
"Nunca houve muita esperança. Só a esperança de um tolo." e mais uma vez, Mithrandir confirma o que se diz a respeito dos magos. Nunca pergunte nada a eles, pois eles não lhes darão a resposta esperada."
"Nosso inimigo está pronto. Todas as suas forças estão reunidas. Não apenas orcs, mas homens também. Legiões de Haradrim do sul, mercenários da costa. Todos atenderão ao chamado de Mordor."
"Será o fim da Gondor que conheçemos. É aqui que o ataque será mais feroz."
"E se o rio for tomado. Se a guarnição de Osgiliath tombar, terá sido o fim da ultima defesa da cidade."
"Nos temos o Mago Branco. Tem de servir para alguma coisa." Disse Pippin.
"Gandalf?!"
Os olhos do mago pareciam enxergar algo muito distante que mais niguém podia contemplar. Então ele disse:
"Sauron está para revelar seu servo mais mortifero. Aquele que conduzirá os exércitos de Mordor na guerra. Aquele que segundo dizem, nenhum homem vivo pode matar."
"O rei feitiçeiro de Angmar. Voce já o conheceu Pippin."
"Ele apunhalou Frodo no Topo do Vento. Ele é o senhor dos Nazgul."
Então no meio da noite, uma grande espiral verde e brilhante subiu ao céu, bem nos dominios de Sauron e foi vista por todos em Minas Tirith. Mal sabiam eles que era o Nazgul alado e seu comandante, esvaziando a cidade de Minas Morgul.
"Finalmente chegou o momento! Disse o mago. A grande batalha do nosso tempo."
MIRKWOOD
THRANDUIL
Não era a primeira vez que Thargon entrava no quarto do rei. Cortinas azul-escuras cobriam o dossel da cama e um simples conjunto de mesa e cadeira de madeira ficava perto de uma janela. Era tudo muito simples.
"Ah! Eu sabia que voce viria Thargon." Disse Thranduil ao ver o amigo adentrando o aposento.
"A firieth já foi. Anarinion e a esposa foram com ela. É preciso que os guardas os sigam?" Indagou o conselheiro.
"Não. Eu sei exatamente para onde eles irão," respondeu o rei.
"Sim. Para a casa da familia da Tarien em Valle," emendou o conselheiro.
"Nao Thargon. Tarien Deirdre não irá para Valle."
O conselheiro parecia espantado. Então Thranduil completou.
"Eu deixei-a ir Thargon, ponderei e segui seus conselhos. Então Thargon mellonamin (meu amigo), dê-se por satisfeito."
Mas o conselheiro não estava nada satisfeito. Então Thargon persistiu.
"Eu soube que você a recebeu aqui."
"Sim Thargon. Tarien Deirdre veio aqui e eu a recebi. Algum problema?" Thranduil desafiava o amigo, a responder. Contudo Thargon permanceu em silêncio.
"Posso garantir uma coisa a você Thargon. A Tarien vai passar um bom tempo longe como você queria. Eu só espero que eu não me arrependa disso Thargon."
Não houve resposta. Comentário. Nenhum gesto que denotasse felicidade da parte do conselheiro.
"Se não tem mais nada a acrescentar creio que encerramos por aqui Thargon, disse Thranduil."
ROHAN
LEGOLAS
Estavam no forte da trombeta outra vez. O dia ia bem adiantado, quando Legolas foi acordar Merry.
"O sol está alto. Os outros estão em plena atividade. Venha, mestre Preguiçoso, e de uma olhada no lugar enquanto ainda pode."
O hobbit não se queixou e acompanhou Legolas e Gmili não sem antes indagar:
"Onde está Aragorn?"
"Num aposento alto do Forte, respondeu Legolas. Não dormiu nem descansou, creio eu. Está com Halbarad."
"É uma companhia estranha a de recem-chegados. Homens nobres, robustos, são marcados pelas lutas e pelo tempo, como o próprio Aragorn." Disse Merry.
"Mas são corteses como Aragorn. Completou Legolas. Voce viu os irmãos Elladan e Elrohir? São os filhos do senhor de Imladris."
"Porque vieram? Voce ficou sabendo?" Indagou Merry.
Respoderam a uma convocação_ disse Gmili. Voce ouviu."
Legolas parou diante do portão e voltou os olhos claros para o norte e o leste. Para então dizer:
"Eles não precisam cavalgar ao encontro da guerra; a guerra já marcha em suas próprias terras."
Os três saíram e foram para o Dique de Helm, de onde observaram tudo o que havia e ainda estava sendo reconstruído. Por volta do meio dia, os três voltaram para o salão do Forte. Théoden rei estava lá e chamou Merry para sentar-se com ele. O rei prometeu ao hobbit que ele cavalgaria com ele.
Os dois conversaram durante a refeição até que Éomer disse:
"A hora de partir se aproxima. Devo pedir que toquem as trombetas? Ao olhar ao redor o rohirrim notou uma ausencia e indagou: Onde está Aragorn? Seu lugar está vazio. Ele não comeu?"
"Vamos nos aprontar para partir. Mas faça com que a mensagem seja enviada ao senhor Aragorn." disse Théoden rei.
O rei juntamente com Merry desceu para o gramado onde os Rohirrim o esperavam. Lá também estavam os guardiões, um pouco mais afastados e em silêncio. O rei montou em seu cavalo, Snawmana, Merry, no pônei chamado Stybba.
Então Éomer, juntamente com Aragorn e Halbarad, saíram de um portão lateral, trazendo consigo, um grande cajado, embrulhado em tecido negro. Logo atrás estavam os filhos de Lorde Elrond. Cabelos escuros, olhos cinzentos, vestidos em vestes claras e brilhantes, sob capas prateadas.
Porém a maior mudança era visível em Aragorn. Ele parecia exausto.
"Estou preocupado senhor_ disse o guardião ao postar-se junto ao rei Théoden. Ouvi palavras estranhas, e vejo novos perigos a frente. Devo mudar meus planos. Diga-me Théoden, você cavalga para o Templo da Colina. Quanto tempo levará para chegar lá?"
"É meio dia_ respondeu Éomer. Antes da noite do terceiro dia estaremos na Fortaleza. Não podemos ser mais rápidos que isso se quisermos reunir a força de Rohan."
Em silêncio Aragorn pesava as palavras. Por fim disse:
"Três dias. E a concentração de tropas de Rohan terá começado. No entanto não se pode apressá-las. Então com sua permissão senhor devo fazer novos planos para mim e meu povo."
A ser continuado...
