Título: UM CONTO SOBRE ESPERANÇA-PARTE III

Autora: Reggie_Jolie

Casando: Legolas/ Deirdre

Censura: R

Gênero: Drama/Romance

Beta: Sem betagem. Apenas revisão básica.

AVISOS: sexo e violência

Disclaimer: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J.R.R TOLKIEN e, bem, essa história é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão fascinantes e intrigantes. Apesar disso, os personagens originais – Deirdre, Bard, Elina, Onodher e outros - são meus e não podem ser utilizados sem minha autorização.

Linha temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da guerra pelo Anel de Poder se alastrar por toda a Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo, principalmente, o universo dos livros (O Senhor dos Anéis - trilogia completa - O Hobbit e Contos Inacabados).

Sumário: Elfos, Homens, amor, amizades, batalhas vencidas e perdidas. Uma história de amor, pura e simplesmente.

NOTA DA AUTORA: Estou publicando antecipadamente, porque parece que uma maldição está sob esse capítulo. É a terceira vez que eu escrevo, e quase perco tudo, o arquivo foi corrompido, um virus no pc, sei lá. Sinto que hoje, algumas pessoas não vão gostar do que vai estar aqui. Mas só lembrando nem tudo nessa fanfic, é CANNON. Então divirta-se!

CAP. 16. A PASSAGEM DA COMPANHIA CINZENTA-Parte II

MINAS TIRITH

PIPPIN

"O tabuleiro está preparado. As peças estão se movendo." Disse Mithrandir.

Então o Istari juntamente com Pippin saiu do balcão de onde estava e foi para a cidade.

"Peregrin Tuk há uma tarefa a ser executada. Outra oportunidade para alguém do Condado mostrar seu valor."

O mago levava o Hobbit pelas ruas de Minas Tirith.

"Você não pode fracassar." Disse Mitrhandir ajoelhando-se perante o hobbit.

Estavam aos pés de um grande escadaria, que conduzia aos faróis de Gondor.

O pequeno engoliu em seco e afastou-se do mago.

O primeiro farol encontrava-se no alto da montanha. De lá era possivel ver toda cidade de Minas Tirith. E havia um guarda lá. Pippin subia com cuidado. Ao chegar lá o hobbit verificou que um dos guardas estava descansando enquanto o outro vigiava o local. Eles não o viam. Mas era uma questão de tempo.

O hobbit começou a escalar a imensa pilha de madeira e palha. Quando ele chegou ao topo, ergueu-se na ponta dos pés para alcançar a lampada que estava acesa. Nesse ponto uma corda partiu derramando óleo sobre a madeira. Com um sorriso de vitória, Pippin jogou a lâmpada sobre a madeira que queimou instantaneamente.

O hobbit então percebeu que estava sobre a madeira que queimava e desceu dela.

Quando os vigias finalmente perceberam toda madeira queimava iluminando o lugar. O primeiro farol de gondor, Amon Din, fora aceso.

Mithrandir que até então estava só enconstado a um canto, voltou para uma sacada e contemplou seu plano em ação.

"O farol." Gritou o guarda.

"Amon Din está aceso."

"A chama da esperança se acendeu!" Disse Mithrandir.

Então um a um, Eilenach, fora acesso pelos vigias nas montanhas, logo em seguida foi a vez de Nardol. Sempre em direção a Oeste, em meio a noite, a neve, não importava a distância, um a um, os faróis de Gondor, Erelas, Minrimmom, Calenhad, foram acesos. Até chegar na terra de Rohan. Onde um guardião aguardava ansioso o momento de cumprir seu destino. E onde ele viu Halifirien ser aceso.

ROHAN

ARAGORN

Sobre a terra se estende uma sombra terrivel,

Lançando sobre o oeste longa asas de trevas,

A Torre treme; das tumbas de reis

a sina se aproxim. Os Mortos despertam;

chegada é a hora dos que foram perjuros:

junto a pedra de Erech de pé ficarão

para ouvir a corneta ecoar nas colinas.

De quem será a corneta? Quem irá chamar

da dúbia luz meia-luz o olvidado povo?

O herdeiro daquele a quem foi feita a jura.

Do norte ele virá movido pela sorte.

Seguirá pela Porta para as Sendas dos Mortos.

Foi assim que Aragorn explicou a Gmili, o que o fazia não acompanhar o rei Théoden. Então o guardião disse que seguiria tal caminho apenas porque a necessidade o movia.

"Irei com você, mesmo que seja pelas Sendas dos Mortos, e para qualquer fim que elas possam conduzir." Respondeu Gmili.

"Também irei_ disse Legolas_Pois não temo os mortos."

"Venham! Para a Pedra de Erech! Procuro as Sendas dos Mortos. Que me acompanhe quem quiser!"

Legolas e Gimli não responderam contudo acompanharam Aragorn. Sobre a relva esperavam imóveis e em silêncio, os guardiões, devidamente encapuzados. Então Halbarad ergueu uma grande corneta, e o som dela ressou no Abismo de Helm, e então partiram em disparda. Dois dias depois chegaram a Medulsed.

Eles foram recebidos pela Senhora Éowyn, que tratou de organizar tudo para que a companhia pudesse que Aragorn disse:

"Não senhora, não se preocupe conosco! Se pudermos dormir aqui esta noite e quebrar nosso jejum amanhãm isso será o suficiente. Pois cavalgo numa missão de extrema urgência, e com a primeira luz da manhã devemos partir."

A senhora sorriu e disse: "Então foi uma enorme gentileza, senhor, terem cavalgado tantas milhas fora do seu caminho para trazerem noticias para Éowyn, e conversar com ela em seu exilio."

"Na verdade nenhum homem consideraria tal viagem um desperdicio e apesar disso, senhora, eu não poderia ter vindo até aqui se a estrada que devo tomar não passase pelo Templo da Colina." repondeu Aragorn.

A Senhora Eowyn não entendeu a necessidade de Aragorn atravessar a Sendas dos Mortos então ela disse:

"Mas isso é loucura. Aqui há homens de fama e coragem, que você não deveria levar para as sombras, mas conduzir para a guerram onde se precisa de homens. Imploro que fique e cavalgue com meu irmão."

Então foi servido o jantar e durante ele, percebia-se que a Senhora Éowyn, estava inquieta e não de todo convencida.

Quando eles foram para as tendas descansarem Éowyn os seguiu desejando falar com Aragorn. Ela parecia brilhar na escuridão da noite e seus olhos brilhavam como fogo.

"Aragorn, porque voce vai por essa estrada mortal?" a filha de Rohan estava preocupada.

"Porque preciso. Só assim posso ver qualquer esperança de desempenhar meu papel na guerra contra Sauron."

A senhora Éowyn apenas ouvia quieta. Então ela colocou a mão sobre o ombro do guardião e disse:

"Se precisa ir, permita que eu o siga. Pois estou cansada de me esconder covardemente nas colinas. Sou uma escudeira da casa de Eorl e não uma ama-seca. Já servi a pés vacilantes uma vez, e agora que eles não vacilam, não posso passar minha vida como desejar?"

Ante a recusa do guardião a Senhora Eówyn continuou:

"Sempre serei eu a escolhida? Serei sempre deixada para trás, quando os Cavaleiros partem. Todas as suas palavras querem dizer apenas isto: voce é uma mulher, e seu papel é na casa. Mas quando os homens estiverem mortos na batalha e com honra, voce tem a permissão de ser queimada na casa, pois os homens não precisarão dela. Posso brandir uma espada e cavalgar, não temo o sofrimento ou a morte."

"O que teme minha senhora?"Aragorn indagou finalmente.

"Uma gaiola. Ficar atrás das grades, até que o hábito e a velhice as aceitem e que todas as oportunidades de realizar grandes feitos estejam além de qualquer lembrança ou desejo."

"E mesmo assim me aconselhou a não me aventurar na estrada que escolhi, só porque é perigosa?" Indagou Aragorn.

Então como último argumento a senhora Eówyn disse:

"Eu não lhe digo que fuja do perigo, mas cavalgue para a batalha, onde sua espada possa conquistar fama e vitória. Os que o seguem, só o fazem, porque o amam demais, e não estão dispostos a separar-se de ti."

Então com um aceno de despedida, ela sumiu na noite.

RHOVANION

DEIRDRE

Era uma jornada cansativa em meio a floresta. O ar abafado tornava difícil, quase impossível respirar. Seguiam a trilha da floresta em direção ao sul. Tinham por objetivo chegarem as montanhas de Mirkwood.

O primeiro acampamento foi feito ainda no princípio da noite. Acenderam uma fogueira, embora soubessem que o brilho da mesma, atrairia aranhas e outros animais. Logo tudo ficou escuro como breu. Estabeleceram turnos de guarda e Deirdre ficou automaticamente contente, ao ver Laurea aconchegar-se junto a Amord. Estavam em março. Desde Dezembro do ano anterior estava separada de Legolas. Eram somente quatro meses. Parecia um ano inteiro. Essa distância começava a incomodá-la em demasia.

Quando amanheceu, eles retomaram a trilha. Seguiam em meio a faias até o ponto em que estas árvores começaram a dar lugar a carvalhos, que ladeavam o caminho. Era o princípio da primavera e isso significava calor, plantas nascendo, os animais saindo com mais frequência de suas casas e tocas. Estavam em fila indiana, o único modo de andar por ali. Viam as teias de aranhas que se estendiam de uma árvore a outra, mas jamais tocavam a trilha.

Assim passaram quatro dias até que chegaram a margem do Rio Encantado. Para a sorte deles, havia um barco na margem oposta.

Muito bem. Precisamos pegá-lo. Entretanto não podemos entrar nessa água em particular. Afirmou Deirdre.

Sim Tarien. Não queremos dormir e sim chegar as Emyn nu Fuim (Montanhas da Floresta). Disse Laurea.

De lá cruzaremos a Men-I-Naugrim ( a estrada velha da floresta).

São dez metros. Disse Amord. Ele havia medido a distançia entre as duas margens no ponto onde se encontravam. Afastem-se senhoras. É minha vez. Disse Amord, enquanto lançava uma corda com um gancho na ponta. Três tentativas depois o barco chegava a margem onde eles estavam. Após isso, decidiram que o mais correto era esticarem a corda e usarem-na para atravessar, uma vez que só poderiam passar um de cada vez, devido as montarias.

Ao final do dia montaram novo acampamento e Amord afastou-se para caçar. A brisa lembrava-lhes de que se aproximavam da primavera.

Abrigaram-se sobre um carvalho majestoso. As mulheres acenderam a fogueira e quando Amord voltou trazia duas lebres consigo. Ele retirou a pele com uma faca e enfiou as lebres num espeto improvisado.

Algum tempo depois, o aroma de carne preenchia o ar. Os sucos gotejavam, Amord cortou um pedaço de carne e serviu Laurea. Depois fez o mesmo com Deirdre. Mordiscando a carne, ela murmurou:

Hannon Le (Obrigada).

O dia ainda não tinha amanhecido quando Deirdre afastou-se do acampamento. Com a ajuda de um tecido, que ela molhava na água, ela conseguia se limpar. Ao lavar os braços, notou as marcas ali. Estavam mais claras, mas eram visíveis. Tinha sorte de que a roupa e a capa protegiam-na e impediam os outros de verem. Thranduil tinha muita força. Mas não se descontrolara. Ele a ferira. Na alma, mais do que fisicamente.

MIRKWOOD

DIAS ANTES

Fora Sárie quem viera avisá-la. O rei havia autorizado a sua partida, juntamente com Amord e Laurea.

Finalmente um pouco de esperança aparecia com aquela noticia.

"Quando podemos partir? O rei disse?" Indagou Deirdre.

"Amanhã. Amord e Laurea já tem tudo pronto. Por isso vim avisá-la."

"Hannon Le Sárie."

Quando a elleth saiu do quarto Deirdre ficou pensando e resolveu agradecer pessoalmente ao rei. Contudo ao chegar ao salão do trono, o soberano não estava lá. E agora? Ela se perguntou. Suspirando resignada Deirdre foi ao salão de estudos, entretanto só encontrou Almare por lá.

"Não menina tola. Respondera Almare. O rei não está no salão de estudos."

Deirdre sabia que aquela elleth era responsável por tudo o que se referia a reger aquele palácio nas cavernas. Então esperou que a elleth lhe dissesse onde encontrar o rei. Como a elleth permanecesse em silêncio Deirdre perguntou:

"Onde posso encontrá-lo Almare?"

"O rei está nos seus aposentos privados."

A elleth percebeu a impaciência da humana e disse com um sorriso.

"É naquela direção. Ao final do corredor, segunda porta a esquerda."

"Hannon le."

Quando Almare afastou-se Deirdre ponderou por instantes se deveria realmente ir atrás do rei. Uma coisa era encontrá-lo no salão de estudos, no salão de jantar, na sala do trono. Mas estes aposentos eram privados. A dúvida corroeu-a por segundos mas ela seguiu pelo corredor mesmo assim.

Chega-se ao quarto após descer uma escadaria. As mesmas colunas de pedra esculpidas, separavam o que seria uma ante-sala, no entanto não havia nenhum móvel ali, exceto um tripé que segurava uma espécie de castiçal, para iluminar o lugar.

"Aran... (majestade)"ela chamou.

Deirdre percebeu que ali na ante-sala havia uma piscina, ou seria uma banheira? Ela não sabia. Ao lado havia uma mesa. Sobre ela uma jarra e cálices.

"Aran..." Deirdre chamou de novo.

Então Thranduil desceu uma escadaria vindo de um patamar superior. A primeira coisa que lhe chamou a atenção foi a ausência da coroa. Uma indicação de que o rei estava descansando. Os olhos de aço fixos nela. As dobras da capa vermelha drapejavam sobre os ombros largos.

"Maer Daw Mani toga lle sí?" (Boa noite. O que a traz aqui?)

"Amin irma quen." (Eu desejo lhe falar).

"Aphada (Siga-me)" disse Thranduil.

Eles chegaram numa sala onde havia uma mesa e duas cadeiras.

"San Hame (sente-se)"

Deirdre se sentou na cadeira, estudando os entalhes, era um trabalho muito bonito. Viera ali para agradecer a permissão para a viagem. Isso significava que ele acreditava nela e em Legolas.

Então repentinamente sentiu um formigamento na nuca. Ela virou-se e deu de cara com o rei encarando-a.

Ótimo. O que eu fiz agora? Ela indagou-se.

"Quena (fale)."

"Aran ela principiou. Sárie me informou que finalmente posso sair do reino. Por isso eu gostaria de agradecer."

"Isso é realmente necessário?" Indagou o rei.

"Este era um dos momentos em que voce deveria permanecer calada. Eu lhe dei permissão para partir. Não são necessários agradecimentos." Replicou Thranduil.

O rei parecia chateado. Zangado. E agora Deirdre se perguntou com o que? Então disse:

"Desculpe então. Se eu estou agindo como uma tola. Mas eu aprendi com meu pai e com minha avó, a sempre agradecer, quando algo que você anseia, precisa muito finalmente acontece. Especialmente porque não dependia de mim. Eu não sei porque sua majestade demorou tanto a entender. Você e Legolas estão unidos por laços de memórias e sangue. O que eu pedi, o que Legolas pediu foi somente a permissão para que eu pudesse..."

"Sim. Eu já sei. Eu li a carta. Pode ir embora. Era isso que você queria. Vá."

Ela levantou-se da cadeira e aproximou-se dele.

"Aran..."

"Nossas últimas interações não terminaram muito bem, você deve recordar-se."

Agora ele agia como se ela estivesse doente e pudesse lhe contaminar de alguma forma. E isso parecia a Deirdre um grande absurdo.

"Não me toque. Tentei lhe dizer isso, de uma outra forma, mas você não estava preparada para ouvir. A verdade é que gosto muito de você."

Deirdre franziu a testa, estupefata.

"Viu? Nem você acredita. Acho que terei de provar o que estou afirmando. Não acredita em mim?" - indagou Thranduil antes de tomar-lhe a face em ambas as mãos. Ele traçou com o indicador a curva dos lábios, que ainda se encontravam entreabertos. Suave como o roçar de uma pena.

"Melui (amavel), vanima (bonita) Deirdre."

Então ele beijou-a na testa.

"Volte para Valle. Você está livre para ir embora. Espere por Legolas lá."

"Eu não quero esperar em Valle. Eu já disse isso a meus pais. Eu escolhi ficar aqui. Lutar ao lado dos elfos."

"E se eu não quiser que você lute ao nosso lado?" Indagou Thranduil.

"O que? Você não pode?"

"Como você ousa dizer o que eu não posso fazer? As mãos que até o momento só tinham segurado a face dela, agora apertavam os braços com força.

"Porque eu não posso ou devo ficar aqui Aran? Você sabe que eu já fiz essa escolha. Porque não?"

"Você deve esperar por Legolas longe daqui. É o melhor para todos nós."

"Não!" ela insistia

"Não seja tola!" disse o rei.

"Você deveria saber que somente pelo fato do meu íon, ter desejado você antes, e somente isso é a única coisa que me impede de me deitar com você. Se não fosse por Legolas, estaria nua na minha cama comigo dentro de você."

As palavras do rei a chocaram.

"Não sou sua Aran" balbuciou ela.

"Fique feliz por não ser" disse ele.

O que quer de mim aran? murmurou ela. O corpo dele estava tão próximo que Deirde lutava contras as emoções.

"Você sabe muito bem o que quero — disse ele em tom rouco. — Mas não é o que nenhum de nós precisa."

Abruptamente, Thranduil a soltou.

"Vá embora. Vá para Valle. Você tem permissão para voltar para lá."

A SER CONTINUADO...