Título: UM CONTO SOBRE ESPERANÇA-PARTE III

Autora: Reggie_Jolie

Casando: Legolas/ Deirdre

Censura: R

Gênero: Drama/Romance

Beta: Sem betagem. Apenas revisão básica.

AVISOS: sexo e violência

Disclaimer: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J.R.R TOLKIEN e, bem, essa história é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão fascinantes e intrigantes. Apesar disso, os personagens originais – Deirdre, Bard, Elina, Onodher e outros - são meus e não podem ser utilizados sem minha autorização.

Linha temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da guerra pelo Anel de Poder se alastrar por toda a Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo, principalmente, o universo dos livros (O Senhor dos Anéis - trilogia completa - O Hobbit e Contos Inacabados).

Sumário: Elfos, Homens, amor, amizades, batalhas vencidas e perdidas. Uma história de amor, pura e simplesmente. Capitulo centrado em Rohan e na preparação para a marcha para o Pelennor.Este capítulo começa com uma rememoração de como Theoden respondeu a convocação de Minas Tirith e só então retorna a Aragorn em Dimholt.

NOTA DA AUTORA: Esta é a ultima parte de A PASSAGEM DA COMPANHIA CINZENTA. Estou usando tanto o livro _ O RETORNO DO REI_ como o filme como referencia. Lembrando aos leitores que nem tudo nesta fanfic é cânnon. Boa Leitura.

Cap. 17. A PASSAGEM DA COMPANHIA CINZENTA- PARTE III

ROHAN

THEODEN

Aragorn não conseguia acreditar no que estava vendo. Eles estavam em Edoras. E ele vira Halifirien aceso. O guardião que estava sentado desceu em desabalada carreira em direção ao palácio de Medulsed. Ele tinha pressa. Muita pressa. Ele praticamente voava sobre os degraus mais largos e em seguida subiu rapidamente os doze degraus que levavam ao palácio e outra vez ele empurrou as portas e adentrou apressadamente no salão de Theoden.

"Os faróis de minas tirith! Os farois de Minas Tirith estao acesos!"

Todos os que estavam com o rei pararam o que faziam naquele momento.

"Gondor pede ajuda!" Disse Aragorn diante de Theoden.

A senhora Éowyn ao ouvir a mensagem juntara-se ao irmão Éomer, que estava junto a Théoden.

"E Rohan vai atender." Disse Théoden rei.

"Reuna os Rohirim." Disse o rei.

Imediatamente Eomer, Grimbold e os outros fizeram uma reverência e deixaram o salão. Ouviu-se o tocar de um sino.

E o pátio de Medulsed começou a ficar repleto de cavaleiros. As cores verde e branco da casa de Eorl. As armaduras douradas, brilhavam ao sol, espadas sendo embainhadas, escudos pendurados ao lado da sela e os grandes corcéis de Rohan sendo montados.

"Reúna o exercito no templo da Colina. Reuna todos os homens que puder encontrar." Disse O rei Theoden a Éomer, o terceiro marechal da terra dos cavaleiros.

"Voce tem dois dias. No terceiro dia, vamos cavalgar até Gondor e guerrear." falou o rei.

"Em frente!" Disse Éomer. Um grupo de soldados o seguiu escada abaixo.

"Gamling!"

"Meu senhor!" O cavaleiro respondeu a Théoden rei.

"Percorra Rohan. Convoque cada homem saudável ao templo da Colina."

"Assim o farei." Respondeu Gamlig. Então afastou-se do rei.

Do alto da plataforma Théoden contemplou seu sobrinho e os demais Rohirrim deixarem Medulsed. Era como um grande mar verde e branco.

O próprio Theoden montou seu cavalo, Snawmana e enquanto observava as despedidas e o exército que partia o rei pensou.

Entao é diante das muralhas de Minas Tirith que a sina do nosso tempo será decidida.

"Chegou a hora. Cavaleiros de Rohan, voces prestaram um juramento" disse Eomer.

"Agora cumpram todos eles. Pelo Senhor e pela Pátria!"

Então todos marcharam em direção ao templo da colina.

ROHAN

MERRY

O rei de Rohan cavalgava abertamente a luz do dia. Os rohirrim seguiam o rei, e o dia virou noite. E tornou-se dia outra vez. E a cavalgada continuava. O grupo tinha por objetivo chegar ao Vale Harg onde as tropas se concentrariam e de lá partiriam para Gondor.

E assim passaram-se três dias. Sem quase nenhuma pausa, parecia ao hobbit. Então ele ouviu Éomer falar.

"O vale Harg finalmente! Nossa viagem está no fim."

"Esta viajem talvez tenha acabado mas temos ainda muito o que viajar." Respondeu Théoden Rei.

Então Éomer, tentou convencer o rei a não ir até Gondor. E esperar pelo final da batalha em Rohan. Idéia que Théoden recusou veementemente. Embora compreendesse o que levava o sobrinho a propor tal coisa.

"O rei! O rei! O rei Théoden retorna! "

Os Rohirrim saudavam seu rei enquanto ele passava por entre eles. Então um dos cavaleiros fez soar um longo toque de corneta. Outras responderam e luzes foram acesas ao longo do Riacho de Neve.

Então Dúnhere, chefe do povo do Vale de Harg, aproximou-se do rei para dar noticias da preparação para a guerra. Merry que o tempo inteiro tentava acompanhar o rei ficou sabendo da Sombra Alada que aparecera três dias atrás.

"Grimbold quantos?" Indagou Théoden rei ao passar em meio ao acampamento.

"500 homens do Folde Ocidental meu senhor." respondeu o cavaleiro.

"Temos mais 300 de Fenmark, meu senhor." Disse o mesmo Grimbold.

"E os cavaleiros do Riacho de Neve?" Indagou Théoden rei.

"Não veio nenhum meu senhor."

Seis mil lanças. Disse o rei a Éomer. É menos da metade do que eu esperava. Disse Théoden.

Era um acampamento grande. O maior que Merry já vira em sua vida. Fileiras e mais fileiras de barracas ordenadas; e colunas de cavalos amarrados em estacas, um grande estoque de armas e uma pilha de lanças fincadas ao chão, como árvores que acabassem de ser transplantadas.

O grupo atingiu o penhasco e subiu a trilha. A estrada zigue-zagueava como uma cobra. E assim atingiram uma plataforma chamada de Firienfeld. De lá o hobbit pode perceber que a maior parte do acampamento, ocupava o lado direito onde o Firienfeld, era amplo. Do lado esquerdo erguia-se um pavilhão. E de lá veio um cavaleiro em direção ao rei.

"Salve senhor da terra dos cavaleiros!" Era Eówyn a sobrinha do rei.

"É voce Eowyn. Está tudo bem com voce?" Quis saber o rei.

"Está. Foi uma estrada cansativa. Mas tudo está em ordem agora. Seu alojamento já está preparado. Eu recebi noticias de sua chegada." respondeu a jovem.

"Então Aragorn veio?" Indagou Theoden.

"Onde ele está? Ele ainda está aqui?" insistiu o rei

"Ele veio. Mas não está aqui." o tom de voz de Éowyn transmitia uma profunda tristeza

"Voce está triste filha. O que Aragorn falou? Ele falou da Senda dos Mortos?" o rei procurava entender o que o guardião havia dito.

"Sim, senhor. Não pude dissuadi-lo. Ele partiu."

"Então nossos caminhos estão separados, disse Éomer." Que ouvia com atenção a conversa da irmã com o rei.

"Devemos cavalgar para Gondor sem ele. Nossa esperança diminui."

DIMHOLT

LEGOLAS

Ainda era madrugada e tudo ao redor era cinza, quando Aragorn, Legolas, Gmili e os guardiões partiram de Medulsed.

Dimholt, era como chamavam a porta e ficava no alto das Montanhas Assombradas. Era nada mais que uma concavidade abrindo-se na raiz da montanha, e bem na trilha erguia-se uma única rocha, semelhante a um dedo em gesto de condenação. O ar era pesado ali, as árvores estavam mortas.

As montarias empinaram, relincharam e recusaram-se a dar um passo adiante. Então todos desmontaram. O medo era a sensação dominante ali, menos no coração de Legolas, pois os elfos não temem os mortos.

"Esta é uma porta maligna_ disse Halbard. E minha morte jaz nela. Não obstante, ousarei passar por ela; mas nenhum cavalo entrará."

"Mas precisamos entrar_ falou Aragorn". E passou resoluto pela abertura. Então os guardiões o seguiram. Elladan, Elrohir e Legolas foram os seguintes.

"Que tipo de exército ficaria num lugar como esse?" indagou Gmili

"Um exército amaldiçoado_respondeu Legolas_ Muito tempo atrás os Homens da Montanha juraram ao último rei de Gondor que o ajudariam na luta. Mas, quando chegou a hora quando Gondor mais precisou de ajuda, eles fugiram. Desaparecendo na escuridão da Montanha. E assim, Isildur, amaldiçoou-os a jamais terem paz até terem cumprido sua promessa."

"Eles?" Gmili começou a indagar.

"Fugiram. Eles ajudaram Sauron por tempo demais." o ellon ia contando toda a história para o anão enquanto andavam.

Era uma estrada longa, estreita e por entre as montanhas. Somente pedras. E pedras cinzas. Era um ambiente desolador.

Agora que estava ali Gmili podia entender porque os cavalos não queriam entrar ali. A montanha estava morta. Não havia nada de bom ali.

Então chegaram a porta.

"Parece que o calor do meu sangue foi roubado_ disse o anão."

Era uma porta pequena, e em seus portais laterais haviam crânios humanos decorando a entrada.

"O caminho está fechado. Foi feito pelos mortos. E os mortos o guardão." Disse Legolas ao ler a inscrição pintada em tinta negra sobre a porta.

"Eu não temo a morte! Disse Aragorn e entrou porta adentro." Sendo imediatamente seguido por Legolas, os dunedain do norte, Elladan e Elrohir. Gmili dessa vez estacou. O anão tinha medo.

"Isso é inadimissivel. Disse Gmili. Um elfo entrar debaixo da terra e um anão não fazer o mesmo. Nunca mais eu teria paz. E dizendo isso o Anão correu atrás de seus amigos."

Aragorn trouxera tochas consigo. Ele levava uma, Elladan outra. Andavam em fila indiana. Não se via nada ao redor. Mas se paravam tinham a nitida sensação de que vozes sussuravam no ar.

Gmili tremia. Era incompreensivel para ele, ter tanto medo assim. E ele continuava fechando a retaguarda. Sempre em frente. Não havia como voltar.

Então chegaram a um espaço amplo e Gmili viu que algo brilhava a luz da tocha que Aragorn levava consigo. O anão percebeu que Aragorn fora até onde estava o brilho e Gmili indagou a Legolas.

"Ele não sente medo? Em qualquer outra caverna, Gmili seria o primeiro a verificar o brilho do ouro. Mas jamais nessa. Deixe o ouro onde está."

Então Gmili percebeu que Aragorn estava ajoelhado perante os ossos de um homem que vestira um armadura. Aragorn olhou-o longamente. Mas não o tocou. E então Aragorn disse:

"Para cá, até o mundo acabar, nunca virão as flores de Simbelmyne. Nove e sete túmulos existem agora, cobertos de grama verde, e durante longos anos este homem jaz ao lado da porta que não conseguiu destrancar. Para onde ela conduz? Por que queria passar?"

"Mantenham seus tesouros e segredos ocultos nos Anos Amaldiçoados! Só queremos rapidez. Deixem-nos passar, e depois venham! Convoco-os para irem a pedra de Erech!"

"Quem está entrando em meu dominio?" Indagou uma voz vinda da escuridão.

"Alguém que terá sua vassalagem." Repondeu Aragorn.

"Os Mortos não permitem que os vivos passem." A voz voltou a responder.

"Você permitirá que eu passe." disse Aragorn

Então ouviu-se uma gargalhada e várias outras a ecoaram. Voltando-se no sentindo das gargalhadas Aragorn ergueu a tocha e ela iluminou a escuridão. Então aquilo que era apenas a montanha e um abismo, mostrou-se uma cidade, onde uma luz verde bruxuleava. Logo em seguida, eles ouviram sons de vozes e passos.

Os olhos de Gmili abriram-se de espanto. Pois agora até o anão podia ver a multidão que se juntara diante deles.

"O caminho está fechado." A primeira voz, falou outra vez.

"O caminho foi feito pelos que estão mortos. E os Mortos o guardam."

Então eles perceberam que a multidão os cercava. Eram milhares de mortos. Todos vestidos em armaduras, empunhando espadas, lanças, machados e toda a sorte de armas para o combate.

"Agora voces irão morrer." disse a voz.

Legolas atirou uma flecha que atravessou o líder dos mortos. Gmili sopesou o machado na mão e Aragorn disse:

"Eu o conclamo a cumprir seu juramento!" Afirmou Aragorn.

"Niguém a não ser o rei de Gondor, pode me dar ordens." Falou a voz novamente.

Então Aragorn ergeu Andruil revelando-se como o rei de Gondor. E ele pareceu crescer. Era como se ele não fosse o mesmo Aragorn de antes. Estava mais consciente de quem ele deveria ser.

Então Aragorn e o lider dos mortos bateram as espadas.

"A espada que foi quebrada." disse o lider dos mortos.

Aragorn conseguiu segurar o pescoço do lider dos mortos com uma das mãos, ele ofegou, como se precisasse de ar. Então Aragorn disse:

"Ela foi reforjada."

Por alguns segundos Aragorn olhou ao lider dos mortos e por fim empurrou-o para longe.

"Lutem por nós e reconquistem sua honra. Lutem por mim e eu considerarei seu juramento cumprido. O que dizem?" inquiriu Aragorn. Ele começou a andar em meio aos perjuros. Eles se afastavam conforme Aragorn passava. Alguns não suportavam olhar o herdeiro de Isildur.

"O que dizem?" insistia Aragorn.

"Não perca seu tempo Aragorn. Eles não tinham honra em vida. Não o tem na morte." Disse Gmili ao ver o silêncio dos perjuros.

"Eu sou o herdeiro de Isildur. Lutem por mim."

Então os perjuros sumiram e tudo ao redor começou a desmoronar. Uma enxurrada de crânios começou a cair sobre Aragorn e os demais. Até que eles encontraram uma passagem que levava ao lado de fora da montanha. Aragorn, Legolas, Gmili, Elladan, Elrohir, Halbarad e os dunedain do norte, saíram da caverna. Gmili olhou para trás e percebeu que não eram os únicos a descerem a estrada. Gmili não podia ver nada. Mas ouvia os sons de uma multidão que os acompanhava de perto.

"Os Mortos estão nos seguindo. Vejo vultos de homens e cavalos, pálidas bandeiras e lanças". Afirmou Legolas.

"Sim, os Mortos vem atrás de nós. Eles foram convocados" afirmou Elladan.

E assim passaram por ricos vales habitados por homens. Em direção ao Pelagir no vale do Anduin. E durante todo o percurso deste exército de mortos, o medo o precedia e fazia com que as pessoas se trancassem em suas casas. E assim chegou o dia sem aurora.

A SER CONTINUADO...