Título: UM CONTO SOBRE ESPERANÇA-PARTE III

Autora: Reggie_Jolie

Casando: Legolas/ Deirdre

Censura: R

Gênero: Drama/Romance

Beta: Sem betagem. Apenas revisão básica.

AVISOS: sexo e violência

Disclaimer: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J.R.R TOLKIEN e, bem, essa história é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão fascinantes e intrigantes. Apesar disso, os personagens originais – Deirdre, Bard, Elina, Onodher e outros - são meus e não podem ser utilizados sem minha autorização.

Linha temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da guerra pelo Anel de Poder se alastrar por toda a Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo, principalmente, o universo dos livros (O Senhor dos Anéis - trilogia completa - O Hobbit e Contos Inacabados).

Sumário: Elfos, Homens, amor, amizades, batalhas vencidas e perdidas. Uma história de amor, pura e simplesmente.

"[...]Nas amplas terras de Rhovanion, entre a Floresta das Trevas e o Rio Corrente, agora morava um povo cruel, totalmente dominado pela sombra de Dol Guldur.[...]"O Senhor dos Anéis, o Retorno do Rei. P340

NOTA DA AUTORA: Dedicado a amiga Lourdiana a nova mamãe da cidade. Bjs querida. Que sua menininha lhe traga muitas alegrias.

Cap. 20. MENSAGEIROS, MAGOS E SOLDADOS

RHOSGOBEL

DEIRDRE

Havia muitos cogumelos por ali. E outras plantas. Mas o que lhes chamou atenção foi um grupo de coelhos, que mal os avistou, desapareceram tão rápido que aos três ocorreu o fato de pensar, que não os tinham visto.

São os coelhos do mago. Disse Deirdre depois de alguns minutos.

Era a habitação mais estranha que eles já tinham posto os olhos. Parecia prestes a desmoronar. No entanto por ter sido erguida dentro da árvore, a casa ainda estava de pé. O mais importante ainda era a localização da casa. Não muito longe das ruínas de Dol Guldur.

"Será que ele está em casa?" Perguntou Amrod Anarinion.

"Bom, só vamos ter certeza quando batermos a porta." Respondeu Deirdre.

"Eu acho que devíamos deixar esse mago em paz." Disse Laurëa. "Não será muito sábio, incomodá-lo. Qual é mesmo o nome dele?"

"Radagast, o castanho." Respondeu Deirdre.

Quando Deirdre desmontou e aproximou-se da porta, pôde ver claramente um grupo de ouriços cacheiros, que estava na varanda, entrar na casa através de um buraco na parede.

"Bom existem ocupantes na casa." falou Deirdre

Então a porta foi aberta e ela viu-se defronte ao mago. O que primeiro lhe chamou a atenção foram os olhos, um verde e outro azul. Uma anomalia não muito frequente. Sobrancelhas espessas, como taturanas e um chapéu, que algum dia tivera cor e forma cobria-lhe a cabeça.

"Bom dia." Deirdre começou.

O mago olhou-a de alto a baixo. No entanto permaneceu em silêncio. Como Mithrandir ele trazia um cajado na mão. Mas a semelhança terminava ai.

"Bom dia. Entre. Estava esperando sua visita. Chame seus amigos. Não vamos deixá-los lá fora. Vai chover."

Deirdre olhou para Laurea e Amord Anariníon parados ao lado das montarias, e quando pensou em falar uma chuva repentina caiu sobre eles.

ROHAN

MERRY

Era noite e fazia frio. Merry estava deitado contudo não dormia e para piorar a situação não enxergava nada. Ao seu redor ouvia o barulho e sentia o cheiro dos cavalos. Os rohirrim preparavam-se para batalha.

Estavam na borda da Floresta Drúadan, ao lado da estrada de Anórien Oriental. Ele sabia que não devia estar ali. Theoden rei não o queria ali. Entretanto ele viera junto com um cavaleiro chamado de Dernhelm. E tanto o hobbit quanto o cavaleiro, eram solenemente ignorados por Elfhelm, o marechal da terra dos cavaleiros. Contudo isso não o consolava. O hobbit era solenemente ignorado por todos.

Estavam a menos de um dia de cavalgada de Minas Tirith e os batedores enviados, retornaram com a noticia da presença de uma tropa inimiga a três milhas a oeste de Amon Dîn. Merry desejou que Pippin estivesse ali, para conversar. Então ele ouviu um som, as lamparinas brilharam e um vulto tropeçou nele.

"Não sou uma raiz de árvore, senhor"_ disse Merry a Elfhelm após reconhecê-lo.

"O mínimo que pode fazer para consertar a situação é me contar o que está acontecendo."

"Qualquer coisa que consiga acontecer nessa escuridão dos demônios. Meu Senhor enviou mensagens para que nos preparássemos. Podemos receber ordens para partir a qualquer momento." respondeu Helma

"O som desses tambores. É o inimigo? Ele está vindo?" Indagou Merry

"Não. Não." Respondeu Elfhelm.

"Esses são os woses, os homens da floresta." Então Elfhelm foi embora deixando um Merry chateado para trás.

O hobbit não gostara nada das informações dadas por Elfhelm, entretanto foi até onde estava o rei conversando com o chefe dos woses.

Merry nunca tinha visto um wose em sua vida. Diante de Éomer e Theoden rei estava um homem atarracado, troncudo e roliço, vestido apenas e tão somente com palha ao redor da cintura. Merry aproximou-se em silêncio no exato momento em que o wose começava a falara para o rei.

Os woses recusavam-se a lutar. Não eram guerreiros. Não podiam ajudar os Rohirrim desse modo. Ele informou ao rei sobre a presença de homens na estrada e de um incêndio na cidade de Pedra, como ele chamou. O chefe dos wose prometeu então levar os Rohirrim por uma estrada não ocupada pelo inimigo, até Minas Tirith.

"Aceitaremos sua oferta. Respondeu Theoden rei. Se você for fiel, terá para sempre amizade da terra dos cavaleiros."

"Eu mesmo levarei o rei. Andarei a seu lado. E seu o trair, você pode me matar. Ofereceu o chefe dos homens selvagens."

"Que assim seja!" Respondeu Theoden.

Merry não esperou para ouvir mais nada e correu para se preparar para a convocação a batalha. Ele teve medo. Sabia que era provável não sobreviver, mas pensou em Pippin seu amigo, e sufocou o medo.

O caminhar em companhia dos homens selvagens foi calmo. A escuridão parecia não afetar os woses. Cada companhia dos Rohirrim era escoltada por um deles, que conheciam trilhas não utilizadas pelos inimigos. A partida fora demorada, mas ao final da tarde eles atingiram as amplas matas cinzentas a leste do Amon Dín.

Ao chegarem ao vale das Carroças de Pedra, eles se espalharam procurando locais para acampar, e Theoden rei convocou um conselho. Os capitães vieram, bem como os homens-pukel.O chefe deles, o mais velho, chamado Ghân-buri-Ghân começou a falar.

"Primeiro, precisar cuidado! Ainda muitos homens acampados além do Din, uma hora de caminhada daqui. Mas ninguém entre este lugar e as muralhas do Povo das Pedras. Muitos trabalhando ali. Muralhas no chão: gorgûn derruba elas com trovão de terra e com bastões de ferro preto. Não tomam cuidado e não olham em volta. Achar que os amigos deles vigia toda as estradas!"

"Boas Noticias!" Exclamou Éomer. "Mesmo nesta escuridão, a esperança reluz outra vez. As estratégias de nosso Inimigo frequentemente se revertem a nosso favor."

"Mais uma vez lhe agradeço Ghân-buri-Ghân da floresta. Que a boa sorte o acompanhe." Disse Theoden.

"Matar gorgun! Matar orcs! Nenhuma outra palavra agrada aos homens selvagens. Expulsar a ruim escuridão com ferro brilhante!"

O chefe dos selvagens despediu-se do rei, e fez menção de partir, mas repentinamente olhou para o céu como se farejasse o ar.

"Vento está mudando!" Disse ele. Então sumiram na escuridão e nunca mais foram vistos pelos cavaleiros de Rohan.

"Não precisaremos mais de orientação," disse Elfhelm. "Pois há cavaleiros no exército que já foram até Mundburg. Eu sou um deles. Estamos há sete léguas de nosso destino."

"Sugiro que descansemos agora e partamos a noite." Disse Theoden rei.

Então Elfhelm assentiu e disse: "Os batedores não encontraram nada para reportar além da floresta cinzenta, meu senhor. Exceto dois homens-mortos."

"Bem, e então?" Indagou Eomer.

"Um deles era mensageiro de Gondor. Pelo menos sua mão segurava uma Flecha Vermelha, embora sua cabeça fora decepada."

"Lamentável! Então Denethor não recebeu noticias de nossa marcha." afirmou Theoden.

"A necessidade não aceita a demora, mas antes tarde do que nunca, disse Éomer. É possível que o velho ditado seja mais verdadeiro que em qualquer ocasião anterior, desde que foi pela primeira vez pronunciado."

Eles retomaram a viagem ao anoitecer. Era quase uma linha reta ao longo do Mindoluin. O rei ia a frente da companhia. Merry na companhia de Dernhelm, estava logo atrás do rei. Fizeram uma parada e foram informados de um grande incêndio a frente. E que os inimigos haviam se retirado para um ataque final a Minas Tirith.

GONDOR

FARAMIR

O dia começara com Faramir vendo Peregrin Tuk ajoelhado diante do regente, se colocando ao serviço de Denethor.

O regente parecia visivelmente contente em ter o pequeno, sob suas ordens e não sob as do mago. Isso Faramir conseguira perceber.

"Fidelidade com amor," o regente falou. Erguendo o pequeno de onde este estivera ajoelhado até então.

"Bravura com honra." Disse Denethor ao sentar-se a mesa a sua frente.

Dois empregados vestidos de negro e prata serviram-lhe a refeição e dirigiram-se ao fundo do salão onde postaram-se do lado direito.

"Deslealdade com vingança." concluiu o regente e então olhou ao filho.

"Não devíamos abandonar tão facilmente nossas defesas externas," disse Denethor.

"Defesas, que seu irmão, por muito tempo, manteve intactas."

"O que gostaria que eu fizesse?" Faramir indagou por fim.

"Eu não entregarei o rio Pelennor sem luta. Osgiliath deve ser retomada."

"Meu senhor, Osgiliath foi assolada."respondeu Faramir.

"Na Guerra é preciso arriscar muita coisa." Respondeu Denethor

"Há algum capitão com coragem de fazer a vontade de seu senhor?" inquiriu o regente. Faramir suspirou.

O hobbit percebeu que ali, havia mais do que um capitão dando ordens a um soldado.

"O senhor gostaria que nossos lugares tivessem sido trocados. Que eu tivesse morrido e Boromir sobrevivido."

"Sim. Eu queria." respondeu Denethor sorvendo o gole da bebida numa taça de prata.

"Uma vez que Boromir lhe foi tirado farei o que puder no lugar dele. Se eu retornar, faça melhor juízo de mim, pai."

"Isso depende de como você retornar." demandou Denethor.

Não era um grupo muito grande. Faramir seguindo as ordens do regente, liderava uma investida contra o inimigo que se avizinhava. As pessoas se aglomeravam para vê-los passarem, em duplas. Vestido em prata Faramir comandava-os. Entretanto se alguém olhasse para os olhos do cavaleiro, veriam que ali não havia esperança.

Mulheres, jovens e idosos acompanhavam-nos com o olhar e jogavam flores para os cavaleiros. Parecia um cortejo. Como se homenageassem alguém que morrera.

"Faramir! Faramir!" Gritou Mitrandhir. Abrindo caminho em meio a multidão.

"O desejo de seu pai é uma loucura! Não jogue fora sua vida temerariamente." afirmou o mago.

"Onde está minha fidelidade senão aqui?" indagou Faramir.

"Seu pai, o ama, Faramir. Ele vai se lembrar disso antes do fim." Entretanto Faramir não ouviu essa sentença do mago.

O grupo chegou ao portão. Faramir ia a frente. Os soldados seguiam-nos, agora distribuídos, três a três. Ao chegarem ao Pelennor, formaram uma longa linha dupla que seguia a galope na direção de Osgiliath.

A medida que se aproximavam, podiam ver os orcs erguendo-se em meio aos escombros da cidade. Era um bando grande e bem preparado. Faramir galopava em direção a eles, e via arcos sendo retesados. Seriam alvejado, isso era certo. Era questão de estarem a distancia adequada.

Mas uma ordem fora dada. E uma ordem seria cumprida.

GONDOR

PIPPIN

"Sabe cantar mestre Hobbit?" Indagou Denethor. O regente desfrutava da refeição a sua frente.

"Bem..." respondeu Pippin. "Sei."

"Pelo menos, bem o suficiente para o meu próprio povo. Mas não temos canções para os grandes salões e tempos ruins." continuou o hobbit.

"Por que suas canções seriam inadequadas para os meus salões? Cante uma canção para mim". Ordenou Denethor.

PARA TRÁS FICOU MEU LAR

O MUNDO ESTÁ À FRENTE

E HÁ MUITOS CAMINHOS A TRILHAR

ATRAVÉS DAS SOMBRAS

ATÉ OS CONFINS DA NOITE CALADA

ATÉ QUE TODA ESTRELA ESTEJA ILUMINADA

NEVOEIRO E SOMBRA

NUVEM E PENUMBRA

TUDO VAI MINGUAR

TUDO VAI MINGUAR

A SER CONTINUADO...