Título: UM CONTO SOBRE ESPERANÇA-PARTE III

Autora: Reggie_Jolie

Casando: Legolas/ Deirdre

Censura: R

Gênero: Drama/Romance

Beta: Sem betagem. Apenas revisão básica.

AVISOS: sexo e violência

Disclaimer: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J.R.R TOLKIEN e, bem, essa história é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão fascinantes e intrigantes. Apesar disso, os personagens originais – Deirdre, Bard, Elina, Onodher e outros - são meus e não podem ser utilizados sem minha autorização.

Linha temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da guerra pelo Anel de Poder se alastrar por toda a Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo, principalmente, o universo dos livros (O Senhor dos Anéis - trilogia completa - O Hobbit e Contos Inacabados).

Sumário: Elfos, Homens, amor, amizades, batalhas vencidas e perdidas. Uma história de amor, pura e simplesmente.

NOTA DA AUTORA:Primeiro desculpas pela demora. Lembro aos que leem que esta fanfic não é CANNON em grande parte dela. E em especial nesta sua última parte. Sim nos aproximamos do final da história.

Aproveitem!

CAP. 21. FOGO E MORTE PARTE I

11 de março de 3019

LOTHLÓRIEN

CELEBORN

Era dia. A luz do sol era filtrada pelas folhas de mallorn. Ainda havia luz em Lothlórien, mas essa terra como outras pertencentes ao belo povo, começara a ser esvaziada. Parecia que as árvores, os pássaros e outros animais, que por ali viviam estavam quietos. Como se sentissem que aquela não era uma hora feliz.

No centro de Lórien, na elevação conhecida como Elgladil, era a cidade das árvores, a Caras Galadon dos elfos e na árvore mais alta, com quatrocentos metros de altura, no centro do grande círculo, estava a morada dos senhores da cidade. Lá Galadriel e Celeborn, os senhores de Lórien conversavam e esperavam a chegada de notícias.

"Nosso contingente teve uma grande perda. Perda essa que poderá nos custar muito nessa última guerra." Afirmou Celeborn

"Sim. É uma pena." Afirmou a senhora Galadriel.

"Entretanto, Hervenn-nin (meu esposo) não teria sido correto, não termos enviado ajuda aos homens, quando eles precisaram."

"Sim Hervess-nin (minha esposa). Mas agora é hora de voltarmos nossos olhos para nossa própria terra. Refletiu Celeborn."

O casal organizava a defesa de Lothlórien. Não seriam ingênuos a ponto de pensarem que Sauron, não tentaria estender seu braço até ali. Por isso esperavam a chegada de Nirthol, que ocupava a função outrora fora exercida por Haldir.

"Senhor senhora. Os batedores avisaram que orcs foram vistos na margem do Anduin, um pouco acima dos campos de Celebrant. É fato que um exército, a serviço do senhor do Escuros, entrou em Anórien." informou Nirthol.

"Essas são notícias tristes. Mas não de todo inesperadas. Sauron começa a mover as peças em sua guerra." afirmou Galadriel.

"Em poucos dias esse grupo estará nas terras de Rohan. Continuou Nirthol."

"Espero que os senhores dos cavalos, estejam preparados. Mas é onde o Anduin se encontra com o Veio de Prata , que devem começar a defesa de nossa terra." afirmou Celeborn.

"Nirthol aproxime-se." Disse Celeborn.

O ellon (elfo) assim o fez. Disposto a ouvir o que seu Senhor tinha a dizer.

Ambos debruçaram-se sobre um mapa que mostrava a toda a terra de Lothlórien. A maior parte, onde eles viviam era conhecida como o Naith. Para chegar até lá, precisarariam atravessar o anel duplo de árvores e um fosso que o antecedia. Havia apenas duas pontes e estas eram vigiadas o tempo inteiro.

"Mantenham os vigias na fronteira. Não temos interesse em prisioneiros. Matem todos os orcs."

"E se algum humano vier com eles meu Senhor? Indagou Galadriel."

Os dois olharam para a senhora de Lothórien visivelmente inquietos.

"Viu alguma coisa Hervess-nin (minha esposa)?" questionou Celeborn.

"Não é preciso consultar o espelho para isso. Sendo a última guerra, é esperado que Sauron use todas as suas armas, inclusive humanos. Que sob falsas promessas seguem um líder mentiroso e enganador."

"Poupem os humanos que vierem com os orcs. Interroguem-nos. E depois decidiremos o que faremos com eles, conforme suas condutas. É fato que os humanos são mais fáceis de serem seduzidos. E o Senhor do Escuro é pródigo em mentiras e seduções." afirmou Celeborn.

E foi ao amanhecer que o ataque começou. Levaria muito tempo para que o inimigo pudesse efetivamente entrar em Lothlórien. Então eles usaram a arma ao seu alcance.

NAUR!(FOGO!)

Os guardas nos flets deram o alarme.

"Mantenham os orcs na outra margem. Eles não podem passar." Instruiu Nirhtol.

"A armadura é frágil no pescoço e embaixo do braço." Disse Rúmil.

"Atirem!"

As flechas voaram. E atingiram alguns orcs. Logo as criaturas levantaram escudos, formando uma proteção contra as setas. Eles avançaram alguns metros e pararam. Então brechas foram abertas entre os escudos e ganchos foram lançados, tentando acertar em árvores ou rochas que fornecessem apoio para que os orcs pudessem atravessar o rio.

"As cordas! Cortem as cordas!" Gritou Orophin.

Nirthol comandava um outro grupo, que atacava os orcs que já se encontravam em terra. As espadas desciam e cortavam pele e ossos. Espadas batiam em escudos. Chutes e socos eram desferidos.

Um grupo conseguiu atear fogo a vegetação naquele ponto.

"Matem o que vai a frente!" Gritou Rúmil.

"Acertem o chefe!"

Um dos orcs destacava-se dos demais. Era o que Rúmil, assumia ser o chefe daquele bando. Atrás dele, poucos passos, seguiam mais três orcs. Armados com espadas e escudos. O que ia a frente, trazia uma espada numa mão e um machado de guerra na outra.

E Orophin atendeu o pedido do irmão, saltando da árvore onde estava pondo-se na frente a este oponente.

"É chegada a nossa hora, elfo. Hoje entraremos na terra da bruxa" disse Or-lag.

Os outros orcs, riram.

O ellon nada respondeu apenas desferiu um golpe a esquerda, que foi prontamente amparado pela espada do orc. Outro golpe acima da cabeça, pela direita e mais uma vez, Or-lag, rebateu-o, chegando a fazer um pequeno corte no rosto do elfo. Orophin deu um passo para trás e Or-lag, aproveitou essa oportunidade para investir novamente. Usando do machado ele conseguiu prender a espada de Orophin e jogou-a longe. O elfo jogou-se contra Or-lag usando sua força para fazê-lo oscilar, e conseguiu afastar-se tentando recuperar a espada.

O som da risada maligna chegou a seu ouvido.

"É o fim elfo. Você morre agora. Mas seus amigos, verão seu povo ser escravizado. Suas mulheres abusadas e este lugar devastado."

"N'uma" respondeu Orophin.

Nesse instante ele sentiu um vento passar ligeiro por ele e soube exatamente o que acontecera. Or-lag recebera uma flecha, certeira em seu peito. Mas três se juntaram a primeira ferindo seriamente a besta que finalmente cambaleou. Orophin adiantou-se e com um chute, tomou a espada da mão do orc e feriu-o no flanco direito. Or-lag caiu e então com um único golpe sua cabeça foi arrancada de seu corpo.

Só então Orophin pode olhar em volta e percebeu que os demais orcs foram mortos. A patrulha vasculhou a floresta por mais alguns minutos, até certificar-se de que não havia sobrado ninguém.

"Vamos. Não há prisioneiros. Vamos voltar a nossos postos." disse Nirthol.

GONDOR

PIPPIN

Era como o mar, isso se ele confiasse no que os homens falavam. Já que ele nunca vira o mar. Ondas e ondas de orcs aproximavam-se de Minas Tirith. Podia-se ver grandes balistas e torres de cerco. Vinham com o único objetivo de tomar a cidade.

O dia amanheçera. As tropas marchavam ao som de tambores, que era tocados por gigantescos trolls, traziam estandartes com um único olho sangrento.

Faramir retornara. Atingido por setas. Os soldados o colocaram numa padiola improvisada e subiram até o patamar da casa dos regentes.

"Faramir!" Gritou Denethor.

"Não me diga que ele morreu." continuou o regente aproximando-se do filho e ajoelhando-se ao lado da padiola.

"Estavam em menor número." Começou...

"Ninguém sobreviveu."

Pippin assustou-se com tal afirmação.

"Meus filhos se foram!" Disse Denethor. O regente cambaleou e afastou-se de Faramir.

"É o fim da minha linhagem. A casa dos regentes fracassou."

O regente enlouquecera. Era tudo o que Pippin podia pensar. Denethor não enxergava. Ele afastara-se falando da perda do filho, enquanto Faramir ainda respirava.

"Ele está vivo." Afirmou Pippin. "Ele precisa de cuidados."

Então Denethor aproximou-se da muralha e pode ver o exercito inimigo a sua porta. Todo ele.

As catapultas lançaram pedras que atingiam as torres de Minas Tirith, fazendo-as em pedaços.

Projetil atrás de projetil. Os setes níveis da cidade eram atingidos. O pânico instalou-se. O medo reinou. As pessoas corriam desesperadas.

"Abandonem seus postos." Gritou o regente.

"Fujam! Protejam suas vidas!" A voz de Denethor era ouvida por toda a cidade. Os soldados voltavam-se atordoados na direção da mesma.

Então uma coisa inesperada aconteceu. Gandalf acertou a Denethor com o cajado e o regente caiu a seus pés.

"Preparem-se para lutar!" Disse Gandalf.

"Em guarda homens!"

O mago começou a percorrer os níveis da cidade, instando os soldados a permanecerem em seus lugares.

"Para a muralha! Defendam a muralha!" Ordenava o mago.

Três fileiras de arqueiros postaram-se na muralha. Gandalf montado em Scadufax postou-se ao lado deles.

O galo cantou anunciando a manhã.

E com a manhã chegaram os Rohirrim.

GONDOR

ÉOWYN

Ela realmente não sabia porque Merry parecia não reconhecê-la. Mas no fundo, Eowyn sabia que tanto ela como o pequeno, eram ilegais em meio aqueles cavaleiros. Ela desobedecera ao rei. Sim. Theoden havia encarregado-a pessoalmente de ficar em Edoras e governar. Até ele retornar. Se ele retornasse. Mas Eowyn não tinha interesse algum em permanecer em Edoras, por isso estava ali.

Estava próxima ao rei, como era seu objetivo. Mas nenhum dos soldados ali presentes, questionava a presença de Dernhelm.

Theoden os dividira em grupos. Éomer comandava o éored central, Elfhelm a direita e Grimbold a esquerda. O rei ordenara então o ataque. Deveriam atacar toda e qualquer concentração inimiga.

O grupo avançou a maior velocidade possível apesar de ainda estar escuro. Menos de uma légua chegaram as ruínas do portão norte da Rammas. E lá estavam seus inimigos. O embate foi curto.

O primeiro Eored se aproximou e ficou atrás desse portão. Eowyn mantinha-se próxima ao rei. Os homens de Grimbold desviaram e seguiram a muralha até uma fenda mais a leste.

O exército de Rohan avançava em silêncio. Eles viam um incêndio a distância, mas ainda estavam longe, para que pudessem fazer alguma coisa. O rei foi conduzindo seus homens para o leste para um lugar entre o fogo do cerco e os campos externos. Ele parou mais uma vez. O capitão Negro ainda não notara a presença dos Rohirrim e isso lhes dava uma grande vantagem. Observar sem ser observado.

Os cavalos estavam visivelmente inquietos. O rei montado em Snawmana, via a agonia da cidade branca. E pensava que talvez tivessem chegado tarde demais.

Todos avançaram e postaram-se diante do campo de batalha. A uma ordem o primeiro éored seguiriam pelo Pelennor e logo os demais. O amanhecer finalmente apareceu. Os cavaleiros pararam ansiosos pela ordem do rei.

Eowyn e Merry ficaram em silêncio, implorando que a sorte de ambos, continuassem, e os demais soldados, os ignorassem por completo.

Coragem Merry. Coragem pelos nossos amigos.

Eomer aproximou-se do rei.

No Pelennor viam-se as tropas inimigas se dividindo e reagrupando, agora que os Rohirrim tinham sido vistos pelo capitão negro.

Éomer leve o eroed para o lado esquedo. Gamling, siga a bandeira do rei ao centro. Entravam em formação de Batalha. Grimbol, quando passarmos a muralha, sua companhia deve ficar a direita.

Então subitamente ouve uma mudança no ar. O rei aprumou-se e levantando-se gritou.

Acordem, acordem Cavaleiros de Theoden!

Éowyn viu-se subitamente frente a frente com o rei, e baixou o rosto, esperando que ele não a reconhecesse e ela continuasse a ser Dernhelm.

Duros feitos despertas: fogo e massacre!

Quebrada será a lança, trincado será o escudo,

em dia de espada, vermelho, antes de o sol raiar!

Todas as lanças foram postas em posição de ataque. Precisavam apenas e tão somente da derradeira ordem.

"O que quer que aconteça permaneça comigo." Eowyn instruía Merry.

"Eu vou cuidar de você."

Avante agora! Avante para Gondor!

Ouviu-se então o som de uma espada que batia em cada ponta de lança, como que as acordando. Era o rei que passava em última revista a sua tropa. Eowyn encolheu-se mais uma vez, porque logo ele chegaria aonde ela se encontrava. Ela não tinha medo da batalha. Ela tinha receio de ser descoberta e privada da luta.

Cavalguem agora. Cavalguem para Gondor!

Avante agora, avante! Avante para Gondor! Cavalguem para a ruina, cavalguem para o fim do mundo.

Morte!

Então todos os cavaleiros ecoaram a voz do rei.

MORTE!

Até mesmo Eowyn se pegou ecoando aquele grito que não continha esperança.

Então o som de uma corneta, alto e forte se fez ouvir. E várias outras cornetas do exército responderam e ecoaram como um trovão nas montanhas.

A SER CONTINUADO...