Título: UM CONTO SOBRE ESPERANÇA-PARTE III
Autora: Reggie_Jolie
Casando: Legolas/ Deirdre
Censura: R
Gênero: Drama/Romance
Beta: Sem betagem. Apenas revisão básica.
AVISOS: sexo e violência
Disclaimer: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J.R.R TOLKIEN e, bem, essa história é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão fascinantes e intrigantes. Apesar disso, os personagens originais – Deirdre, Bard, Elina, Onodher e outros - são meus e não podem ser utilizados sem minha autorização.
Linha temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da guerra pelo Anel de Poder se alastrar por toda a Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo, principalmente, o universo dos livros (O Senhor dos Anéis - trilogia completa - O Hobbit e Contos Inacabados).
Sumário: Elfos, Homens, amor, amizades, batalhas vencidas e perdidas. Uma história de amor, pura e simplesmente.
NOTA DA AUTORA 1: Aqui está a ultima parte, da Batalha nos Campos de Pelennor.
Aproveitem.
NOTA DA AUTORA: A fanfic irá entrar em recesso de 30 dias. FÉRIAS. 13 de junho a 13 de julho. Desculpas. Não há a menor possibilidade, de conseguir publicar algo nesse periodo.
Desculpas novamente.
Grata pela compreensão.
CAP 23. FOGO E MORTE. PARTE III
GONDOR
LEGOLAS
Estavam em Gondor. Vieram do Pelagir acompanhado de o exército dos mortos. Durante todo o caminho, a presença desse exército fantasma, era sentida por ele. Entretanto, os mortos, nada podem fazer aos que fazem parte do belo povo.
Legolas estava inquieto. Ele pessoalmente queria estar no meio da batalha. Mas Aragorn tinha outra coisa em mente. Não era apenas chegar a batalha. Mas chegar lá, no momento mais oportuno. E para isso eles estavam ali na margem do Anduin. Ao longe era possível ver as chamas da batalha. Ao longe era possível ver as chamas da batalha.
Os corsários de Umbar navegavam em direção a Minas Tirith. Eles entrariam na terra de Gondor, era um reforço que as tropas do senhor do escuro estavam aguardando. Há muito que eles escolheram batalhar pelo olho.
Os três navios subiam o Anduin calmamente. A tripulação armava-se. Era chegar e batalhar. E então eles ouviram uma voz. Uma voz humana, que os chamavam da margem do rio.
Era o trio mais estranho que eles tinham visto em suas vidas. Um humano, um elfo e um anão. Sozinhos na praia.
"Voces não irão entrar em Gondor." Disse o Aragorn.
Os corsários desataram a rir. O comandante ergue-se de onde estivera sentado, chegou a amurada e disse:
"Quem é você para nos negar passagem?"
Os risos, dos corsários de Umbar, continuaram.
"Legolas. Mostre a ele, quem somos nós e porque ele não irá passar." Disse Aragorn.
Legolas aprontou a seta. E o objetivo era exatamente atingir, o que questionava a Aragorn, Gmili entretanto moveu o arco para trás, e a seta atingiu outro pirata.
"Preparar para abordagem." Disse Gimli
Os piratas riram alto outra vez.
"Abordar-nos. Mas com que exercito?" Gritou o capitão dos piratas.
"Este exército." Respondeu Aragorn em voz baixa.
E os mortos avançaram sobre os navios.
ÉOMER
Éomer e os eorlingas estavam no Pelennor. Um dos orcs foi golpeado com força e caiu ao chão. Éomer cravou a lança em outro integrante do exercito de Sauron.
"Leve-os para o rio." Gritou Éomer.
"Leve-os para o rio."
Os eorlingas começaram a conduzir o que restava do exercito orc, para a margem do Anduin.
"Mantenham a cidade a salvo", disse Éomer
Então subitamente os Rohirrim estacaram. O som era muito alto. O chão começou a tremer. Ao voltar-se na direção do som, Éomer viu algo que nunca esperara ver em toda a sua vida.
Novas forças chegavam, subindo em marcha acelerada. Novas legiões de Morgul, e dos campos do sul, vinham homens do Harad. Vinham em imensos Mumakil e formavam uma parede compacta, numa rápida contagem de 32 Mumakil. Após estes, outros haradrim a pé.
O som, que os Rohirrim ouviam, era dos animais andando e de tambores de guerra.
O líder que vinha a frente, fez soar uma trombeta. Eles cantavam canções de guerra. Sobre cada imenso animal, havia uma torre de guerra, repleto de guerreiros, todos pintados.
Os Rohirrim começaram a se reorganizar. Aquele era um inimigo diferente e novo. De Minas Tirith juntara-se aos Rohirrim, o cisne prateado da casa de Dol Amroth, levando pelo porta-bandeira do príncipe Imrahil.
"Refaçam as linhas." Comandou Éomer.
Os mumakil aceleraram a marcha. Os orcs, passavam pelas laterais dos imensos animais de guerra.
"Preparar para a batalha." disse Éomer
Gamling soou a trombeta Rohirrim, convocando a todos.
O mumak onde estava o líder haradrim, ergueu a grande tromba, e os eorlingas puderam ver, que as grandes presas do animal, estavam incrustadas do que pareciam ser espinhos. Nas patas também haviam sido incrustadas pontas de lanças. Que matariam facilmente quem dos animais ousasse aproximar-se. Era uma máquina de guerra, absolutamente formidável.
Então os Rohirrim avançaram. O estrondo do choque ecoou pelo Pelennor.
Um simples oscilar da tromba do mumak, varreu vários guerreiros eorlingas. Os haradrim avançavam.
Os eorlingas, atiravam flechas, e seguiam por entre os mumak. Contudo os condutores dos animais, faziam-nos oscilar as trombas, derrubando mais cavaleiros de Rohan.
Os haradrim, dos torre de guerras, atiravam flechas e derrubavam os senhores dos cavalos. Então o lider dos haradrim começou a orientar seus mumakil e os animais começaram a pisar os cavaleiros.
O líder e seus seguidores soltavam gritos de júbilo.
Comer parou e percebeu que o melhor alvo, era o guia dos animais. Os mumak passavam por ele, com as patas cheias de setas, mas a pele grossa dos mesmos, protegia-os e eles continuavam em frente, conforme eram orientados.
O líder haradrim viu Éomer parado sobre o cavalo e gritou algo em sua língua mãe.
Éomer sopesou a lança em sua mão e atirou atingindo o lider que caiu. Levando consigo, a guia que orientava o animal. O Mumak se desorientou batendo em outro e ambos os animais, foram ao chão.
"Atirem na cabeça." Instruiu Éomer.
"Sigam-me!" Gritou Éomer.
Se atingissem o condutor, ficaria mais fácil derrubar as grandes bestas.
Outro cavaleiro, descobriu que poderiam derrubar os torre de guerras, se cortassem as guias que os seguravam as pernas dos Mumakil, e os ferissem nas patas.
"Mirem na cabeça!" Instruiu Éomer.
Os animais foram sendo atingidos, e os haradrim começaram a perder sua grande vantagem que eram os mesmos.
"Derrubem-nos! Derrubem-nos!"
LEGOLAS
"Os corsários de Umbar!" Gritavam os homens. "Belfalas foi tomada, e Ethir e Lebennin."
Os homens haviam conseguido levar parte do exército orc até o porto de Harlond, a menos de uma milha da cidade.
E então num movimento sem ordem, alguns na cidade tocaram os sinos, soando alarme, outros soaram cornetas, convocando uma retirada.
De volta para as muralhas! Gritavam os homens. Voltem para a cidade! As vozes humanas estavam repletas de desespero.
"Atrasados como sempre seus piratas malditos!" Gritou o líder do exercito orc.
"Tem muito trabalho aqui para suas facas."
"Vamos seus ratos do mar!" Desçam dos navios. O chefe orc vociferava.
Nunca em toda a sua vida, as palavras ditas por um orc, soaram-lhe tão boas e certas, pensou Legolas.
Entretanto não foram piratas que chegaram a Harlond. Quando o primeiro navio atracou uma grande bandeira foi desfraldada. Ali estava a Árvore Branca, representando Gondor, mas havia também sete estrelas ao redor dela, em cima uma alta coroa. Os símbolos de Elendil.
Aragorn foi o primeiro a saltar da amurada do navio. Gmili e Legolas vieram logo após.
"Há o bastante para nós!" Disse Gmili.
"Que vença o melhor." tornou a dizer o anão.
Para os exércitos de Mordor, era como um feitiço que dera muito errado, pois seus navios, estavam repletos de seus inimigos.
Os cavaleiros de Dol Amroth cavalgaram para o leste, empurrando o inimigo a sua frente: homens-trolls e variags, e orcs que odiavam a luz do dia.
Dos navios desembarcavam Elladan e Elrohir, com estrelas na fronte, Halbarad, com a bandeira em suas mãos, junto aos Guardiões do norte. Os mortos avançavam. E combatiam. Suas espadas e lanças feriam mortalmente os orcs.
Era toda uma tropa que vinha de Lebbenin e do Lamedon, e dos demais feudos do sul.
Legolas! Gritou Aragorn.
O ellon olhou e viu um grande Mumakil em sua direção. Com cuidado ele correu em direção ao animal, e saltou para uma das grandes presas. De lá outro salto e Legolas agarrou-se a uma das patas da besta. Então ele começou a escalar o imenso animal, com a ajuda das setas que estavam incrustradas no animal.
Mais homens do Harad apareceram. E Legolas ora acertava-os com flechas, ora derrubava-os. Era como saltar de galho em galho pelas árvores de Mirkwood. Legolas saltou outra vez, e fazendo uso de uma de suas facas gêmeas, ele cortou a guia que mantinha o palanquim de guerra que foi ao chão levando os guerreiros juntos.
Regolas viu-se então só sobre a cabeça do imenso Mumakil. Armando o arco, ele disparou duas vezes e o mumak foi ao chão.
Ainda assim. Só conta como um. Disse Gmili, referindo-se a competição entre ele e o elfo.
O exercito dos mortos, agora invadia a cidade de Minas Tirith, combatendo os orcs que estavam ali dentro.
Quando o sol finalmente se pôs atrás do Mindolluin a grama do Pelennor jazia rubra e a batalha estava finda.
ÉOWYN
Éowyn com dificuldades, arrastou-se até Theoden-rei. Ele olhou-a e levantando a mão, acariciou-lhe a face.
Ela sorriu e então Theoden disse:
"Eu conheço o seu rosto." Éowyn.
"Meus olhos escurecem."
"Não. Não. Eu irei salvá-lo."
"Você já salvou." Disse Theoden.
"Éowyn. Meu corpo está quebrado. É hora de ir. Você tem de me deixar partir."
"Não." tornou a dizer Éowyn.
"Agora vou para junto dos meus pais. E não serei envergonhado."
Ele olhou para o rosto da sobrinha mais um tempo. Chamou-a novamente. E então Theoden rei se foi.
Éowyn abraçou-se ao tio e chorou.
ARAGORN
"Liberte-nos." Pediu o líder do exercito dos mortos a Aragorn.
A batalha no Pelennor terminara.
"Não Aragorn. Má ideia". Disse Gmili.
"Eles são muito uteis. Apesar de estarem mortos". o khuzd voltou a falar.
"Você nos deu sua palavra." Repetiu o líder dos mortos.
"E eu a honrarei." Afirmou Aragorn
O líder dos mortos, sorriu.
"Eu considero seu juramento cumprido. Vão." Disse Aragorn.
"Fiquem em paz."
Então o exercito dos mortos, desvaneceu-se diante deles.
Gandalf que assitia tudo, inclinou-se diante da majestade demonstrada vivamente em Aragorn.
O guardião sorriu.
ÉOMER
Ele andava em meio ao campo de batalha. Éomer procurava sobreviventes entre os eorlingas.
Merry que descera até ali com Gandalf também andava por ali, e foi então que ele viu um manto cinza. Um manto que eles receberam em Lórien, das mãos da senhora Galadriel. Ele o tomou nas mãos e quedou-se triste. Seu amigo pereceram em Batalha?
Enquanto ele pensava ouviu-se um grande grito.
Era Éomer, que percebia agora, o quanto perdera na batalha do Pelennor.
Éomer joga-se ao chão, e puxou o corpo inerte da irmã para si. O grito vinha de dentro da alma torturada.
Então Aragorn voltou-se na direção do som. E viu Éomer, seu grande amigo, seu grande companheiro de batalha. E Éowyn que jazia em seus braços.
E Aragorn chorou.
Os homens de Rohan a colocaram numa maca sob travesseiros macios e subiram para Minas Tirith.
O principe Imrahil e Eomer de Rohan subiram para a cidadela, e chegaram ao Salão da Torre procurando pelo regente. No entanto sua cadeira estava vazia e diante dela, em câmara ardente jazid Denethor, Senhor da Terra dos Cavaleiros.
Onde está o regente? Onde está Mithrandir? Indagou Imrahil
O regente está nas casas de Cura. Respondeu uma dos guardas.
Onde está a senhora Eowyn, minha irmã? Ela deveria estar deitada ao lado do rei com todas as honras? Questionou Éomer.
Mas a Senhora Éowyn estava viva quando veio para cá? Você não sabia? Questionou o principe de Dol Amroth.
Ao saírem do salão encontraram Gandalf, que levou-os até as Casas de Curar. Foi lá que Éomer reencontrou a irmã, as portas da morte.
Atendendo a um chamado do Mago, Aragorn entrou na cidade para curar Éowyn e o príncipe Faram ir.
Éomer estava sentado ao lado da irmã, ainda numa maca. O rosto, do agora, rei de Rohan era de pura consternação.
Aragorn aproximou-se e tomou o braço de Éowyn em suas mãos. A pele marcada, onde a maça do rei dos bruxos, acertara, estava riscada de vermelho.
"Temos aqui um ferimento muito forte. É lamentável! Ela enfrentou um inimigo acima de suas forças."
Aragorn molhou um pano numa infusão de athelas e começou a lavar a fronte de Éowyn. O aroma imediatamente tirou Éomer do estupor em que ele se encontrava e o rei de Rohan, olhou mais atentamente o que Aragorn fazia.
Aragorn banhou-lhe o braço, limpando os ferimentos.
"Desperte, Éowyn, senhora de Rohan! Desperte! A Sombra se foi e estamos livres da escuridão!"
Aragorn sentiu que a mão de Eówyn esquentava, voltando à vida.
Ele voltou-se para Éomer e disse:
"Chame-a".
Eómer o fez e aos poucos ela foi acordando.
Em seguida ela foi transferida para um leito nas casas de curar. Onde ela ficou até o fim da batalha.
A SER CONTINUADO...
