UM CONTO SOBRE ESPERANÇA PARTE III
Autora:Reggie_Jolie
Casando:Legolas/Deirdre
Censura:R
Gênero:Drama/Romance
Beta:Sem betagem. Apenas revisão básica.
Avisos: Sexo e Violência.
Disclaimer: Nada absolutamente nada, exceto os personagens originais, me pertencem. Tudo veio da mente absolutamente genial de J.R.R. TOLKIEN, e a seus herdeiros e empresas legalmente consitituídas pertencem a Terra Média e seus personagens.
Sumário: Capitulo centrado nas batalhas que ocorrem no Norte. Quase nada neste capítulo é Cannon, visto que Tolkien não o escreveu em detalhes. Apenas fez referências ao mesmo no terceiro livro da Trilogia de O Senhor dos Anéis.
Linha Temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da Guerra pelo Anel de Poder se alastrar pela Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo principalmente o universo dos livros (O Senhor dos Anéis_ Trilogia Completa_Contos Inacabados, O Hobbit)
NOTA DA AUTORA:
Perdão pelo atraso. Problemas imperdiram-me de escrever. Mas eles não vem ao caso agora. Boa Leitura! Divirtam-se.
CAPITULO 23
AS BATALHAS NO NORTE
PARTE I.
"Nas amplas terras de Rhovanion, entre a floresta das trevas e o rio corrente, agora morava um povo cruel, totalmente dominado pela sombra de Dol Guldur. Frequentemente eles atacavam pela floresta, até que o Vale do Anduin e do sul do rio de Lis ficou em grande parte abandonado."
O Senhor dos Anéis. Vol III. O retorno do Rei. Pág 340.
ANO 3020 da Terceira Era
Entre Lórien e Imladris.
GIMLI
Era noite. Tinhamos saído de Lórien e faltavam muitos dias de viagem à nossa frente, então paramos e decidimos acampar. Não havia necessidade de forçar as montarias. Não estavamos perseguindo ninguém.
Acendemos a fogueira.
Gmili retirou o cachimbo mal cheiroso do bolso e pôs erva da Quarta-Oeste nele. Após algumas baforadas ele disse:
"E o reino da floresta?" Indagou Gmili.
"Eu sempre tive curiosidade sobre o que se passou por lá enquanto estavamos lutando aqui no sul."
O khuzd soltou uma grande baforada de seu cachimbo e encarou o ellon.
Legolas riu.
"Nao ache meu caro Gmili, que o reino de meu pai, e as demais cidades ao norte, incluindo Erebor, ficaram imunes. Sauron, planejava possuir e governar toda a Terra Média. O que ele não contava é que todos os povos fossem se unir contra ele."
Gmili fez menção de falar contudo permaneceu calado e Legolas pôde continuar.
"Sauron alimentava secretamente que a esperança de que velhas alianças, como a dos anões de Erebor e os humanos de Valle, não fossem resgatadas. Que o rei Thranduil jamais se envolvesse na luta e que pudesse invadir o reino da Floresta."
"Sim. Isso seria típico dele" afirmou Gmili.
"Em seu orgulho, baseado nas alianças que fez, por meio do medo, da força , opressão e de muitas promessas, Sauron nunca imaginou que o Senhor e a Senhora de Lórien, se importassem tanto com a Terra Média, a ponto de sair de seu reino e organizar toda a defesa. E o mais importante, Sauron nunca acreditou que Dol Guldur fosse ser destruída".
Gmili cofiava a barba em silêncio atento a tudo o que Legolas falava.
"Esse é o problema dos que se julgam grandes e poderosos. Eles não reparam nas pessoas pequenas e aparentemente insignificantes." Continuou Legolas.
"Sim. Por isso ele nunca conseguiu enxegar Frodo e Sam" disse Gmili.
"Sim. Ele só se preocupava com Aragorn. O humano e futuro rei. Mas vamos lá, voltemos a nossa história."
"Ah. Sim. Muito me interessa saber o que sua amada andou fazendo nesse meio tempo." disse Gmili.
RHOSGOBEL
DEIRDRE
ANO 3019 da Terceira Era
Março.
A cabana do mago era simples. Mas todos foram bem acolhidos. Levou alguns dias para se acostumarem com o modo do mago pensar e falar, já que ele frenquentemente esquecia do que estava falando, e levou mais algum tempo para convencê-lo a sair de sua cabana. Mas afinal Radagast, o castanho consentira.
Era tarde da noite e Deirdre se questionava porque razão não conseguia dormir. No dia seguinte partiriam para Mirkwood.
Voltando-se na esteira Deirdre encarou o fogo que aquecia o lugar. Era possível ouvir as respirações de Laurea e Amrod; tranquilas e compassadas. O que indicava que o casal, como todo elfo, não tinha problemas de sono. Isso deveria ser apenas de humanos. Pensou chateada consigo mesma.
Foi então que ela viu a parede além da lareira esvanecer como fumaça. O que a fez franzir a testa e apertar os olhos, tentando enxergar. E tudo o que viu foi uma estrada longa e pavimentada. Era a estrada de Valle, não tinha dúvidas.
"Cavaleiros" gritou a sentinela do portão.
Para seu espanto, Deirdre se viu mais velha e em Valle. Onde estariam Bard e Bereth? E seus pais?
"Venha tia." falou Toivo. O rapazinho, loiro e alto como os pais, agora a puxava pela mão em direção ao pátio. Ao lado dele corriam duas crianças, visivelmente mais novas que Toivo, uma das quais virou-se e sem diminuir o passo disse:
"Vamos Tia."
Eles chegaram no patio, ao mesmo tempo que os cavaleiros que foram anunciados.
Era uma comitiva élfica, 20 cavaleiros, todos proveniente de Mirkwood. Deirde se viu sorrindo, quando Legolas e outro rapaz, de feições humanas apearam das montarias.
"Nana (Mãe)". O rapaz correu até ela e ergueu-a num abraço. "Agora sim. Estou completo" disse Heikki.
Deirdre beijou o rapaz e em seguida cumprimentou Legolas.
" Mae Govannem Hervernn-nín."
Legolas beijou-a na testa.
"Mae Govannem Hervess-nín. O rei Elessar manda lembranças e a rainha Arwen, presentes."
"É muita gentileza de ambos."
Deirdre percebera que Toivo, Kaira, e Kylliki, seus sobrinhos, rodeavam a Heikki ansiosos. Ele não era mais velho do que Toivo, mas sendo parte elfo, crescera mais rápido e sua viagem com Legolas pela Terra-Média, tornara-o um herói para os três.
"O rei Thranduil deseja saber quando posso servir nas patrulhas. Ele disse que já é tempo". Insistiu Heikki.
Deirdre observou o filho e sorriu. Ele tinha as mesmas feições de Legolas, seu temperamento entretanto, era todo dela, bem como o cabelo avermelhado.
Ela abraçou-o e então disse:
"A Terra Média está em paz. O rei saberá esperar pelo tempo em que você, Heikki, servirá como soldado nas patrulhas. "Respondeu Deirdre.
O rapaz fez um muxoxo.
"Tenho certeza de que seu pai tem uma ou outra idéia para dizer a esse respeito, não?" indagou Deirdre.
"Aye(sim). Vamos. Discutiremos isso e chegaremos a um consenso Heikki, e então você dará a resposta a seu Daerada (avô)" respondeu Legolas.
A imagem desvaneceu-se no fogo e Deirdre fitou espantada a lareira.
"O que tinha na comida? Que espécie de sonho foi esse?"
Dando as costas ao fogo, ela adormeceu em seguida.
RHOSGOBEL
RADAGAST
Era dia.
Ou deveria ser dia. Já que apesar de ter passdo e muito da aurora. Não havia sol, naquele dia.
"Há muita mágica no ar. Magia negra e poderosa. O Senhor do Escuro finalmente começou seu ataque final. Temos de nos apressar meus caros." Terminou Radagast.
Amord Anarinion, Laurea e Deirdre assentiram e montaram em seus cavalos.
O mago por sua vez ia em seu trenó, conduzido por coelhos. Quando questionado se era sábio andar naquele transporte. O mago apenas lhes dissera que se necessário fosse, eles correriam e muito.
A noite chegou. A lua cheia iluminava tudo ao redor, no caminho até o reino de Thranduil. Eles caminharam por todo o dia na floresta, parando o suficiente para os animais descansarem.
"Não gosto nada daqui." Falou Laurea.
"Faço minhas as suas palavras." Completou Deirdre. "Mas quem comanda nossa viagem agora é o mago. Se ele diz que temos de vir por esse caminho, é por ele que seguiremos."
"Eu reconheço que estamos perto de Dol Guldur. Mas precisamos organizar o contra-ataque. E sim temos um inimgo poderoso para combater."
Laurea olhou ao redor e então novamente para o mago esperando algum tipo de explicação.
"E este é o lugar onde iremos encontrá-lo." Afirmou Radagast.
Havia teias de aranha por todos os lados. Os troncos das árvores estavam repletos delas, o que os tornava cinzentos.
"Onde estamos Radagast?" inquiriu Deirdre.
"Na toca de Saenatrha. A cria de Sauron."
Mal o mago dissera isso, e dezenas de pequenas aranhas negras, passaram correndo por onde eles estavam. Os cavalos patearam o chão inquietos.
"Não. Isso não pode ser bom sinal." afirmou Laurea.
"Há muito lutamos com essas aranhas e elas não diminuem." afirnou Amord Anarinion.
"Por isso estamos aqui hoje." reafirmou o mago.
"Tenham cuidado, falou o mago. Não sabemos o que vamos encontrar em cada pedaço dessa floresta."
Eles continuaram a seguir o mago, floresta adentro. Não se ouvia absolutamente nenhum som. Nem mesmo o vento a agitar alguma folha. Tudo era quietude. Mas ao mesmo tempo, eles não sentiam-se tranquilos com tal calma aparente.
O aviso do mago tornou-se realidade poucos passos depois. O grupo estacou diante do monstro.
Era a maior aranha que Amord Anarinion já tinha visto em sua vida. Era negra e tinha olhos vermelhos.
Ela investiu contra o grupo o que fez com que eles se espalhassem.
"Ataquem-na." Insistiu o mago.
"É Saenathra. Ataquem-na."
Ao ver as patas cheias de pelos, um arrepio de medo subiu pela coluna de Deirdre. Mas ela forçou-se a encarar tal besta.
Quando a aranha ergueu-se para o ataque, Amord e Laurea atiraram flechas simultaneamente. A besta não foi atingida e logo chegou aonde estava o mago.
Radagast a atacava com o cajado, mas a grande aranha parecia não ser atingida.
Mais uma vez eles investiram com o arco e flecha e viram com satisfação que ela fora atingida. Mas isso não diminuia a fúria da aranha. Ela avançava tentando atingir Radagast.
Enrtão Amord e Deirdre sacaram as espadas e começaram a feri-la.
Deirdre sentiu algo viscoso espirrar sobre si mesma e compreendeu que haviam ferido a Saenatrha. Mas a fera não se dava por vencida. Ao contrário derrubara Amord Anarinion.
Amord se viu debaixo do animal, que tentava atingi-lo com o ferrão. Ele sabia que se isso acontecesse, ele iria para o Hall de Mandos. Ele podia ouvir a Laurea que com o mago, lutava com aranhas menores. As crias de Saenathra.
Com cuidado, Amord Anarinion, moveu-se e atingiu a aranha em seu abdome vermelho, e uma substancia viscosa saiu de lá. O animal agora gritava, mas insistia em atingi-lo.
Com um golpe Deirdre atingiu-a em um dos olhos. E aproveitando-se dessa distração, Amord cortou-lhe o ferrão.
Novos gritos foram ouvidos.
Então o mago gritou e os dois se afastaram. A aranha foi atingida por um jorro de luz azul, vinda do cajado do mago. Os dois aproveitaram o momento e tornaram a atingi-la com golpes de espadas e ela desabou ao chão.
Havia aranhas mortas por todos os lados. Amord, Deirdre, Laurea e Radagast jaziam sentados no chão.
"Voce está bem?" indagou Laurea ao mago.
"Sim. Obrigado por perguntar."
Suas vestes estavam cheias de liquido negro e viscoso e teias prateadas de aranha.
"A escuridão chegou até Mirkwood. E com ela os asseclas do Senhor do Escuro. Vamos não temos tempo a perder."
"Eu sei que minha casa, Rhosgobel é perto demais de Dol Guldur. É hora de defender-mos o norte. E o reino de Thranduil deve ser o ponto forte dessa defesa." exortou o mago.
Os três assentiram.
"Vamos". Disse Radagast e partiram em direção a Mirkwood.
"Tal é a natureza do mal, lá fora na vasta ignorância do mundo ela apodrece e se alastra. Uma sombra que cresce na escuridão. Uma malicia incansável tão negra quanto a chegada da noite. Assim sempre foi. Assim sempre será. Com o tempo todas as coisas vis aparecem." Thranduil, em O Hobbit, A Desolação de Smaug.
MIRKWOOD.
THRANDUIL
O Rei sabia quando havia algo errado. Sempre. E dessa vez não era diferente. Aquela floresta era parte dele. Thranduil viu a noite prolonga-se indefinidamente e aquilo era errado.
O dia não amanheceu.
Então vieram as noticias. Focos de incêndio na Floresta das Trevas.
Para um desavisado tal notícia podia parecer boa, por causa das aranhas, mas elas não foram afetadas. O fogo fez com que saíssem de suas tocas em grande quantidade.
Trompas ressoaram.
Os guardas do portão dianteiro e traseiro estavam a postos.
Ouviu-se um som que imitava o de uma ave, fez-se um grande silêncio e logo o som de árvores sendo feridas, galhos cortados e árvores derrubadas estava presente.
"Estão ferindo a floresta. Eles precisam de um campo aberto para lutar." disse o Conselheiro Thargon.
"Sim Thargon mellonamin (meu amigo). E é seu dever comandar a defesa." disse Thranduil.
O conselheiro afastou-se em direção ao portão dianteiro.
"Alinhem-se. Lanceiros a frente. Arqueiros atrás."
O conselheiro colocou a todos em posição entre as dez colunas da entrada. O grupo de orcs, não poderia sequer pisar a ponte sobre o rio.
Eles podiam ver que os orcs já estavam abrindo uma clareira maior. Pedaços de árvores eram jogados no rio corrente.
Thargon exalou um suspiro. Aquilo era muito errado.
"Ao meu sinal, atirem no que se mover. Não desperdicem setas. O pescoço é a parte mais vulnerável da armadura." afirmou o Conselheiro.
"Vamos torcer para que eles sejam tolos o suficiente para se exporem." disse Istui.
"Eles serão. O Senhor do Escuro dá ousadia a estas bestas. Eles acreditam, Istui, que estão com ampla vantagem." respondeu Thargon.
As primeiras flechas atingiram o alvo, causando um pequeno alvoroço. E esse era o efeito esperado, por Thargon e os demais soldados.
Voltando-se Thargon apontou para um soldados e indicou que eles deveriam sair nesse momento, em que os orcs estavam distraídos.
A um novo sinal do conselheiro, nova carga de flechas e mais urros vindos por parte dos orcs. Eles rogavam pragas a todo instante, como se estivessem em grande vantagem. Todavia nenhum havia conseguido passar da ponte.
Um grupo pequeno de cinco soldados, camuflados com folhas das árvores, dirigiu-se para o local onde os orcs, montavam um mecanismo de guerra. O objetivo do grupamento élfico era danificar o mesmo.
Movendo-se silenciosamente, eles alcançaram um grupo de três orcs, que pareciam ser os mais habilidosos. Eles discutiam entre si, separados do combate e não se deram conta de que estavam cercados. Quando um deles conseguiu falar algo, ininteligivel para os Silvan, suas gargantas foram cortadas ao mesmo tempo.
"Agora vamos levar algumas peças dessa máquina conosco." disse Amroth.
"Sim. Vamos queimar o resto. Isso deve ser o suficiente para atrapalha-los por um bom tempo." respondeu Annael.
Os outros concordaram.
O fogo chamou a atenção dos orcs, mas ao chegarem perto viram o mecanismo de guerra destruido e seus comparsas mortos, eles olhavam-se atônitos, esperando orientação.
"Vamos esperar agora Thargon. Eles não saberão o que fazer." Afirmou Thranduil.
O conselheiro Thargon assentiu em silêncio.
"Se somente um deles ousar pisar a ponte, matem-no e os demais recuarão." continuou o rei.
"Aye Aran" (Sim Majestade). Respondeu o conselheiro.
"Vamos, quero noticias de Teague e do que está sendo feito no outro portão." dizendo isto Thranduil abandonou o portão dianteiro voltando para dentro de seu palácio nas cavernas.
O Ataque continuara por todo o dia e entrara noite adentro. Os orcs não davam sinais de cansaço. E o mesmo acontecia com os ellon. E ao amanhecer os asseclas de Sauron tiveram uma surpresa.
Era como uma grande nuvem, que se movia e agora os impedia de entrar no reino da floresta. Ninguém sabia explicar de onde tal nuvem viera.
Para os orcs, goblins e os carroceiros, que formavam a força que Sauron enviara para o norte, aquela nuvem formava um obstáculo intransponivel. Eles foram forçados subitamente a parar.
A uma ordem de seu comandante, eles avançaram, os machados em punho, gritos de guerra e morte saindo de suas bocas.
E o inesperado aconteceu.
A nuvem moveu-se.
Pedras foram lançadas. Galhos e raízes viraram armas; e derrubavam os asseclas de Sauron.
Eram os Ents e os huorns que mais uma vez iam a guerra.
Uma chuva de bolotas caía sobre a cabeça dos orcs, arremessadas das árvores e machucava, os que não usavam capacetes.
Os goblins estavam sendo esmagados e nenhum golpe de machado, parava os Ents e Huorns.
Logo um grupo de aranhas, negras como a noite, de olhos vermelhos, apareceu. Eram os filhos de Saenathra. A grande aranha que atormentava Mirkwood e que tinha sido derrotada por Radagast.
Elas começaram a tecer uma teia na qual os huorns ficaram presos.
"Ataquem-nos ordenou Shagrat."
"Tragam fogo. Vamos entrar no reino dos elfos nojentos."
Como Thranduil esperava havia outro grupamento inimigo, no portão traseiro, que levava diretamente ao rio da Floresta.
Era muita ingenuidade do Senhor do Escuro, pensar que tal portão estaria desguarnecido outra vez. Depois daquela fuga absolutamente vergonhosa dos anões, uma nova grade fora posta onde o rio desaguava, fechando a entrada da caverna. Só explodindo a caverna, eles conseguiriam entrar ali. O Rio continuava a fluir. A saída dos soldados dava-se por um portão gradeado.
O muro fora reforçado, estava mais alto, e o portão vivia fechado. Poucas vezes era aberto. E eles haviam construído postos avançados até chegarem o encontro do rio corrente com o rio da floresta. Thranduil não cometia o mesmo erro duas vezes.
Os soldados aguardavam as ordens. Caldeirões com óleo fervente a postos. As flechas foram atiradas e foi com prazer que Teague, o responsável pela defesa desse portão em particular, viu os orcs serem atingidos.
"As cordas. Cortem as cordas." Comandou Teague.
Os orcs tentavam escalar as paredes e eram detidos.
Quando um destacamentos aproximou-se em demasia, os caldeirões foram esvaziados. Os orcs gritaram. O muro tornoou-se mais escorregadio.
No portão dianteiro Thranduil e Thargon comandavam uma defesa vitoriosa. Ambos viram um bando de humanos soltarem um brado, como que de vitória e abrirem caminho.
Um homem alto. Muito alto para os padrões humanos adiantou-se. Ele trajava-se de vermelho e negro. Usava uma armadura completa, que a luz do dia, parecia prateada. Conforme ele andava, os demais afastavam-se. Os orcs e wargs pareciam encolher-se ante tal criatura.
Era o capitão das forças de Sauron, para as batalhas no Norte.
"Venha até aqui. Escória élfica." disse ele.
Do portão dianteiro Thranduil deu dois passos e parou. Imediatamente os soldados puseram-se em alerta. A um gesto afastaram-se.
"Covarde. O seu tempo neste mundo terminou elfo. O reinado de Sauron, está apenas começando."
Thranduil olhou a tal humano, e tomando o arco e flecha de um soldado atirou uma seta aos pés do emissário.
"Fiquem firmes!" ele ordenou aos orcs que o acompanhavam. E como não veio mais nenhuma outra, agachando-se pegou a flecha, olhou-a e partiu em sinal de guerra.
"Ele veio comandar a invasão." disse Thargon.
"Deixe-o tentar. Se este inseto, puser os pés nesse portão, eu mesmo o aniquilarei." respondeu Thranduil.
Então para o espanto de Teague, parecia que alguma coisa, ou melhor alguém, atacava as tropas inimigas; vindas diretamente da praia do rio.
E era verdade. Era possível ver os orcs agitarem-se e o grupo dividiu-se.
Teague e os demais viram grandes feixes de luz azul, que aturdia e cegava os orcs. Aproveitando-se de tal sorte, os soldados investiram com mais força e jogaram sobre os inimigos, bolas incendiárias.
Ao seu comando os soldados atacavam e o que mais Teague queria era ver-se frente a frente, com quem o auxiliava. Passado alguns minutos ele ouviu uma voz conhecida.
"Voce poderia abrir o portão Teague?"gritou Deirdre.
"Tarien". O ellon estava visivelmente surpreso.
"Eu mesma. Se fosse possível gostaria de entrar. Tenho um convidado para apresentar ao rei." Disse Deirdre.
Então Teague e os demais viram o mago castanho.
"Abram o portão."
A SER CONTINUADO...
NOTA DA AUTORA: Todos os nomes das crianças presentes neste capítulo são de origem filandesa. Os respectivos significados seguem abaixo:
HEIKKI- (Masc.) Casa forte e poderosa.
KAIRA-(Fem.)Pacifica
KYLLIKI-(Fem.)Mulher de força.
TOIVO-(Masc.)Esperança
