UM CONTO SOBRE ESPERANÇA PARTE III

Autora:Reggie_Jolie

Casando:Legolas/Deirdre

Censura:R

Gênero:Drama/Romance

Beta:Sem betagem. Apenas revisão básica.

Avisos: Sexo e Violência.

Disclaimer: Nada absolutamente nada, exceto os personagens originais, me pertencem. Tudo veio da mente absolutamente genial de J.R.R. TOLKIEN, e a seus herdeiros e empresas legalmente constituídas pertencem a Terra Média, seus personagens e a trama original desta fanfiction.

Sumário: Capítulo centrado nas batalhas que ocorrem no Norte. Quase nada neste capítulo é Cannon, visto que Tolkien não o escreveu em detalhes. Apenas fez referências ao mesmo no terceiro livro da Trilogia de O Senhor dos Anéis.

Linha Temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da Guerra pelo Anel de Poder se alastrar pela Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo principalmente o universo dos livros (O Senhor dos Anéis_ Trilogia Completa_Contos Inacabados, O Hobbit)

NOTA DA AUTORA:

Perdão pelo atraso. Nesse capítulo apresento-lhes Ogba_ o humano que comanda o exército de Sauron_ Não ele não será um novo "Boca de Sauron" cuja missão foi escrita por Tolkien com maestria. Lembrem-se praticamente nada aqui nesse capítulo é Canon. Tenham isso em mente. No mais. Boa Leitura! Divirtam-se.

CAP 24. AS BATALHAS NO NORTE PARTE II

MIRKWOOD

OGBA

A um primeiro olhar não deveria ser tão difícil penetrar ali. Não havia uma muralha como na cidade branca dos homens. Somente uma ponte de pedra branca, separava-os da entrada do reino.

Os portões de entrada, que nesse exato momento estavam abertos eram esculpidos na pedra. Havia ainda dez colunas que sustentavam o teto da entrada da caverna. O único empecilho visível era o rio encantado. Havia ordens expressas de evitarem entrar no rio da floresta. Ninguém deveria dormir sonos mágicos.

Assim que transpusessem a maldita ponte, Ogba sabia que o lar dos primogênitos cairia. Entretanto seta após seta, ele via o contingente de soldados diminuir; esse combate não produzia os efeitos esperados. Era como se os amaldiçoados elfos não precisassem descansar nunca.

Como os soldados de Sauron, eram tão fracos? Era uma coisa que sua mente não concebia. Eles deviam ser invencíveis. Como governariam o mundo dessa maneira? Ogba se perguntava.

"Mantenham a posição!" Gritou Ogba.

Por mais que os orcs o detestassem, eles obedeceram.

A uma nova ordem de Ogba os orcs aproximaram-se com archotes nas mãos.

"Ponham fogo nessa floresta maldita." Disse Ogba.

O ataque dos Ents e Huorns ainda estava fresco em sua mente. Mas hoje era outro dia. Outra manhã. E a floresta cairia. E com ela os elfos.

THRANDUIL

Aquele era um inimigo difícil de ser combatido. Reconhecia o conselheiro Thargon. Eram persistentes. Como formigas. Estupefatos os ellon viram o inimigo avançar com archotes.

"Eles agora querem queimar a floresta. O que mais pode passar pela cabeça deles Aran?"

"É seu trabalho descobrir Thargon e impedi-los." Disse Thranduil.

O conselheiro assentiu em silêncio.

O conselheiro Thargon viu quando os orcs começaram a incendiar a floresta. Quanto a isso não havia o que fazer. O espaço vazio, a área limpa, sem folhagens entre a floresta e o portão não seria atingida pelo fogo. O mesmo não se poderia dizer dos arredores.

As línguas laranjas elevavam-se consumindo as faias, olmos, pinheiros e outras árvores. As tochas lembravam estrelas na noite. A madeira estalava. Folhas caíam e eram consumidas antes de sequer tocarem o chão. Ouvia-se um lamento. A floresta chorava.

Um outro grupo lançava cordas com ganchos nas pontas e começaram a derrubar árvores. Em pouco tempo haveria um grande descampado ali. A entrada do reino de Thranduil seria modificada.

O rei observava a tudo calado, agradecia aos Valar por seu pai e sua esposa, não verem tal cena, quando foi chamado por Lenwe e conduzido a leste, ao outro portão, que ele mandara reforçar justamente devido a essa guerra.

Aquele portão, o muro, as comportas e grades marcavam o fim do reino de Thranduil. Anos atrás, graças a um grande descuido e boa dose de vinho doce, os anões e Bilbo Bolseiro escaparam por ali. Mas esse era um erro que Thranduil jamais repetiria.

Ao chegar ali Thranduil deparou-se com algo inusitado.

Havia um mago ali.

Era o mago mais estranho que ele já vira em toda a sua vida. Tinha um olho azul e outro verde. As vestes em farrapos e ao que parecia todos os soldados, ali postos, incluindo Teague, seu comandante, estavam fascinados por ele.

Outra coisa que o rei notou era que não havia nenhum sobrevivente do exército inimigo ali. Teague e os demais foram extremamente eficientes, em contraste com o conselheiro Thargon.

"Aran." Disse Teague ao perceber a presença do rei.

Amord Anarinion, Laurea e Deirdre fizeram uma profunda reverência. O mago, por sua vez, permaneceu como estava e sequer moveu um músculo.

"Mae Govannem Aran." disse Deirdre.

"Mae Govannem Tarien". Respondeu Thranduil. Ignorando os demais.

Deirdre aproveitando o silêncio do rei continuou:

"Como prometido por seu íon (filho), o príncipe Legolas, eis Radagast, o castanho."

"Mae Govannem Radagast." Respondeu Thranduil.

O rei voltou-se então para os três viajantes e disse:

"Hannon-le."

Em seguida o rei escoltou o mago consigo.

"Bem. Eu cumpri minha parte do acordo. Trouxe o mago. Agora preciso ir para Valle. Vocês vem comigo? Indagou Deirdre a Amord Anarinon e Laurea.

"Aye Tarien". Os dois responderam em uníssono.

GONDOR

LEGOLAS

Era a primeira manhã após a grande batalha nos campos do Pelennor. Todos. Absolutamente todos estavam ocupados reparando o que fora destruído no dia anterior. Anão e elfo andavam pelas ruas e eram motivos de assombro.

"Há um bom trabalho feito em pedra aqui, disse Gmili. Mas há trabalhos piores, e as ruas podiam ter sido mais bem planejadas".

"Eles precisam de mais jardins," disse Legolas.

Então os dois amigos, começaram a traçar planos de como suas raças ajudariam Aragorn na reconstrução de Minas Tirith.

"Salve, Senhor!" Disse Legolas. Estavam diante do príncipe de Dol Amroth, Imrahil.

"O que procura?" indagou o príncipe de Dol Amroth.

"Sou um dos Nove companheiros que partiram com Mithrandir de Imladris e com este anão, meu amigo, vim com o Senhor Aragorn. Por hora desejamos ver nossos amigos, Meriadoc e Peregrin, que estão sob sua proteção."

"Vão encontrá-los nas Casas de Cura. Vou levá-los até lá." Disse o príncipe Imrahil.

"Basta que nos indique o caminho." Insistiu Legolas. "Pois Aragorn envia-lhe uma mensagem. Ele pede que o senhor junte-se a ele, com Éomer de Rohan e a Mithrandir fora da cidade."

"Nós iremos." O príncipe Imrahil despediu-se com palavras gentis e corteses.

"Lá se vai um homem de belos modos. Se Gondor tem homens assim, em sua decadência, penso como era na sua glória," disse Legolas.

Um dos servos do Príncipe conduziu-os a casas de Cura onde no jardim encontraram Merry e Pipin desfrutando a beleza e calma do lugar. Ao vê-los nosso coração se alegrou, por terem sobrevivido a mais essa batalha.

Passearam pelos jardins, conversaram até que o cansaço venceu Merry e o fez sentar-se sobre a muralha.

"Olhem!" Disse Legolas. "Gaivotas! Estão avançando para a terra. São uma maravilha para meus olhos, e um distúrbio para meu coração. Nunca as tinha visto em toda a minha vida até chegarmos a Pelagir. Ai de mim. O mar! Nunca o contemplei, mas, no fundo, dos corações de todo o meu povo existe uma saudade do Mar que é perigoso despertar. Nunca terei paz outra vez, sob a faia ou o olmo."

"Não fale isso! Disse Gmili. Ainda existe muito a se fazer na Terra Média."

"Não deve ir para os Portos Legolas." Disse Merry. "Sempre haverá pessoas, grandes ou pequenas, e até mesmo alguns anões sábios como Gmili, que precisam de você. Pelo menos espero que seja assim. Embora sinta de alguma forma que o pior desta guerra ainda está por vir. Como gostaria que estivesse tudo acabado, e bem acabado." Emendou o pequeno.

"Não seja tão melancólico! Exclamou Pippin. O sol está brilhando, e aqui estamos todos juntos. Quero ouvir mais sobre a estranha viagem com Passolargo."

"O sol pode brilhar aqui, disse Gmili. Mas há lembranças naquela estrada que não quero evocar. Se pudesse jamais teria caminhado pela Sendas dos Mortos."

"As Sendas dos Mortos?_Disse Pipin_ Ouvi Aragorn dizer esse nome, e fiquei pensando o que poderia significar. Não vai nos contar mais um pouco" A curiosidade do Hobbit vencia qualquer medo existente.

"Não de bom grado_ disse Gmili. Pois aquela estrada me expôs a vergonha. Quase não consegui entrar na caverna. Só a vontade de Aragorn me fez continuar."

"E também pelo amor que sente por ele_disse Legolas. Pois todos que vem a conhecê-lo acabam amando-o a sua maneira. Como a Senhora Eowyn de Rohan."

Os demais assentiram em silêncio. E Parecia esse ser o fim da conversa quando Legolas retomou a narrativa sobre a Senda dos Mortos, o que satisfez a curiosidade dos Hobbits.

"E com as próprias armas do inimigo, ele foi derrotado. É estranho. Naquele momento, olhei para Aragorn e pensei em que grande e terrível Senhor ele poderia ter se tornado mediante a força de sua vontade, se tivesse tomado o Anel para si. Não é a toa que Mordor o tem. Mas seu espírito é mais nobre que o entendimento de Sauron; pois não é ele um descendente de Lúthien? Essa linhagem nunca se extinguirá, embora os anos possam se alongar além da conta."

"Aragorn foi realmente poderoso naquele dia." Concluiu Gmili

"Veja bem. Toda a frota negra estava em suas mãos. E ele escolheu o maior navio e nele embarcou. Então mandou tocar um conjunto de trombetas tomadas do Inimigo e então libertou o Exército das Sombras."

"A impressão que tenho até agora é de ter acordado de um sonho. Enquanto descansamos, muitos cativos foram libertados. Pessoas de Gondor, de Lebennin e Ethir."

"E finalmente chegamos ao fim da narrativa, disse Legolas. Os navios foram aprontados durante a madrugada e a frota partiu pela manhã. Então parece que tudo isso aconteceu há muito tempo, mas fi apenas na manhã do dia anterior a ontem, o sexto desde que partimos do Templo da Colina."

"Venha o que vier, grandes feitos não ficam diminuídos em seu valor_ disse Legolas. Foi um grande feito a cavalgada das Sendas dos Mortos e grande continuará sendo, mesmo que na reste ninguém em Gondor para cantá-lo nos dias que virão".

"E isso pode muito bem acontecer_ disse Gmili_Pois os rostos de Aragorn e Gandalf estão graves. Penso muito em que decisões estão tomando nas tendas lá embaixo. De minha parte, como Merry, gostaria que com a nossa vitória, esta guerra tivesse terminado. No fundo sei que não está, mas seja como for, ainda espero ter muito o que fazer, pela honra do povo da Montanha Solitária".

"E eu pelo povo da Grande Floresta"_ disse Legolas.

Então os companheiros se calaram, mas por um tempo ficaram ali sentado naquele lugar alto, ocupado com seus próprios pensamentos.

MIRKWOOD

THARGON

"E o que a faz pensar que eu darei atenção a essa ideia louca?" Indagou Thargon.

Ele observou a firieth (humana) com desprezo. Nada nem ninguém o fariam mudar de ideia. Acreditava que a presença dela não era benéfica no reino. Mas era o único a pensar assim.

"Bom. Estou lhe oferecendo um meio de se livrar dessas criaturas aqui no portão dianteiro". Respondeu Deirdre.

Os olhos do conselheiro se estreitaram. Ele olhou-a de alto a baixo. Então fez um gesto de que ela continuasse a falar.

"E fazendo isso posso ir para Valle o mais rápido possível." Deirdre completou.

O conselheiro ainda ponderava se devia ou não pôr em prática tamanha insanidade.

"O que foi conselheiro? Desenvolveu apreço pela minha pessoa, em minha ausência?" Deirdre sorriu.

"Anarínion". Chamou Thargon.

O ellon aproximou-se. Os três principiaram a conversar.

O conselheiro observava com atenção os elgadrhim (elfos) carregando grandes bolas feitas de cipó retorcido. Elas foram empilhadas atrás de cercas de madeira, com um metro de altura cada cerca. Eram largas o suficiente para que os orcs não vissem os projeteis.

Quando tudo estava pronto o Conselheiro Thargon chamou Amord Anarinion com um gesto. O ellon aproximou-se novamente.

"E elas vão ficar aqui?" Indagou o Conselheiro Thargon.

Deirdre e Laurea, em armaduras, estavam junto com os demais elfos prontas para a batalha.

Amord Anarinion olhou as duas e então disse:

"Eu não penso em dizer o que a Tarien (princesa)deva ou não fazer conselheiro. Já minha esposa quer lutar ao meu lado. E não penso em contrariá-la."

O conselheiro Thargon observou em silêncio o edhel a sua frente. E nada disse. Mas sua expressão era de profundo desagrado.

"O conselheiro pensa em perguntar ao rei?" Amord Anarinion principiou. Ele sabia que tal sugestão jamais seria acatada por Thargon.

"Não. Não vamos molestar o rei. Se elas pretendem se arriscar, não podemos impedi-las. Estarão sozinhas. Não estamos em treinamento."

"Elas sabem disso senhor." afirmou Amord Anarinion.

"Então meu caro. Não sei quem é o insano aqui. Você ou elas."

Um dos soldados aproximou-se informando que estava tudo em ordem e aguardavam instruções.

"Agora acendam o fogo. Vamos acabar com essa escória de uma vez por todas. É arriscado demais, mas vamos combater fogo com fogo." afirmou o Conselheiro.

OGBA

Então eles ouviram um som alto, parecia um gemido, como se uma pessoa estivesse com dor. Ao virar-se na direção do som, Ogba, viu um carro de madeira e metal vir em direção às tropas. O que ele continha estava em chamas.

O carro chocou-se com parte da tropa de orcs, outros mais espertos, o humano Ogba, incluso, ao perceberem a rota de colisão do carro, deslocaram-se. Os orcs mal tiveram tempo de recompor-se e outro carro semelhante ao primeiro chegou. Foram cinco no total.

Atordoado pelo inesperado ataque, Ogba, o capitão de Sauron no norte, ouviu o som de uma trompa élfica. E o inesperado voltou a acontecer. Os Elgadrhim saíram e investiram pesadamente contra eles.

"Ataquem!" Berrou Ogba.

E a batalha recomeçou.

AMROD

A guerra é suja! É o caos vivo. E você tem de ser centrado. Ou você morre. Amord Anarinion ouvia o som dos ossos sendo quebrados. Cartilagens rompendo. E o odor forte e inconfundível de suor, sangue, urina e excrementos.

A ideia dos carros fora imbatível. Pegara-os de surpresa. Combater fogo com fogo. Era loucura. Mas estavam em guerra. A loucura fora necessária. O ataque já durava vinte e quatro horas. Nenhum ellon desertaria jamais. Aquela era sua morada. Seu reino. Seu lar.

Amrod sustentou o golpe com o escudo, a besta a sua frente falou algo, Amrod golpeou-o com a espada, abrindo-lhe o flanco esquerdo; com força ele libertou a espada e com nova batida atingiu o joelho da criatura. O orc foi ao chão. Não havia tempo para vibrar ou choramingar. Outra criatura surgia em seguida.

Amord sentiu dor no braco esquerdo e soube que uma seta atingira-o de raspão. Mas pelo menos não era um ferimento grave. Levantou o escudo e baixou-o de uma vez sobre um orc a sua frente. A madeira e a borda de metal, tinham peso suficientes para ferir. Ouviu o orc grunhir. A espada curta fez o resto do trabalho.

Novos gritos. Sons de setas cortando o ar ha poucos centímetros de sua cabeça. Eram seus irmãos revidando. Nenhum orc conseguira entrar no reino. Não sabiam se isso poderia ser mantido, mas era o objetivo que pretendiam atingir com aquele ataque.

A Tarien bem como sua esposa, estavam ali. Mas ele não tinha tempo para pensar nisso. Não se podia permitir pensar nelas como em outra coisa, que não guerreiras treinadas. E muito bem-ensinadas.

Andavam e acertavam os orcs. As espadas cortavam. Os escudos batiam. No momento em que os escudos eram afastados minimamente, as espadas faziam seu trabalho. A parede de escudos era o lugar onde a vida e a morte eram definidas. Se eles cedessem os orcs avançariam. Forçando o escudo para o alto e para frente.

Ao redor tudo estava cheio de fuligem do incêndio provocado. Ainda se ouvia a madeira estalar. E cair. Cada passo dado para trás por um orc, equivalia a uma rápida e mortal incursão das espadas curtas. Mais grunhidos e mais orcs feridos. Nem que durasse todo o dia e a noite, eles não desistiram assim tão facilmente.

"Mantenham a linha!" Gritou Aranir.

O grupo obedeceu. Laimion, Bedel, Erudhir e outros mantiveram-se firmes. Logo aquele grupo de orcs jazia aos seus pés. Os elgadhrim (elfos) voltaram para a ponte onde segundo a ideia do conselheiro deviam permanecer para impedir a entrada dos sobreviventes. Apesar de sentirem-se vitoriosos, eles sabiam que aquilo era tão somente uma pausa.

Era um som alto. O chão estremecia. Que tipo de artefato de guerra, os asseclas de Sauron traziam agora. Era o que os elfos se perguntavam.

A resposta não demorou a aparecer sobre a forma de cinco grandes Trolls que puxavam grandes arietes.

A presença daquelas criaturas ali indicava que havia anoitecido. Nem mesmo Sauron conseguiria fazê-los caminhar sobre a luz do sol. Amord Anarinion começou a se perguntar para que tinham ido buscar o tal do mago. Só vira ele combater aranhas.

Flechas passaram voando por suas cabeças visando atingir os Trolls. Mas eram praticamente inofensivas. As criaturas estavam usando um tipo de armadura, além da pele extremamente grossa e continuaram andando. Orcs de Gundabad os acompanhavam. E sons guturais se elevaram em comemoração.

A um sinal Amord Anarinion e os demais avançaram, um grande grito de guerra saindo de suas gargantas e a certeza de que precisavam detê-los ou seu mundo seria destruído.

O orc a sua frente empunhava duas espadas curvas. A armadura tinha grandes espinhos no peito e ombros. Era baixo mas isso podia ser um ponto a seu favor, numa parede de escudos. Uma seta passou raspando por ele que voltou-se e então dirigiu-se até Amrod Anarinion.

A criatura golpeou-o com a direita, enquanto a esquerda estava abaixada de tal modo, que fazia com que outro oponente se mantivesse afastado. Era uma dança mortal. Novo golpe com a direita e novo movimento com a esquerda, que por pouco não golpeou-lhe as pernas. Amord Anarinion afastou-se de um salto. Então ele viu um clarão passar por ele e a criatura caiu fulminada a sua frente.

Ótimo. Pensou Anarinion o mago finalmente apareceu.

Novos raios de luzes azuis apareciam e mais orcs caiam fulminados. Os demais continuavam lutando. Com o pé Amrod Anarinion empurrrou o corpo de um orc caído a sua frente para abrir caminho.

"Em frente! Matem e firam! Matem e Firam!" Comandou.

Os ellon seguiram-no. Estavam há poucos passos dos Trolls e seus arietes quando ouviram o som de uma gargalhada. Era puro desprezo. Os Trolls continuavam a andar. A cada passo seu tudo ao redor estremecia. O primeiro deles conseguiu pisar na ponte.

A espada curta foi direcionada a barriga do orc, a armadura aparou o golpe e a lâmina foi torcida inutilizando-se. O orc tentou acertá-lo com uma cabeçada. Afastando-se o ellon puxou-lhe o braço com força. Novo golpe e o orc tinha um membro a menos. Novo golpe e a cabeça rolou ao chão. Aqui acolá ouvia-se um gorgolejo quando uma cabeça era cortada, e contava-se menos um orc. Os elgadhrim pareciam incansáveis.

Amord Anarinion viu um orc cair a sua frente e só então viu o outro soldado, que derrubara o inimigo ao cortar-lhe os tendões. Com um golpe preciso de Anarinion outra cabeça rolou.

"Desculpe a demora"; disse Déor.

"Não houve demora de sua parte Déor." Disse Anarinion

Os soldados se reagruparam. As espadas curtas foram embainhadas e somente as espadas longas permaneciam visíveis. O corpo a corpo continuaria. Mas a batalha mais importante aconteceria ali na ponte a poucos metros de onde se encontravam. E eles estabeleceram como meta, não deixar que ninguém interferisse.

Ele e Déor combatiam juntos. Costas com costas. Defendiam-se dos orcs. Déor com uma lança nas mãos abrira um grande círculo de onde podiam atingir e não serem atingidos. E então orcs eram jogados no rio encantando. Esses demorariam a acordar.

A presença do rei inspirava. Estavam decididos a não deixar que os orcs tomassem o reino.

Uma trompa élfica soou. Um grito de guerra cortou o ar. Um raio rasgou o céu. A chuva desabou.

O Sangue corria. A água estava tinta de vermelho e caía no rio encantado.

Os Elgadhrim olharam para trás e ali estavam o rei e o mago.

Thranduil ia combater.

A SER CONTINUADO...