UM CONTO SOBRE ESPERANÇA PARTE III
Autora:Reggie_Jolie
Casando:Legolas/Deirdre
Censura:R
Gênero:Drama/Romance
Beta:Sem betagem. Apenas revisão básica.
Avisos: Sexo e Violência.
Disclaimer: Nada absolutamente nada, exceto os personagens originais, me pertencem. Tudo veio da mente absolutamente genial de J.R.R. TOLKIEN, e a seus herdeiros e empresas legalmente constituídas pertencem a Terra Média, seus personagens e a trama original desta fanfiction.
Sumário: Capítulo centrado nas batalhas que ocorrem no Norte. Quase nada neste capítulo é Cannon, visto que Tolkien não o escreveu em detalhes. Apenas fez referências ao mesmo no terceiro livro da Trilogia de O Senhor dos Anéis.
Linha Temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da Guerra pelo Anel de Poder se alastrar pela Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo principalmente o universo dos livros (O Senhor dos Anéis_ Trilogia Completa_Contos Inacabados, O Hobbit)
NOTA DA AUTORA:
"Lá, espiando por entre os restos de nuvens sobre uma rocha pontiaguda nas montanhas, Sam viu uma estrela branca reluzir por uns momentos. Sua beleza arrebatou-lhe o coração, quando desviou os olhos da terra desolada, e ele sentiu a esperança retornar. Pois como um raio, cristalino e frio, invadiu-o o pensamento de que afinal de contas a Sombra era apenas uma coisa pequena e passageira: havia luz e uma beleza nobre que eram eternas e estavam além do alcance dela."
(JRR Tolkien, O Retorno do Rei)
CAP. 25. AS BATALHAS NO NORTE. PARTE III
GONDOR
ARAGORN
Imrahil, principe de Dol Armoth, bem como Éomer de Rohan, juntaram-se a Aragorn, Mithrandir, Elladan e Elhorir fora da cidade de Minas Tirith. Era o primeiro conselho após a grande batalha e vitória nos Campos de Pelennor.
"Meus senhores_disse Mithrandir_ ouçam as palavras de Denethor, Regente de Gondor, antes de morrer.
Vocês podem triunfar nos campos de Pelennor por um dia, mas contra o Poder que agora surgiu não há vitória. Não peço que se desesperem, disse Mithrandir, mas que ponderem a verdade em suas palavras."
"Pedras-videntes não mentem, e nem mesmo o Senhor de Barad-dûr pode fazê-las mentir. Talvez ele possa, com sua vontade, escolher que coisas serão vistas por mentes mais fracas, ou fazê-las interpretar erroneamente o significado do que vêem. Não obstante, não se pode duvidar de que, quando Denethor viu grandes forças reunidas contra ele em Mordor, e mais outras se reunindo, ele viu o que realmente é."
Os demais ouviam em silêncio.
Mithrandir continuou.
"Nossa força mal conseguiu vencer o primeiro grande assalto. O próximo será maior. Esta Guerra não nos oferece esperança final, como Denethor percebeu. A vitória não pode ser conseguida por meio de armas, quer vocês permaneçam aqui e suportem cerco, após cerco, quer saiam em marcha para serem derrotados além do Rio."
"Então o que você nos aconselha Mithrandir?" Disse Imrhail.
"Não aconselho a prudência. Disse que a vitória não poderia ser conquistada por meio de armas. Pois em meio a todas essas estratégias está o Anel de Poder. O alicerce de Barad-dûr e a esperança de Sauron."
"Do portador do anel, do cumprimento de sua missão dependem nossas vidas. Se ele falhar, Sauron terá sua vitória. Se ele lograr sucesso, Sauron cairá e sua queda será tão grande que ninguém pode prever que jamais terá possibilidade de que jamais venha a ascender de novo." continuou o mago.
"Além do que outros males existem, pois o próprio Sauron é apenas um servidor ou emissário. Agora Sauron sabe de tudo isso e sabe que essa coisa preciosa foi encontrada novamente; contudo não sabe onde está. E ele está em dúvida. Pois sabe que entre nós há alguns com força suficiente para controlá-la. Pois estou certo de que foi isso que você mostrou a ele em Orthanc Aragorn?"
"Sim. Admitiu Aragorn. "Fiz isso antes de partirmos para o Forte da Trombeta. Fazia dez dias que nós separamos do Portador do Anel. Então julguei necessário atrair o Olho de Sauron para fora de suas terras."
"Mas como fica isso? Inquiriu Éomer. "Você diz que tudo isto é inutil se Sauron obtiver o Anel de Poder."
"Ele ainda não tem certeza. E nunca imaginou que seus inimigos se unissem. O anel de poder só pode ser controlado por um. Sauron espera desunião e intriga entre nós." respondeu Aragorn.
"Ele está vigiando. Seus Nazgul, e demais servidores estão em toda a parte. Seu Olhos está agora em nossa direção. E não enxerga outro lugar. E devemos mantê-lo assim. Não possuímos o Anel. Mas Sauron não sabe disso."
"Como Aragorn começou, devemos continuar. Devemos por meio das armas, dar a chance de que o Portador do Anel necessita. Seremos iscas. Caminharemos para a armadilha com os olhos abertos, com coragem e pouca esperança para nós mesmos. Nada posso garantir a nós mesmos. Só que esta é a nossa tarefa. E isso é melhor do que perecer." afirmou Gandalf.
Todos permaneceram em silêncio. As palavras de Gandalf, eram pesadas e duras. Mas a verdade sempre é assim. Então Aragorn disse:
"Como já comecei, vou continuar. Quem quiser recusar os conselhos de Gandalf pode fazê-lo; mas sem os conselhos dele eu não estaria aqui. Não imporei minha vontade. Votem como preferirem". Afirmou Aragorn.
"Viemos do norte com esse propósito. E não recuaremos." Disse Elrohir.
"Quanto a mim_ começou Éomer_ tenho pouco conhecimento dessas coisas. Mas lutarei por Aragorn, como ele lutou por mim e pelos Rohirrim."
"Como regente de Rohan_Principiou Imrahil_ deve aconselhar prudência em nome da cidade. Nesse sentido Gondor deve ser protegida. Mas eu o seguirei Aragorn, como meu rei que és."
"Todos estão cansados, e muitos tem ferimentos, leves ou graves. E sofremos muitas perdas de homens e cavalos. Não podemos partir deixando a cidade totalmente guarnecida e com menos homens nos acompanhando. Não podemos contar apenas com simples granjeiros, lavradores, cidadãos livres e servos, que lutam com lanças, enxadas e tudo que puderam encontrar. Temos gente vindo do Pelagir e de outros lugares por onde passei." Disse Aragorn.
"O portão da cidade está destruído. Disse Imrahil. Onde e como poderemos reconstruí-lo?"
"Em Erebor no reino de Dáin." Afirmou Aragorn. "Quando essa luta acabar, enviarei Gmili, filho de Glóin, em busca dos anões para refazê-lo. Mas homens são melhores que portões, e nenhum portão resistirá ao Inimigo se for abandonado pelos homens."
Este foi o fim do debate, e quando tinham calculado o número de combatentes, o Principe Imrahil explodiu numa sonora gargalhada então disse:
"Certamente está será a maior piada. Cavalgaremos com sete mil homens. Seria como uma criança ameaçar um cavaleiro. Se o Senhor do Escuro, sabe tanto quanto diz Mithrandir, ele vai sorrir e seremos mortos como se fôssemos mosquitos?"
"Não. Ele vai tentar prender o mosquito e tirar-lhe o ferrão. Não ele não sorrirá." E com tais palavras Aragorn encerrou a discussão.
ESGAROTH
Era madrugada. Fazia frio. Arne lutava contra o sono. Sua tarefa era cuidar do portão. Não é que alguém fosse chegar pelo rio comprido aquela hora, mas essa era sua tarefa.
Diante do olhar atento de Rugens descortinava-se o Lago Comprido. O portão ficava não muito longe da ão qual foi a surpresa do pobre homem ao ver-se diante de um homem baixo, de olhos negros, e cabelos envoltos num turbante. Antes que Arne pudesse esboçar qualquer gesto a garganta foi-lhe cortada.
O portão que dava acesso à cidade foi aberto. Vários barcos, pequenos e leves entraram na cidade de Esgaroth. Os ocupantes desceram rapidamente, com facas, tochas que foram acesas e flechas incendiárias foram lançadas. A cidade toda construída em madeira, rapidamente pegou fogo.
As portas eram quebradas a marteladas. Orcs e homens de Rhûn, entravam nas casas. Quem tentava resistir era ferido. Ouvia-se o choro desesperado de mulheres e crianças feitas cativas.
Os gritos das pessoas elevaram-se na noite. A eles juntavam-se os sons dos orcs e goblins.
Tudo ao redor desabava. A casa do governante, feita em madeira e pedra era consumida aos poucos. Os soldados lutavam, mas estavam em franca desvantagem.
Quando o dia amanheceu os poucos sobreviventes agrupavam-se nas margens do Lago Comprido.
MIRKWOOD
THRANDUIL
"Não haverá barganha. Eles serão destruídos."
Radagasat respondeu:
"Eu não esperaria menos de você."
Thranduil adiantou-se.
Ogba atirou uma flecha e ela parou nos pés de Thranduil. O rei olhou-a e então tomou a seta na mão partindo-a ao meio. Os elfos todos alinhados, soltaram uma saraivada de flechas que atingiu os orcs. A um gesto do rei, eles guardaram os arcos.
O rei olhou ao humano a sua frente por segundos, Ogba retirou o capaçete do rosto, e viu-se que ele não tinha cabelos, trazia os olhos negros, pintados com tinta, não ostentava barba, comum entre os humanos. A armadura prateada, a espada curta e um maça pontiaguda eram suas armas.
As espadas bateram-se. Faíscas voaram. Ogba investiu. Ele era menor que Thranduil, mas era ousado. Atacando Thranduil pela direita. O rei parou o golpe e empurrou o humano. Ogba pulou para trás esquivando-se do golpe da espada e contra-atacou com uma maça, cheia de pontas. Ela bateu e Thranduil cambaleou.
Novo gole da maça. Ogba lutava com a maça e uma espada. Thranduil com duas espadas.
Thranduil girou e as espadas tocaram a armadura de Ogba. Sairam pequenas faiscas, devido ao contato, mas Ogba permaneceu ileso.
Ogba pulou elevando-se no ar, tentanto atingir Thranduil com a espada. Ela bateu no braço do rei, coberto com a armadura. Thranduil contra atacou com a espada da Direita, ferindo Ogba no rosto. O humano grunhiu.
Novo ataque da maça, desta feita destinada a cabeça de Thranduil, o rei esquivou-se abaixando-se. O que poderia ser fatal, mas com rapidez Thranduil baixou a espada e cortou o tendão do humano.
Novo grito de dor.
"Escória elfica" sussurou Ogba.
Em meio a dor Ogba empurrou a maça com tal força que ela quebrou uma das espadas de Thranduil.
Os soldados que viam a luta, começaram a fazer um círculo isolando-os. Os orcs não podiam aproximar-se.
Os dois mediam-se frente a frente.
Ogba atacou mirando a cabeça de Thranduil, que esquivou-se. Com dois golpes Thranduil começou a ganhar terreno, e empurrou-o com força. O humano foi ao chão. O rei atacou. Em poucos movimentos a espada Sindar estava no pesço de Ogba. A maça foi chutada para longe, destino semelhante obteve a outra espada. O humano encontrou-se desarmado.
Um único golpe na garganta e o sangue jorrou. Mais outro e Thranduil chutou a cabeça de Ogba.
Era o sinal que os elfos esperavam para cairem sobre o que restava dos orcs.
MIRKWOOD
THARGON
"Saia daqui Tarien (princesa)."
Deirdre olhou estupefata o conselheiro ao seu lado. Havia um ferimento pequeno em seu braço. Ela sabia que aquele machucado, tinha sido direcionado a ela. O Conselheiro a salvara.
"Vá embora. Vá para Valle. Salve-se." ordenou Thargon.
"Não! Você sabe que só sairei daqui quando tudo terminar." retrucou Deirdre.
"Teimosa!" O Conselheiro afastou-se. Falando em voz alta com os soldados. Muitos recuaram para além da ponte. Era imprescindível que nenhum orc, entrasse no reino.
O céu escureceu ainda mais e depois cintilou outro raio, uma assustadora linha dourada. Ulmo lançava a tormenta, escurecendo o céu e iluminando—o com raios de puro fogo.
As portas que davam acesso ao reino de Thranduil foram fechadas. Muitos ellon e ellith, entretanto estavam do lado de fora. Todos armados e prontos para a luta.
Em meio a luta Deirdre sentiu uma dor ardente como fogo. Ela jogou a cabeça para trás e, rilhando os dentes, estendeu a mão e agarrou a flecha que a atingira na cocha.
As palavras de Amord vieram-lhe a mente.
"A pior dor não é ser ferido pela flecha. E sim retirá-la."
E sim ela podia concordar com ele agora.
Cansada, suada e com dor, ela agarrou e flecha e a tirou. Gritou de dor e outras palavras, que escandalizariam sua mãe, brotaram de seus lábios. O sangue jorrou cobrindo suas mãos. Sentou-se, e Deirdre teve certeza de que desmaiaria.
"Legolas." ela chamou pelo esposo. Entretanto não houve resposta. E o mundo escureceu.
A SER CONTINUADO...
