UM CONTO SOBRE ESPERANÇA PARTE III
Autora:Reggie_Jolie
Casando:Legolas/Deirdre
Censura:R
Gênero:Drama/Romance
Beta:Sem betagem. Apenas revisão básica.
Avisos: Sexo e Violência.
Disclaimer: Nada absolutamente nada, exceto os personagens originais, me pertencem. Tudo veio da mente absolutamente genial de J.R.R. TOLKIEN, e a seus herdeiros e empresas legalmente constituídas pertencem a Terra Média, seus personagens e a trama original desta fanfiction.
Sumário: Capítulo centrado nas batalhas que ocorrem no Norte. Quase nada neste capítulo é Cannon, visto que Tolkien não o escreveu em detalhes. Apenas fez referências ao mesmo no terceiro livro da Trilogia de O Senhor dos Anéis.
Linha Temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da Guerra pelo Anel de Poder se alastrar pela Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo principalmente o universo dos livros (O Senhor dos Anéis_ Trilogia Completa_Contos Inacabados, O Hobbit)
NOTA DA AUTOR:
Lembro aos que leem, que toda vez que a história for contada por Legolas, o mago será chamado de Mithrandir, e quando for por outro personagem, Aragorn por exemplo, o mago aparecerá como Gandalf.
Parte desse capítulo veio da edição estendida de O senhor dos Anéis, O Retorno do Rei.
A fanfic aproxima-se do fim. A todos (as) que me acompanharam nesse desvario, um muito obrigada. Divirtam-se!
cap. 26. O PORTÃO NEGRO SE ABRE
GONDOR
LEGOLAS
Era uma empresa suicida. Era o mínimo que se podia dizer dela. Legolas pensava assim. Desde o começo dessa jornada, ele sabia sacrificar muito. O reino, a família, sua integridade (dada a tentação de tomar o anel para si) e agora mais do que nunca a própria vida.
Os filhos de Lorde Elrond, Elladan e Elrohir, Mithrandir, Aragorn e os demais (ele próprio incluso) cavalgavam rumo ao portão negro. Esperavam com isso distrair o olho do inimigo e continuar dando vantagem a Frodo e Sam.
O dia sem aurora parecia cada vez mais distante. E a esperança por pequena que fosse, crescia como a semente de uma árvore plantada em solo bom.
Trombetas soaram. E as tropas começaram a seguir em direção a leste. Parado impossibilitado de seguir com eles, estava Meriadoc. O brilho da manhã sobre elmos e lanças era visível. E assim o perian (pequeno) acompanhou a todos com o olhar. Até que o último elemento desta comitiva deixou de ser visto.
Faltava pouco para o meio-dia quando o exército chegou a Osgiliath. Um grupo de trabalhadores reparava a cidade. Não pararam. Atravessaram o Rio e subiram a estrada que fora feita para conduzir da Torre do Sol até a Torre da Lua e cinco mil milhas depois chegara ao fim o primeiro dia de caminhada.
Entretanto continuaram andando até chegarem a Encruzilhada. Tudo era silêncio ali. Não se ouvia som algum. Podia-se ver o sol se pondo a oeste no vale do Anduin.
Legolas viu que Aragorn e Mithrandir conversavam e então Aragorn dispôs, corneteiros em cada uma das quatro estradas que saia do círculo. Eles tocaram e então anunciaram.
"Os senhores de Gondor retornaram, e estão tomando posse da terra que lhes pertence."
As vozes eram límpidas, claras. E declaravam a que vieram. O Senhor do Escuro, teria de se posicionar após este ato.
Numa rápida discussão chegou-se a conclusão de que Minas Morgul, deveria ser atacada primeiro.
"E talvez_ disse o príncipe de Dol Armoth_ a estrada que conduz até a passagem acima seja um acesso fácil para o portão norte."
Mithrandir rejeitou imediatamente a ideia, pelo risco que o mal que lá vivia representava para os humanos.
Pela manhã, quando o exército chegou com reforços, montaram uma guarda na encruzilhada, formada sobretudo por arqueiros de Ithilien, que ficaram escondidos nas imediações. O restante seguiu com Mithrandir e Aragorn.
Eram cem milhas até o Morannon. Eles avançavam abertamente, contudo com batedores a frente, dois a pé, dois a cavalo. Estavam em território inimigo. Ninguém se exporia a perigo sem necessidade, isso era certo.
De tempos em tempos, Mithrandir ordenava que as trompas fossem tocadas. E os arautos gritavam em vozes imponentes.
"Os Senhores de Gondor estão chegando, para tomar posse de suas terras. Que todos deixem essas terras ou se rendam!"
O principe Imrahil, ao ver aquilo repetir-se, sugeriu que proclamassem Elessar como rei, e não Os Senhores de Gondor. E assim o fizeram durante todo o caminho até o Morannon, entretanto nada nem ninguém apareceu para responder ao desafio.
Aquele era o segundo dia de marcha, quando o adan (humano) chamado Mablung, capitão de Henneth Anunn, aproximou-se. Era ele que comandava os batedores.
"Senhor Aragorn."
Aragorn deu atenção necessária ao adan (humano).
"Meu senhor, mais há frente. Uma emboscada. Eles ainda não nos viram. São doze. Há orcs e orientais. Sugiro que os ataquemos pela retaguarda. Vamos embosca-los, como eles pretendem fazer conosco."
"Muito bem. Façamos o que Mablung sugere." Disse Aragorn.
Os demais concordaram e Aragorn continuou.
"Vamos surpreender esse grupo e exterminá-los. Será uma proclamação melhor do que queremos e de quem somos."
"Seguiram em direção ao oeste. E viram que o grupo era pequeno."
"Esta emboscada não passa de uma distração," resmungou Legolas
"Que seja. Meu machado está enferrujando. Preciso cortar alguns pescoços de orcs." Resmungou Gmili.
Os orientais traziam o rosto coberto, só os olhos eram visiveis. Portavam escudos em suas mãos. E esperavam por eles do lado oposto. Não eram muito altos e eram todos morenos.
Em silêncio os homens de Mablung espalharam-se ao redor deles. Um deles emitiu um som, como que de um pássaro.
"Que porcaria de animal é esse fazendo barulho" irritou-se um dos orientais.
"Não sei. Não se deixe distrair, Ulrad. Isso é bobagem". Afirmou o que parecia ser o líder deles.
Outra vez o som do pássaro e o oriental chamado Ulrad afastou-se.
"Já que vocês infelizes não fazem nada, eu mesmo destriparei esse animal." afirmou Ulrad.
Ao se aproximar de um arbusto seco, ele teve o pescoço cortado.
"Aonde foi Ulrad?" Indagou Narog. Ao perceber que o homem demorava.
Os outros entreolharam-se e nada disseram.
Os orcs começaram a resmungar e foi nessa hora que veio o sinal da parte de Aragorn e Mablung. E nós caímos sobre eles.
As espadas se chocaram.
Gmili cortava pescoços de orcs. O machado do anão lacerava braços, pernas, provocava grandes danos.
Elladan e Elhorir eram mortíferos. Legolas nunca vira Lorde Elrond lutar, mas ele tinha certeza de que ambos aprenderam muito com o pai.
Um orc fugia, e Elladan acertou-o com uma lança. O orc foi ao chão.
Uma das flechas lançadas por Legolas acertou um dos orientais no olho. O homem gritou. Um dos homens de Mablung cortou-lhe o pescoço. Logo todo aquele destacamento estava morto.
Então ouviram um som terrível. Um que não esperavam ouvir, não tão cedo. Era um nazgul.
"Tudo isso foi apenas uma distração." Disse Aragorn.
"Sim." Concordou Mithrandir. "Fui tolo achando que poderíamos supreender o senhor do escuro. Mas Sauron, sabe que estamos aqui."
Eles prosseguiram em silêncio. O som do Nazgul os acompanhavam a medida que adentravam no território de Sauron. Embora pudessem ouvi-los, somente Legolas conseguia vê-lo, mas isso não o consolava. E os gritos do Nazgul, só aumentavam o terror no coração dos homens.
No quarto dia de viagem chegaram a passagem de Cirith Gorgor. Estavam diante dos pântanos e o deserto ao norte e as Emyn Muil a oeste. Era a antiga planície da batalha. Chamada de Dargolad. Era desolador. Não havia vida alguma ali. O som do Nazgul era mais audível agora. E essa combinação trouxe tal quantidade de medo ao coração dos homens, que alguns deles não conseguiram sequer dar mais um passo.
"Podem ir agora! Disse Aragorn. "Mas mantenham a honra."
Aragorn sabia que até então Mordor era um nome distante, como um sonho mal que ia embora quando a manhã chegava. E eles estavam apavorados.
"Há uma tarefa que podem desempenhar. Vão até Cair Andros e se a ilha estiver dominada pelos inimigos, retomem-na em nome de Gondor."
Ao final do quinto dia de marcha, acampamos ao relento. Éramos seis mil. Os que se apresentaram diante do portão Negro de Mordor. Embora ninguém conseguisse dormir. Durante toda a noite vimos seres parcialmente visiveis, os uivos dos wargs e lobos eram uma lúgubre sinfonia. Não havia vento.
Durante a noite esfriou e com a chegada do dia contemplamos pela primeira vez o Morannon.
As duas enormes portas do Morannon estavam fechadas. Tudo estava quieto. Mas a sensação de que estávamos sendo vigiados era constante. Ao olharmos para o céu pudemos ver todos os Nazgul, sobrevoando a área. Estávamos ali e nada nos restava a não ser fazer o que havíamos proposto anteriormente.
VALLE
BARD
Era começo da manhã quando Bard fora informado de que uma comitiva de elfos e humanos se aproximava. Quando Bard e Roitharion chegaram ao portão, viram que eram muitos. Além dos cinco elfos que vinham com sua irmã, eles traziam humanos feridos em padiolas. Homens e mulheres que levavam o pouco que lhes restava em cestos atados a suas costas. Traziam animais consigo. Todos feridos, machucados. As roupas transformadas em andarjos. Era deprimente.
Chamaram um dos sobreviventes, Arto. O pobre homem estava ferido. Fora assim que Deirdre e os elfos o encontraram.
"Ele estava praticamente morto"; afirmou Deirdre.
"Poucos foram deixados para trás. A maioria deve ter sido levada como escravos; fora os mortos que encontramos boiando no lago Comprido."
Onodher ouvia a tudo com atenção. Pensando com cuidado no que teria de fazer a partir dali.
"Você sabe, pai, que temos pouco tempo. Até eles chegarem aqui." disse Deirdre.
"Acredito que estão demorando, tentando nos pegar de guarda baixa," afirmou Amord Anarinion.
No que os demais elfos concordaram.
"Mas eles não sabem que nos preparamos para essa guerra." afirmou o senhor de Valle.
"Nunca passei pelo que você está sofrendo pobre homem. Mas sem querer parecer insensivel,o que você pode nos contar Arto?" Indagou Onodher.
"Tudo o que puder lembrar será de grande ajuda. Ou pereceremos todos." insistiu Onodher.
A voz de Arto estava trêmula. Era difícil escutá-lo.
"Era noite senhor. Eles vieram de barco. Eram embarcações leves. Eu pude ver depois. Todos estavam dormindo. O porteiro, Arne foi o primeiro a perecer. Teve sua garganta cortada, antes que pudesse soar o alarme. Eles pularam o portão. E atearam fogo a cidade."
"Essa cidade deveria ter sido reconstruída toda em pedra após o ataque de Smaug." Disse Onodher.
"Pai. O ataque do Dragão foi há muito tempo. Pedras para construção são complicadas de serem obtidas. E o preço das mesmas? Disse Bard. Não somos ricos pai." argumentou Bard.
Onodher aquiesceu.
"É verdade. Não conseguiríamos reconstruir toda a cidade em pedra."
"Era como reviver o ataque do Dragão senhor." Arto recomeçou.
"Conseguimos soar o alarme. Mas foi em vão. Crianças e velhos foram mortos. Jovens, homens e mulheres levados como escravos. Meus filhos, Jukka e Matti, foram levados. Eram bons rapazes senhor. Um ferreiro habilidoso e o outro carpinteiro. Arto parou de falar. Por fim disse em tom de lamento.
"Fui deixado para trás senhor, para minha completa vergonha. Preferia ter morrido lutando."
"Acredito que eles pensavam que Arto estava morto. Nós o encontramos jogado na margem do lago. Sob o capim alto. Por muito pouco não o deixamos para trás", afirmou Deirdre.
"Uma matança senhor. Eles levaram poucos como escravos. O que desejam é destruir o mundo dos homens". Disse Roitharion.
"Eu vi um povo arrasado Pai. Temos de combatê-los." Insistiu Deirdre.
Onodher levantou-se e pousou a mão nos ombros da filha.
"Muito bem. É hora de combater o inimigo. Bard, você e os elfos são responsáveis pela resistência da cidade. Não os deixe ultrapassar o portão." Afirmou Onodher.
"Deirdre. Você e as demais mulheres estão encarregadas de organizar as rotas de fugas, caso sejam necessárias. Providencie para que os que não podem lutar sejam protegidas."
"Tenha paciência filha." Onodher pediu ao notar a expressão contrariada dela. "Morrerão muitos! Destroçaria o coração de seu pai? Deixaria a sua mãe desesperada?"
"Não faça isso comigo, pai." Deirdre suplicou.
Ele tocou-lhe a cicatriz no rosto e disse:
"Não!" então saiu da sala deixando-a arrasada.
GONDOR
ARAGORN
Aragorn dividiu o grupo em dois. Depois disso os arautos e corneteiros cavalgaram a frente, bem como um cavaleiro levando a bandeira. Ao chegarem perto do portão, desfraldaram a bandeira (bordada por Arwen), tocaram a trombeta e proclamaram em alta voz.
"Apareça! Que o Senhor da Terra Negra apareça! Falou Aragorn. Que a justiça seja feita contra ele! O rei de Gondor ordena que ele apareça!"
Então destacaram-se do grupo. Aragorn, Gandlalf, com Pippin, o senhor dos Rohirrim, Éomer, Legolas e Gmili. Éomer trazia desfraldada a bandeira, que proclamava Elessar como rei dos homens e de toda a Terra Média.
O exército ficou para trás aguardando o que se daria em seguida.
Nada se mexeu. Não havia sequer vento. Os arautos ficaram esperando.
Então se ouviu um retumbar de tambores, seguidos por cornetas. Então o Morannon se abriu e de lá saiu uma embaixada.
A primeira coisa que chamou atenção foi a montaria. Era um cavalo. Mas era o cavalo mais estranho que havíamos encontrado até então. De suas narinas saíam fogo, e seu crânio estava coberto com uma espécie de capacete. E montando-o aquele que assumia o papel de emissário de Sauron.
"Sou a Boca de Sauron. Meu mestre, Sauron, o grande, lhes dá boas vindas."
"Hunf!" Foi o que disse Aragorn.
Os demais só olharam-no com desprezo.
Como ninguém se adiantasse ou falasse algo, o emissário continuou:
"Há alguém nesse grupo com autoridade para tratar comigo," insistiu o emissário de Sauron.
"Não." Respondeu Gandalf. "Não viemos aqui para tratar com Sauron. Desleal e amaldiçoado."
Apesar de o emissário estar com um capacete que cobria-lhe todo o rosto, e só estava visivel a boca, sempre cheia de sangue, ao ouvir as palavras do mago, o rosto dele, antes cheio de empáfia, perdeu a cor. O emissário foi despojado de sua arrogância, com as palavras do mago.
"Diga a seu mestre isso; continuou Gandalf.
O emissário rugiu como um animal acuado.
"Os exércitos de Mordor devem recuar. Ele deve abandonar essas terras para nunca retornar." a voz do mago estava repleta de autoridade.
"Velho barba cinza, respondeu o emissário. Eu tenho algo que devo lhe mostrar."
Então ele retirou de um alfroje, o belo colete de mithril, que Frodo usava. A armadura reluziu a luz da manhã. Como uma bandeira.
Gmili deixou escapar uma respiração e Pippin disse em voz baixa: Frodo
O emissário ainda segurava o colete e então jogou-o para Gandalf.
"Frodo." Pippin falou.
Silêncio ordenou Gandalf.
"Vejo que o pequeno lhes era muito querido. Ele sofreu muito nas mãos de seu anfitrião. Quem pensaria que alguém tão pequeno suportaria tanta dor. E ele suportou Gandalf".
Aragorn adiantou-se e o emissário disse:
"E quem é esse o herdeiro de Isildur?"
'É preciso mais do que uma lâmina élfica quebrada para..."
Aragorn cortou-lhe a cabeça.
Pippin assustou-se.
"Acho que isso conclui as negociações". Afirmou Gmili.
"Não acredito nisso." Afirmou Aragorn.
"Não aceito isso."
O portão negro se abriu. Vimos então um exército de orcs que marchava. Tambores e trompas de guerras ressoavam.
"Recuem disse Aragorn. Recuem."
E a embaixada voltou para junto do exército.
A SER CONTINUADO...
