UM CONTO SOBRE ESPERANÇA PARTE III
Autora:Reggie_Jolie
Casando:Legolas/Deirdre
Censura:R
Gênero:Drama/Romance
Beta:Sem betagem. Apenas revisão básica.
Avisos: Sexo e Violência.
Disclaimer: Nada absolutamente nada, exceto os personagens originais, me pertencem. Tudo veio da mente absolutamente genial de J.R.R. TOLKIEN, e a seus herdeiros e empresas legalmente constituídas pertencem a Terra Média, seus personagens e a trama original desta fanfiction.
Sumário: Capítulo centrado nas batalhas que ocorrem no Norte. Quase nada neste capítulo é Cânnon, visto que Tolkien não o escreveu em detalhes. Apenas fez referências ao mesmo no terceiro livro da Trilogia de O Senhor dos Anéis.
Linha Temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da Guerra pelo Anel de Poder se alastrar pela Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo principalmente o universo dos livros (O Senhor dos Anéis_ Trilogia Completa_Contos Inacabados, O Hobbit)
NOTA DA AUTORA: Desculpem a demora. Foi realmente complicado conseguir escrever esse capítulo. Ele está divido em partes. Há muitas cenas de batalha, e foram excessivamente trabalhosas; peço desculpas aos puristas mas acabei cometendo o mesmo pecado de PJ, inspirei-me me video games. Mas espero que estejam a contento. Boa Leitura.
NOTA DA AUTORA2: Dedicado a Lourdiana, Sadiesil, Sheyla Costa, Roseli Alves, Myriara e todas as que fazem parte do TolkienGroup.
Cap 27. ATAQUE A VALLE PARTE I
BARD
VALLE
O governante tinha ordenado a evacuação da cidade e ela começara ainda de madrugada. Bard e Roitharion distribuíram os soldados, segundo cada tarefa a ser executada. Um grupo ajudaram a transportar as pessoas, outro a separar e distribuir as provisões para o cerco que eles sabiam que sofreriam.
Bard sabia, no entanto, que uma pessoa estava infeliz. Sua irmã. Ele fizera o que fora possível, mas não contrariara as ordens do pai. Deirdre ficaria cuidado das mulheres, idosos e crianças.
Uma imensa fila dirigia-se para a casa do governante de Valle. Lá dentro, a contragosto, Deirdre, com a mãe e outros empregados, recebia e alojava as pessoas. O ataque era iminente. O dia estava quente e ensolarado. A procissão continuou durante todo o dia. Eram muitos e cabia ao governante alojá-los da melhor maneira possível. Ao raiar do dia, eles iriam todos para Erebor.
Bard ainda estava no pátio quando viu a irmã e esta conversava com os elfos, Laurea, e o esposo desta, Amrod Anarinion; aos três juntou-se Aelia, a ferreira, que despedia-se de Roitharion.
Bard e Roitharion afastaram-se e caminharam em direção a muralha. Lá soldados a postos, aguardavam ordens. Os homens aguardavam ordens. Nenhum deles se atreveria a sair de seu posto. O sol começou a declinar. O dia findava. A muralha e abaixo dela, fervilhava em movimentação. Pequenas fogueiras foram acesas para dissipar o frio.
As primeiras estrelas surgiram no céu, que ainda trazia as cores do pôr do sol, quando soou o alarme. Ao assomar a muralha junto com Roitharion, Bard viu um grupo misto de humanos vindos do Harad, 800 orcs de Gundabad e 200 uruk-hai avançava sobre a cidade de Valle. Entretanto o que mais fez Bard ter certeza de que aquela seria a batalha mais difícil de sua vida, eram as seis catapultas. Eles vinham em fileiras compactas, os escudos na frente protegendo-os. Eram todos
"Homens de Valle. Espero que vocês defendam suas famílias. Defendam os que lhe são mais caros. Não tenham piedade deles, pois eles não terão o mesmo de vocês. Disse Bard.
As espadas foram brandidas contra os escudos como em resposta.
Logo que terminara de pronunciar estas palavras Bard viu pedras voaram em direção a muralha. As catapultas lançaram projeteis incendiários, que ultrapassavam a muralha e atingiam as casas. A cidade pegava fogo. A um sinal de Bard, os soldados responderam com duas saraivadas de flechas.
"Atirem!"
E novas flechas foram atiradas. A intenção era não deixá-los transpor a muralha e entrar na cidade.
"Capitão Bard! Capitão Bard!"
Bard voltou-se e viu um soldado vindo em sua direção.
"O que foi Fingal?"
"Eles abriram um buraco no lado oeste da muralha. Estão entrando por lá senhor." falou o soldado.
"Duas frentes!" Afirmou Roitharion.
"Aye (sim)! Era de se esperar que esse grupo fosse dividido. Fique aqui. Eu vou até lá para resolver isso." insistiu Roitharion
Bard assentiu e o elfo afastou-se com um pequeno destacamento.
Ao chegar ao lado oeste, Roitharion viu quatro balistas que lançavam projeteis. Atrás delas grupos de humanos. Eram altos, vestidos em vermelho, o peito era guarnecido por uma espécie de protetor; traziam na cabeça turbantes negros. Os olhos escuros eram ferozes. Portavam uma espada curva e escudos, onde se viam pintados em vermelho, negro ou amarelo, animais ferozes.
Um grupo de orcs aproximou-se com um ariete. E principiaram a atacar a muralha da cidade naquele ponto. Era fato que a invasão de Valle seria feita por duas frentes. Mais do que nunca necessitavam do reforço das tropas de Dáin Iron-Foot.
O ariete fez seu trabalho. O baluarte começou a ceder. Pedaços de pedra caíram. Os orcs cantavam e mais uma vez ouve um tremor. Então o paredão de pedras cedeu. Uma nuvem de poeira subiu. E Roitharion posicionou um grupo exatamente ali e esperou.
Eram como um enxame de formigas, mas formigas venenosas.
"Ataquem!"
Empunhando lanças ou espadas, os homens de Valle atacaram
"Matem a todos!" Bradou Roitharion.
No portão dianteiro da cidade Bard comandava o outro grupo. Apesar de atacarem os orcs, não conseguiram evitar que uma das catapultas finalmente conseguisse abrir um buraco na muralha da cidade.
Os orcs vibraram. Aqueles eram os orcs de Gundabad, a rixa deles com Erebor e Valle era antiga. Uma corneta de guerra soou. Um grupo de soldados correu e formou uma parede de escudos, dispostos a aguentar as investidas dos orcs. Eram três fileiras de soldados. Com espadas, lanças e escudos.
Uma saraivada de flechas voou sobre eles, e os escudos protegeram-nos. Ali a luta era renhida. A parede de escudos era feita para suportar qualquer investida.
Eles empurraram, os orcs começaram a recuar. Os soldados afastavam os escudos por milímetros, e atacavam com as espadas curtas. Ouviam-se o comando de abrir e dois arqueiros atiraram. A parede continuou a mover-se. O intuito era não deixar os orcs entrarem na cidade. Aquele grupo conseguira deter a investida.
Então abriu-se uma brecha em meio ao grupo de orcs e os humanos puderam ver, que outros orcs vinham montados em wargs, avançavam sobre a cidade. Houve um estrondo e mais uma vez a muralha tremeu. Entretanto não caiu.
A luta se estendeu pela noite. De dentro das casas, as pessoas, ouviam-se os estrondos, de novos projeteis, sendo lançados repetidamente sobre a muralha.
Dois gigantescos Snow trolls quebraram as paliçadas com golpes de maça. Era como se os troncos grossos que as compunham fossem simples gravetos. As catapultas aproximaram-se mais ainda da muralha.
Uma nova saraivada de flechas, agora direcionada aos Snow trolls. Os gigantes deixaram de mover-se. As catapultas, que eles arrastavam consigo pararam. As flechas não os mataram. Feridos os Snow trolls ficaram confusos, arrancavam-nas e jogavam no chão.
Uma nova carga de flechas cortou o ar. Atordoados e feridos os Snow trolls começaram a atacar. As grandes maças que eles levavam, esmagavam os humanos. Gritos de dor e horror elevavam-se noite adentro. Seguindo ordens, os soldados lançaram pedras sobre eles.
Aquele era só o primeiro dia e precisavam resistir a todo custo. Era somente o que Bard pensava.
GALADRIEL E CELEBORN
DOL GULDUR
Dol Guldur. Era esse o lugar onde ambos deveriam entrar. Galadriel lembrava vivamente da última vez em que estivera lá. Não eram lembranças agradáveis.
Ela olhou para o cônjuge. Celeborn ostentava a calma de sempre. Contudo ela sabia que era uma fachada necessária. Ele estava antecipando mentalmente, cada passo que dariam, o que fariam, o que diriam.
"Senhor! Senhora! Os barcos estão prontos!" Disse Winglia
"Muito bem. É hora de partirmos!" disse a senhora de Lórien.
A comitiva do senhor e da senhora de Lórien deixou Caras Galadhon, pelo rio Celebrant até onde ele se encontra com o grande rio, o Anduin. O som dos remos na água era constante. Os barcos transportavam quatro elfos cada um. Eram rápidos, e silenciosos. Os paredões de pedra elevavam-se lado a lado ao chegarem ao Anduin. Era um dia claro, os raios do sol atingiam as águas, mas era um dia silencioso. Não se ouvia som algum vindo das florestas. Era como se toda a Terra Média estivesse parado para a guerra que se desenrolava.
Dol Guldur era uma das fortalezas usadas por Sauron. Ela fora construída em uma colina. Não havia árvores no alto. Todas foram derrubadas, o rei dos bruxos veria seus inimigos chegando de longe. Entretanto até chegar ao alto da colina, havia a floresta mais sombria, que Galadriel já vira. Todas as árvores pareciam mortas. Não havia folhas, nenhum sinal de vida ali. A névoa adensava-se poucos centímetros acima do solo.
Na parte exterior via-se parte da muralha, que outrora protegia o lugar. Havia grandes buracos na mesma. Era dia, mas a luz do sol não penetrava ali. Era como se fosse uma noite perpétua.
O senhor e a senhora de Lórien aproximaram-se. As paredes de pedra cinza elevavam-se. Galadriel disse:
"É uma longa e perigosa descida. Não se sobe nesse lugar. Desce-se cada vez mais profundamente."
"Parece desabitado minha senhora!" Disse Celeborn.
"É magia apenas. O inimigo age assim para que não pensemos muito nesse lugar. Mas ele tem seus asseclas aqui. E eles já chegaram a nossa casa e provocaram muito mal."
"É hora de destruirmos de vez esse lugar amaldiçoado. Afirmou a senhora de Lórien. Não ficará nenhuma pedra sobre outra."
Os soldados de Lórien seguindo ordens específicas de seus senhores, primeiro escalaram as paredes com a ajuda de cordas élficas. A lua crescente iluminava a tudo.
Desceram por um longo corredor. Ninguém os interceptou. Continuaram descendo. Chegaram a uma longa escadaria. Adentraram no que seria o salão principal. O mesmo em que Galadriel lutara com os espectros do anel anos atrás. Mas dessa vez não havia Espectros do Anel ali.
Ao chegarem ao fim do corredor quarenta orcs aguardavam. Eram baixos e atarracados, o que significava que lutariam muito, os escudos e as espadas curtas em punho, demonstravam que eles não sairiam dali. Era um obstáculo a ser transposto.
"A era dos elfos chegou ao fim." Disse um dos orcs.
De espada em punho, eles combatiam. Repentinamente tudo ficou escuro. Sem a claridade os galhadrim estavam momentaneamente detidos. Ouviu-se o som de espadas. Ossos sendo quebrados. A ausência da luz, favorecia os orcs. Quando esta retornou era possível ver um grande número de soldados élficos mortos. As vestes manchadas de sangue.
VALLE
BARD
O dia amanhecia e com o sol, ouviu-se sons de metal tocando o solo. Mas não era o som produzido por instrumentos agrícolas, pelo contrário, era o som cadenciado e único produzido por uma marcha.
"Os anões!" gritou alguém.
"Os anões chegaram!"
Vestindo armaduras completas, portando machados de guerra com duas lâminas e escudos, eles marchavam de forma compacta. Vinham em filas. Eles investiram como uma onda sobre os orcs, os trolls foram atacados e logo abatidos.
Comandando todos a frente, Dain Iron-foot. Ele vinha montado num javali. A cabeça protegida por um elmo, a longa barba ruiva entremeada de branco, era um indício de sua longa vida. O machado de guerra em suas mãos.
"Majestade!" Bard cumprimentou o rei.
"Vamos rapaz. É hora de mandar essa escória embora."
O som da marcha recomeçou. Os anões praticamente jogavam-se sobre os orcs de Gundabad, como se não temessem os wargs. Era um ataque maciço. O próprio Iron-Foot estava entre os anões, não comandava a distância.
As espadas brandiam. Afundavam na carne dos orcs. Ouviam-se a voz gutural dos mesmos na língua negra, da qual os humanos nada entendiam. Os escudos eram erguidos quando as espadas orcs investiam contra os anões, aparando os golpes, apenas o suficiente para que os machados cortassem braços, pernas. A cartilagem e os ossos estalavam. A um sinal os anões moviam-se quem estava na frente era substituído por outro, de modo a não se cansarem e todos tinham sua vez na batalha. Eles empurravam os orcs, evitando a todo custo que estes entrassem na cidade. O som de espadas e escudos batendo uns nos outros era constante. As vozes dos orcs elevavam-se em franca raiva e frustração. Decerto eles não esperavam que o combate durasse.
"Dram! Volte para a formação! Dram!"
Um dos anões havia saído da parede de escudos. O oficial chamava. Mas a guerra era isso. Não se ouviam todas as ordens.
"Aqui. Escudos. Comigo." Bradou o oficial.
Eles foram até onde o anão chamado Dram lutava sozinho.
Um escudo foi usado para quebrar a perna de um orc, que estava de costas. Ao cair o orc teve a cabeça decepada. O corpo ficou tremendo no chão. Eram somente reflexos, em pouco tempo pararia.
Dram parou e viu o oficial Rombel.
"Volte para a formação Dram! É uma ordem."Disse Rombel.
O anão voltou a contra gosto.
VALLE
DEIRDE
Estavam no começo da manhã. O pálido sol se elevara a pouco. Ainda era frio. Apesar de já ser primavera. O anão chamado Nurmaz era o encarregado desta evacuação, os habitantes de Valle iriam para Erebor, a fortaleza na montanha. Tanto Dain Iron-Foot, quando Onodher tinham certeza de que o cerco seria longo, e a população só sobreviveria na cidade fortaleza.
Olhando os que saiam da cidade em duas longas filas, Deirdre elevou mentalmente uma prece ao Único, pois eles demorariam a percorrer a distância até a cidade fortaleza dos anões. Cabia ao irmão e aos soldados, defenderem ao máximo Valle para que a desocupação fosse bem-sucedida.
Ainda estavam no meio da manhã, quando veio a notícia de que apesar de bem-sucedido o inimigo conseguira entrar na cidade.
"Queimem tudo"! Falou Onodher.
"Não deixem nada. Reconstruiremos depois."
Ao ouvir a ordem, Deirdre pode detectar um tom de lamento na voz paterna. Mas era necessário. Ela viu-o designar um oficial, para avisar aos combatentes na frente da cidade. Eles também deveriam se juntar aos que partiriam dali.
Quando a última dupla passou o portão, Deirdre viu o soldado com uma tocha na mão. Ele e outros percorreriam a cidade e dariam inicio ao incêndio. Era um mal necessário.
A maioria das casas em Valle, eram feitas de pedra. Contudo, algumas mais pobres, tinham telhado de palha, o que propagaria o fogo rapidamente. O fogo começou em pequenas proporções, mas logo cresceria.
Durante todo o dia a fumaça elevou-se da casa do governante de Valle. Toda a cidade agora ardia em chamas. Os soldados teriam de usar as rotas de fuga previamente combinadas.
VALLE
BARD
Uivos. Os wargs foram soltos na cidade eram uma ameça a qualquer pessoa que não estivesse abrigado. Um soldado com a garganta dilacerada confirmava isso.
Em algum ponto da luta Bard afastara-se de Dain Iron-Foot. O guerreiro olhou em torno e Bard estacou. Diante de si havia uma aberração. Não havia outro meio de se referir a ele. Era mais alto que os orcs e andava ereto como um humano. Mas trajava a mesma indumentária dos orcs. Portava uma espada longa, própria para um humano e um escudo, feito de carvalho, protegia-lhe o braço esquerdo. Um elmo cobria-lhe a cabeça. Somente os olhos e a boca eram visíveis. Ao abrir a boca, não se ouviu uma palavra humana e sim a língua negra dos orcs.
Ele adiantou-se e Bard viu-se obrigado a recuar. Era rápido para a sua altura.
Bard escorou o ataque com o escudo e por sua vez empurrou-o e atacou. Sua espada provocou um corte numa das mãos do lutador.
O oponente ergueu o escudo. A espada de Bard retirou lascas do escudo. O lutador grunhiu.
Bard deu um passo para a esquerda.
O lutador contra atacou e sua espada passou perigosamente próxima ao estômago de Bard.
Apoiando sua espada na do inimigo, Bard empurrou-a para cima. Ambas elevaram-se num meio círculo e então afastaram-se.
Novamente Bard investiu e conseguiu atingir a lâmina do oponente. Ouve um barulho surdo. O oponente manteve-se firme, e as lâminas rasparam uma na outra. O sangue caiu do braço do inimigo. Ele grunhiu.
Mantendo-se atento Bard atacou. Era o momento oportuno. Três golpes rápidos e o escudo estava quebrado. Ele jogou-o ao chão com um grunhido. E avançou para Bard. Bard quase se desequilibrou quando o outro avançou sobre ele. Bard saltou para trás enquanto o oponente, desferia-lhe um golpe que teria dividido-o em dois. Então Bard jogou-se sobre o opoente desarmando-o e pondo todas as forças no golpe atingiu-o embaixo do braço, entre as costelas. Ele gemeu. Bard retirou a espada de uma só vez e ouviu-o o som inconfundível da morte.
Bard ouviu então o som da madeira caindo e as chamas elevando-se rapidamente. O pai havia seguido o plano. Valle seria destruída uma segunda vez e ele se perguntou se viveria para reconstruí-la.
A SER CONTINUADO...
