UM CONTO SOBRE ESPERANÇA
Autora:Reggie_Jolie
Casando:Legolas/Deirdre
Censura:R
Gênero:Drama/Romance
Beta:Sem betagem. Apenas revisão básica.
Avisos: Sexo e Violência.
Disclaimer: Nada absolutamente nada, exceto os personagens originais, me pertencem. Tudo veio da mente absolutamente genial de J.R.R. TOLKIEN, e a seus herdeiros e empresas legalmente constituídas pertencem a Terra Média, seus personagens e a trama original desta fanfiction.
Sumário: Capítulo centrado nas batalhas que ocorrem no Norte. Quase nada neste capítulo é Cânnon, visto que Tolkien não o escreveu em detalhes. Apenas fez referências ao mesmo no terceiro livro da Trilogia de O Senhor dos Anéis.
Linha Temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da Guerra pelo Anel de Poder se alastrar pela Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo principalmente o universo dos livros (O Senhor dos Anéis_ Trilogia Completa_Contos Inacabados, O Hobbit)
"Por todos os flancos das colinas atacavam os exércitos de Capitães do Oeste soçobravam num mar crescente. O sol brilhava rubro, sob as asas dos Nazgul as sombras da morte caíam escuras cobrindo a terra.[...] O ataque de Mordor explodiu como uma onda entre as colinas sitiadas, vozes rugindo como vagas em meio à destruição e ao entrechoque de armas" In:O Senhor dos Aneis. O Retorno do Rei p189.
Cap 28. ATAQUE A VALLE -PARTE II
VALLE
DEIRDRE
A noite demorou a passar. Mas com os primeiros raios do amanhecer,os moradores de Valle receberam permissão para ir para uma distância considerável para velhos, doentes, mulheres e crianças, a que separava as duas cidades, mas precisava ser percorrida a todo custo.
Da ponte onde estavam o som mais forte era o do rio Corrente. Se olhassem para trás viriam a cidade em chamas. Deirdre acompanhava atentamente a saída de cada morador. Os pais tinham partido há muito. Sua mãe fizera um escândalo, quando o marido quisera junta-se a Bard e a Daín Iron-Foot, o que terminara com o governante de Valle levando a esposa para Erebor.
Quando o último dos habitantes não podia mais ser visto do alto da ponte Deirdre voltou-se para seus amigos.
" Lye Tela" (terminamos)
Aye Tarien. (sim princesa)Temos de sair daqui." Disse Amord Anarinion.
Deirdre observou o casal amigo a sua frente sorriu e disse:
"N'uma (Não). Vamos procurar meu irmão. Fiz o que meu pai queria, cuidei de todos. Consegui direcioná-los para Erebor. Agora é hora de lutarmos, você não concorda Amord?"
A elleth riu, o elfo moreno acompanhou-a.
Aye Tarien. (sim princesa)
O Sol começava a brilhar, o que servia de consolo para os que estava ali. Os três seguiam para dentro da cidade. A ideia era encontrar as tropas de Dáin e Bard. Quando tudo terminasse, Deirdre sabia que primeiro o irmão resmungaria muito com ela, talvez ele fosse agradecer pela ajuda no final. Na verdade ela não tinha certeza.
Ao adentrarem no perímetro as chamas ainda se elevavam.
"Lasto Tarien,(ouça princesa) Não devemos nos separar."
"Aye (sim). Agora eu realmente não sei como encontraremos Bard. Ele deve estar com Dáin."
"Então não nos resta nada a fazer a não se procurar pelos anões." Disse Laurea.
Deirdre balançou a cabeça. Era engraçado como antigas brigas e divisões resistiam. A elleth vira que os anões vieram em ajuda. Mas uma vez elfos e anões foram inimigos, e antigas rixas demoram a ser esquecidas.
"Vamos. É hora de nos juntar-mos a batalha." Disse Deirdre
Mal começaram a andar tiveram de parar. Diante deles estava um grupo de cinco orcs, com tochas nas mãos. Para a sorte de Amord, Deirdre e Laurea, eles ainda não tinha sido vistos.
Um dos orcs falou:
"Queimem as casas que ainda restarem. Revistem tudo. Matem os que encontrarem."
Silenciosamente os três começaram a recuar. Não tinha sentido algum lutar com aqueles ali. Seriam massacrados na melhor das hipóteses. Com muito cuidado desceram uma escada à esquerda de onde estavam. Valle era uma cidade grande. Com construções em pedra. Levaria um certo tempo até encontrarem Bard.
Estavam no segundo dia de ataque a Valle. Não demoraram a ouvir os sons das espadas entrechocando-se. Os soldados lutavam bravamente. Eram humanos, elfos, contra orcs e orientais lutando por Sauron. As longas e pontudas lanças dos orcs dilaceravam a carne humana.
"Não sei quem é o responsável por esse grupo de soldados disse Deirdre. Vamos nos juntar a eles. Quem sabe encontramos meu irmão mais rapidamente."
Amord e Laurea concordaram. Deirdre atirou uma flecha. Do alto do patamar onde se encontravam era o que podia fazer de melhor. Amord Anarinion distanciou-se delas e conseguiu juntar-se ao soldados. Aquele elfo a mais, foi bem vindo.
Os orcs com armaduras pareciam levar uma certa vantagem. Eram centenas deles. Tinham grevas nos antebraços, um escudo e uma espada. Botas pesadas e tiras de couro protegendo os tornozelos. Precedendo-os correndo a solta pela cidade estavam os wargs.
As espadas entrechocavam-se. Os golpes ressoavam. Mais uma vez tendões eram rasgados, ossos triturados, o sangue espirrava e encharcava o chão de pedra. As lanças perfuravam.
Amord acertou o ombro de um orc. A fera grunhiu. Ele esperou que o orc tombasse. Então ele jogou-se sobre o orc e o empurrou. A criatura por não esperar tal movimento não reagiu. Com força ele cortou-lhe a jugular. O orc foi ao chão.
Laurea! Malia (cuidado) Gritou Deirdre.
A elleth(elfa) olhou na direção que Deirdre apontava e esquivou-se do ataque de um orc. Mais e mais asseclas de Sauron entravam na cidade. Era como um rio cuja corrente fluía sem parar.
Deirdre tentou juntar-se a Laurea. Um orc barrou-lhe o caminho.
"Maldito Sauron!"
Espada em punho ele não permitia-lhe ir para a esquerda ou direita. Não havia saída. Deirdre atacou. As espadas se tocaram. O orc a sua frente falou algo e ela não compreendeu. Na realidade Deirdre agradeceu não entender. Aparou o golpe. As espadas deslizaram. Deirdre recolheu o braço, o pé deslizou um pouco para o lado e atacou novamente. A ponta da espada tocou o braço do orc. Não foi o suficiente para fazê-lo recuar.
O orc investiu e conseguiu fazê-la recuar três passos. Quando ele atacou Deirdre colocou o escudo a frente. A espada ficou presa na mossa de ferro. O orc grunhiu de raiva. Ela empurrou mas ele tinha mais força e não se moveu. Deirdre aguardou.
O orc investiu novamente. Levantando a espada acima da cabeça Deirdre desferiu um golpe no ombro. Ele cambaleou mas não sem antes conseguir feri-la na perna. Ela gritou. Repentinamente Deirdre ouviu um som que parecia um gargalejo e viu a ponta de uma espada saindo da garganta do orc. Ele foi ao chão. Olhando Deirdre viu Laurea, ainda espantada com o que tinha sido capaz de fazer.
"Hannon-Le; disse Deirde".
Os três não esperaram aquele combate terminar. Assim que possível eles afastaram-se procurando por Bard e Dain Iron-Foot.
ANGATHAR
VALLE
O som de uma corneta orc soou na cidade. E pareceu durar uma eternidade. Os seguidores de Sauron, tomavam cada espaço disponível.
"A cidade agora é nossa!" Disse Angathar, o comandante daquela tropa. Ele acenou e um dos orientais aproximou-se. Eles vinham do Old Fornost.
O oriental era uma cabeça mais baixo que ele. O rosto pintado de vermelho e negro. As cores da guerra. Não havia cabelo em sua cabeça. As espadas curvas tinham sido recolhidas as bainhas.
"Você, procure o rei. Ele está na cidade. Quero a cabeça dele. Devo levá-la para o mestre."
O oriental assentiu e afastou-se; sendo seguido por alguns orcs em direção ao lado oeste da cidade.
"Espalhem-se. Queimem o que encontrarem pela frente. Essa terra nunca mais terá paz. Não haverá nenhum lugar seguro para os homens. É o tempo dos orcs."
Angathar separou o restante do exército pela cidade. Ele tinha uma missão e ela seria cumprida a contento.
VALLE
BARD
As lanças e machados dos anões faziam grandes estragos. Mas parecia impossível deter os orcs. Mais e mais afluíam. Passava do meio dia. O sol aquecia e queimava. Os que estava em armaduras suavam mais. Em pouco tempo elas se tornariam insuportáveis.
Ouvia-se o som de tambores. Eram trolls enormes que marcavam o ritmo com que os seguidores de Sauron lutavam.
Dain Iron-Foot lutava incansavelmente. Vários orcs e orientais pereciam.
Os anões formaram uma grande parede de escudos e a batalha acontecia ali.
Na parede de escudos anões e elfos lutavam lado a lado. Era uma aliança que muitos não entendiam. Mas era simples. Ou eles lutavam juntos ou pereceriam.
Um dos orcs adiantou-se. Um dos humanos, chamado Ronan, portando uma lança se agachou e direcionou-a a virilha do inimigo. Quando o orc percebeu era tarde demais. A lança atravessou-o. O humano torceu-a e retirou-a do corpo do orc que caiu esvaindo-se em sangue.
"Mais alguém? Outro?" indagou Ronan.
Os humanos riram.
É estranho, refletiu Bard, que na parede de escudos tão próximos da morte possa haver risos. Mas havia. Os edhel (elfos) não riam. Somente os edain (humanos) e kazhad (anões).
"Mais alguém? Outro?" Ronan repetiu.
Os orcs pareciam paralisados ainda que momentaneamente. Aproveitando-se disso a parede de escudos moveu-se. Novamente as espadas agiram como abelhas, picando e cortando as pernas. Ouvia-se o som dos orcs reclamando. Mas a parede movia-se e empurrava-os para trás.
"Resistir!" Gritou um dos soldados.
A parede moveu-se novamente. Ocasionalmente abriam-se brechas, apenas o suficiente para que as espadas atacassem os orcs. E a luta poderia demorar-se por horas numa parede de escudos.
O machado dos kazhad (anões) decepava braços, pernas. Os inimigos pereciam. Os anões jogavam-se sobre eles. Era como se o medo fosse inexistente.
Então repentinamente o sol pareceu escurecer. Ao olharem para o alto, um dos humanos soltou um grito de pavor. Eram como grandes morcegos que voavam a luz do dia. E obscureciam o céu, então as criaturas começaram a largar grandes pedras que traziam nas patas. Os humanos, elfos e anões eram atingidos; e isso tornava ineficaz a parede de escudos.
Uma saraivada de pedras, terminou de quebrar a muralha. As casas foram derrubadas. A cidade estava em chamas. De um ponto mais alto, Bard e Daín Iron-Foot, viam tudo e conversavam.
"Não há o que fazer aqui Mestre Bard. Temos de ir para Erebor." disse Dain Iron-Foot
"Concordo majestade. A cidade está perdida." Disse Bard ao ver mais a mais orcs e orientais afluírem pelos muros quebrados.
"Ao que parece não importa quanto os matemos. Mais afluem."
"Temos de tirar todos daqui. Falou Bard."
Bard enviou um soldado em busca de Roitharion. Ele esperou até que o ellon viesse até ele então voltou-se para Dain Iron Foot e disse:
"Conte-nos seu plano majestade".
"É difícil admitir rapaz. Mas se não sairmos de Valle hoje, seremos todos mortos."
Roitharion em silêncio ouvia.
"Façamos o seguinte. Vamos dividir esse grupo em quatro. O primeiro pelotão atacará os orcs. Logo que as flechas fizerem o serviço, o quarto grupo marchará, ao contrário, sim ao contrário, na direção da saída da cidade."
Bard e Roitharion olharam para o rei anão como se não compreendessem o que ele pretendia.
"Vamos reorganizar essa parede de escudos. Ela não funciona mais. Vejam. Eles entraram na cidade. Precisamos nos reorganizar ou pereceremos." insistia o rei anão.
"Um grupo de anões ficará na retaguarda e assumirá o lugar do ultimo grupo. Acredito que assim eles demorarão a perceber o truque, o que nos fornecerá o precioso tempo de que precisamos para sair da cidade."
"É justo. Vamos tentar minimizar as perdas ao máximo. E então nos reorganizaremos para o último combate." afirmou Bard.
Em silêncio Roitharion ouvia a tudo o que o anão propusera. Era complicado admitir mas aquele combate simulado e fuga eram sua única chance de continuarem vivos.
Afastando-se Roitharin voltou para junto dos soldados e começou a instrui-los sobre o que teriam de fazer.
ANGATHAR
VALLE
Ao que parecia os malditos humanos e anões ainda não haviam se rendido. Angathar via-os se reagrupando. Então ele chamou um dos orientais.
"Catapulta! Esmague-os. Eles não querem se entregar. Serão todos mortos".
O oriental assentiu e saiu apressado.
De onde estava Angathar viu as catapultas serem movidas pelos trolls, foram alguns centímetros. Ouvia-se as vozes dos orcs e então elas foram disparadas.
O projetil elevou-se e caiu com precisão mortal, esmagando humanos e anões.
Assustados os soldados olharam incrédulos, contudo uma saraivada de flechas cortou o ar atingindo orcs e orientais.
"Mantenham a formação" insistiu Roitharion.
Os soldados obedeceram.
Mais flechas atingiram os orcs.
Os anões vibraram. Soldados humanos rufaram tambores.
Bard sorriu. Era a distração de que precisavam. Esgueirando-se ele foi pessoalmente até o ultimo batalhão.
"Prestem atenção. Vamos bater em retirada. Perdemos a cidade. Não perderemos nossas vidas."
os soldados estava estupefatos.
"Marchem ao contrário. Vamos andar de costas. E quando eles perceberem o que estamos fazendo será tarde demais."
Olhando ao redor Bard identificou um soldado.
"Finn. Venha cá"
o soldado veio correndo.
"Voce deve leva-los. Quando chegarem na rua onde há um catavento, parem de marchar e corram. Corram o mais rápido que puderem. Peguem a ponte e vão para o Erebor."
"Sim senhor. Respondeu Finn".
"Quando ouvirem soar a corneta, Bard apontou para Roitarion mais a frente, marchem!".
Em poucos instante a corneta soou e os soldados começaram o intrincado plano de um grupo ser substituído por outro até que conseguissem sair todos da cidade.
DOL GULDUR
GALADRIEL E CELEBORN
Elrond havia chegado. Galadriel sabia. Mesmo ao longe, a senhora de Lórien, podia ouvir os passos silenciosos do exército élfico que viera juntar-se aos galhadrim a fim de destruir aquele lugar maldito. Ouvia-os subindo as escadas, escalando os muros. No fundo ela esperava que eles continuassem tão silenciosos. Nenhum dos orcs deveria saber que logo estariam todos mortos.
Não havia ali um grande líder guerreiro. Sauron era tão confiante que ninguém ousaria entrar em Dol Guldur que somente os orcs estavam ali. Não era como na batalha dos cinco exércitos, onde o Necromante habitara aquele lugar amaldiçoado.
Os soldados seguiam as orientações do Senhor Celeborn e da Senhora Galadriel. Nenhuma sala daquele lugar ficava sem ser inspecionado. Sala por sala, vão por vão. Nenhum lugar deixou de ser vistoriados. Os orcs que resistiam foram levados a uma grande sala central.
E esse padrão repetiu-se por todo o lugar até que eles chegaram a uma sala. Havia um cheiro podre que exalava dali. Num canto uma coisa embolada, largada, ao se aproximarem, os elfos ouviram uma voz baixa.
"Mate-me!" O humano pediu.
"Está vivo. Não se sabe como mas está." disse o elfo.
Era visível que aquele pobre homem fora torturado. O que ele sabia, que era tão valioso, para ter sido torturado de tal forma. As unhas haviam sido arrancadas. Os pés e mãos estavam quebrados.
"Mate-me!" Ele tornou a pedir. Silenciosamente o ellon cortou o pescoço dele.
O fogo elevou-se e começou a consumir tudo ao redor.
Celebor, Galadriel e os soldados finalmente puderam deixar aquele lugar amaldiçoado.
A SER CONTINUADO...
