UM CONTO SOBRE ESPERANÇA
Autora:Reggie_Jolie
Casando:Legolas/Deirdre
Censura:R
Gênero:Drama/Romance
Beta:Sem betagem. Apenas revisão básica.
Avisos: Sexo e Violência.
Disclaimer: Nada absolutamente nada, exceto os personagens originais, me pertencem. Tudo veio da mente absolutamente genial de J.R.R. TOLKIEN, e a seus herdeiros e empresas legalmente constituídas pertencem a Terra Média, seus personagens e a trama original desta fanfiction.
Sumário: Capítulo centrado nas batalhas que ocorrem no Norte. Quase nada neste capítulo é Cânnon, visto que Tolkien não o escreveu em detalhes. Apenas fez referências ao mesmo no terceiro livro da Trilogia de O Senhor dos Anéis.
Linha Temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da Guerra pelo Anel de Poder se alastrar pela Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo principalmente o universo dos livros (O Senhor dos Anéis_ Trilogia Completa_Contos Inacabados, O Hobbit)
NOTA DA AUTOR(A): Esse capítulo começa com uma retorno ao capítulo anterior. Depois que eu publiquei, achei que a luta em Dol Guldur e a participação de Lorde Elrond, mereciam uma explicação maior. Por favor lembrem-se Tolkien não escreveu sobre isso. Então nada neste capítulo é cânnon.
NOTA DA AUTORA2: Dedicado a Lourdiana, Sadiesil, Sheyla Costa, Roseli Alves, Myriara e todas as que fazem parte do TolkienGroup.
A fanfic aproxima-se do fim. A todos (as) que me acompanharam nesse desvario, um muito obrigada. Divirtam-se!
Cap. 29.ATAQUE A VALLE -PARTE III
"Na verdade, existe um poder em Valfenda capaz de resistir à força de Mordor, por um tempo; e em outros lugares ainda moram outros poderes. Existe poder, também, de um outro tipo, no Condado. Mas todos esses lugares vão se transformar em ilhas sob um cerco, se as coisas continuarem a se encaminhar desse modo. O Senhor do Escuro está lançando toda a sua força."
Gandalf. O senhor dos anéis. In: A sociedade do Anel p235
IMLADRIS
ELROND
Elrond acompanhava a tudo atentamente. Era o entardecer, ele podia ouvir o som da cachoeira, mesmo a música que sempre estivera presente em sua casa, agora parecia ter desaparecido. Sombras cobriam o vale lá embaixo, a luminosidade ainda visível no topo das montanhas.
Lorde Elrond em seu salão de estudos, marcava todas as batalhas que aconteciam; os gêmeos estavam em Gondor, bem como Aragorn, Mithrandir, a sociedade do anel se desfizera, contudo a missão ainda não fora cumprida. Seus olhos cinzentos como uma noite clara, viam a tudo, e naquele exato momento repassavam o corrido. As batalhas apontavam para uma vitória; para a derrota iminente do Senhor do Escuro. O que preocupava a mente do senhor de Imladris era o norte. As notícias que lhe chegavam não eram exatamente animadoras.
Há algum tempo fora informado por seus espiões, de grupos de orcs que marchavam em direção ao norte. Sauron era esperto. Ao concentrar grande parte das suas forças nas cidades de Gondor e Osgiliath, fizeram com que todos se concentrassem ali, e agora ele espalhava mais de seu séquito pelas áreas que aparentemente estavam desguarnecidas.
Há dias não lhe chegavam notícias de Lothlórien, depois que o reino de Galadriel e Celeborn foi atacado. Outro silêncio incompreensível, era acerca do reino da Floresta de Thranduil. E ainda havia as cidades humanas de Esgaroth do Lago Comprido e de Valle. Tudo isso era fonte de preocupação para Lorde Elrond.
Lorde Elrond sabia que tudo isso era como um jogo de xadrez. Cada peça a ser movida era extremamente importante e as jogadas bem pensadas. Há horas que ele estava no gabinete e foi enquanto pensava e especulava sobre o que estava acontecendo ali no Norte, que ele sentiu o chamado. Era a senhora de Lórien. Mais uma vez ela lhe pedia ajuda.
"Lindir!" Chamou Elrond.
O elfo logo apareceu.
"A senhora Arwen ficará responsável pela casa."
"O senhor vai partir? Lindir indagou."
"Sim. A senhora e o senhor de Lothlórien precisam de nossa ajuda. Vamos até eles com os soldados. Infelizmente a guerra chegou ao Norte. Nenhum reino élfico está em segurança."
"Há rumores de orcs, goblins, trolls e outras criaturas a serviço do senhor do Escuro atacando essa região."
Lindir em silêncio ouvia.
O elfo apressou-se em sair da sala.
"E Lindir, chamou Lord Elrdon outra vez."
O elfo parou a porta.
"Eu vou combater Lindir. Preciso da minha armadura."
O Senhor de Imladris viu o queixo do elfo cair alguns milímetros, mas Lindir logo recuperou a compostura digna de um elfo e saiu apressado.
Sair de Imladris era difícil. Embora o lugar estivesse vazio. Lorde Elrond sentia por sua casa. A última casa amiga a leste do mar, tinha cada dia menos moradores. Muitos de seu povo tinham ido embora. Ele próprio iria, assim que a guerra estivesse terminada. Mesmo em uma ocasião como esta Imladris ainda conservava uma certa luz especial.
Era um grupo grande de soldados. Todos aguardavam suas ordens para partir. A grande maioria iria a pé. Arqueiros, lanceiros, espadachins. Todos prontos. Ele próprio e mais alguns seguiam a cavalo. A frente de todos seis batedores reveza riam-se no caminho. Era certo que encontrariam alguma armadilha.
[...]Desde os primeiros anos tinha um maravilhoso dom de penetrar na mente alheia, mas julgava os outros com compaixão e compreensão, e a ninguém negava sua boa vontade[...]"
A história de Galadriel e Celeborn. IN: Contos Inacabados. p258
DOL GULDUR
GALADRIEL E CELEBORN
Era um lugar amaldiçoado. Por muito tempo o mal habitara naquele lugar. Lorde Elrond lembrava-se vivamente da última vez que ali estivera. Fora durante a batalha dos cinco exércitos. E fora Galadriel que o chamara. Era um déjà vu.
A um sinal os soldados principiaram a escalar silenciosamente as paredes. As cordas élficas, pareciam mimetizar-se com as paredes, era como se eles flutuassem.
Outro grupo subiu as escadas. Em algum ponto eles chegaram a um salão. Não havia ninguém ali, somente uma escuridão tão espessa, que era possível tocá-la.
"Magia com certeza". Refletiu Lorde Elrond.
Desembainhado a espada, ele orientou os soldados, que começaram a espalhar-se, sala por sala, aposento por aposento.
"Não queremos prisioneiros. Matem todos orcs que encontrarem pelo caminho."
Elrond havia chegado. Galadriel sabia. Mesmo ao longe, a senhora de Lórien, podia ouvir os passos silenciosos do exército élfico que viera juntar-se aos galhadrim a fim de destruir aquele lugar maldito. Ouvia-os subindo as escadas, escalando os muros. No fundo ela esperava que eles continuassem tão silenciosos. Nenhum dos orcs deveria saber que logo estariam todos mortos.
Uma coisa Lorde Elrond percebera rapidamente. Não havia ali um grande líder guerreiro. Sauron era tão confiante que ninguém ousaria entrar em Dol Guldur que somente os orcs estavam ali. Não era como na batalha dos cinco exércitos, onde o Necromante habitara aquele lugar amaldiçoado.
Os soldados seguiam as orientações do Senhor Celeborn e da Senhora Galadriel. Nenhuma sala daquele lugar ficava sem ser inspecionado. Sala por sala, vão por vão. Nenhum lugar deixou de ser vistoriados. Os orcs que resistiam foram levados a uma grande sala central.
E esse padrão repetiu-se por todo o lugar até que eles chegaram a uma sala. Havia um cheiro podre que exalava dali. Num canto uma coisa embolada, largada, ao se aproximarem, os elfos ouviram uma voz baixa.
"Mate-me!" O humano pediu.
"Está vivo. Não se sabe como mas está." disse o elfo.
Era visível que aquele pobre homem fora torturado. O que ele sabia, que era tão valioso, para ter sido torturado de tal forma. As unhas haviam sido arrancadas. Os pés e mãos estavam quebrados. Um olho inchado. O outro estava cego.
"Mate-me!" Ele tornou a pedir. Silenciosamente o ellon cortou o pescoço dele.
"Senhora." Disse Lorde Elrond ao encontrar-se com Galadriel e Celeborn.
"Obrigada por ter respondido ao meu chamado." disse a Senhora de Lórien.
"Era necessário. Não tenho notícias dos reinos mais ao norte. Lorde Elrond deixou clara as suas preocupações."
"O reino de Thranduil sobreviveu a guerra." Afirmou Lady Galadriel.
Como ela obtivera tal notícia, ela não fez questão de mencionar.
"E o que faremos acerca desse lugar?" Indagou Lorde Elrond.
"Ele precisa ser destruído. O chão deve ser purificado." Disse Lady Galadriel.
"Vamos sair todos."
Agora sem os encantamentos de Sauron visando ocultar o lugar, via-se que Dol Guldur era maior do que se imaginava.
Eles fizeram o caminho inverso levando consigo alguns orcs. O senhor Celeborn insistia em interrogá-los. Embora só fosse necessário conservar um deles vivo.
Ao chegarem a entrada Lay Galadriel afastou-se dos demais e elevou os braços.
O chão tremeu.
Surgiu um vento forte.
O fogo elevou-se.
As paredes começaram a ruir.
Do lado de fora da antiga fortaleza de Sauron, os elfos e vários orcs, feitos prisioneiros, olhavam estupefatos, a cena. Em instantes, tudo ruíra.
Dol Guldur não mais existia.
"Acabou. O mal jamais achará abrigo novamente nesse lugar." Afirmou a senhora de Lórien.
O senhor Celeborn concordou.
"Ao amanhecer plantaremos as sementes de uma nova floresta. E Yavanna nos favorecerá e esse lugar será um lugar de beleza e paz."
VALLE
DEIRDRE
Talvez tenha sido soldados marchando ao contrário; talvez tenha sido o som de uma corneta soando ao longe. Mas Deirdre achou que ali havia alguma coisa em andamento. E como uma boa curiosa, ela resolveu investigar.
"Laurea! Amord! Olhem!"
O casal parou e observaram soldados que desataram a correr.
"Eles estão desertando? Indagou a elleth.(elfa)
"Não acredito nisso. Afirmou Deirdre."
"São muitos. Acredito ter o dedo de meu irmão nisso. Vamos naquela direção. Acredito que lá encontraremos as respostas de que precisamos."
Os sons do combate logo se fizeram ouvir. Os três estacaram. Deirdre percorreu o campo de batalha, os olhos frenéticos buscavam o irmão.
"Ali! Lá está Bard. Vamos até ele."
VALLE
BARD
A estratégia de Dain Iron Foot não era exatamente fácil. Agora faltava apenas um pelotão. Aquela altura o chefe das tropas do Senhor do Escuro, já devia saber que fora ludibriado. Os anões e os humanos combatiam. Aquele grupo poderia não sair vivo dali, mas não morreria em vão.
Ele estava cansado. Mas não era hora de desistir da luta. Bard viu-se novamente frente a frente com um orc. A criatura era mais baixa do que ele, como todo elemento naquele grupo, mas a grande maça brandida à sua frente não era algo de se ignorar, bem como o escudo vermelho de sangue humano. Ele e o orc encararam-se pelo que parecera uma eternidade.
O orc falou algo provocando risos nos demais. A Bard não interessava ser motivo de chacota. Ele atacou. O orc deu um passo atrás, ergueu a maça e contra atacou.
Bard recuou. A criatura avançou. A maça passou a centímetros da cabeça de Bard, que esquivou-se. Novo golpe e o escudo de Bard foi partido ao meio. Ele jogou o resto ao chão. Nova investida e Bard finalmente conseguiu feri-lo na perna, logo acima da proteção da armadura, a criatura grunhiu.
A besta recuou dois passos, e empunhou outra vez a maça e acertou Bard com o cabo da mesma. O humano caiu. Alguém jogou-lhe um escudo, ele apanhou-o e com dificuldade conseguiu evitar novo golpe. Bard então usou do escudo para aparar vários golpes, no último a maça ficou presa a bola de ferro do escudo. Bard jogou o escudo longe, levando com ele a maça. Aturdida a besta atacou-o com a espada. Bard aparou o golpe e cortou-lhe o braço. Agora sem empunhar a espada a criatura avançou sobre ele. Bard esquivou-se e conseguiu ferir-lhe no estômago. No chão, o assecla de Sauron, debatia-se violentamente. Então o capitão dos humanos, pegou a espada e enterrou-a em seu coração. Os movimentos espasmódicos da criatura cessaram.
Os soldados de Valle e os anões que ainda estavam ali iniciaram uma perseguição em direção a muralha da cidade.
Flechas atingiram alguns soldados.
"Voltem!" Bradou Roitharion.
"Senhor. Estamos ganhando." Disse Sven, um dos combatentes.
"Não. Estamos ao alcance das setas e contrariando o que planejamos antes." Insistiu o elfo.
"Senhor." Sven insistia.
"Eles fogem."
"Recuem! Voltem!" clamou Roitharion.
A contragosto os soldados humanos e khazâd obedeceram.
VALLE
BARD
Estavam a poucos mais de meia milha da ponte. Conseguiram correr até ali. Quando todos adentraram a casa, Bard contou-os e o número a que chegou era 74, entre humanos, elfos e anões. Passando os olhos por eles, reconheceu Fingal, Sven, Ronan, Mac, Cullen, Fergus, Comyn, Tralin, Gillie, Rory, Jasper e James. Bard era capaz de nomeá-los um a um; sua memória permitia-o, ele olhou os soldados que ainda estavam ali. Todos tinham mais ou menos a mesma idade que ele, todos estavam cansados, machucados, mas ainda fiéis a sua casa.
"Muito bem. Descansem."
Era um abrigo improvisado. Mas tinha de servir. Começou a chover. E era uma chuva irritante, que ensopava a todos. Em pouco tempo a água estaria acumulada nas partes mais baixas da cidade.
Bard arrastou a irmã pela mão para um canto e os dois começaram a discutir.
"O que em nome dos Valar você está fazendo aqui?"
Observando-a de alto a baixo, viu que a irmã tinha o rosto salpicado de sangue orc. Nenhum machucado ou ferimento visível. Ela parecia bem.
Como Deirdre permanecesse em silêncio ele continuou.
"Está bem?"principiou Bard.
"Estou. Se isso realmente o preocupa, Laurea pode me examinar mais tarde. Eu estou bem Bard."
"Agora. O que faz aqui. As ordens do pai foram bem claras." insistiu Bard.
"Eu sei o que o pai disse. Mas eu não descumpri o que ele pediu. Todos estão em Erebor." respondeu Deirdre
"A exceção de você e esses dois elfos, que a seguem como cachorrinhos."
O queixo da humana caiu ao ouvir as palavras pronunciadas pelo irmão.
"Não ouse. Eles são meus amigos. E ao que parece você esqueceu o que significa ter amigos."
"Deirdre seja razoável. Estamos em meio a uma guerra. Não posso me responsabilizar por sua vida."
Toda essa conversa acontecia em Rohirric. Bard não queria que os outros ouvissem tudo.
"Bard. Eu não vou morrer hoje. Nem você. Não preciso que você se responsabilize por mim. Eu não quebro fácil."
"Concordo. Mas já que está aqui. Vai ter de acatar minhas ordens e do rei Dain." Bard lembrou-a.
"Certo. Vamos lá. O rei anão deve estar sentindo-se mal, por estarmos escondidos e não combatendo de modo suicida lá fora."
VALLE
DAIN IRON FOOT
"Até que enfim retornaram. Já resolveram todos os problemas de família?" Indagou o rei.
"Desculpe-me majestade. A culpa é toda minha. Eu não deveria estar aqui." respondeu Deirdre
"Bom, principiou Dain Iron Foot, eu não consigo entender, porque vocês humanos insistem em que suas mulheres, não devam lutar pelos seus lares numa guerra. Nunca entenderei esses costumes."
Deirdre sorriu.
"Sua majestade tem razão. Muitos de nossos costumes são peculiares. No entanto, eu e meus amigos, ela fez um gesto indicando Amord e Laürea, estamos dispostos a colaborar com sua majestade para sairmos desse lugar."
Dain Iron Foot ergueu-se. Foi até onde os dois irmãos estavam parados. Olhou-os de alto a baixo e, por fim, disse:
"Ela não é de todo tola, para uma mulher humana. Conheci algumas que não pareciam ter cérebro. Não é o caso de sua irmã."
"Não senhor." Respondeu Bard.
"Senhora com todo o respeito, se você tivesse nascido anã, teria todos os reis dos anões fazendo fila, querendo lutar com seu irmão, por sua mão." completou Dain Iron Foot.
Deirdre teve a decência de corar. O rei afastou-se.
"Eu me pergunto, querida irmã, qual o tamanho do reino que você comandaria se tivesse nascido homem?
"Maior que o seu sem dúvida." Deirdre devolveu a pilhéria.
"Certo. Agora Bard como sairemos todos deste lugar. É o mais importante? Essa batalha custou muitas vidas do meu povo. O senhor tem alguma ideia? Indagou Dain Iron Foot
"Eu tenho majestade." respondeu Deirdre
"Precisamos de uma distração. Algo que os leve para longe da ponte e do caminho que temos de tomar. É claro. Não podemos garantir a segurança de quem for fazer tal coisa."
"O que você sugere senhora? Indagou o rei anão.
"Vamos empilhar palha. Vamos queimar. Vamos fazer fumaça. Tornar o caminho confuso para os partidários de Sauron. Levá-los a acreditar que realmente ganharam. Que estamos totalmente derrotados. Deixe-os pensar que estamos em menor número, encurralados e desprotegidos."
"O que não é totalmente distante da realidade. Principiou Roitharion. Somos 74 ao todo."
"Sim, mestre elfo. Tenho consciência disso. Por isso a distração, enquanto os outros fogem. Um grupo pequeno deve bastar."
"Só há um pequeno problema senhora. Principiou Dain Iron Foot. Parece que vai chover."
"A chuva vai passar, usaremos esse tempo em que estamos abrigados e escondidos para nos preparar para a fuga e logo que isso acontecer poremos nosso plano em prática."
Dain Iron Foot ponderou por alguns instantes e voltou-se para Bard. Então disse:
"Vamos lá. Além da fumaça e do fogo em que mais consistiria essa distração?
VALLE
DAIN IRON FOOT
Aquela hora da noite, estavam a poucos metros da ponte.
Era hora de colocarem o plano em ação.
A pouca palha disponível, fora enrolada, encharcada de óleo e movida na direção que eles não pretendiam tomar. Pedaços de madeira foram empilhados.
Dain Iron Foot e Deirdre tiveram uma discussão inicial, contudo os dois conceberam aquele plano suicida, que era a única esperança que tinham de chegarem vivos ao Erebor.
Bard olhou a irmã vestida com uma armadura. Um dos soldados trouxe-lhe um estandarte.
"Não se aproxime demais. Só precisamos que vocês os levem para longe." aconselhou Bard.
"Eu sei. Não se preocupe". Respondeu Deirdre
"Quando você diz não se preocupe, irmã, aí eu fico realmente apreensivo."
Os dois riram.
Antes do sol nascer. Era o momento ideal. Devido a chuva, tanto rei Dain Iron Foot, como Deirdre, esperavam que tivesse bastante neblina. Isso ajudaria com o plano.
"São quantos?" perguntou o rei ao batedor.
"Trinta e quatro senhor." respondeu o anão.
"Eles tem tanta certeza de que venceram que deixaram só um pequeno contingente para trás". Respondeu Deirdre.
"Sim. É hora de atrapalharmos a vida dessas criaturas." Disse Dain Iron Foot.
Estavam a poucos metros da ponte que separava Valle de Erebor. Podiam e usariam as construções abandonadas como abrigos.
"É agora!" Disse Dain Iron Foot.
Dois do grupo foram a frente. Em pouco tempo a palha queimava, levantando fumaça e ocultando-os.
Aquele não era um grupo orientais traziam o rosto coberto, só os olhos eram visíveis. Portavam escudos em suas mãos. O certo é que foram deixados ali para vigiar a cidade, certo que estavam da vitória.
Deirdre e Dain Iron Foot em suas respectivas montarias empreenderam um galope na direção oposta, os estandartes sendo exibidos.
"A escória anã." Um dos orcs falou.
"Ali. Estão fugindo."
"Vamos. Vamos pegá-los".
Então começou a discussão. Os orientais não aceitavam largar o posto onde estavam e o orcs queriam perseguir o anão e o humano.
Aproveitando-se da discussão os anões investiiram contra o grupo, aos gritos de POR EREBOR!
Eles jamais esperavam por isso. Era o caos. Homens bradavam, orcs resmungavam. E em meio a tudo isso, os anões dispostos a morrer para liberarem a ponte que levava a sua cidade.
O machado de Dain Iron Foot desceu sobre o orc, rachando-lhe o capacete e o crânio. Os soldados que estavam com eles naquela emboscada, trucidavam os que se aproximavam. Deirdre enfiou a espada na barriga de um homem e afastou-se deixando-o com as tripas saindo pela barriga. Anões e humanos lutavam lado a lado.
Deirdre ouviu a voz de Dain que ordenava que ela deixasse a luta, mas ela a ignorou solenemente.
Cavaleiros virando velozmente a montaria, pisoteando os orcs, orcs que tentavam ferir os cavalos e assim matar o cavaleiro mais fortemente. Aquele ataque era o que os demais necessitavam para irem para Erebor.
Enquanto parte do grupo lutava, o restante correu para a ponte o mais rápido possível. A chuva cessara. Mas era uma manhã sem claridade. As nuvens escuras como chumbo indicavam que a trégua seria por pouco tempo. Embaixo da ponte, o rio corria veloz, com as águas aumentadas do dia anterior. Dentro de si Bard sabia que apesar de estarem vivos haviam perdido aquela batalha. Só esperava ter forças para continuar lutando nessa guerra.
A SER CONTINUADO...
