UM CONTO SOBRE ESPERANÇA PARTE III

Autora:Reggie_Jolie

Casando:Legolas/Deirdre

Censura:R

Gênero:Drama/Romance

Beta:Sem betagem. Apenas revisão básica.

Avisos: Sexo e Violência.

Disclaimer: Nada absolutamente nada, exceto os personagens originais, me pertencem. Tudo veio da mente absolutamente genial de J.R.R. TOLKIEN, e a seus herdeiros e empresas legalmente constituídas pertencem a Terra Média, seus personagens e a trama original desta fanfiction.

Sumário: Capítulo centrado nas batalhas que ocorrem no Norte. Quase nada neste capítulo é Cânnon, visto que Tolkien não o escreveu em detalhes. Apenas fez referências ao mesmo no terceiro livro da Trilogia de O Senhor dos Anéis.

Linha Temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da Guerra pelo Anel de Poder se alastrar pela Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo principalmente o universo dos livros (O Senhor dos Anéis_ Trilogia Completa_Contos Inacabados, O Hobbit)

"Mas Dáin Pé de Ferro, seu primo, que viera das colinas de Ferro em seu auxílio e que também era seu herdeiro por direito, tornou-se o rei Dáin II, e o Reino-Sob-A-Montanha foi restaurado, exatamente como Gandalf desejava. Dáin mostrou-se um grande e sábio rei, e os anões prosperaram e se fortaleceram outra vez em sua época."

Pg 367 Anais dos reis e : O Senhor dos Aneis; O Retorno do Rei.

NOTA DA AUTORA 1: Sim. Eu sei que tanto nos livros, como nos filmes, o anão Gmili, não cavalga sozinho. Ele sempre "pega uma carona com Legolas" no entanto para o melhor andamento da fanfiction, Gmili é capaz de andar a cavalo sim. Grata pela compreensão.

NOTA DA AUTORA 2: obrigada a Lourdiana pelas duas reviews. Amiga não sei explicar como consigo escrever as batalhas. Mas que bom que você gostou de tudo. Esse capítulo é dedicado a você por motivos óbvios.

NOTA DA AUTORA 3:Tholin Braço de Pedra e Thorin Elmo de Pedra não são personagens inventados. Se você consultar a página 384 de O Retorno do Rei irá encontrá-los. A única liberdade que tomei, foi descrevê-los, já que o professor Tolkien não o fez.

Cap. 30. PREPARATIVOS E MUITOS ENCONTROS

GONDOR

LEGOLAS

A comitiva de Aragorn estava nos campos de Cormallen. O mensageiro de Sauron fora morto. Aragorn o decapitara. Era de se esperar que aquele gesto significasse o fim da contenda, mas não.

O sol brilhava. Era um sol vermelho. Um sol de sangue. Um sol de guerra.

O Morannon abriu-se outra vez e uma verdadeira enxurrada saiu de lá. Orcs, trolls, variags, bem como orientais e outros homens que estavam a serviço de Sauron, atacavam os capitães de Gondor por todos os lados. No alto dos céus os Nazgul sobrevoavam e a cada sobrevoo seu, os gritos horripilantes destinados a instilar pavor no coração humano, eram ouvidos. Em meio a luta os Capitães de Gondor puderam ouvir de Mithrandir que a ajuda chegara.

"Nenhum de nós soube explicar na hora Gmili, meu amigo, mas segundos após as grandes águias aparecerem, os Nazgul voaram para a montanha da perdição."

Gmili cofiou a barba e disse:

"Sim. É verdade."

"Como Mithrandir explicou-nos depois, era o Portador do Anel, Frodo, que havia conseguido cumprir sua missão."

"Lembro vivamente do chão tremendo bem sob meus pés. Parecia que ele iria se abrir" insistiu Gmili.

"Sinceramente. Também tive o mesmo pensamento. Acreditei que iria para os Halls de Mandos e nunca mais veria minha casa."

O anão gargalhou.

"Mestre elfo seja honesto. Você não queria exatamente ver a floresta das trevas. Efetivamente seu interesse era outro."

Legolas riu.

"Veja Gmili". Legolas chamou a atenção do amigo.

"Aqui temos duas opções. Ali adiante está a Carrocha, antigo ninho de orcs e um pouco mais além a cada dos descendentes de Beorn."

"Sei." Disse o khüzd. Completamente ciente das histórias de que seu pai Glóin, contara-lhe e de que os descendentes de Beorn não morriam de amores pelos anões.

"Contudo vamos parar aqui e descansar. E não adentraremos pelas terras dos beornings; eles não são inimigos, todavia não os incomodaremos." concluiu Legolas

Gmili sentiu um imenso alívio pela decisão tomada.

Acamparam ali. Comeram Lembas. Banharam-se no vau cristalino e pedregoso. Ainda desmontados atravessaram o mesmíssimo vau, e começaram a contornar a floresta de carvalhos que assinalava a propriedade de Beorn.

"Será uma longa caminhada?" Indagou Gmili

"Será."

Após um tempo que pareceu ser bastante longo, estando ambos em suas montarias, Legolas inquiriu Gmili.

"Quem irá nos receber em Erebor?"

Não se preocupe mestre elfo. Respondeu o filho de Glóin. "Sempre há uma acolhida digna de reis, para um parente e seus amigos."

O filho de Trandhuil riu e o anão se pôs a cantarolar a balada sobre Frodo-dos-Nove-Dedos e o Anel da Perdição.

EREBOR

BARD

Todo o caminho que conduzia até a fortaleza dos anões estava limpo. Eles haviam removido qualquer obstáculo que pudesse facilitar a vida de um possível invasor.

Também não havia sítios, fazendas, campos arados e plantados. Era uma característica dos anões, eles não se dedicavam a agricultura. Bard sabia que Valle, fazia parte de uma extensa rede comercial, que fornecia o que os khâzad precisassem em termos de provisões alimentícias, vestuários, móveis e etc. E esperava que no futuro a cidade continuasse a fazê-lo.

O sol começava a aparecer. Mas era março. Então era um arremedo de sol. As nuvens escuras e carregadas predominavam. Ainda estavam longe mas era possível ver a montanha. A medida que se aproximavam, ela parecia tornar-se ainda maior.

Quando faltava pouco mais de cem passos eles pararam e Dáin Iron Foot fez soar uma trompa e segundos depois outra foi ouvida em resposta.

Finalmente Bard pode ver que duas enormes estátuas guarneciam o portão; que era feito de ferro e mithril.

"Nada pode quebrá-lo" disse Dáin Iron Foot.

De onde estava Bard podia ver 12 anões vigiando. Mas ele tinha certeza de que havia mais ali. Fixando bem o olhar ele pode distinguir um leve tremular, que indicava que ali havia fogareiros ali. Devia fazer frio lá em cima.

Ouviu-se um barulho alto, e logo depois o grande portão foi aberto, lentamente. Então todos entraram na grande cidade fortaleza dos anões. Era uma comitiva de sobreviventes. Havia feridos, machucados, pessoas cansadas daquela batalha perdida. Porque sim. Eles perderam efetivamente a batalha em Valle. A cidade agora era território dos partidários de Sauron.

Bard dedicou-se a alojar seus companheiros de batalha e para isso foi apresentado a um anão extremamente musculoso, com tatuagens nos braços, face e cabeça, chamado Tholin, Braço de Pedra. Bard ficou sabendo que era filho do famoso Dwalin, que lutara com o dragão Smaug anos atrás. Ele era o responsável pela defesa da cidade.

O lugar era frio. Havia uma infinidade de escadarias, corredores e passagens que levavam aos mais variados aposentos. A todo instante cruzavam com grupos de khâzad(anões) em cotas de malha reluzentes. Enormes toras de carvalho e olmo eram levadas para o fosso, que eles viram do lado de fora, era um modo de reforçar a defesa da cidade.

No alto da muralha, ao lado das seteiras, provisões de flechas eram deixadas; caldeirões de óleo eram transportados e postos em locais estratégicos.

"Venha senhor Bard." chamou um anão de barbas brancas.

"É hora de encontrar seu pai. O senhor logo poderá se juntar aos demais para a luta."

EREBOR

DEIRDRE

Ela nunca estivera em Erebor. Nascera em Valle. Crescera em Rohan. Então a cidade fortaleza dos anões era uma grande novidade para ela.

Fazia frio em Erebor. Muito mais que em Valle. Era tudo o que ela podia dizer. Estavam dentro da montanha. As paredes verdes azuladas emitiam um brilho que a ofuscavam. Os anões pareciam não ser afetados por isso. Não havia janelas naquele pavimento, o que deveria ser por questões de segurança.

Deirdre lançou um olhar a seus companheiros de viagem e espantou-se. Tanto Amrod como Laürea, estavam desgrenhados. Lama e sangue seco grudavam em suas botas. O cabelo de ambos estava úmido, as tranças começavam a desfazer-se. Eles pareciam humanos. Deirdre teve vontade de rir, mas conteve-se.

Lustres de cristal iluminavam o aposento. Apesar do frio, era confortável.

Ela aproximou-se da lareira e indicou o conjunto de cadeiras. Sentou-se e o casal fez o mesmo.

"E então Tarien (princesa)?"

"Aguardamos. Agora seguimos as ordens de Dáin Iron Foot."

EREBOR

BARD

Era a primeira noite que ele escolhera para passar ali, na muralha, entre os anões de vigia. Fazia frio. E era por isso que ali havia fogareiros acesos, dia e noite, como ele bem vira. Bard nunca imaginou que uma montanha fosse fria por dentro. Mas era. Fria e úmida.

O dia fora repleto de preparativos. Encontrara-se com o pai e o rei Dáin Iron Foot. Depois fora levado para descansar e pudera ver Bereth e o filho. Toivo crescera muito, mesmo nesses dias malignos. Ele se alegrara muito ao vê-los, mas não deixava de se inquietar quanto ao futuro que o filho teria. Deixara-os dormindo.

Contudo vigiar e esperar é o trabalho mais ingrato que um soldado pode fazer. A vigia nunca termina, a espera torna-se tédio, o tédio converte-se em sono ou coisa pior. Se principiar a chover então é horrível, porque se fica ensopado e mau humorado.

EREBOR

THORIN ELMO DE PEDRA

Bard ainda estava na muralha quando um anão aproximou-se. Deveria ser alguém importante porque os demais insistiam em falar com ele. Retendo-o a cada passo dado.

"Senhor Bard" disse o anão.

"Senhor" cumprimentou Bard.

"Soube que o encontraria aqui em cima, por isso vim." afirmou o khuzd (anão).

"Leva grande vantagem sobre a minha pessoa, senhor. Pois sabe onde estou, sabe meu nome, entretanto não fomos apresentados." asseverou Bard.

"É fato senhor. Não o fomos."

O anão parecia levemente divertido com isso. Ele limpou uma sujeira inexistente na polida e brilhante cota de malha, cofiou a barba tão vermelha quanto os cabelos e, por fim, prescrutou Bard com os olhos profundamente azuis.

"Thorin Elmo de Pedra." disse o anão finalmente estendendo a mão para Bard.

Ele deveria ter 1,50 no máximo. Todavia não se deixava intimidar pela altura de Bard.

Aquele era o filho de Dáin Iron Foot e aquele era um encontro de príncipes e guerreiros.

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[…] "os wargs e os orcs frequentemente se ajudavam uns aos outros em feitos maldosos. Os orcs geralmente não se arriscavam em ir muito longe de suas montanhas.[...] as vezes montavam nos lobos como homens montam em cavalos. Aparentemente um grande ataque orc fora planejado para aquela noite."

Gandalf In: Da frigideira para o forno.p101 O Hobbit.

EREBOR

THORIN ELMO DE PEDRA

Eles demoraram a chegar porque ele e Tholin Braço de Pedra, no dia anterior, após a chegada dos combatentes de Valle, haviam ordenado a destruição da ponte.

Grupos grandes de anões, com martelos e outros instrumentos dedicaram-se a essa tarefa monumental. Cortar a pedra. Não para construir algo, mas para destruir o que já estava feito. Doía no coração, era verdade. Mas era absolutamente necessário.

"Não saíremos de Erebor." dissera Tholin Braço de Pedra

"E eles terão grande dificuldade de entrar." respondera Thorin Elmo de Pedra.

Os dois haviam supervisionado a construção de um fosso bastante largo e água do rio Corrente, fora desviada para o mesmo. Ele estava cheio. Como se não bastasse, toras de Carvalho e Olmo (compradas de lugares distantes) foram fincadas na areia. Era uma grande armadilha. As forças de Sauron perderiam tempo e muitos componentes tentando atravessá-lo e Erebor não seria invadida.

O alvorecer. Era o terceiro dia após a chegada de Dáin Iron Foot. Um alvorecer ralo. O céu ainda era cinza. Ainda se podia ver algumas estrelas no céu. E foi nessa pouca claridade que os sentinelas deram o alarme. Um cavaleiro fora visto. Não um humano. Um orc montado num warg cavalgando em direção a fortaleza. Ele parou no meio da ponte quebrada e ficou observando. Desmontou aproximou-se mais e voltou a montar. Cavalgou na direção de onde viera.

Bard ouviu os passos dos anões. Os caldeirões de óleo foram postos sobre braseiros, arqueiros em posições nas seteiras. Acima do grande portão Thorin Elmo de Pedra e Tholin Braço de Pedra estavam atentos a tudo.

EREBOR

ANGATHAR

Uma coisa o capitão de Sauron podia dizer acerca dos anões. Eles eram astutos. Toda e qualquer construção que havia ali, fora removida. Eles havia removido inclusive pedras que pudessem servir de abrigo, ou vantagem para eles na batalha.

O Erebor era visível e nada mais. Eles se encontravam a sudoeste da montanha. Havia dezenas de estandartes, e como cada estandarte estava a frente de cem guerreiros, Angathar sabia que trazia uma força considerável.

O batedor que enviara a frente, retornara com a noticia de que a ponte fora quebrada. Ele não poderia marchar diretamente por ela com todo o contingente que trazia. Até então eles marchavam ininterruptamente, ao som de tambores, tocados por Snow trolls.

Angathar ergueu a mão. Ouviu-se uma ordem e todos pararam. Os wargs reclmaram. Ele sorriu. Estavam ansiosos para matar. Mas precisavam esperar.

A um gesto seu, dois orcs e dois orientais aproximaram-se.

"A ponte foi inutilizada. Não podemos ir diretamente. Qual a alternativa?"

Em poucos instantes o grupo compacto foi dividido e eles retomaram a caminhada. Aproximariam-se pelo rio. Ficariam mais vulneráveis mas era a única alternativa possível.

Quando foi possível Angathar reoordenou seus combatentes. E outra vez enviou um batedor.

EREBOR

THORIN ELMO DE PEDRA

Thorin, Tholin e Bard viram um orc montado num warg destacar-se dos demais. Eles haviam gastado umas quatro horas para descer até o rio, atravessa-lo e reagrupar-se. Agora o sol já ia alto e perderam a penumbra como aliada.

Eles observaram um orc montado num warg destacar-se dos demais e cavalgar em direção a fortaleza.

"Arqueiro" instruiu Thorin Elmo de Pedra.

"Ao meu sinal, atire."

Havia cinquenta arqueiros na muralha. A seta voou rápida e certeira. O orc tombou e o warg continuou a correr sem rumo.

"Foi um teste. Eles querem saber o que temos. Se viessem conversar, mandariam um portador com um galho de árvore, uma bandeira de rendição." esclareceu Thorin Elmo de Pedra.

Bard assentiu.

Meia hora se passou e tudo o que se via era o exército de Sauron fazer barulho, batendo nos escudos de madeira e ferro, com as espadas e ouvia-se o som de tambores, cada vez mais alto.

Meia hora havia se passado e efetivamente seis orientais marcharam. Um deles portava um galho de árvore.

"As negociações vão começar" disse Tholin.

Ao se aproximarem do portão pararam. Eles examinavam o portão a uma distância segura. Estavam fora do alcance de qualquer flecha.

"O Senhor Sauron ordena que os anões se rendam. Abram os portões da cidade e saiam."

Gargalhadas e alguns xingamentos irromperam da muralha.

"O senhor do Escuro não é rei de Erebor. Nosso rei é Dáin Iron Foot." Respondeu Thorin Elmo de Pedra.

"Rendam-se e pouparemos suas vidas" insistiu o haradrim.

"Sim. E nós seremos mortos, nossas mulheres serão violentadas, nossos filhos escravizados." rebateu Thorin.

"O Senhor Sauron..." recomeçou o haradrim.

"Diga a aquele cachorrinho lá em cima, que abana o rabo para Sauron, e que por isso comanda esse grupo _a palavra exercito fora evitada de proposito_ que Erebor e os filhos de Dúrin, não se renderam e que Sauron jamais governará o reino dos anões."

Os anões explodiram em comemoração.

O oriental pareceu desconsertado e afastou-se com os demais.

Bard sorriu e perguntou a Thorin.

"E agora?"

"Agora meu caro. É a guerra." afirmou Thorin.

Bard não pode deixar de notar que ele e Tholin sorriam de orelha a orelha.

EREBOR

ANGATHAR

Os negociadores voltaram. Como ele previra que voltariam.

"Temos de fazê-los sair senhor." disse um dos orientais.

"Sim. Aquele portão não pode ser quebrado. Enquanto eles se mantiverem ali dentro nada podemos fazer." reconheceu Angathar.

"Mas sempre podemos matá-los de fome e sede, com um cerco duradouro." insistiu o homem do Harad.

"O Senhor do Escuro tem pressa. Esse lugar deve ser arrebatados dos anões. Os filhos de Dúrin serão transformados em escravos. Essas são nossas ordens." rebateu Angathar.

"Faremos como O Olho ordenar." sentenciou o haradrim.

A SER CONTINUADO...