UM CONTO SOBRE ESPERANÇA PARTE III
Autora:Reggie_Jolie
Casando:Legolas/Deirdre
Censura:R
Gênero:Drama/Romance
Beta:Sem betagem. Apenas revisão básica.
Avisos: Sexo e Violência.
Disclaimer: Nada absolutamente nada, exceto os personagens originais, me pertencem. Tudo veio da mente absolutamente genial de J.R.R. TOLKIEN, e a seus herdeiros e empresas legalmente constituídas pertencem a Terra Média, seus personagens e a trama original desta fanfiction.
Sumário: Capítulo centrado nas batalhas que ocorrem no Norte. Quase nada neste capítulo é Cânnon, visto que Tolkien não o escreveu em detalhes. Apenas fez referências ao mesmo no terceiro livro da Trilogia de O Senhor dos Anéis.
Linha Temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da Guerra pelo Anel de Poder se alastrar pela Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo principalmente o universo dos livros (O Senhor dos Anéis_ Trilogia Completa_Contos Inacabados, O Hobbit)
CAP.32. CERCO A EREBOR- PARTE II
DÁIN IRON FOOT
EREBOR
Particularmente aquela era uma situação constrangedora para Thorin Elmo de Pedra e Tholin Braço de Pedra. O pátio fervilhava de guerreiros prontos para a batalha. E entre eles estava o rei Dáin Iron Foot.
O rei viera até eles, vestido em armadura, pronto para a guerra. Invocara sua autoridade real e ambos não puderam fazer nada a não ser abrir o portão. Afinal, ele era o rei.
Os jovens olharam o inimigo a sua frente. Eram muitos. Não havia o que fazer. Eram plenamente conscientes que sua vantagem consistia na montanha, em guerrear a partir dela e para ela retornarem. Fora dela, estavam em menor número.
O terreno em declive podia ser uma grande vantagem ou desvantagem, dependia de quem estivesse em melhor situação no combate. Se eles conseguissem evitar que o inimigo se mantivesse em formação, e os levassem para a beira do fosso a vitória seria deles.
Tholin Braço de Perda balançou a cabeça chateado, aquilo era uma parede de escudos. Era sólida. Compacta como deveria ser. Os orientais à frente dos orcs a compunham. Ela estava imóvel e na hora certa, os anões se chocariam contra ela. Era um empecilho. Mas não era intransponível. Nenhuma parede de escudos era.
Dáin Iron Foot foi o primeiro. Ele nunca fora de liderar o combate à distância, resguardado e protegido como convém a um rei. Ao contrário ele investiu contra a parede. Essa forma de ataque pode ser extremamente bem-sucedida ou um grande fracasso. O javali derrubando a parede, abrindo-a como uma cunha, abre um pedaço de madeira. Carroceiros e orientais brandiam armas. Uma saraivada de flechas foi lançada em direção aos anões. A uma ordem de Tholin os anões acionaram uma espécie de catapulta, que disparava lanças. Com a força atingida a lança girava acionando lâminas que se abriram e cortaram as flechas orcs.
Um machado fora lançado em direção a um orc. Atingindo-o no meio da cabeça. A criatura caiu sem conseguir emitir um som,
Lanças!
Thorin Elmo de Pedra ouviu Bard gritar. E soube que os homens de Valle estavam naquela direção. Ele então levou os anões que comandava para o outro lado. A ideia era cercar o inimigo. Tirar-lhes a vantagem do lugar.
Onodher combatia. A espada cantava. A um certo custo, Bard conseguira chegar ao lado do pai e combatia junto a ele. Aos gritos de "Por Erebor" proveniente dos anões e "Por Valle" da parte dos humanos, o combate seguia cerrado.
A espada de Bard alvejou-o. O carroceiro estacou. Onodher enfiou a espada através da cota de malha, pobre e remendada, sentindo-a abrir caminho entre tecidos e órgãos. Os olhos do inimigo abriram-se mais em surpresa. Onodher retirou a espada, sangue e vísceras jorraram. O carroceiro caiu morto ao chão.
Mais e mais asseclas de Sauron eram mortos. Os anões e seus machados de guerra, eram oponentes formidáveis. Havia uma profusão de sons, espadas e machados chocando-se contra os outros. Faíscas voavam. Homens gemiam. flechas voavam vindo de todas as direções e sempre acertavam alguém. Isso era a guerra.
ROITHARION
Aquilo era praticamente entrar nos Halls de Mandos antecipadamente. Contudo era o que os kazhad (anões) e adans (humanos) esperavam que ele fizesse. Os três elfos estavam lutando lado a lado. A espada era a única arma possível ali.
E a cada humano, seguidor de Sauron morto, outro parecia surgir. Roitharion simplesmente não conseguia aceitar que humanos fossem tão obtusos. Seguir Sauron. Era simplesmente impensável. Mas era o que acontecia.
Seu olho captou um brilho amarelo e ele rapidamente viu Laürea. A elleth (elfa) fazia um bom trabalho. Sendo um povo guerreiro, verdade seja dita, os anões não estranharam quando Laürea e Deirdre ofereceram-se para o combate.
O som cadenciado dos tambores dos snowtrolls avisava que nova onda de ataque acontecia.
O orc estava armado com uma maça pontiaguda. Ele jogou-a na direção do elfo, que esquivou-se. Nova tentativa de atingi-lo e Roitharion conseguiu feri-lo no braço. A criatura ergueu a maça e conseguiu quebrar o escudo com que Roitharion se defendia. Ele sentiu que o braço também partira-se durante o golpe. Ele fez uma careta de dor. Aquilo seria um problema grave. Juntando forças ele jogou-se sobre o orc, pegando-o desprevenido, a espada abrindo-lhe a lateral do corpo. Outra pessoa veio em sua ajuda. O machado abrindo as costas do orc que foi ao chão.
"Hannon le" (obrigado)
O anão afastou-se.
Um grito vindo do lado esquerdo chamou-lhe a atenção momentaneamente. Era um dos chefes dos anões. Ele gesticulava e vários anões seguiram-no. Roitharion percebeu que ali havia algo muito sério acontecendo. Contudo ele não podia deslocar-se para lá. Ele esperou que os anões pudessem resolver tudo a contento.
ANGATHAR
O Som alto de uma explosão se fez ouvir. Angathar sorriu. Enquanto combatiam defronte ao portão. Ele enviara um grupo de carroceiros, com uma missão de abrir uma porta lateral naquela montanha. E pelo som que se ouvia. Os anões estavam confiantes demais na montanha e baixaram a guarda.
O chão tremeu outra vez. Os anões olharam incrédulos na direção do som. Thorin Elmo de Pedra e Tholin Braço de Pedra, montados em cabras, correram na direção do som. Não era possível que as tropas inimigas entrassem em Erebor. Perderiam totalmente a vantagem.
Angathar ainda comemorava quando viu um javali com um anão montado vir em sua direção. Era uma besta grande. Aquelas presas poderiam matar seu cavalo. Ele esporeou-o e foi em direção ao anão.
As lanças chocaram-se. Mas não partiram-se.
"Venha Iron Foot!" Gritou Angathar.
"Venha para a sua morte e derrota!"
As lanças chocaram-se outra vez. E Dáin Iron Foot pela primeira vez cambaleou sobre o javali.
Angathar aproveitou-se disso para ferir o javali com a lança. O animal grunhiu. Mas enlouquecido jogou-se sobre o cavalo. Uma das presas conseguiu alojar-se na barriga do cavalo. Ambas as montarias foram ao chão.
Angathar tendo conseguido seu intento, largou a montaria ali mesmo. Dáin Iron Foot jazia no chão. Ele caíra quando os animais chocaram-se.
A chuva recomeçou. Transformando o chão em lama.
Ele aproximou-se de Dáin Iron Foot que mesmo caído aparou o golpe da espada.
"Levante-se. Não tem graça matar um inimigo caído. Levante-se." A voz de Angathar era puro desprezo. Ele tirou o elmo e jogou-o ao chão.
"Humano!" Disse Dáin Iron Foot.
"Sim. Humano. Mas eu luto pelo senhor Sauron."
Ele aproximou-se de Dáin e cortou-lhe o braço.
"Você não consegue mais se erguer velho!"
Ele chutou o machado de guerra das mãos de Dáin e disse:
"Pois morra. Seus descendentes serão escravos de Sauron. O senhor Sauron viverá em sua montanha. Ele se vestirá com Mithril."
Aproximou-se de Dáin e com uma maça que pegara do chão, esmagou-lhe as pernas e em seguida cortou-lhe o pescoço.
Então ele riu.
Matara o rei dos anões e logo entraria naquela montanha maldita.
ONODHER
Foi o som de uma risada que lhe forneceu a pista. Era o chefe daquela tropa. Foi o que concluíra Onodher. Ninguém ficaria tão feliz assim, a não ser que fosse o inimigo. E era humano.
Aos brados de "Por Valle", Onodher investiu contra ele. Precisava combatê-lo.
Finalmente um humano insurgia-se contra ele. Angathar sorriu. Em breve estaria morto. Ele inclinou a cabeça para o lado, cuspiu e disse:
"Venha para a sua morte, velho."
As espadas chocaram-se. O velho humano tinha força, mas não rapidez. Angathar feriu-o rapidamente.
"Quem é você velho?" ele perguntou cheio de desprezo.
O humano não respondeu.
"Não importa. Você já está morto."
Angathar puxou a espada e cortou o braço com que Onodher brandia a sua. O sangue jorrou.
Angathar aproximou-se mais e forçou Onodher ajoelhar-se.
"Sua carne servirá de comida para os meus wargs."
Com um golpe rápido ele cortou a cabeça de Onodher e ergeu-a.
BARD
"Não!"
Era uma voz quase inumana. Bard tentava aproximar-se do pai e não conseguiria. Agora ele vira seu pai ser morto. A cabeça erguida nas mãos do inimigo.
"Você. Ei covarde. Venha lutar com alguém da sua idade e tamanho." Bard insultava Angathar
"É fácil matar um homem velho. Escória de Sauron! Covarde!"
Angathar jogou a cabeça que segurava e disse:
"Você está com muita pressa de morrer. Contudo farei a sua vontade."
Até então eles nunca tinham chegado tão perto um do outro. E parecia aos olhos de Bard que o assecla de Sauron, tinha crescido. Em uma das mãos ele ainda tinha uma lança pontiaguda e na outra uma escudo. Vestia armadura completa como ele mesmo. Mas estavam ambos sem elmo.
Angathar moveu-se. Ele movimentou a lança na direção de Bard. Este esquivou-se. Era uma dança, a cada movimento o outro esquivava-se. Com um impulso Angathar pulou, Bard ergueu o escudo e ponta da lança bateu nele, mas não fixou-se. Bard então golpeou-o com a lança, o escudo de Angathar aparou o golpe. O som de madeira batendo em madeira se fez ouvir. Angathar foi forçado a dar dois passos para trás. Bard impeliu o escudo e este passou próximo do rosto de Angathar que esquivou-se. Bard aproveitou esse momento para atingi-lo numa das pernas com a lança. Sangue começou a pingar dali. Angathar usou do escudo e conseguiu prender a lança de Bard na lateral do corpo do mesmo. Em seguida ele atacou com a própria lança. Bard recuou. Largando a lança ao chão e pegou a espada curta que estava no escudo. Com ela em mãos, investiu contra o inimigo e conseguiu partir a lança ao meio. Angathar jogou o restante fora.
Agora era espada contra espada. Faíscas saiam das mesmas. Bard não se fez de rogado e estocou. Fazendo o oponente retroceder mais passos. Ele exterminaria o inimigo. Ele vingaria o pai.
A maioria dos golpes dados acabava acertando o escudo. Bard precisava encontrar um meio de fazê-lo largar o escudo, ou não sairia vencedor daquele conflito.
Com um arranque Bard pulou acima do inimigo e golpeou-o novamente. Outra vez o maldito escudo aparou o golpe. Era irritante. Novos golpes de espada e Bard finalmente viu sua espada ferir levemente o oponente embaixo do braço. Somente o pescoço, ali e na perna, eram os pontos fracos daquela armadura. Bard investiu disposto a atacar no mesmo lugar, Angathar aparou o golpe com o escudo e empurrou Bard.
Então Bard viu o outro cometer um erro mortal.
Levante-se! disse Angathar. E jogou o escudo de lado.
Bard ergueu-se e atacou, diretamente na perna, ouviu o som da carne sendo rasgada, e torceu para que tivesse atingido um nervo.
As espadas chocaram-se novamente recomeçando a dança da morte. Mesmo mancando, aquele não era um adversário desprezível. Bard investiu. Três novos golpes. O outro foi obrigado a defender-se somente com a espada, então ele parou e empurrou Bard. Bard tentou oferecer resistencia e parou. Encararam-se.
Hoje é seu dia de morrer. E você vai se arrepender por ter matado meu pai.
Angathar riu.
Bard avançou golpeando, o outro contra atacou. Mas Bard conseguiu enterrar a espada no ombro de Angathar, onde ela encontrou a resistência da armadura, Bard forçou mais e viu-o ajoelhar-se. Bard retirou a espada com força, pois ela poderia ficar presa nos anéis que compunham a cota de malha, e ela veio. O sangue brotou.
Isso é por meu pai! Gritou Bard enquanto cortava o pescoço de Angathar
então ele ouviu um som que parecia o som de água brotando de um riacho, mas que era o sangue jorrando, com os ultimos sons que o humano que escolhera servir a Sauron emitia.
Bard pos o pé em cima do corpo do homem e esperou que ele parasse de se debater; quando isso aconteceu, ele procurou com o olhar, ao achar uma corda, amarrou os pés de Angathar e segurando a cabeça deste em uma mão e começou a arrastar o corpo do inimigo consigo. Tinha um presente para Thorin.
THORIN
A luta arrastava-se. Apesar de matarem vários inimigos, eles não estavam vencendo. Então no momento em que se encontrava lutando com o primo, um de costas para o outro, decidiram recuar.
É o melhor a se fazer! Não podemos nos dar ao luxo de morrermos agora. Vamos encontrar o rei. Tholin insistiu.
Anões, humanos e os elfos voltavam para dentro de Erebor. Então os dois subitamente estacaram. Ali diante deles estava Dáin Iron Foot. As pernas esmagadas. Um braço cortado. A cabeça um pouco mais adiante. Era inacreditável, mas era o próprio pai.
A raiva e o ultraje transformaram a face do anão.
"Para Erebor! Continuem!"
Com a ajuda de Tholin e outros soldados, transportaram o corpo do rei.
O portão foi fechado. Um som alto indicou que as travas foram postas. Lá fora os orcs ainda bradavam. Alheios ao fato de que haviam perdido seu comandante.
"O que é isto?" Indagou Thorin
"O desgraçado que matou nossos pais". Afirmou Bard.
Ele havia transportado o corpo de Angathar para a fortaleza.
"Ponham a cabeça numa estaca e deixem na muralha. Que os corvos se fartem dele."
"Nós não sairemos de Erebor."
"Vamos mestre Bard. Vamos sepultar nossos mortos."
BARD
A noite começara a cair lentamente sobre o Erebor. Bard levara muito tempo cuidando de suas tropas. Agradecia aos Valar pela coragem de seu povo, ao defender uma casa que não era necessariamente sua, mas que os acolhera. Os anões eram um espetáculo de resistência e força em batalha. Ele acreditava piamente que tal comportamento inspirava e muito os seus homens.
Eles acreditavam que haveria uma trégua, visto que Bard matara o cão de Sauron, que era como Tholin Braço de Pedra denominara o capitão humano das tropas inimigas. O corpo e a cabeça de Angathar estava exposto na muralha aquela hora.
Bard esperava que fosse tempo suficiente para que os funerais dos reis acontecessem. Os anões levaram os corpos dos dois reis para as profundezas das montanhas, e lá eles seriam preparados para o funeral.
Bard lembrava que havia falado com Thorin Elmo de Pedra, que devido a guerra, Onodher não teria uma pira crematória, como era costume entre seu povo.
O choro alto de Toivo retirou a Bard do torpor momentâneo em que se encontrava. Ele aproximou-se e retirou o menino do berço.
"O que foi rapazinho?" indagou Bard
O menino prescrutou-o com os olhos idênticos aos da mãe e o choro cessou imediatamente.
"Ele se acalma rapidamente com você. Alyssa não tem o mesmo efeito. Nem mesmo sua mãe." disse Bereth.
A mulher aproximara-se rapidamente ao ouvir o choro do filho.
Bard sorriu.
Ele sentou-se segurando o menino nos braços e Bereth pôs-se ao seu lado.
"Eu realmente queria que tudo isso tivesse acabado". Disse Bereth
"Logo. Vai acabar logo". Afirmou Bard
Ela balançou a cabeça em concordância e indagou:
"Você viu sua mãe?"
"Sim. Deixei Deirdre e os elfos com ela."
Ante o olhar repleto de dúvida da esposa ele disse:
"Minha mãe jamais se comportaria mal na frente de estranhos, por isso deixei Deirdre com os amigos. A presença deles fará com que ela lamente a perda do marido, mas evitará danos maiores."
"Sim. Se você acha que era o melhor a se fazer." Disse Bereth
O menino choramingou e Bereth tomou-o nos braços e começou a amamentá-lo.
A SER CONTINUADO...
