TÍTULO: UM CONTO SOBRE ESPERANÇA

AUTORA: Reggie_Jolie

CASANDO: Legolas/Deirdre (OC)

CENSURA: R

GENERO:Drama/Romance

BETA: Lourdiana

DISCLAIMER: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J. R.R. TOLKIEN, e, bem, essa é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão brilhantes e fascinantes. Apesar disso os personagens originais (OC), Deirdre, Bard, Elina e outros são meus e não podem ser usados sem autorização.

NOTA DA AUTORA: Perdão pelo hiato de quase um ano. Mas com a morte do meu pai em 2016, eu perdi o interesse em escrever. Na realidade eu escrevi, mas não via sentido em publicar nada. Agradeçam a minha amiga Lourdiana, que ao voltar a escrever, inspirou-me a fazer o mesmo.

Aviso mais uma vez que nada do que se encontra nesse capitulo foi escrito por TOLKIEN (SALVE MESTRE!).

CAP. 33 IT'S TIME.

EREBOR

THORIN ELMO DE PEDRA

Ele contemplava do alto todo o terreno a sua frente. Thórin Elmo de Pedra olhava, contudo não via nada. Sua mente vagava em lembranças há muito esquecidas. Sua infância nas Montanhas Azuis, a convivência com o primo, a aprendizagem das artes da guerra, a mudança para EREBOR cada uma delas permeadas por uma imagem, uma presença muito forte. O pai, o grande rei Dáin Iron-Foot.

Em seu intimo, Thórin Elmo de Pedra sabia que deveria tê-lo desobedecido. Ele jamais desobedecera a uma ordem paterna em toda a sua vida. E agora, devido a essa ordem e ao poder real, que jamais sonhara ou ousara questionar, ele tornara-se órfão.

Uma batida soou a porta. Thórin Elmo de Pedra não se moveu. Quem ousava perturbá-lo? Indagou-se em pensamento. Outra batida. Baixa. Insistente.

Um suspiro de exasperação foi tudo o que se permitiu.

A porta foi aberta pelo visitante.

Thólin Braço de Pedra, aproximou-se do primo e chamou-o três vezes. Só então Thórin voltou-se.

"Está na hora. Está tudo pronto. Todos aguardam a sua presença." Disse Thólin Braço de Pedra.

Thórin Elmo de Pedra assentiu e seguiu o primo para fora do aposento.

Enquanto andavam em silêncio. Thorin Elmo de Pedra, via as paredes verde azuladas agora com outros olhos. Mais do que nunca, ele precisava manter o lar dos anões seguro. Era imperativo que o inimigo jamais pusesse os pés em EREBOR. Thorin Elmo de Pedra morreria lutando, mas não haveria outra montanha dos anões, tomadas por orc, goblins e outras criaturas malignas. Jamais haveria outra Minas de Moria.

Enquanto andava, Thorin Elmo de Pedra, via os demais moradores e visitantes de Erebor. Ele era consciente de que as pessoas lhe rendiam homenagens em silêncio. Ao adentrar no aposento, foi recebido por um toque de corneta. Era um lamento. Um réquiem por um rei perdido.

Ele jamais havia estado nessa sala. só havia sido usada uma única vez. No funeral do parente a quem o pai homenageara, por ocasião do seu nascimento, chamando-o de Thorin. Sob a grande plataforma em vestes de guerreiro e com a coroa sobre a cabeça, repousava Dáin Iron Foot. Os olhos podiam enganar. Thórin pensou. Parecia que seu pai estava apenas dormindo. A morte ludibirava os sentidos. Seus longos cabelos ruivos penteados e trançados para a guerra. A coroa sob sua fronte. A espada em repouso em suas mãos. A aparencia enganava. O rei parecia prestes a acordar. Mas jamais o faria.

Thorin Elmo de Pedra finalmente olhou e viu Bard a seu lado. Era um dia de perda para ele também. Bard era um conhecido seu de muitas visitas a Erebor enviado pelo pai. O pesar era visível no rosto do homem de Valle. Thorin havia aprendido a gostar do humano. Era um excelente guerreiro, seria um bom governante. Isso se ambos conseguissem derrotar o inimigo que os esperava lá fora.

Ao lado de ambos os reis, velas amarelas e brancas davam um ar solene à ocasião.

Todos os presentes, humanos e anões entraram em fila e em seguida postavam-se na sala que em pouco tempo a câmara estava repleta.

Thólin Braço de Pedra aproximou-se do rei falecido e disse:

"O rei retorna a montanha.

Ele retorna as profundezas da mesma.

O rei retorna ao coração da montanha de onde nunca mais sairá."

Diante de todos os que ali estavam os corpos de Dáin e Onodher foram retirados da sala e levados para as criptas no mais profundo interior da montanha. Não se ouvia som algum, os presentes ficam no mais completo silêncio. Somente o bruxulear das velas indicava que havia pessoas naquela sala. Passado algum tempo Thólin Braço de Pedra reapareceu e exclamou:

"O rei está morto! É tempo de um novo rei."

Thólin Braço de Pedra acompanhado por mais outros dois anões traziam uma caixa de madeira nas mãos. Eles se aproximou do primo. Thórin Elmo de -se. Os visitantes ali presentes teriam o prazer de testemunhar a coroação de um rei dos anões, acontecimento esse em geral reservado somente para sua própria raça. A guerra, contudo, mudara até esse fato.

A coroa de ouro reluzente foi erguida e solemente depositada na cabeça de Thórin Elmo de Pedra.

Ao erguer-se ThórinElmo de Pedra havia se tornado o novo rei do Erebor.

"Vida longa ao rei!" Exclamou Thólin

"Vida longa ao rei! "Exclamaram todos os presentes.

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DEIRDRE

Aquela era a terceira noite após os reis terem sido sepultados. Desde então os preparativos para a batalha foram retomados. Deirdre sabia disso pelo que Bard lhe contara.

Sentada num tapete de pele de cabra, Deirdre chacoalhava um brinquedo diante da filha de Aelia e Roitharion, enquanto ouvia o que os elfos falavam. Ela estava chateada. O novo rei chamara seu irmão para organizar os planos de batalha, enquanto ela nem sequer fora cogitada a participar de reunião alguma.

Num outro ponto do cômodo encontrava-se sua mãe. A senhora Elina finalmente mostrava sinais da idade. Parecia ter envelhecido décadas após a morte do esposo. O cômodo estava lotado, todos aguardavam que Bard voltasse com novidades.

Se você olhasse pensaria estar havendo uma reunião ali. Aelia e Roitharion jogavam xadrez num canto, a Senhora Elina conversava com sua nora, Bereth. O menino Toivo estava nos braços de uma ama. Era a calmaria antes da tempestade finalmente desabar. Nada além do crepitar da lenhas e os resmungos de Toivo e de Brianna, a filha de Aelia e Roitharion.

BARD

A porta de carvalho foi aberta trazendo um jorro de ar, que fez com que a chama das velas oscilasse por momentos. Era Bard que retornava. Ele relanceou os olhos e viu a mãe e a esposa conversando. Então localizou a irmã e com um gesto pediu que ela se juntasse as outras.

"Quer dizer que nós não participaremos?" indagou Deirdre

"Não é isso. Thorin não deseja expor as mulheres ao risco." Disse Bard. Ele sentiu Bereth apertar-lhe a mão em franco agradecimento. Sua esposa não era uma guerreira.

Bard viu um músculo pulsar na face da irmã e sorriu. Por um breve momento ele considerou se a irmã era filha de Tulkas ou Orome.

"E o que você diz Rei Bard?" inquiriu Deirdre

Ele foi obrigado a sair de seu devaneio. Ele fez uma careta. Era estranho ser chamado de rei. Eles sequer possuíam um lar.

"Tenho liberdade para comandar o povo de Valle e iremos lutar. Sim querida irmã, você poderá sair desse quarto como é sua vontade."

Bard voltou-se para os elfos que acompanhavam Deirdre e disse:

"Temos uma estratégia para discutir. Thólin e Thórin não tem interesse em prisioneiros."

Os elfos assentiram.

"Se alguém não quiser em lutar precisa dizê-lo agora." afirmou Bard.

Ninguém se manifestou. Então o rei de Valle e os que iriam guerrear aproximaram-se de uma mesa e começaram a discutir o que fariam na madrugada seguinte.

27 de março da Terceira Era

TARICK

Aquele era um lugar frio, úmido e desagradável. Contudo terras lhe foram prometidas. Vindos do Harad onde água era o bem tão precioso quanto raro para seu povo. Tarick não pensara duas vezes. Juntara-se a guerra.

O haradrim relanceou os olhos pelo acampamento. Era noite. E a chuva intermitente aborrecia-o. Ela acabara com todas as fogueiras. Aqui e ali tremulava um estandarte com uma bandeira negra e vermelha, com um único e maligno olho. Dentro das barracas os haradrim aguardavam ordens suas. Como os demais de sua raça Tarick era alto, de pele negra, a cabeça raspada e os olhos que examinavam atentamente tudo ao seu redor; e uma cicatriz dividia-lhe a sobrancelha direita, produto de uma luta anos atrás, e reforçava a ideia de que não era sábio mexer com ele.

Sobre o desenrolar daquela guerra; até então tinham sido vitoriosos. Contudo o lider de Sauron fora morto na última batalha, assim como os reis inimigos e então os humanos e anões se refugiaram na montanha. Eles agurdavam, Tarick só não sabia exatamente o que.

Enquanto pensava Tarick viu o orc se aproximando.

"O que você quer?"

"Os wargs estão inquietos." Disse Gothmag

"Alimente-os e os animais se acalmarão". Respondeu Tarick

"E se os wargs pegarem um dos seus homens?" Indagou Gothmag.

"Então ele mereceu morrer."

No fundo Tarick não sentia mais do que desprezo por aquela criatura com a qual era obrigado a conviver. Eles ainda se olhavam quando ouviram gritos vindos da parte norte.

"Ataque! Estamos sendo atacados!" Gritou Tarick

E era verdade. Os malditos anões do Erebor aproveitaram-se da noite e incendiavam o acampamento. E piorando a situação, eles soltaram os wargs. Os malditos lobos agora corriam a solta e descontrolados.

"Matem os anões!" Gritou Tarick

Ele sacou da espada e saiu correndo em direção a eles.

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THORIN

Era noite ainda. A chuva não os atrapalharia.

Anos atrás seu pai Dáin Iron-Foot, construira alguns túneis que permitiam entrar e sair do Erebor sem ser notados. Eram túneis com portas de anões. Somente eles sabiam onde elas se localizavam. E baseados nessa estratégia, Thórin Elmo de Pedra lançou-se ao ataque.

Era possível ver o acampamento inimigo pegando fogo. Então os homens de Valle e os demais anões saíram pelo portão principal.

"Eles são muitos." Disse Tholin Braço de Pedra

"Sim. Mas vamos combatê-los assim mesmo. É provavel que essa seja nossa ultima luta." Disse Thorin Elmo de Pedra.

"Os que ficarem na montanha tem ordens para não abrir o portão, caso pereçamos. Não haverá orcs em Erebor."

Esgueirando-se tão silenciosamente quanto possível os anões entraram no acampamento inimigo. A um sinal de Thorin, um grupo aproximou-se e com um archote começou a incendiar o acampamento

"Estamos sendo atacados"

Thorin ouviu o grito. Era um alarme. O combate ia começar realmente.

Os orientais saíram das barracas, os orcs discutiam entre si e os wargs foram soltos. Era um pandemônio. Mas era o pandemônio, que Thorin planejara, então ele estava contente.

A luta recomeçou. Era possível ver os orcs e os homens do Harad postados em todo o declive do terreno. Parecia impossivel aos olhos de Thorin e dos demai, mas o inimigo tinha se recomposto em pouco mais de dois dias. De longe viam-se os escudos com o Olho de Sauron pintado sobre eles.

O exército de Erebor e Valle subia o declive ao mesmo tempo que o inimigo Haradrim o descia. Ao encontrarem-se o som inevitavel das espadas que se batiam cortou o ar, assim como as setas e gritos. Os machados dos anões, banhados em sangue faziam seu trabalho.

"EREBOR. POR EREBOR E POR THORIN" gritavam eles.

Os corpos dos mortos começavam a se acumular pelo chão. E nenhum dos lados dava sinal de render-se.

"Como é possível?" Indagou Thorin. "Eles parecem se multiplicar."

"No entanto não conseguiram aproximar-se do portão. Disse Tholin

"É verdade."

Bard conseguiu derrubar meia dúzia de homens do Harad, mas seu grupo de soldados diminuia. Os homens de Valle estavam atacando, dispostos a lutar até vencer ou morrer.

Bard desviou de um golpe na cabeça e partiu para cima do oponente. O homem recuou alguns passos. As espadas se cruzaram, o oriental gritou algo em seu idioma enquanto se aproximava de Bard. O rei de Valle aproveitando essa proximidade, atingiu o outro com uma joelhada na virilha. O oriental se contorceu, Bard percebeu a oportunidade e bateu na cabeça do oriental com o pomo da espadada, e em seguida Bard enfiou a espada no peito matando-o de vez.

Então eles ouviram o som de um chifre. Alto e claro. Era um mensageiro. Alguma coisa no som fez com que os combatentes parassem.

"A guerra acabou. Há um novo rei em Gondor. Sauron foi derrotado!"

O homem tornou a repetir.

"A guerra acabou. Há um novo rei em Gondor. Sauron foi derrotado!"

Ao ouvir essa proclamação os orcs abandonaram o campo de batalha deixando ali os homens do Harad, os carroceiros e outros que haviam se juntado aquele grupo com esperança de ficar com o ouro dos anões para si.

Thorin olhou ao redor e o que viu doeu-lhe no coração. A terra estava escurecida de tanto sangue e o ar impregnado pelo cheiro da morte, misturado com outros odores igualmente fétidos.

O mensageiro aproximou-se e só então Thorin e os demais perceberam que o cavalo dele estava esgotado, com o peito e os flancos escurecidos pelo suor e as pernas cobertas de lama. O viajante era um homem de meia-idade e, como o cavalo, estava todo sujo de suor e lama. O rosto dele estava acinzentado e contraído de dor, e a túnica manchada de sangue seco na lateral.

"Trago noticias de Gondor mestre anão."

Ao se aproximarem os anões perceberam que o home estava ferido.

"Aqui. Ajudem-no". Ordenou Thorin.

O humano foi apeado e encostado a um pedra a guisa de encosto. Trouxeram-lhe um cantil e ele sorveu a água. Os demais aguardavam as noticias com curiosidade crescente.

"Sauron foi derrotado."

Quem o incumbiu dessa missão? Indagou Thorin

"O mago cinzento Senhor. Ele ordenou-me que viesse o mais rapido possível até Valle e Erebor. A cidade de Valle foi destruída.

O rei de Valle está aqui. Disse Thorin ao que Bard aproximou-se.

"Abram o portão."

Ele não sabia, mas era assim que um verdadeiro rei se comportava. Thorin andava entre os que restavam. Havia uma palavra de consolo para os sobreviventes da batalha naquela madrugada e manhã. Os feridos estavam sendo cuidados.

A tarde se arrastava quando os batedores anões e humanos voltaram com uma dúzia de reféns, aqueles que tinham fugido para a floresta quando a derrota se tornou inevitável. Todos estavam imundos, alguns feridos e desgrenhados. Os orientais estavam despojados de suas armas, escudos, e sem pintura no rosto. Eles estavam desolados.

Os anões confabulavam entre si qual destino seria dado aqueles prisioneiros.

"Todos eles devem ser mortos."

"Não! Eles se renderam." Bard argumentou. "Vieram até nós, enquanto poderiam simplesmente ter fugido."

"Eles serviram ao senhor do Escuro." Contra-argumentou Tholin.

"Sim. Sabemos disso general," Bard tornou a argumentar." Mas eles renderam-se ao final."

"Mantenha-os presos aqui. Quero falar com o chefe dos que se renderam." Retorquiu Thorin

"Muito justo," falou Bard.

A SER CONTINUADO...