TÍTULO: UM CONTO SOBRE ESPERANÇA

AUTORA: Reggie_Jolie

CASANDO: Legolas/Deirdre (OC)

CENSURA: R

GENERO:Drama/Romance

BETA: Lourdiana

AVISOS: violência.

DISCLAIMER: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J. R.R. TOLKIEN, e, bem, essa é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão brilhantes e fascinantes. Apesar disso os personagens originais (OC), Deirdre, Bard, Elina e outros são meus e não podem ser usados sem autorização.

SUMÁRIO: Capitulo onde retomamos a última batalha das guerras no norte, onde dois Reis conversam com um inimigo, que rendeu-se.

NOTA DA AUTORA: Perdão pelo hiato de quase um ano. Mas com a morte do meu pai em 2016, eu perdi o interesse em escrever. Na realidade eu escrevi, mas não via sentido em publicar nada. Agradeçam a minha amiga Lourdiana, que ao voltar a escrever, inspirou-me a fazer o mesmo. Perdo-me a falta de criatividade para com o titulo, a história se aproxima do fim e criatividade torna-se escassa.

NOTA DA AUTORA 2: Para as cenas de batalha em que Deirdre participa, me inspirei num documentário do History Channel sobre Boudica. Desculpe, a historiadora que eu sou, precisa de pessoas reais, para se inspirar e finalmente escrever. Afinal, para esse Legolas" máquina mortifera," do Peter Jackson, nada melhor do que uma companheira guerreira.

watch?v=v8dr_e-5Tpw Link para um vídeo do Tolkien Talk, que fala sobre os Homens da Escuridão, os segundos filhos, que voltaram-se para o serviço de Sauron, entre os quais se encontram os Orientais (Carroceiros e Balchot) e os Haradrim (Homens de Harad, Corsários de Umbar e Homens Troll).

"O tempo é muito lento para os que esperam, muito rápido para os que têm medo, muito longo para os que se lamentam, muito curto para os que festejam, mas, para os que amam, o tempo é uma eternidade." William Shakespeare

CAP 34. O CORAÇÃO DE UM GUERREIRO

ANO 3020

LEGOLAS

"Agora me responda uma coisa mestre elfo?" Indagou o anão.

"Porque Bard não enviou a irmã para Gondor após o fim da guerra?"

Legolas olhou para o anão. Seu amigo tinha a estranha habilidade de desconcertá-lo. Sem esperar pela resposta do elfo, Gmili continuou:

"Porque só agora é que você está indo vê-la?"

"Bom, permita-me prosseguir com a história e quem sabe eu possa responder a todas as suas dúvidas." respondeu Legolas

Gmili olhou-o de alto a baixo, coçou a barba e simplesmente continuou a cavalgar, não sem antes resmungar algo sobre elfos que não sabem contar boas histórias, é claro.

EREBOR

DEIRDRE

Deirdre sorria internamente. Bard sempre fora seu cúmplice. Ela agradecia por isso, enquanto esperava a hora em que se juntariam aos anões. Ela estava no alto da muralha. Como era madrugada, era inútil estar ali. Mas Deirdre insistira. Juto dela estavam os elfos que a acompanharam naquela empreitada;: Orchal, Cardhir, Argalad, Aeron, Erudhir, Amdir, Amord e Laurea. Os guerreiros de Valle, encontravam-se junto ao portão principal, que permaneceria fechado até que a ordem para abri-lo fosse tocou o pomo da espada presa à cintura. Era uma espada nova. Fora-lhe dada por Legolas. Era leve. Feita pelo ferreiro de Mirkwood, outro sorriso aflorou em seus lábios ao lembrar do dia em questão.

MIRKWOOD

"Legolas, o que você está fazendo?"reclamou Deirdre

"Acordando você."

Ela sorriu. Legolas tinha o cheiro da floresta e mais do que isso, ele era um porto seguro. O calor das mãos dele fluía por seu corpo, o rosto estava tão próximo do seu que, se ela levantasse só um pouco os lábios, eles se tocariam.

Então a iniciativa partiu dele, que lhe segurou o rosto com as duas mãos conforme os lábios de ambos se uniam. O beijo tornou-se uma exploração., Longa. Lenta. Profunda. Intensa. Recuando, avançando e recuando novamente. Fazendo-a querer mais. Deirdre gemeu baixinho e também levou as mãos ao rosto de Legolas, deslizando-as pela cabeça e pelos ombros dele, agarrando-se a ele, arqueando o corpo. Ele levantou a cabeça e afastou os cabelos dela do rosto. Não tinha vontade alguma de sair dali, mas precisava.

"Precisamos ir." afirmou Legolas

"Ir aonde?" retrucou Deirdre

"Vamos tem uma surpresa para você no salão de treinos."

Com muito custo ela se levantou-se e se vestiu. Legolas ficou de costas para ela, enquanto ajustava o cinto da túnica.

"Pronta? Vamos?"

Como se tornara um costume, o cachorro, Rover, os precedera. Era como se o animal pudesse entender as palavras ditas. Ao chegar ao salão de treino, o animal latia, sempre que alguém se aproximava deles. Rover deu um rosnado baixo, mas Legolas fez um sinal para que ele ficasse quieto. O cachorro obedeceu e deitou-se com o focinho sobre as patas.

"Vamos lá. É hora de ver como você se sai com seu presente." disse Legolas, aproximando-se com um embrulho nas mãos.

"Uma espada?"indagou Deirdre

"Sim. É hora de substituir a que você tem. Eu reparei que ela está amassada."respondeu Legolas.

"Certo. Não seria mais fácil leva-la ao ferreiro e consertar?" retrucou Deirdre

"Voce não pode simplesmente receber o presente e agradecer A'mael? (amada).

"Hannon Le"(obrigada)

" Ótimo. É hora de testar seu presente."

"Nada mal" – disse ele –, "mas você precisa levantar um pouco mais o cotovelo durante uma parada."

"Meu cotovelo?" – indagou Deirdre, piscando.

"Isso mesmo. Faça assim. – Legolas tirou a espada da bainha e demonstrou o movimento. – Assim evita que seu inimigo atinja seu ombro baixando a espada de repente, entendeu?"

"Ah…"

Legolas executou o movimento mais uma vez.

"Tente de novo medlin."

Recompondo-se, ela reassumiu a posição e tentou copiá-lo. Não era tão fácil quanto tinha parecido.

Legolas se aproximou por trás e amparou-lhe o cotovelo com a mão.

"Assim… Agora, vire um pouco o punho" – instruiu-a, colocando a mão quente sobre a dela e apertando-a ligeiramente.

"Lembre-se de uma coisa. Você não tem força suficiente para lutar com um homem. A rapidez e a esperteza serão suas aliadas no combate. Procure ficar de lado para o oponente. Lembre-se de que você não tem um escudo. Posicionando-se assim, você diminuiu a área de ataque."

Ao vê-la executar o movimento conforme ele instruíra, Legolas comentou:

"Sabe, seu irmão foi um excelente instrutor. É claro que lutar com duas espadas é completamente diferente" afirmou Legolas.

"O rei foi seu instrutor?" Indagou Deirdre

"Sim. Ele foi."

Um burburinho indicava que mais ellon (elfos) entravam no aposento, aquela era a sala de treinos, era esperado que isso acontecesse. Alguns deles aproximavam-se das fogueiras em busca de calor.

"Eu acredito que chega de treino por hoje. Não?"questionou Deirdre

"Sim." afirmou Legolas

Assim o casal foi visto saindo da sala de treinos com o cachorro correndo em seu encalço.

DEIRDRE

EREBOR

A medida que as horas passavam, Deirdre sentia a boca seca. Estava nervosa. Tholin demorava a dar o sinal. Ao olhar para baixo, via os homens inquietos. Ninguém ousava sair da formação, contudo oscilavam de um lado a outro. Os mais excitados com o combate, brandiam as lanças, espadas, alabardas ou machados de guerra. Muitos tinham aprendido a utilizar essa arma ali em Erebor.

Até que Deirdre viu os clarões das chamas se elevando.

"BARD!" Gritou para o irmão.

O rei de Valle subiu os degraus de dois em dois. Os irmãos olharam as chamas e assentiram. Por mais duro que fosse, era chegada a hora de se juntarem aos anões.

Em meio a balburdia provocada pelos anões no acampamento inimigo, o portão foi aberto, sem chamar a devida atenção e um grupo misto de humanos e elfos saiu por ele. Algum tempo depois, uma saraivada de flechas saiu da muralha e caiu sobre eles.

As espadas eram arremetidas para frente. As chamas queimavam o acampamento. Os wargs soltos, despedaçavam a esmo. Deirdre vira uma das bestas arrancar a perna de um orc. Não seria uma grande perda, ela pensou.

Ela viu o inimigo aproximando-se e investiu contra ele. O escudo redondo era de grande ajuda, a adaga rasgou carne e tendões. A criatura gritou. Deirdre golpeou-o com o pomo da espada. O orc tombou. Ela continuou a andar.

Em um determinado momento ela achou-se combatendo com Laurea, costas com costas. Os orcs falaram alguma coisa, que nenhuma das duas entendeu. Ambas investiram contra eles. Por nada poderiam separar-se nesse momento.

Em meio à luta, era possível ouvir um som mais alto ainda. No instante em que se viu, sem inimigos, Deidre olhou para o céu e viu uma tempestade enorme que se aproximava.

Deirdre não sabia onde estava o irmão. No meio da batalha afastara-se dos elfos, que, em geral, eram seus guarda costas.

"O portão!" Gritou um dos orientais.

"Sigam para o portão!"

Um grupo de haradrim avançou em direção aos portões. Entretanto foram recebidos por flechas incendiárias.

O orc ergueu o machado, A lâmina desceu e um dos homens de Valle tombou. O sangue irrigou a terra.

"Cuidado, atrás de você!"

Deirdre voltou-se e percebeu que em algum momento da luta, separara-se de Laurea. Ela esperou que a elleth (elfa) estivesse bem.

A princesa levantou a espada, parando o ataque de um homem que vinha em sua direção. O haradrim ergueu a espada, Haakon desviou-se para a direita e levantou o escudo. Ele sentiu o golpe do machado reverberar ao longo de seu braço. Os olhos do Haradrim cintilavam. Haakon investiu contra ele, derrubando-o, e Axel, ergueu o machado e atacou o outro haradrim, quebrando o escudo do oponente ao meio. Então, aproveitando-se do fato de estarem tão próximos, Axel, deu-lhe uma rasteira, o oponente se desequilibrou e caiu, e o escudo e a espada lhe escaparam das mãos, voando para longe. Ele estava indefeso, agora. Os dois soldados de Valle deram cabo dos inimigos rapidamente.

"Venha senhora" disse Haakon, aproximando-se de Deirdre. Ela estava em pé e esfregava o pescoço. Doía muito, as tranças do cabelo estavam desfeitas e sua amiga havia desaparecido.

"Eu vou protegê-la." Disse Haakon. "Não que você precise de muita proteção", ele completou ao ver o olhar que ela lhe direcionou.

A princesa sorriu agradecida dessa vez. Haakon era um dos soldados mais leais de seu pai.

"Vamos, preciso encontrar Bard e Laurea."

O guerreiro agarrou os cabelos de Laurea e torceu-os ao redor da mão, aprisionando-a e machucando-a. A lâmina de uma espada brilhou em sua outra mão. Por um segundo, o coração dela parou de bater. Ela ficou paralisada. A visão ficou turva, e gotículas de suor frio umedeceram sua nuca. Não podia desmaiar. Não sobrevivera àquilo tudo para agora simplesmente morrer pelas mãos daquele homem.

Ela deu um forte pontapé com a ponta da bota na canela do Haradrim, ouviu-o praguejar e em seguida ele soltou seu cabelo. Ela desvencilhou os fios restantes com os dedos, e o guerreiro ergueu a mão. Laurea se abaixou; e se preparou-se para sair correndo. Contudo ele conseguiu segurá-la por um dos pés e ela foi ao chão.

Laurea não tinha escolha, precisava agir.

O selvagem se virou-se rapidamente ao sentir sua aproximação. A faca bem afiada deslizou com uma facilidade surpreendente para dentro da perna dele, o haradrim gritou e o escudo caiu de sua mão, deixando-o vulnerável. Um jato de sangue jorrou da boca do homem, quando ela deslizou a faca pelo pescoço e uma expressão de puro espanto fez os olhos dele se esbugalharem. O homem caiu ao chão. Os olhos abertos, que nunca mais contemplariam nada.

Laurea deixou-se ficar sentada por instantes. Até então não tinha matado um humano.

"Eu também fiquei enjoado da primeira vez."

Erguendo o rosto, ela viu Amrod. E tudo o que sabia é que estava salva. A vontade dela era de enterrar o rosto nas mãos e chorar. Naquele momento ela era uma contradição ambulante. Pedira para ir naquela viagem. Sabia que ia para a guerra, e, no entanto, sentia-se em pedaços, por ter tirado a vida de um oponente.

Então eles ouviram o som de um chifre. Alto e claro. Era um mensageiro. Alguma coisa no som fez com que os combatentes parassem.

"A guerra acabou. Há um novo rei em Gondor. Sauron foi derrotado!"

O homem tornou a repetir.

"A guerra acabou. Há um novo rei em Gondor. Sauron foi derrotado!"

Ao ouvir essa proclamação os orcs abandonaram o campo de batalha, deixando ali os homens do Harad, os carroceiros e outros que haviam se juntado aquele grupo com esperança de ficar com o ouro dos anões para si.

O mensageiro fora acolhido por Thórin III e após muitas discussões, os dois reis, decidiram que no dia seguinte ouviriam o Haradrim.

Todos os que se renderam foram feitos prisioneiros e passaram a noite fora dos portões de Erebor. Tanto Thórin III como Bard chegaram a um acordo que o melhor a fazer seria mantê-los fora da passaram a noite vigiados, tanto por anões como por humanos.

TARICK

Aquele era o salão de banquetes e conselhos, era conhecido como a grande câmara de Thror. Tochas em suportes de ferro iluminavam o lugar, dando um brilho quase fantasmagórico às paredes de pedras portas abertas permitiam que se visse que o lugar se encontrava apinhado. Humanos, anões, elfos, todos com muito interesse naquela audiência.

Uma mesa grande e alta dominava o ambiente. Sentado a uma cadeira estava Thórin III, o rei de Erebor. A seu lado direito o rei de Valle, a sua esquerda Tholin, seu líder de armas.

O chefe dos Haradrim, Tarick, encontrava-se diante dele, sem amarras nas mãos, uma temeridade segundo Tholin, uma gentileza, segundo Bard.

Em outro ponto do salão, encontravam-se o líder dos carroceiros, e o comandante dos Balchot, ambos com amarras nas mãos e vigiados de perto por guardas.

Tholin Braço de Pedra começou uma explicação de porque estavam fazendo aquele julgamento, esperando encontrar a melhor punição para os que haviam se rendido.

"Sabemos que não apenas orcs, goblins ou uruk-hai, seguiam Sauron, muitos comandados por magia outros por vontade própria. Mas que tipo de homem serviria ao senhor do Escuro?" indagou Orleg

"Esses infelizes querem viver. Apenas mate-os." Disse Lofar, um dos anões.

"Sim. Eles devem ser mortos." concordou Diarmuid, um dos homens de Valle.

Então o Líder dos Haradrim ergueu-se e com voz clara e límpida falou na língua comum:

"Nunca nenhum governante, rei ou regente se importou conosco. Não venha nos recriminar por termos ouvido Sauron. Ele veio até nós. Foi o único que nos ouviu." disparou Tarick

Os anões começaram a murmurar entre si. Ninguém parecia disposto a aceitar essa versão da história.

O rei de Valle aproximou-se de Thorin III e disse:

"É verdade. Também nós fomos negligenciados pelos regentes de Gondor. Denethor, o último regente há tempos tornou-se calado, só em sua torre, e parecia não se importar em preservar antigas alianças."

Thorin III assentiu e Bard continuou.

"Contudo a proximidade de nossos reinos nos impediu que essa negligência causasse prejuízos ao nosso povo. Nós testemunhamos acordos comerciais entre os reis".

O líder dos Haradrim, que havia se sentado, remexeu-se no banco e disse:

"Vossas majestades falam de acordos comerciais e de amizade. Seus reinos são próximos e prósperos. Tudo o que temos é o deserto e alguns poucos oásis. Há muito tempo que meu povo foi deixado a própria sorte. Quando nos foi prometida terra fértil, para nossas famílias, nós aceitamos porque temos famílias numerosas. A comida e a água se tornaram escassas."

Novo burburinho que só cessou quando Thorin III desembainhou a espada e colocou-a sobre a mesa. Os anões imediatamente fizeram silêncio no que foram seguidos pelos demais.

"E quanto aos carroceiros? É conhecido que eles atacam qualquer habitante de Valle e de Esgaroth Lago Comprido sempre que se encontram em viagem." disse Colin, um dos soldados de Valle

"Sim. Os carroceiros nos odeiam." assentiu Eamon

Bard e Thorin se entreolharam. No que concernia aos carroceiros, tornara-se óbvio que a mágoa era grande demais, para que eles conseguissem algum tipo de perdão.

"Peço, por favor, que os senhores se acalmem. Cada líder inimigo será ouvido e julgado. Eamon, Colin, contenham-se.

Bard suspirou. Aquele julgamento, com muita sorte, iria durar o dia inteiro. Ou dias, se dependesse de cada mágoa, perda ou ferimento a ser lembrado ali.

"Tarick, você comanda os Haradrim."disse Thórin III.

O homem assentiu.

"Como comandante desse grupo cabe a você ouvir o que decidimos. E na qualidade de líder, você responderá por eles."

Erguendo-se da mesa, Thórin pronunciou a sentença.

"Vocês irão nos servir, trabalhar na reconstrução de toda a cidade de Valle e o que foi destruído em Erebor, e Esgaroth do Lago Comprido e quando tudo terminar serão levados a Gondor, para prestar juramento ao novo rei e só então poderão voltar para suas famílias."

" A reconstrução pode demorar anos, ou ser mais rápida, se todos nós trabalharmos." Disse Tarick.

Então ele indagou: E qual seria segunda alternativa?"

"Voces serão executados no próximo amanhecer, mesmo que tenham se rendido ao final da guerra." Respondeu Thórin III.

A SER CONTINUADO...