Bônus II [Parte 1]
Hoje eu era um homem casado há dez anos com a mulher mais perfeita do universo, tinha cinco filhos e mais de quinze estúdios de tatuagem espalhados pela América.
Minha vida tinha mudado muito nos últimos anos.
A primeira mudança foi meu estado civil que mudou de solteiro para casado, já que logo após a quarta tatuagem de Bella eu tinha feito o pedido de casamento. Casamos-nos seis meses depois.
Após dois meses de casados, ela descobriu que estava grávida. Oito meses depois, prematuramente, vinha ao mundo Benjamin, Matthew e Clarie. Sim, trigêmeos.
Foram tempos dificeís, já que como eram três, eles tiveram que ficar um tempo no hospital para ganharem peso. Os tempos dificeís se estenderam para quando eles foram pra casa, já que era um pouco difícil lidar com três bebês.
Graças a Deus recebemos ajuda de nossos pais e amigos, pois com certeza não daríamos conta de tudo sozinhos.
Quando eles tinham três anos, tivemos o quarto filho. Andrew veio sozinho, e como já tinhamos prática, foi mais fácil de criá-lo.
Na minha opinião e de Bella, já tinhamos a família perfeita. Três varões e uma princesinha. Porém, quando Andrew tinha quatro anos, Bella deu a luz a Thomas. O quinto filho.
Foi uma gravidez inesperada, por falta de atenção, mas que recebemos de braços abertos. Eram muitos filhos, porém demos conta.
Bella tinha acabado a faculdade quando ainda estava grávida dos trigêmeos e desde sua formatura trabalhava na empresa dos pais, parando apenas quando estava nas gestações dos dois últimos.
Já eu abri algumas filiais pelos Estados Unidos, e quando Andrew nasceu, expandi meu negócio para fora.
Eu poderia ter arrumado um emprego na área que me formei, engenharia mecânica, mas tatuagens eram minha vida. Eu amava minha profissão, então me dediquei a ela. Hoje não me arrependia de minha decisão.
Minha vida tinha mudado, e muito, mas eu amava cada uma das mudanças.
— Papai! Papai! — Eu ouvia Claire me chamando e sorri. Minha princesinha tinha nove anos e era linda. Era a cara de Bella, mas os olhos eram meus. Eu teria muito trabalho quando ela crescesse.
— Aqui, princesa! — Gritei da cozinha, enquanto virava o bacon na frigideira.
— A mamãe está te chamando. — Ela disse quando entrou. Eu suspirei.
A pouco mais de um mês Bella tinha colocado silicone nos seios e estava de repouso. Por mim ela não precisaria de nada daquilo, mas segundo ela amamentar cinco crianças tinha deixados seus seios murchos e caídos.
O que ela não entendia era que poderia ser uma tábua, mas ainda sim eu a desejaria, porque a amava. Mas, não consegui convencê-la e ela tinha ido parar na mesa de cirurgia.
Deixei Claire comendo na cozinha e fui em direção aos quartos. Passei pela sala e vi Thomas com Sue, nossa babá. Ele estava assistindo desenhos e sorri. Tão calminho.
Meu caçula tinha dois anos e era minha cópia. Segundo Bella, ele era um mini-Edward, mas sem as tatuagens.
Subi as escadas e antes de ir até minha eterna senhorita, passei no quarto de Ben e Matt. Eles ainda dormiam, como de costume naquele horário. Eram dois preguiçosos que amavam uma cama. Também tinham nove anos e eram praticamente iguais fisicamente, com seus cabelos bronze Edward e olhos azuis herdados de Renné, e no hábito de dormir demais, porém eram completamente o oposto em personalidade.
Enquanto Ben era calmo, bondoso, prestativo e inteligente, Matt era ativo, nervoso, piadista e elétrico. Porém, eram muito apegados um ao outro. Aliás, outra coisa que tinham em comum, era o ciúme por Claire.
Para eles, ela era a princesinha, e não permitiam nenhum garoto de chegar perto da irmã. Ela teria trabalho com eles quando arrumasse um namorado.
Espantando esses pensamentos, fechei a porta e os deixei dormindo, indo para o quarto que Andrew dividia com Thomas.
Meu quarto filho já estava acordado, arrumando sua cama. Se Thomas era um mini-Edward, Andrew era um mini-Bella. O garoto era a cara da mãe e minha sogra brincava que ele era uma Bella de calças.
Tinha seis anos, mas era muito maduro pra sua idade, tanto que era o único que já arrumava sua cama.
— Bom dia, papai. — Desejou educadamente, enquanto arrumava o pequeno óculos no rosto.
Logo cedo havíamos descoberto que ele tinha problemas de visão, e corremos atrás de resolver o seu problema, antes que ele ficasse cego. Infelizmente não conseguimos livrá-lo dos óculos de grau. Porém, tinhamos certeza que era melhor usá-lo do que não enxergar.
— Bom dia Drew, dormiu bem? — Perguntei enquanto bagunçava seus cabelos castanhos.
— Sim senhor. — Assentiu e eu ri.
— Ótimo! Desça para tomar café enquanto eu vou falar com sua mãe. — Ele assentiu e saiu correndo.
Sai do quarto e fechei a porta, indo para o meu quarto e de Bella. Quando cheguei lá, sorri com a cena da mulher que eu amava, sentada com as pernas cruzadas, assim como seus braços, e um bico nos lábios.
— Você demorou. — Ela disse, quando me dirigi para ela e me sentei ao seu lado. Descruzei seus braços e coloquei no meu pescoço, dando-lhe um selinho.
— Estava fazendo o café e passei para olhar as crianças. — Ela sorriu.
— Tudo bem, eu te perdôo. Mas, será que você pode me ajudar a tomar banho? — Ela pediu com um beicinho e eu fiz cara de pensativo.
— Não sei... Será que eu posso fazer isso? — Ela gritou rindo quando a peguei no colo de surpresa, indo para o banheiro.
— Não vejo à hora desse repouso acabar. Odeio não poder fazer as coisas sozinha. — Ela reclamou quando comecei a ajudá-la a tirar a blusa.
— Por mim você nem teria feito essa cirurgia, sabe disso. — Eu disse e ela se emburrou.
— Não vamos discutir isso novamente. — Ela disse com um bico e eu assenti. Nem tinha porque eu falar tudo o que pensava, já que ela já tinha colocado o silicone.
— Quando o repouso acaba? — Perguntei quando terminei de tirar suas roupas e fui ligar a água da banheira.
— No final dessa semana. — Respondeu vagamente.
— Mas que dia? — Insisti.
— Não sei tatuado, preciso ver com o médico. — Fechei a cara. Ela riu. — Não faz essa cara, amor. Nós dois sabemos que ele só é o meu médico.
— Sim, mas ele é novo e viu os peitos da minha mulher. Não tenho como ficar feliz com isso.
— Amor, é só o trabalho dele. Não tem nada demais. Aliás, ele já viu um monte de peitos, não tem com o que se preocupar.
— Mesmo assim. — Emburrei e ela riu. — Vou acordar os meninos, tudo bem? — Perguntei depois de ajudá-la a entrar na banheira.
— Vai lá e boa sorte. — Ela disse enquanto encostava a cabeça na beira da banheira e fechava os olhos.
— Vou precisar. — Brinquei e ela riu.
Sai do banheiro e do quarto e fui até o quarto de Ben e Matt, ficando lá uns vinte minutos, até eles acordarem com a cara amassada e começarem a se arrumar para a escola.
Desci para a cozinha e encontrei Claire e Drew conversando animadamente sobre um desenho que gostavam. Thomas estava lá com Sue, comendo sua fruta.
— Papai! — Ele gritou quando me viu e saiu correndo da cadeira que estava sentado, vindo se agarrar as minhas pernas.
— Bom dia, Thom. — Beijei seu rostinho e ele riu com as cócegas que minha barba fez.
Ele se debateu no meu colo e eu o coloquei no chão, vendo-o voltar para a cadeira, para terminar de comer.
— Bom dia! — Escutei a voz desanimada dos dois dorminhocos e revirei os olhos. Vai gostar de dormir assim lá longe.
Ajudei-os a terminar o café e subi para o quarto novamente, para ajudar Bella a sair da banheira, enquanto eles iam pegar suas bolsas.
— Obrigada amor. — Ela disse me dando um selinho, depois de eu ajudá-la a colocar um vestido branco soltinho, ficando apetitosa.
— Você está uma delícia, senhorita. — Falei em seu ouvido e a vi se arrepiar.
— Não comece, tatuado. Sabe que eu ainda estou um pouco sensível. — Fiz biquinho e ela riu. — Vou te recompensar quando puder, amor.
— Tudo bem, vai. Vou levar as crianças pra escola. — Falei e ela assentiu.
Sai do quarto e desci as escadas, encontrando os cinco já na porta e prontos.
Abri a porta e esperei-os saírem, fechando-a em seguida.
Deixei Thomas na creche e levei os outros quatro para a escola. Depois voltei para casa, encontrando Bella deitada na cama com o notebook no colo, trabalhando.
Fui para o closet e troquei de roupa para ir para o estúdio.
— Volto as oito, bebê. — Falei para Bella e ela assentiu, me beijando. Enfiei a língua em sua boca e segurei seu cabelo com força.
— Cachorro. — Ela disse ofegante quando a soltei e sorri. — Só faz isso pra me deixar excitada.
— Exatamente, querida. — Disse sorrindo torto e sai, ouvindo a praguejar.
Pra falar a verdade, eu também ficava excitado. Ainda mais por não comer Bella desde que ela tinha feito a operação. Ela estava sensível e só por isso não a agarrei nesses dias. Que tipo de homem eu seria se fizesse minha mulher transar comigo estando recém operada?
Mas mesmo assim, eu estava necessitado. Não podia negar.
Notas: Galera, mil desculpas pela demora! Eu esqueci que ainda não tinha terminado de postar aqui... Sendo assim, pra compensar, já vou postar o último capítulo logo depois desse. Espero que me perdoem!
