Bônus II [Parte 2]
Esperei Edward sair para poder me levantar e começar os preparativos para aquele dia.
Já tinha recebido alta há uma semana, mas queria fazer uma surpresa para o meu marido. Sabia que ele estava necessitado e era isso mesmo que eu queria.
Liguei para Alice e ri quando Melany atendeu.
— Oi, amor da titia. — Cumprimentei e ouvi seu risinho.
— Oi tia Bella. Tudo bem com a senhola?
— Sim, meu amor e com você? — Ouvi alguém falando com ela.
— Estou bem. Tia Bella, a mamãe qué fala com você. Tchau! — Ela se despediu e ouvi mais alguma conversa.
— Oi Alice. E aí? Tudo pronto? — Perguntei ansiosa e ouvi sua risada.
— Sim, Bella. Pode passar aqui em casa as seis. — Conversamos mais um pouco e desliguei.
Arrumei algumas coisas na minha bolsa e desci para a cozinha, comendo alguma coisa rapidamente e fui para a garagem, pegando o carro e seguindo para o salão de Rosalie.
— Bom dia, Bella! — Ela me cumprimentou animada e eu sorri a abrançando.
— Bom dia, Rose. E aí? Como andam as coisas? — E partirmos para o papo de salão, enquanto ela arrumava meus cabelos, logo depois fazendo minhas unhas e após a depilação.
Como éramos amigas há anos, ela gostava de cuidar de mim ela mesma, sem deixar que um funcionário fizesse isso. Como amava essa minha amiga.
— Já falou com o Emm, Rose. Está tudo certo? — Perguntei preocupada e vi seu sorriso, enquanto ela terminava de pintar minhas unhas.
— O ursão já fez tudo direitinho, Bella. Fica tranquila. — Respondeu e respirei aliviada.
Sim, Emmett tinha conquistado sua loira. Mas, teve que lutar por muito por isso e no dia do casamento dos dois, Rose me confessou que tinha finalmente cedido por conta do tribal de Emm tinha tatuado no braço direito.
Ao que parece, a loira também tinha uma tara por tatuagem. Aliás, ela já tinha três.
Eles já estavam juntos há nove anos e tinham dois filhos. Eric de cinco anos e Camilla de três.
Terminei tudo o que precisava no salão e corri para a escola dos meus filhos. Esse era um serviço de Esme, minha sogra, naquele último mês, mas como ela tinha um compromisso e não poderia ficar com as crianças, eu as levaria para minha mãe.
— Oi mamãe, a senhora está bonita. — Drew disse arrumando os óculos enquanto entrava no carro. Sorri com seu tom educado.
— Obrigada, querido.
— Mamãe! Fala pro Matt devolver minha boneca. — Claire gritou quando se sentou. Suspirei e olhei pra Matthew.
— Querido, por favor, devolva a boneca pra sua irmã. — Pedi.
— Mas ela não está comigo! — Olhei bem para seus olhos azuis e ele suspirou. — Toma, sua chata! — Tirou a boneca da bolsa e devolveu pra Claire. Ela mostrou a língua pra ele e eu ri.
— Cadê o Ben? — Perguntei quando vi que ele não tinha entrado e não estava com os irmãos.
— Ali, mamãe. — Claire apontou e eu vi meu filho conversando com uma menininha loira um pouco mais baixa que ele.
— Quem é ela? — Perguntei pra Matt, que com certeza sabia a resposta.
— A menina que o Ben gosta. — Fez pouco caso.
— Ah... — Como assim meu menininho gosta de alguém? — E você Matt, não gosta de ninguém?
— Gosto da Rapha, mas ela não liga pra mim. — Falou triste e eu quase ri. Tinha nove anos e já sofria por amor.
— Oh meu bem, ela não sabe o garoto maravilhoso que está deixando passar. — Disse e ele assentiu.
— Eu também gosto de um menino e ele quer ser meu namorado. — Engasguei com a fala de Claire. Porém, não mais que Matt e Ben, que estava entrando.
— Como assim? — Eles perguntaram juntos. — Quem é ele? Seu nome? Telefone? Endereço? — Ben complementou.
— Ei... Ei... Calma os dois! — Interrompi quando vi que já vinham mais perguntas. — Deixem sua irmã em paz, depois eu converso com ela.
— Mas mamãe... — Matt começou.
— Mas nada! Chega! Vamos que eu ainda tenho que passar na creche e pegar o Thomas. — Ben e Matt cruzaram os braços ao mesmo tempo emburrados. Eu ri.
Passei na creche e peguei meu caçula, que logo me abraçou quando me viu. Depois segui para a casa de minha mãe. Deixei-os rapidamente e me despedi.
— Obedeçam a vovó. Amanhã venho buscar vocês. Não se esqueçam que a mamãe ama a todos. — Falei enquanto dava um beijo em cada um deles.
Fui para o carro e dirigi para a casa de Alice, para pegar a roupa que eu ia usar. Como eu ainda estava de repouso, não tive tempo para comprar então pedi para minha amiga montar o look em sua loja, que eu só passaria para pegar.
Quem me atendeu foi a pequena Melissa, de quatro anos, irmã gêmea idêntica de Melany. As duas eram loiras de olhos azuis, como Jasper.
— Olá, senholita Bella. Mamãe disse pala você ir ao ateliê. — Ela me cumprimentou educadamente. Tão fofa e parecida com Drew.
— Ok, pequena Liss. — Dei um beijo em sua bochecha e segui para o ateliê, que ficava no segundo andar. — Alice... — Chamei quando bati na porta e entrei.
— Aqui, Bella! — Ela gritou atrás de um manequim.
— E aí? Tudo certo? — Perguntei depois de dar um beijo em seu rosto.
— Sim, vamos começar a te arrumar.
E lá se foram mais meia hora, onde Alice me maquiou e me ajudou a se vestir. A roupa consestia em um top azul escuro que ia até o final dos seios e os deixavam bem empinados, um micro-shorts também azul escuro, salto alto, algemas e cacetetes. Uma bela policial safada, louca para prender o marido. Coloquei um sobretudo por cima e estava pronta.
— Muito obrigada Alice. — Agradeci enquanto saia do ateliê. Ela apenas sorriu.
Estava descendo as escadas, quando dei de cara com Noah, de oito anos e a cara de Alice.
— Está linda, tia Bella. — Ele me disse e eu sorri.
— Obrigada, querido. — Noah piscou o olho verde e eu ri.
— Que tal sair comigo essa noite?
— Oh querido, é uma pena, mas já tenho um compromisso. — Me desculpei e ele fez uma falsa cara triste.
— Uma pena mesmo, mas teremos outra chance. — Ele disse enquanto me dava um beijo no rosto e seguia para seu quarto. Gargalhei quando ele saiu. Se Alice não tomasse cuidado, teria várias meninas na sua porta querendo uma chance com o garanhão.
Segui para o estúdio de Edward e estava indo cumprimentar Emmett, quando vi uma morena saindo de dentro da sala e quase rosnei com isso. Odiava que ele tivesse de atender mulheres bonitas. Ainda bem que ele se recusava a fazer tatuagens como a primeira que eu tinha feito.
— Já posso entrar Emm? — Perguntei ao sócio do meu marido, que cuidava da parte administrativa e da agenda de Edward.
— Claro Bellinha, quase que se atrasa. — Ele me disse e fiz uma careta.
— Culpa do trânsito. — Ele riu e concordou.
— Bom, aproveite! Eu estou indo fazer o mesmo com a minha ursinha. — Ele disse enquanto pegava suas coisas e saia do estúdio, o trancando.
Respirei fundo e bati na porta, entrando em seguida. Entrecerrei os olhos quando não vi ninguém ali dentro. Onde estava Edward?
— Edward? — Chamei.
— Só um momento! — Ele gritou de dentro do banheiro.
Esperei um pouquinho e logo ele saiu. Sorriu torto quando me viu.
— Perdão pela demora, senhorita. Acabei me sujando com a tinta quando estava arrumando minhas coisas.
— Sem problemas, Cullen.
— Então, o que vai querer fazer hoje? — Perguntou enquanto se sentava no seu banquinho e eu sentei na maca.
— Quero que minha décima tatuagem seja especial. Vou escrever o nome do meu marido. — Ele arregalou os olhos.
— Oh, sério? — Perguntou e eu ri.
— Sim, tatuado. Preciso retribuir a homenagem que ele fez pra mim. — Falei e ele sorriu torto, alisando o pulso, onde estava escrito meu nome.
— Então, vamos lá. Conte-me onde quer essa tatuagem. — Olhei para o meu corpo indecisa. Ainda não tinha decidido isso.
Tinha uma caveira mexicana na panturrilha esquerda, um laço azul na coxa direita, uma rosa na virilha, uma pimenta no bumbum, uma cruz no quadril atrás, cinco bonequinhos na parte de cima das costas que representavam meus filhos, duas cerejas no pulso esquerdo, uma rosa grande na mão direita e um escrito dizendo "Plus que ma proprie vie" na parte lateral da costela esquerda. Onde eu poderia fazer a décima?
Sorri com a ideia que eu tive. Acho que iria pirar com a cabeça de Edward.
Levantei-me da maca e tirei meu sobretudo, dando a ele a visão da minha fantasia. Sorri com o gemido alto que ele deu. Sentei-me de novo na maca.
— Aqui, senhor Cullen. — Apontei para os meus seios recém-operados. Mais uma vez Edward arregalou os olhos.
— Sério? De verdade? — Ele me perguntou e eu sorri grande.
— Com toda a certeza. — Ele assentiu.
— Então, vamos começar.
Tirei a parte de cima da fantasia e pedi para ele desenhar no papel apenas o sobrenome, pois queria que fosse uma coisa nossa, e que ninguém pudesse ver logo de cara e meter o bedelho falando que seria difícil de apagar quando nos separassemos.
— Qual lado vai querer? — Ele perguntou quando terminou e ia começar a traçar na minha pele.
— Do esquerdo. Perto do coração, pra você sempre lembrar o quanto eu te amo. — Disse e ele sorriu pra mim.
— Eu também te amo, amor. — Ele me deu um beijo rápido e começou o trabalho. Ele sabia que se não tomasse cuidado, a tatuagem ficaria para depois e iriámos direto para o bem-bom. — Bella, você não deveria estar de repouso? — Ele me perguntou enquanto começava a passar a tinta por cima do traço.
— Meu repouso acabou na semana passada. Mas, como queria fazer uma surpresa para você, preferi manter em segredo e continuar com a nossa rotina pós-cirurgica. — Ele apenas riu e assentiu.
Como era uma tatuagem pequena, não demorou muito tempo para ele finalizá-la. Esperei ele terminar de limpar minha pele, para comandar:
— Deite-se na maca, senhor Cullen. Agora! — Sai de cima da maca e vi-o segurando o riso e fazendo o que eu havia mandadado. — Ponha as mãos unidas para cima. — Ele fez o que eu mandei e eu o algemei. Como não tinha onde prender as algemas, ele ficou com as mãos presas, mas ainda conseguindo mexer os braços.
— Por que estou sendo preso, senhorita? — Ele me perguntou com falsa dúvida.
— Porque anda atendendo mulheres bonitas demais nesse estúdio, Cullen. E você sabe que sua esposa é ciumenta e não gosta nada disso. — Murmurei e ele sorriu torto.
— Ela sabe que só tenho olhos pra ela, senhorita. — Eu quase derreti. Quase. Mas, se eu tivesse feito isso, qual seria a graça da brincadeira?
— Mas mesmo assim continua atendendo as vadiazinhas? Senhor Cullen... Senhor Cullen... Você receberá um castigo por isso. — Peguei em seu pau, o massageando, e sorri quando ele gemeu.
— Que... Castigo? — Perguntou com dificuldade, pois eu ainda estava com a mão em seu pau.
— Você não irá me tocar, senhor Cullen. Eu farei todo o trabalho hoje. — Murmurei sabendo que ele iria ficar nervoso. Edward simplesmente odiava não me tocar durante o sexo. Mas não me importei.
— Bella, você não pode estar falando sério! — Disse nervoso e eu sorri.
— Cala a boca, aproveita e goza, Cullen. — Ele se emburrou e eu ri. Parecia criança. — Vamos lá, primeiro vou te deixar sem roupa. — Falei enquanto tirava a mão do seu pau e segurava a barra de sua blusa.
Tirei-a com um pouco de dificuldade, por conta das mãos dele presas, e depois parti para a parte de baixo. Primeiro tirei seu tênis e suas meias, e depois puxei a calça e a cueca para fora de seu corpo.
Gemi com a visão do seu pau apontado para cima. Eu ainda era extremamente apaixonada por aquela maravilha.
Subi em cima de Edward e o beijei famitamente, com muita língua e intensidade. Só com beijos ele conseguia me deixar molhada. Gostoso!
Desci os beijos para o seu pescoço e demorei pouco tempo ali, apenas chupando-o as tatuagens que ali havia e mordendo-o um pouco. Desci os beijos para seus mamilos, onde chupei com força, ouvindo os gemidos de Edward se tornar mais altos e ele se contorcer embaixo de mim.
Passei a língua pela tatuagem que ele tinha no peito, depois passei para a do quadril, e sentia ele se contorcer mais e mais embaixo de mim, pela próximidade que minha boca estava do seu pau. Sorri com isso.
Desci para seu membro e o segurei com força, o punhetando lentamente. Mas, logo aumentei meus movimentos.
— Oh droga, Bella. Mais rápido...! — Ele rosnou e senti um arrepio subir por miha espinha, por conta do seu tom de voz. Fiz o que ele tinha ordenado. — Põe a boquinha aí, vai. — Pediu e eu coloquei.
Passei primeiro minha língua pelo comprimento, mas depois o engoli inteiramente. Iniciei o movimento de vai e volta, sempre o babando bastante e fazendo pressão com a língua em sua cabecinha.
Como sabia que ele adorava garganta profunda no boquete, engoli seu pau até o final e fiz pressão com a garganta, quando senti a cabeça do pau dele ali. Estava lacrimejando e sem ar quando o tirei de minha boca, vendo um fio de gozo nos unindo.
— Adoro quando faz isso, senhorita. — Ele me disse sem fôlego e eu sorri.
Sai de cima dele e tirei o shorts da fantasia, ficando apenas de calcinha vermelha em sua frente, já que tinha não tinha colocado o top novamente. Voltei pra cima dele, puxei a calcinha para o lado e montei em seu pau, sentindo cada polegada dele me preenchendo. Gememos juntos com a sensação não sentida há algum tempo.
Iniciei os movimentos lentamente, subindo e descendo no pau dele com calma. Mantive-me assim por um bom tempo, gemendo e de olhos fechados, até sentir que Edward se contorcia embaixo de mim.
Ri, pois sabia que ele estava querendo me tocar.
— Bella... Me... Solta... — Ele rosnou com dificuldade, pois comecei a apertá-lo com meus músculos internos.
— Não, tatuado. Já disse que está de castigo. — Apoei minhas mãos no seu peitoral, rebolei lentamente e gemi quando ele revirou os olhos, pelo prazer que sentiu.
Passei a cavalgar mais rápido e intercalar entre vai e vem e reboladas. Meu tatuado movia os quadris para cima lentamente. Senti meu orgasmo chegando e, sabendo que Edward estaria olhando, levei meu dedo indicador até meu clitóris, me tocando. Ouvi Edward rosnar e elevar o quadril com força, levando seu pau profundamente para dentro de mim e me fazendo gozar enquanto gemia alto.
Parei meus movimentos aproveitando a sensação maravilhosa e quando a mesma acabou, me desconectei de Edward e me levantei.
— Aonde pensa que vai, Isabella? — Ele me olhou com raiva e eu ri.
— Não vai gozar dentro de mim hoje, tatuado. — Edward me olhou confuso. — Espere e verá.
Fui em direção a ele, o ajudei a descer da maca e se sentar em uma cadeira que havia no canto da sala. Ajoelhei-me a sua frente e o chupei um pouco, para deixá-lo um pouco mais babado e mais fácil de deslizar.
Quando achei que era o suficiente, juntei meus peitos com as mãos e levei em direção ao seu pau. Coloquei seu membro no meio deles e comecei o movimento de masturbação.
— Droga Bella, que delícia. — Ele gemeu e aumentei os movimentos com meus peitos. Levei minha boca até a cabecinha do seu cacete e comecei a chupar, fazendo bastante pressão. Ele começou a movimentar o quadril, fodendo os meus seios.
Edward rosnou e gemeu ao mesmo tempo, quando senti que ele estava gozando. O tirei de minha boca e deixei que ele esporrasse nos meus peitos, me lambuzando toda. Muitas mulheres achavam nojento, mas eu gostava da sensação de sentir a porra do meu marido em mim.
Levantei-me e sorri com a visão de um Edward lânguido. Fui até o sobretudo e peguei a chave, indo até meu tatuado e abrindo as algemas. Sem esperar, ele me puxou pela cintura e me puxou para seu colo, me beijando urgentemente.
— Putinha, vamos pra casa que ainda sinto fome de você. — Ele disse quebrando o beijo e rebolei em seu colo.
Eu amava meu marido. Amava seus palavrões. Amava seu pau. E principalmente, amava suas tatuagens.
Fim.
Notas: Pronto, esse é o fim dessa short fic que veio na mente e eu simplesmente escrevi. Muito obrigada a todos que comentaram e fiquem ligados porque ainda nessa semana eu posto uma one em comemoração ao Dia do Sexo, ou seja, é quente. Beijos e até a próxima!
