N/T: Rachel ou será Quinn a fazer o investimento? Espere pelos próxs caps. Nick Faberry :) Carrie é clássico mesmo e elas só queriam uma desculpinha pra ficar agarradinhas hahaha

N/T2: Confiram a nova tradução que está saindo aos sábados de Equilibrium

N/T3: Me sigam no twitter sou legal lá hahah Black_Sphynxy

Os olhos de Rachel abriram lentamente. A sensação que ela estava sentindo era nova – diferente. Não algo que ela já tinha experimentado antes. Surreal. O único som que ela podia ouvir era a própria respiração. E então ela sentiu calor em seu pescoço. Um arrepio gostoso de sensualidade correu pelo seu corpo, ela virou a cabeça para que pudesse experimentar totalmente qualquer prazer que estava sendo imposto sobre seu pescoço.

Parou. Ela virou a cabeça pra olhar e o rosto de Quinn estava a meros centímetros do dela. A mão da loira levantou e gentilmente acariciou a bochecha de Rachel. Sua mão continuou rumo abaixo pelo pescoço de Rachel – para sua clavícula e depois. As pontas dos dedos de Quinn passaram entre o macio vale dos seios de Rachel. Rachel tremeu, colocou a mão no topo da de Quinn já que esta continuava a se mover mais pra baixo.

"Vamos pro meu quarto," Rachel disse. Ela ouviu a voz dela como se ela estivesse falando dentro da própria cabeça e não pra Quinn. Mas Quinn ouvira. Ela concordou.

Rachel ficou em pé. Quinn a seguiu. Enquanto Rachel passava pela poltrona reclinável, ela viu que Santana e Brittany tinham desmaiado – as testas delas se tocavam, os dedos entrelaçados no topo do cobertor que estava sobre elas. Em paz no sono delas.

Subindo pelas escadas, o som dos pés delas no chão de madeira parecia ecoar alto nos tímpanos de Rachel. Sua mão estava nas suas costas, os dedos de Quinn apertados dentro da palma dela.

Ela empurrou para abrir a porta do quarto dela, indo direto em direção à cama dela. Rachel sentou na ponta e Quinn se plantou firmemente entre as pernas da morena. Imediatamente, os dedos de Quinn passearam pelo cabelo de Rachel – quase rudemente, definitivamente amorosamente. Rachel gemeu.

Os dedos de Quinn continuaram a se pressionar no escalpo de Rachel, pelo pescoço dela e pelas costas delas – deixando uma trilha de marcas arranhadas deliciosas e perfeitas em sua passagem. Rachel se arqueou para frente, implorando com o corpo dela por mais do que apenas o toque dos dedos de Quinn. Por todo lado.

Em um movimento gracioso, Quinn removeu a camiseta de Rachel. Esta reciprocou. Quinn colocou as mãos ao redor da bunda de Rachel, levantou-a – movendo-a mais pra cima na cama. Então ela subiu em cima da garota menor, consciente da barriga dela. Quinn voltou a colocar beijos de boca aberta, lânguidos e quentes no pescoço de Rachel. Novamente, Rachel virou a cabeça – permitindo um melhor acesso. Novamente, ela gemeu.

A boca de Quinn se moveu mais e mais pra baixo – pairando sobre os seios protegidos pelo sutiã de Rachel. Ela encheu a pequena barriguinha dela com milhões de beijos leves. Beijou o umbigo de Rachel. A pequena morena quase não conseguia lidar com tudo – as sensações, as emoções, a impressionante necessidade de ter tudo de Quinn...

Ela levemente colocou a palma da mão na bochecha de Quinn, levando a outra garota de volta pra cima. Quinn bem gentilmente colocou o corpo sobre o de Rachel. Elas olharam uma pra outra nos olhos – profundamente, bem na alma uma da outra – e então seus lábios se encontraram.

Cada curva de lábio, cada partícula de carne, cada terminação nervosa ficou acesa, em chamas, explodindo. Rachel nunca tinha sentido nada como isso antes. Quinn nunca tinha feito ninguém se sentir assim antes. Hesitantemente, os lábios de Rachel se abriram e a língua dela cautelosamente tocou o lábio superior de Quinn. Quinn respondeu com gentileza.

Por que eu me sinto como se estivesse prestes a explodir? Rachel ponderou. E então ela ficou muito consumida pelo beijo dolorosamente lento delas para se preocupar com os "se" da situação.

As mãos de Quinn fizeram caminhos ardentes pelos lados de Rachel. Na bochecha dela. No cabelo dela. Perna abaixo dela, encorajando Rachel a levantá-la e envolvê-la ao redor dos quadris de Quinn.

E então de repente, o beijo delas foi quebrado. Rachel nem sequer tinha procurado por ar ainda. E o beijo tinha acabado. Os lábios de Quinn não estavam mais no dela.

Ao invés disso, os lábios de Quinn estavam na orelha de Rachel.

"Isso é quente o bastante pra você, Rachel?" A respiração de Quinn acariciou a orelha de Rachel e o corpo dela balançou violentamente em resposta.

Ela concordou levemente, a palavra "sim" saindo sem pensar dos seus lábios. Sim, sim, sim, sim, ela sentia como se puder gritar isso, várias e várias vezes. Mas as garotas estavam adormecidas lá embaixo. Seu pai estava dormindo no quarto dele. Ela não podia arriscar acordar ninguém. Ela não podia arriscar ser interrompida.

"Você tem certeza?" Quinn perguntou novamente.

"Sim," era a única resposta que Rachel tinha pra outra garota – naquele momento, Rachel pensava que era a única resposta que ela já tivera, que iria ter... A única resposta que ela já conhecera ou foi programada para possuir a habilidade de falar. "Sim."

Os lábios de Quinn começou um caminho suntuoso ao redor do pescoço de Rachel. A cabeça da morena só ia de um lado pro outro quando necessário. Qualquer outra função motora mais complexa não era opcional nesse momento. Quinn fez o caminho de volta pra outra orelha de Rachel. Ela levemente lambeu o lóbulo, puxou-o pra dentro da boca dela e sugou-o gentilmente.

Rachel quase se desfez.

"Posso provar você?" Quinn sussurrou, apertando os quadris contra o âmago de Rachel. Os olhos de Rachel reviraram, seu corpo arqueou – sua boca estava seca e ela se achou incapaz de formar uma resposta coerente. Cada fibra do seu corpo estava acesa, pulsando com fogo e desejo – encharcando profundamente, logo abaixo do seu estômago. Ela conseguiu acenar com a cabeça.

Quinn sorriu e beijou-a nos lábios, no nariz, na bochecha. Indo cada vez mais pra baixo. Enquanto Rachel levantava os quadris, ajudando Quinn a remover as calças que ela estava usando pra festa do pijama – ela perguntou – mais pra si mesma do que pra Quinn ou qualquer poder maior que talvez pudesse estar ouvindo ou observando os comportamentos delas – "Isso é um sonho?"

Quinn nunca parou os movimentos dela, mas ela retirou os lábios – ela tinha estado sugando e lambendo levemente a linha logo acima da calcinha de Rachel – e quietamente sussurrou, "Sim."

As pálpebras de Rachel abriram e ela puxou Quinn de novo pra cima, colidindo os lábios delas em um beijo fervoroso e apaixonado. As línguas delas se juntaram à briga. Elas lutavam por dominação. Ninguém ganhou. Era perfeição.

"Diga meu nome, Rachel," Quinn disse. As palavras ficaram perdidas na boca de Rachel. "Diga," Quinn exigiu.

Rachel concordou com a cabeça, ainda tentando achar a capacidade de falar.

"Diga," Quinn demandou mais uma vez – ela enfatizou as palavras dela ao empurrar os quadris firmemente contra Rachel novamente, incitando um gemido em resposta que impecavelmente demonstrava o alcance vocal de Rachel.

"Quinn," Rachel respondeu. "Quinn..."


"Quinn," Rachel murmurou baixo.

Quinn estava um pouco chocada. Rachel estivera dormindo por um tempo. De fato, ela tinha perdido praticamente toda a última parte da construção dramática e culminação dos eventos horrorosos no filme. E pelos últimos 10 minutos mais ou menos, a morena estivera se dobrando, mexendo e gemendo de quando em quando. Quinn escutara ela dizer a palavra "sim" pelo menos uma dúzia de vezes.

E ela tinha acabado de dizer o nome de Quinn.

Quinn não era nem um pouco lenta. Ela era totalmente capaz de colocar as peças em ordem. Rachel estava sonhando – com ela. Ela tinha que admitir... Ela estava lisonjeada.

Infelizmente, a lisonja dela não iria proteger Rachel da brincadeira incessante que com certeza viria de Santana e da honestidade estrondosa que Brittany estava certa de exalar uma vez que cada uma das outras garotas percebessem exatamente o que era que estava acontecendo. Então Quinn começou a gentilmente tentar retirar Rachel do seu sonho sensual. Ela suavemente acariciou o rosto de Rachel com a mão, virando a cabeça da morena em direção à sua. Ela chamou o nome dela ("Rachel... Rachel, acorde") bem baixo, não querendo chamar atenção do casal na poltrona. Ela correu os dedos no braço de Rachel e a diva começou a se mexer. Suas pálpebras flutuaram pra abrir – Ai meu deus, isso foi sexy, Quinn não pôde deixar de pensar isso.

"Oi," Quinn sussurrou suavemente.

"Quinn," Rachel respondeu.

Quinn ficou confusa... Rachel parecia triste. Ela parecia desapontada. Ela parecia com alguém que tinha acabado de ser roubada do seu novo bichinho de estimação.

Quinn meio que se odiou por fazer Rachel sentir qualquer dessas coisas.

"Você... Você está bem?" Quinn perguntou hesitante. Por favor esteja bem, ela pensou. Por favor esteja bem – Eu estou super preocupada em fazer você sentir qualquer coisa além disso.

"É-É. Me desculpe, eu não quis dormir. Eu fico tão cansada tão cedo hoje em dia," Rachel suspirou, colocando a mão sobre os olhos.

Quinn ficou estressada, sem conseguir ver aqueles orbes de chocolate. Então ela colocou a mão dela em cima da de Rachel, entrelaçando gentilmente os dedos delas e moveu a mão de Rachel para o peito dela com a de Quinn colocada firmemente em cima.

"Não se desculpe," Quinn pediu. Talvez ela quisesse dizer mais do que só o filme. Não se desculpe pelo o que quer que você tenha visto. Por favor não se desculpe por qualquer coisa que você sentiu – o que quer que seja que você sinta. Os olhos de Quinn começaram a encher de água e ela piscou furiosamente. Se você está arrependida, isso quer dizer que eu devo ficar arrependida. Só não fique arrependida.

"Como o filme terminou?" Rachel perguntou.

"Oh," Quinn começou. "Bem, todo mundo viver uma vida feliz pra sempre," Quinn mentiu, sua voz tomando um tom mais confiante.

"O que?" Santana disse de alguns centímetros de distância. "Obviamente você não viu nada, Fabray."

"Eu vi tempo suficiente para saber que levou tempo demais para aquele balde de sangue de porco para realmente cair. Isso foi completamente irreal. Pel menos quando eles copiaram aquela cena no filme Superstar, aconteceu em apenas alguns segundo. Não tipo, cinco minutos."

"Por favor nunca mais admita em voz alta que você viu aquele filme," Santana disse. "Por favor. Nunca mais." Apesar dela falar com convicção, ela falou baixo. A loira no braço dela estava adormecida enquanto os créditos começavam a passar, sua cabeça aninhada confortavelmente embaixo do queixo de Santana.

"Oh por favor, como se você não tivesse visto," Quinn bufou.

Rachel riu e se sentou. Quinn não gostou da falta de contato.

"Santana," Rachel começou. "Você gostaria que eu lhe mostrasse o quarto de hóspedes? Você e Brittany são mais do que bem vindas pra dividi-lo."

Santana pareceu por um momento como um veado assustado iluminado por faróis. Então ela disse, "É, Berry. Isso soa ótimo." Ela então virou pra Brittany, beijando-a na bochecha para acordá-la.

"O filme de terror já acabou?" Brittany murmurou incoerentemente.

"Sim, baby, já acabou," Santana respondeu.

Malditas sejam, Quinn pensou. Elas são preciosas demais pro próprio bem delas.

O sorriso bobo no rosto de Rachel levou Quinn a acreditar que ela pensava da mesma forma.

"Tudo bem então, eu não quero forçar ninguém a ir pra cama. É só tipo, 11:00. Mas esse bebê parece me deixar ainda mais cansada do que o usual. E Brittany parece pronta a desmaiar novamente."

Em resposta, Brittany (que já estava de pé e escorada pesadamente na figura menor de Santana) simplesmente concordou com a cabeça. Seus olhos estavam meio desfocados e ela parecia como se tivesse tomado todo seu remédio de gripe mais uma vez.

"Ok," Rachel levemente apertou o braço de Brittany enquanto passava por ela, encaminhando-se para as escadas. "Venha comigo, nós vamos nos preparar pra cama."

Santana e Brittany seguiram imediatamente atrás de Rachel, seus mindinhos ligados fortemente juntos. Quinn levou um momento para dobrar a coberta que estava sobre Rachel e o cobertor que Santana e Brittany estavam usando. Então, ela pegou as tigelas vazias de pipoca e os copos que elas estavam usando e carregou tudo pra cozinha.

Parada na pia, os pensamentos de Quinn começaram a vagar. Para Santana e Brittany. Para Rachel.

Para onde diabos ela iria dormir essa noite.

Ela devia estar parada por muito tempo quando de repente ela ouviu um suave padrão de passos chegando no corredor e entrando na cozinha. A pessoa apareceu logo ao lado dele e colocou uma mão no pulso dela.

"Quinn?" Rachel perguntou. Quinn virou a cabeça para o lado, olhando pra garota menor atrás dela. "Pronta pra cama?" Quinn podia dizer que Rachel estava lutando contra o sono.

"Sim, Rach," ela respondeu, virando para seguir Rachel pra cima pelas escadas.

O aperto de Rachel só deslizou do pulso dela para a mão dela, nunca soltando-a.


"Só se estiver tudo bem pra você," Rachel disse.

"Rach, estou perfeitamente de acordo com dormir na sua cama. Mas eu quero que você esteja perfeitamente bem com isso," Quinn respondeu.

"Bem, é uma cama bem larga. Há bastante espaço para abas. Eu não vejo o motivo pelo qual deveria ser um problema." Rachel sorriu.

As garotas já tinham escovado os dentes. Elas estavam paradas em lados opostos da cama. Talvez elas estivessem esperando por alguma deixa não falada de que estivesse finalmente ok para puxar as cobertas e subir na cama. Quinn sorriu suavemente pra Rachel e esticou a mão para o cobertor. Rachel imitou os movimentos dela.

E logo, ambas estavam deitadas lado a lado. Apenas alguns centímetros separavam os braços delas.

"Quinn," Rachel perguntou depois de alguns minutos.

"Sim?"

Rachel rolou pro lado, encarando Quinn. "Obrigada por me deixar deitar em você mais cedo."

"Sem problemas, Rachel," Quinn respondeu. Quinn moveu-se para rolar pro lado dela assim como Rachel tinha feito, e ela falhou espetacularmente em esconder o encolhimento e o suspiro de dor que ela soltou quando colocou o peso dela no braço machucado. Rapidamente, ela voltou a se deitar de costas. Ela tinha esquecido. Ela tinha sido tola e tinha esquecido e agora Rachel iria –

"Quinn, o que foi isso? O que está errado com seu braço? Nós temos pacotes de gelo lá embaixo, eu queria ter sabido que havia algo errado antes assim eu poderia –"

"Não é nada," Quinn disse baixinho. Ela não estava gostando de onde isso estava indo.

"Bem, então, se não é anda, role de volta pra cá e me encare."

Quinn respirou profundamente e lentamente rolou pro lado dela. Doía seriamente. Por que ela tinha se deixado errar nisso tão horrivelmente?

"Quinn..." Rachel estava preocupada. Haviam lágrimas se formando nos olhos dela, Rachel pensou. O que danado estava acontecendo? "Quinn, levante sua manga," Rachel ordenou.

"Manga longa," Quinn explicou. "Eu não posso rolá-las pra além do cotovelo. Muito apertado."

Rachel bufou, claramente não aceitando aquela resposta. Ela se sentou na cama, mais desperta do que estivera antes. "Então tire-a," ela disse firmemente.

"O que?" A sobrancelha de Quinn levantou rapidamente.

"Tire a camiseta. Ou ao menos, o suficiente para que eu possa ver seu braço."

Quinn hesitou.

Ela não estava certa de que estava pronta pra ficar meio nua na frente de Rachel, ainda. A única vez que ela ficava sem roupas era no vestiário das Cheerios – e isso não era só ela, era todas as garotas. Ela e Finn nunca fizeram nada além de amassos. E de repente, ela estava prestes a ficar meio nua na frente da garota pela qual ela estava se apaixonando – a garota que estava tendo um sonho com ela há menos de meia hora antes.

"Quinn," Rachel disse baixo. O tom pedinte na voz dela tocou Quinn. Ela se sentou e agarrou a bainha da camiseta. Lentamente, ela puxou a camiseta completamente pra cima e sobre a cabeça.

Uau, Rachel pensou. O corpo dela é lindo. Onde foi que eu me meti? Mas seus pensamentos sensuais foram desviados quando ela viu o jeito que Quinn estava se encolhendo e grunhindo.

Ali, na parte superior do braço, havia um machucado do tamanho de uma luva de beisebol, Rachel estava certa!

"Ai meu deus, Quinn. O que aconteceu?"

"Uhh... Prática das Cheerios?" O tom de Quinn não soou convincente nem pra ela. Rachel obviamente viu que era mentira.

"Quinn, alguém fez isso com você? Por favor... por favor me diga." Rachel suavizou o tom dela, ela não queria amedrontar Quinn com a paixão total que ela estava sentindo dentro dela à visão de Quinn – deitada de costas nos seus travesseiros, cabelo loiro espalhado ao redor do rosto dela, um olhar de tristeza agraciando suas feições enquanto ela envolvia os braços ao redor de si mesma.

"É, Rachel. Alguém fez isso." Quinn se sentia crua. Ela se sentia exposta – fisicamente, sim; mas emocionalmente, mais do que ela já estivera na sua vida.

"Diga-me," Rachel disse isso tão suavemente que Quinn quase não ouviu. Mas ela realmente nunca poderia ter deixado de escutar. Os dedos de Rachel se esticaram, levemente tocando as áreas em forma de dedos do machucado, desenhando formas por toda a mão de Quinn, que estava agarrada na carne do próprio estômago. Rachel levemente extraiu aqueles dedos, aquela mão e trouxe-a lentamente para o rosto dela onde ela procedeu a levemente beijar cada um dos dedos de Quinn enquanto esperava pela resposta da loira.

Quinn tremeu com os toques de Rachel. "Finn," ela disse num suspiro.

Os lábios de Rachel pararam na mão de Quinn. Seus olhos se fecharam e ela colocou a mão de Quinn na própria testa – efetivamente protegendo os olhos do rosto de Quinn.

"Rachel," Quinn instantaneamente sentou, retirando sua mão (relutantemente) pra longe de Rachel para que ela pudesse ver os olhos dela. "Rachel, por favor, não se aborreça." Ela viu Rachel engolir com dificuldade, ouviu o goto no opressivo silêncio que estava envolvendo-as. "Rachel... diga algo."

Rachel olhou pra cima – seus olhos se conectaram com os de Quinn. "Ele irá se arrepender de tocar em você desse jeito, Quinn." O coração de Quinn flutuou. "Eu vou me certificar disso."

"Rachel, não. Santana e Brittany chegaram lá antes dele conseguir fazer outra coisa –"

"Ele ia fazer outra coisa pra você?" Rachel interrompeu, o fogo da raiva dela começando a queimar ainda mais forte. "Lembre-me de agradecer Santana. Também, de pedir a ela para colaborar em várias táticas de tortura."

Quinn deu uma leve risadinha. Rachel era fofa. Até mesmo quando ela estava pulsando de raiva.

"Ele tinha todo o direito de ficar aborrecido comigo," Quinn disse. "Eu terminei com ele. Ele não estava feliz."

Essa notícia chocou Rachel. Apesar dela não estar chocada demais pra perceber que qualquer progresso que ela esperava fazer com Quinn não seria mais impedido por um ato imoral de infidelidade.

"Não importa o que aconteceu," Rachel disse. "O fato permanece de que ele machucou você, Quinn. Não há nada sobre isso que sequer ressoe com o mínimo de normalidade."

Quinn deu de ombros, sem sentir esticando pra o outro braço dela e dizendo, "Vai curar. Sem problemas, Rachel. De verdade."

"Ai Meu Deus," Rachel engasgou, esticando-se para tocar gentilmente a pele do outro braço de Quinn. "Ambos os braços? O que ele fez, te apertou?"

Quinn olhou pra baixo, parecendo envergonhada. "Bem, sim..." O rosto de Rachel mudou pra um olhar frio e assassino de raiva. "Mas Rach, Santana chegou lá e ameaçou tirar a vida dele." Mas Rachel estava saindo da cama e andando pro armário. "Rachel?" Sem resposta. "Rachel, o que você está fazendo? Está indo a algum lugar?" Quinn perguntou novamente quando Rachel saiu vestindo um par de jeans, pegando o casaco na cadeira da mesa dela.

"Sim, Quinn. Estou indo falar o que eu penso pra Finn sobre como um homem deve lidar com garotas. Ele não conseguirá ver direito quando eu tiver terminado com ele."

Quinn acreditava nela. E porque acreditava, ela a chamou, "Rachel... Por favor, volte pra cama."

Rachel, a mão na maçaneta, parou abruptamente. O tom pedinte de Quinn estava afetando-a profundamente. Não há nada que eu não faria por essa garota? Ela pensou consigo mesma antes de deixar cair a mão. Ela lentamente retirou a jaqueta, colocando-a sobre a cadeira. E, parada no meio do piso, ela desabotoou e lentamente tirou os jeans antes de jogá-los pro armário dela.

Sentada apoiada nos cotovelos na cama de Rachel Berry, olhando pro meio do piso dela e vendo uma Rachel grávida e cheia de brilho parada com nada além de calcinha e uma fina camiseta, a boca de Quinn instantaneamente ficou seca.

Rachel ficou parada por um momento, uma mão na cintura e a outra embaixo do queixo, pensativa. Ela balançou a cabeça pra tirar os pensamentos – a raiva – e andou em direção ao lado de Quinn na cama.

"Quinn," ela suavemente disse enquanto sentava na cama ao lado da figura meio nua de Quinn. "Eu não posso suportar o pensamento de algo ruim acontecendo com você." Ela enxugou uma lágrima que tinha conseguido escapar e deslizar pela bochecha dela. "Eu seriamente não consigo suportar."

Quinn se inclinou mais pra frente, descansando a cabeça no ombro de Rachel e colocou uma mão levemente na nuca dela. Tudo que ela pôde fazer foi acenar com a cabeça e dizer, "Eu sei. Eu sou da mesma forma. Com você."

Rachel gentilmente colocou os braços ao redor do corpo de Quinn, consciente dos machucados. Ela beijou levemente a testa de Quinn, seus lábios passando mais tempo do que o estritamente necessário. Quinn não se importava. Nem Rachel.

"Você adormecerá comigo?" Quinn perguntou.

Rachel concordou, escalando sobre Quinn e deslizando pra debaixo das cobertas. "Eu a manterei a salvo."

"Nós nos manteremos a salvo."

Rachel sorriu pra ela e desligou a lâmpada da cabeceira.

E quando elas adormeceram, elas adormeceram com os braços e pernas enrolados numa grande bagunça; a mão de Quinn descansava protetoramente sobre a barriga de Rachel e a mão de Rachel amorosamente acariciava a bochecha de Quinn, enxugando as lágrimas.