N/T: Pura fofura, pessoal. E Nick Faberry tou com você, elas vão se achar bem no meio :D
"É, e então você muda o denominador do novo termo dependendo de qual expoente estava sendo utilizado no velho termo... Exatamente. Bom trabalho, Rach," Quinn disse encorajadoramente antes de se virar pro seu próprio trabalho, lápis na mão enquanto ela começava a trabalhar no próximo trabalho.
"Você sabe que não tem me chamado de 'Rach' há muito tempo. Quero dizer, literalmente – você provavelmente só usou uma porção de vezes no curso das últimas 12 horas. Mas eu acho que eu realmente, realmente gosto. E eu sei que Tina e Brittany tem, ambas, usado esse apelido pra mim – afinal de contas, é simplesmente a abreviação do meu nome de batismo – mas ainda, eu acho que eu gosto mais quando você diz, Quinn. Eu sempre pensei que grandes gestos românticos fossem mais meu tipo de coisa, mas o jeito simples que você diz meu nome? Bem, eu receio em dizer que me enternece toda vez."
Em resposta a isso, Quinn deixou a cabeça cair pro lado, pra longe do seu livro de cálculo. A borracha do seu lápis estava descansando no seu lábio inferior, e ela estava sorrindo brilhantemente para Rachel por debaixo da coberta do seu longo cabelo loiro. Rachel de propósito tentou evitar o olhar dela ao focar no problema de cálculo que ela estava fazendo, mas o jeito intensamente charmoso no qual Quinn estava se conduzindo não estava fazendo um ambiente muito efetivo de estudo. Rachel finalmente desistiu e olhou pra Quinn – que só sorriu com mais força porque ela tinha conseguido quebrar a Inquebrável Rachel Berry. Em resposta à atitude arrogante de Quinn, Rachel estirou a língua dela.
"Ai meu Deus," Santana respirou pesadamente e começou a bater a cabeça dela no livro aberto dela. "Por favor" BANG "parem" BANG "de" BANG "ser" BANG "tão" BANG "malditamente" BANG "fofas!" Ela parou de bater a cabeça – só porque ela não queria inflingir dano permanente em si mesma – e mudou seu olhar entre as outras duas garotas na mesa da sala. "Eu acho que se eu fosse cega e surda, eu ainda estaria apta a sentir a tensão sexual que está literalmente rolando de vocês duas em ondas. É nojento. Vocês são como gatos. No calor. Não é atrativo."
Quinn deu uma risadinha e deixou sua cabeça cair em cima do livro dela. Rachel, por outro lado, pareceu absolutamente estupefata pela proclamação de desdém de Santana.
"Santana, eu quero deixar você saber que é na verdade impossível para mim, como você tão cruamente disse, 'estar no calor,'" Rachel começou (Santana interrompeu com "você deve checar novamente seus dados nisso, estou vendo a evidência bem na frente da minha cara!") "Também, eu acho que você bem hipócrita em dizer tais coisas sobre Quinn e eu – estamos meramente explorando os começos de uma amizade – quando você e Brittany se encontram dificilmente capazes de manter suas mãos longe uma da outra! De fato, eu estou surpresa que você deixou ela em paz tanto tempo. É provavelmente só porque eu tenho um sentimento de que você realmente gosta do meu pai e não se importa dele roubá-la enquanto estudamos."
"Pfff," Santana replicou, inclinando-se pra trás em sua cadeira e cruzando os braços. Mas nenhuma outra resposta foi dada.
A música tocando na sala começou a crescer ao mesmo tempo que o discurso de Rachel, e chamou a atenção das garotas que estavam estudando na mesa da cozinha. Como se fossem um corpo todas elas se inclinaram bem pra esquerda como se elas pudessem espiar no outro cômodo. Elas pegaram partes de Brittany e Brendon – com a mesinha de café, cadeira e sofá empurrados bem pra trás nas paredes – valsando ao redor da sala com uma música clássica que estava tocando do sistema de som. Elas ouviram o diminuto "um, dois, três," vindo de Brittany e Rachel continuou a ver um olhar excitado no rosto do Pai dela quando eles passavam pela abertura da sala.
"Bem," Santana disse com sua atitude usual firmemente no lugar. "Brittany ama dar aula de dança. Ela ficou absolutamente animada quando seu pai pediu. Quem sou eu para negar a ela tal prazer básico?"
Quinn respondeu por sacudir o pulso na direção de Santana e fazer um barulho de chicote. A mandíbula de Rachel ficou aberta de puro contentamento, seus olhos ficando arregalados. Ela teve que cobrir a boca para parar sua risada impressionante de escapar e seus ombros até começaram a sacudir pra cima e pra baixo do seu esforço de contenção.
Quinn conseguiu manter sua face séria, simplesmente levantando as sobrancelhas em desafio para Santana antes de pegar seu lápis abandonado e começar novamente seu problema de cálculo.
"E isso, Lopez, é como você diz a alguém que eles são mandados," Rachel conseguiu dizer entre risadinhas.
Eu acho, Santana pensou consigo mesma, que eu acabei de ser atacada em dupla.
Enquanto Quinn ia pra própria casa da casa dos Berry, ela se encontrou com um considerável números de problemas para contemplar. Sua lista parecia algo como:
*Apelidos criativos (e adoráveis) para chamar Rachel, para conseguir fazer seu coração flutuar
*Desculpas para ter mais encontros de estudos com Rachel
*Adquirir uma lista extensa de filmes de terror para assistir... com Rachel
*Provocar Santana tanto quanto possível sobre ser mandada
Fantasias envolvendo Rachel (da variedade sexual)
E a lista continuava... A maior parte dos itens envolvia uma pessoa, Senhorita Rachel Berry. O que é inteiramente plausível, Quinn ponderou, desde que eu passei a maior parte do meu final de semana com ela e tal. Entretanto, havia apenas um ponto nevrálgico que estava pendurando pesadamente no topo da lista de Quinn:
*Contemplação do uso de Rachel da palavra 'amizade'
Quinn estaria mentindo se ela dissesse que não havia entendido o motivo pelo qual Rachel tinha usado especificamente essa palavra. Elas estavam, afinal de contas, apenas no iniciozinho da amizade e tal.
E quando Quinn se achou dizendo a palavra na cabeça dela, ela encolheu com o tom amargo com que usara. Até mesmo em sua cabeça, a palavra parecia errada. Não encaixava. Simplesmente não era o suficiente.
Amizade.
Quinn suspirou e mentalmente se deu uma bronca. Pare de ser uma vadia tão choramingona, Quinn. Olhe o quão longe você chegou com ela. Em apenas alguns poucos meses, você progrediu de chamá-la de nomes horríveis e assisti-la levando slushies... Para chamá-la de apelidos doces, banir todos os métodos de tortura na garota grávida, e passar tempo de qualidade com ela... Adormecer nos braços dela, sonhar com ela, segurar a mão dela em toda oportunidade possível...
Quinn soltou mais um suspiro pesado enquanto estacionava na entrada da casa Fabray. É. Você está caidinha, Quinn. Bem caidinha.
Enquanto Sr. Schue puxava a caixa de perucas, Rachel se achava tendo que fortemente resistir a vontade de bater o pé.
"Sr. Schue, eu sei o que você está fazendo," ela bufou indignada enquanto os outros componentes do coral ao redor dela procediam a distribuir as perucas de todas as cores ao redor da sala.
"OH, é, Rachel? E o que é isso?"
"Você está assustado. Você viu as garotas da Jane Adams se apresentando, e você está se acovardando no canto com seu rabo entre as pernas. E realmente, você não tem razão pra isso! Eu disse a você que elas estavam apenas usando coreografia 'bate-cabelo'. Nós somos tão melhores que elas, Sr. Schue. Nós temos os movimentos de dança de Brittany e Mike – e o resto do pessoal estão saindo bem nessa área," ela pausou e então soltou flechas em direção ao Finn que parecia idiota, peruca e tudo. "Bem, a maior parte está se saindo bem." Ela arrumou os ombros e levantou o queixo desafiadoramente. "O que importa, Sr. Schue, é que coreografia 'bate-cabelo' não é o que precisamos pra ganhar. De fato, isso não fará nada além de desviar do nosso talento puro! Nossos vocais são de longe superiores. Incremente nossos pontos fortes, não chame atenção para o que deveria ser na verdade uma fraqueza inexistente."
Rachel então executou uma de suas saídas de diva estrondosas patenteadas.
Em seu rastro, ela deixou uma Quinn Fabray muito contente (que simplesmente se divertiu em ver o Sr. Schuester chocado), um Finn Hudson nervoso (que tinha visto a garota o encarando e não estava pronto pra receber outra descompostura verbal) e uma Brittany ligeiramente confusa (que pensava que coreografia bate-cabelo era uma das coisas mais legais já vistas).
Depois da escola no próximo dia – e depois de um ensaio altamente emocional do clube do coral, no qual os meninos usaram suas perucas horríveis e se apresentaram pro clube do coral da Escola para Surdos Haverbrook – as quatro garotas se acharam sozinhas na sala do coral. Rachel estava começando a se mover mais lentamente do que o habitual e era um hábito para Quinn esperar pela garota grávida agora. Brittany nunca gostara de sair sem Quinn e Santana obviamente não ia a lugar algum sem Brittany.
Isto posto e em conclusão, elas se achavam juntas bastante ultimamente.
"San, eu realmente quero ir fazer compras esse final de semana. Natal está bem perto!" Brittany exclamou, contentemente pulando no mesmo local.
Santana diminuiu a distância entre elas e passou os braços ao redor da cintura de Brittany. "Claro, B. Que tal sábado?"
Brittany respondeu gentilmente ao envolver o pescoço de Santana com os braços e levemente esfregar os narizes delas. "Perfeito! Eu preciso comprar presentes pra minha mãe, meu pai, minha irmã, você, Quinn, Rachel, o bebê de Rachel e..." A lista continuava. Santana – sendo o pau completamente mandado que ela era – apenas escutou atenciosamente, fazendo sua própria lista mental de pessoas por Brittany para o caso da loira esquecer. Enquanto a lista vinha a um final, Santana se inclinou pra frente e beijou Brittany levemente nos lábios. "Q, Rach – vocês querem nos encontrar no shopping nesse sábado?"
Quinn e Rachel olharam uma pra outra; Rachel ainda estava guardando sua partitura e Quinn estava sentada numa cadeira próxima à Rachel, pernas cruzadas e pacientemente esperando pela diva terminar.
Quinn não disse nada. Ao invés disso, ela apenas encarou Rachel pelos cílios dela, sorrindo docemente e concordou com a cabeça uma vez. Rachel disse, "Claro Brittany, nós adoraríamos ir. Que horas nós devemos nos encontrar?"
"Vamos dizer, três da tarde? Nos dará tempo de nos recuperar de... Bem, quaisquer atividades que possam acontecer na noite de Sábado," Santana replicou com um sorrisinho. "Parece bom?"
"Yay!" Brittany gritou, pegando a mão de Santana e a girando.
"Perfeito. Eu devo encontrar vocês três aproximadamente às três da tarde, vamos dizer, na praça de alimentação." Talvez eu vá mais cedo e procure por presentes potenciais pra Quinn, Rachel pensou.
"Yep, estarei lá," Quinn disse. Oh, ótimo, eu vou precisar de ajudar em escolher algo pra Rachel pro Hanukkah, Quinn ponderou consigo mesma. Talve eu consiga que Brittany vá comigo e nós possamos achar algo.
O que quer que seja, tem que ser perfeito, ambas as garotas pensaram consigo mesmas, sem o conhecimento da outra.
