Dia 1

Finn foi solto da delegacia na noite anterior depois de ter sido totalmente questionado sobre as circunstâncias que tinham tomado lugar na casa dos Fabray. Russell Fabray tentou abrir uma acusação contra ele. O chefe da polícia tinha rido na cara dele.

Puck não estava no hospital com o restante dos meninos do coral, Santana depois descobriu, porque ele estivera ocupado arrebentando os pneus dos veículos dos Fabrays.

Apesar da sabotagem de Puck – e apesar do fato de que havia um mandado aberto para prisão de ambos, Russell e Judy Fabray – os pais de Quinn desapareceram do dia pra noite. Ninguém sabia onde eles tinham ido. Ou se eles iriam ou não voltariam em breve.

Os meninos do coral e os colegas do Cheerios tinham enchido Quinn com cartões de 'Fique Bem Logo', balões, bichinhos de pelúcia (um pato de pelúcia de Brittany) e um conjunto de meia dúzia de Red Bull de Puck. Marcus e Brendon já tinham mandado todos esses presentes pra casa deles – para a nova casa de Quinn.

Os pais de Rachel também tinham ido na oficina onde o carro de Quinn foi levado. Ao ver o carro dela – esmagado e quebrado – Brendon tinha valentemente tentado segurar as lágrimas dele, mas sem conseguir. Marcus tinha simplesmente envolvido os braços ao redor do marido dele e sussurrado quietamente, "Eu sei, amor. Eu sei." Eles tinham retirado os pertences de Quinn – tudo que tinha significado o suficiente para a garota agarrar durante os momentos de terror que cegava – e os arranjaram perfeitamente no quarto de hóspedes junto com todos os cartões, balões e bichinhos de pelúcia.

Quando Quinn recebeu alta do hospital no dia seguinte, só Santana e Brittany estavam lá para representar os meninos do coral. Rachel tinha arranjado dessa forma. Quinn ainda estava muito consciente do fato de que ela tinha sido abusada fisicamente – e que isso era visível pra qualquer um.

Para Quinn, deixar o hospital era fácil. Era a percepção de que ela não tinha casa que era difícil aceitar.

Aquela noite, Quinn se arrastou para a nova cama dela às dez horas. Rachel se inclinou e a beijou na test. "Boa Noite, linda garota," ela tinha sussurrado. Quinn só tinha dado com a cabeça e apertado a mão de Rachel em reconhecimento.

Rachel terminou sua rotina de dormir e escalou a cama às 10:25.

Às 10:40, Quinn tinha quietamente entrado no quarto de Rachel e dentro do abraço confortador dela. Ela chorou até dormir, ouvindo os sons suaves da voz melodiosa de Rachel pairando sobre ela.


Dia 2

"Você não ter que ir pra escola hoje," Marcus e Brendon tinham reiterado. Quinn tinha simplesmente concordado e se aprontou pra escola de qualquer forma. Tomou um montão de maquiagem para retornar seu rosto à beleza pitoresca dele – machucados escondidos por camadas de maquiagem. Rachel as levou pra escola e Quinn entrelaçou os dedos delas em cima da marcha, mas seus olhos estavam virados pra janela. Rachel passou os lábios pelas juntas da mão esquerda de Quinn e eles entraram no WMHS.

Da primeira vez que o atleta grande e desastrado bateu em Quinn no corredor – efetivamente fazendo a cair próximo dos armários com um esgar de dor no rosto – Santana bateu tanto nele que ela foi mandada pra casa pro resto do dia. Ninguém mais bateu em Quinn.

Depois da escola, o ensaio do Glee foi meio moroso. Pessoas continuavam tentando bater no ombro de Quinn ou levá-la para abraços confortadores – o problema era que, Quinn não queria ser tocada (por ninguém além de Rachel). Pessoal em breve entendeu isso.

Rachel imediatamente acionou a ajuda de Brittany, Mike e Matt – os melhores dançarinos (não incluindo Santana, desde que ela obviamente ainda não tinha sido permitida de volta aos terrenos da escola) – para refazer todos os três números deles para as Seccionais. Eles completamente mudaram os movimentos de dança que acompanhavam as músicas para que Quinn não fosse forçada a se usar demais ou colocar qualquer flexibilidade desnecessária nas costelas quebradas dela.

Depois do ensaio do coral, Quinn chorou no ombro de Rachel na sala do coral vazia, um "obrigada" murmurado perdido na pele do pescoço de Rachel.

Naquela noite, Quinn durou até 10:42 antes de escalar na cama de Rachel. Ela chorou até dormir enquanto Rachel cantava pra ela.


Dia 3

Durante o segundo período de Quinn – Inglês – uma Cheerio veio e insistiu que Quinn tinha que se reportar ao escritório da Treinadora Sylvester de uma vez. Quinn olhou-a no olho e a garota deu um pequeno sorriso pra ela.

Enquanto Quinn sentava na frente da mesa da Treinadora Sylvester – bem na ponta da cadeira, desde que se aproximar do encosto doía – ela se achava incrivelmente nervosa. Ela vai me chutar do esquadrão, Quinn pensou consigo mesma. Ela estava certa disso. No estado dela, ela era inútil para Sue. Entretanto, a Treinadora surpreendeu Quinn quando ela simplesmente disse, "Q, eu não quero que você se preocupe. Eu sei que você é a melhor Cheerio que eu tenho no meu esquadrão. Seu prontuário no hospital indicou que você tem 2 costelas quebradas no seu lado direito." Quinn simplesmente concordou com a cabeça. "Ao tempo que as férias de inverno terminarem, você irá voltar ao médico para um exame, mas eu antecipo que você estará pronta pro dever de Cheerios até lá. Se você acha que você está emocionalmente apta a continuar como Capitã, eu quero que você faça exatamente isso. Se não, você precisa me deixar saber. Nacionais são dois meses depois de voltarmos das férias de inverno, e eu espero ver você no topo da minha pirâmide na competição. Acha que pode lidar com isso?"

Quinn tinha deixado o escritório com um sorriso no rosto. Sue Sylvester não era tão mal quanto muitas pessoas davam crédito a ela de ser.

Prática do coral continuou. Com o retorno de Santana, todo mundo finalmente passou a limpo os últimos detalhes da coreografia. A lista estava decidida. Os vocais estavam começando a se encaixar lindamente. Rachel estava satisfeita.

Seccionais eram exatamente em uma semana.

Rachel se achou deitada acordada naquela noite. Os minutos passavam. Ela estava nervosa de que Quinn iria precisar dela no meio da noite e Rachel não poderia escutá-la – por causa do processo dos vizinhos deles, os Berrys tinham se voltado à transformar o quarto de Rachel à prova de som (seu canto excessivo era, às vezes, bem... Excessivo).

Seu relógio bateu exatamente 10:55 e sua porta levemente se abriu. Ela olhou e viu Quinn timidamente se aproximar de sua cama antes de cautelosamente deitar ao lado dela. Os olhos de Quinn pareciam sonolentos. Rachel simplesmente a beijou na testa levemente e começou a cantar uma música pra ela. Naquela noite, ambas as garotas adormeceram sem lágrimas nos olhos ou nas bochechas.


Dia 6

Quinn chegou cedo na escola para o treino das Cheerios. Ela não fez as rotinas com as Cheerios mas ela era um par extra de olhos no campo entre as garotas. Ela dava ordens, corrigia posicionamento, e elogiava o esquadrão quando as coisas iam bem. Depois do treino, enquanto todo mundo ia em direção aos vestiários para tomar banho, Sue passou por Quinn e levemente colocou a mão no ombro da garota mais nova enquanto fazia isso.

Quando Rachel chegou na escola, ela tinha um copo fervendo de café da Loja Local de Donut há alguns quarteirões de distância. Quinn a agradeceu docemente, apertando a mão dela levemente enquanto elas se davam os mindinhos – um hábito que Santana tinha chamado atenção delas repetidamente, afirmando que elas tinham roubado isso dela e de Brittany – e foram em direção à aula. "Sem problema, docinho. Eu estava ansiando buracos de donut," Rachel tinha dito, meio que tímida, enquanto sua mão livre levemente descansava contra seu estômago cheio.

Quinn entrou no quarto dela naquela noite, totalmente preparada para Rachel beijá-la levemente na testa antes de ir pro próprio quarto – uma charada que elas estavam atuando pelas últimas noites, realmente. Ao invés disso, Rachel agarrou o pulso de Quinn antes que ela pudesse deitar na cama dela, Quinn achou seu corpo pressionado contra o de Rachel enquanto a garot menor gentilmente a segurava em seu abraço. Quinn se inclinou pra baixo e as testas delas se tocaram levemente. "Venha pro meu quarto," Rachel tinha dito baixinho antes de se inclinar pra cima – ligeiramente se balançando nas pontas dos dedos – e passando os lábios pelos de Quinn.

Cinco minutos depois, elas de fato chegaram no quarto de Rachel. Dez minutos depois, ambas as garotas desmaiaram – Quinn deitada serenamente de costas com a cabeça de Rachel no ombro dela e o braço dela passado amorosamente pela cintura de Quinn.


Dia 8

As Seccionais eram em dois dias. Era domingo, mas os membros do Nova Direções decidiram se encontrar pra ter um ensaio de vestimenta no auditório da escola. Tudo foi impressionantemente bem. A coreografia era simples, linda e elegante – e não muito extenuante pra Quinn (ou Rachel, se isso importava). As vozes dos doze componentes se misturavam brilhantemente. A química no palco entre todos era impressionante. Todos estavam satisfeitos.

Sr. Schuester deu uma ovação de pé de um homem só depois que eles acabaram – um sorriso tipo paternal, orgulhoso no rosto – e então levou todos pra comer pizza. Quando Tina baixinho perguntou ao Sr. Schue se a esposa dele ia ou não se juntar a eles para jantar fora, ele imediatamente ficou bem emocionando e seus olhos ficaram opacos antes dele responder, "Não, Tina. Só vamos ser nós. Uma grande família feliz." Ele terminou a declaração com um sorriso e um abraço de um braço só na garota.

Aquela noite quando Quinn e Rachel se acharam na cama juntas, elas acabaram ficando acordadas até tarde- falando sobre o clube do coral, Seccionais e a lista de músicas deles e os movimentos de dança. Finalmente, Quinn adormeceu quando Rachel cantou uma das músicas favoritas de Quinn.

"Como um rio corre, certamente para o mar,

Querida, assim é,

Algumas coisas... São destinadas a ser..."

A respiração de Quinn estava profunda e constante – menos sofrida do que nas noites anteriores, um sinal certo de que as costelas delas estavam curando bem. Rachel se inclinou pra baixo, acariciando a bochechas de Quinn – que tinha agora retornado à condição previamente imaculada – e levemente beijou Quinn na testa. Ela beijou cada uma das pálpebras fechadas. E ela levemente beijou Quinn nos lábios. Mesmo no sono, Quinn ligeiramente empurrou os lábios pra frente, aceitando o beijo de Rachel. Esta deitou em sua posição usual com os braços ao redor de Quinn e suspirando alegremente contra a pele da garota.

Enquanto suas próprias pálpebras tornavam-se pesadas com sono, Rachel quietamente disse, "Eu não posso deixar de me apaixonar por você, Quinn. Meio que aconteceu..."


Dia 9

Era o dia antes das Seccionais. Os garotos tinham concordado com um ensaio extra longo depois da escola. Entretanto, desde que os números da lista deles estavam virtualmente perfeitos a esse ponto, o 'ensaio' foi mais um 'sarau.' Artie disse algumas das poesias dele, Tina apresentou uma canção gritada pra qual havia muito bate-cabeça de improviso, e Mercedes apresentou uma canção de hip-hop com Puck e Finn que foi bem divertido.

Naquela noite no jantar (pedido de comida chinesa), os quatro membros da casa Berry (cinco se você incluir o pequeno bebê crescendo rapidamente dentro da barriga de Rachel) estavam todos falando excitadamente sobre como o próximo dia seria. A competição, as luzes, as músicas, os outros grupos de coral. Era tudo muito excitante. Rachel tinha acabado de se lançar no que prometia ser uma longa contagem de uma história que levava à escolha dos meninos de "Don´t Stop Believing" como a última música da lista quando a campainha tocou.

"Quem poderia ser?" Brendon perguntou.

"Não se preocupe, eu atendo," Quinn disse. "Você precisam escutar a história de Rachel de qualquer forma."

Enquanto Quinn se afastava da mesa, ela levemente correu a mão pelas costas de Rachel. Ela foi recompensada com um sorriso especial de Rachel – um sorriso que Quinn estava bem certa de que Rachel só usava pra ela. Pelo menos, ela esperava que esse fosse o caso.

Ela se aproximou da porta da frente e olhou pelo olho mágico. Não reconhecendo imediatamente a pessoa parada do outro lado – mas também claramente percebendo que ele não representava nenhuma ameaça – Quinn lentamente abriu a porta o suficiente para claramente ver e conversar com o estranho na porta.

"Olá," Quinn disse educadamente. "Posso ajudar você?"

"Sim, você pode," o jovem homem disse, inclinando-se levemente pra frente e estendendo a mão dele para Quinn sacudir. "Meu nome é Jesse St. James e eu estava esperando conversar com Rachel Berry."