16:49
Rachel e Quinn entraram na sala verde – a sala verde vazia.
Literalmente batendo o pé uma vez, Rachel surtou, "Onde está todo mundo?"
"Eles só não chegaram aqui ainda," Quinn tentou acalmar a outra garota. "Você se move rápido, Rach. Talvez você só não tenha percebido..."
Rachel se virou lentamente no mesmo lugar para olhar pra sua namorada. "E você gosta, não é, Fabray?"
"Rachel," Quinn disse cautelosamente, claramente notando o brilho nos olhos dela. "As pessoas podem entrar por essa porta a qualquer segundo."
"Eu sei!" Rachel riu enquanto continuava a se aproximar – até que as costas de Quinn estivessem firmemente pressionadas na parede mais próxima. "É excitante, não é?"
16:51
A porta para a sala verde bateu na parede – cortesia de Santana – e uma miríade de vozes zangadas foram derramadas no espaço.
Quinn e Rachel rapidamente se afastaram uma da outra, os dedos de cada garota levemente tocando seus respectivos lábios.
"Ai Meu Deus," Santana suspirou exageradamente enquanto ela rapidamente se movia pra frente e agarrava o braço de Quinn, arrastando a capitã das Cheerios por todo o caminho pro outro lado da sala e estrategicamente colocando um sofá inteiro entre as duas adolescentes cheias de fogo. "Você tem sorte que Brittany e eu entramos primeiro, Q. Tipo, sério."
"Oh, por favor," Quinn foi rápida pra responder. "Quantas vezes eu fui – sortuda – em ser a primeira Cheerio nos vestiários só para achar você e B em posições muito mais comprometedoras? Huh?" E então a imagem mental pareceu queimar na mente de Quinn e um olhar de leve náusea cruzou sobre o rosto dela ."Bem, não tão sortuda, eu acho..."
"Como se você não tivesse gostado," Santana murmurou enquanto o resto do grupo terminava de encher o cômodo – sentando onde quer que estivesse disponível. Brittany veio ficar do lado de Santana no canto. Elas entrelaçaram os mindinhos.
Ficou imediatamente aparente que todos estavam deprimidos. E, qual outro tipo de emoção eles seriam capazes de sentir agora? Eles estavam tristes, com raiva e todos eles se sentiam usados e violados. Isso, a situação toda, era tão intrinsecamente errada.
Estava prestes a acontecer mais cedo ou mais tarde, mas Kurt jogou a primeira pedra.
"Vocês vazaram a lista;" Ele parou, encarando diretamente as três Cheerios no fundo da sala. "Vocês não querem estar aqui. Vocês são só as espiãzinhas de Sue Sylvester."
Quinn, ficando ligeiramente atrás de Santana e Brittany, hesitou momentaneamente. O que ela estava prestes a dizer podia possivelmente causar um transtorno severo ao relacionamento dela com Rachel. Mas esse era um momento de crise – emergência 190 – e nenhum soco poderia ser segurado. Caso provado: Jacob Bem Israel.
"Eu sei de fato que isso é verdade," ela disse, se decidindo e dando um passo à frente. Ela manteve seus olhos nos de Rachel, tentando dizer através das palavras dela o quanto arrependida ela estava de ter mantido isso em segredo dela. "Sue nos pediu para espionar para ela." Rachel nunca olhou pra longe. Quinn tomou isso como um bom sinal.
Santana engasgou, perplexa que foi fácil assim para Quinn entregá-las como espiãs na frente de todo mundo – na frente de todos que atualmente pareciam querer desmembrar e eviscerar o que fosse necessário.
"Olhe," Santana disse. "Nós podemos ainda ser Cheerios, mas nenhuma de nós nunca deu a lista para Sue," ela gesticulou entre ela mesma e Brittany.
Brittany virou a cabeça ligeiramente, nervosamente olhando pra Santana. "Bem... Eu – eu passei. Mas eu não sabia o que ela ia fazer com a lista."
Mais engasgos e suspiros de frustração passou pelo cômodo. Santana podia entender a irritação deles – diabos, ela era a melhor amiga pra sempre com benefícios de Brittany e mesmo ela estava um pouco chateada. Mas no fim do dia MAPScB batia Traidora Vazadora de Listas. Toda vida. Ela tinha que contornar a situação. E rápido.
Ela pegou a mão de Brittany e deu um aperto calmante antes de se virar de volta pro grupo. "Ok, olhe... Acredite no que quiserem. Mas ninguém está nos forçando a estar aqui. E se você alguma vez contar isso a alguém, eu negarei... Mas eu gosto de estar no coral. É a melhor parte do meu dia, ok? Eu não iria destruir isso. E vocês todos sabem que Brittany nunca iria de vontade própria machucar qualquer coisa – então você também sabe que ela não iria querer destruir o coral também."
Santana se plantou em uma cadeira – um abajur feio era a única coisa que separava-a da sua líder sem medo, Berry, que estava atualmente olhando pra Santana com um olhar pensativo.
Um momento passou. "Eu acredito em você," Rachel disse baixo. "Eu acredito em todas as três."
Santana não queria responder com um sorriso, realmente não queria – só... escapou.
16:53
E agora era o momento de Rachel. Era sua chance de dar um passo à frente e liderar, contornar a situação e colocar o Novas Direções de volta na direção certa.
"Ok, olhe, pessoal, não há mais sentido em nós brigarmos mais. Nós temos que entrar em trinta e sete minutos e –"
"E nós não temos músicas," Tina disse triste.
"Talvez eu possa improvisar alguns dos meus poemas," Artie disse com segurança. Ele foi recebido com um coro de nãos.
"Não, olhe. Nós vamos fazer isso do jeito certo," Rachel disse. "Vamos começar com uma balada." Virando para sua colega diva, ela perguntou, "Mercedes, você tem mais algo no seu repertório?"
Mercedes balançou a cabeça enquanto dizia, "Sim, mas... não é tão bom quanto qualquer coisa que você vá cantar."
"Não," Rachel rapidamente a interrompeu. Eu estou tentando ser uma da equipe aqui, droga! Rachel mentalmente xingou, aborrecida que Mercedes estava tão desgostosa a ponto de desistir e deixar aquelas vadiazinhas da Jane Addams roubar o holofote dela. "Nós concordamos."
"Nós concordamos que eu cantaria And I´m Telling You, e isso não vai acontecer," Mercedes parou. O que ela estava prestes a dizer seria tão doloroso – oh, mas tão doloroso – para admitir em voz alta e diretamente pra Rachel. "Olhe Rachel, a verdade é que você é a melhor cantora que nós temos."
Kurt escolheu esse momento como a melhor oportunidade para dizer um elogio meia-boca. "Por mais que me doa admitir – e dói – ela está certa. Rachel é nossa estrela. Se qualquer um vai conseguir de primeira, deve ser ela." Ele olhou para Rachel com o menor dos vestígios de respeito nos olhos – mas só o menor.
E mesmo esse mínimo vestígio de respeito – esse sentimento de que seu time precisava dela pra salvar o dia, escolher uma balada do seu vasto repertório e tornar tudo melhor... Bem, você não tinha pedir a Rachel Berry duas vezes.
"Bem, eu tenho algo que eu venho trabalhando desde que eu tinha quatro," ela disse. Mercedes só riu um pouco, ligeiramente aliviada que a pressão de ter que aprender uma balada totalmente nova em só trinta e sete – não, trinta e seis minutos – fora removida dos seus ombros.
"Então eu acho que nós teremos nossa balada," Quinn disse suavemente. Rachel olhou sobre o ombro de Mercedes, diretamente nos olhos de Quinn – e ela não pode deixar de sorrir e enrubescer profundamente com um olhar reconfortante de confiança e orgulho que Quinn estava dando pra ela. "E nós podemos fechar com Somebody to Love, realmente satisfaz a plateia."
"É, isso e uma lata de sopa nos garantirá o terceiro lugar. Nós ainda precisamos de outra música que todos possamos cantar juntos." As palavras de Puck fez com que a maior parte das pessoas na sala olhassem pra suas mãos nervosamente e pensassem, Bem, ele está certo. Nós estamos sem tempo. Não há mais nada a se fazer. Esse é o fim.
Mas então Rachel – a capitã eleita deles sem animosidade, sua líder incansável, sua comandante grávida e alegrinha – deu um passo a frente e segurou sua pilha de papéis grampeados bem organizados. "Assumindo que essa seleção é agradável ao grupo, eu posso ter apenas a música perfeita para cantarmos."
Todos excitadamente se levantaram e se reuniram ao redor de Rachel enquanto ela dava a cada um suas respectivas partes.
"Como você conseguiu essa música, Rachel?" Matt perguntou enquanto ele dava uma parte da papelada para Artie.
"Por favor não nos diga que calhou de ter guardada pra tal ocasião dessas," Santana disse com desdém – mesmo que ela ainda tivesse um sorriso no rosto enquanto lia a música.
Quinn respondeu por Rachel. "Ela na verdade invadiu o escritório do gerente do auditório e fez algo bem discretamente ao procurar e imprimir."
Olhares de admiração cruzaram os rostos de todos e então várias pessoas se moveram pra frente para dar bater na mão da garota. Tina a abraçou em um forte enlace.
"Eu acho que essa música em particular efetivamente mostrará aos diretores dos nossos adversários que eles podem ter tentado – e eles realmente tentaram bastante – mas você não pode trazer esse time abaixo; não, contanto que nós permaneçamos juntos e enquanto protegermos uns aos outros."
Todo mundo estava batendo uma na mão do outro e compartilhando abraços por todo o cômodo agora. Enquanto as coisas se acalmavam, as pessoas começavam a ler a letra, memorizar suas partes e descobrir harmonias.
"Nós precisaremos de alguma coreografia básica," Finn disse.
"Você está certo, Finn." Rachel colocou a mão no queixo em uma posição contemplativa. "Brittany? Santana, Mike, Matt? Vocês conseguiram montar algo pra nós?"
"Vai ser rapidinho," Mike disse.
"Nós somos melhores quando somos rapidinhos," Brittany disse.
"Isso aí," Artie disse, com uma mão no ar.
"Nós todos vamos seguir sua deixa," Rachel disse. "Estou certo do que quer que vocês possam aprontar pra nós, será ótimo."
Eles se dividiram em grupos, dançarinos e cantores e Rachel passeando ao redor como uma abelha em suas variadas flores – corrigindo-os, ajudando-os a memorizar e ouvir as harmonias apropriadas. As coisas pareciam estar se alinhando, mas só o tempo diria – e a respeito de tempo... Não havia muito pra usar.
Jacob estava ocupado rabiscando no canto. Eu odeio admitir isso, ele pensou, mas e se eles ganharem? Isso vai ser uma história dos diabos!
17:28
Todos na plateia estavam novamente sentados no auditório. Rachel ficou encarando nervosamente a cortina vermelha diante dela. Era quase hora do show. Ela respirou fundo e agarrou a cortina com ambas as mãos.
Respire, ela pensou. Só respire.
Ela fechou os olhos por um momento e ficou chocada quando alguém chegou correndo perto dela.
"Rachel," Quinn disse sem fôlego.
"Quinn!" Rachel exclamou em um sussurro que ela tentou segurar o máximo possível. "O que você está fazendo? Vocês deveriam estar no canto –"
"Eu sei," Quinn interrompeu. "Eu sei, Rach. Mas eu só tive que dizer a você –"
"Não podia ter esperado?"
"De forma alguma," Quinn riu. "Rachel, eu amo você." Rachel arfou. "E você será incrível." Quinn se inclinou pra frente, colocando as mãos em cada lado do rosto de Rachel e deu nela um beijo de parar o trânsito antes de se afastar, sorrindo brilhantemente e correr de volta pro canto.
Bem, Rachel pensou. Isso vai ser facinho.
17:30
As mãos de Shelby estavam em seu colo, imóveis. Mexer inconstante era um hábito do qual ela tinha se livrado há muito tempo. As luzes tinham piscado há apenas alguns minutos. O show deveria começar logo. Ela olhou pro programa.
16:00 – Jane Addams
16:45 – Haverbrook
17:30 – McKinley
A qualquer momento, ela pensou. A qualquer momento, eu verei minha filha. A garota que eu dei pra adoção há dezesseis anos. Minha filha...
Um homem asiático vestindo um terno entrou no palco com um microfone na mão.
"E agora, nosso último time. De McKinley... Novas Direções!"
Shelby quase perdeu sua coragem. Talvez eu ainda possa ir embora. Não é muito tarde pra fugir. Com o holofote brilhante, ela nunca saberá sequer que ela perdeu de me ver. Talvez ela sequer tenha lido o bilhete...
Mas então, as primeiras notas da música começaram a tocar. E Shelby sabia que não podia ir embora. Ela sabia que sua filha iria estar cantando essa música – sem sombra de dúvidas.
E então ali estava ela.
"Don´t tell me not to live,
Just sit and putter.
Life´s candy and the sun´s a ball of butter,
Don´t bring around a cloud to rain on my parade!"
E então Shelby percebeu o erro que tinha cometido. Ela estava sentada nos fundos – ela não achava que ali sequer teria uma possibilidade de Rachel vê-la tão atrás.
Que erro grosseiro.
No milésimo de segundo antes de Rachel dizer, "Don´t tell me not to fly," os olhos dela se prenderam nos de Shelby.
Ela sabe, Shelby pensou. Ela tem que saber. Ai Meu Deus, se eu arruinar esse dia pra ela, se eu arruinar... Ela nunca me perdoará. Eu nunca me perdoarei!
E então Rachel se afastou – ela se afastou pelo corredor e continuou a cantar como se nada tivesse acontecido. A respiração de Shelby ficou na garganta dela. Sua mão cobriu seus lábios. Ela é realmente profissional.
Perto do palco – enquanto Rachel estava trabalhando com a plateia com a melhor das suas habilidades – Shelby a viu sentar no colo de alguém. Ela reconheceu a nuca daquela cabeça ligeiramente careca – era um dos pais de Rachel, Brendon.
Enquanto Rachel subia no palco, levantando seus braços no ar, dando as boas vindas aos seus colegas do clube do coral... A multidão foi à loucura.
Uma ótima escolha de música, baby, Shelby pensou. É. Eles vão ser uma grande competição nas Regionais.
Quando sua filha recebeu uma ovação de pé, foi o momento mais orgulhoso de Shelby até agora em sua vida.
17:35
Rachel sabia o que ela tinha visto.
Quem ela tinha visto.
Mas não havia tempo pra isso.
"Senhoras e senhores," ela disse sem fôlego – já que ela tinha acabado de gastar uma grande quantidade de energia, ela tinha colocado seu coração, sua alma e todo seu corpo em Don´t Rain on My Parade. "Novas Direções!" ela exclamou – mais orgulhosa do que ela já tinha estado antes em sua vida ao introduzir seu time.
Enquanto ela tomava seu lugar na formação, ela segurou o olhar de Quinn um pouco mais do que o necessário.
"You can´t Always get what you want,
But if you try sometimes,
You´ll find…
You get what you need!"
17:40
Quinn estava certa.
Somebody to Love realmente agradava uma plateia. Eles receberam sua terceira ovação de pé consecutiva enquanto todos davam as mãos e corriam pra fora do palco juntos, rindo, aplaudindo e abraçando uns aos outros. Algumas lágrimas podem ter sido compartilhadas.
Nós somos tão totalmente irados, Puck pensou. Ele pulou no ar com o punho pra cima, último a sair do palco.
18:29
Os juízes tinham deliberado. A diretora de Jane Addams tinha pateticamente tentado se desculpar e confessar pros juízes – sem sucesso (quando ela deu às costas aos garotos do Nova Direções e tristemente deu de ombros, Santana tinha exclamado, "De jeito nenhum, vadia! Você pode tentar melhor do que isso!" antes de Matt e Brittany conseguirem contê-la; "Não se preocupe," Tina tinha dito baixinho, "Nós ganhamos isso.") Sr. Schuester tinha ligado pra Srta. Pillsbury pelo menos uma dúzia de vezes nos últimos vinte minutos perguntando pelos resultados.
E agora era a hora.
18:30
Eles podiam ter estado super confiantes, mas escutar "NOVAS DIREÇÕES!" sendo chamado como vencedores das Seccionais ainda era super excitante.
Eles pularam, eles gritaram, eles choraram, eles riram – tudo em uma grande bola de felicidade bagunçada.
Enquanto a loucura começava a arrefecer – enquanto Finn e Puck corriam pra pegar o troféu deles – Quinn virou pra Rachel no meio de todo o pandemônio.
"Você me disse uma vez que havia uma memória que você tinha, um momento discernível no tempo quando você soube sem sombra de dúvida que você gostava de garotas. E eu nunca tive a chance de perguntar qual era," Quinn disse baixo, praticamente sussurrando as palavras diretamente na orelha de Rachel.
"Você está me pedindo pra contar sobre isso agora?" Rachel perguntou.
Quinn concordou, seu lábio inferior preso gentilmente entre os dentes dela.
"Você já viu 10 coisas que eu odeio em você?"
Quinn riu e concordou com a cabeça de novo.
"Não ria!" Rachel exclamou. Ela suspirou e olhou nos olhos de Quinn com um olhar safadinho. "Bem," ela disse. "Não é todo dia que você encontra uma garota que vai socar alguém no rosto para te tirar de uma situação estranha..."
E ao invés de contar à Quinn, ela mostrou a ela. Rachel esticou gentilmente a mão direita dela e colocou várias mechas de cabelo atrás da orelha esquerda de Quinn. Então ela se inclinou pra frente e envolveu os lábios de Quinn com os dela, segurando o rosto de Quinn firme na mesma linha do dela enquanto elas compartilhavam um beijo cheio de paixão da vitória delas e o amor de uma pela outra.
Enquanto elas se afastavam, Rachel baixinho murmurou, "Quero dizer, Heath sabia que o momento era tão brilhante, que ele fez duas vezes – seguidas. Foi incrível." Ela estava enrubescendo.
Quinn estava respirando pesadamente, seus sentidos ligeiramente impressionados pelo que ela tinha acabado de experimentar.
"É," ela disse com um suspiro. "Incrível." E então elas começaram a se beijar novamente.
Todos os meninos do coral estavam gritando e se parabenizando – muito alegres para sequer se importar em fofocar.
Mas um par de olhos na plateia estava fervendo. O sangue dele estava fervendo. Seus pulsos estavam firmemente fechados nos braços da poltrona. Eu não serei feito de idiota por aquela putinha, ele pensou. Nenhuma mãe de filho meu vai tomar parte em tal comportamento – isso me fará parecer um completo idiota se o resto do Vocal Adrenalina souber disso! Jesse ficou de pé enraivecido, saindo do auditório feito um trovão – nem sequer parando quando Srta. Corcoran inutilmente tentou esticar a mão dela pra parar os movimentos dele. Mas ele já tinha ido.
E ele já estava esquematizando. Mas ele não estava sozinho.
Bem, Jacob pensou. Eles podem ter ganhado, mas isso é ainda melhor...
18:56
Todos os componentes do clube do coral do McKinley decidiram não ir pra casa com os pais – ao invés disso, todos embarcaram no ônibus equipados para deficientes, ainda aplaudindo e celebrando.
Nem mesmo a pequena multidão de pessoas que clamavam ser membros do "Grupo de Convertidos de Show de Coral de Lima" – com suas placas e suas atitudes depressivas – podia ter os deprimido.
"MEU NOME É BRENDA CASTLE," uma mulher gritou por um megafone. "E SHOW DE CORAIS FEZ COM QUE EU COMEÇASSE A CHEIRAR COLA."
Ela deu o megafone a outro homem que compartilhou a sua história igualmente aterrorizante. Um homem saiu do meio do grupo e pegou a mão da Srta. Pillsbury antes dela subir no ônibus. Ela rapidamente puxou a mão pra fora do aperto.
"Com licença," ela disse enquanto puxava um paninho desinfetante da bolsa. "Posso ajudá-lo?" ela disse já vigorosamente esfregando as mãos.
"Sim," Ele colocou o peito pra fora e levantou o queixo no ar. "Você pode dizer a Will Schuester que o clube do coral dele vai ladeira abaixo."
Srta. Pillsbury só mexeu sua cabeça ligeiramente pro lado e permitiu que o menor dos sorrisinhos agraciasse seus lábios. "E quem eu devo dizer a ele que me pediu pra entregar essa mensagem?"
O sorrisinho que ele tinha não apareceu só no canto do lábio dele – cobriu todo o rosto dele. "O nome é Bryan," ele disse arrogantemente. "Bryan Ryan."
