Título - Princess and Paladin Challenge
Desafio por: Co-Star & Miyavi Kikumaru
Tema 03 – Céu
Olhava para o céu infinito, acima de sua cabeça, suas estrelas iluminando-lhe o rosto, fazendo florescer o sorriso. Faziam-na sentir-se tão pequena. Diante de sua grandeza sem igual, via-se como um ponto perdido, sem importância, e aquilo a desamparava, e ao mesmo tempo a reconfortava, era um sentimento tão estranho que ainda não tinha nome. Eram coisas tão opostas que pareciam viver em tanta harmonia dentro de si, deixando-a calma.
O barranco, chão de grama onde estava deitada não passava de uma ilusão, e não conseguia deixar de perguntar no significado daquilo tudo. Ela não passava de um jogo de si mesma, um teatro, podia ser qualquer uma, e, ao sê-lo, se anulava como indivíduo.
Tanto tempo passava olhando para aquela infinitude acima de si, aquele tapete persa tão belissimamente trabalhado, que às vezes sentia como se ela estivesse do lado errado, e que deveria estar andando do outro lado do céu, e sua realidade, na verdade, fosse de ponta cabeça.
Estava perdida, mesclando-se com o mar azul acima de si, deixando-se levar por suas ondas de pontos brilhantes, para longe, bem longe dali, quase podia ouvir o barulho da maresia e dos pássaros, indo e voltando.
Quase dormia. O ciclo era sempre o mesmo.
Mas então, quando estava nesse ponto de tranqüilidade, de passividade,
Aos poucos, uma agonia crescia dentro de si, e subitamente percebia ser doloroso olhar para as estrelas sozinha. A imensidão azul, quase negra, parecia engolir seus cabelos e sua pele, deixando-a com fios de estrela e a pele azulada, embarcada, desesperada. Era um processo que, desde pequena, insistia em repetir, mostrando para si mesma que, não importando o que fizesse, jamais teria o tamanho do céu, e jamais entenderia seu significado.
Por maior que fosse, jamais tocaria o céu, jamais seria tão completa quanto ele, tão bela em seu equilíbrio.
Sabia que um dia, ruiria, e nesse dia, ele a assistiria de cima, imutável, perfeito, inabalável.
Quantas tragédias não teria visto ocorrer? Quantos fins? Quantos inícios? E tudo passava por ele, que permanecia calado, apenas observando.
E então suspirava, fechava os olhos, e se permitia dormir, preenchendo-se com os paradoxos da imensidão acima de si, os pensamentos sobre ele os mais diversos, os mais complicados, comparando-se, completando-se...
E, depois de algumas horas, quando se aproximava da meia-noite, e o orvalho começava a preencher as folhas a seu redor, sua mãe chamaria por si, da porta de sua casa, naquele sítio, e ela abriria os olhos, jogaria um único olhar para o brilho acima de si, e correria para dentro.
Agora, depois de adulta, não mais em um sítio, ou tendo tempo para os pensamentos complexos e intrincados da infância, permitia-se apenas um lançar de olhos para o céu, todas as vezes que ia entrar ou sair de algum lugar, mas, sinceramente, aquilo não mais a incomodava.
Não mais a incomodava, porque agora sabia, que não importava o que fizesse, jamais seria tão grande e completa, ou mesmo infinita quanto o céu, mas não o desejava, tudo o que desejava estava a seu lado, com seu olhar gélido como uma brisa de inverno, mas com um sentimento que a aperfeiçoava, e a fazia sentir-se como se de mais nada necessitasse, enquanto ele estivesse a seu lado.
Pois ela tinha algo que o céu jamais teria, e isso era a felicidade e o sentimento de completude. Porque por mais completo que ele fosse, não o sabia, e ela tinha a chance de sabe-lo e de senti-lo. Sua inveja e confusão acabaram, porque agora tudo o que lembrava quando olhava para cima, era de si própria, e o céu, seu interior.
E por que, embora não soubesse, para Heero, o céu eram seus olhos.
E para ela, Relena, o céu era a companhia dele.
E agora, nesse instante, enquanto saíam para jantar, andando, agasalhados, de mãos dadas, tranqüilamente, entre aquela turbulenta população da cidade grande, parados esperando a abertura de um farol, a moça que olhava para cima tem uma epifania.
De que nesse instante, segurando a mão de quem amava, debaixo do empíreo estrelado, sentia-se plena, e tão grande e infinita, como o céu acima de si.
-O que está olhando? – A voz grave a seu lado pergunta, analisando-a, interrogativamente.
Ela sorriu, encarando-o, demoradamente. Levanta as mãos entrelaçadas suavemente, e o sorriso aumenta.
Agora os dois apertaram suavemente a pressão de suas mãos, a andavam, conscientes de sua sorte e felicidade, e o céu ainda brilhava, acima de suas cabeças, sorrindo.
Olá pessoas! :3
Como estamos todos?
Sinto que esqueci de postar o tema dessa semana =.='''
De qualquer forma, aqui está! Espero que se gustem...
Gostaria mucho de agradecer as pessoas que comentaram também, obrigada flores, sem você não existia história!
Até o próximo tema, que seráááááá... Eu não me lembro, mas tudo bem hahaha... (Corre para ver) Será Ciclo o próximo tema :)
Até lá ^^~
Beijos :3
20.01.2012
