Ele não tinha visto ninguém. Ele não tinha visto ninguém. Por um momento é tudo o que fica circulando por sua cabeça. Não faz sentido. Não há a possibilidade de um repórter ter escapado sua atenção e ter tirado fotos de Oliver com sua filha sem que ele tivesse notado. Não é possível.

Mas, as fotos passando na televisão, mostram a ele o contrário. Existem fotos de todos eles. Dele. Da Felicity... Da Ellie.

Uma irracional raiva enche o seu peito e ele fecha seus punhos fortemente, travando o seu queixo tão forte que seus dentes rangem. A visão de seu lindo, inocente rostinho olhando para ele numa dessas fotos, seus cabelos brilhando à luz do dia – ela está se parecendo tanto com Felicity nesse momento – faz com que seu peito doa. Ela está completamente alheia aos oportunistas que invadem a privacidade deles.

"Digg, eu ligo para você depois," Oliver diz, suas palavras cortando o silêncio em tiras. Ele termina a ligação, não esperando por resposta, seus olhos estão ainda grudados na tela da TV, sua mão caindo para seu lado. A cena muda e ele para de respirar.

"Oliver," Felicity diz num sussurro tenso, sua mão voando até encontrar ele. Seus dedos agarrando fortemente o seu antebraço, unhas formando pequenas meias-luas em sua pele. Mas ela não está olhando para ele. Não, ela está olhando para a televisão também, as fotos de sua família tinham sido trocadas pela imagem ao vivo do escritório de Blood.

Não é preciso ser um gênio para entender a fonte de seu nervosismo.

Blood está na frente e no centro – ele está descadaramente questionando os valores da Família Queen, de um jeito que faz Oliver querer violentamente impedir que ele fale novamente – e a alguns passos dele, quase dentro do enquadramento da câmera, está uma cínica e arrogante Isabel.

Os pontos se ligam com uma clareza absurda. Isabel, tudo isso é Isabel. Ela viu eles nas câmeras da mansão, ela sabe sobre Ellie. O estômago de Oliver se revira, a realização atingindo até os ossos. Ela é o plano de backup do Slade e, mesmo ele não sabendo totalmente o que o plano engloba ainda, está claro que inclui Blood arrastando o nome da sua família na lama e virando os olhos públicos para eles.

Para sua filha.

Isabel está ciente do que vai acontecer alimentando esse frenesi, o foco ficará em cima de todos os Queens. E em Felicity.

"Nós temos que sair daqui," Ele diz, seus olhos instantaneamente indo para Ellie. Ela está olhando para a tela, suas sobrancelhas franzidas em confusão. Oliver olha para Felicity. "Se Slade sabia onde a nossa base de operações era, nós temos que assumir que Isabel sabe também."

"Por que estamos na tv?" Ellie pergunta com um curioso movimento com a cabeça. "Como fomos parar lá, mãe? É da mesma forma que o Rascal vai parar lá?"

Sua inteligência, seus olhos curiosos que se iluminam enquanto ela faz suas questões e algo naquelas inocentes perguntas faz com ele tenha uma intensa necessidade de protegê-la. De Isabel e dos planos do Slade. Da mídia. De tudo. Ele tinha que supostamente mantê-la segura e tudo o que ele tinha feito até agora foi colocar a vida dela em perigo de um jeito que nem mesmo ele poderia imaginar. Ele deveria tê-las deixado na mansão ou ter encontrado um lugar seguro. Ou, no mínimo, mantê-la mais escondida... Mas só em pensar em deixá-la em qualquer lugar onde ele não pudesse encontrá-la - não pudesse vê-la, ter certeza com seus próprios olhos que ela estava bem – o deixa gelado.

Uma quieta punhalada de culpa o atinge porque é ele quem precisa disso, mesmo que isso custe a segurança dela, e suas mãos coçam para segurá-la.

"Essa é uma ótima pergunta," Felicity diz em resposta a Ellie, passando a mão pelos seus cachos macios. "Mas vamos falar sobre isso depois, ok baby? Mamãe e Papai tem... Algo que precisamos focar no momento."

"Você dá ela para mim?" Oliver pergunta calmamente.

Os olhos de Felicity voam direto para os dele e ele sabe o que ela está ouvindo, mas isso é para depois. Ela muda Ellie em seus braços e passa ela para ele. O rosto de Ellie se ilumina com um sorriso de prazer por estar no braços de seu pai e ela se aconchega em seu peito, seus pequenos dedos agarrando a gola da blusa dele. A mão de Felicity fica nas costas da filha deles e ela se aproxima ainda mais para perto dele, sem ao menos pensar. O mesmo desejo inconsciente que faz com que a mão dele vá ao ombro dela e deslize por seu braço.

"Como eles conseguiram essas fotos?" Felicity pergunta, ecoando os pensamentos dele de antes. "O canal 52 não é conhecido exatamente por roubo e... Quero dizer, você é você."

"Não foi um repórter que tirou elas," Oliver diz a ela com absoluta certeza, sua mente passando pelas dezenas maneiras que elas poderiam ter sido tiradas, como se fosse algo esperando pelo momento perfeito. "Isso é Isabel. Ela provavelmente deve estar vigiando a Verdant desde que descobriu sobre a Ellie. Talvez até antes disso. Eu poderia até dizer que ela colocou câmeras escondidas que podem ser operadas remotamente."

"É inteligente," Felicity concede. "Eu não gosto que ela seja tão inteligente."

Um pequeno sorriso aparece nos lábios dele, mas some no segundo seguinte enquanto ele segura Ellie ainda mais perto, ela encaixa sua cabeça na curva do seu pescoço, como se ele tivesse sido desenhado para isso. Ele foi, ele pensa. Ele foi desenhando apenas para ela.

O forte desejo de proteção o enche novamente e ele range os dentes.

"Eu olhei," Ele diz."Não havia ninguém lá fora, Felicity. Eu não... Eu não teria trazido Ellie para um espaço aberto se fosse o contrário. Eu não teria arriscado."

Felicity concorda, seus olhos dizendo que ela acredita nele, ela sabe que ele não teria. Uma de suas mãos ainda está nas costas da Ellie e a outra está no estômago dele. Ela agarra sua camisa levemente, mordendo o lábio inferior. A intimidade do momento não escapa a sua atenção.

"Bem," Ela diz. "Não deve ter repórteres então, mas pode haver a qualquer momento." Ela olha para ele, e há uma completa confiança nele em seus olhos. "O que vamos fazer?"

Isso nunca falha de fazer seu coração bater mais forte – a forma como ela olha para ele, sabendo sem dúvida que ele irá fazer qualquer coisa para mantê-los seguros – e agora não é diferente.

Seu coração se aperta com uma emoção totalmente diferente por causa disso.

"Vamos resolver uma coisa de cada vez," Ele responde. "Nós precisamos sair daqui, ir para algum lugar seguro, reagrupar e decidir o que vamos fazer. Como responder."

"Onde é seguro agora?" Ela pergunta.

Suas palavras parecem como um soco no estômago - ela não tem essa intenção - mas elas o atingem da mesma forma, porque é uma verdade incontestável. QC está inteiramente fora de questão, lá é a casa de campo da Isabel nos últimos dias. Mesmo se Isabel não soubesse da localização da foundry, mesmo que eles quisessem se esconder embaixo da Verdant, é a Verdant. É o único lugar que sua irmã pode chamar de seu agora e, considerando a conversa que ele teve com Thea, ele tem sérias dúvidas se eles seriam bem-vindos em seu prédio por um bom tempo. A mansão está bugada pelas pessoas que eles têm tentado fugir. Se o apartamento de Felicity ainda não estiver rodeado, ele estará logo. Não há um lugar que eles possam ir que seja totalmente sem perigo. Não há um lugar seguro. O que o deixa totalmente no limite. É a família dele. Manter a cidade segura é uma coisa. Ele sabe que ele não pode vencer todas as batalhas. Não é nem possível. Mas isso... Perder a batalha de proteger elas... Essa não é uma opção.

"A mansão," Ele resolve com uma careta. "Ela pode até ter perigos, mas pelo menos é um lugar familiar e nós já sabemos que estamos sendo observados." A ideia de ir direto para um lugar onde ele sabe que Isabel está assistindo eles o faz se revirar por dentro, mas é muito melhor do que qualquer outra das opções. "Nós podemos mapear onde as câmeras estão, onde são os lugares seguros e partir daí."

"Ok," Ela diz, concordando facilmente, confiando a segurança delas plenamente nas mãos dele. "Ok, então nós temos que voltar para a mansão e, então, nós tentamos decidir qual será o nosso próximo passo. Nós precisamos conseguir uma brecha nos planos da Isabel para que possamos chutar sua b... uh... baboseira." dizer. Ela finaliza desajeitadamente e percebe a Ellie olhando para ela. Ela sorri. "Chutar a baboseira dela, sim, era isso que eu ia dizer."

Apesar da situação, Oliver se vê tentando esconder sua risada pressionando os lábios no topo da cabeça da Ellie. Mas o momento de prazer termina rapidamente. A voz de Blood quebra o momento tranquilo que ele estava desfrutando com sua futura família e cimenta dentro dele a tensão que vem crescendo desde o instante que ele ligou a televisão.

"...O público tem o direito de saber quem eles estão elegendo. Agora, eu não estou dizendo que há mais para ser descoberto sobre a família Queen, mas isso pede questionamentos, não é? A base de toda a campanha eleitoral de Moira Queen é o seu comprometimento com a sua família. Agora nós descobrimos que ela vem escondendo parte dessa família. Eu, por exemplo, acho que os eleitores merecem mais transparência do que ela oferece. Se ela tinha escondido uma neta, o que mais ela poderia ter escondido? O que mais ela não está nos dizendo?"

"Isso só está começando," Oliver fala alto. Felicity endurece, virando suas costas para ele. "É a ponta o iceberg. Blood e Isabel vão usar isso para levar a mídia à loucura."

"Você acha que irão descobrir que você é o Arrow?" Felicity pergunta.

"Eu acho que possivelmente é isso o que a Isabel quer... Entre outras coisas," Oliver concorda.

"Outras coisas... Como Malcom ser o pai da Thea?" Ela pergunta.

"Se Isabel sabe disso, então definitivamente ela vai jogar com essa informação," Ele suspira, a tensão crescendo em seus ombros, enquanto passa pela cabeça dele todas as consequências que isso poderia gerar.

"Então, por que eles não dizem logo à imprensa?" Ela pergunta. "Por que não dar a eles como uma informação anônima?"

"Talvez ela tenha," Oliver disse com um sentimento de dor. "Mas nenhuma mídia de respeito vai rodar algo como isso, ao menos que eles tenham algum tipo de evidência. Os advogados da minha mãe estariam em cima deles num piscar de olhos. E talvez... Talvez ela não tenha dito a imprensa porque ela nos quer na defensiva. Talvez eles queiram que eu esteja sobre muita vigilância, sem poder arriscar ser visto como o Arrow, enquanto a mídia está mantendo um olhar muito próximo sobre nós. Talvez eles apenas queiram que nossas mãos estejam atadas por toda a atenção do público e eles ficam livres para se movimentar."

"Isso não é reconfortante," Felicity responde sem emoção.

Ele sabe disso. Não é que ele goste dessa ideia – nenhuma das ideias – mas esses são os dois cenários mais possíveis que ele pôde pensar. Ou Isabel quer todos os segredos da família Queen expostos ou ela quer eles tão apreensivos em serem expostos que essa passe ser a principal preocupação deles, deixando espaço para ela fazer o que quiser ao redor cidade. Será que ela estava trabalhando tão próxima ao Slade? Ela sabia qual seria o próximo passo dele? Oliver sabe, sem dúvida, que o plano do Slade não terminou com o ataque à mansão, ele é muito esperto para isso, demasiado conivente. A questão agora é, Isabel irá continuar com o plano?

Quando a televisão muda novamente para o âncora, que está dando um resumo completo e pouco lisonjeiro sobre sua vida, Oliver diz, "Vamos falar mais sobre isso em casa. Nós precisamos sair daqui antes que a impressa apareça." Ele deixa escapar um suspiro mais pesado, seus olhos indo em direção à porta. A localização deles está bem clara nas fotografias tiradas, a placa da Verdant ao fundo em todas elas. "Se eles já não estiverem aqui."

"Certo," Felicity diz, seus olhos ainda na televisão, vendo mais do deveria, repórteres cercando ele enquanto ele saía de um restaurante com duas mulheres ao seu lado. Está claro que é algo de antes da ilha, algo que ele não quer que a Felicity ou Ellie vejam. Oliver desliga a televisão, jogando o controle de volta no bar, a voz baixinha da Felicity finaliza com, "A imprensa."

Isso parece alarmar Felicity porque de repente ela parece substancialmente mais no limite, o que é algo relevante, considerando que nenhum deles está exatamente relaxado em primeiro lugar, mas isso é um terreno novo para ela. Ela nunca teve que lidar com o escrutínio da mídia em sua vida. Ela não tem ideia do quão horrível isso pode ser, como exposto e ridicularizado eles podem fazer você se sentir. Ele sabe. Ele se lembra muito bem. Ele pode não ter sido o foco da impressa nesses últimos anos, não como era antes do Gambit afundar, mas esse tipo de experiência nunca foi apagada da sua memória. E agora toda a atenção irá para ela, para a Ellie, por causa dele e por ele ser quem é. Uma misteriosa criança com uma mulher, que apenas alguns dias atrás, não era mais do que sua secretária executiva? Pelo menos ao que interessa ao público, essa droga de história se escreve sozinha.

"Eu sinto muito," Ele sem conseguir se segurar. Os olhos de Felicity vão diretamente para os dele, suas sobrancelhas franzindo. "Isto não será fácil."

Um olhar de incredulidade passa pelo rosto dela, no que ela ri, um sorriso que diz a ele que naquele momento ela está achando que ele está sendo ridículo. Essa visão elimina instantaneamente o peso em seus ombros – como ela consegue isso? - então ela diz, "Oliver, eu tenho certeza que as coisas pararam de ser fáceis no minuto em que eu encontrei você sangrando em meu carro por causa de uma bala, que foi cortesia da sua mãe."

Oliver deixa escapar uma pequena risada que faz o sorriso dela ficar ainda mais aberto. Ele não chega aos olhos dela, mas eles estão claros, quase luminosos. Ela pode não saber exatamente o que isso irá fazer com sua vida, ainda não - expectativa e realidade são tão diferentes no que se refere à mídia ressaltando todos os seus passos, cada experiência - mas ela não está recuando. Ela não vai. Ela nunca recua.

Deus, ele ama ela.

"Nós vamos superar isso," Felicity diz. Sua voz um pouco trêmula, mas ela está resoluta. Ela engole com dificuldade, olhando para ele. Um pouco da apreensão por causa da nova situação deles dá para ser percebida, mas ela está confiante, claramente, e ele sabe que seu lugar é ao lado dela – tanto fisicamente quanto emocionalmente – algo totalmente compreendido. "Do mesmo jeito que superamos todo o resto."

"Nós vamos," Ele responde. Oliver coloca sua mão na parte baixa das costas dela. Ele massageia confortando, em círculos constantes, pressionando firme o suficiente para que seu suporte seja sentido com absoluta certeza. Ele sente ela relaxar infimamente, mas é o suficiente.

Felicity acena com a cabeça, erguendo a postura.

"Ok, então, vamos indo." Felicity sorri para a Ellie."Pronta para voltar para a casa da vovó?"

Ellie concorda, ainda com a sua cabeça encostada na clavícula de Oliver. Ele muda um pouco a posição para enrolá-la em sua jaqueta, escondendo boa parte de sua figura pequena. Completamente oposta aos seus pais, ela está totalmente relaxada, enfiada no pequeno casulo que ele criou para ela. Oliver pode até estar preocupado com a sua segurança, mas ela claramente não tem essa mesma preocupação. Ela se sente segura em seus braços e ele está além de grato por poder dar isso a ela, por ela se sentir segura desse jeito com ele. Tudo nele queria dar essa mesma sensação para Felicity também.

"Fique junto a mim," Oliver diz a ela, no que eles se movem em direção à saída. "Tente esconder seu rosto e não diga nada a eles."

Felicity para ele, olhos arregalados. "Você não acha que eles já estão aqui, acha?"

"Eu acho que é possível. Mas se eles não estiverem, eles serão implacáveis num futuro muito próximo," Ele avisa. "É melhor ignorar eles completamente, o máximo que você puder. Ellie-bug, mantenha seu rosto virado para mim, ok? Do jeito que você está."

"Ok," Ela concorda com a cabeça, sua voz abafada no ombro dele. Seus pequenos cachos balançando com o movimento, fazendo cócegas em seu pescoço. A confiança que ela tem nele o inebria, fazendo com que ele a segure ainda mais perto, dando mais combustível para a sua necessidade de protegê-la. Da imprensa, da Isabel, do mundo inteiro.

Essa ferocidade é direcionada para Felicity também e ele entrelaça seus dedos nos dela, apertando sua mão. "Pronta?"

Ela já está sacudindo sua cabeça, seus dedos agarrando os dele fortemente. "Provavelmente não, definitivamente não."

"Vamos indo," Ele diz a ela, chegando a conclusão que isso só ficará pior se eles demorarem mais tempo para partir.

"Certo," Felicity concorda, respirando fundo para se fortalecer para o mundo lá fora.

Mas ela não estará sozinha. Nem por um segundo. Oliver pouco se importa como isso irá parecer nesse momento; ele larga a sua mão e a envolve pela cintura, mantendo ela próxima. Este é o lugar que ele pertence. E, análise da mídia ou não, ele não vai deixar seu lado, não quando ele finalmente tinha compreendido que ele está exatamente onde ele precisa estar e com quem ele precisa estar. Como se fosse a coisa mais natural do mundo, Felicity se vira para ele e, por um segundo, ele segura suas garotas mais perto, ele se sente como se tivesse três metros de altura, como se ele pudesse fazer qualquer coisa, pelo tempo que ele tiver elas.

Está na metade da tarde e ir da luz moderada do clube para a brilhante luz do dia, poderia ter deixado qualquer pessoa um pouco cega, mas não é o sol que queima seus olhos quando os três saem. Não, é a luz crua dos flashes sendo disparados que faz tudo momentaneamente branco.

Oliver percebe o sobressalto de Felicity, seu braço enrolando na cintura dele, virando seu rosto para baixo, evitando a luz intensa. Ele segura ela mais perto, sussurrando, "Segure firme," piscando os olhos contra os flashes, tentando ver...

Frank, o motorista dele, já está se movendo para ficar entre eles e os dois fotógrafos, invadindo o espaço deles e da pequena família Queen, mas os operadores das câmeras não se abalam com isso. Eles escapam dele efetivamente, atravessando diretamente o caminho de Oliver e Felicity até o carro, com câmeras invasivas direcionadas para os rostos deles, disparando a cada segundo, acompanhadas de perguntas ainda mais invasivas.

"Sr. Queen! Por que você escondeu sua filha? Como o affair com a mãe dela começou? Como isso afeta a campanha da sua mãe para prefeita? Vamos lá, Oliver, nos dê algo!"

Ele pode ignorar esse cara. Ele se lembra desse fotógrafo de tempos passados, um que trabalhou para algum tabloide com zero de credibilidade e público leitor que é basicamente limitado àqueles que leem em filas de supermercados. É a mesma porcaria que costumava ser jogada nele e, quase como segunda natureza, ele se move para ficar de costas e tenta forçar passagem por eles.

O segundo fotógrafo, no entanto... O outro fotógrafo é um problema.

Porque ele não está falando com Oliver.

Ele está falando com a Ellie.

"Ei, princesa, nos dê um sorriso, você pode?"

"Saia da frente," Oliver explode, virando-se para proteger sua filha, mas o fotógrafo ignora como se ele nem estivesse ali.

"Apenas uma, princesa, sorria para a câmera... Olhe para cá, princesa, vamos lá."

Esse pedaço de lixo tentando manipular sua filha de três anos para ganhar dinheiro é o suficiente para fazer o sangue de Oliver ferver, fazer seus músculos tencionarem, faz ele travar o maxilar e ele tem que lutar contra a vontade de avançar e arrancar a câmera direto das mãos dele e destruir no chão.

"Apenas um sorriso!"

Ellie choraminga com o som alto da voz que demanda por sua atenção, os flashes iluminam seu rosto e ela se encolhe ainda mais no peito do seu pai, tentando fugir disso tudo. Ela está tremendo, não entendendo o que está acontecendo. Ela definitivamente deve estar sentindo a ansiedade de seus pais enquanto eles lutam para passar pelas pessoas que miram suas câmeras para eles, e ela está ainda mais tensa com essas pessoas forçando algo na sua cara.

"Felicity, Felicity Smoak!"

Ele sente Felicity pular para junto dele, surpresa com a forma familiar que o outro fotógrafo grita seu nome e ele aperta sua cintura, lembrando que ela não está sozinha.

"Como você conseguiu Oliver Queen? Quantos anos tem sua filha, quando você conheceu ele? Vocês estão juntos agora?"

Felicity está tremendo como a Ellie e suas tentativas de se afastar eles são em vão. Eles são implacáveis, invadindo o espaço deles, recuperando-se rapidamente mesmo quando Frank empurra um deles para fora do caminho.

"Um pequeno sorriso, docinho!"

Ellie choraminga novamente, um pouco assustada, "Papai?" chegando aos seus ouvidos, fazendo com que ele sinta uma onda de raiva por todo o seu corpo.

"Eu disse saiam da frente!" Oliver rosnou, segurando ainda mais forte ambas, mas o fotógrafo não está lhe ouvindo.

Não, ele está estendendo a mão, ele está tocando no braço da Ellie, puxando levemente para chamar a sua atenção. A raiva queima ele e se aquilo não é razão suficiente para Oliver quebrar a mão do fotógrafo, no segundo seguinte, Ellie puxando o braço que estava sendo tocado por um desconhecido, como se ela estivesse sido queimada, definitivamente é.

Algo dentro dele explode.

Oliver empurra Ellie para os braços de Felicity. Sua pequena garota está tremendo ainda mais, desesperadamente se enroscando em sua mãe, e – uau - isso faz com que tudo dentro dele se revire com uma fúria que parece ficar ainda maior com a percepção que sua filha tem do perigo, não importando a origem. Ele já tinha visto um homem louco ameaçar sua filha nesta manhã, tinha ouvido o seu choro e sentido o terror dela como se fosse dele próprio e agora, outra pessoa está se aproximando dela, fazendo ela sentir medo novamente.

Isso faz ele chegar ao limite.

Ellie mal se acomoda nos braços de Felicity e Oliver já esta se virando para o fotógrafo, raiva borbulhando, instigando ele, fazendo ele se sentir mais como Arrow, como ele nunca se sentiu sem o capuz.

"Eu disse, afaste-se!" Ele rosna, agarrando a camisa do homem, jogando-o contra a parede do prédio com uma terrível batida. O fotógrafo deixa escapar um som claro de dor que, sem dúvida, indica que o homem terá um calombo alto na parte de trás de sua cabeça na manhã seguinte, mas Oliver não se importa. Ele gosta, ele quer mais, ele quer ter certeza que este homem nunca mais chegue perto de sua filha novamente.

Oliver empurra seu antebraço no pescoço da patética figura de se diz fotojornalista, sentindo toda a satisfação pelo jeito com que os olhos dele se arregalam e ele luta pelo pouco ar que mal passa por sua garganta.

Isso tudo acontece num espaço de poucos segundos, mas ao mesmo tempo não dura o suficiente. Ele sabe que não em tempo para que fazer o que ele quer com esse pedaço de merda de ser humano, sendo ele, a pessoa que assustou a Ellie, ele que teve o disparate de tocar em sua pequena garota.

"Oliver" Felicity grita, mas ele não está ouvindo ela. Não agora.

"Toque na minha filha novamente e eu vou quebrar a merda das suas mãos, você me entendeu?" Oliver rosna, sua voz tão baixa e rouca, que ele poderia muito bem estar usando o modulador de voz de tão ameaçadora que ela sai.

Ele está pressionando a garganta do homem tão fortemente que ele não consegue falar, mas concorda com a cabeça, olhos arregalados, claramente e seriamente, entendo as palavras de Oliver. O que é bom. Ele deveria. Oliver não estava brincando quando ele disse cada uma daquelas aquelas palavras e ele faz questão que o homem saiba disso, ele o encara diretamente nos olhos, prometendo que ele faria isso e um pouco mais.

Vagamente, ele percebe que o flash da outra câmera não para de disparar, capturando o momento por todos os ângulos, incluindo fotos de Felicity, de onde ela está segurando a Ellie, o medo fazendo ela parecer muito pálida olhando para toda a cena, incerteza em seu rosto dizendo a ele que ela não está certa o quão longe ele iria para protegê-las, e isso é ruim, muito ruim, ainda mais na presença dessas pessoas.

Isso é uma armação, Oliver chega à conclusão com súbita clareza. Eles estavam trabalhando juntos para conseguir essa imagem. Ellie interessa eles, claro, mas eles querem ele, eles querem ele enlouquecido. Eles querem o Ollie que já tinha batido em repórteres e destruído suas câmeras. Eles querem o irresponsável que atraía a mídia em sua juventude.

Com um forte empurrão, Oliver deixa o fotógrafo ir, deixando o homem puxando o ar e massageando sua garganta, no que ele vira para o outro.

"Me dê essa câmera," Ele ordena.

Não escapa a sua atenção que Frank está rodeando a Ellie e Felicity, empurrando-as em direção ao carro. Oliver se permite respirar, finalmente, deixando seus ombros relaxarem um pouco, toda sua concentração nos idiotas que estão a sua frente.

"De jeito nenhum, cara" O cara zomba, mesmo parecendo estar um pouco aterrorizado, e continua. "Vamos lá, você sabe o valor disso. Você pode me ameaçar o quanto quiser, mas nem a pau você vai levar minha câmera."

"Vocês apenas conspiraram para intimidar e assediar uma criança por lucro." Oliver diz, sua voz baixa e ameaçadora, dizendo para todas a pessoas ali o que ele acha disso tudo. Os olhos do cara se arregalam, mas ele não recua.

"Assédio?" Ele solta uma risada que muito provavelmente vem do nervosismo. "Ele tocou no ombro dela."

"Ele aterrorizou uma criança de três anos de idade e colocou a mão sem a permissão dela," Oliver rebate, dando um passo em direção a ele. O homem lê exatamente o que está implícito - uma ameaça - e dá uns passos para trás, mas não solta a câmera. Oliver fecha os punhos, lutando contra a vontade de agarrar ele e apenas tomá-la, mas uma parte dele sabe que isso só faria as coisas muito piores. "Se um de vocês se aproximarem da minha filha novamente ou se uma dessas fotos terminar na imprensa, eu vou fazer meus advogados processarem vocês e eu irei fazer uma denúncia criminal."

"Espere, três?" O outro fotógrafo pergunta. Oliver estremece sem conseguir se controlar, olhando de volta duramente. As rodas enferrujadas trabalham extra para processar aquela pequena informação que Oliver deixa escapar e, infelizmente, ele prova que pelo menos duas células do seu cérebro conseguem trabalhar juntas para criar um pensamento. "Como você pode ter uma filha de três anos?" Ele se encosta na parede, olhos estreitados, sua mão indo em direção a sua garganta. "Você está de volta há apenas, o que, dois anos."

"O que você está escondendo, Queen?" Questiona o primeiro repórter.

Oliver se força para não mover, para respirar fundo antes de dispensar os dois. Ele não tinha resposta para os dois – nenhuma que ele estivesse disposto a dar ou que eles fossem aceitar – ele tem problemas muito mais importantes do que um par de repórteres barulhentos.

"Papai!" Ellie chama do carro.

Oliver institivamente encontra ela. Sua filha está curvada contra o lado da Felicity, mas ousa olhar para ele e os repórteres. Olhando para ela, com a mão estendia para ele, mesmo estando encostada na Felicity, dá a certeza que é ao lado dela - ao lado delas - que ele precisa estar. É muito mais importante do que esses estúpidos repórteres.

"Esperem um anúncio do escritório de campanha da minha mãe." Oliver diz a eles, movendo-se em direção ao carro. Eles se juntam novamente atrás dele, no que Oliver muda de ideia, e vira-se novamente. Ambos pulam, como se ele tivesse surpreendido eles, e ele se diverte sinistramente com o medo em seus rostos. "Eu não estou brincando com relação a essas fotos ou se vocês tentarem isso novamente."

Nenhum dos dois respondem, ambos congelados com a clara promessa em sua voz.

Oliver se vira para o carro com um curto, "Frank vamos sair já daqui."

"Sim, senhor."

Enquanto Oliver ainda está deslizando no banco, Ellie se joga para ele e suas mãos naturalmente puxam ela mais para perto.

As luzes dos flashes piscam mais algumas vezes antes que ele possa fechar a porta sem nem ao menos pensar, ele sabe que tudo estará rapidamente nos jornais. Eles irão atender o que ele disse sobre as fotos mais provocativas, como ele agredindo o fotógrafo, porque de fato eles tinham instigado aquelas e havia testemunhas. Mas estas... Estas eram jogo limpo. Sua pequena garota virando-se para ele em busca de carinho e proteção, sua mãe alisando seus cabelos, enquanto ela olha para o pai de sua criança recebendo-a em seus braços. O momento íntimo da pequena família é algo que eles vão explorar completamente. Por dinheiro. Por exposição. Ele odeia isso, tanto que ele podia sentir o gosto do ácido que sobe por sua garganta, mesmo sabendo como funciona.

Ele realmente, realmente, quer sair e bater neles.

"Eu não gosto deles." Elllie sussurra quietamente em seu peito, no momento que o carro volta à vida. "Eles não eram legais".

"Não, querida, eles não eram." Ele concorda. "Eu sinto muito."

"As mamães deles não ensinaram eles a serem legais?" Ellie pergunta, olhando para ele com o olhar mais aberto e inocente que ele pode imaginar. Isso faz com que sua garganta se aperte e seu coração doa, porque a verdade de que nem todo mundo é legal, não deveria ser algo que ela deveria entender tão cedo. E mesmo assim... E mesmo assim é algo que parece ser constante em sua vida.

"Talvez eles não sejam bons ouvintes," Felicity oferece depois de um momento, percebendo que Oliver não conseguia encontrar as palavras para responder à sua filha.

"Eles são desobedientes," Ellie declara, como se isso fosse tudo. Ela morde o lábio hesitantemente antes de olhar para Felicity. "Eu posso assistir mais Rascal?"

"Claro, venha para cá," Felicity responde, batendo no lugar em aberto entre eles. Ellie pega o tablet e começa Rascal, O Guaxinim novamente, desde o começo, instantaneamente se perdendo no mundo familiar dos seus amigos do desenho animado.

Ele, nunca em toda a sua vida, pensou que poderia ficar grato a um desenho animado de um guaxinim como ele está nesse momento. É um estabilizador instantâneo de humor, dando à Ellie algo para se ligar a um mundo onde tudo não é inteiramente como deveria ser.

Enquanto eles se afastam, ele se dá conta dos últimos minutos.

Oliver deixa escapar uma respiração pesada, esfregando a mão por seu rosto, enquanto ele analisa a impressionante reviravolta que essa tarde tinha tomado. Ele pode até ter dissuadido os repórteres a não usarem as piores fotos, mas ele também tinha também se referido à Ellie como sua filha. Abertamente. E ele tinha claramente determinado a idade dela, e uau, se isso não tinha aberto uma fonte de problemas que ele nem pode começar a processar.

Dedos se entrelaçam aos deles, suave e naturalmente, ele afasta a outra mão do seu rosto e vê a Felicity olhando para ele com mais serenidade do que ele sente.

"Eu sinto muito," Ele suspira. "Eu sei que eu não deveria... Eu não deveria ter deixado eles me atingirem daquela forma, mas no minuto que eles tocaram nela..."

"Ah, não," Ela responde bufando. "Eles tocaram na Ellie. Você vai em frente e pressiona eles contra a parede e os ameaça. Plano A+. Eu estou à bordo."

Ele não deveria estar surpreso. Felicity nunca foi daquelas que segura os socos quando eles são necessários e, obviamente, ela está de acordo que a filha deles é algo de questão. Ao mesmo tempo, o endosso dela sobre a forma rude com que ele lidou com os repórteres, especialmente depois do acentuado "Oliver!" quando ele tinha se descontrolado, pegando ele de surpresa e ele se vê rindo e sacudindo a cabeça para ela, maravilhado.

"Bem, eu estou feliz por estarmos na mesma página sobre isso," Ele diz a ela, segurando seu olhar e maravilhado pela forma como só olhar para ela é o suficiente para deixá-lo calmo e ao mesmo tempo fazer seu pulso acelerar. "Mas mesmo assim, eu não deveria ter ido tão longe."

"Bem... Ok, talvez você deveria ter dito a eles tudo aquilo." Felicity concorda, deslizando os dedos por entre os deles. Ela roça seu dedão na parte interna do pulso dele. "Eles vão publicar. E será um problema."

Oliver suspira, fechando os olhos. "Parece que nós temos muitos desses nesses últimos dias."

"Realmente não existe escassez," Ela concorda. "Mas pelo menos com esse, nós temos um pouco de tempo para descobrir como lidar com ele." Ele concede, afirmando com a cabeça. Ela tem razão. Felicity faz uma pausa, longa o suficiente para Oliver olhar para ela com as sobrancelhas levantadas. Ela aperta os lábios antes de falar, "Você deve ligar para sua mãe."

Se ele estremeceu ao ouvir isso, foi somente porque, honestamente, ele nunca esperaria ouvir essas palavras saindo da boca dela.

"A campanha dela vai ter que responder," Felicity lembra a ele. "Sobre..." Ela acena entre Ellie e eles. "Isto, e temos que decidir como. Eu não vou deixar tudo para o chefe de campanha dela resolver, de forma alguma, porque eu só posso imaginar o que eles vão inventar. Eu sei que muito aconteceu, mas isso não significa que eu confio em sua mãe tanto assim. Se é que confio. Desculpe-me, mas alguém que pode casualmente falar em eliminar um corpo, como se fosse algo comum, não tem exatamente limites."

Ele não argumenta com ela.

"Eu estou mais preocupado com Isabel." Oliver confessa.

"Ah, eu também," Felicity fala. Ela se encosta de volta e, por um segundo, Oliver vê o quanto o peso do último dia tem efeito sobre ela. "Honestamente, antes disso tudo, eu não estava muito certa se eu iria votar em sua mãe. Ela é tipo uma assassina em massa e não é exatamente algo que realmente inspire meu voto." Ela suspira. "Mas agora está bastante claro que nós precisamos que ela ganhe. Independentemente do que Isabel planeja, ela está apoiando Blood. E ele é parte do que quer que seja o plano de contingência do Slade, mesmo sem sabermos ainda o que é, eu tenho certeza que não queremos que o plano tenha sucesso."

"Definitivamente não," Oliver concorda.

"Então, talvez, nós devêssemos deixá-la resolver..." Ela olha para a Ellie e para as mãos unidas deles, antes de olhar para os olhos dele. "Isto."

"Um passo de cada vez," Oliver diz. "Nós precisamos de mais informações antes de começarmos a falar qualquer coisa para quem quer que seja, sobre o plano deles e o que eles estão fazendo. Você acha...?"

Sua voz falha, enquanto ele pensa, ele não tem certeza se ele quer admitir esse pensamento. Ele sequer tem certeza se ele quer verbalizar isso.

"Você acha o que?" Ela pergunta, aproximando-se um pouco mais dele. Ellie se mexe entre eles, contente por estar entre seus pais, seus olhos sem deixar o tablet por um segundo as aventuras de Rascal, O Guaxinim proporcionando uma música suave de fundo à conversa deles.

O que provavelmente é melhor, considerando o que ele está prestes a sugerir agora.

"Talvez nós poderíamos... Fazer com que ele nos fale?" Oliver pergunta, escolhendo as palavras cuidadosamente. Ele olha para a Ellie, mas ela está alheia.

"Fazer ele... oh," Felicity diz surpresa quando as palavras são absorvidas e ela reflete sobre elas. "Bem... Eu acho que se há alguém que poderia fazer ele falar, esse alguém seria a A.R.G.U.S," Ela concede. "Mas Oliver, eu não contaria com isso."

"Não," Ele concorda. "Mesmo antes de ser infectado, ele era mais do que bem treinado para aguentar um interrogatório... Mas eu pensei que valesse a pena tentar. Eu vou ligar para Lyla, vou ver se Waller está disposta a ter alguém pressionando ele para responder algumas perguntas."

"Ok," Felicity concorda facilmente - como se eles não estivessem discutindo sobre torturar alguém por informação. "Mas Isabel seria mais fácil de falar, eu acho."

"Isabel é uma figura muito pública," Oliver diz com um suspiro. "Quero dizer, você está certa. Eu não tenho certeza como o Slade poderia ser... compelido. Mas Isabel, ela está de frente e no centro da mídia agora. Não seríamos capazes de confrontar eles sem atrair o tipo errado de atenção para nós." Ele olha para a Ellie. "Especialmente agora."

"Você acha que é por isso que ela está usando a mídia?" Felicity pergunta, erguendo a cabeça para o lado. "Será esse um movimento defensivo? Uma medida de segurança?"

"Se é, é um bom plano," Oliver confidencia, mantendo a voz baixa. "Se a imprensa está nos seguindo por todos os lugares, eu não posso andar em qualquer lugar como Oliver Queen e, então, suspender o Arrow. E ambos não podem desaparecer sem gerar que perguntas erradas sejam feitas."

"Então, nós vamos procurar por outro ponto fraco," Felicity resolve. "Nós vamos descobrir o que eles querem e usar isso. E nós vamos fazer um puta esforço para ter certeza que sua mãe ganhe as eleições."

"O que significa puta?" Ellie pergunta, deixando de olhar para o tablet.

O rosto de Felicity tem quatro tons de vermelho depois de ouvir a pergunta e ela está - uma vez na vida – totalmente sem palavras no momento.

"É... Eu..." Ela tenta, mas nada sai.

"Mamãe disse uma palavra errada por engano," Oliver diz a Ellie. "Ela não quis dizer isso. Não é uma palavra legal. Nós não usamos esta palavra, ok?

"Oh... Ok," Ellie diz, olhando de volta para o seu tablet.

"Desculpa," Felicity sussura para Oliver, ainda lembrando um tomate amadurecido. "Futuro-eu é obviamente melhor com o filtro mente-boca, o que nós sabemos é uma excelente habilidade, então... Viva, futuro-eu! Mas como... Diabos," Ela sussurra essa palavra também para que a Ellie não possa ouvir, "Eu, supostamente, poderia saber o quanto esponja ela seria?"

"Eu não sou uma esponja, mamãe," Ellie diz e Felicity fecha a boca. "Bob Esponja é uma esponja, eu não sou uma esponja."

"É como se ela pudesse ligar e desligar," Felicity fala baixinho. Ela olha para Oliver. "Pelo menos Bob Esponja ainda existe por lá, eu acho, isso é algo para aguardar com expectativa, além da nossa filha corrompida."

Oliver não consegue controlar o sorriso que se espalha pelo seu rosto com aquilo, com o absurdo da afirmação - ela é uma das pessoas mais puras que ele conhece, não tem como ela corromper quem quer que seja, muito menos a filha deles. Ele se inclina e beija a testa dela. Ela é adorável demais para não fazê-lo. Seu peito se aquece quando ela se inclina em direção a ele.

"Tudo bem," Ele sussurra baixinho em sua pele. "Não se preocupe sobre isso."

"Ah Deus, nós vamos ter reuniões de pais e mestres e vamos ter que explicar por que nossa filha diz coisas como essa e será minha culpa. Em algum momento no futuro, eu estarei culpando meu passado-eu por introduzir um palavrão para a nossa filha," Ela resmunga embaraçada.

Ele gargalha, deixando-se relaxar ainda mais no banco do carro "Sim, é exatamente sobre isso que estou preocupado nesse momento, futuras reuniões de pais e mestres."

"Oliver..." Ela geme.

"Não, sério," Ele continua, apertando sua mão, porque por mais ridículo que pareça, é verdade. "Isabel tem um plano do mal do Slade para executar, ela está usando Blood para difamar nossos nomes na mídia, para tentar derrotar minha mãe na eleição, repórteres estão enfiando suas câmeras no rosto da minha filha e atormentando ela - e a mim, por extensão... Mas o que eu realmente estou preocupado é sobre uma professora futura nos dizendo que nossa filha falou um palavrão na sala de aula." Oliver olha para ela. "E que ela teria aprendido com sua mãe."

"Isso não é divertido, Oliver" Felicity diz, mas ela mesma não consegue conter a risada e bate no ombro dele com sua mão livre.

Sua risada é contagiante e ele ri junto, pegando a mão dela na dele. Oliver entrelaça os dedos juntos e, por um segundo, aperta mais fortemente sua outra mão, pressionando um beijo delicado nos dedos dela.

"Desde que seja vindo de você, eu não me importo com o que ela faz," Ele diz, o rosto da Felicity se suaviza e seu coração acelera com o calor nos olhos dela, antes de acrescentar, "Mesmo que seja ela amaldiçoando uma tempestade dentro da sala de aula."

"Eu não vou," Ellie interrompe, sem ao menos deixar de olhar pro tablet. "Eu não gosto de coisas que não são legais. Papai Noel não traz presentes para crianças que são malcriadas." Ela olha para Oliver. "Eu posso tomar sorvete quando chegar em casa?"

A mudança de tópicos dela é suficiente para dar um curto-circuito em seu cérebro.

"Uh, bem..." Ele para. Ela toma sorvete no futuro frequentemente? Será que eles têm sorvete na mansão? "Vamos ver, ok?"

"Ok," Ela concorda facilmente com um aceno de cabeça. "Eu espero que sim. Eu espero que tenha de morango. Com brilhinhos até. Do tipo arco-íris."

As pessoas falam o quão adaptáveis crianças são - ele já tinha ouvido antes - mas ele não acha que tinha entendido até agora. Ellie consegue ser agarrada por um homem louco pela manhã, ver seu pai quase morrer, ter um pesadelo que quase a deixa histérica, ser desprezada pela sua querida tia, ser agarrada por um repórter e ter câmeras em seu rosto, e ainda sim, focar em algo como o quanto ela quer tomar sorvete, é totalmente surpreendente.

"Sabe de uma coisa?" Ele diz, enquanto pensa o quão precioso é ela querer algo tão simples, tão infantil e inocente. "Sim, você pode tomar sorvete. Depois do jantar. E se nós não tivermos de morango, nós vamos comprar, ok?"

"Sério?" Ela pergunta radiante, olhando para ele com o rosto cheio de felicidade. "Com brilhinhos também?"

"Os do tipo arco-íris." Ele confirma e ela sorri alegremente.

"Obrigada, papai," Ela diz a ele, deixando o tablet de lado e abraçando-o pelo torso fortemente. Oliver sorri, abraçando-a de volta, baixando-se para beijar o topo da cabeça dela.

"Oliver Queen, você é um completo babão," Felicity declara. Sua voz é suave e completamente livre de julgamento.

Ele definitivamente é um babão pela Ellie, mas ele não se sente arrependido por isso. Na verdade, ele sente um pouco de orgulho nesse momento. Oliver dá de ombros encabulado, em concordância. Felicity sacode a cabeça, que ele tem certeza que é para supostamente repreendê-lo, mas parece que ela está se divertindo tanto quanto ele.

"Sr. Queen," Frank o chama de repente, lembrando a Oliver da presença de seu motorista. "Desculpe-me por interromper, Sr., mas estamos próximo à mansão e talvez a gente possa ter um pouco de problema..."

Oliver olha pela janela. Seu queixo cai. Um grupo repórteres estão alinhados em frente ao portão e, no instante que eles veem o carro, eles voltam a vida como abelhas que tiveram seu descanso interrompido. Um maldito enxame.

As janelas do carro têm películas, não há possibilidade deles veem algo, mas isso não os impende de empurrar suas câmeras contra os vidros, os flashes sendo disparados, enquanto outros empurram seus microfones nos limites das janelas.

"Oh, uau," Felicity diz, partes iguais alarmada e impressionada. "Isso é loucura."

Ela está certa. Ele tem sido exposto aos olhos do público há muito tempo, mas ele nunca viu a mídia dessa forma. Eles estão famintos por essa história - esfomeados.

Na superfície, ele entende o porquê. É sexo e política, segredos e dinheiro. Não há nada que a imprensa ame mais do que escândalos e, até agora, isto é tem tudo para ser um épico. Ele é o pródigo filho que retorna dos mortos, mas aparentemente perdeu tudo, apenas para ser revelado que tem uma criança secreta, cujo legado ele deixou escapar de suas mãos. Então... Sim, ele entende na teoria.

Mas na prática, no instante que ela percebe o que está acontecendo, Ellie agarra o braço dele e tentar se afundar ao máximo no banco para se fazer o menor possível e ele não consegue entender como alguém, com algo que se assemelhe a um coração, poderia fazer isso com ela.

Oliver e Felicity se movem ao mesmo tempo, enroscando-se ao redor dela.

"O que você gostaria que eu fizesse, Sr. Queen?" Frank pergunta, olhando para eles, oferecendo um fino sorriso de encorajamento à Ellie.

"Passar por cima deles não é uma opção?" Felicity pergunta. Isso lhe garante um olhar de surpresa dos dois homens e uma testa franzida da Ellie. "Brincadeira... Desculpa, essa foi... Uma piada ruim. Obviamente não podemos passar por cima deles. Isso seria ruim. Nós poderíamos machucar alguém."

Ellie parece se tranquilizar com isso, mas Oliver está ciente que Felicity não estava inteiramente brincando. E ele não pode culpá-la porque ele não tem certeza se ele está tão contrário a esse plano. Mesmo assim... No que diz respeito à imprensa, existe muito pouco que poderia ser pior do que passar por cima de uma multidão de repórteres, não importando a intenção.

Oliver suspira, olhando para a irritante repórter que fica batendo em sua janela, junto a sua cabeça, mesmo que ela não pudesse vê-lo.

"Eu preciso de seu celular," Felicity diz de repente, estendendo a mão ansiosamente.

"Okay..." Ele concorda, puxando do seu bolso e entregando à ela. "Por que?"

"Porque precisamos de reforço," Ela diz a ele, destravando seu celular - ele não está de forma alguma surpreso por ela saber sua senha, mesmo sem ele nunca ter dito a ela - e procura pelos contatos.

"Você perdeu seu celular?" Ele pergunta confuso, no momento que ela coloca o fone na orelha.

"Claro que não," Ela diz, olhando para ele como se ele fosse louco. E... Ok, talvez isso seja sem sentido. Felicity perdendo algum objeto tecnológico seria como ele perdendo o arco.

"Então, você precisa do meu telefone porque..."

"Porque eu não tenho o número," Ela responde antes de alguém atender e atrair a sua atenção. "Oi! Não, é Felicity. Nós estamos na entrada, mas não temos como passar do portão. Há alguns repórteres bloqueando o carro. Você tem alguém que pode se livrar deles para nós?... Quero dizer, não de um jeito permanente. Obviamente. Porque repórteres mortos seriam completamente prejudiciais no momento. Ou, bem... Quase prejudicial. Existiriam menos repórteres escrevendo histórias de qualquer modo. Essa parte seria realmente um plus..."

"Você está falando com minha mãe?" Oliver pergunta, piscando para ela, quando as palavras dela se encaixam.

"Obrigada, Sra. Queen – Moira," Felicity se corrige automaticamente, confirmando as suspeitas dele, e ela gargalha com algo que a mãe dele diz. Oliver sente como se o mundo tivesse começado a girar ao contrário ou Isabel tivesse decido desistir de sua maligna cruzada para doar seu tempo resgatando gatinhos ou algo igualmente ridicularmente absurdo. Porque Felicity está gargalhando como sua mãe e seu cérebro não consegue processar.

Quando ela desliga o telefone, devolvendo a ele, ele não pega. Ele apenas olha para ela.

Felicity pisca. "O que?"

Mas, por mais estranho que esse momento seja, fica ainda mais surreal quando o portão se abre e quatro homens, que Oliver reconhece vagamente como seguranças da campanha de sua mãe, se posicionam. Sara está parada fazendo sinais como um general liderando sua tropa. E essa não é uma analogia ruim – ela está claramente no comando.

"Oh, essa... huh..." Felicity para, soando ligeiramente desconfortável. "Não é quem eu esperava."

Sara e os homens já estão se movendo, direcionando o caos para fora do caminho, fazendo tudo ficar mais controlável e passável, deixando Oliver concentrado no que ouviu na voz de Felicity. Essa é a primeira vez que ambos veem Sara desde... Tudo.

Ele envolve seu braço ao redor dos ombros dela e a puxa para mais perto sem pensar duas vezes, espremendo Ellie entre eles, o suficiente para fazê-la gritar levemente e gargalhar, contorcendo-se e tentando arrumar mais espaço para ela.

"Ela não está com raiva," Oliver lembra à Felicity. Ele pressiona um beijo demorado em sua testa. "E ela gosta de você. Não há culpa aqui, você não tem que se preocupar."

"Eu sei..." Felicity diz, mas a dúvida é óbvia em sua voz e Oliver não consegue controlar a sobrancelha levantada para ela, no que o carro começa a se mover em direção ao agora portão aberto. "É que... Vocês eram algo por tanto tempo e terminaram tudo há apenas um dia, Oliver. Vocês nem se viram ainda desde que terminaram."

Ele pisca para ela, surpresa aparecendo em sua expressão.

"Você realmente está questionando se eu vou me arrepender de terminar as coisas com ela?" Ele pergunta perplexo.

"Não... Talvez?" Felicity responde, apertando seus olhos fechados e sacudindo a cabeça. "Eu não sei... É muita coisa, Oliver. E existe muita história entre vocês."

"E sempre vai existir," Ele concorda. "Eu não posso mudar isso. E não iria se pudesse. Nós passamos por muitas coisas juntos. Eu não teria passado por muitas sem ela. Mas isto está firmemente no passado. Você tem que saber disso. Tudo o que eu quero – tudo o que eu quero - está aqui neste carro."

Felicity o encara e tudo ao redor deles desaparece, até que só fica os dois, dentro do pequeno casulo, como na noite anterior na cama. Eles estão bem cientes que Ellie está ali, mas isso não faz nada para deter o momento ou inibir a forma como o ar entre eles fica pesado – quente, denso com a sensação de antecipação que faz seus nervos pegarem fogo.

Oliver não consegue olhar para nada além dos olhos delas, na forma com suas pupilas se enchem do familiar azul. Ela traça as linhas do seu rosto com o olhar, como se talvez estivesse analisando ele novamente. Se ela está, é obvio que ela gosta muito do que encontra. Oliver sorri suavemente, esse pequeno movimento da sua boca que faz com os olhos dela baixem para seus lábios, de um jeito que faz tudo, de repente, quente demais, antes de voltar novamente para seus olhos.

Isso é novo – tudo isso é tão novo, mas já é inebriante. Mesmo se ele tiver que fazer isso todo dia, ele vai reassegurar para ela que é o que ele quer, se for isso que ela precisa. Ele irá dizer a ela até que ela acredite, até que ela saiba, tão certo quanto ele.

Por um momento, ele tem sucesso e quando ela se inclina, sua mão vindo agarrar a manga se sua jaqueta...

"Mesmo tocado como eu estou, por ser querido e valorizado pelo meu empregador, Sr.," Frank fala do banco do motorista, efetivamente quebrando o momento de tensão, atraindo a atenção de Oliver. "Nós estamos aqui."

Felicity enrubesce, baixando a cabeça, enquanto Oliver ri ao ouvir Frank saindo do carro.

"Você tem mais senso de humor do que eu me lembrava, Frank," Oliver diz a ele quando o outro homem abre a porta para eles.

"Eu tenho meus momentos, Sr.," Frank reconhece, claramente lutando contra o sorriso, no que oferece à Ellie a mão para sair do carro. "Isso é tudo por hoje a noite?"

Oliver casualmente olha em direção ao portão. Os repórteres não são estúpidos o suficiente para transpassar uma propriedade privada – pelo menos não nesse momento, não na frente dele – mas o clarão das luzes ainda é evidente e ele sabe que eles estão filmando agora mesmo.

"Sim," Oliver confirma, olhando de volta para Frank antes de pegar a Ellie do chão e segurá-la contra seu peito. "Nós não vamos para lugar algum por um bom tempo."

Pelo estado do frenezi no portão, ele se pergunta se isso não é um grande eufemismo.

"Muito bem, Sir," Frank concorda. "Sabe, eu estava pensando que a garagem poderia ser lavada, Sr. O carro talvez precise ficar a noite toda no caminho. Péssimo momento para os repórteres, no entanto. Isso pode complicar para eles conseguirem uma foto fácil."

Oliver sorri abertamente e aperta o ombro do motorista em gratidão.

"Eu acho que gosto de você, Frank," Oliver diz a ele.

"Senhor, eu tenho dirigido para você, para cima e para baixo, por mais uma década," Frank diz a ele. "E eu estou muito feliz em dizer que finalmente eu posso retornar esse sentimento."

Felicity realmente parece estar se divertindo ao seu lado, mas Frank apenas sorri para Ellie, piscando para ela, antes de voltar para o carro. Fiel a sua palavra, ele dirige de volta para o portão, estacionando longitudinalmente em frente da enorme quantidade de repórteres incrivelmente aborrecidos.

Mas Oliver tem apenas um momento de deleite pelos seus protestos raivosos, porque, um segundo depois, sua mãe abre a porta amplamente e olha para eles com um olhar de atormentado alívio.

"Oh, obrigada, Senhor," Ela declara. "Venham para dentro antes que fique pior."

"Oi, vovó," Ellie saúda do lugar que ela está, enfiada contra o peito de Oliver, não parecendo desgastada, mesmo dada a situação.

"Mãe..." Oliver começa com cuidado.

"Ainda não, Oliver," Ela o repreende bruscamente, olhando para a área ao redor com desconfiança. "Dentro de casa."

Ela conduz eles com um ar de autoridade que Oliver há muito aprendeu a esperar de sua mãe.

"Felicity, por que você não leva a Ellie para o esconderijo por um momento? Moira sugere.

"Não, mãe," Oliver diz imediatamente, agarrando a mão de Felicity para mantê-la ao seu lado. "Ela não vai a lugar algum."

O aborrecimento no rosto da sua mãe é inequívoco, mas Oliver está firme nisso. Ele não vai excluir Felicity. Não nisso. Não em qualquer outra coisa.

"Oliver..." Sua mãe começa, com um tom de voz que claramente diz que ele está testando a sua paciência e ela não está feliz de jeito nenhum por ter que se explicar. "Existem algumas coisas que não são adequadas para pequenos ouvidos e nós dificilmente podemos deixá-la sem vigilância, mesmo dentro de casa. Não sem sabemos quem pode estar olhando."

"Oh, eu tenho uma boa ideia de quem está nos assistindo e você também. É basicamente a causa do nosso problema atual," Oliver salienta. "Mas isso envolve Felicity. Eu não vou deixá-la de fora."

Moira Queen deixa escapar um bufo de raiva que, de alguma forma, parece até digno e olha em direção ao teto como se estive procurando por paciência.

"Tudo bem," Ela finalmente diz. "Nós achamos que chegamos a uma solução para... As notícias que saíram de você ser pai. É limpo, simples e explica tudo."

Oliver pisca surpreso. Ele olha para Felicity, que parece estar tão surpresa quanto ele, apesar dele poder ver sua mente dando pulos à frente, tentando descobri o que sua mãe planeja. Seus olhos voltam para ele antes de voltar para Moira, as linhas ao redor dos olhos tencionando enquanto ela espera.

"E o que é?" Oliver pergunta.

Moira hesita, e ele sabe naquele instante que o que quer que seja ele vai odiar o que ela vai dizer, especialmente quando ela olha para Ellie e então para Felicity.

"Mãe."

Ela estreita os lábios, ainda não falando. E então, ela olha para Olive calma, fria e controlada mulher, que fez de tudo para proteger sua família por todos esses anos, que olha de volta para ele.

"Você tem que publicamente negar que Ellie é sua filha."