Suas mãos não param de tremer.
Felicity bufa irritada, focando em tirar o colar.
Não ajuda em nada ele ser novo, novinho em folha, como muitas das coisas que apareceram em seu quarto naquela manhã, cortesia de uma Moira Queen. Olhar para pilha de mercadorias - uma pequena montanha, realmente, de roupas de grife, cuidadosamente embalados, sem etiquetas de preço - tinha sido perturbador. Em que momento a Matriarca Queen encontrou tempo para comprar para todos eles um novo guarda-roupa? Ela deveria estar grata, considerando que ela não trouxe nada com ela, muito menos algo apropriado para a imprensa, mas ainda sim é inquietante. Isso causou um festival de perguntas feitas por Felicity e um dar de ombros de Oliver, até que a gravidade do que tinha acontecido lá embaixo e o que os esperava na sede da campanha da Moira dominasse sua mente novamente.
O senso fashion da Moira e os presentes caros, mas necessários, foram a menor de suas preocupações hoje.
Eles se arrumaram em silêncio, um deles constantemente com a Ellie, até que tudo o que restava eram os pequenos toques finais, incluindo este colar maldito, que ela tem certeza que veio direto do próprio Hades. Tem uma tensão de 'nunca foi aberto antes' e que está desafiando os seus dedos trêmulos, de maneira que, ela não é realmente capaz de lidar no momento.
"Como é que..."
Com tremor em sua voz, ela para.
Felicity fecha os olhos, as mãos caindo com a falta de controle sobre seu próprio corpo, sua própria voz, dominando ela. Ela ouve Oliver parar, de onde ele estava colocando a gravata atrás dela no banheiro. Seu silêncio destaca os sons reconfortantes da Ellie, ela está esperando por eles em seu castelo travesseiros, e a voz da Moira pelo corredor, ecoando o movimento tranquilo da nova equipe de guarda-costas, enquanto eles vigiam através da mansão.
Não há mais sons feios de um buraco sendo rasgado, que aparece no meio da cozinha ou o barulho de utensílios caídos ou os gritos agudos da Ellie - sua bela Ellie, que sabia exatamente o que estava acontecendo e o que seguiu - ou a Sara ordenando para eles voltarem.
Ela aprendeu muito rapidamente que havia uma enorme diferença entre o medo de algo que ela sabia como antecipar e medo de algo que ela não tinha conhecimento sobre. Felicity não tinha ideia sobre viagem no tempo, sobre os buracos no tempo, sobre o que alguém rasgando realidades para chegar a sua filha era realmente. Ela não sabia - não poderia saber - até agora. Agora ela sabia, porque ela viu o olhar do Zoom. Ela tinha visto a diversão em seus olhos e ela sabia com cem por cento de certeza de que não havia nenhum lugar, nenhum momento que eles poderiam esconder a Ellie e que ele não iria encontrá-la.
Oh sim, é um tipo completamente diferente de medo que vive dentro dela agora e está a comendo viva.
As mãos da Felicity tremem ainda mais e ela morde a ponta da língua até doer, ouvindo os sons de algo normal, normal que ela pensou que ela tinha algumas horas atrás.
Ellie não está se movendo mais.
Seus olhos se abrem, voando direto para a tenda, meio que esperando para ver um rasgo gigante no tempo de novo e aquela máscara assustadora empurrando através. A mão, que parecia garras, estendendo para ela como algo saído de seus pesadelos. Quase tinha agarrado a Ellie – chegou tão perto - e quando a Felicity e Sara reagiram, ele se mudou, seguindo elas.
O medo exala através de seu corpo, como o ácido, corrosivo, deixando-a vazia.
Exceto que Ellie está perfeitamente bem. O sol brilha através da grande janela, lançando sua pequena sombra contra o lençol cinza escuro. Ela está sentada, com as mãos se movendo... Ela está segura, em um lugar que ela mesma fez, um lugar que seu pai construiu com ela, dando-lhe o tipo de fundação constante que só a segurança de um pai pode dar.
Ela está bem.
Deus, apenas há algumas horas ela teve que se acalmar desse precipício emocional e lá estava ela novamente, poucas horas mais tarde.
Felicity não consegue tirar os olhos da Ellie. Ela tem quase certeza que nunca mais vai.
Uma parte lógica dela continua repetindo que, provavelmente, não é tão fácil rasgar um buraco através do tempo - se é que era isso - assim as chances de que isso aconteça novamente são relativamente escassas. Certo? Elas têm que ser ou então Zoom já teria tentado várias vezes.
Talvez ele tenha.
Felicity estremece, um aperto no peito. E se eles só tinham acabado de ver isso, e se ele estava tentando o tempo todo em que a Ellie está com eles? Em lugares que não podiam ver... Ou enquanto dormiam? Ela inala acentuadamente e parece que seus pulmões se esqueceram de como trabalhar enquanto ela se lembra daquele sorriso recortado de novo, aqueles olhos negros frios sobre sua filha, tão perto que ele estava quase a tocando. O pensamento dessa coisa perseguindo a Ellie através do tempo...
Um farfalhar suave soa atrás dela, assim como sussurros do Oliver, "Ei". Suas mãos aparecem por cima do ombro e ele mexe os dedos. "Deixa comigo."
"O que?" Felicity pergunta, virando a cabeça para ele.
Ele se inclina sobre ela, pressionando um beijo suave na bochecha, sua barba centrando ela, de uma forma que a deixa surpresa antes dele responder: "Seu colar."
"Oh." Felicity olha para o cordão esquecido - ela está o segurando com tanta força que o metal marcou seus dedos. Ela faz um pequeno som na parte de trás de sua garganta antes de se levantar, entregando-o. "Obrigada."
"Claro" Ele responde, dando um passo mais perto.
Suas mãos são tão grandes e, certamente, estáveis.
Felicity observa ele se mover como se sua vida dependesse disso. Ela respira fundo enquanto ele tira seu rabo de cavalo do caminho, os dedos roçando sua pele, e puxa a corrente para trás, fechando para ela. O pequeno pingente é frio em seu peito e a faz estremecer.
Ele não se afasta. Em vez disso, Oliver passa os polegares sobre o topo de sua coluna vertebral, em círculos suaves e um pouco da tensão sai do seu corpo. Seus ombros caem, os olhos se fecham e ela se inclina nele. Seu peito é uma parede forte contra as costas dela, enquanto sua presença a rodeia - ele é tão quente e a mistura familiar do seu shampoo e o que faz dele Oliver enche seus sentidos.
É reconfortante.
Uma sensação reconfortante envia uma onda de calor através dela, enquanto Oliver cava os dedos em seus músculos, fazendo-a suspirar, antes dele escorregar as mãos pelas costas dela, enrolando seus braços em volta da sua cintura. Ele a envolve em seus braços, praticamente a cobrindo com sua presença, e ele, instantaneamente, alivia a ansiedade presente em seu peito. Esse calor se espalha através dela, fazendo-a tremer, e ela envolve seus braços em volta dele, precisando sentir mais dele, mais do que ele sempre faz ela sentir... Segura. Como se nada pudesse tocá-la.
Felicity abre os olhos, encontrando instantaneamente Ellie na tenda. Ela não tem que olhar para saber que ele está fazendo a mesma coisa.
"Eu me sinto ridícula" Ela sussurra, encontrando as mãos dele. Ela entrelaça seus dedos com os dele e ele a segura, firmemente. Ela sente o puxão na boca do estômago se espalhando através dela novamente. É incrível como o simples ato de segurá-lo, faz ela se sentir mais estável. Ele aperta as mãos, os braços firmes ao redor dela, puxando-a contra ele, e ela sabe que está fazendo a mesma coisa com ele, da sua própria maneira.
"Você não é ridícula" Ele sussurra, apoiando o queixo em seu ombro.
"Ok" Ela admite. "Talvez não completamente, mas estas minhas mãos estavam firmes como pedra alguns minutos atrás, quando eu estava colocando meu batom, e agora não podem nem mesmo colocar um colar."
"Memória muscular", ele responde em voz baixa. Ele está distraído, tanto quanto ela, ela pode ouvir em sua voz. "Não é algo que você realmente tem que pensar, até que você pense muito sobre isso."
"Não achei que seria um colar que me faria pensar muito hoje."
"Eles podem ser complicados," Oliver brinca.
"Sim", ela sussurra. "Malditos seios pequenos."
Oliver inclina a cabeça, o queixo ainda descansando no ombro dela, mas inclinado para que ele possa vê-la do canto do olho. "O que?"
"O..." Felicity se move para acenar a mão dela, mas ela não está pronta para deixá-lo ainda. "O pequeno fecho. Sabe, seu seio está aparecendo... E, aparentemente, isso é algo que só os pequenos idiotas da minha escola faziam." Suas bochechas quentes. "Desculpe, eu estou apenas..."
"Não se desculpe", ele sussurra, dando um beijo no pescoço dela. "Eu sei."
Esse calor inominável se espalha ainda mais, enchendo o peito.
Ela acredita quando ele diz que ele sabe, ele sabe exatamente o que ela faz quando está com medo, nervosa ou chateada. O que está acontecendo entre eles é novo - muito, muito novo - mas que não apaga todos os meses que eles já têm entre eles, noite após noite que passam juntos, se era uma conversa mundana nos coms ou o silêncio confortável na foundry. Ele conhece ela. Profundamente. Intimamente. Assim como ela o conhece.
Felicity suspira, inclinando a cabeça contra a dele. "Como tanta coisa pode ter acontecido em apenas alguns dias?"
Oliver balança a cabeça, um quase inaudível, "Eu não sei", sua única resposta.
Eles não se movem, nenhum deles pronto para enfrentar o que está esperando por eles fora do seu quarto. Ela nem mesmo se abala com o fato que ela pensa como "seu" quarto. Apenas é. Tornou-se o local seguro deles - o seu local seguro – ela se surpreende e, ao mesmo tempo, sente-se aquecida por associar, tão rapidamente, este espaço simples, como algo que pudesse ser chamado de lar.
Após o portal ter desaparecido, o seu primeiro instinto tinha sido voltar para cá, para o lugar onde todos os três se sentiriam mais seguros. É claro que não foi tão simples assim. Existiam perguntas - muitas perguntas - da Moira, Sara e Laurel. Havia poucas respostas, porém, a maioria deles tinha vindo da Ellie.
"É sempre assim quando Zoom vem, mas ele normalmente empurra com mais facilidade", ainda enviando um arrepio pela espinha da Felicity.
"A escuridão fez a irmã de Sara ir embora. Eu não sei como. A mamãe não me disse," o que deixou a Sara e a Laurel apreensivas.
Mas os vislumbres do futuro da Ellie - tão surpreendente como eram - eram apenas isso... Vislumbres, o mais ínfimo de janelas que os espera. Ela é muito nova para oferecer uma visão mais abrangente. Mas ela não tinha sido a única com verdades para compartilhar, como se viu.
"Futuros problemas de lado, não é apenas o que Zoom temos que nos preocupar," Laurel os lembrou. "Olha, Ollie... Eu sei que quando eu acusei o Sebastian Blood antes, eu estava num péssimo momento, uma bêbada, e todos tinham direito de não confiar em mim. Mas agora? Agora, eu estou sóbria. Estou controlada. E, Oliver, eu estou lhe dizendo que ele tem uma mão em tudo isso, ele estava trabalhando com o Slade e... E, não tenho certeza, mas acho que Isabel Rochev pode estar envolvida também."
Tudo tinha clicado. Felicity poderia dizer a partir do olhar no rosto do Oliver que ele estava colocando os pedaços juntos para formar uma imagem maior. Blood, Isabel... Eles têm um plano B e um plano C, peões na luta para assumir Starling City, em todas as formas possíveis, e tirar tudo do Oliver, peça por peça.
Não há dúvida de que isso, coloca a revelação da existência da Ellie numa luz totalmente nova. Ela não está apenas sendo usada para tentar influenciar uma eleição, ela está sendo usada para promover os planos do Slade, mesmo que ele não esteja envolvido, ativamente, no momento. Só esse pensamento foi mais do que suficiente para fazer Felicity querer recuar para o seu quarto, para o lugar onde ela se sente mais segura...
Em casa.
Embora isso não seja inteiramente verdade. Ela sentiu essa sensação de segurança assim que viu Oliver correr para a cozinha, quando ele viu ele se colocar entre sua família e o perigo, quando ele tinha prometido que nada iria acontecer com eles, uma promessa que ela, logicamente, sabia ele não tinha como manter. Mas ele tentaria; ele faria qualquer coisa para protegê-la, para proteger a Ellie.
Oliver é seu lar. Mesmo quando eles estão em conflito, mesmo quando ela queria estrangulá-lo, porque ele foi irritantemente obtuso, mesmo quando ela foi forçada a se sentar, impotente, observando-o arriscar sua vida cada vez mais - ele era o seu lar. O lugar mais seguro e mais feliz em sua mente é onde ele está. O quarto deles apenas representa esse fato.
Mas... Isso é suficiente? Eles são o suficiente? Para a Ellie? Para a segurança dela?
A ironia de questionar a vida que ela e o Oliver dão a Ellie, considerando o que a Felicity teve que dizer isso a ele ontem à noite, não passa despercebido, nem um pouco. Mas o pensamento está lá, abrindo um caminho através de suas frágeis defesas, até que tudo que ela pode se lembrar é como o Zoom tinha olhado para a Ellie - a raiva, a alegria de ter encontrado... E o desejo de acabar com sua vida.
Como se ele pudesse ouvir seus pensamentos, Oliver segura ela um pouco mais apertado.
"Como é que vamos lutar contra algo assim?" Felicity sussurra, sem ter certeza se ela está falando para si mesma ou para ele. "Por que iríamos enviar a Ellie aqui, agora, quando estamos menos preparados para lidar com alguém como Zoom? E que tipo de nome é esse? Isso é um nome de bandido horrível. É o que... Os carros fazem. Eles fazem esse barulho. Você não faz esse barulho para matar alguém."
Sua voz falha na última parte.
"Todavia, eu acho que ele faz", ela muda, percebendo o que ela está dizendo assim que as palavras saem. Ele quer matar a Ellie. Sua voz fica engasgada com lágrimas não derramadas, lágrimas que ela se recusa a deixar cair. Ela cansou de chorar, ela cansou de forças externas fazê-la chorar. Se ela vai chorar, droga, vai ser em seus termos. E ainda assim ela quer chorar. Muito. "Ainda não havia caído a ficha de como o futuro pode ser. E agora, na verdade vê-lo... Oliver, estou com medo, pensando num futuro onde as coisas são tão ruins com esse cara que temos que mandá-la de volta no tempo para escondê-la." Ela bufa. "O que de bom estamos fazendo?"
"Ela está mais segura aqui do que em seu próprio tempo", diz Oliver. "É mais difícil para Zoom encontrá-la ou para levá-la, pelo menos."
"Mas ele quase conseguiu," Felicity argumenta, nem mesmo lutando contra o tom maníaco em sua voz.
"Felicity", Oliver respira, fechando os olhos.
"Eu sei", ela sussurra, a voz não menos intensa, mas menos provável de ser ouvido por orelhas pequenas. "Eu sei o que estou dizendo e que eu pareço como uma pessoa louca, porque normalmente eu sou o 'podemos fazer isso', mas agora, eu estou..."
"Venha cá", diz ele, cortando-a, soltando as mãos dela para poder virar ela em seus braços. Felicity morde o lábio enquanto ele a puxa contra seu peito, incapaz de tirar os olhos da tenda, da pequena sombra da Ellie. Ele parece ser da mesma opinião, com os olhos fixos no castelo de travesseiros. Oliver coloca a mão no pescoço dela, pressionando um beijo suave em sua têmpora e quando ele se inclina para ela, buscando o apoio dela tanto quanto ela precisa do dele, seus olhos se fecham, enquanto ela absorve sua presença. Felicity coloca o braço em volta da cintura dele, abraçando-o com força, posicionando sua outra mão em seu peito, cobrindo seu coração. Seus lábios se movem contra a sua testa como ele diz, "Nós vamos mantê-la segura."
Felicity abre a boca para dizer, 'Eu sei', porque ela sabe, ela sabe que eles vão fazer todo o possível para mantê-la segura... Mas nenhum som sai.
"Nós vamos," Oliver reitera, talvez um pouco mais firme, no que ele se afasta para olhar para ela. Ele corre o polegar ao longo de sua mandíbula, inclinando o rosto para o seu. "Ei, olhe para mim." Quando ela o faz, instantaneamente preocupação aparece em suas feições com o que ele vê e ela fecha os olhos novamente, ele diz, "Fale comigo. Por favor."
As palavras estão saindo antes que ela possao organizar seus pensamentos.
"É diferente", diz ela, abrindo os olhos novamente. "Quando era apenas eu... Quando era apenas nós. Como quando as coisas insanas aconteceram antes, era mais fácil de lidar. Quero dizer, naquele momento não pareceu ser mais fácil, mas era, porque eu tinha um processo."
"Um processo", ele repete lentamente. Ela pode dizer que ele está tentando seguir a linha de raciocínio dela, para ver onde ela está indo com isso, e ela mesma não sabe, mas ela não para.
"Um processo. Para processar. É com 'P' maiúsculo, porque é Processar. Se não fosse um litro de sorvete de chocolate com menta, era uma taça de vinho - ou, você sabe, duas, ou três, ou todos eles - ou eu chorava até dormir, porque eu estava com tanto medo ou chateada ou ambos..."
"Oh, Felicity..." Sua voz é tensa com a imagem que ela está pintando, mas ele não a impede.
"Era o meu processo, Oliver. Era o que eu fazia. E funcionou. Foi o que me ajudou a levantar de manhã, não me sentir como se estivesse perdendo a cabeça, e foi o que me deixou trabalhar e ser capaz de lidar com as coisas que tínhamos feito na noite anterior ou lidar com o fato de que você está sempre lá fora, sempre arriscando sua vida, há tanto em jogo a cada noite, e... O que eu estou dizendo é que eu lidei com isso, eu encontrei uma maneira de lidar com isso, porque eu amo o que faço, eu gosto muito de trabalhar com você e fazer essas coisas."
"Eu também amo isso," ele sussurra, seu polegar acariciando sua mandíbula.
"Mas..." Felicity olha para trás na tenda. "Com a Ellie, é diferente. Eu estava bem com o Slade, bem na medida do possível, mas... Foi diferente, porque eu sabia que podia vencê-lo. Eu só sabia que, mesmo quando a Ellie... Quando ela desapareceu..."
Sua única resposta é um ligeiro aperto dos dedos com a lembrança do que aconteceu dois dias atrás.
"Mas isso..." Ela olha para ele, e rosto dele se entristece ao olhar para ela. Ela quer lhe dizer que ela está bem, que ela está bem, mas ela realmente não tem certeza. "Há esse medo esmagador no meu peito. O perigo é constante e não há a segurança. E, Oliver... É muito."
"Eu sei…"
"E eu estou com um pouco de ciúme dos nossos futuros-eus agora", ela continua, "Porque nós, obviamente, queremos isso, você sabe, nós escolhemos isso. Nós encontramos uma maneira de lidar, com L maiúsculo. Somos, obviamente, muito mais capazes e maduros e não insanos..." Felicity deixa escapar um som irritado. "Eu sei que estou exagerando, que eu sou... Que parece loucura, mas isso aconteceu tão rápido, e agora quase a perdemos nesses poucos dias e para duas pessoas que não temos ideia de como matar. Quer dizer, Slade não está morto, ele está apenas cego e trancado. E o Zoom... Ele está em uma esfera totalmente diferente de 'como você lutar contra isso.' Porque, como você luta alguém como ele? Como podemos lutar contra alguém que pode viajar através do tempo? Que pode nos encontrar onde quer que estejamos? Que pode aparecer a qualquer momento?"
"Com amigos", Oliver responde instantaneamente, parecendo ridiculamente são e estranhamente otimista em relação a ela. "Barry. Sara."
"Ou", diz ela, ignorando-o, forçando-se a surrurrar, enquanto ela olha para a Ellie. "Ou, como podemos continuar sabendo que só estamos com ela por alguns dias e já quase a perdemos por duas vezes? Oliver, como fazemos isso o tempo todo? Como é que nós..."
"Felicity, para!" Oliver diz bruscamente, cortando-a. Ela fecha a boca rapidamente ao ver a intensidade com que ele está olhando para ela - os olhos estão escuros, sua mandíbula apertada, as linhas de seu rosto tensas. Ele coloca as mãos na bochecha dela, acaricia os lábios dela com o polegar. "Nada vai acontecer com ela, porque não vamos deixar. Eu não vou deixar." Ele está seguro, sem sombra de dúvida, mas é cercado com um desespero que o faz parecer quase maníaco quando ele sussurra, "Nunca."
Ela não responde, ele não esperava por uma resposta, ela pode ver isso em seus olhos - não há nada que ela possa dizer, nada que precisa ser dito. É o mesmo sentimento - o mesmo medo, o mesmo desespero, o mesmo amor por sua filha, que é absolutamente inexplicável, algo que não pode ser descrito ou explicado... Exceto entre eles.
Um rubor surge sobre o peito, aquecendo suas bochechas.
"Outra coisa é diferente também", sussurra Felicity. Ela pergunta se ele vê em seu rosto porque seus olhos vão até seus lábios.
"O que?" ele pergunta.
"Você sabe," ela começa, lambendo os lábios. Seus olhos escurecem ainda mais e o calor dentro dela lentamente começa a subir. "Como as situações de vida ou morte faz você querer fazer as coisas que estavam guardadas? Como... Coisas que eu realmente não pensei antes, não de uma forma realista, porque eu não tinha exatamente um alguém com quem fazer qualquer coisa. Coisas..." A boca dele se parte com uma respiração instável. "Coisas que eu estive pensando bastante, especialmente desde a noite passada." Um sorriso aparece nos lábios dele, o tipo de sorriso que ela poderia esperar de qualquer cara, até ele ficar corado. O rosa viaja através de suas bochechas e ele só reforça o calor que toma conta das veias dela. "Mas não é tanto sobre o 'eba' de estar vivo, como... Eu não... Eu não sei como descrever isso." Felicity deixa cair a mão até seu estômago, enterrando as unhas em seus músculos. "É como se eu precisasse..."
"Sentir."
Sua voz de repente é baixa, áspera, e ele corresponde à expressão em seu rosto quando ele olha para ela.
Felicity treme, inclinando-se para ele, enquanto ela balança a cabeça, tocando seu peito novamente.
"Você", ela respira. "Eu preciso sentir você. É você, é como... Se o meu corpo estivesse me dizendo que há uma maneira de vencer o Zoom. Há um caminho... Há algo que ele não pode tocar ou nos controlar. Algo que ele não pode tirar da gente."
Oliver só olha para ela. Ela ainda se espanta com o quanto ele a deixa ver agora - tudo isso, tudo o que ele está mostrando é que... Ele está ali com ela. Está tudo lá, em seus olhos, para ela se entregar - o desejo, a esperança, os planos para o seu futuro. Ela o vê beijando ela e ela devolvendo com tanta necessidade quanto. Ela se vê empurrando-o para trás até eles entrarem dentro do closet, no banheiro, na cama ou em qualquer superfície plana, o que vier em primeiro lugar, e ambos se entregando a essa necessidade carnal que está fazendo sua pele, de repente, ficar demasiadamente quente. Ele mal a tocou ontem a noite e tinha sido explosivo - ela precisa do sentimento de volta, ela precisa sentir ele.
É tentador e Felicity está realmente um pouco assustada com a intensidade, com o quão disposta ela está de jogar a precaução ao vento no momento.
"Felicity..." ele sussurra, sacudindo a cabeça, e ela consegue ver que ele está ali com ela. Seus dedos apertam ela, segurando-a com força. "Eu…"
E então seus olhos se fecham e ele solta uma risada ofegante, a testa caindo contra a dela. Ele se derrete contra ela e, assim mesmo, tudo volta à tona - onde eles estão, o que eles precisam fazer.
Felicity solta um gemido. "Eu sou horrível, não é? Tipo... Ei, nossos corpos interligados, vamos tentar, como se não fosse grande coisa."
"Então, eu devo ser horrível também" Oliver responde: "porque eu estive pensando exatamente a mesma coisa desde que você tirou a camiseta para tomar banho."
O coração da Felicity salta com isso, com a ideia dele a vendo, parcialmente, se despido. "Você viu alguma coisa boa?"
Oliver sorri, afastando-se para olhar para ela com um sorriso que ela sente em seus ossos. "Eu sempre vejo algo bom quando eu olho para você."
Felicity cora - nunca em sua vida ela teria imaginado ele dizendo essas coisas para ela, coisas que fazem seu estômago revirar, causando uma franqueza em suas pernas.
"Mas não", continua ele, deslizando a mão pelo corpo dela, até voltar para a parte de trás do pescoço dela, antes deslizar para baixo, acompanhando sua coluna. "Eu não vi nada."
"Perdeu."
Oliver ri, lambendo os lábios lentamente. "A primeira vez que eu ver você inteira, Felicity, vai ser nos nossos termos."
O pensamento dele a vendo assim, inteiramente, faz seu interior tremer. Felicity engole seco, cravando as unhas em seu peito enquanto ela sussurra, "Oh?"
Ele acena tranquilamente, "Aham", enquanto ele se inclina mais perto, até que ele é tudo o que ela vê, tudo o que ela sente. "E vai ser na nossa cama, onde eu vou ter tempo." Sua boca fica seca. "Quando eu poderei propriamente vê-la..." ele a puxa para mais perto " E desfrutar cada centímetro seu."
Ela para de respirar... Mais pela promessa em suas palavras do que outra qualquer coisa.
A tensão no ar em torno deles cresce com tudo o que fica sem ser dito, tudo o que definitivamente, definitivamente, não tem tempo, tudo o que eles não podem fazer, mesmo sendo tudo o que eles querem fazer.
Só que mais tarde, isso vai acontecer.
Felicity respira e solta o ar lentamente, mordendo o lábio. Ele pega o movimento, e ela sabe que ele vai cumprir a promessa.
Oliver lhe dá um beijo suave, casto, que tem um gosto do futuro. Ela geme contra seus lábios.
"Eu não posso acreditar no tanto que aconteceu", Felicity sussurra distraidamente. Ela poderia estar dizendo isso pelos próximos vinte anos nesse ritmo, porque sempre que ela para para pensar sobre o fato de que apenas alguns dias atrás Oliver quase sempre olhava para ela com nada além de um interesse medíocre, interesse amigável, para hoje ela poder dizer-lhe que ela tem esta necessidade profunda de senti-lo, fazendo o seu coração disparar, e ele sussurrando que deseja vê-la, toda ela, levando o tempo que ele precisa.
Isso é muito. É o melhor tipo de sensação esmagadora.
"Você está lidando com isso muito bem", diz Oliver.
Felicity ri. "Eu não estaria levando tão bem se isso fosse apenas eu. Isso ajuda." Ela olha para ele, deslizando a mão pelo peito dele, seu dedo tocando o queixo. "Isso. Você e eu. Ajuda."
"Me ajuda também." Oliver puxa-a mais para perto. "Eu não estaria tão calmo sem você aqui. Comigo."
Comigo. As palavras significam muito mais do que qualquer coisa que ela poderia ter imaginado.
"Você estaria", responde Felicity. E ele estaria, ela sabe disso. Com ela lá ou não, no final das contas, foi a Ellie quem levou as mudanças reais e ela sabe, sem sombra de dúvida, que o Oliver seria um pai incrível, não importa as circunstâncias. "Você poderia estar um pouco mal-humorado, mas você estaria calmo."
Ele fecha os olhos - não para evitá-la, mas para se maravilhar.
"A gente devia pegar nossa menina e descer. Acabar logo com isso", Felicity diz, com a voz firme. Na verdade, suas mãos já estão firmes, ela está centrada novamente. Antes que ele possa dizer qualquer coisa, ela o segura pelo queixo, para poder dar mais um beijo e, então, ela sussurra, "Obrigada." Outro beijo. "Você parece ter um talento especial para acalmar a enlouquecida-eu."
Oliver sorri contra seus lábios. "De nada. E obrigado."
"De nada", ela ecoa, beijando-o novamente. "Eu te amo."
"Eu te amo."
Felicity dá uns passos para trás, movendo-se para limpar a mancha de leve de batom de seus lábios, quando ele puxa de volta em seu peito, envolvendo os braços em volta dela. Oliver coloca o rosto no pescoço dela, respirando-a, enquanto ela o abraça de volta.
O momento de silêncio é interrompido quando a Ellie diz algo para si mesma de dentro do seu castelo de travesseiros, imediatamente seguido por uma batida na porta.
Felicity salta, Oliver endurece. O som da porta se abrindo faz os dois se virarem, o abraço se apertando, por segurança - Oliver já está a movendo de modo que ela fique atrás dele - mas é apenas Moira.
"Oh", diz ela, surpresa colorindo suas feições. "Eu não queria interromper." Suas palavras dizem uma coisa, mas o fato dela não fazer um movimento para ir a qualquer lugar, diz a Felicity tudo o que ela precisa saber.
É hora de enfrentar o público, um público que tem uma horda de flashes piscando e perguntas dolorosamente intrusivas que ela ainda não quer se deixar pensar.
"Certo", Felicity diz e Oliver completa, "Nós já vamos descer."
Felicity olha por cima na tenda, percebendo que a pequena sombra da sua filha move-se para o canto dela e que ela está em silêncio. Ela franze a testa, uma sensação no estômago - Ellie está só há alguns dias com eles, mas ela já sabe sem dúvida que, definitivamente, não é normal ela ficar quieta assim.
Não é.
Ela já está indo para a tenda quando a Moira diz, "O carro está lá na frente." A mão do Oliver segue a Felicity até que ela esteja fora de alcance, ela pode sentir os olhos dele nela, enquanto a Moira acrescenta: "E Oliver, eu imagino que você vá querer se limpar um pouco mais."
Felicity olha de volta com isso - ele parece incrível, o que ela está falando? - então ela ver a mãe dele tocando os lábios. Oliver fica vermelho - ele cora, como se ele não fosse um homem adulto, mas na verdade um garoto que acabou de ser pego saindo com uma menina pela sua mãe. É adorável e ela aperta os lábios para não sorrir, no que ela chega na tenda.
"Ellie? Está pronta para ir?"
Nenhuma resposta.
Felicity se inclina, espreita para dentro da tenda. "Ellie?"
A menina em questão está sentada no canto mais distante, ainda impecavelmente vestida com o simples vestido da Burberry, que a faz parecer com uma princesinha, e ela definitivamente é. Ela está sem seus sapatos, seu cabelo está um pouco bagunçado e, definitivamente, parece que ela não está indo a lugar algum, no que pega uma boneca que tinha aparecido em seu quarto junto com a pilha de roupas, alisando seu cabelo para baixo.
"Ei, você, Ellie-bug", Felicity diz suavemente, ficando de joelhos. Ela ouve Oliver vindo por trás dela. "Você está pronta para ir?"
Ellie permanece estranhamente quieta e o estômago da Felicity aperta ainda mais. Ela olha de volta para o Oliver, ele se inclina para olhar também. Ambos vêem a Ellie beliscar os lábios antes de balançar a cabeça.
"Qual é o problema, Ellie-bug?" Oliver pede.
"Eu não quero ir", ela responde, tão baixo que mal dá para ouvi-la.
"O que?"
"Eu não quero sair", Ellie grita, alto o suficiente para fazer a Felicity saltar. Os olhos da menina sem deixar a boneca.
"Oh," Felicity responde, sem passar desapercebido a súbita tempestade de emoções que atravessam o rosto do Oliver antes dele esconder, a mistura de dor e a necessidade de protegê-la sugando sua energia até deixá-lo um pouco pálido. Ele quer dizer não - ele quer que ela vá para estar com eles, tanto pela segurança dela e por ele - mas ela sabe que ele não quer obrigá-la a fazer algo, não depois daquela manhã. Então, o que então? "Hum..."
"Eu acho que..." A boca do Oliver se move silenciosamente antes dele olhar para Felicity e, em seguida, Moira, cujo rosto é coberto com simpatia.
"Nós precisamos ir, Oliver," Moira reitera gentilmente.
"Eu sei, eu sei... Eu acho que...", diz ele de novo, olhando de volta para a Felicity. Ela já está sacudindo a cabeça – de forma alguma ele vai enfrentar a imprensa sozinho, de jeito nenhum – o coração dela se quebra ao som da voz dele quando ele diz, "Eu acho que você poderia ficar com ela... Se a Sara e o Digg e a equipe de segurança ficar também. "
"Oliver..."
"Não, papai," Ellie diz abruptamente, sacudindo a cabeça. Seus olhos estão arregalados e dolorosamente belos, e o coração da Felicity se quebra ainda mais quando ela vê as lágrimas brilhando neles, destacando o medo muito real. "Eu não quero que você vá também."
O rosto do Oliver positivamente se transforma. "Oh, baby", diz ele, movendo-se, mas Felicity já está abrindo caminho, pegando sua filha, não dando a mínima para o seu vestido ou o cabelo.
"Venha aqui, querida", sussurra Felicity e o lábio inferior treme, antes da Ellie se lançar nos braços da Felicity com um pequeno soluço. A boneca fica esmagada entre elas, pressionando dolorosamente em sua clavícula, mas ela não se importa nem um pouco, ela segura sua filha mais perto, desejando que houvesse uma maneira de absorver o que Ellie estava sentindo. Suas próprias lágrimas queimam seus olhos e ela pisca, olhando para o Oliver.
Ele já está rastejando em direção a elas, dando um beijo na cabeça da Ellie, uma mão pousa no ombro da Felicity, a outra esfregando círculos suaves nas costas da Ellie.
"Seu pai tem que ir, querida," Felicity diz, mantendo a voz baixa, voltando a falar em seu ouvido. "Ele tem que falar com os repórteres, lembra?"
"Não", Ellie diz, balançando a cabeça, a voz embargada pelas lágrimas. "Eu não quero que ele vá."
"Ellie..."
"Não!" diz ela, as lágrimas caindo no pescoço da Felicity. "Zoom vai pegá-lo. Zoom vai machucá-lo! É seguro aqui. É seguro por causa das fadas! É a magia da fadas. Zoom não pode ir mais rápido no castelo. Faz tudo lento para que o papai possa vencê-lo. É um local especial. Ele nunca esteve aqui! Em qualquer outro lugar, o papai vai se machucar!"
"Oh, Ellie," Oliver sussurra. Ele beija a cabeça dela de novo, respirando-a e quando ele olha para a Felicity novamente, seus olhos estão vermelhos com lágrimas não derramadas. Ele está dividido - ele sabe o que tem que fazer, mas ela também sabe que se a Ellie realmente pediu, ele iria ficar, as consequências que se danem. Felicity estende a mão, colocando em seu rosto e ele se inclina, fechando os olhos. "Eu não vou deixar isso acontecer, ok?"
Ellie se afasta para olhar para ele e o desespero em seu rostinho é quase demais, no que ela se agarra ainda mais à Felicity, olhando para Oliver. Com faixas de lágrimas em suas bochechas, ela sussurra: "Eu não quero que o homem mau pegue você de novo, papai, eu não quero que você se machuque."
"O que?" Oliver pede, balançando a cabeça. "Ele não..."
"Ele te pegou! Ele te machucou!"
"Ok, ok," Oliver sussurra, acenando. "O."
O fato dele não dizer que ele não vai se machucar, não passa desapercebido por nenhum deles.
Então Zoom machuca ele no futuro, mal o suficiente para a Ellie saber disso. Era essa parte da razão pela qual eles a enviaram de volta, porque ele se machucou tentando protegê-la no futuro?
O medo de antes toma conta do peito da Felicity - de que eles não podem protegê-la aqui. Se eles não podem fazer qualquer coisa no futuro, o que eles poderiam fazer aqui? Como eles podem lutar contra algo que seus futuros-eus não conseguem? Ela segura a Ellie mais perto, fechando os olhos por um segundo, antes de precisar olhar para o Oliver novamente. Ele está olhando para a Ellie, seu rosto apertado, os lábios comprimidos em uma péssima tentativa de sorriso, um que provavelmente deveria tranquilizar a Ellie, mas ele não está fazendo um bom trabalho.
E então, ele encontra o olhar da Felicity.
O que eles vão fazer?
O barulho baixo fora do castelo atrai a sua atenção. Moira. "Oliver..."
"Eu sei, mãe", diz ele, esfregando seu rosto.
Oliver suspira, inclinando a cabeça antes de olhar para a Ellie novamente. Ela virou o rosto no pescoço da Felicity novamente, sua respiração ofegante começando a ficar calma agora que ela está em seus braços. Algo dentro da Felicity se encaixa com isso. Não há nada que ela não vá fazer por sua filha - absolutamente nada - e se isso significa apenas segurá-la neste momento ou combater os monstros que a estão perseguindo, então ela vai fazer isso para sempre.
Oliver se aproxima, abraçando as duas, e uma outra peça clica no lugar. Sua família, juntos... Fortes. Oliver se move, a bochecha dele encosta no ombro da Felicity, ele de frente para a Ellie, fazendo o coração da Felicity pular uma dúzia de batidas. Ela poderia fazer isso para sempre, ela percebe, segurá-los contra ela, assim. Na verdade, quando tudo com a imprensa estiver resolvido, quando eles tiverem um segundo, ela acha que vai. Felicity inclina a cabeça contra a da Ellie, Oliver penteia seu cabelo encaracolado para longe de seu rosto, acariciando seu pequeno rosto.
"Ellie," Oliver sussurra. A pequena garota funga, movendo seu rosto apenas o suficiente para vê-lo. Quando Oliver pega seu olhar, ele sorri, um sorriso real que chega aos olhos. "Olá."
"Oi", ela responde, sua voz baixa. Ela funga novamente e sua mãozinha encontra o pingente do seu colar. Ela brinca com ele enquanto olha para o Oliver.
"Você pode fazer algo para mim?" ele pergunta. Ellie hesita, por um segundo, antes de concordar. Felicity sente Oliver sorrir. "Você é tão valente, menina." Ellie concorda com a cabeça, e é tão fofo e tanta certeza, que a Felicity não consegue deixar de rir. "Você se lembra o que aconteceu lá embaixo?"
Ellie instantaneamente endurece. "Eu não quero, papai."
"Eu sei, querida, mas tente. Ok? Lembra que o Zoom foi embora depois que eu cheguei lá?"
O argumento é super frágil, Felicity luta contra o impulso de recuar, porque isso não foi exatamente o que aconteceu, nem por um segundo... Mas funciona. Ellie faz uma pausa e, então, ela assente.
Oliver tira os cabelos do rosto dela, sua mão parecendo tão ridiculamente grande em comparação com ela, chega é gritante. Ele está tentando fazê-la se sentir segura e está funcionando para ambos.
"Eu não vou deixar nada acontecer com você, Ellie-bug", diz Oliver. "Ou com a sua mãe ou comigo. Ok?"
"Você promete?"
Os olhos da Felicity se fecham, com peso do que ela está pedindo, mas Oliver nem sequer hesita.
"Eu prometo."
Ellie balança a cabeça, fungando novamente. "OK."
Oliver sorri. "Essa é minha garota." Felicity pode sentir a mudança na Ellie, sentir ela se achando com o orgulho do pai dela, ela levanta a cabeça, concordando com a cabeça novamente. Oliver se senta, limpando seu rosto antes de pressionar um beijo suave na testa. "Eu te amo, Ellie-bug".
"Eu também te amo, papai."
Oliver se vira para a Felicity, a mão grande dele na parte de trás do seu pescoço enquanto ele lhe dá um beijo. Eles dão a eles mesmos um momento, a testa dele encostada na dela, até a Moira se mexer fora da tenda novamente.
"Todos nós vamos, então?" Felicity pergunta, olhando para a Ellie. Ela balança a cabeça, apertando os lábios, mas em vez de medo em seu rosto, agora há determinação. Felicity sorri, beijando o topo de sua cabeça. "Você é definitivamente a filha do seu pai."
"Eu diria que ela é definitivamente a filha mãe dela," Oliver diz, fazendo a Felicity corar. "Tudo bem, então. Vamos."
