Felicity está quase à vontade no momento em que chega à mansão. Pela primeira vez no que parecem semanas - realmente, tem sido apenas alguns dias, e ela sabe disso, mas semanas se encaixa muito melhor considerando o quanto aconteceu - ela permite sentir-se cautelosamente otimista. Oliver distraidamente esfrega a mão sobre suas costas enquanto ouvem planos da Ellie com suas fadas, deixando-a ainda mais à vontade, especialmente quando ela descansa a mão em sua perna e ele se inclina nela.

As coisas correram bem, pelo menos tão bem quanto qualquer um deles poderia ter esperado. Eles vieram da coletiva de imprensa com tudo a seu favor. A imprensa parecia ter comprado cada palavra que foi dito e, enquanto Oliver foi tão bem quanto ela sabia que ele seria, Ellie fez sua parte tão bem que poderia muito bem ter sido tirado de um script.

Assim, pelo menos algumas coisas fora do seu controle parecem estar indo bem. E quanto mais perto eles chegam da casa, mais Felicity se deixa relaxar, cair em uma discussão divertida sobre os meandros da política de fadas de acordo com a sua filha. Mesmo o interrogatório policial inevitável chegando não pode romper a bolha de paz em que se encontram.

Porém, isso tudo é bruscamente interrompido quando eles passam através dos portões para Mansão Queen e param sob o alpendre. Porque existem itens à espera na varanda da frente. Itens muito, muito reveladores.

Felicity sente fisicamente o sangue escorrendo de seu rosto.

"Oh... oh Deus, não", diz ela, balançando a cabeça. "Oooh Deus, isso é terrível. Oliver, precisamos sair. Agora. Imediatamente. Agora mesmo."

"O que?" Oliver pergunta, todo o seu corpo enrijece, puxando instantaneamente Ellie mais perto de seu peito de forma protetora. "O que está errado?"

Os olhos dele mal veem os itens antes de olhar em volta, procurando algo muito mais ameaçador do que a bagagem coberta de strass rosa na frente da entrada da mansão. Ele não entende. Ele não sabe o que isso representa. Ele não consegue compreender o que está esperando por eles lá dentro ou o fato de que para ela é demais e que ela não tem a capacidade mental para lidar com

isso agora.

Felicity o ignora, olhando para a Sara. "Nós temos que ir. Podemos ir?"

Sara apenas levanta uma sobrancelha, fazendo uma careta para ela no espelho, as sobrancelhas juntas em confusão - provavelmente porque ela já fez uma varredura, ela já fez, ela está bem ciente de que a área está realmente muito segura e não há nenhuma razão partir.

Eles estão todos errados. Isto é ruim em tantos níveis que Felicity não pode sequer começar a explicar. E o pior é que ela sabe que o Oliver não vai ver isso pelo o que é, não vai entender, verdadeiramente, o porquê ver aquelas malas a fez ficar à beira de um ataque de pânico.

Não há nenhum jeito de sua mãe vai fazer toda esta confusão melhor.

Nenhum.

"Felicity..." Um olhar severo está fixo no rosto do Oliver quando ele cruza o olhar com a Sara, antes de olhar para a Felicity, mas os olhos dela ainda estão colados na bagagem. "De quem é isso? Quem está aqui?"

Ellie se senta, esticando o pescoço para ver o que eles estão falando. No instante em que ela vê a bagagem, prazer ilumina seu rosto como uma árvore de Natal, e as ramificações disso atinge Felicity como um caminhão.

"Vovó!" Ellie grita, pulando de excitação. As sobrancelhas do Oliver sobem em questionamento, 'sua mãe?' para a Felicity enquanto a Ellie olha de volta para ela, apontando para as malas. "Mamãe, Vovó está aqui!"

A única resposta que a Felicity pode gerenciar é um aceno com uma risada estrangulada, que se aloja na parte de trás de sua garganta. Ela esconde o rosto nas mãos. Ela não pode sequer começar a processar como isso vai desenrolar. Sua mãe é... Bem, ela é sua mãe, e dizer que ela é dramática é como dizer que o fogo queima. Na verdade, sua presença é muito parecida como jogar gasolina num fogo que você está tentando deixar morrer.

Desde o segundo que ela viu a foto da sua mãe iluminando seu telefone naquela manhã, Felicity esperava que a coletiva de imprensa fosse acalmar as coisas, que a notícia de que Ellie, na verdade, não é realmente sua filha pudesse magicamente ser implantado na cabeça da sua mãe e que não haveria nenhuma razão para ligar, ou aparecer, ou fazer qualquer coisa... Mas ela sabia que era pedir demais. Se ela tivesse se permitido pensar realmente sobre as

coisas, em vez de enterrar a cabeça na areia, Felicity poderia ter até mesmo planejado alguma coisa.

Mas ela não fez, porque o pensamento de lidar com isso era demais. Ainda é.

Então, é claro, naturalmente, ela aparece em sua porta.

Felicity deixa escapar um gemido de lamento.

"Ei, nós podemos lidar com isso," Oliver diz suavemente. "Nós cuidamos da imprensa. Tenho certeza de que podemos lidar com a sua mãe."

Ela só pode rir com isso, porque isso só pode ser dito com algum tipo de certeza por alguém que nunca conheceu sua mãe.

"Felicity..." ele começa novamente.

"Como é que vamos explicar a Ellie para ela, Oliver?" ela interrompe, as palavras envoltas num pânico que ela não pode controlar. "De qual parente eu fiquei com a custódia da filha? Minha "prima" Stacy" Felicity diz fazendo aspas com as mãos, enfatizando a trilha de fatos que ela inventou quando eles criaram o plano para a imprensa, "Que está no interior de Nova York para sua terceira temporada na reabilitação. Isso pode funcionar para a imprensa e a polícia, mas não com a minha mãe. E como vamos evitar da Ellie revelar que ela realmente conhece a minha mãe? Pedir para que ela mantenha a calma na frente dos repórteres é uma coisa , mas fingir que não conhece sua avó?"

"Nós... uh..." Oliver tenta, sua boca trabalhando silenciosamente enquanto ele tenta chegar a algo. Mas não há nada, porque sua mãe não sabe nada disso. Ela só sabe que a Felicity tinha um emprego na QC, não que ela conhecia o Oliver, e definitivamente ela não sabe que Felicity está trabalhando secretamente com vigilante que carrega um arco de Starling City.

Quando o peso do que, muito provavelmente, vai acontecer quando eles entrarem, começa a cair, Oliver empalidece um pouco. Na verdade, é provavelmente por causa da maneira insana que ela está olhando para ele, como se ele tivesse dito a ela que ele vai se revelar como o Arrow na frente das câmeras. Ele está pálido. Bom, ele precisa entender o quão terrível isso é.

Oliver dá de ombros. "Bem, nós... nós poderíamos..."

"Vocês dizem à ela a verdade."

Moira.

Felicity provoca um torcicolo com a rapidez com que ela vira a cabeça para a sua futura sogra. Ela não pode ter ouvido corretamente.

Felicity pisca. "Você honestamente sugeriu que eu diga a minha mãe que minha futura filha foi enviada de volta no tempo para ser protegida por mim e seu futuro pai, já que ele é um super-herói?"

Sua voz ecoa através da limo, as palavras tão drasticamente incrédulas faz Diggle e Laurel estremecerem, enfatizando a reação visível do Oliver para a palavra "super-herói".

"Eu não sou um..." ele começa, tímido em sua declaração, o que é ridículo. Não é nem uma coisa que ele possa argumentar neste ponto. Honestamente, ele luta contra o crime e usa uma máscara, ela tem certeza que se encaixa na definição. Um desenho do Arrow poderia muito bem estar ao lado da palavra super-herói no dicionário.

Mas esse não é o ponto agora, porque a mãe dele apenas sugeriu a mais absurda...

"Sim", confirma Moira.

"Essa é uma ideia terrível" Felicity declara, quase engasgando com as palavras. Ela olha em volta da limusine para que todos possam apoiá-la. "Vocês sabem que isso é uma péssima ideia, certo? Terrível como invadir a Rússia no inverno. Ou talvez como confiar no Malcolm Merlyn sobre qualquer coisa."

Moira estremece com isso, mandíbula apertada, a Sara dá um sorriso sem graça. Tudo bem, talvez não a comparação mais adequada, mas está próximo.

"Não acho que temos opção" aponta Laurel.

"Não, não, nós temos" contrapõe Felicity. "Nós realmente temos. Temos combustível, certo? Ligue o carro e vamos embora. Sem mãe, sem problema. Central City não é tão longe, certo? Eu ouvi dizer que o mercado imobiliário é realmente bom."

"Ei," Oliver diz, voltando-se para encará-la. Ele posiciona Ellie entre eles, sua mão encontrando as costas da Felicity novamente. Ela olha para ele, pronta para argumentar com todos os aspectos positivos de comprar uma casa em Central City agora, mas ele a corta com um suave, "Felicity, relaxa."

Sua voz é baixa e apenas para ela. Ele abaixa a cabeça para olhar os olhos dela, enquanto ele acaricia de maneira reconfortante as costas dela... Só

que desta vez ele não está ajudando. Na verdade, ele só faz o pânico crescer, porque não é apenas a coisa da viagem no tempo ou que ela tem uma filha de uma hora para outra. É também que no espaço de poucos dias, ela e o Oliver passaram de algo realmente platônico para algo realmente não platônico.

Antes que ela pudesse lhe dizer isso, porém, Laurel se vira para olhar para eles.

"O que acontece com a imprensa se sua mãe não confirmar a nossa história?" ela estimula. "E se ela diz que acha que a Ellie é realmente sua? Ou pior, e se ela diz que nunca viu ela antes e ela não tem ideia do que você está falando e que a Ellie não é um parente? Não podemos ter a polícia cavando isso".

Deus, Felicity realmente odeia a lógica, mas Laurel está certa. Ela pode fingir uma fuga no papel como ninguém, mas se eles investigarem tudo, eles podem tirar a Ellie deles. O pensamento disso acontecendo é como um chute no estômago, rapidamente seguido por outro, porque se eles a levarem embora, quem iria protegê-la do Zoom? O pensamento dele atravessando para esse tempo, de levá-la porque ninguém está lá para pará-lo...

Eles precisam do apoio da sua mãe. Ou, pelo menos, eles precisam que ela não conteste o que estão dizendo.

Felicity sabe disso, mas isso não torna mais fácil de aceitar.

É só quando Oliver sussurra "Respire, Felicity" que ela percebe que está segurando a respiração. Felicity solta o ar e o sorriso gentil que ele dá, evita que sua respiração fique ofegante demais.

"Então, como fazemos isso?" ela pergunta, com a voz trêmula enquanto ela olha em volta da limusine. "Não apenas tipo 'quais palavras que vamos dizer', mas como podemos convencê-la que viagem no tempo é uma coisa real, que existe fora das maratonas de Doctor Who que eu fazia ela assistir comigo?"

"Juntos," Oliver responde imediatamente, pegando sua mão e beijando. "Você não está fazendo isso sozinha."

"Você não está sozinha, Mamãe," afirma Ellie, olhando para ela com olhos sérios. Eles são tão grandes e azuis e ela está parecendo tanto com Oliver, nessa fração de segundo, que a Felicity deixa escapar uma risada um pouco espantada. Ela se move sem pensar para suavizar com a mão os cabelos da

Ellie. Ela acha que é para tranquilizar sua filha antes de perceber que é, principalmente, para si mesma. Porque a Ellie está certa, ela não está sozinha e ela nunca vai estar sozinha novamente.

Esse pensamento passa por sua mente, envolvendo-a, enchendo-a. Sua mãe sempre será a sua família, sim, mas isso aqui, esta é a sua família, a família que ela fez. E eles vão estar lá ao seu lado, o tempo todo.

"E Ellie é muito convincente," Oliver acrescenta com um sorriso. "É difícil não olhar para ela e ver você. Sua mãe saberia de qualquer maneira." Felicity olha para ele - ela não podia mentir, mesmo se ela quisesse - e ele olha para ela com um olhar firme. "Vai ficar tudo bem."

Ela espera com tudo nela que ele esteja certo.

Ele balança a cabeça, como se estivesse lendo seus pensamentos, e faz ela sorrir. E assim, a bolha de tensão em seu peito explode.

"Será que ela trouxe o Pop-Pop?" Ellie pergunta, cheia de emoção novamente. "Você acha que ela trouxe presente pra mim? Ela pode pintar as minhas unhas, mamãe?"

"Ah..."

Ela não pode sequer começar a processar isso, muito menos responder. Ter Oliver e Ellie com ela pode ajudar, mas ela não está pronta para enfrentar a realidade da sua mãe criando laços com sua filha futuro. Não, ainda não.

Uma coisa de cada vez.

"Que tal a gente esperar um pouco, ok?" Felicity responde. O sorriso de Ellie se transforma instantaneamente em um beicinho, seu corpo esvaziando enquanto ela encosta de volta contra o couro. "Você pode vê-la mais tarde, mas o papai e eu precisamos conversar com ela primeiro."

"Eu gostaria de participar também" Moira entra na conversa. Felicity fecha os olhos. Muita coisa ao mesmo tempo. Moira e sua mãe no mesmo ambiente? E sem falar no Oliver conhecendo a sua mãe? Oh, ela está tão despreparada para isso. "De uma nova avó para outra, eu estou em uma posição única para se relacionar com ela."

Essa pode ser a coisa mais ridícula que a Felicity já ouviu. Não que não haja algo em comum entre elas, sobre esta questão em particular, mas a ideia de que Moira Queen e Donna Smoak têm algo para se relacionar ao longo

do... Bem, Felicity não sabe como fazer com que isso tenha sentido. Elas são, possivelmente, as mulheres mais opostas que se pode imaginar.

Mas também não há nada que ela possa dizer que não vá soar um pouco rude, tipo, 'Claro que não.'

"Ok, então", diz Oliver. Ele acena para Ellie. "Digg, Sara, vocês podem..."

"Nós olhamos ela," Diggle concorda.

"Se alguma coisa acontecer..." Oliver começa.

"Nós podemos protegê-la, Ollie," Sara diz, interrompendo. "Qualquer coisa que acontecer, ela vai gritar, vamos lutar e você vai ouvir. Nós não vamos a lugar algum." Felicity pode ver Oliver mordendo a ponta da língua com suas palavras irreverentes, todos eles sabendo que ela não está realmente sendo irreverente, mas sim mostrando um ponto. Sara dá-lhe um olhar. "Nós vamos estar com ela o tempo todo."

Ele se agita um pouco. Estar longe da Ellie não é o ideal - na verdade, faz o estômago da Felicity sentir muito, muito quente - mas eles não podem estar com ela o tempo todo, e mesmo que eles estivessem com ela, isso não elimina o perigo que ela corre. Ela vai precisar de olhos nela constantemente, e não apenas Moira - ou Deus me livre, Donna - mas as pessoas que sabem como protegê-la e eles vão precisar de ajuda com isso. Se não é Oliver, então tem que ser Digg ou Sara. É um entendimento que ressoa com todos na limusine. Felicity, de repente, está muito grata por todos eles, ela quase começa a chorar. Eles são capazes de fazer isso por conta própria, mas com os seus amigos lá para ajudá-los, é mais fácil. E talvez até um pouco mais seguro.

Oliver balança a cabeça e olha para a menina. "Ellie, você vai ficar com Diggle e Sara um pouco, ok?"

Talvez seja porque eles estão de volta a Mansão Queen ou talvez seja apenas porque ela tem três e tem toda a inconstância que vem junto com a sua idade, mas Ellie leva tudo como mais facilidade do que ela fez na coletiva de imprensa, dando com os ombros em resposta.

"A Sara está aqui para brincar?" Ellie pergunta, olhando para o Digg.

"Ela está bem ali, garota" Ele responde, apontando para o assento do motorista.

"Não essa Sara, seu bobo" Ellie bufa, como se ele estivesse testando a

paciência dela. "A sua Sara."

"Minha..." Diggle começa, com os olhos esbugalhados. "Minha Sara?"

"Sim" Ellie concorda, perdendo completamente o quanto ela está surpreendendo ele. "Eu quero mostrar para ela o castelo de fadas. Ela pode ser minha vice-presidente!"

Diggle faz uma pausa, olhando para a Ellie com um peso que a Felicity nunca viu em seu rosto antes. "Sara... Minha filha?"

"Uh huh", confirma Ellie. "Ela é minha melhor amiga."

Diggle claramente não tem ideia de como lidar com isso ou como responder, mas a maneira como seus olhos vão em direção à ela e Oliver diz que ela estava certa. Ele já sabia.

"De quanto tempo a Lyla está?" Felicity pergunta.

Diggle bufa uma risada incrédula, já confirmando o que Felicity suspeitava sem ter que dizer qualquer coisa, enquanto um olhar de carinho aparece em seu rosto.

"Pouco tempo" Ele finalmente respondeu. "O bebê deve nascer no outono. Nós não contamos a ninguém ainda."

"Ellie, quantos anos tem a pequena Sara?" Oliver pede.

"Sete" responde Ellie.

"Será que ela tem irmãos ou irmãs?" Felicity cutuca, sabendo muito bem que fazer esses tipos de perguntas é, provavelmente, uma ideia terrível. Não, não é, provavelmente, definitivamente, porque tem o potencial de mudar muito. Mas eles já mudaram as coisas, não é? Ellie estar aqui mudou as coisas. Certo?

"Não" responde Ellie. Ela se senta mais alto, rastejando no colo da Oliver para olhar pela janela. Ellie pressiona a ponta dos dedos para o vidro, observando as bagagens da sua avó. "Mas eu sou como sua irmã. Ela diz isso."

Ellie tem 3 anos e meio... Eles têm quatro anos - mais ou menos - até o nascimento dela. Tudo isso faz com que seja mais concreto, mais real, como se ela pudesse ver o caminho à sua frente.

E isso dispara uma emoção através dela.

Oliver pensa a mesma coisa, seus olhos atentos, quando ele pergunta: "Quando é seu aniversário, Ellie?"

"Dia 17", ela responde com floreio orgulhoso.

"De que mês?" Felicity pergunta.

"Não sei." Ellie dá de ombros. "Só sei que é dia 17." Ela gira para olhar a Felicity novamente. "Por que não posso ir ver a Vovó?"

A criança pode mudar de assunto como a Felicity nunca viu antes, e isso é dizer algo, considerando que é ela pensando isso.

"É..." ela começa, mas as palavras falham muito rapidamente. "É complicado. Apenas deixe eu e o Oliv... uh... Papai conversar com ela primeiro, ok?"

Ellie bufa. "Tá bom."

"Eu tenho uma ideia," Oliver diz, puxando a manga da Ellie. "Por que você não leva o tio Digg e tia Sara para o castelo de fadas?"

Ellie se anima visivelmente com isso, deixando escapar uma exuberante "Sim!", no que já começa a descer do colo do Oliver.

Diggle - que estava olhando para o chão com um sorriso suave no rosto - aparece com as sobrancelhas levantadas e Oliver diz: "É uma casa na árvore no quintal. Ela vai ter algo para fazer aqui perto, mas fora do caminho."

"Vamos, tio Digg!" Ellie agarra sua mão, envolvendo os dela ao redor um dos seus dedos para puxar até a porta. "É o máximo e, depois, você pode contar para a Sara, porque ela vai amar." Ellie puxa ele como ela pudesse realmente ter a força para movê-lo. Ele está tão obviamente se divertindo com sua excitação, que ele vai junto com ela, deslizando ao longo do assento em direção à porta.

"Divirta-se," Felicity diz, sentindo a estranha vontade de segui-los. Por uma fração de segundo, tudo o resto não importa tanto assim - sua mãe estar lá, a coletiva de imprensa, viagens no tempo, mesmo Zoom até certo ponto, porque ela é, de repente, apenas uma mãe deixando sua filha com uma babá pela primeira vez. Ela quer ir com eles, para se certificar de que é seguro, que as coisas vão ficar bem. É assim para todos os pais? Ou são seus nervos, devido inteiramente à ameaça iminente do Zoom? É provavelmente um pouco de ambos. "E seja boazinha. E obedeça eles, ok?"

"Aham," Ellie responde sem sequer olhar para trás quando o Diggle abre a porta. Ellie sai primeiro, pura emoção, todo mundo segue o exemplo. Quando Sara não sai imediatamente, porém, Ellie volta passando Felicity e Oliver gritando dentro do carro, "Vamos, Big Sara!"

Sara ri. "Estou indo, docinho." Ela sai, contornando a limusine, e quando ela os alcança, Ellie agarra imediatamente a mão dela também, puxando ambos na direção da sua amada casa na árvore.

Felicity deve ter um olhar em seu rosto, porque Oliver ri, sua mão encontrando a parte inferior das costas, mas ela só tem olhos para a filha.

"Tchau, Ellie," Felicity grita, tentando não se sentir ofendida quando tudo que ela recebe em troca é um distraído "Tchau, mamãe" em resposta, sem sequer olhar para trás.

Isso machuca. Por que isso dói? Como é ridículo isso.

"Ela vai ficar bem", diz Oliver.

"Eu sei" responde Felicity. "É apenas…"

Moira se aproxima deles. "Você vai descobrir que quando seus filhos estão seguros em sua presença - quando tomam como certo que você vai estar lá por eles, um elemento permanente em suas vidas - eles podem ser mais desdenhosos". A mulher mais velha tem um leve sorriso em seu rosto enquanto ela toca no braço da Felicity. "Não pode parecer no momento, Felicity, mas isso é uma coisa boa. Apesar de tudo acontecendo em sua vida, ela não se preocupa com você estar lá para ela. O pensamento nem sequer ocorreu a ela."

A Felicity tem certeza que as palavras têm o impacto desejado e ela retorna o sorriso da Moira antes que ela perceba o que está fazendo. Isso não faz diminuir a dor pela saída abrupta da Ellie, nem um pouco, mas a verdade por trás das palavras da Moira a aquece. Pensar dessa forma lhe dá um novo significado, um sentido que tem um monte de peso, um significado que ilustra a vida feliz e segura que ela e Oliver conseguem construir para a Ellie no futuro.

Ainda assim, por mais distraída que ela esteja por esses pensamentos, ela não perde o olhar entre Oliver e sua mãe. É inegável que as coisas estavam tensas entre eles antes do aparecimento súbito da Ellie em suas vidas. Segredos e mentiras da Moira - mais importante ainda, a forma como eles haviam impactado o Oliver e Thea - tinha feito a sua relação difícil, no mínimo, e no pior dos casos, receosos. Mas Ellie... Ellie mudou um monte de relacionamentos, não apenas o dela e Oliver, mas o dele com sua mãe. Há uma recém-descoberta compreensão entre eles e uma medida de respeito cautelosa, que a Felicity está quase certa de que nunca viu antes.

Moira franze os lábios, olhando para o seu telefone. Um olhar triste, pesado, que de repente a faz parecer anos mais velha, e por um instante, Felicity pergunta que mensagem ela obteve, até que ela percebe que a tela está em branco. Não é sobre o que alguém disse a ela. Aquele olhar de desespero total é sobre o que alguém não disse.

"Você ainda não ouviu falar dela?" Aventura o Oliver. O tom cautelosamente esperançoso em sua voz dói fisicamente na Felicity, porque ela já sabe a resposta, e ele também. Ele apenas deseja que ele não soubesse.

A máscara séria da Moira volta para o lugar, enquanto ela coloca o telefone longe com um simples "Não".

"Eu pensei que talvez após a coletiva de imprensa..." Oliver observa, a voz caindo um pouco no fim.

"Assim como eu", confirma Moira. "Mas sua irmã herdou minha teimosia, eu receio. Ela vai encontrar o caminho de casa. Em seu próprio tempo. Até lá precisamos respeitar sua necessidade de espaço."

Oliver não concorda. Felicity pode ver isso imediatamente. Ela percebe a garganta dele se contraindo, o pomo de Adão balançando enquanto ele engole em seco, os músculos do seu queixo talhado, visivelmente travado. Não há nada que ela possa dizer para fazer isso melhor para ele. Tudo o que ela pode fazer é dar o seu apoio silencioso. Então ela faz, deixando sua mão envolver o bíceps dele, apertando suavemente. Ela ganha dele um olhar mais gentil, puxando-o de volta ao presente, enquanto empurra de lado suas preocupações por sua irmã no momento.

"Vamos," Oliver diz, sua mão encontrando a curva do cotovelo da Felicity. "Vamos conhecer sua mãe e resolver isso."

Certo.

Felicity faz um barulho, entre um gemido e um choramingo, que é o oposto de lisonjeiro, causando um sorriso divertido do Oliver.

"Eu acho que vou esperar pelo meu pai" Laurel diz, apontando sem jeito para a entrada de automóveis. "Eu vou ficar no portão."

"Ok," Oliver concorda, apenas poupando-lhe um olhar, quando ela se afasta.

É incrível o quanto a reflexão tardia mudou o status da Laurel para o Oliver

agora, considerando o que Felicity tinha pensado sobre eles só há alguns dias. Suas palavras de ontem de manhã, voltam para ela. Ela tinha acreditado nele, porque ela sabia que ele estava dizendo a verdade como ele acreditava ser, mas ver sua interação agora dá a Felicity toda uma nova possibilidade de defini-los.

Eles estão verdadeiramente e completamente acabados, uma nota de rodapé em seu passado.

Ele realmente faz a Felicity se perguntar por um segundo o que fez a outra mulher lhe oferecer apoio, mas ela também não está prestes a olhar os dentes de um cavalo dado. A coletiva de imprensa não teria ido tão bem sem a ajuda dela. Quem diria que um dia ela precisaria de alguém com tanta experiência em direito de família?

"Mãe?" Oliver pede, rompendo pensamentos da Felicity, enquanto ele a guia a para a porta da frente.

"Sim" Moira diz, concordando com sua pergunta não formulada com um aceno de cabeça, passando à frente deles com o tipo de postura que, provavelmente, sempre faz a Felicity observar atentamente. Sua postura é reta, com o cabelo perfeitamente penteado, cada centímetro dela está controlada de uma forma que parece sobrenatural. Ela nem sequer parece que esteve no carro - suas roupas não amassam? Será que ela é tão assustadora que os amassados têm medo dela? Isso é possível? Felicity olha para seu próprio vestido amarrotado e tenta em vão escovar o tecido para que ele fique plano, mas ela, obviamente, não compartilha os superpoderes da Moira. Quanto da sua aparência desajeitada é de suas emoções ou apenas de ficar sentada, Felicity não tem certeza, mas ela está, decididamente, desleixada em comparação.

"Eu só..." Felicity começa, acenando com a mão. Oliver pega a mão dela, dando um sorriso tranquilizador. Não funciona. "Quero pedir desculpas antecipadamente pelo o que está prestes a acontecer."

"É sua mãe, baby," Oliver responde imediatamente - e uau, ele chamá-la de baby é uma coisa que ela pode nunca se acostumar. "Ela é da família. Tenho certeza de que não vai ser tão ruim assim."

Felicity bufa. Oh, ele não tem ideia. Ela não tem certeza de como ela pode explicar sua mãe - para ser honesta, ela meio que desafia a descrição -

mas Felicity não terá a chance de tentar, porque a porta da frente, de repente se abre, seguido de um grito estridente que quebra o ar tranquilo.

Que fique registrado que Donna Smoak sabe como fazer uma entrada.

Felicity estremece, avistando uma sobrecarregada Raisa bem atrás, Donna balança as mãos no ar, saltando em sua plataforma, salto 10 rosa néon que só enfatiza o vestido colado que ela usa. Nunca deixou de surpreender a Felicity como sua mãe pode respirar nessas coisas e ela distraidamente se pergunta se é possível ela desmaiar e acordar, pensando que isso era tudo um sonho...

Ela não é tão sortuda.

É preciso, para Donna, todos os cinco segundos para perceber o quão alto que ela gritou antes de colocar as mãos sobre a boca, os olhos assustados, correndo em direção a Moira.

"Mãe..." Felicity respira, parecendo tão cansada quanto ela já se sente. "O que você está fazendo aqui?"

"Felicity Megan Smoak!" Donna castiga, suas mãos batendo nas coxas com um tapa alto e diminuindo a distância entre elas. "Você realmente acha que você poderia esconder isso de mim?"

"Mãe, o que você acha que está acon..."

"Eu sei exatamente o que está acontecendo" Donna diz e Felicity quase acredita, porque a Donna está olhando para ela como se ela soubesse, mas isso não impede a Felicity de resmungar baixinho: "Oh, eu posso praticamente garantir que você não sabe."

E, em seguida, sua mãe olha para o Oliver.

A mudança é instantânea, Donna faz uma pausa, olhando ele de cima a baixo descaradamente, algo que faz com que o Oliver faça a mesma coisa, duas vezes. E ele achava que sabia no que ele estava se metendo... Antes que a Felicity possa fazer ou dizer qualquer coisa, Donna cora - é claro que ela fica vermelha - antes de deixar uma risadinha ofegante, uma mão bem cuidada passa pelo próprio pescoço.

Sua mãe... Não há como se preparar para a sua mãe. Nunca.

"Mãe, este é Oliver..."

"Queen" ela preenche, seu sorriso se transforma num brilho. "Olá."

"Olá," Oliver responde, quase incapaz de conter um sorriso - para grande desgosto da Felicity - ele estende a mão. "É um prazer conhecer você, Senhorita Smoak."

"Ah, não, por favor. Donna. Me chame de Donna".

"Tudo bem. Donna," Oliver diz de uma maneira que faz sua mãe corar ainda mais, rapidamente seguido por uma risadinha que irrita os nervos da Felicity.

"Mãe."

"Sim?" Donna responde, olhando de volta para ela. "Felicity."

"Como você chegou aqui?" Felicity pergunta. Porque, na verdade, a segurança é, supostamente, para ser excelente e de que eles servem se eles não podem impedir a entrada de uma garçonete de meia-idade em saltos de 10 centímetros? Ela não pulou o muro.

"Raisa me deixou entrar, é claro", Donna diz como se fosse óbvio, parecendo totalmente ofendida com a pergunta. "Bem, depois da segurança verificar quem eu era, de qualquer forma. Eu sou sua mãe, Felicity, apesar do fato de que você é, aparentemente, muito ocupada para ligar, visitar ou me informar sobre qualquer coisa acontecendo na sua vida."

Felicity fecha os olhos. "Mãe, eu juro pela alma do primeiro computador que eu já construí que isso não é o que você pensa que é."

"Então você não está namorando o Oliver Queen?" Donna pede, os olhos correndo para baixo, para as mãos deles entrelaçadas. "E você não está criando uma menina de três anos de idade, que parece exatamente como você quando você era um bebê?" Desespero aperta o peito da Felicity. "Eu procurei seu álbum de bebê no segundo eu vi aquelas fotos, apenas para que eu pudesse trazer comigo. Eu posso não ter um diploma universitário extravagante, mas eu ainda consigo entender algumas coisas, querida."

"Você trouxe o álbum de bebê da Felicity?" Oliver pergunta, parecendo agradavelmente divertido, em vez de absolutamente chocado, como ele deveria em solidariedade a ela, na opinião muito importante da Felicity. E o fato de que ele só se importou apenas com essa parte, de tudo aquilo ali, leva Felicity a um outro nível aborrecimento.

"Mãe..." A boca da Felicity fica aberta, mas as palavras... Não há palavras.

Quando Donna levanta as sobrancelhas com expectativa, uma risada nervosa escapa. "Mãe, isso não é..."

"Eu acho que a Felicity quis dizer, Ms. Smoak, é que a varanda não é o local para uma conversa tão delicada" intercede Moira. Felicity lhe dá um olhar desesperadamente grato, mas Moira ainda está focada em Donna. "É um dia lindo. Sugiro usarmos o solário para continuar essa discussão, enquanto a Raisa procura um aposento adequado para a sua bagagem?"

"Oh, isso não é... Não, sra. Queen" Donna diz, parecendo sem jeito, pela primeira vez que a Felicity consegue lembrar. "Eu vim direto do aeroporto, eu não estava esperando... Eu ia ficar na casa da Felicity, eu não poderia impor..."

"Ela realmente não pode impor," Felicity diz, balançando a cabeça um pouco maníaca. "Eu vou pegar minha chave para você, mãe."

"Bobagem", Moira diz, dispensando as preocupações da Felicity como se não fossem dignas de consideração. "Nós temos abundância de quartos sobrando e não há muito a discutir. Além disso, não queremos a imprensa perseguindo sua mãe por nossa causa." Ela sorri para Donna e parece totalmente genuína. "É mais seguro aqui."

"Mas…"

Ela não está errada, e Felicity sabe disso... A matriarca Queen poderia pelo menos ter dado um argumento mais terrível ou injustificável. Do contrário, parece injusto.

"Vamos" Moira diz comandando graciosamente, como só ela pode fazer, segurando o cotovelo da Donna para guiá-la em direção à casa. "Posso lhe oferecer uma bebida?"

"Eu adoraria uma bebida" sussurra Felicity, observando como sua mãe entra na Mansão Queen com Moira Queen ao seu lado. Como exatamente isso se tornou sua vida? "Ou cinco."

"Mais tarde," Oliver promete com um sorriso, dando um beijo em seu cabelo. "Vamos passar por isso primeiro. Vai ficar tudo bem. Sua mãe é... Colorida."

Felicity bufa e olha para ele, incrédula. Sim, sua mãe é colorida, e esse é também pode ser o maior eufemismo do ano.

"Vai ficar tudo bem," Oliver repete, cobrindo o rosto dela com a mão livre.

"Você não está sozinha nessa. Não estamos sozinhos nisso. Vai ficar tudo bem, Felicity. De verdade."

Ele soa tão confiante e seguro, tanto que ela realmente acredita nele.

Felicity estreita os olhos de brincadeira, inclinando-se para ele, ela pergunta: "Quem é você e o que fez com o meu Oliver Queen?".

"Eu ainda sou seu Oliver" ele responde em voz baixa, apenas para seus ouvidos. Seus lábios mostram um sorriso crescendo, enquanto eles olham um para o outro. "Há apenas uma nova luz no fim do túnel."

O coração da Felicity se enche de emoção com isso - é ela e a Ellie; são elas. Ela dá um passo mais perto, entrelaçando os dedos da mão que ela está segurando, enquanto a outra ela coloca sob o peito dele. Ela desliza os dedos entre os botões de sua camisa até que ela atinja o colarinho. Os olhos do Oliver se fecham por um segundo, a mandíbula apertada. Em um movimento que não deveria afetá-los tanto quanto afeta, Felicity passa a mão por dentro da gola da camisa, pelo pescoço dele. Quando sua respiração falha, seu estômago se aperta. Ele é tão sensível ao toque dela.

O polegar calejado dele acaricia seu rosto, seus olhos azuis hipnóticos a mantendo no lugar. Ele definitivamente não é o único afetado, o mundo em torno deles desaparece, deixando apenas eles em sua pequena bolha.

E porque seu cérebro é seu cérebro, ela imediatamente se pergunta quanto tempo vai durar. Eles não têm uma pausa...

"Nós vamos ficar bem," Oliver diz, lendo-a como um livro aberto.

"Você parece tão certo" sussurra Felicity. Seus olhos caem para a boca dele, sua mão se movendo para tocar a mandíbula, seu polegar à deriva ao longo da borda inferior do lábio. A intensidade no olhar a deixa tonta, sem fôlego, como a conexão entre eles é uma coisa tangível, real. Felicity engole seco e a pupilas dele dilatam com nova intenção. "Onde posso conseguir um pouco dessa certeza?"

"Bem" diz ele, em voz baixa, ele encontra os olhos dela novamente. Um rubor quente se arrasta sobre o peito, subindo seu pescoço. Definitivamente não escapa da atenção dela que ele está tão corado. "Eu aprendi isso com você."

Felicity não consegue explicar por que tem suas entranhas se derretendo de forma positiva.

"Oh," ela sussurra.

"Então..." Oliver se inclina ainda mais, o polegar dele pressionando mais plenamente o lábio inferior, agora de uma forma que faz seus olhos se fecharam, enquanto ela se perde em uma sensação tão simples.

Ela não tem certeza se é por causa do que aconteceu ontem à noite ou porque enfrentaram mais uma situação de vida ou morte naquela manhã ou o que, mas o calor que está crescendo lentamente dentro dela está se tornando um pouco insistente. Difícil de ignorar. Ela esqueceu completamente tudo ao seu redor, exceto a forma como Oliver está tocando ela naquele momento tranquilo. É como uma onda, subindo lentamente, mas com a intensidade do sol, e ela está, de repente, incrivelmente consciente de cada centímetro dele pressionado contra ela.

A testa do Oliver pressiona contra a dela enquanto ele sussurra: "Talvez tenhamos que aprender isso juntos."

Oh, portanto, ele não está falando sobre o que diabos eles estavam falando.

"Isso soa... Bom," Felicity respira, inclinando o rosto para ele, para pelo menos um beijo...

"Aham."

Realidade volta com tudo e eles saltam, ambos dando um passo para trás, as suas mãos ainda entrelaçadas, enquanto olham em direção ao barulho.

Moira e Donna estão com olhares incrédulos idênticos em seus rostos, na porta da casa. Felicity tem certeza que eles não estavam fazendo nada tão ruim, mas a forma como sua mãe está olhando para ela, ela poderia muito bem ter feito. Ela cora - que deve ser muito, pois ela já estava corada - e sorrindo firmemente ela diz, "Oi", com uma voz anormalmente alta.

Oliver aperta sua mão.

"Nós podemos ter um momento do seu tempo?" Moira pede, completamente falhando ao tentar controlar um tom de diversão em sua voz.

O rubor se espalha até o pescoço da Felicity e ela morde o lábio com um aceno de cabeça, olhando para seus pés. Ela dá um passo mais para perto do Oliver, que envolve seu braço em volta da cintura e ambos se movem para se juntar à suas mães, para a conversa mais surreal na história.

"Raisa", diz Moira. "Você vai pedir para alguém pegar as malas da Srta. Smoak, não é?"

"É claro, Sra. Queen" acena Raisa. No que a Felicity e Oliver passam, ela lhes envia uma piscadela que faz Oliver abaixar a cabeça com uma risada.

"É Donna, por favor" Felicity ouve a mãe dizer.

"E você deve me chamar de Moira, é claro," a mãe do Oliver responde, inclinando-se conspiratoriamente... Que assume um significado totalmente novo, considerando que é Moira Queen, uma real monarca reinando sobre conspiradores.

A simples troca só serve para lembrar a Felicity para o que eles estão caminhando, intensificando simultaneamente o seu desejo de simplesmente derreter sob pavimento. Oh Deus, ela não quer fazer isso, de jeito nenhum. Ela não pode fazer isso. Uma briga inebriante entre a ideia de luta ou fuga surge na mente dela e ela quase para por aí, quase agarra o Oliver e corre com ele.

Oliver está tão em sintonia com ela, por isso muito consciente - como se tivesse acesso direito a todas as emoções - que ele acaricia seu polegar contra sua cintura e faz um barulho tranquilo, especificamente para acalmar os nervos dela. Não devia funcionar, porque não funcionou um segundo atrás, mas agora... Agora ele é o Oliver – o Oliver dela - e seu conforto abre um caminho através dela. Seus músculos lentamente relaxam, seus pulmões se ampliam, deixando-a tomar um fôlego sem impedimentos.

Ele disse que as coisas vão ficar bem. E ela acredita nele.

"Se você está com fome, eu ficaria feliz em pedir para Raisa preparar um lanche leve," Moira oferece, levando Donna pela casa até uma sala de estar que a Felicity não tinha visto antes.

A Mansão Queen tem mais ambientes do que Felicity jamais se preocupou em contar. É um labirinto sem fim de corredores com móveis ricos... Bem, o fato é que os habitantes são ricos, francamente. Ele nunca fez muito para impressionar Felicity, mas sua mãe é adequadamente distraída com a exibição da riqueza enquanto eles caminham através da casa.

É por causa apenas de um quase tropeço da sua mãe, porque ela reconhece um Renoir no corredor, que a Felicity percebe que Moira escolheu o solário por uma razão muito específica. Nunca deixará de surpreender a Felicity

apenas o quão conivente ela é, como cada movimento é calculado para o objetivo que ela quer. Ela usa todos os meios que tem à sua disposição, o dinheiro é apenas uma das muitas ferramentas em seus dedos. É incrível. E tão assustador como na primeira vez que Felicity percebeu isso.

Moira abre as portas para o solário. Tem uma vista espetacular do quintal inteiro, incluindo a árvore que abriga o castelo de fadas da Ellie. Está distante, mas Felicity ainda avista o Diggle, de onde ele se encontra na base, olhando para cima - ele é maior que o Oliver, Felicity percebe, ele provavelmente deu uma olhada na entrada e se ofereceu para ficar no chão. Felicity sabe exatamente quando Oliver vê também porque os ombros relaxam dele um pouco quase imediatamente.

"Você não me parece do tipo que bebe uísque, Donna," Moira diz com um sorriso. "Uma mimosa talvez? Ou um bom vinho branco?"

Para uma fração de segundo, tudo funciona. Donna Smoak está completamente tomada pelo ambiente. Mas ela é uma Vegas girl de coração e Felicity pode ver o momento em que ela dá com os ombros se desligando de tudo e ela se foca.

"Não, obrigada" responde Donna. "Eu acho que eu prefiro uma cabeça limpa para isso."

Com isso, sua mãe se vira para olhar para sua filha, deixando Moira surpresa e talvez até um pouco impressionada. É óbvio que a matriarca Queen havia subestimado a sua mãe, o que é fácil de fazer. Donna Smoak projeta uma certa imagem, mas ela é muito mais do que isso.

"Você quer me dizer por que você pensou que precisava manter a minha neta escondida de mim?" Donna pede, seu tom não deixando nenhum espaço para discussão. Felicity se move para responder, mas Donna lhe corta, deixando Felicity sentindo como se ela tivesse quinze novamente. "Você não tem nenhum parente com problemas que não podem cuidar da própria filha, Felicity. Não adianta tentar me responder com o que você disse a imprensa."

"Ah..."

"Ela é..." Donna se aproxima, sua voz baixando no que ela pergunta "Ela é filha do Cooper, querida?"

"O que?" Felicity questiona, mal sentindo Oliver endurecer ligeiramente ao

lado dela, porque seu coração dispara com a menção do Coop.

"É por isso que não me contou?" Donna continua, emoção colorindo seu tom, ela segue o ridículo trem de pensamento. "Você acha que eu iria julgá-la? Que eu não iria aceitá-la?"

"Deus, não, mãe," Felicity expressa, porque, uau, isso não era uma pergunta para qual ela estava preparada. Nem um pouco. "Apenas não."

O aperto do Oliver não diminuiu quando ele pergunta: "Quem é Cooper?"

"Ele é... isso é..." Felicity fica tensa, bufando em aborrecimento quando as palavras não vêm facilmente. Elas nunca veem quando se trata dessa parte de sua história. Há muitos emoções cruas, muita culpa pela morte que pesa sobre os ombros, que sempre se sentará em seus ombros. "É uma história antiga."

"Essa menina parece ter quatro anos", Donna observa, seus olhos fixando a Felicity no lugar. "Cooper morreu há quase cinco anos. Você pode ver porque eu ia perguntar se Lily é dele."

"Ellie," Felicity corrige, porque isso é, de longe, a parte mais fácil de resolver.

Donna pisca. "O que?"

"O nome dela é Ellie... Elizabeth Dearden Queen. Nós mentimos para a imprensa, você está certa" admite Felicity. Ela respira se estabilizando, preparando-se para a conversa que está vir. "E Mãe, eu vou te contar tudo. Eu prometo. Mas eu acho que você vai querer se sentar em primeiro lugar. Por favor."

É provavelmente o "por favor" que faz efeito. Relutantemente, Donna se acomoda em um sofá grande, parecendo tão fora de lugar em seu vestido colado, Felicity pode imaginar. A impressão só é fica maior quando Moira fica ao lado dela. É um estudo de contraste, observando suas mães.

"Mãe, isso vai parecer loucura," Felicity começa, Oliver puxa-a para o sofá em frente a elas, puxando-a para se sentar ao lado dele. No instante em que está acomodada, Felicity agarra sua mão novamente, segurando-a entre as suas. Ela está 100% certa de que ela não teria sido capaz de fazer isso sem ele lá, porque o que ela está prestes a dizer... É... Felicity balança a cabeça, parecendo cada vez mais em pânico, ela diz, "É louco, na verdade, e você nunca vai acreditar em mim. Oliver, como nós... "

"Ela é do futuro," Oliver diz, cortando-a.

O olhar incrédulo da Felicity se volta imediatamente para o Oliver antes de, rapidamente, voltar à sua mãe. A Donna arregala os olhos, fica de boca aberta, no que ela olha para o Oliver, em seguida, para a Felicity, e, finalmente, Moira, como se estivesse esperando alguém rir ou confessar que é uma piada.

Quando nenhum deles faz isso, algo em seu rosto fecha um pouco e ela se senta para trás, retraindo-se ligeiramente. O que faz com que a Felicity se sente mais a frente, querendo alcançar e agarrar a mão da sua mãe, para ancorá-la.

"É verdade," Felicity acrescenta, implorando com os olhos para Donna acreditar nela. "Eu sei que parece loucura, como nível inimaginável de loucura, mas eu juro, mãe... Eu juro que é verdade."

"Felicity..." sua mãe começa com um tom de aviso e um aceno de cabeça.

"O acidente do acelerador de partículas em Central City", desabafa Felicity.

Donna questiona após a frase sem sentido. "E o que tem isso?"

"Nosso amigo Barry foi atingido por um raio durante a explosão," Felicity diz, tentando muito difícil não se concentrar no fato de que ela está expondo um amigo como um super-herói antes mesmo dele estar ciente de seus poderes. Uma coisa de cada vez. "Ele está em coma agora, mas ele vai acordar capaz de correr muito, muito rápido. Rápido o suficiente para viajar através do tempo."

Absolutamente nenhum ceticismo de sua mãe se dissipa com isso, Donna apenas olha para ela. O que, realmente, é bastante compreensível quando ela pensa sobre a situação do ponto de vista lógico.

"Vamos fingir, por um momento," Donna diz, acenando com as mãos "Que eu acredito em todas essas... Doutor How coisas que você está jogando em mim..."

"É 'who', Mãe", diz Felicity. "É Doctor Who."

Realmente, ela achava que ela poderia acertar essa parte, considerando quantos episódios elas assistiram juntas.

"Que seja," Donna responde, acenando com a mão como se estivesse espantando para longe as palavras. "Por que raios que ele iria trazê-la aqui? Por que agora?"

"Porque não está seguro para ela em seu próprio tempo" diz Oliver. "Barry

não é o único que pode viajar no tempo e há alguém atrás dela. Não sabemos por que ele está atrás dela, mas os nossos 'eus' futuros acharam que ela estaria mais segura enviando-a de volta no tempo para ficar com a gente agora."

"Por que alguém iria atrás dela?" Donna pede, as sobrancelhas subindo, ela olha para Moira antes de olhar para eles. "Uma criança?"

E isso... Isso é algo que eles não têm uma resposta, pelo menos, uma que já foi discutida, embora ela tnha certeza que ambos pensaram sobre isso. Oliver e Felicity olham um para o outro, e quando ela vê o olhar em seus olhos, ela balança a cabeça.

"Oliver..."

"É provavelmente porque eu sou o Arrow", diz ele.

Felicity tem certeza que olhos da sua mãe quase pularam para fora - os dela também, porque o Oliver admitir abertamente o fato de que ele é o vigilante de Starling City como se ele não fosse grande coisa é na verdade, realmente, um grande negócio - mas toda a sua atenção está sobre ele por uma diferente razão. É como se dizer as palavras em voz alta, de repente, solidifica o quanto são pesadas, e ela pode realmente ver o peso adicional em seus ombros.

"Nós não sabemos se é por isso," Felicity diz, entrelaçando os dedos juntos em sua coxa enquanto ela toca a bochecha dele com a outra mão, pedindo-lhe para olhar para ela.

"Você não pode me dizer que o que fazemos não é parte da razão pela qual Zoom está atrás dela, Felicity," Oliver responde. Por um segundo, Felicity acha que ele vai se fechar em si mesmo, como ele sempre fez, mas ele não o faz. É uma prova da mudança pela qual ele foi submetido nos últimos dias, então ele se vira para ela. "Se nós não... Eu não posso deixar de pensar que... A maioria das crianças de três anos não precisa se preocupar com supervilões que viajam no tempo tentando matá-las, e se não fosse..."

"Se não fosse o quê?" Felicity exige, interrompendo-o. "Se não fôssemos nós mesmos? Se não lutássemos para tornar esta cidade mais segura, para tornar um lugar melhor, ele poderia não estar atrás dela? Não vá por esse caminho, Oliver." Ele fecha os olhos, movendo-se para desviar o olhar, mas ela não deixa, porque não é por isso. "Ela é quem ela é porque nós somos quem

somos. E eu nunca vou me arrepender de trabalhar para fazer desta cidade um lugar melhor para ela e qualquer outra pessoa que vive aqui." Felicity olha para ele, pedindo-lhe para entender o que ela está dizendo. "Você também não deveria."

"Eu... Eu sei" sussurra Oliver. "Eu sei disso, eu só..." Ele se inclina para ela, a mão livre agarrando seu joelho enquanto ele aperta a outra mão com mais força. "Eu só quero que ela esteja segura. E o pensamento de que isso pode ser por minha causa..."

"Nós não sabemos isso", repete Felicity. "E mesmo se soubéssemos, não importa. Porque eu sei, apesar dos meus pequenos surtos..." Isso ganha a uma risada ofegante, servindo para aliviar o clima e, também, para o lembrar que ela disse a mesma coisa, quantas vezes agora? E quantas vezes ele a tranquilizou? "Eu sei que nós podemos manter ela segura e a cidade."

Há uma coisa incrível que acontece sempre que eles estão tão completamente em sincronia, como agora. É quase uma comunhão, e ela o sente em um nível tão profundo. Há uma tal unidade de propósito entre eles, não apenas com a Ellie, mas com a sua missão compartilhada para salvar Starling City.

Ela sabe que ele sente isso também, apenas pelo modo como ele olha para ela. Ele pediu para ela acreditar nele antes, quando ele disse que as coisas ficariam bem e, agora, ela está lhe pedindo para confiar nela e acreditar. E ele acredita.

"Você é..." Donna começa, lembrando Felicity como um tapa na cara que eles não estão sozinhos. "Você é o Arrow?" Seus olhos vão para a Felicity, cuja os olhos ampliam quando ela percebe exatamente o que eles já admitiram na frente dela. "E Felicity, você o ajuda?"

Tudo se revira dentro dela e ela concorda a cabeça, um pouco hesitante. Ela é completamente dedicada à sua missão, ela não se arrepende de um único segundo, mas ela ainda é uma filha, e uma parte dela encontra-se querendo a aprovação da mãe. Felicity prende a respiração, à espera de qualquer julgamento que sua mãe está prestes a dispensar.

"Querida, isso é..." Donna começa, olhando para a Moira com um nervosismo corporal, apenas para ser recebida com um sorriso triste.

"Altruístas" supre a Moira. "E mais do que um pouco aterrorizante para uma mãe, sem dúvida."

"Também é perigoso" Donna adiciona firmemente.

"Não há ninguém no mundo que possa entender isso melhor do que eu posso" Moira responde. "E eu digo como uma mulher que, sem saber, atirou no próprio filho."

Os olhos da Donna ampliam e ela olha de volta para o Oliver. Ele balança a cabeça, olhando realmente envergonhado, confirmando a história de sua mãe.

Oliver olha para a Felicity. "Mas se você não tivesse atirado, Felicity não iria descobrir quem eu era." Ele sorri para a Moira. "Eu acho que nós podemos deixar essa passar."

Felicity bufa, levantando uma sobrancelha. "Por favor. Você como aquela 'eu fiquei sem garrafas esportivas'? Eu sabia que tinha algo bem antes disso. Confie em mim, eu iria descobrir. "

Oliver ri. "Sim, você provavelmente iria. Mas eu estou feliz que você se juntou à equipe quando o fez. Eu precisava de você, mesmo que eu não soubesse disso naquela época."

Ela morde o lábio para controlar seu sorriso de satisfação, mas mesmo isso não consegue pará-lo. Ainda a surpreende quando ele diz coisas assim para ela, ainda mais porque é verdadeiro. Mesmo com todo o perigo que enfrentam, depois de tudo o que aconteceu, ainda se parece mais como um sonho do que realidade. Faz apenas alguns dias, mas cada vez que ela acorda, ela ainda fica um pouco surpresa de estar ainda aqui, que esta ainda é a sua vida. E, oh, ela é muito grata por isso.

"Bem, desde que você saiba disso agora," Felicity responde, suas bochechas coradas.

"Eu, definitivamente, sei disso" diz ele. Ele se inclina para frente, beijando sua testa com um carinho silencioso, que faz ela se sentir tão incrivelmente forte e segura, é surpreendente.

Quando Felicity olha para frente, vendo o olhar da sua mãe, ela cora ainda mais, percebendo que as duas mães estão os assistindo. Moira tem um sorriso satisfeito no rosto, um orgulho maternal que só vem de ver seu filho em um lugar que ela totalmente aprova, enquanto Donna olha contemplativa, como se

estivesse vendo um novo lado da Felicity, que ela nunca teve o prazer de ver antes. Considerando que este é um novo lado para Felicity também, faz sentido.

"Onde ela está?" Donna pede depois alguns segundos.

"Onde está quem?" Felicity pergunta.

Exasperação domina seu rosto enquanto ela esclarece, "Ellie".

"Oh. Certo. Ela está, uh..." Felicity acena para o quintal, onde Diggle desapareceu. Seu coração para até ela vê o jeans dele perto da entrada da casa da árvore. A ideia de que a Ellie provavelmente o convenceu a entrar o tanto quanto que ele podia, é dolorosamente adorável. "Ela está com alguns guarda-costas brincando na casa da árvore. Ou castelo, como ela me diz." A Felicity não perde o sorriso divertido do Oliver. "Isso significa que você acredita em nós?"

Isso parece incrível, quase como pedir demais. Mas sua mãe foi uma surpresa para ela no passado e ela é corajosa o suficiente para esperar que seja desta vez também.

Donna joga seu cabelo por cima do ombro, antes de se inclinar para a frente. "Você se lembra da minha amiga, que lê a mão, querida?"

"Madame Serena?" pergunta Felicity, levantando uma sobrancelha.

"Ela fez uma leitura em você quando você tinha mais ou menos do tamanho da Ellie."

Felicity pisca. "Ela fez o que?"

Sua mãe ignora. "E sabe o que ela disse? Ela disse que você estava destinada à grandes coisas. Mas ela também disse que partes do seu futuro ainda foram não escritas, que você tinha controle. Eu ouvi Serena fazer um monte de leituras ao longo dos anos, mas eu nunca a ouvi dizer isso a alguém". Ela sorri, seus olhos correndo entre ela e o Oliver. "Talvez seja por isso."

Felicity acredita tanto na leitura da mão da Madame Serena como ela acredita na capacidade Norton Anti-Virus para proteger o computador - o que significa dizer que cada um deles são, ocasionalmente, bem-sucedidos em seu trabalho inteiramente por acidente - mas serve aos seus propósitos. Sua mãe acredita neles, e se é por causa de uma cartomante de Vegas com um sotaque falso, então Felicity vai ser muito, muito grata a essa mulher.

"Agora..." Donna diz com um novo florescer. "Se está tudo bem com você,

eu gostaria de conhecer minha neta."

A confiança do Oliver no Digg e na Sara é inabalável. Não há duas pessoas no mundo que ele poderia colocar sua fé quando se trata de proteger alguém, especialmente sua filha. Apesar disso, ele ainda está intensamente aliviado quando ele envia ao Digg uma mensagem de texto pedindo para voltar para a casa e recebe uma resposta imediata. Ver Diggle lá fora um segundo e, no próximo, ele sumindo, tinha o sacudido tanto quanto a Felicity.

"Eles estarão aqui em alguns minutos," Oliver aconselha, olhando para o telefone. Ele sorri. "Ela está contando para suas fadas uma história para elas dormirem."

"Portanto, sem problemas?" Felicity pede imediatamente. "Quero dizer, obviamente, não há problemas ou você não teria mencionado a hora de dormir das fadas, mas isso não significa que eu não preciso ter certeza."

Ele sabe exatamente o que ela sente. O tom da mensagem dele deve ter entregado um pouco da sua ansiedade sobre a segurança da Ellie, porque Diggle havia informado que não havia nada mais perigoso do que uma farpa em potencial e que ele precisava respirar fundo e se acalmar.

Ele não vê a hora, de em um ano, passar para usar as mesmas palavras para o Diggle.

Paternidade não é nada como ele poderia ter imaginado que seria. É melhor e mais aterrorizante do que sua mente tinha sido capaz de imaginar. Ele olha para a Ellie e ele sabe por que seu próprio pai deu um tiro na cabeça em vez de deixar ambos morrerem de sede. Ele olha para ela e ele entende porque sua mãe aceitou um plano para matar milhares, em vez de arriscar a sua própria família. É como assistir a melhor parte de si mesmo passear, vulnerável a todos os perigos que este mundo tem para oferecer. Ellie é preciosa, perfeita e tão inocente, que ele não quer nada mais do que mantê-la feliz e segura.

"Oliver" Felicity chama, ansiedade protegendo sua voz.

"Desculpe. Ela está bem," Oliver responde. Ele aperta a mão de modo tranquilizador. "Ela está se divertindo."

Felicity deixa escapar um enorme suspiro, seguido por um ofegante, "Que bom" E ele realmente se sente um pouco culpado por ter demorado tanto para responder. Ele pega suas mãos unidas, beijando o interior do seu pulso como um

pedido de desculpas em silêncio.

"Então, ela..." Donna começa, parecendo quase autoconsciente, seus olhos passando entre eles. "Ela gosta de fadas?"

"Sim, ela gosta" Felicity concorda, com a voz mais suave do que antes. Todo o seu comportamento é suave, ela olha para sua mãe. "Fadas, castelos, morangos e um guaxinim do desenho animado chamado Rascal. Ela é... Ela é perfeita. E ela adora você."

Lágrimas enchem os olhos da Donna enquanto ela acena com a cabeça em rápida sucessão, pressionando os dedos à boca.

Muito da relação da Felicity com a mãe permanece um mistério para o Oliver. Felicity nunca falou sobre ela e é claro que elas não têm uma relação próxima. É também muito claro o quanto a Felicity significa para a mãe e quanto a Ellie - ou a ideia da Ellie, de qualquer forma - significa para ela também.

"Então, ela me conhece?" Donna pede, emoção embargando as palavras, a voz abafada por entre os dedos.

"É claro que ela conhece você, mãe" responde Felicity. Sua testa franze em confusão, como se o pensamento ainda não tivesse ocorrido a ela. Ela está muito perto da situação para ver. "Você é a avó dela. Por que ela não conheceria?"

Donna deixa escapar um pequeno soluço, piscando com força.

"Querida, é só... Às vezes parece que eu não sou realmente uma parte da sua vida" Ela confessa. "Eu acho que é apenas bom saber que não vai ser sempre assim."

"Oh, Mãe..." Felicity se mex desconfortável, abaixando a cabeça. "Não é... Eu não quero a deixar de fora. É só que... Eu não sou..."

"Eu entendo, querida", diz Donna. Ela sorri com um pouco. "Eu não entendo o seu trabalho. Eu nunca entendi. E sua vida privada tem sido sempre... Bem privada." Ela dá a Felicity um olhar de entendimento. "Você não planejava me contar que você ajuda o Arrow, planejava?"

Felicity faz uma pausa, parecendo como se ela fosse mentir e mudasse de ideia. "Não, eu não ia."

"Você vive essa... Essa grande vida" Donna continua. "E eu, realmente, não chego a ser uma parte dela. Mas, querida, eu sempre me orgulhei de

você, mesmo quando eu estou apenas do lado de fora, observando. Você é minha única filha, Felicity. Acho que é apenas bom saber que um dia encontraremos algo que faça nos relacionar, uma maneira de me encaixar na sua vida."

Felicity fica tensa ao ouvir as palavras da sua mãe. É óbvio que ela nunca entendeu, completamente, o quanto a distância entre elas havia afetado sua mãe. Do pouco que ouviu sobre isso, Oliver acha que a Felicity imaginou que a distância foi em ambos os sentidos. Ela franze a testa, os lábios baixo em uma pequena careta.

"Você é minha mãe" Felicity diz, como se isso explicasse tudo o que ela está pensando por si só. "Você sempre será uma parte da minha vida. Você me criou praticamente sozinha. Eu não seria metade da pessoa que eu sou hoje se não fosse por você."

Mais lágrimas enchem os olhos da Donna com isso e ela diminui a distância entre os sofás, mas o que ela está prestes a dizer é silenciada pelo som da risada encantada da Ellie. Todos eles instantaneamente olham na direção do som, como se a menina fosse a gravidade.

A visão que o Oliver testemunha no quintal é quase o suficiente para tirar o fôlego.

Ellie empoleirada sobre os ombros do Diggle, rindo alegremente, seus pequenos cachos dourados saltam com cada um dos passos do Digg. O sol pega as várias mexas em seus longos fios, enfatizando as pequenas flores silvestres brancas atrás da orelha. Sua felicidade é claramente infecciosa, Diggle ri para si mesmo, enquanto a Sara – do lado dele, usando a coroa da Ellie - sorri amplamente enquanto ela olha para a menina com um tipo de paz em seu rosto que Oliver não via desde antes Lian Yu. Ellie tem um efeito tremendo em todos eles, o melhor tipo de efeito.

"Oh, Felicity," Donna respira, indo à beira do sofá. Ela atravessa e agarra a mão da filha. "Oh, querida, ela é linda."

"Sim" Felicity responde com evidente orgulho. Oliver vê ela apertar a mão da mãe dela ainda mais, os olhos de ambas sobre a sua filha, fazendo o Oliver sorrir, ele vê algum tipo de vínculo recém formado, crescente entre as duas mulheres bem diante de seus olhos. "Ela é muito perfeita."

Não há absolutamente dúvida alguma de quando a Ellie os vê através das janelas abertas. Seu queixo cai em excitação logo antes dela começar a acenar freneticamente, um sorriso enorme e cheio de dentes, ocupando todo o seu rosto.

"Vovó! Tio Digg, eu quero descer, é a minha Vovó!"

Ela vira um pequeno furacão com sua ânsia e se Diggle tivesse reflexos menos afiados, ela poderia ter caído dos seus ombros. Mas é o Digg e ele já está bem sintonizado com os movimentos dela, suas mãos se movendo para ajudar tirá-la do seu ombro. Ela é toda sorrisos quando ele a coloca no chão e, no instante, em seus pés tocam a grama, ela está correndo para a porta.

Ellie invade o solário, sem se importar com absolutamente qualquer outra coisa em torno dela, ela se joga para a mãe da Felicity sem pausa. É só a prática de uma mãe que faz com que a Donna a pegue no momento próprio, puxando-a para seu colo.

"Oi, Vovó!" a menina exclama.

As lágrimas estão de volta, quando a Donna sorri para ela, uma mão trêmula passa sobre o cabelo da Ellie quando ela sussurra, "Oi."

Se tivesse havido qualquer parte da Donna Smoak que duvidava da história, certamente teria sido eliminado pela Ellie, ela se acomoda alegremente no colo da avó e olha para ela com olhos felizes brilhantes. Honesta, a afeição fácil da menina é uma coisa poderosa e Donna é imediatamente sobrecarregada por isso, da melhor maneira possível.

"Eu gosto do seu vestido", diz Ellie. "Você gosta do meu? Minha outra Vovó arrumou ele para mim. O Pop-Pop está aqui? Você trouxe doces? Posso comer algum já? Podemos pintar minhas unhas?"

Ela está tomada pela agitação, de uma maneira que Oliver não ainda viu, fora a influência do suco de maçã, até agora. Parece que sua avó induz o mesmo efeito. Oliver se encontra fazendo uma nota mental, mesmo sem ter que pensar sobre isso.

"As suas são tão bonitas, podemos fazer a minha igual aa suas? Você trouxe o com glitter? É o meu favorito!"

"Oh, vamos esperar um minuto, querida", diz Donna. Ela se afasta um pouco para que ela possa olhar melhor para a criança em seu colo. "Oh, olhe para você, menina bonita. É... Muito bom vê-la."

Ellie brilha positivamente com a atenção da sua avó. "Você também! Faz séculos desde que te vi, Vovó. Dias mesmo. Eu senti tanto a sua falta." Ela estende as mãos o máximo que consegue, balançando a cabeça com muita seriedade enquanto ela faz isso.

Oliver quase se sente desconfortável observando os olhos da Donna encherem de água, seu lábio inferior tremendo antes que ela acomode a Ellie em seus braços, abraçando-a com força. É um momento profundamente pessoal, um momento compartilhado apenas entre uma avó e neta, e é ainda mais intenso porque é tão evidente que a Donna e Ellie gastam muito tempo juntas no futuro.

"Bem, eu estou aqui agora, pequena," Donna garante a ela, pressionando sua bochecha no topo da cabeça da Ellie, os olhos se fecham enquanto saboreia o momento.

Ele pega, pelo canto dos olhos, o momento em que a Felicity limpa seu rosto e ele olha para ela. Seus olhos estão cheios de lágrimas quando ela olha para ele e eles compartilham um sorriso.

Dando Donna um momento com a Ellie, Oliver olha para Sara e Diggle. "Tudo correu bem?"

"Tudo certo," Sara diz, apontando para a tiara na cabeça. Ela se abaixa numa reverência divertida. "Eu estava sendo coroada vice-presidente."

"Eu... Não acho que é assim que funciona" responde Felicity.

"Bem, funciona no reino das fadas," Sara aconselha, tirando a tiara da cabeça. Ela deixa no braço do sofá, os sussurros entre a Ellie e Donna aumentam no fundo, enquanto ela olha para ele. "Ollie, você tem um minuto? Eu queria falar algo com você."

"Agora?" ele pergunta.

Não é porque há a possibilidade da polícia chegar a qualquer momento ou que o Zoom seja uma ameaça sempre presente ou que eles não têm ideia do que Isabel e Blood estão planejando, e acima tudo, por ter a mãe da Felicity jogada na mistura. É também que ele não quer deixar este momento.

"Sim, Ollie," Sara diz com um aceno de cabeça. "Agora."

"Ok," Oliver responde, mas ele ainda não se move. "Digg, você pode..."

"Você não precisa nem perguntar, cara," Diggle interrompe, recostando-se contra a parede. "Eu estou com você e com elas. Você sabe disso."

Ele dá ao outro homem um sorriso agradecido, um que Diggle responde com um movimento de cabeça, ambos sabendo que ele só precisava ouvir as palavras. Oliver se vira para a Felicity, apertando sua mão, enquanto se inclina para beijá-la brevemente. "Estarei de volta em poucos minutos."

"Ok" ela concorda facilmente, no que ele se levanta, relutantemente soltando a sua mão.

Mesmo com a visão da Ellie aconchegada com a Donna no sofá em frente a ela, Oliver pode sentir os olhos da Felicity segui-lo até que ele estar fora do solário. A partir do momento que ele está passa da porta, cada parte dele coça para voltar.

Sara não lhe dá um segundo para ficar, já se movendo em direção ao escritório de sua mãe.

Enquanto ela fecha a porta, Oliver pergunta: "O que foi?"

Ela não responde de imediato, algo que faz seu estômago se revirar, e quando ela finalmente se vira para ele, o olhar grave no rosto dela lhe diz tudo, o que ela está prestes a abordar é algo que ele não vai gostar.

O nervoso corta ele e Oliver alarga a sua postura, preparando-se, no que ele pergunta: "O que foi?"

"Algo me ocorreu enquanto estávamos lá fora" Sara diz, sua voz quase suave, como há pouco com a Ellie.

Oliver fica sério. "O que?"

"Ellie ainda não nasceu" Sara diz lentamente, dando-lhe um olhar pesado, que faz absolutamente nenhum sentido na cabeça do Oliver, porque, obviamente, Ellie ainda não nasceu. Isso não é novidade e ele não entende por que ele necessita de uma conversa privada.

"Sim..." ele confirma, esperando ela dizer algo mais.

"Ollie..." Os ombros de Sara cai em frustação. "Se Zoom está tentando chegar à Ellie para destruí-la, ir atrás dos seus pais antes do nascimento dela é tão eficaz quanto."

Tudo dentro dele congela. Isso ainda não tinha ocorrido a ele. Nem uma única vez. Água gelada inunda suas veias com a implicação do que ela está dizendo, o que ela está inferindo. Ele só pode olhar para ela, sem respirar, as mãos enrolando em punhos tão apertados que suas unhas fincam nas palmas

das mãos.

"Você pode se proteger" Sara continua, como se ela não tivesse dizendo algo que está o aterrorizando brutalmente. "Pelo menos melhor do que elas podem. Mas Felicity... Ellie não é a única em perigo. Eu só queria ter certeza de que você estava ciente disso. Felicity não pode ficar fora da nossa vista, não até que isso acabe. Talvez nem mesmo assim."

Faz sentido - é claro que elas estão em perigo - é claro que a Felicity está em perigo.

Oliver não consegue fazer nada, não enquanto ele tenta fazer sua mente compreender tudo isso, com o fato de que ele não tinha pensado nisso, que Zoom poderia ter aparecido em qualquer momento, em qualquer lugar, atrás de qualquer um deles. Que poderia ter acontecido a qualquer momento, que isso poderia acontecer em algum momento no futuro - ou o passado - é paralisante.

Não, não, ele acabou de conseguir tudo - tudo - que ele sempre quis, tudo o que ele estava com muito medo de querer, precisar, de se apoiar, e tão rapidamente, há alguém tentando levá-las embora. Não. Não, ele não pode perder qualquer uma delas. Ele se recusa.

E ele não vai.

"Obrigado," Oliver engasga - é tudo o que ele pode gerenciar - quando ele chega à porta, a necessidade de ver a sua família queimando ainda mais forte do que já estava.

Sara toca seu braço. "Nós vamos passar por isso, Ollie. Vai ficar tudo bem."

"Você simplesmente apontou para mim que minha futura esposa e minha filha têm alvos em suas costas" ele responde bruscamente, girando para encará-la. A única surpresa que ela mostra a sua mudança repentina são as sobrancelhas erguidas, ela não move um centímetro quando ele avança sobre ela. "Como exatamente vai ficar bem?"

"Porque elas têm a gente" Sara responde com tanta veemência, não recuando por um instante. "Porque tem você. Isso é o que torna tudo bem. Então, não arranque minha cabeça só porque eu apontei que você precisa manter os olhos abertos. Eu fiz isso para você e para elas, porque, acredite ou não, você não é o único que se preocupa com a Felicity, Oliver."

Ele range os dentes, definindo a mandíbula, não gostando do seu tom de voz, porque ele sabe que ela está certa. Ele sabe que sua raiva em direção a ela é completamente indevida, mas o Zoom não está aqui e não há bom alvo para ele direcionar sua ansiedade.

Apenas o pensamento... Medo e raiva queimam através dele como ácido. Há, realmente, algo bom na ideia de que a ignorância é felicidade, porque agora isso é tudo o no que ele vai pensar. Toda vez que ele olhar para Felicity, ele vai pensar se é a última vez. E Deus, quando ele olha para Ellie...

"Ei," Sara diz, chamando de volta. "Eu sei que você está com medo e eu entendo. Você e eu? Pessoas como nós não têm o 'felizes para sempre'. É uma fantasia que está sempre fora de alcance. Mas, Ollie... Você tem isso e você pode vê-lo bem na sua frente, você está com medo de que alguém possa tirá-lo. Eu entendo isso, e é por isso que eu vou fazer tudo o que puder para garantir que não irá a qualquer lugar. Ok?"

Ele só pode olhar para ela, e ela vê a resposta, mesmo com ele não dizendo.

"Mas só porque eu estou fazendo isso não significa que você pode começar a descontar tudo isso em mim." Sara levanta uma sobrancelha, quase como se ela estivesse esperando por ele para desafiá-la sobre isso. "Entendeu?"

Se isso tivesse sido qualquer outra situação, ele poderia rir um pouco, porque ele não pode acreditar que ela é sua amiga, que ele a tem ao seu lado, ajudando ele. Mas é como esta situação deixa ele, e Oliver não confia em sua voz ainda.

Ele balança a cabeça bruscamente no lugar.

Sara sorri, levantando uma sobrancelha. "Eu vou fingir que era um pedido de desculpas por querer arrancar a minha cabeça agora, porque isso é o mais perto que vou conseguir, não é?"

Oliver tem a graça de recuar. Ele consegue um quase inaudível, "Desculpa", mesmo que pareça como uma lixa na garganta.

"Foi tão difícil assim?" ela pergunta, olhando mais divertida do que deveria pelo no momento.

"Não força" ele fala, soando bem como ele estivesse usando seu modulador de voz.

Sara revira os olhos para ele, balançando a cabeça antes de acenar para a porta, uma indicação clara para eles voltarem para os outros. Ele está, definitivamente, de acordo com o pensamento. O desejo de voltar para sua família coça sob sua pele. Ele quer nada mais do que envolvê-las em seus braços e bloquear o mundo exterior para sempre.

Infelizmente, isso tem que esperar um pouco, porque no segundo que ele abre a porta do escritório, ele ouve a porta da frente abrir.

A voz inconfundível do Quentin Lance ecoa pelo corredor.

"Não sei como você se meteu em toda essa confusão, Laurel" ele resmunga. "Maldito drama familiar dos Queens. Você tem mais juízo do que arriscar o pescoço por ele."

"Isto não é sobre o Oliver," Laurel argumenta volta. "Trata-se de uma menina de três anos de idade, que precisa da minha ajuda. Eu não vou virar as costas para uma criança em necessidade, pai."

"E a melhor coisa para ela é o Queen? Qual era a alternativa?" Lance rebate, fazendo Oliver estremecer. Ele está bem ciente da opinião do outro homem sobre ele, mas ele não precisa ouvir essa voz falando da Ellie.

"Acho que ele vai surpreendê-lo com ela," Laurel diz, sua voz endurecendo quando ela os defende. "E assim como a Felicity".

"A assistente?" Lance zomba. "Eu a conheço. Ela é uma boa garota, mas não tenho certeza se ela está exatamente na posição de brincar de mãe no momento. Ela tem... Outras prioridades."

O Arrow, ele quer dizer o Arrow.

Droga, Oliver se esqueceu de que Lance estava ciente dessa associação.

O homem em questão se vira para eles, Laurel ao seu lado. O Oliver não perde o olhar azedo que torce o rosto do Lance quando ele o vê, especialmente quando vê a Sara.

"Policial Lance," Oliver diz em saudação. "Eu ouvi falar que você estaria a caminho com algumas perguntas."

"Queen", o policial responde bruscamente antes de estreitar os olhos para Sara. "Por que as minhas filhas parecem estar sempre onde você está?"

Oliver pressiona os lábios em uma linha fina quando Sara geme, "Papai".

"Não, de verdade," Lance reafirma, cruzando os braços. "Eu quero saber o

que é que faz ambas das as minhas filhas estarem sempre envolvidas nos dramas em que você está."

"Deve ser o quão bem elas foram criadas," Oliver responde antes que ele possa pensar duas vezes. Ele não pode evitar. Ele simplesmente não pode evitar. Normalmente, ele é capaz de morder a língua, para manter a calma porque uma parte dele sempre aceita a culpa que o homem mais velho coloca em seus pés, não importa o que seja, mas não hoje, não agora. Algo sobre a maneira que o Lance está falando sobre ele o coloca no limite, jogando-o de volta no tempo, e de repente ele tem dezoito anos e estúpido mais uma vez.

"O que você disse?" Lance pede, aproximando-se e Oliver avança também, um ruído enchendo seus ouvidos. Mas antes que qualquer coisa possa acontecer, Laurel puxa o pai para trás, assim como a mão da Sara aparece no peito do Oliver, empurrando-o para trás.

"Não seja um idiota, Ollie", diz Sara. "Isso não é quem você é."

Seja o que for que a Laurel diz a seu pai, ele não ouve, já que as palavras da Sara fazem efeito.

Oliver fecha os olhos, dando um passo para trás. A súbita vontade de socar para cacete alguma coisa não tem nada a ver com Lance, logicamente ele sabe disso, porém tem tudo a ver com o Zoom e a crescente ameaça que ele representa contra a sua família. Só porque Lance tem a capacidade provocar o pior dele, não significa que ele precisa corresponder - ele deve mais que isso as pessoas da sua vida.

Mas porra, ele quer bater em alguma coisa e a acusação nos olhos do Lance não está ajudando em nada.

"Estou bem," Lance responde pra Laurel, descartando sua mão. Ele ajusta sua camisa, estalando o pescoço um pouco antes de olhar de volta para o Oliver. "Eu estou aqui para uma visita oficial."

"Ollie..." Sara diz, o nome pesado com aviso de que ela, definitivamente, não confia em sua resposta pendente.

"Você é muito bem-vindo dessa forma," Oliver range com um sorriso forçado. Sua voz é quase mecânica, ele continua. "Alguém grampeou a casa da minha mãe. Nós não tocamos nas câmeras, no caso de existirem impressões. A Felicity as encontrou porque a nossa conexão à internet estava lenta. Eles estão

transmitindo usando o nosso wifi."

"Vou precisar falar com ela," Lance disse, mudando para um modo mais profissional. "Onde ela está?"

Um ruído animado pelo corredor impede o Oliver de responder, simultaneamente deixando ele assustado e com uma onda de gratidão, porque ele precisa ver a Felicity antes que qualquer coisa aconteça.

Mas, então, Oliver percebe o que aquele ruído animado é e ele o deixa completamente balançado. Ele está preparado para muita coisa- Isabel, Zoom, um rasgo na realidade, um borrão de vermelho na forma do Barry - mas isto... Sim, ele não está mesmo preparado.

"Pop-Pop!"

Ellie é um borrão quando ela corre pelo corredor, atirando-se na perna do Lance, muito para sua confusão, horror do Oliver, descrença de Laurel e diversão da Sara.

"Ai. Meu. Deus" Felicity diz do final do corredor, ambos as mães logo atrás dela. Os olhos da Felicity estão largos, sua boca aberta, como se palavras da Ellie sobre o 'Pop-Pop' naquela manhã, de repente, fizesse muito mais sentido. O tipo de sentido que não faz qualquer sentido. "Ai meu Deus. O que... Eu só... Isso não pode, possivelmente." Ela balança a cabeça, sem palavras. Ela gira para olhar para sua mãe, que parece completamente alheia ao que está acontecendo, antes de olhar para a Ellie, e em seguida para o Oliver, depois voltando para a Ellie. "Alguém pode me beliscar, por favor?"

Sara bufa, um sorriso em seus lábios. "Vá em frente, Ollie", ela diz, dando uma cotovelada nele. "Ela pediu gentilmente e tudo."

Exasperação toma conta dele e Oliver dispara para sua ex-namorada um olhar fulminante, porque agora não é a hora, definitivamente. Só parece a divertir ainda mais, ela ri abertamente.

"Você trouxe doces?" Ellie pergunta, puxando a perna da calça do Lance, olhando para ele com olhar de adoração. "Eu não sabia que você estava aqui. Quer ver minha coroa? É muito bonita. É uma relíquia de família." Ela arrasta a palavra para fora, gastando muito tempo no som 'm'. "Papai diz isso, porque era. Foi da Tia Thea quando ela tinha a minha idade. Não é legal, Pop-Pop?"

"Que diabos é um Pop-Pop?" Lance pergunta em confusão, Donna de

repente faz um pouco de chiado no corredor. Oliver olha a tempo de ver ela apertar o ombro da sua filha com muita força, provocando um "Ai, mãe! Unhas. Deus, suas unhas!"

"Eu amo um homem de uniforme" sussurra Donna ou o que ela pensa que é um sussurro. Oliver espera que o Lance seja mais surdo do que parece, mas não tem certeza.

"Ai meu deus, mãe", Felicity geme.

"Bem, ele é muito bonito, Felicity." Ela pisca provocante na direção deles. "Você não acha que ele é bonito?"

"Eu posso dizer, honestamente, que é um pensamento que nunca passou pela minha cabeça" Felicity declara, parecendo que ela preferia estar em qualquer outro lugar.

"Realmente," Lance diz em confusão flagrante. "O que é um Pop-Pop?"

Ambas Donna e Felicity olham como se tivessem sido pegas no flagra. Se tal pessoa não estivesse lá, Oliver iria achar ridiculamente fofo, mas agora não é o momento. Agora não é o momento para muitas coisas.

"Você, uh... Você se parece com o avô dela," Oliver diz, soando fraco e patético, mas ele não se importa. Ele só precisa da Ellie fora de lá. Ele vai até eles e se agacha ao nível da sua filha, segurando o braço para ela soltar da perna do Lance. "Lily, querida, você pode ir com a Sara? Há sorvete de morango no congelador. Ela vai lhe dar uma tigela, ok?"

"Sério?" Ellie pergunta, o uso do nome errado passando despercebido, seus olhos arregalados. "Eu posso tomar sorvete, papai?"

"Com certeza", ele confirma, tocando na ponta do nariz, fazendo-a rir. "Só não muito para não ter dor de barriga, ok? E fique com a Sara."

"E comigo," Diggle anuncia, dando um passo para frente. "Eu não quero perder o sorvete."

Suas palavras são leves, mas o olhar que ele oferece ao Oliver, seu olhar indo rapidamente para Felicity e voltando, no que ele levanta as sobrancelhas em uma declaração silenciosa.

Algo naquele olhar toca profundamente do Oliver. Digg e Sara estão na mesma página sobre o perigo potencial para a Felicity. Ele tem certeza. É algo que conversaram, provavelmente em palavras sussurradas, meio-codificadas,

escondidos no castelo de fadas da Ellie. Este olhar, todavia... Este é Digg dizendo 'Eu cuido da Ellie. Você deve manter os olhos na Felicity', e ele sabe disso. As palavras da Sara ecoam em seus ouvidos - "Você não é o único que se preocupa com a Felicity, Oliver." A verdade é inegável e, simultaneamente, faz com que o perigo seja mais real e também atenua um pouco suas preocupações.

Não há nada que o Digg não faria pela Felicity. Nada.

"OK!" Ellie diz, arrastando Oliver de volta para o presente antes dela agarrar a mão da Sara e chamando insistentemente com os dedinhos na direção do Digg. "Vamos, tio Digg e Big Sara! Sorvete!"

"É isso aí, pirralha Sara responde, saudando seu pai enquanto eles passam.

"Piralhaaa," Ellie corrige, suas vozes desaparecendo, eles fazem o seu caminho em direção à cozinha. "Como o capitão, lembra? Pirralhaaaaa..."

Lance os observa até que eles sumirem, o rosto cheio de incredulidade. "Sério?" Ele olha para Oliver, a hostilidade de um segundo atrás está de volta. "Você está brincando de papai agora?"

Isso atinge o Oliver em seu coração, de um jeito que ele não está preparado, um golpe decisivo que lhe leva o fôlego. Ele ama a Ellie com tudo o que ele tem, mas isso não muda o fato de que ele é novo nisto, que ela está em perigo constante, que ele se culpa por isso... E que ele não está totalmente certo se ele é bom o suficiente para ela.

"Você não tem ideia do que está falando." O barulho dos saltos da Felicity contra o piso de madeira corta através da crescente tensão entre eles, ela caminha para frente até estar ao lado do Oliver, segurando sua mão com força na dela enquanto ela encara o Lance. "Aquela menina já passou por coisas você nem imagina e ela se sente segura e amada, porque o Oliver a recebeu de braços abertos. Ela tem sorte de tê-lo. Eu tenho sorte de tê-lo."

É a certeza em sua voz mais do que suas palavras que o tranquiliza. Ela acredita que no ela está dizendo com cada fibra do seu ser - ele pode ouvir isso, ele pode sentir isso, e isso faz toda a diferença.

"E o que ela passou, exatamente?" Lance pede, olhando Felicity com completa descrença. "Porque enquanto SCPD pode mostrar registros de que

você tem uma prima na reabilitação, esta não é a primeira vez que eu investiguei você, Srta. Smoak, e não importa quais são seus hobbies, você não pode apagar a minha memória. Você não tem nenhuma prima. Não tem tias ou tios também. É só você e sua mãe. Então, você quer me dizer de onde aquela criança veio?"

Suas palavras ecoam contra as paredes com uma finalidade que deixa zero espaço para discussão e Felicity empalidece. Mesmo se ela estivesse preparada para mentir para o Lance, Oliver sabe por experiência própria que não há nenhuma maneira no mundo que ele vai acreditar neles agora. Hoje não.

"Você está... Lembrando errado" Felicity diz, mas é o oposto de convincente, a mão dela, de repente o agarra com tanta força, os nós dos dedos do Oliver estão ficando brancos contra o seu.

"Eu sou policial há muito tempo, Srta. Smoak," Lance lembra ela. "E eu tenho sido um pai quase tanto tempo. Eu fiquei muito bom em saber quando alguém está mentindo pra mim."

Esta declaração é dolorosamente irônica, considerando todas as coisas, mas não há, realmente, tempo para pensar sobre isso no momento, porque as implicações do que Lance está dizendo são enormes e aterrorizantes. E ele não terminou de falar. Lance dá um passo à frente, baixando a voz, seus olhos correndo rapidamente na direção do Oliver antes de olhar para a Felicity.

"Eu acho que eu tenho uma boa ideia de onde ela veio", diz ele, erguendo as sobrancelhas significativamente. "Mas talvez a conversa deva ficar somente entre mim e você sobre isso."

Oliver fica confuso - o quê? - Voltando-se para a Felicity. Ele pode ver a mente da Felicity trabalhando enquanto ela tenta entender o que Lance quis dizer, e é obvio o momento em que a ficha cai, porque o olhar no rosto de repente se torna reservado, mas menos preocupado.

Ele não sabe, exatamente, o que fazer com isso.

"Eu não tenho nenhum segredo com o Oliver," Felicity finalmente responde.

É uma declaração que visivelmente atordoa o policial, que dá um passo para trás e olha para ele com olhos desconfiados. Oliver não está completamente certo de como responder a isso, mas lentamente, a ficha está caindo sobre o que eles estão falando – de alguma maneira – é sobre o Arrow.

Oh.

"Laurel," Lance chama sem se virar para olhar para sua filha mais velha. "Você pode ir ver sua irmã e a garota para mim, por favor?"

"Claro" Laurel responde, mas antes de se mover, seus olhos mudam para Oliver, a questão em si evidente. O movimento faz o pai dela cerrar os dentes, porque ela busca sua aprovação e é incrivelmente claro. Se ela percebe, ela não menciona. Laurel descansa a mão no ombro de Lance. "Seja legal, pai. Você está aqui porque eles foram vitimados. Lembre-se disso."

"Sim, sim," Lance diz, parecendo desconfortável ao ser colocado em seu lugar por sua filha, quando ela se vira para sair.

No final do corredor, Moira reconhece o pedido do policial, mesmo que ele não tenha nem perto se dirigido a ela. Mas então, ler essas situações sociais sempre foi fácil para Moira Queen, é natural.

"Donna" Moira diz, colocando uma mão orientadora no cotovelo da outra mulher. "Vamos ver se o seu quarto está pronto. Eu lembro que você disse que você trouxe algumas fotos?"

"Ai Meu Deus" Felicity geme, virando o rosto no ombro do Oliver, suas mães desaparecem no topo da escada, a resposta da Donna longe demais para ouvir.

"Está tudo bem," Oliver lembra ela, sua mão sobre os ombros tensos dela, seu polegar esfregando círculos contra os nós de sua coluna vertebral. "Tenho certeza que você era um bebê adorável e minha mãe vai pensar assim também. Eu tenho certeza que você não pode fazer nada que vá mudar a opinião dela neste momento."

É chocante, porque é verdade. A mãe dele passou de completamente fria em relação à ela, para totalmente comprometida com a ideia desta mulher um dia ser sua amada nora e mãe de seus netos.

Agora que ele pensa sobre isso, a mudança de perspectiva da sua mãe explica a súbita atitude fria em relação a Laurel. Ele sabe que não é o único que já tinha percebido que um futuro entre eles era inevitável e ele se pergunta, distraído, se ela não vê a Laurel como uma espécie de ameaça. Para Felicity. Para a própria existência da Ellie. Para sua família. Provável, ele percebe com alguma surpresa. Há zero dúvida sobre onde à lealdade da sua mãe se encontra

neste momento. Ele, provavelmente, deveria esclarecer com ela, em algum momento, que ela está completamente errada. Ele tem sido absurdamente claro sobre o que ele quer - quem ele quer – e o futuro que ele vê colocado na frente dele não é Laurel, nem um pouco.

Mas eles têm outras preocupações, mais imediatas no momento.

"Não guarda segredos dele?" Lance pede, projetando seu polegar na direção do Oliver, como uma forma de desprezo. "Sério?"

"Eu era a Assistente Executiva do CEO de uma das maiores empresa do país" aponta Felicity. "Você realmente acha que eu poderia ter ajudado o Arrow sem ele saber?"

Lance bufa, ele ainda não está acreditando no que está sendo dito, ainda mais como ele olha para o Oliver com os olhos apertados, como se ele estivesse tentando fazer as peças de um quebra-cabeça se encaixarem no lugar. "E você não se importa com isso?"

"O Arrow tentou impedir um ataque terrorista que matou o meu melhor amigo," Oliver diz sem rodeios, seu tom não deixando nenhum espaço para discussão. "Ele tentou impedir de minha mãe se tornar uma assassina. Se ele precisa de ajuda para fazer coisas assim, eu não vou ficar no caminho."

"Hã." A reação do Lance deixa o Oliver no limite, mas ele não recua. Ele não pode. Há, inteiramente, muito em jogo para isso. "Então você empresta sua especialista-em-computador-barra-namorada e... O quê? Doa um milhão ou dois para ele por debaixo dos panos para financiar sua pequena cruzada?" Lance pede. "Fico imaginando de onde ele está tirando o dinheiro para fazer o que ele faz."

Oliver sorri com força. "Se eu faço isso, eu tenho certeza que você não será capaz de provar."

Isso lhe rende um cotovelo afiado nas costelas da Felicity. Pode não ser a coisa mais brilhante a dizer, mas ele também está certo, e ambos sabem disso. Os conhecimentos de informática da Felicity são tão completos quanto impressionantes. Entre ela e os conhecimentos e habilidades dele com lavagem de dinheiro, graças aos seus dias na Bratva, o rastro do dinheiro entre a fortuna da família Queen e suas atividades noturnas é, provavelmente, o aspecto mais oculto do que eles fazem.

"Ótimo," Lance diz torcendo ironicamente seus lábios. "Tudo bem. Tanto faz. Então vocês estão na equipe Arrow."

Felicity tosse violentamente com essa declaração casual, fazendo as sobrancelhas do Lance subirem. Oliver tem que resistir à vontade de sorrir, ele esfrega as costas dela suavemente, esperando ela se acalmar e para o rosto dela voltar ao tom normal.

"Nós não usamos esse nome," Oliver informa Lance. Ele ignora o olhar incrédulo da Felicity, porque repetindo essas palavras, de novo, é consideravelmente mais divertido do que realmente deveria ser, especialmente considerando as circunstâncias.

"Eu não quero saber," Lance informa ele. "Vamos voltar para o assunto pertinente, as câmeras e a Lily, porque eu acho que todos nós sabemos de onde ela veio e não é Nova York."

"Onde, uh..." Felicity dá um tapinha no peito, com a voz tensa com cautela. "De onde, exatamente, você acha que ela veio?"

"Por favor" bufa Lance. "Eu não sou estúpido. Nós não temos nenhum caso em aberto envolvendo uma criança com descrição dela. Ela não está no banco de dados nacional de crianças desaparecidas e ela está mais do que familiarizada com você. A reação às luzes na coletiva de imprensa é prova suficiente de que ela passou por algum tipo de trauma e você tem a minha filha brincando de guarda-costas". Ele a encara com o um olhar que diz que ele não está brincando. "Isso me diz que ela está em algum tipo de perigo."

Felicity se mexe, desconfortavelmente, com o cenário que ele descreve da situação, enquanto a mão do Oliver congela contra suas costas. Seus dedos enrolar no tecido na parte superior do vestido dela como se ele estivesse se apoiando. Ele não está inteiramente certo onde Lance está indo com isso, mas ele não está gostando, no mínimo.

"Ela é dele, não é?" Lance pede após uma batida. "Do Arrow?"

Essa é a última coisa que ela esperava que ele dissesse e, como nenhum deles respondeu imediatamente, provavelmente é prova suficiente para o Lance. Ambos estão sem palavras. Eles não tinham previsto isso, nem mesmo um pouco.

"Então, eu estou certo" Lance deduz, balançando a cabeça um pouco. "Ela

é filha do Arrow."

"Sim..." Felicity confirma devagar, observando o homem mais velho com os olhos bem guardados. "Ela é."

"Uau," Lance diz com uma risada curta. "Eu tenho que dizer, eu tenho uma verdadeira dificuldade em imaginar ele trocando fraldas." Ele balança a cabeça, seu tom quase zombando enquanto ele continua, "Minhas simpatias para o primeiro menino que se atrever a chamá-la para um encontro."

Algo sobre isso irrita muito o Oliver, mas não da maneira que ele esperava. Sim, ele quer mantê-la segura - do Zoom, do Slade, da Isabel - mas não do mundo em geral. Ele quer que ela experimente a vida ao crescer, ter todos esses momentos importantes que tornam a vida valiosa - fazer amigos e se apaixonar, de assumir riscos e encontrar sentido. Ele quer vê-la cresça autoconfiante, jovem mulher confiante que vai atrás dos seus sonhos, quaisquer que sejam eles.

"Tenho certeza que o menino só terá que se preocupar se ele falhar com ela," Oliver diz, sua voz dura. Ele não perde a reação incrivelmente orgulhosa da Felicity. "Se ele usar esse menino como alvo para praticar, vai ser porque ela disse para ele fazer, não porque o menino se interessa por ela."

"Você o conhece muito bem, hein?" Lance pergunta sarcasticamente.

"Nós somos... Bem familiarizados," Oliver responde.

"Sim," Lance disse, observando-o. "OK." Oliver tem que morder a língua para não responder, a descrença evidente em seu tom quando o policial olha novamente para a Felicity. "E a mão da menina? Onde ela está?"

"Eu sou a única mãe que ela já conheceu," Felicity responde, uma ponta de nervos afia sua voz. Qualquer que escutasse saberia, só pelo o som, que não há força no mundo que fosse ser capaz de tirar a Ellie deles. "O lugar dela é aqui. Comigo. Conosco. Podemos mantê-la segura... Amada e protegida. Não há mais ninguém nesse mundo que possa fazer isso. É por isso que ela está aqui." Ela aperta a mão do Oliver. "O pai dela a ama muito, mas não é seguro voltar para casa agora, então esta é a sua casa. Precisa ficar desse jeito. Precisa."

"Certo, certo, acalme-se," Lance aconselha, percebendo o tom crescente de pânico em sua voz. "Eu não estou prestes a tirá-la de você. Não é como se eu pudesse provar algo, de qualquer maneira. Não sem um teste de DNA."

Oh, isso é um pensamento incompreensível. Oliver está bem ciente do que um teste de DNA iria revelar, e uau, iria abrir uma lata de vermes que eles não podem lidar.

"Mesmo se eu estivesse inclinado a tentar obter uma ordem judicial para fazer um teste - o que eu não estou, aliás," Lance acrescenta quando Felicity endurece. "Nós dois sabemos o que aconteceria com qualquer teste de DNA com seus... Hobbies."

"Eu não tenho ideia do que está falando", Felicity nega rapidamente.

"Claro que não" zomba Lance. "Nossa, o Arrow tem uma garota de três anos de idade... Caramba." Ele suspira e balança a cabeça, parecendo surpreendentemente incomodado por esta informação. "E você não é a mãe verdadeira? Porque, eu tenho que dizer... Por causa do seu trabalho com ele, meio achei..."

"O que?" Felicity pergunta. "Que eu estava ajudando ele porque nós temos algum tipo de história? Porque eu estou secretamente apaixonada por ele ou algo assim?" Felicity sorri com força. "Desculpe desapontá-lo, detetive, mas eu ajudo porque acredito nele e na sua missão. Eu também nunca estive grávida, o que é um passo muito importante em ter uma filha. E..." acrescenta ela, olhando para o Oliver, "Como o Oliver tornou incrivelmente claro na coletiva de imprensa, ele e eu estamos juntos. E eu estou loucamente apaixonada por ele."

Lance estremece com a declaração, mas até o seu julgamento não pode acabar com a emoção que atravessa o corpo do Oliver com as palavras da Felicity. Ele acha que nunca vai se cansar de ouvi-la dizer que ela o ama ou a maneira como uma ela cora ao dizer isso. Ainda é novo, é claro, mas o golpeia, faz seu coração bater mais rápido e um sorriso aparece em seus lábios, sem sequer pensar nisso.

Quando Oliver olha para o Lance, o homem mais velho está olhando para ele com um olhar indecifrável.

"Ok, então," Lance finalmente diz, porque não há realmente nada que ele possa dizer. Não agora. Não contra essa frente unida. "Que tal falarmos sobre as câmeras."

Aceitando a sugestão, Felicity embarca na explicação altamente técnica, que com certeza o Lance entende quase tão bem quanto ele. O que significa,

nada, nem um pouco. Mas a essência é que eles estão sendo espionados, eles podem provar isso, e há provas materiais para a polícia.

Ela pega seu tablet enquanto fala, conectando nas câmeras que ainda estão transmitindo apesar da revelação pública da Oliver sobre as câmeras.

Lance fica com um semblante severo ao ver a transmissão do vídeo.

Eles dão uma espiada na Ellie através de uma câmera no corredor, ela corre em torno da cozinha, definitivamente mais elétrica por causa do açúcar. Eles veem Moira e Donna em uma sala no andar de cima, Moira apontando para foto de bebê do Oliver que está em cima de uma mesa de canto. E eles se veem, todos reunidos em torno da Felicity na outra extremidade do corredor. Lance olha para cima, à direita, para onde a câmera deve estar.

Até ele ver a prova real das câmeras os observando, ele tinha certeza que o Lance ainda não tinha acreditado na sua história. Mas agora... Agora ele acredita e ele está totalmente em modo policial.

"Eu vou precisar ter uma conversa com sua mãe sobre quem teve acesso a casa," Lance disse, com a voz rouca, observando a cena diante dela, antes de olhar para eles. "Você realmente acha que Blood tem uma mão nisso?"

"Eu acho, de verdade" confirma Felicity. "Provavelmente não diretamente, porque ele é muito esperto para isso, mas faz sentido. Se procurar por impressão digital nas câmeras, você provavelmente não vai encontrar suas impressões digitais, mas olhando para quem iria se beneficiar em espiar a Moira ou vazar a existência da Lily? É bastante óbvio que é o Blood." Um olhar determinado cobre o rosto. "Ou Isabel Rochev, dada à forma como eles estavam amiguinhos na última coletiva de imprensa. Eu aposto em ambos."

"Por conta da aquisição da Queen Consolidated," Lance acrescenta com um aceno de cabeça, seguindo a linha de pensamento com facilidade. "Sim. Ok. Política e negócios. Eu posso ver isso. Mas uma teoria é um longo caminho até ser provada realmente. Isso não tem nada a ver com o perigo que a criança está correndo?"

"Não diretamente," Oliver responde. "Mas certamente contribui para isso. Não faltam inimigos para o Arrow. Alguns são apenas... Mais um problemáticos do que outros."

"E o inimigo do meu inimigo é meu amigo," Lance disse, dando-lhes um

aspecto pesado. "Quem está atrás da garota pode se alinhar com o Blood e a Rochev e vocês podem acabar com problema ainda maior."

Oliver faz uma pausa com isso. Ele olha para a Felicity para orientação - um parecer, qualquer coisa - mas ela não parece terrivelmente preocupada com esta ideia. Verdade seja dita, nem ele. Do pouco que viu do Zoom, ele não parece que é do tipo de rastrear possíveis aliados e trabalhar em conjunto com eles. Eles poderiam estar errados sobre isso, é claro, mas algo diz ao Oliver que o Zoom e a dupla Blood e Isabel são dois adversários completamente distintos.

"De qualquer forma," Lance continua. "O potencial não é ruim o suficiente e o seu 'amigo' pode ser capaz de nos ajudar." Ele ignora completamente o Oliver, olhando para a Felicity. "Se ele puder nos apontar na direção de provas sólidas contra eles, seria uma grande ajuda."

"Sim, tudo bem," Felicity diz, com os olhos deslizando para o Oliver antes que perceba. Ela balança a cabeça, mordendo o lábio. "Eu vou falar com ele."

"Ótimo" diz Lance. "Vou ter uma conversa com a Moira, então." Ele estica o braço para pegar o tablet dela, mas ele faz uma pausa no último segundo. Oliver leva um segundo para perceber o porquê. Felicity encolheu os braços, puxando-o para mais perto de seu peito. Lance olha para ela. "Vou precisar pegar essa coisa como prova. Você sabe disso, certo?"

Felicity geme, olhando para a tecnologia. Ela devia saber que isso iria acontecer, ele tinha visto a exclusão de arquivos no carro mais cedo, mas a realidade da separação da sua amada tecnologia é, claramente, algo que ela não está pronta para aceitar.

"Eu espero que ela volte exatamente como você pegou," Felicity diz enquanto ela lentamente entrega o tablet, como se estivesse abandonando a Ellie, em vez de um iPad. "Não se atreva a baixar as atualizações ou excluir qualquer coisa. E se alguém derramar alguma coisa sobre ela, você não quer saber o que eu vou fazer."

Lance apenas pisca, olhando para ela como se ela tivesse mais três cabeças.

Oliver ri. "Felicity..." O olhar que ela envia na direção dele não é nada divertido, e é a sua vez de fazer uma pausa, dando-lhe um sorriso apaziguador. Quando ela acalma um pouco, ele puxa a mão que está acariciando o

tablet. "Vamos lá. Vamos olhar... a Lily. Tudo bem? Detective Lance vai cuidar de seu tablet."

"É bom que ele cuide", ela resmunga, os olhos ainda no tablet.

Oliver tem que morder o interior de seu lábio para evitar seu sorriso - é ridiculamente bonito como protetora ela é de sua tecnologia. Ele sabiamente mantém isso para si mesmo, não querendo enrolar nas águas perigosas com Lance.

"Ele vai," Oliver reitera e Felicity finalmente olha para ele.

"Eu só vou procurar a Moira," Lance diz cautelosamente, afastando-se no momento que a atenção da Felicity não está nele. "Mantenha seus telefones ligados. Nós vamos ter mais perguntas."

Ele é um homem inteligente, Quentin Lance. Ele aproveita a oportunidade para escapar, sem sequer olhar para trás. Oliver pode respeitar isso, especialmente dado o fato de que o homem está realmente indo embora com o tablet da Felicity. Mas ainda assim, a realidade de que este homem, de alguma forma, acaba como seu sogro um dia é... Inquietante.

Oliver sacode esse pensamento. "Vamos." Ele puxa a Felicity perto e beija sua têmpora. "Vamos ver como a Ellie está." Seus ombros visivelmente relaxam com a menção da sua filha - Se há uma coisa que vai distrair ela por deixar o tablet, é a Ellie. Oliver faz uma pausa longa o suficiente para pressionar um beijo no ombro, antes de pegar a mão dela. "Podemos comer um pouco de sorvete com ela se quiser."

Ele sorri quando as sobrancelhas levantam contemplando a ideia.

"Troca por vinho e eu topo" ela diz a ele. "Para mim, não pra Ellie. Ela é muito pequena. Obviamente. E mais tarde. Novamente, obviamente. Eu não acho que estamos no ponto de tomamos vinho com a nossa filha junto. Ainda. Ou nunca? Tem sido apenas alguns dias, eu não acho que nós temos uma boa base para essa suposição ainda."

Oliver ri, concordando. "Mais tarde." Ele a abraça, colocando o braço em na cintura dela, puxando-a para seu lado. Mesmo se quisessem, a adega é no sentido oposto, e enquanto ele não tem qualquer objeção em a levar até lá e a deixar escolher o que ela quiser, ele não está pronto para ser afastado da Ellie ainda.

Ainda assim... A ideia da Felicity mais vinho, e mais ainda, quem sabe, uma cama? É tentador. Realmente tentador.

Seu domínio sobre ela aperta e ele pressiona seus lábios na têmpora dela novamente. "Definitivamente mais tarde."

Felicity morde o lábio, abaixando a cabeça, virando o rosto em seu peito com a promessa em sua voz. Oliver beija o topo da cabeça dela, levando-a a pressionar um beijo sob o coração dele.

Eles ouvem Ellie bem antes de vê-la. Ela está falando a toda velocidade, pontuado apenas pelo seu próprio riso, o elevado teor de açúcar que ela está claramente é combustível puro.

"Eu sou o Waverider!" Ellie grita, rindo loucamente. "Olha, eu ficar invisível! Mais rápido, Big Sara!"

No instante em que chegam à cozinha, ambos param, olhando a cena. Diggle está sentado em uma banqueta, tigela e colher na mão, posicionado onde ele tem, em toda sua linha de visão, a cozinha, incluindo Sara e Ellie. Elas estão correndo ao redor da cozinha, Sara segurando a Ellie a cima da cabeça, seus pequenos braços esticados para fora, com destaque para o sorriso alegre no rosto.

"O que exatamente é um Waverider e por que é invisível?" Felicity questiona silenciosamente, enquanto eles assistem.

Oliver balança a cabeça. "Um jet ski ou algo assim? Talvez um barco?"

Felicity olha para ele, erguendo as sobrancelhas cética. "Você acha que nós temos um barco que se torna invisível no futuro?"

"Então," Oliver diz: "Eu acho que eu possuir um barco é uma possibilidade remota. A imaginação da Ellie é bastante surpreendente. Talvez seja um barco do reino das fadas." Ele dá de ombros. "Vai saber."

"Papai! Mamãe!" Ellie grita com prazer. "Olha, eu estou voando!"

"E voando depois de tomar sorvete," Felicity diz, movendo-se para ficar ao lado do Diggle. Sara deixa a Ellie cair nos seus braços, um movimento que a faz gritar ainda mais alto com uma risada. Como é que esta garota não vomitou ainda? "Isso parece uma ideia bastante questionável."

"Você tenta dizer isso a ela", Sara bufa, caindo ao lado Diggle com Ellie no colo. "Veja como isso funciona para você."

"Podemos fazer mais, Big Sara?" Ellie pergunta, batendo os cílios como se fosse uma coisa inocente, quando claramente não é. Ela sabe exatamente o que ela está fazendo. "Por favor."

"Docinho, eu fiz o treinamento de resistência com a Liga dos Assassinos e você me desgasta", declara Sara. "Eu preciso de um tempo."

"Tio Diggle?" Ellie pergunta, virando seu olhar de olhos arregalados na direção dele e piscando com o olhar mais inocente que o Oliver já viu. Ele tem que cobrir a boca para esconder o sorriso quando ela olha pro Digg. "Podemos brincar de Waverider?"

"Desculpe, garota", Digg diz, balançando a cabeça. O rosto da Ellie entristece, a expressão mais exagerada que o Oliver já viu. "Eu não estou disposto a arriscar depois que você tomou tanto sorvete."

"Exatamente quanto sorvete você tomou, Ellie-bug?" Felicity pergunta, fazendo seu caminho até eles. Ela corre os dedos pelos cabelos longos como Ellie responde: "Não muito, mamãe."

"Você já resolveu tudo com o meu pai?" Sara pede.

"Ele está falando com minha mãe," Oliver responde, mas ele só tem olhos para suas meninas. Ellie irradia com a atenção da sua mãe, brilhando positivamente quando a Felicity sussurra algo que a faz rir. "Eu acho que ele já acabou com a gente por hoje, de qualquer maneira." Ele sorri ironicamente. "Ele acha que a Ellie é filha do Arrow."

Digg bufa em torno de uma colher de sorvete.

"Bem..." Sara diz com um encolher de ombros. "Ele não está exatamente errado".

"Nós provavelmente deveríamos deixar vocês irem embora, hein?" Felicity pergunta. Ela sorri para eles. "Obrigado por vocês para cuidarem da Ellie." Com isso, Felicity abaixa a cabeça para baixo para chegar mais perto do nível da Ellie. "O que você acha, querida?"

"Não," Ellie responde, balançando a cabeça.

Os olhos de Felicity aumentam. "Não?"

"Na verdade," Sara diz, mexendo a Ellie, a criança se acomodando mais no seu colo. Ela começa a saltar o joelho ligeiramente, fazendo a Ellie rir, e realmente, é incrível que nada saiu ainda da boca dela. Sara sorri para a

Felicity e depois para o Oliver. "Temos negócios de fadas muito importantes para discutir."

"Sim", Ellie concorda, acenando com a cabeça, embora ela claramente não tenha ideia com o que ela está concordando.

"É mesmo?" Felicity pergunta.

Sara acena com a cabeça e Oliver só assiste, Ellie espelha ela. Não pela primeira vez desde que ela entrou em suas vidas, Oliver quer saber apenas o quanto de problemas ele vai ter com ela. Sua filha não tem nem mesmo quatro e ela já é uma força da natureza.

"É," Sara diz, erguendo as sobrancelhas significativamente. "O que significa que vocês têm um... Pouco de tempo para ficarem a sós."

Oliver sabe imediatamente o que ela está dizendo e ele pressiona seus lábios em uma linha fina, levantando as sobrancelhas para ela em questão – só a Sara Lance iria passar pelo que ela passou os últimos dias e estar sugerindo isso.

Sara apenas sorri para ele.

"Tempo a sós..." Felicity repete lentamente, ela franzindo a testa. Quando o significado por trás das palavras da Sara cai, ela sacode, sua boca formando um pequeno 'o'. "Oh. Como... Um pouco de tempo a sós."

Sara ri, ecoando as risadas divertidas do Diggle.

"Sim. Um tempo a sós." Sara envolve seus braços em volta da cintura de Ellie. "Vá. Nós cuidamos da pequena."

"Tem certeza? Quero dizer... Não, não, você não tem que fazer isso," Felicity diz, voltando-se para olhar para trás, para o Oliver. "Quero dizer, isso não é necessário. Nem um pouco."

"Nós não estamos dizendo que é necessário, Felicity", Diggle responde com um sorriso. "Nós estamos aqui e nós não vamos a lugar nenhum, não enquanto tudo isso está acontecendo. Então, por que não aproveitar?"

"Mas…"

"Olha, vocês estiveram muito ocupados. Façam uma pausa. Tire algum tempo para si mesmos. Tire uma soneca." Seus olhos brilham nesse pouco, e Oliver estreita os olhos para ele. Ele apenas pisca. "Nós ficamos com a Ellie."

"É que... Quero dizer... Obrigada. É só que..." Um olhar hesitante cruza o

rosto da Felicity quando ela olha para o Diggle e depois para a Ellie. Oliver é subitamente lembrado de antes, quando eles assistiram a Ellie deixá-los como se não fosse grande coisa. "Eu só…"

Oliver sabe exatamente o que ela está prestes a dizer e por que ela está prestes a dizê-lo. Não é apenas que eles estão impondo o tempo de Sara e Diggle, é que o pensamento de estar longe da Ellie por mais tempo do que eles já têm ficado é quase insuportável, tanto que ele quase concorda com a Felicity. Mas... Eles também estão certos. Ele quer estar com a Ellie. Ele realmente quer. Mas um pouco de tempo para si parece incrível. E, no entanto... Ele está em guerra consigo mesmo sobre a ideia e ele sabe que a Felicity também está.

"Que tal ir buscar o vinho que você estava falando?" Oliver sugere. Felicity gira para ele, parecendo pronta para argumentar - ela acha que vai sair para pegar o vinho e não uma simples caminhada pelo corredor. Ele sorri. "Não é tão longe."

"Então... Tá bom," Felicity finalmente diz.

"Ótimo" diz ele com um aceno. Oliver vai até sua família, pegando a mão da Felicity e inclinando-se para beijar o topo da cabeça da Ellie, ele diz, "Comporte-se, ok?"

Quando sua filha ri ao sentir sua barba, ele sorri e se inclina ainda mais para empurrar seu rosto em seu pescocinho.

"Papai!" Ellie grita com risos, tentando afastá-lo.

"Você já viu a adega?" Sara pergunta Felicity.

"Não" responde Felicity, e, em seguida, as palavras registram. "Espera, há uma adega aqui? O que estou dizendo, é claro que há uma adega de vinho."

Sara ri. "Ollie, você tem que a levar lá em baixo."

"Vamos," Oliver diz, dando um passo para trás, puxando Felicity com ele. "Não vai demorar muito tempo, eu prometo."

"Não" Sara diz, dando Oliver um olhar significativo. "Leve o tempo que você precisar."

O Oliver não responde e que quer que Sara viu em seu rosto, fez ela revirar os olhos. Ele a ignora, puxando a Felicity para o seu lado. Ele não pode explicar, não realmente, mas ele sabe tanto o que o Diggle e Sara estão implicando e o que Felicity está sentindo ao mesmo tempo. Ele não quer deixar a

Ellie tanto quanto ela, mas ele também sabe que alguns minutos a sós é mais do que necessário. E desejado. Deus, como é desejado.

E a parte mais importante é que eles têm alguns minutos para fazer exatamente isso.

"Nós voltaremos logo", Felicity diz sobre seu ombro.

"É melhor que não seja logo" Diggle responde, quando Sara reitera, "Não precisa correr."

"Não tenha pressa!" Ellie grita depois deles, fazendo o Oliver rir.

Eles param na entrada para a cozinha novamente, observando a Ellie pular no colo de Diggle. Quando ele se vira para dizer algo para a Sara, Ellie pega a tigela e apanha um morango. Ela morde no momento que o Diggle olha para ela.

"Ei, você!" Diggle finge protestar, puxando a taça longe dela. "Ladra de sorvete!"

"Isso é compartilhar!" Ellie ri. "Eu sou uma grande compartilhadora!"

Diggle bufa com isso, no que Sara olha para cima, vendo eles.

"Vai" ela ordena.

E eles vão.

A ideia de um tempo sozinho, apenas eles, é incrivelmente atraente, mas ainda assim, deixar para trás a Ellie parece errado. Por mais que ele queira muito alguns momentos entre ele e a Felicity, é surpreendentemente difícil ficar longe da Ellie, o que é ridículo, porque ela simplesmente está na cozinha, na mesma casa.

Eles tinham realmente sugerido sair para ir num encontro juntos? Porque uau, se deixar sua filha para ir lá embaixo é difícil, Oliver não está completamente certo como eles iriam conseguir sair para jantar fora apenas os dois...

Ou…

Uma ideia se forma, mas antes que ele possa sugerir, Felicity diz, "Eu me sinto egoísta."

"Você não é egoísta," Oliver instantaneamente responde. "E eu não estava brincando sobre a adega, é aqui mesmo."

O Oliver abre uma porta, acendendo uma luz que ilumina a escada que vai fundo na fundação da casa, Felicity balança a cabeça, parando antes que eles possam descer.

"Eu quero esse tempo," Felicity diz, apoiando as mãos no peito. "Tipo... Muito - tipo um monte muito, como às vezes quando eu me permiti pensar em ficar sozinha com você, eu vou fazer o possível para fazer muito isso..." Oliver ri, envolvendo os braços em torno dela. "Mas deixar a Ellie, especialmente com tudo o que está acontecendo... E se ela..."

"Precisar da gente?" Oliver acaba por ela. "Eu me sinto da mesma maneira, Felicity, confie em mim. Mas não é egoísta, ok? Digg e Sara podem mantê-la segura. E ela está feliz."

Felicity sorri, lembrando-se claramente a cena que tinha acabado de sair. "Sim."

"E eles têm razão," Oliver continua, puxando-a para mais perto, balançando com ela ligeiramente. "Nós não tivemos muito tempo para nós mesmos. Nenhum, na verdade."

"Isso é verdade", ela sussurra, mordendo o lábio inferior.

"E ver o nosso futuro na nossa frente tão claramente é incrível, mas nós também merecemos desfrutar o presente um pouco." Oliver olha para ela, seus olhos dançando sobre seu rosto, deixando-se maravilhar. "Nós merecemos algum tempo para nós, para nos tornarmos os pais que ela tem um dia. Nós merecemos um primeiro encontro..." Ela lentamente sorri, apoiando-se nele, relaxando em seu abraço. Oliver sorri, sua voz baixando, só para ela, quando ele acrescenta: "E um décimo encontro e um trigésimo encontro". Felicity ri, fazendo seu sorriso alargar, seu rosto se iluminar. Deus, ela é tão bonita. "Zoom não consegue tirar isso de nós. Nem o Blood ou Isabel. Isso é nosso."

É verdade e isso a acalma, traz uma paz e tranquilidade que ele realmente não achava ser capaz de dar a ela. Felicity olha para ele, quase como se ela estivesse bebendo dele. Seus olhos estão cheios de admiração, carinho... Felicidade... Amor. Ele nunca, nunca vai deixa de se surpreender, como ele é sortudo por tê-la em sua vida, ao seu lado.

Antes que ele possa dizer algo, Felicity fica na ponta dos pés para beijá-lo, beijo longo e macio, as mãos em seu rosto. Oliver suspira, derretendo-se contra ela, segurando-a mais apertado enquanto seus dedos acariciam sua nuca.

"Ok" ela respira após eles se separarem, os lábios roçando o dele.

"OK?" ele pergunta, sua voz saindo mais rouca do que ele esperava.

"Ok" ela confirma com um sorriso contido e outro beijo, um que leva o seu fôlego. Sua pele formigando com antecipação, um arrepio passando pela espinha. É perfeito, tão perfeito. A respiração da Felicity está ofegante e isso faz seu coração disparar, saber que ele pode afetá-la tanto quanto ela o afeta. "Então... Primeiro encontro, hein?"

Oliver cantarola de acordo, aninhando o rosto contra o dela. "Eu tenho uma ideia."

"Que tipo de ideia?"

"Um que envolve..." Oliver a beija novamente. "O vinho... Um cobertor... Queijo..."

Felicity ri. "Como um piquenique?"

"Exatamente como um piquenique." Ele beija os lábios dela, mas ele não para por aí, dando beijos suaves em seu rosto, no nariz, na testa antes de fazer seu caminho de volta para o outro lado. "Vamos fazer uma coisa de cada vez. Primeiro, o vinho..."

Felicity sorri quando ele balança a cabeça, dando-lhe um ofegante, "Ok", porque ela sabe exatamente o que ele está fazendo. Ela se inclina para ele, fechando os olhos. "E depois?"

"E então, nós vamos pegar alguma comida" ele sussurra. "E depois nós vamos olhar a Ellie."

Felicity olha para ele, sacudindo a cabeça com um pequeno sorriso. "Eu te amo."

"Eu te amo."

Eles se beijam, esse durando mais, mas não longo o suficiente ao mesmo tempo. À medida que os segundos se passam, eles lentamente se aproximam ainda mais, o mundo em torno deles se apaga lentamente, o ar em torno deles fica mais quente, enchendo com a promessa do futuro.

O futuro deles.

Com um gemido, Felicity finalmente se afasta, baixando os calcanhares. Ela mantém as mãos em seu rosto, seus olhos brilhando com um carinho flagrante, quando ela sussurra, "Por que você não me leva no último primeiro encontro da minha vida?"

Bem... Quando ela coloca assim...

"Eu ficaria feliz" ele responde.