Malcolm Merlyn está supostamente morto.
Uma pontada de descrença e pânico corta o seu peito enquanto Felicity se levanta. Sentimentos que são prontamente seguidos por confusão e um estranho entorpecimento quando o homem em questão sai das sombras - não, ele derrete das sombras, como se isso fosse possível. Quase como esgueirar-se. Como se ele fosse parte delas e, apenas agora, ele queria que eles o vissem.
O fator horripilante está além do nível de compreensão dela no momento.
Felicity espera a forma como Oliver se posiciona mais à frente, colocando-se solidamente entre Malcolm e todos os outros, como se ele pudesse simultaneamente proteger todo mundo de uma vez só apenas pela força de sua presença. Esta parte é previsível. Rotina, até. Assim como Diggle, Sara e Lyla em posição de defesa. Eles estão como se fosse um grupo de lobos agindo em concerto, cercando a presa. Ela nem mesmo pisca, porque é o que todos eles fazem: proteger.
O que ela não espera, no entanto, que a carta coringa em tudo isso... É Ellie.
"Você fique longe da minha mãe!"
Sua pequena voz sai num grito histérico em alta frequência que faz Felicity pular e seu estômago contrair. E então, uma pequena sombra de criança está correndo para frente dela. Sua arfada ecoa o comando do Oliver, "Ellie!", enquanto Felicity luta para segurá-la, para mantê-la fora do alcance do Merlyn, mas não é necessário. Ellie não está mirando ir dedo a dedo com Malcolm Merlyn.
Não, ela quer ficar protetoramente em frente da sua mãe.
"Mau, mau, homem mau!" Ellie acusa, rosto vermelho e cheio de fúria, seus pequenos punhos cerrados para cima, seus olhos brilhando com lágrimas. "Vá embora agora. Você não vai machucar minha mãe novamente. Não mais Olhos Tristes. Nunca mais!"
Uma estranha mistura de terror, afeição e horror cruzam por dentro da Felicity quando ela agarra os ombros da Ellie para puxar a garotinha totalmente para ela, sua filha de três anos de idade que está posicionada em sua defesa. Olhos Tristes. Felicity não pode fingir saber o que acontecerá com ela no futuro, mas as palavras da Ellie para Oliver semanas atrás, soa alto em seus ouvidos - "Você tem Olhos Tristes, como quando mamãe estava dormindo depois que o homem mal entrou no quarto dela". Oliver deve ter se lembrado da mesma coisa também, porque ele se posiciona na frente dela e da Ellie.
Ele está pronto para a briga. Felicity sabe com todas as fibras do seu ser. É como se fosse The Count novamente. E há muito menos opções dessa vez.
Até a Moira se posicionar entre eles.
Oliver poderia atirar por sobre sua mãe - o gesto é mais simbólico que qualquer coisa – mas sua presença em sua linha de visão é o suficiente para abalar ele.
"Mova-se," ele ordena para sua mãe, intenções assassinas em sua voz.
"Oliver..." Moira diz cautelosamente, levantando as mãos num tentativa de acalmá-lo, enquanto ele continua segurando firmemente a corda do arco. Felicity percebe que a mulher mais velha não está nem um pouco abalada - não há surpresa ou horror ou preocupação.
"Você sabia?" Oliver pergunta, verbalizando o que Felicity tinha pensado. "Você sabia que ele ainda estava vivo e não disse nada?" Oliver trinca os dentes, sua voz uma arma quando ele dispara, "E mesmo assim, você tem a coragem de falar comigo sobre ser esperto e trabalhar juntos?"
"Nós tínhamos coisas suficientes em nossas mãos," Moira defende-se. "Nós não podemos nos distrair das ameaças que já temos."
"Ele é a ameaça em nossas mãos no momento." Oliver argumenta.
"Não hoje," Moira se opõe.
Aquela é última coisa que ele quer ouvir no momento. O ambiente todo parece escurecer junto com ele, quando sua voz baixa ainda mais o tom, quase parecendo com a voz que sai do modulador. "Mãe, saia da frente. Eu não vou deixá-lo machucar a Felicity."
"Mas ele não machucou ela, Oliver," Moira responde. Felicity honestamente não sabe o que sentir sobre isso – o futuro ainda é incerto, apesar dos fatos que a Ellie deixa escapar. Moira não está errada. Oliver parece não se importar. Ele sacode a cabeça exasperado, abrindo a sua boca para argumentar, mas Moira o corta. "E ele pode não fazer. Nós não podemos condená-lo por algo que ele ainda não fez."
"Não duvide," Oliver rosna em retorno.
"Ele é o pai da sua irmã, Oliver." Moira reforça, mudando de tática. E funciona – Oliver estremece novamente, seus olhos fechando-se brevemente com as palavras dela. Quando ele abre novamente, seu olhar ainda está além dela, mas sua intenção tinha se dissolvido.
"Você está me defendendo?" Malcolm pergunta, surpresa envolvida com divertimento enchendo a sua voz. Ellie treme ao som da sua voz. "Moira, eu estou tocado. Eu não pensei que você ainda se importava."
Não ajuda em absolutamente nada no seu caso e Felicity tem cem por cento de certeza que ele não se importa. Ela tem a confirmação quando os olhos do Malcolm movem-se para Oliver e um sorriso malicioso aparece em seus lábios. O claro desrespeito faz com que Oliver trave seus dentes e ele se move para ficar ao redor da sua mãe. Após sussurrar seu nome, Felicity estende sua mão para agarrar seu braço, mas ela afasta a mão no último segundo, seus dedos simplesmente passando levemente por seu braço machucado – ela não tem certeza se quer pará-lo ou encorajá-lo. Ela tem certeza que os instintos dele estão gritando para que ele ponha um fim na ameaça, e nem mesmo o toque delicado de seus dedos contra sua pele é suficiente para mudar seu foco no instante em que ele trava o olhar com Malcolm, olhando ainda mais homicida do que antes.
"Não se engane, Malcolm," Moira responde, olhando por sobre seu ombro. "Eu nunca me importei. Não com você. Mas eu me importo com minha filha. E ela merece respostas de você que não nunca conseguirá se você estiver morto. Então, Oliver..." Ela olha de volta para seu filho. "Você não irá matar o pai da sua irmã. Não se você quiser ter alguma esperança de reparar sua relação com a Thea."
Só depois de invocar o nome da Thea, Moira consegue a atenção do seu filho, Felicity tem certeza disso. E mesmo assim, apesar de tudo, ela não está totalmente certa se ela conseguiu demovê-lo. Oliver permanece parado, sua mira inabalável. Há um longo – muito longo – momento antes dos músculos deles finalmente cederem, e foi então que Felicity se permitiu respirar profundamente. Ela tinha tentado forçar a Ellie a enterrar o rosto em sua coxa para proteger sua filha de ver o pai dela matando alguém, felizmente isso não parece ser uma ameaça eminente, mas Ellie tem se mostrado surpreendentemente ágil e teimosa demais, não disposta a permitir que Malcolm saia de seu campo de visão.
"Meu pai vai fazer você pagar, homem mau," ela chia por entre os dentes com mais raiva do que Felicity pensou ser possível sair dela. Ellie não nem mesmo pisca quando trava seus olhos com Malcolm. Ele é um assassino em massa, um membro da Liga dos Assassinos e, muito possivelmente, o pior exemplo de ser humano que Felicity cruzou em sua vida... E sua filha de três anos de idade está totalmente preparada para responsabilizá-lo por todos os erros dele.
A intensidade da sua filha é ao mesmo tempo inacreditavelmente notável quanto completamente assustador, tanto, tanto que os olhos da Felicity se enchem de lágrimas.
"Encantadora essa garotinha que você tem aqui, Oliver," Malcolm diz, provando completamente que há nele uma ausência de senso comum, porque sinceramente, se Oliver estava bem perto de matá-lo antes do comentário sobre a Ellie, Felicity não pode nem começar a imaginar a quantidade de autocontrole que ele está demostrando agora. "Eu posso dizer que há muito de você nela." Seu sorriso é frio quando ele acrescenta, "Você deve ter cuidado com isso. É bem provável que vá se meter em confusão."
A raiva do Oliver explode do corpo dele com uma terrível onda, fazendo Felicity enrijecer em antecipação.
"Você está testando até a minha decisão em manter você vivo, Malcolm," Moira alerta ele, e desde a sua chegada, a ameaça é evidente em sua voz. Malcolm levanta sardonicamente a sobrancelha. "E eu sou a única pessoa que chega perto de um aliado seu aqui."
"Eu acredito que vocês todos estão vendo isso da forma errada," Malcolm responde suavemente, com um tipo de arrogância que Felicity já espera dele. "Eu sou um recurso e nós dividimos um certo... Senso de propósito."
"A não ser que você tenha, de repente, ganhado uma consciência e que o seu senso de propósito seja ver você mesmo atrás das grades," Felicity fala rispidamente, "Eu duvido totalmente."
"Ora, ora, Srta. Smoak... "Merlyn fala pausadamente, olhando-a como se ela fosse um pedaço de chiclete grudado no sapato. "Parece-me que você tem algo muito importante a perder. Seria de seu grande interesse não pesar na mão. Para o seu próprio bem. E pelo o da sua filha."
A fecha é liberada antes mesmo da Felicity piscar. Ela não percebe Oliver mover-se, não escuta o seu arco ganhando resistência ou o som cortante "thwick" dele sendo solto. É apenas quando Malcolm pula que ela sabe que alguma coisa aconteceu, e num espaço de um segundo, ele está virando e agarrando algo no ar. Uma fecha. Há uma mancha de sangue na ponta dela e quando Malcolm olha de volta para Oliver, ela vê o corte em sua bochecha. É um contrate berrante com o homem que está vestido num muito alinhado terno e casaco.
O sussurro da Moira, "Oliver", ressalta a puxada de ar que Felicity dá e ela se vira para olhar Oliver. Seus olhos estão cerrados de uma forma que a faz estremecer.
"Impressionante, Oliver," Malcom diz.
Oliver já está falando por cima dele, "Se você ao menos pensar em tocar a mão numa delas..."
"Você fará o que...? Malcolm interrompe. Ele joga a flecha displicentemente, uma que poderia muito bem ter terminado em seu olho se ele não tivesse se movido. Oliver não faria isso, no entanto, tinha sido um tiro de alerta. Mas foi muito perto. Felicity não estava totalmente certa – tinha acontecido muito rápido. Malcolm limpa o sangue da sua bochecha como se fosse apenas uma sujeira qualquer e ele continua, "Falhar em me matar novamente? Nós ambos sabemos que você não pode me vencer."
"Talvez me faltasse à perfeita motivação antes."
É aterrorizante o quanto o brilho nos olhos de Malcolm parece com orgulho. Felicity está certa que ela não é a única notando isso, ela percebe a forma como Moira estremece sutilmente um pouco mais adiante dela.
"Talvez," Malcolm reconhece. "Mesmo assim, eu não estou aqui para lutar com você Olive. Não hoje."
"Então por que você está aqui?" Oliver questiona.
"Thea, é claro," Malcolm responde imediatamente, como se isso fosse obvio. E, realmente, talvez deveria ter sido.
"Eu não tenho notícias dela há semanas," Oliver responde. Felicity perde o toque de hesitação em sua voz. "E mesmo que tivesse tido, eu não deixaria você saber sobre a vida dela."
"Eu tenho estado na vida dela desde o começo," Malcolm diz. "Eu sou o pai dela."
"Não na forma que importa," Oliver responde com os dentes travados. Moira visivelmente empalidece, parecendo abalada, mas ela se mantém firme. "O pai dela morreu quando você sabotou o iate dele. Ele cuidou dos joelhos arranhados e foi para a apresentação de dança dela na terceira série, foi ele quem pendurou os trabalhos de arte da sua pré-escola na parede de seu escritório. Robert Queen foi o pai dela. E você assassinou ele. Você não é nada além de um doador de esperma."
"Oliver," Moira protesta, sua voz trêmula e fraca, de uma forma que Felicity não se lembra de ouvido antes. É dolorosamente óbvio que essa é uma batalha que ela não tinha preparado para lidar ela mesma, e se torna ainda mais evidente quando ela congela quando a atitude de Malcolm muda inteiramente.
Ele se aproxima de Oliver, invadindo seu espaço pessoal, e Felicity aperta institivamente a Ellie, fazendo ambas darem dois passos para trás, enquanto o controle do Malcolm sobre sua sanidade e civilidade diminui perigosamente.
"Eu vou esquecer aquele comentário apenas dessa vez," Malcolm alerta. "Porque você está claramente projetando sua própria recente experiência com a paternidade e relacionando-a com o seu pai de uma forma que realmente não se adequa. Mas, apesar do que quer que você ache, eu sou o pai da Thea e você irá me ajuda a achá-la."
É o uso das palavras, mais do que qualquer outra coisa, que dissipa o momento.
"Ela está tirando um tempo para ela mesma," Oliver informa a ele. "Ela está chateada e precisa de algum espaço."
"Ela está desaparecida," Merlyn refuta, expelindo cada palavra e pronunciando todas elas. "Ela é minha filha. Você honestamente acha que eu não tenho checado cada movimento dela?"
Felicity morde sua língua para se controlar de dizer que essa não é uma atitude de pai e sim de um perseguidor. O que seria verdade, claro, mas seria como jogar gasolina no fogo. Ao invés disso, ela levanta a Ellie para a segurança dos seus braços, colocando ainda mais espaço entre elas e Malcolm. A criança instantaneamente se agarra a ela, envolvendo os braços ao redor do pescoço da Felicity. Seu olhar nunca deixando o rosto do Merlyn.
"Eu não consigo achá-la," Malcom continua, ignorando ambas, Felicity e Ellie, apelando para Oliver. "E acredite em mim, isso é dizer algo."
Oliver franze a testa. "Ela não quer ser achada," Ele responde. A certeza em sua voz é abalada quando os seus olhos miram para sua muito, muito nervosa mãe.
"Thea não é como nós, Oliver," Malcolm diz, fazendo Felicity refutar o pensamento que os dois homens tenham qualquer coisa em comum além da Thea."Oh, eu não tenho dúvida que ela tem o potencial para a magnificência, mas nesse momento, ela é apenas uma adolescente com um amor por Prada e uma não saudável confiança de crédito sem limites. Ela nunca teve que prover por ela mesma em sua vida inteira. Você acha mesmo que ela poderia se esconder de mim?"
Não há absolutamente nada mais aterrorizante do que as afirmações de Malcolm. Saber que Malcolm Merlyn acredita que ela tem o pontecial 'para a magnificência' é muito próximo do obscuro, mas a preocupação imediata deles é focada no fato que ele está certo - não tem como Thea se esconder do Malcolm se ele quiser encontrá-la. Thea não é Roy. Ela não cresceu nas ruas. Ela é apenas seletivamente autossuficiente e não é como se ela tivesse experiência ou habilidades para escapar das mãos de Malcolm por várias semanas.
"Quando?" Moira questiona, posicionando-se entre os dois homens. Ela agarra Malcom pela manga com uma dolorosa pontada de desespero, que faz a Felicity segurar a Ellie ainda mais perto. "Quando foi a última vez que você a viu?"
Malcom para. Ele observa Moira, absorvendo a silenciosa sensação de pânico que ela faz muito pouco para esconder, e por um momento, ele quase olha com simpatia. É chocante. Felicity não tinha pensando que ele fosse capaz.
"Vinte dias atrás," Malcom responde finalmente e Moira cambaleia para trás com sua mão por cima da boca.
"Oliver," Ela implora, como se apenas dizer o nome dele pudesse consertar as coias.
Não pode, claro. Oliver está tão perdido quanto ela. Mas ele, pelo menos, tem pessoas que podem ajudar.
Ele não diz nada, apenas olha para Felicity. Ele não tem que. Seus olhos dizem tudo por ele. Ele está aterrorizado por sua irmã menor. É óbvio que a presença de Malcolm por si só já o deixou abalado, mas as afirmações sobre Thea ameaçam chacoalha-lo até sua base. É um olhar que ela nunca poderia dizer não.
"Digg, pega a Ellie?" Felicity pergunta. Diggle concorda, imediatamente fechando a distância entre eles. Ela entrega a criança a ele. Ele abraça a Ellie protetoramente contra o seu peito com um braço, no outro ele continua segurando uma arma contra o Merlyn. Ela sempre soube que ele o faria. Digg confia no Malcolm tanto quanto ela, o que não é nada.
Com sua filha segura, Felicity vai direto para os computadores dela, pausando o suficiente para apertar o braço de Oliver antes de começar uma pesquisa inteiramente nova. Não deve ser difícil, principalmente porque Thea não é a pessoa mais astuciosa para escapar da atenção. Enquanto seus dedos voam pelo computador, ela tenta deixar de lado a culpa – tudo isso deveria ter sido óbvio semanas atrás. Mesmo com a imprensa cercando eles, não houve sequer um sussurro sobre Thea. Claro que a imprensa deve ter tentando ir atrás dela por causa da situação com a Ellie. Sua ausência por si só já deveria ter servido como um alerta. Talvez se eles não estivessem tão envolvidos com os perigos de Isabel e Blood e da sempre constante ameaça do Zoom.
Talvez se eles não tivessem tão apaixonados pela Ellie, um pelo outro...
Mas não. Ela não pode se permitir pensar dessa forma. Ela mesma não tinha repreendido Oliver por ele se culpar por coisas que estavam além do seu controle? Sobre viver no passado?
O problemas é que e muito mais fácil dar esse tipo de conselho do que efetivamente fazer.
Ela abafa suas próprias dúvidas, seus arrependimentos, e fica na tela à frente dela. Thea precisa dela. Oliver precisa dela. E isso é algo que ela pode fazer por ambos.
"Felicity," A voz de Oliver arrisca por trás dela. Ela odeia o tom de voz dele nesse momento, a falta de certeza nela.
"Eu estou procurando," Ela assegura a ele, porque é o mais próximo do que ela pode dizer e do que ele quer ouvir. Ela se recusa dizer para ele que ela não consegue encontrar sua irmã. Ela não se permite nem pensar nessas palavras. Falhar não é uma opção. "Quando foi a última vez que você viu ela?"
A pergunta não foi direcionada a Oliver. Ela sabe quando ele viu Thea por último - na Verdant, quando ela tinha corrido deles e Ellie, confusão e raiva seguindo ela – mas se Malcom tinha mantido os olhos dela, ele foi o último que a viu.
"Você está perguntando a mim, Miss Smoak?" Malcom pergunta, e o tom condescendente em sua voz é o suficiente para fazer a Felicity se virar e olhar para ele.
"Não," Ela rebate, "Eu estou perguntando ao outro impostor de Darth Vader que está no ambiente. Claro que estou perguntando a você."
Ela recebe de volta um olhar de advertência do Malcolm. Os lábios de Oliver contraem-se em divertimento apesar das horríveis circunstâncias, algo que ela conta como um ganho em vários aspectos.
Se Malcolm vai ou não realmente responder a ela é chute para qualquer pessoa, até que a voz de Moira corta através do silêncio pesado do ambiente.
"Malcolm," Ela implora, agarrando a manga dele com alarmante intensidade."Por favor."
Não existe dúvida alguma que a força por trás do que move as ações de Moira Queen tem sido os seus filhos, e nunca essa verdade foi tão óbvia para Felicity quanto agora. As mãos da matriarca Queen tremem enquanto ela aperta seus dedos na manga do casaco azul escuro do uma vez seu amante, então ela olha para ele com olhos marejados e apelativos. Uma conversa inteira parece acontecer entre eles – completamente sem palavras e inteligível a não ser para eles.
O caso deles aconteceu há 20 anos e, embora ninguém tenha estado sob a ilusão de que o relacionamento entre os dois tenha sido algo saudável ou de amor, Felicity está surpresa em notar que não é inteiramente baseada em ódio tão pouco. Mesmo agora, décadas depois, depois ele ter mandado assassinar seu marido, seu segundo marido sequestrado, seu filho quase morto e ter se envolvido num plot para cometer um assassinato em massa, pelo qual ela foi a julgamento, Felicity tem muita certeza que ainda existe algo entre Moira Queen e Malcom Merlyn.
Talvez isso seja apenas em decorrência do tempo e da complexidade da relação deles. Provavelmente é por causa disso. Mas, ao mesmo tempo, há uma estranha intimidade na forma como ela segura a manga dele e ele olha para ela com contemplação. É difícil olhar para aquilo. E sem sombra de dúvida ainda mais difícil para Oliver. A forma como ele mexe seus pés e o músculo da sua bochecha que pula quando ele trava os dentes são provas suficientes para Felicity que não é só ela quem está percebendo as camadas expressadas entre sua mãe e o pai de sua irmã.
O silêncio se estende pelo o que parece ser uma eternidade - uma grande, grande e assustadora eternidade – até a realidade de onde ela estava voltar à Moira. Ela, de repente, endireita-se, seus ombros colocados para trás, no que ela respira fundo. Os olhos dela nunca vacilam, nem uma vez.
"Você veio até nós em busca de ajuda, Malcolm," Moira lembra a ele. Ela alisa o amassado da manga dela, mas deixa sua mão no antebraço dele. "Então nos permita ajudá-lo."
Outro momento longo de silêncio passa. Todo mundo no ambiente pode ver as rodas girando na cabeça do Malcolm, mesmo que seu rosto não entregue nada.
"Eu não sabia que você estava por dentro das atividades extracurriculares do seu filho," Ele finalmente diz, sua voz suave. É inquietante. "Muito menos de parte de seu divertido grupo de desajustados."
Os olhos do Oliver contraem-se e ele visivelmente controla a vontade de levantar o seu arco novamente, especialmente quando Malcolm gira o braço até que sua mão esteja segurando o cotovelo da Moira. Não é íntimo. Não é. E mesmo assim... De alguma forma é.
Isso meio que faz a pele de Felicity se arrepiar toda, mesmo assim, ela não consegue desviar o olhar.
"Como a nova prefeita da cidade," Moira começa, seus lábios levantando-se no tão característico sorriso, que diz ao mundo que ela está totalmente no controle da conversa, "É do meu total interesse me manter por dentro quando se trata das atividades do Arrow."
Como se tivesse sido ideia dela estar ali!
"Você sempre foi... Deliciosamente ambiciosa, Moira," Malcolm diz a ela. "É uma das suas qualidades mais encantadores."
É absolutamente aterrorizante notar que há algo que se aproxima da afeição em sua voz.
"Ok," Felicity pronuncia bem mais alto, fazendo Moira pular em resposta. "Nós podemos tipo... Voltar de Twilight Zone e/ou acelerar de 1995 de volta para 2014, por favor? Thea. Quando e onde você a viu pela última vez?"
"Logo depois de seu conferência de imprensa," Malcolm orienta. A mudança em sua atitude é audível. Ele mantém a mão no cotovelo da Moira – provavelmente porque ele está quietamente se divertindo com o jeito que os olhos do Oliver estão fixos nisso, sua boca contorcendo-se com acidez – e por todas as razões que certamente desafiam o entendimento da Felicity, Moira não se afasta dele. "Ela assistiu na casa daquele namorado rato de rua, embora ele não tenha aparecido por um bom tempo. Felizmente."
"Thea assistiu?" Oliver pergunta, algo finalmente cortando através da nebulosa e tensa descrença pela desconfortável intimidade entre Malcolm Merlyn com sua mãe. "Ela viu o que nós dissemos?"
"Sim," Malcolm confirma. "E ela não acreditou tanto quanto eu, embora eu sinceramente duvide que ela tenha experiência de mundo a ponto de entender que viagem no tempo é uma explicação viável. Ela sabe que você está mentindo para ela e está confusa, com raiva. É uma terrível combinação para qualquer um, mas é especificamente ruim para Thea."
Oliver não responde, mas Felicity pode ver que forma sutil como seus ombros se encolhem. Ela sabe que ele está pensando sobra a manhã em que Thea esteve na mansão, quando Moira tinha sugerido dizê-la tudo. E ele não quis.
Isso faz com que ela tenha vontade de pegar uma fecha e enfiar nos olhos do Merlyn.
"Então como ela fugiu de você?" Felicity pergunta, ignorando todo o jogo do Malcolm e indo direta ao ponto. "Se ela tem apenas 19 anos de idade, amante de Prada e você é um assassino em massa e psicopata, todo Liga dos Assassinos, como você deixou ela escapar das suas mãos?"
Ela mais do que cutuca ele, e ela realmente não se importa, mesmo quando os olhos cortantes do Malcolm caem sobre ela.
"Felicity," Oliver diz numa voz baixa, avançando para perto dela com um olhar de alerta.
"Talvez eu tenha valorizado cedo demais seu senso comum, Miss Smoak." Malcolm fala.
Moira se afasta dele com suas palavras e o olhar que ele envia a ela é um de genuíno aborrecimento pela distância. Moira retorna seu olhar firmemente e, mais uma vez, uma conversa silenciosa acontece entre eles, uma que ela realmente não quer saber, nunca. Oliver finalmente respira fundo, quase como se ele não tivesse sido capaz de fazer desde que Malcolm apareceu. Essa é uma outra vitória em seu livro, independente do fato de que ela tenha propositadamente antagonizado um homem louco. Ele apenas realmente merece.
"Olhe," Felicity diz, "Eu tenho as câmeras de rua dos arredores da casa de Roy daquela noite todas carregadas. Então, nós podemos nos sentar aqui e debater se sua opinião sobre o meu senso comum tem algum peso irônico sobre tudo isso, ou podemos nos sentar aqui e procurar por Thea. Uma das opções lhe dá o que você quer. A outra, na melhor das hipóteses, o fará ser chutado daqui. Então, quero dizer, se nós estamos falando sobre senso comum..."
Não há como perder o passo ameaçado que Malcolm dá em direção a ela. Não para Oliver, que rapidamente se coloca entre eles, e nem para a Ellie, que deixa escapar um protesto raivoso dos braços do Diggle.
"Não! Não!" Ellie grita, praticamente caindo dos braços de Diggle, lançando-se em direção de sua mãe. "Fique longe! Mamãe!"
"Ellie, cuidado," Diggle alerta acentuadamente, enquanto ele luta para manter segura a criança inquieta, mas por fim é inútil. Ela é também determinada. Ele tem que baixá-la ao chão antes que ela se jogue loucamente em direção à sua mãe. Felicity está muito certa que ele pretende guardar sua arma para agarrar a criança novamente, mas Ellie é rápida demais para isso. Ela corre pelo espaço e se lança em direção à sua mãe, subindo em seu colo, próximo ao computador, e agarrando-se a ela como se fosse o último fio de vida, enquanto seu olhar perfura o Malcolm.
Foi chocante na primeira vez, muito embora tenha sido mais pelo medo do que o Malcolm faria se ela se jogasse contra ela, mas agora é ainda pior. Ela normalmente é tão equilibrada, uma criança tão justa. O que faz sua reação ser ainda mais chocante.
"Ellie..." Ela começa, mas sua filha apenas segura ela mais fortemente, olhos desesperados encontrando o Oliver.
"Papai, faça ele ir embora," Ela implora. "Ele precisa ir embora."
A expressão de Oliver se abala por um segundo antes de recuperar sua compostura. "Ellie, Eu... Eu não posso. Não agora." Felicity sente Ellie se encolhendo, ela olha para baixo e percebe o olhar ferido da filha deles. Felicity a segura mais para perto, seus olhos encontrando o olhar de impotência de Oliver. Ele morde a ponta da língua e ela pode ver a guerra dentro dele. Mas por fim..."Baby, ele é o pai de sua tia Thea. Ele está para nos ajudar a encontrá-la."
"Isso não ele faz dele bom!" Ellie insiste. Ela não está nada errada. "Ele tem que ir embora! Eu não quero mais Olhos Tristes!"
"Ellie," Oliver sussurra, dando um passo em direção delas.
É bem significativo quando ao invés de procurar por ele, como ela sempre o faz, Ellie se vira para Felicity. Ela enterra ser rosto no peito da Felicity, claramente chateada, não apenas com a situação, mas com o seu pai e sua falta de ação. A expressão magoada que cruza o rosto de Oliver é como uma facada no coração da Felicity. Com um suspiro de frustração, Ellie se recupera, seus olhos buscando os de Malcom novamente. A ira inalterada refletida na expressão da criança é desconcertante, tanto para Oliver quanto para Felicity.
A manifestação está claramente testando a paciência de Malcolm e ele bufa e rola os olhos. Ele devolve o olhar da Ellie, avaliando-a – mais como medindo ela, e então, ele chega a conclusão que terá que fazer uma troca com a garota de três anos de idade para que ela o aceite. Seria divertido se as circunstâncias fossem diferentes, Felicity pensa.
"Iria ajudar se eu prometesse que eu não vou machucar você ou sua mamãe?" Malcom pergunta. Por razões estranhas, um crédito é dado ele, ele não altera sua voz de forma alguma – ele fala como ela como se estivesse falando com Felicity ou Oliver. "Eu estou apenas aqui para ajudar sua tia Thea. Minha filha."
"Não," Ellie responde imediatamente, cerrando os olhos para ele, acusando-o. "Porque você fala mentiras."
"Eu não vou deixar que nada aconteça com você ou sua mãe," Oliver lembra a ela. "Você sabe disso." A testa de Ellie franze, com desprazer, não discordando. Quando ela não se afasta dele de novo, ele aproveita a oportunidade. Oliver se move, baixando-se até o nível dela, em frente da Felicity. "Mas, Ellie-bug, ele foi a pessoa que viu tia Thea por último e nós achamos que ela pode está em perigo. Nós realmente precisamos da ajuda dele para encontrá-la agora."
Isso é o suficiente para fazer a Ellie pensar. Por um momento, Felicity acha que isso pode ter até funcionado e tanto ela quanto Oliver seguram a respiração... Mas então, ela sacode a cabeça com força, espalhando seus cachoes loiros aor redor do seu rosto.
"Não, papai," Ela rebate. "Você prometeu. Você me disse que o homem mau nunca mais iria voltar. Você disse que você fez de um jeito que ele nunca mais iria chegar perto de mim ou da mamãe novamente!"
Todo mundo pausa com isso. As implicações são vastas. Oliver realmente mata Malcolm um dia? É isso o que a Ellie está dizendo a eles, do jeito dela?
O olhar astuto do Malcom vai em direção ao Oliver com uma restaurada catela, "Ele conseguiu?" Ele fala arrastado.
E Oliver... Pobre Oliver. Ele está sendo encarado com desconfiança por Malcolm Merlyn e sua garotinha está o acusando por quebrar uma promessa que ele ainda não tinha feito. Não há como vencer nessa situação. A briga é evidente em seu rosto, seus olhos nunca deixando a Ellie. Ele nunca, nunca, nunca quis decepcioná-la, Felicity sabe que a última coisa que ele quer fazer. Mas vai ter que fazer, agora. E Ellie sabe disso.
A mão de Felicitu coça com vontade de tocar a bochecha do Oliver, de dizer que está tudo ok, mas agora não é a hora.
Mas existe algo que ela pode fazer, no entanto.
"Mas, mamãe..." Ellie começa, envolvendo com suas mãos o punho de sua mãe e olhando para ela com olhos bem abertos e implorantes. É dolorosamente óbvio que sua filha apenas quer protegê-la e isso tudo faz com seja um pouco mais difícil respirar por um segundo.
"Não, meu amorzinho," Felicity diz, sacudindo a cabeça, injetando mais certa e leveza em sua voz, mais do que ela sente. "Papai prometeu que ele manteria a gente segura. E ele vai."
"Mas antes..." Ellie hesita, arriscando olhar para Malcolm, antes de olhar de volta em direção à Felicity com receio. Lágrimas fazendo sua voz insegura quando ela diz," Ele fez você ficar dormindo por uma semana inteira. E Papai chorou muito e tia Thea disse para tio Roy que eles não sabiam se Nathaniel iria nascer e eu não gosto do homem mau, mamãe, eu não gosto dele! Eu quero que ele vá embora para sempre, como Papai prometeu."
A imagem que ela descreve é horripilantemente vívida. Em algum momento, a mão do Oliver tinha descido para agarrar seu joelho, muito forte. Felicity esforça-se, com considerável força, fingir um sorriso pelo bem de sua filha, enquanto ela quase se engasga com sua própria língua. O toque de Oliver não faz nada para elevar o seu senso de confiança agora. A ideia de que ela passa uma semana em coma estando grávida com uma criança que poderia não concluir sua gestação, enquanto seu marido e criança sentam assustados ao seu lado... É muito. Realmente muito. É completamente aterrorizante.
Uma grande parte dela quer se encostar nele, sentir o toque dos seus dedos, enquanto ele desliza sua mão por cima da sua coxa, agarrando ela fortemente – é tão complicado para ela, quanto é para ele. Mas eles não podem se dar o luxo de se separarem agora. E apesar da forma como Oliver solta o ar pelos seus lábios finos, seu rosto enrijece com a dor que ele ainda não tinha ainda nem passado, ele sabe disso também. Mas isso não impede que seus olhos cheios de dor implorem para ela uma garantia que ela não pode dar.
Felicity solta o ar, mordendo o lábio de baixo para segurar suas emoções. Ela se senta mais ereta, piscando com a fina camada de lágrimas em seus olhos.
"Mas Nate está ok e eu também, certo?" Ela diz gentilmente.
"Sim..." Ellie concorda, sua voz cautelosa, como se ela sentisse que estava andando em direção a uma armadilha criada pela lógica.
"E isso só vai acontecer muito tempo depois," Felicity ressalta." Você nem nasceu aqui ainda, se lembra? Não existe nenhuma bebê Ellie aqui. Apenas minha garotona Ellie. Certo?"
"Acho que sim," Ellie arrisca.
"Então, eu devo estar bem agora, certo?" Felicity pergunta. "Porque eu não sou ainda nem sua mãe. E nós sabemos que existirá uma Ellie mais tarde, então nada realmente ruim pode acontecer comigo agora."
Ellie inclina sua cabeça para o lado enquanto tenta montar o quebra-cabeça daquele pensamento. Sua testa lentamente franze, e a cada segundo que passa, seu punho relaxa mais, como se a tarefa de desvendar o emaranhado confuso que é a viagem no tempo fosse o suficiente para distraí-la. Deveria ser, porque é para Felicity, ela mesma revira as palavras em sua cabeça.
"É assim que funciona?" Ellie pergunta depois de um momento.
A boca de Felicity forma o 'o' com aquilo, porque realmente, sabe-se lá se ela sabe. Ela pode falar sobre segurança cibernética e sistemas operacionais até ela ficar sem fôlego, mas o seu conhecimento em viagem no tempo é limitado a Dr. Who e uma mão cheia dos filmes de Star Trek. Chamar isso de teoria é ser generoso demais.
Ellie está olhando para ela, esperando por sua resposta. E apesar do branco que aparece em sua cabeça, isso parece ser muito mais fácil de explicar do que qualquer coisa que envolva Malcolm.
Até que o próprio fale, atraindo a atenção de todo mundo de volta para ele.
"O tempo quer que aconteça, Srta. Queen," Malcom diz, respondendo no lugar da Felicity, sacudindo ela de seus pensamentos. A atenção da Ellie volta para ele, enquanto ela aperta novamente o pescoço da Felicity. "E enquanto isso pode ainda não estar definido totalmente, há certo eventos que são imutáveis... Não sem sérias consequências, isso sim."
Felicity franze a testa para ele por um momento. Ele pareceu completamente não surpreso com a presença da Ellie, aceitando toda essa ideia de viagem no tempo como se fosse alguém aceitando que o sol nasce e se põe todos os dias. Ele tinha até deixado implícito que já tinha tido alguma experiência com isso antes. Será que o que ele está dizendo é verdade? Ela pode honestamente acreditar nisso? Ela pode acreditar em qualquer coisa que sai da boca de Malcolm Merlyn?
Não. Provavelmente não.
Dispensando ele, ela se vira de volta para Ellie, solicitando sua atenção de volta para ela. Os lindos olhos azuis encontram os dela, e Felicity sorri dessa vez, é real e ela sabe que alcançou seus próprios olhos.
"Eu e você, baby? Nós estamos seguras," Felicity promete a sua filha. Ela gesticula para o ambiente e acrescenta, "Há uma sala cheia de pessoas que se recusam a deixar que qualquer coisa aconteça com a gente, não importa qual ameaça seja. E isso inclui o Papai."
A mão do Oliver aperta mais sua coxa em resposta, mas fora isso, ele se mantém calado, observando a conversa com olhos carinhosos. Há um ponta de tristeza também, mas eles não podem fazer nada sobre isso até chegarem em casa.
"Ok, Ellie-bug?" Felicity tenta.
Ellie não gosta dessa conclusão. Sua desconfiança de tudo - não da habilidade do seu pai em mantê-la segura, ou das pessoas que a amam, mas do próprio Malcolm Merlyn, o que significa que ela já teve muito mais experiências com ele do ela gostaria para uma criança. Honestamente, Felicity não pode culpar ela. Mas nesse momento, Malcolm é de grande ajuda e, além disso, Moira estava certa – se Oliver tiver alguma esperança em restaurar a sua relação com sua irmã, ele não poderia matar o pai dela.
"Ok," Felicity afirma. "Está é minha brava garota."
"Mas eu vou ficar com você, Mamãe," Ellie anuncia. Seus dedinhos agarrando o top da Felicity para se colocar mais para cima, então virando-se para olhar ferozmente para Malcolm."Até ele ir embora."
"Certo," Merlyn diz com suspiro exasperado. Seu aborrecimento corre por ele como ondas e ele ignora completamente o olhar da Felicity e reponde a sua pergunta anterior. "Thea deixou a casa de Harper de taxi. Ela fez um esforço para fugir de alguns repórteres. Ela é supreendentemente boa nisso. Deve ser uma habilidade natural. Eu a perdi em algum lugar na cidade, num mar de táxis. Mas se eu conheço a minha filha, ela estava seguindo para confrontar você, Oliver."
Pelo menos dessa vez, Felicity deixar passar a provocação - ela tem coisas mais importantes para focar.
Oliver mal olha para o homem quando se levanta, seus olhos ainda grudados nelas. Exatamente como antes, parece que só há ela e Oliver, só a sua pequena família, o resto da sala desaparece por um momento. Ele acaricia os cabelos da Ellie e a criança mal olha para ele. Está claro que ela ainda não tinha perdoado ele, mas ela não se afasta do seu toque. Ele oferece a ela um sorriso, um que ela retorna meio que afetuosamente. Dor e arrependimento cruzam sua expressão antes dele olhar para Felicity. O sorriso que ele oferece a ela é cheio de gratidão por tê-lo salvado mais cedo. Ele dá nela um rápido e casto selinho. Ela pode sentir sua hesitação em seus movimentos, como se ele quisesse permanecer mais tempo, mas ele se força a se afastar, dar um passo para trás.
Isso é para mais tarde, depois deles encontrarem Thea, com sorte, sã e salva – e oh, e se ela achou o Roy? Apesar que isso não faz Felicity se sentir nem um pouco melhor, já que ela também não consegue encontrar o Roy nesse momento – e o quanto antes ter o Malcom Merlyn fora de suas vidas. Novamente.
Felicity se vira para os computadores, levando Ellie com ela.
É terrivelmente inconveniente fazer qualquer tipo de trabalho no computador com uma criança de três anos agarrada em seu pescoço, mas Felicity rapidamente acha uma forma de fazê-lo. Ellie adora seu pai. Existe um vínculo ali que Felicity, às vezes, se vê de longe apenas assistindo, fascinada. Ela entende. Realmente, ela entende. Ela adora Oliver também. Mas ao mesmo tempo, essa é a primeira vez que ela tinha tido Ellie inteiramente focada nela e é surpreendentemente comovente sentir a devoção da sua garotinha direcionada para ela.
"Eu estou passando o programa de reconhecimento facial em tudo que eu posso desde duas semanas atrás." Felicity diz a eles. "Câmeras de ruas, câmeras de veículos, feeds de seguranças, qualquer coisa." Ela olha para Oliver e acrescenta, "A casa, porque nunca se sabe. Nós vamos saber para onde ela foi."
"Quanto tempo vai demorar?" Oliver pergunta, enfiando as mãos nos bolsos. Ela pode dizer pela rigidez dos seus músculos que ele está cerrando os punhos. Ela não pode culpá-lo por se sentir ansioso. Sua irmã sempre significou o mundo para ele e a ideia que ela pode está lá fora, precisando dele... Bem, isso já seria o suficiente para deixar o Oliver meio louco. Não ter nem ideia de onde, tampouco ajuda. Ela vai encontrar Thea. Ela vai. Ela vai atrás das gravações da estação de ônibus ou câmeras de tráfegos ou de câmeras de segurança de lojas de conveniências. Mesmo que seja um trabalho duro e que depende de muita força de vontade, ela fará acontecer... De alguma forma. Mas milagres levam tempo.
"Para uma varredura completa" Felicity estremece. "Provavelmente algumas horas." Ele faz um pequeno som que fica engasgado em sua garganta, ela olha para ele por um segundo e o encontra olhando fixamente para as várias imagens que piscam das câmeras nas tela do computador. Ela displicentemente desloca Ellie um pouco, centrando-a, para que ela possa digitar mais rápido. "Mas eu posso ser capaz de conseguir os primeiros resultados nos próximos minutos. Eu coloquei como prioridade os lugares que frequentemente nós... Verdant, a mansão, no escritório de campanha de sua mãe. Se ela realmente estava tentando ir atrás de você, nós poderemos encontrá-la mais rápido.
Os minutos se passam lentamente. Seu foco está totalmente nas telas a sua frente, mesmo com Ellie em seu colo e Oliver movendo-se por trás dela. A tensão correndo por ele é tão tangível que ela sente como se estivesse respigando nela. Pelo menos ela pode fazer algo, ela tem uma tarefa, ela pode despejar suas frustações nisso. Ele poderia ir bater em algo, mas ela sabe que ele não vai. E eles não podem simplesmente escapar para... Algo não tão família-amigo. Felicity afasta aquilo da mente porque agora não é hora. E ele está parado muito perto, provavelmente com a cara fechada pela falta de resultados, o que não ajuda em nada. Ela pode apenas imaginar o que sua frustação está fazendo com o seu corpo já machucado e desgastado. Ele realmente vai precisar de uma massagem depois. Seus músculos vão estar duros que nem pedras. E isso... É, esse pensamento... Não é um que se pode ter no meio de uma crise relacionada ao Arrow com uma criança no colo. Por que o seu cérebro foi atrás de zonas que ela não deveria ter isso de repente?
Limites, Felicity, ela diz a ela mesma.
"Oh," Moira solta o ar com uma voz instável atrás dela, "Eu não posso lidar com isso."
"Mãe, sente-se," Oliver aconselha, afastando-se de onde ele estava olhando por cima do ombro da Felicity.
"Minha filha está desaparecida por quase duas semanas e eu não tenho ideia onde, Oliver," Ela responde. Sua voz trêmula, sua respiração vindo entrecortada. "Eu pensei que estava dando espaço. Eu pensei... Eu pensei... Oh, Oliver, e se..."
"Não siga por esse caminho," Oliver interrompe. Mesmo ela sabendo que é inútil, Felicity deseja honestamente que ele siga seu próprio conselho. "Não temos como saber..." Ele para antes de deixar escapar um forte suspiro, suas palavras obviamente sendo demais para ele. "Nós nem mesmo sabemos agora. Apenas deixe Felicity fazer sua busca. Nós vamos encontrar Thea. Mas enquanto isso, nós não podemos nos culpar por não ter notado o sumiço dela quando nós nem tínhamos ideia para onde ela poderia ter ido."
É um pouco chocante o quão racional ele soa já que ele tende a olhar para ela como ela estivesse falando francês quando ela diz a mesma coisa a ele. Presumindo-se que ele não fala francês, isso sim. Agora pensando bem, ela não ficaria surpresa, de jeito algum, se essa fosse outra habilidade ainda escondida dele.
"Bem, nós deveríamos," Moira responde abruptamente, sua voz reverberando pela amplo espaço. "Nós deveríamos ter sabido que algo estava errado..." Os olhos dela se cerram sagazmente, enquanto ela redireciona a atenção. "Diga-me, Malcolm, você sabia que nossa filha estava desaparecida há duas semanas, por que você esperou até agora para vir a nós com essa informação?"
"Você está aperreada," Malcom responde, no que provavelmente é a declaração mais óbvia que Felicity já ouviu. Moira visivelmente fica eriçada com a elevada arrogância que ele impunha como uma arma direcionada para ela tão prontamente. "Eu entendo. Eu estou também. Mas, eu deveria lhe lembrar que eu não devo nada a você, Moira. Você deveria estar grata por eu ter vindo a você, pelo bem da nossa filha, nada além disso."
Essas são exatamente as palavras erradas para se dizer à Moira Queen nesse momento. Felicity digita ainda mais rápido, como se a força de vontade puramente e o desejo de evitar qualquer drama entre Moira e Malcolm pudesse fazer com que sua pesquisa fosse mais rápida.
"Grata," Moira bufa," Eu deveria ser grata? Se alguma coisa acontecer com a minha filha..."
"Você vai o que?" Malcom provoca."Mandaria o seu filho por algumas flechas em mim?"
"Não, Malcom," Moirta rebate, como se a hipótese dele fosse pateticamente ridícula. "Eu mesma acabarei com você."
É como se a mesa tivesse virado, de repente, entre eles, fazendo Felicity se assustar. Ela olha para trás, o suficiente para ver Moira e Malcolm cara a cara. Ela percebe o quão pouco um físico pequeno significa nesse momento – por todas as intenções e propósitos, eles estão no mesmo nível.
"Você faria, não faria?" Malcolm pergunta com muito mais afeição do que a conversa pede.
E... Ah Meu Deus, Felicity está certa que ouviu a voz de Malcom Merlyn quando excitado. Fazendo uma cara - oh, isso é algo que ela nunca, nunca precisava ouvir – Felicity vira-se para suas pesquisas. Ellie encaixa-se ainda mais no seu colo, baixando a cabeça, seus dedos brincando com a barra da blusa da sua mãe. Sem pensar duas vezes, Felicity pressiona seus lábios no top da cabeça da Ellie e cheira ela, como se a luz pura que é sua filha fosse erradicar os sons ecoando em sua mente. Uau, ela espera que funcione, porque caso contrário, ela terá limpar seus ouvidos com alvejante imediatamente, sim, por favor.
"Muito provavelmente," Moira responde para Malcom depois de um longo e calculado silêncio. "Se isso for por sua causa..."
"Por minha causa?" Malcolm interrompe." E como, querida Moira, isso poderia ser por minha causa?"
"Eu não posso começar a calcular o número de pessoas que faria qualquer coisa para fazer você pagar pelos seus pecados," Ela aponta. "Por todas as formas como você destruiu elas." Sua voz está equilibrada, calma, mas com uma intensidade em suas palavras que parecem estar muito mais altas. "Se algum deles souberem a verdade por trás das circunstâncias do nascimento de Thea..."
"Você está honestamente me culpando?" Malcolm pergunta, com uma ferocidade em suas palavras, que finalmente mostra o quanto Moira o está atingindo.
Felicity nunca sentiu esse nível de constrangimento, ouvir uma discursão de outros, desde quando ela tinha seis anos e seus pais gritaram tão alto que nem mesmo a trilha sonora da Disney que ela tinha ligado foi capaz de abafar. 'Fiquem à vontade," realmente.
"Culpa serve muito bem para você, Malcolm," Moira responde. "E você tão frequentemente merece."
"Mãe..." Oliver arrisca, sua voz suave, como se ele estivesse se aproximando de animais selvagens, o que não está muito longe disso. Não é a melhor ideia se colocar no meio disso tudo, mas Felicity sabe o por que dele fazer, especialmente porque a foundry está em silêncio e toda a atenção voltada para Malcom e Moira. Oliver se move para perto deles e Felicity olha para trás, o suficiente para vê-lo com as mãos estendidas, tentando acalmar. "Eu não acredito que estou dizendo isso, mas é um pouco rápido demais pensar dessa forma. Nós não sabemos de nada ainda."
"Obrigada, Oliver," Malcom diz, seu sorriso malicioso evidente, olhos ainda em Moira e com um ar triunfante que está longe de merecer.
"Isso não foi para você," Oliver instantaneamente rebate, baixando sua voz. Ellie se encaixa ainda mais no colo da Felicity e suas mãos naturalmente se movem para segurá-la ainda mais perto. "Se ela estiver certa – se qualquer coisa acontecer com Thea por sua causa - não há absolutamente nada que irá me segurar de enfiar uma flecha através do seu coração. Você irá pagar por qualquer participação que você tiver no que quer que seja que aconteça a ela."
"Sua visão de justiça é incrivelmente resumida, Oliver," Malcolm responde. "Você é uma arma carregada, mas não consegue ver além do alvo, não a imagem com um todo."
"Eu não preciso atingir nada além do alvo," Oliver refuta, "Então, isso funciona perfeitamente bem."
"Você sempre foi como um filho para mim, Oliver, mas..."
O som zombeteiro de descrédito que Moira solta interrompe Malcolm e Felicity vira-se antes de se controlar – ela não perde o rápido e aterrorizado olhar que Oliver joga para sua mãe, antes de se fechar. Ela sabe que o pensamento está correndo pela cabeça dele. Mentiras e sua mãe são velhos amigos. Se ela tinha mantido segredo sobre sua relação com Malcolm Merlyn no passado, se ela tinha mentido sobre a paternidade da Thea, quem garante que ela não fez mais uma vez? É um medo totalmente infundável. Felicity sabe disso – Oliver pode até não ser a cara de Robert Queen, mas eles se parecem. É o suficiente. Assim como Moira mentir uma vez é o suficiente para abrir uma porta para dúvidas que tem o poder de virar o sangue de alguém em gelo.
"Não seja absurdo," Moira rebate com desdenho.
"Considerando como você tratou o seu próprio filho." Oliver corta, suas palavras fazendo os lábios de Malcolm se curvarem com raiva, "Eu prefiro não ver isso como um elogio."
"Talvez se ele tivesse sido um filho melhor, eu tivesse sido um pai melhor também." Merlyn desafia.
Felicity fisicamente recua com isso, seu estômago queima. Ela não conheceu Tommy, não totalmente. Ela nunca teve a chance de falar com ele, de conhecê-lo, de vê-lo do jeito como Oliver obviamente o via. Mas ela sabe que ele era bom, apesar do homem cruel em frente dela. Ela irracionalmente quer abraçar esse filho do qual ele está falando. Isso não é possível, claro, então ela abraça sua filha ainda mais, uma onda de gratidão e alívio atravessa ela por Oliver ser o pai dos filhos dela.
"Não é assim que funciona," Oliver range, sua voz cheia de anos de raiva, anos de ver os danos que Malcolm tinha infligido ao homem que ele considerava como um irmão. "Você era o pai dele. Você deveria ter protegido ele. Você deveria ter estado lá por ele. E mesmo que fosse completamente incapaz disso, você deveria – pelo menos - não ter detonado uma arma de assassinato em massa que o matou."
É absolutamente assustador o quão inabalável Malcolm está. "Duas semanas brincando de casinha e você acha que pode me repreender quando se trata de paternidade?" Ele pergunta. "É fofo, Oliver, você pensar que tem ideia do que está falando."
"Literalmente qualquer pessoa tem uma melhor ideia do que é ser um pai do que você," Sara intromete-se, falando pela primeira vez depois de décadas. Ela se aproxima de ambos, suas olhos fixos em Malcolm. "Você não tem o direito de julgar Oliver. Não sobre isso."
Malcolm obviamente realiza que não é mais apenas ele contra Oliver e Moira. Sara não cede nem um centímetro, seu olhar inalterado, e para completar, Diggle se junta a eles, sua arma ainda em mãos, esperando.
Tudo isso está saindo de controle. Rapidamente. Quantdo mais Malcolm fala, mais no limite todos ficam e há muitas armas no ambiente para o gosto da Felicity. Pelo menos com uma criança aqui também. Ela não está realmente certa se ela é contra o time Arrow liquidar permanentemente Malcolm, mas isso não pode ser algo que aconteça na frente de uma criança de três anos de idade. E, realmente, não pode acontecer até Thea ter o sentimento conclusão que ela merece.
"Tia Thea!"
A tensão rapidamente muda.
A cabeça de Felicity volta-se para o computador, seus olhos imediatamente encontrando o que Ellie tinha visto. Certamente, eles tinham achado, mas não em um dos lugares que ela esperava.
"O que ela estava fazendo lá?" Felicty pergunta alto, enquanto todo mundo a rodeia. O algorítimo captura os movimentos da Thea perfeitamente, reproduzindo o pequeno clip repetidamente. Felicity clica em alguns botões e um enche a tela. A imagem mais larga não faz nada para apagar a confusão sobre o que danado a Thea estava fazendo.
"Quando foi isso?" Oliver pergunta, assistindo sua irmã entrar dentro do escritório de campanha de Blood. Seus olhos passam pela imagem, tentando achar algo que faça sentido, mas não há nada. "O que danado ela estava pensando?"
"Foi vinte e cinco minutos depois da nossa conferência de imprensa," Felicity diz, checando a hora impressa. "Ela não acreditou em nós, Oliver, ela não confiou em nós. Talvez ela tenha ido ao Blood em busca de informação."
"Quando ela sai de lá?" Malcolm perguntou.
Sem querer, a mão de Felicity congela por um microssegundo. Ela quer checar. Ela realmente quer, mas ela também não que fazer droga alguma sob o comando do Malcolm.
"Pode acelerar um pouco?" Oliver pede. Ela olha para ele e concorda. Seus olhos se encontram, uma sombra de medo passa por eles, antes dela virar-se para seguir com o pedido dele. Ela trabalha rapidamente, simultaneamente se certificando que as outras buscas ainda estejam rodando, enquanto seus olhos estão fixos na tela, esperando ver Thea novamente...
Não demora muito para ela encontrar o que eles estava procurando, mesmo que não seja a Thea que eles estão vendo.
Isabel Rochev entra no prédio apenas vinte minutos depois, metida como sempre.
"Bem..." Malcolm fala. "Parece que foram os pecados do outro pai dela que colocaram ela nessa posição, e não os meus. Ou essa não é a estagiária amante de Robert?" Ele fala maliciosamente. "Bastante interessante o plano de carreira que ela escolheu."
"Alguém mais sabia sobre eles, menos eu?" Oliver pergunta um pouco aborrecido demais.
"Seu pai não era particularmente bom em disfarçar," Malcolm responde. Seus olhos propositalmente demorando na expressão orgulhosa da Moira, enquanto o olhar dela está fixo num ponto infinito sobre os computadores da Felicity. "Ele pode ter mantido isso longe de você e Thea, mas suas... Aventuras dificilmente eram um segredo. Ele sempre apreciou uma ardente, linda e ambiciosa mulher. Assim como você, Oliver."
Ela não tem certeza se aquela era a forma dele de esfregar o fato de que Oliver e Robert Queen tinham dormido com a mesma mulher ou se foi realmente um elogio atravessado... De qualquer forma, Felicity não gostou. Ela gostou menos ainda da forma como ele olha para Moira o tempo todo enquanto fala. Um arrepio de desgosto cruza sua espinha. Porque, meu Deus, saber que os dois estiveram juntos duas décadas atrás é uma coisa, mas ver algo se aproximando a algum senso deturpado de afeto no rosto de Malcolm Merlyn é completamente outra coisa.
E de alguma forma é ainda pior quando Moira não dá a ele nem um pingo de consideração.
"Agora eu vou?" Malcolm pergunta.
"Você vai," afirma. "Porque ajudará nossa filha. E... Porque isso significa que eu devo a você um favor. E porque é mais uma forma de você ferrar o Robert mais uma vez, mesmo que ele não esteja mais aqui para ver isso. Então, sim, Malcolm. Você vai me ajudar. E você sabe disso ou nem estaria aqui."
Ele não responde de primeira, mas seu sorriso diz mais do que o suficiente.
"Você tem sempre uma forma de ver além, Moira," Ele responde finalmente.
Ellie bufa no colo da Felicity, um pequeno sopro de frustação dança ao redor do seu pescoço, enquanto ela faz pico.
"Ele é um homem mau," Ela resmunga baixinho, dedos enroscando-se ao redor da gola da blusa da Felicity, então ela olha.
"Você não está errada," Felicity responde quietamente, olhos ainda escaneando os vídeos. Todos ainda estão em volta dela, então não há como eles terem perdido o que foi falado. Ainda assim, as vozes baixinhas permitem que os outros se deem ao luxo de fingir que eles não tinham ouvido a conversa.
"Quando Thea sai?" Oliver pergunta, atraindo a atenção deles de volta para o que interessa, onde deveria estar.
"Ela não sai," Felicity responde, olhando para a hora impressa, que tinha avançado por doze horas. "Mas nem Isabel ou Blood também." Algumas tecladas depois e ela já estava abrindo os planos da cidade com as plantas originais do prédio. Ela toca na tele. "Existe uma rede abandonada de trilhos de metrô exatamente embaixo do seu escritório, no entanto. Conveniente, não é?"
"Você acha que eles têm algum tipo de rota secreta de fuga?" Diggle pergunta.
"Ou um quartel-general do mau," Felicity disse. "Eles definitivamente não saíram pela porta da frente."
"Todos os túneis do metrô estão intactos?" Oliver pergunta.
Ela dá de ombros. "Eu não sei, eu não posso dizer com o que eu tenho. Eu posso..." Seus dedos voam sobre o teclado, mergulhando na história do metrô, que não havia durado muito tempo em Starling City, muito por causa da questionável estrutura e pouco controle na construção. "A maioria deles estão selados. O que significa que eles provavelmente trancaram algumas portas aqui e ali, para que eles ficassem provavelmente intactos. Tanto quanto eles podem estar, considerando tudo."
"Então, na teoria..." Oliver diz lentamente, sua voz ficando mais pesada quando as implicações o atingem. "Eles têm acesso a praticamente toda cidade?"
"Na teoria," Felicity confirma."Se foi isso o que aconteceu, o que... Parece que foi. As câmeras de rua no beco de trás não estão mostrando nenhuma atividade exceto pessoas jogando lixo fora. Infelizmente, esse lixo não inclui a Isabel." Ela agora tinha um total de vinte e seis horas de gravação do lado de fora do escritório de campanha de Blood e é como se os três tivessem sumido. Há muitas pessoas entrando e saindo, mas os três - realmente, uma – que eles veem, não aparecem novamente. Até... "Oh!"
A mão de Oliver voa para cima do ombro dela depois da reação dela, mas ela mal nota, só apenas quando ele aperta. Ela concorda com a cabeça, não tirando os olhos da tela, enquanto ela acha o que tinha acabado de ver.
Isabel e Blood. Felicity rapidamente para a velocidade, diminuindo até chegar na velocidade normal, mostrando os dois andando lado a lado entrando no prédio. Um prédio que – na teoria, e uau, as teorias estão começando a acumular – Blood já tinha estado, um prédio que eles tinham visto a Isabel entrar dois dias antes. Eles não tinham visto eles sairem.
E ainda assim nada da Thea.
O estômago da Felicity se aperta. Eles estão com ela por quase duas semanas, se a hora impressa é algo para ser acreditado. Por duas semanas, ela e Oliver tinham vivido suas vidas numa pequena e segura bolha, pela primeira vez na defesa e não executando medidas ofensivas, por todo esse tempo, Thea tinha estado com eles.
Ela ainda está viva? Esse pensamento traz um gosto amargo à boca da Felicity, mas é facilmente descartado, porque realmente, o que eles poderiam ganhar matando ela? Slade tinha usado ela como uma peça de xadrez antes, no entanto, sua intenção como aquilo tinha sido mais clara. Eles não sabem nada sobre o que a Isabel está planejando. E o fato de que a Thea está desaparecida, muito provavelmente, em seu entendimento, é mais aterrorizante.
Oliver aperta com força seu ombro, um leve tremor em sua mão. Felicity olha para ele, mas os olhos dele estão grudados na imagem congelada da Isabel e do Blood, andando tão arrogantemente, como se nada estivesse errado. Como se sua irmã mais nova tivesse entrado lá e nunca tivesse saído novamente.
"Há mais alguma coisa?" Ele pergunta suavemente. "Depois ou...?"
Ela já tinha adiantado, seu software de reconhecimento de rosto correndo junto com ela. Mais de longos e tensos dez minutos passam, enquanto eles esperam por alguma resposta, mas nada vem. Thea não sai do prédio novamente, não até... Agora.
Quando o silêncio fica demais, Ellie pergunta, "Você achou tia Thea, Mamãe? Ela está vindo para cá?"
O punho de Oliver fraqueja sobre o seu ombro, Felicity cobre a mão dele. Ele mal reage quando ela responde, "Eu acho que não, meu amor."
"Eles estão com ela," Ele diz, sua voz dura e baixa, como se ele estivesse querendo manter a Ellie por fora.
Felicity apenas concorda.
Diggle é o primeiro a responde. "Qual é o plano?"
A cabeça de Oliver se vira bruscamente para olhar para sua mãe, encontro-a já olhando de volta para ele. Por um longo segundo, é como se não tivesse mais ninguém no ambiente, somente eles. Há muita coisa que eles não concordam, mas há uma coisa inquestionável: Thea é a prioridade imediata deles.
"Eu não me importo se você terá que queimar aquele prédito até o chão, Oliver. Traga minha filha para casa."
Como se houvesse dúvida.
A mão do Malcolm encontra o ombro da Moira – a imagem espelhada do que está acontecendo com mãos e ombros fazem a Felicity estremecer – quando ele diz. "Nós vamos pegar a Thea." Moira abre a boca para argumentar, seu rosto empalidecendo ainda mais, como se isso fosse possível, mas Malcolm a corta." Eu acho que nós todos sabemos o quão capaz Oliver é quando se trata de derrotar seus oponentes. Eu não vou deixar o destino da minha filha em suas mãos, Moira"
"Agora não é hora..."
"Ele não vai ficar aqui," Oliver diz rispidamente, cortando sua mãe. Felicity pula, olhando para ele. Sua testa franzida pesadamente, uma escuridão que há muito ela não via, sombreando sua expressão. "Ele vai comigo."
"Oliver..." Moira começa.
"Não." Oliver corta o ar com a mão. "Eu não vou deixar ele aqui com a Felicity e a Eliie. Ou você. De jeito algum."
Mas o pensamento dele ficando sozinho com Malcolm Merlyn? E o que eles vão fazer, entrar feitos loucos no escritório de Blood ou na Queen Consolidated?
Não há plano. Ninguém estava falando sobre um plano.
Oliver se afasta do grupo e Felicity gira a cadeira, enquanto os outros se movem. Ellie sente a mudança no espaço, a tensão cortante, e ela fica quieta, ainda enrolada ao redor da sua mãe. Ela não vai soltar nem tão cedo, não com Malcolm por perto, mas seu olhar está direcionado ao Oliver agora, como se ela estivesse conectada às emoções dele e soubesse que algo está muito errado. Oliver institivamente faz seu caminho em direção ao seu arco, seus dedos já roçando juntos, como se eles estivessem ansiosos por tocá-lo.
"É bom saber que você ganhou pelo menos um pouco de sabedoria desde o nosso último encontro, Oliver," Malcolm diz.
Aquilo faz Oliver virar-se para encará-lo, Felicity quase pula da sua cadeira para colocar sua mão no braço dele, mas ele para a meros centímetros da cara de Malcolm. A única indicação que o homem mais velho tem alguma reação são seus olhos contraindo-se, seus lábios numa linha fina por uma fração de segundo antes de dar a Oliver um sorriso cordial.
Leva um segundo para Felicity perceber que Moira tinha parado no meio do caminho, prestes a agarrar o Malcolm, Sara e Diggle estavam atrás do Oliver. Mas a sua raiva estão cuidadosamente controlada, e Felicity sabe que isso a torna mil vezes mais perigosa.
"Eu não preciso do seu elogio," Oliver diz calmamente. Felicity estremece com o tom pesado de sua voz e abraça a Ellie mais para perto, cobrindo um ouvido e pressionando o outro contra o seu seio. "A única razão para você estar envolvido nisso tudo é porque você é o pai da Thea e eu não vou roubar isso dela." Ele pausa, seus olhos perfurando Malcolm, deixando ser bem claro. "Mas no minuto que você se tornar uma ameaça para a minha família... Isso chega a um fim. Eu vou matar você, mesmo que isso signifique que a Thea nunca mais me perdoe. Estamos claros?"
A única resposta de Malcom é levantar uma sobrancelha antes de fazer uma reverência com a cabeça zombeteiramente. Seus olhos nunca deixando o Oliver.
Ah sim, essa é uma ótima ideia.
"O que é o plano, Oliver?" Diggle pergunta.
"Eu vou falar com Isabel," Oliver responde simplesmente. Ele dispensa o Malcolm sem olha mais uma vez, virando-se para Felicity e puxando o ar lentamente antes de perguntar, "Ela ainda está na Queen Consolidated?"
Aquela raiva controlada ainda está na superfície e Felicity tem certeza que se a Ellie não estivesse aqui, a raiva teria escapado um pouco mais.
"Eu posso checar," ela diz. "Embora, ir para para QC pode não ser a melhor ideia. Provavelmente, ela deve estar cheia de policiais depois do ataque. Eu não tenho dúvida que ela vai tirar vantagem completamente disso dando novamente uma de suas 'Eu sou f-da, pergunte-me como' conferências de imprensa."
"Um lugar neutro pode ser melhor para algo como isso," Lyla sugere. Diggle concorda, enquanto Oliver baixa a cabeça. "Assumindo, claro, que você não estará vestindo isso."
'Isso' sendo a roupa de Arrow ou o que restou dela. Ele ainda está vestindo a calça de couro e suas botas, sua camisa preta está enrolada nos bíceps. As linhas duras do seu corpo, a forma tensa como ele está se controlando, é um contraste gritante com o bando de band-aids desenhados pela Ellie em seu antebraço. É quase como se eles não pertencessem ao mesmo mundo no momento, porque agora ele não é realmente Oliver Queen – ele é o Arrow.
Felicity não gosta. Ela deveria estar acostumada a isso, ela já tinha visto durante todo o tempo em que ela tem trabalhado com ele. Mas nesse instante, sabendo do que ele é capaz – da suavidade, da alegria, da relativa sensação de paz... É um lembrete inebriante de que só se passaram apenas algumas semanas desde que seus mundos viraram de cabeça para baixo.
"Eu vou como Oliver Queen," Oliver responde decisivo. Os lábios da Felicity curvam-se com o regresso à terceira pessoa. "Ela já sabe que eu sou o Arrow." Ele olha para Felicity novamente, e por um segundo, ela vê um pontinha de carinho em seus olhos. Ela respira fundo ao perceber. "Encontra a Isabel?"
"O quanto antes, melhor, Srta. Smoak," Malcolm acrescenta quando ela, por literalmente uma fração de segundo, pausa por causa do olhar de carinho de Oliver em apoio a ela.
Ela pode praticamente sentir o ar carregado com o aborrecimento que emana do Oliver. Mas antes que ele possa dizer algo, ela responde, "Isso soa até engraçado, vindo de um cara que afirma ter todos os tipos de recursos nas mãos, mas não consegue controlar uma menina de dezenove anos." Ela não dá a Malcolm a chance de responder antes de concordar com a cabeça para o Oliver com um rápido, "Agora mesmo,", e então ela se vira para seus computadores.
É praticamente uso da memória corporal nesse momento, mesmo com a uma criança em seu colo – ela busca o celular da Isabel e triangula, ela puxa as recentes notícias da polícia e da imprensa antes de ir para as imagens ao vivo das câmeras de segurança na QC. A localização do celular dela aparece e Felicity abre as câmeras do piso dos escritórios executivos, onde antigamente era de Robert Queen – agora de Isabel. A câmera apenas consegue alcançar o lobby do elevador, mas é o suficiente para ver que ela está lá.
"Achei ela," Felicity diz. Ela olha de volta para Malcolm. "E ei, só precisei de um minuto e meio."
Sara ri por entre os dentes e o rosto de Diggle se contrai rapidamente com divertida desaprovação. Moira apenas fecha os olhos em quieta exasperação.
"Felicity,"Oliver suspira. Ele abre a boca para continuar, mas as palavras parecem lhe faltar. E então seus ombros relaxam num risada baixinha e então ele olha para ela novamente, esse é o Oliver que ela tem visto nessas últimas duas semanas. É rápido, apenas um flash – eles realmente, realmente não têm tempo para isso, ela lembra a ela mesma – mas está lá. "Onde está ela?"
"Ela está na Queen Consolidated," Felicity diz. "Quadragésimo oitavo andar."
Oliver afirma com a cabeça e, então, sua mão roça em seu ombro num movimento habitual. É cheio de um conforto familiar, algo que ele tinha feito dezenas de vezes antes... Exceto, eles não são mais o que eram, não mais. Sua mão demora agora, seus dedos acariciam a parte de trás do seu pescoço, seus lábios se curvam num sorriso de gratidão. Seus olhos vão para a Ellie por um segundo e é como se a imagem da sua filha tornasse a sua decisão ser ainda mais firme.
Ele conseguiu tanta coisa – uma família. Ela consegue ver em seus olhos sua recusa em perder mais alguém.
"Vá atrás dela, Oliver," Felicity diz suavemente, apenas para os ouvidos dele.
Com um breve aceno com a cabeça, Oliver aperta a parte de trás do pescoço dela em resposta antes de olhar para o Diggle. "Eu preciso me trocar," ele diz, seus olhos indo em direção ao Malcolm. O pedido é claro: vigie ele. Digg concorda com entendimento. Enquanto Oliver se afasta, Felicity muda Ellie de posição e levanta-se. Diggle move em direção a ela, seus olhos na Ellie. Um sorriso de encantamento aparece em seu rosto quando ele diz, "Olá,", Ellie anima-se e solta um feliz, "Oi!". Não escapa à Felicity que Malcolm se afasta, mas seu olhar astuto não perde nada.
"Segura ela por uma segundo?" Felicity pergunta ao Digg e ele concorda, pegando-a nos braços. Ellie rapidamente a segura mais forte e Felicity logo diz, "Eu ficarei logo ali, Ellie, ok? Eu não vou para lugar algum."
Ellie sacode a cabeça. "Não, Mamãe, o homem mau ainda está aqui."
"Eu não vou deixar que não de mau aconteçã com qualquer uma de vocês, amorzinho, ok?" Diggle diz. Ellie pressiona os lábios, mas ela está muito mais relaxada e depois de um segundo, ela concorda. "Agora suba aqui."
Felicity entrega ela, deixando sua mão mais um pouco nas costas de sua filha até ela se acomodar nos braços do Diggle. "Eu vou falar com tia Sara, ok?" Ela diz e Ellie concorda, Felicity nota que Sara ouviu seu nome. Ela diminui a distância entre eles.
"Está tudo bem?" Sara pergunta.
Ela controla por pouco a vontade de falar sem parar sobre como as coisas claramente não está ok, porque realmente não tempo para ficar trocando figurinhas. "Você vai com eles?"
As sobrancelhas da Sara franzem, seus olhos seguindo o Malcolm.
"Eu não confio nele," Felicity continua. "Assim, eu confio nele o tanto quanto eu consigo atirar nele, e eu literalmente não consigo atirar nele." Aquilo faz com que o rosto da Sara se encha de divertimento e Felicity enrubesce porque ela sabe que de alguma forma ela está caindo direto na zona de balbuciar novamente. "Eu apenas não quero que ele vá com Oliver - não que eu queira ele aqui, eu tenho certeza que nós todos podemos concordar que tê-lo aqui de forma alguma não é bom – mas eu não confio nele. Então, você pode...?"
"Claro," Sara diz com um sorriso suave. Ela estende a mão para apertar o braço da Felicity antes de piscar para ela. "Eu vou cuidar para que eles não se matem."
Felicity sorri. "Obrigada."
Com um sorriso caloroso, ela move-se para pegar sua jaqueta exatamente no momento que Oliver sai da parte de trás. Ele tinha trocado a roupa por um terno, algo muito mais formal do que ela estava esperando. Ela meio que sente de falta de vê-lo vestido assim, sendo bem honesta. Eles não tinham tido muitas oportunidades para ternos nas últimas duas semanas e ele fica muito bem neles.
"Vamos acabar logo com isso," Oliver diz. Sua voz mais calma, mas o ar ao redor dele é de puro comando e sério, como se ele estivesse vestido de Arrow com arco e flecha nas mãos.
"Eu vou com vocês," Sara anuncia, passando pelo Malcolm para encarar Oliver.
Oliver para com um olha de desaprovação. "Sua cabeça está ok depois da luta?"
Sara lhe dá um sorriso. "A parte de trás do crânio teve um desentendimento com a minivan. A minivan perdeu." Ela olha de lado para o Malcolm. "E você precisa de alguém para apoia-lo. Eu vou."
"Tão tocante," Malcolm diz, como se as palavras fossem um convite para se inserir no meior da conversa – porque ele aparentemente é incapaz de não ser o foco da situação. "Agora, se vocês pudessem parar com o mimo, eu gostaria de salvar a vida da minha filha."
Oliver estremece com a lembrança do que está em jogo. Ele concorda rapidamente com Sara, antes de lançar um olhar duro para o Malcolm. "Lidere o caminho," Ele diz.
É uma questão a ser debatida se Malcolm é corajoso ou estúpido quando vira as costas para o time todo – sendo a maioria deles a favor da morte dele – mas ele o faz mesmo assim, dando sinistramente passos silenciosos em direção ao piso principal.
Quando Sara o segue, Oliver olha para Felicity e, então, Ellie. Felicitu pode apenas imaginar as coisas que correm pela cabeça dele – desde não querer deixar elas novamente até, provavelmente, pensar o que ele faria se algo assim acontecesse com a filha deles. Mas não vem até elas, como se talvez ele precisasse dessa separação para passar pelo o que eles vão encarar.
Ellie levanta a mão e acena com um suave, "Tchau, Papai."
Ele mal ri em retorno, mas está lá, e então os olhos dele encontram a Felicity pela última vez antes de se virar para seguir Malcolm e Sara.
Mas ela não pode deixar assim.
"Oliver," Felicity chama.
Seu nome sai antes dela se controlar e no segundo seguinte ela está correndo pelo ambiente, quando ele se vira para ela. Sua expressão se suaviza, seus ombros relaxam um pouco - é o reconhecimento, mais do que qualquer outra coisa, do quanto ele tinha passado a depender dela, e ela dele. Não é só mais ele contra o mundo, é eles, e a urgência de reafirmar isso é inquestionável.
As mãos de Felicity instantaneamente encontram a parte de trás do seu pescoço e ele fecha os olhos quando ela o puxa para baixo, o suficiente para beijar a testa dele. É suave, um acalanto... Reafirmação. Alguma da tensão sai de sua testa com o toque gentil e ele suspira, uma respiração profunda que parece ser de alívio pela pressão que os lábios dela fazem em sua pele. Ele se inclina para ela, suas mãos encontrando sua cintura, seus dedos pressionando.
Dizer a ele para se manter seguro seria ridículo. Nada do que eles fazem é seguro e não vai mudar. Ele sempre vai lutar para voltar para casa, para ela. Para eles. Ela sabe disso agora. Mas ela sabe também a expressão que ela viu no rosto dele e ela poderia ver nela a distância que ele colocou entre ele e sua família - ele ainda precisa ouvir dela, palavras que ele não pediu, algo para levá-los ainda mais à frente.
"Eu acredito em você." Ela sussurra em seu testa. "Você pode fazer isso. Traga sua irmã para casa."
"Sim," ele concorda, quase como um instinto, pressionando a lateral de sua cabeça contra o rosto dela, num momentâneo carinho. Ela pressiona de volta, respirando ele, segurando ele um pouco mais apertado por mais um segundo. Um segundo muito curto, como sempre, mas são segundos preciosos que eles não podem desperdiçar.
"E Oliver?" Ela afasta um pouco – porque por mais que ela não goste de Malcolm Merlyn, ele estava certo a respeito da urgência da situação. Felicity encontra o olhar dele, segurando-o. "Não dê as suas costas ao Malcolm. Nem ao menos uma vez."
Aquilo penetra. Seus olhos escurecem um tom, tornando-se duros, como se ele estivesse vestido um tipo de armadura invisível, como se ele estivesse ficando pronto para a batalha. E ela sabe o que ele vai dizer antes mesmo dele abrir a boca.
"Sem chance."
