Capítulo três: Para mim não dá mais

Por Kami-chan

Foram até a casa de Ino para que Deidara pegasse sua capa, eles caminhavam tranquilos pelas ruas, pois sabiam que não encontrariam ninguém naquele horário. Caminharam em silêncio, cada um perdido em seus próprios pensamentos, tontos por tudo que estava acontecendo.

Ela ainda não havia falado nada desde a última declaração dele. Quando chegaram à residência da loira ele esperou na sala até ela voltar com sua capa.

– Pronto. – Entregou a ele – Aqui está, pode ir embora.

– É esta a tua resposta? –Pegou a capa da mão dela – Vai continuar fingindo que não me quer perto de ti, un?

– Não estou fingindo nada! – Ela respondeu em tom alterado.

O Iwa riu em impaciência, não iria tolerar que a loira se negasse ao que tinham descobertos juntos. Não era um homem sentimental, mas com certeza era emotivo com um toque extra de impaciência e teimosia.

Tentando dosar o ato para não parecer rude, puxou a Konoha pelos ombros até que a mesma ficasse poucos centímetros de sua face. Ela parecia lhe entender melhor daquela forma.

– Deixa eu te explicar mais uma vez – Disse Ino tentando, em vão, se soltar – Eu sou uma ninja dessa vila, pertenço a um clã muito respeitado e você é meu inimigo. Não é uma questão de querer ficar com você ou não. Eu simplesmente não vou fazer isso porque seria uma traição à minha vila, não que isso signifique algo para você. – Terminou de forma grosseira, mesmo que aquilo lhe doesse por dentro.

Aquilo realmente o atingiu, dizer aquelas palavras foi golpe baixo. Sem nada para retrucar, ele apenas deixou de olhar para o rosto bonito que lhe mirava com rancor, soltando seus ombros e se distanciando alguns passos para trás.

– Se é isso que deseja un. Não quero te causar problemas. Mas também não espere que eu vá me desculpar pelo o que fizemos, por que eu não me arrependi. – Disse de forma rápida se adiantando contra os lábios dela em um breve selar de lábios que ela não teve tempo de retrucar.

Aquele era um beijo de despedida afinal. E sumiu como areia fina a favor dos ventos da maré.

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Ino estava admirando a vitrine da floricultura, ela estava aproveitando a folga que a Hokage lhe dera para passar mais tempo ali. Gostava de ficar no meio das flores, pois lhe trazia paz. Algo que Ino estava achando muito difícil de encontrar em si. De volta para a loja, sentou-se em um banquinho em frente alguns lírios amarelos e deixou-se perder em lembranças.

Já havia se passado duas semanas desde que se despedira de Deidara. No dia seguinte a sua rejeição ao loiro ela passou tentando se focar no fato de que estava fazendo a coisa certa. Depois passou a se odiar pela decisão que tomara, então caiu em depressão por ter deixado aquele homem sair de sua vida sem conhecê-lo. Três dias depois sentiu raiva, achando que deveria ter entregado o criminoso às autoridades e por fim estava se achando um lixo por não ser capaz de controlar suas próprias emoções.

Contudo, em duas semanas não houve um dia que não pensasse naquele loiro, que não desejasse aquele homem, que não sonhasse com a tarde de amor que tiveram. No mais profundo do seu íntimo Ino queria encontrar Deidara novamente, mas era tarde demais. Ela mesma o tinha expulsado de sua vida, ela fez uma escolha e agora tinha que se acostumar com a situação. Suspirou.

– Gostaria de ter o poder do clã Yamanaka pra poder ver o que se passa em sua mente agora. – Ino estava tão distraída que nem percebeu o sininho da porta acusando a entrada de alguém no local.

– Hum? Eu... Ga..Gaara-san O que faz aqui? – Perguntou atordoada.

– Confesso que essa não era bem a recepção que eu esperava – Disse se abaixando pra ficar na altura dela – Mas como não avisei que vinha... – Levou as duas mãos ao rosto dela e a beijou.

Ino não sabia se correspondia ao beijo ou não. Já tinha decidido que iria por um fim naquela relação, mas no fim das contas por motivos que até ela desconhecia correspondeu ao beijo do ruivo. Talvez pelo jeito como as mãos dele tocavam sua pele com uma força que lhe indicava que o dono daqueles dedos não aceitariam objeção.

Abriu a boca dando passagem à língua dele permitindo-se experimentar a boca dele também com a sua. No começo tudo bem afinal, ela tinha que admitir que mesmo que estivesse prestes a terminar com ele, aquele beijo era muito bom. Gaara sempre foi bom amante também, embora ela nunca tivesse sentido com ele o mesmo que sentiu com Deidara.

Deidara. Por que tinha que pensar no loiro desconhecido naquele momento?

Abriu os olhos com raiva. Errado tinha sido se entregar a um estranho antes de por fim ao relacionamento que tinha com o ruivo em sua frente.

Os olhos abertos tentavam firmar na mente confusa quem estava ao seu lado, mas como um encanto entorpecente, Ino não viu o rubro dos cabelos do namorado. Ombros mais largos que o do Kazekage eram tocados por uma cabeleira loira de fios repicados. A pele alva e delicada do mestre de Suna estava escurecida em tom bronzeado, até mesmo seus olhos lhe feriam, era Deidara que estava em sua frente.

Era Deidara que sua mente queria. Fora do controle, uma lágrima solitária percorreu a lateral de seu rosto. Se sua mente estava insana, depositaria contra aqueles lábios toda a vontade que tinha de estar com aquele tal desconhecido. Ino fechou os olhos novamente e se permitiu iludir, tinha caído por um maldito e odioso criminoso. Tinha caído pelo amor instantâneo por um desconhecido na floresta.

– Também estou com saudade Ino, mas aqui é seu local de trabalho. – Disse o ruivo em tom de ironia.

A voz fria do Suna a fez recobrar a razão rapidamente. Junto com ela a consciência de que estava enlouquecendo.

– Gaara.. – Era clara a decepção em sua voz, mas o motivo apenas ela saberia – Que bom que está aqui, quero muito falar com você. Escuta, daqui um pouco já é hora de fechar aqui, o que acha de me encontrar daqui a vinte minutos no campo de treinamento número quatro?

– Por que não em sua casa? – Perguntou em tom natural de desconfiança.

– Eu gosto da vista do entardecer do campo quatro. – Justificou tentadno convencer o ruivo com as poucas palavras.

– Ok. Eu vou me anunciar para sua Hokage, seria indelicado vir até aqui e não ir até a torre.

Assim que ele saiu da loja Ino levou as duas mãos à face e deu um suspiro pesado:

– O que fez comigo Deidara? Como vou terminar tudo com ele após tê-lo beijado tão apaixonadamente? – Disse em tom baixo, mas para si, falar em voz alta parecia tirar um pouco de sua culpa.

De forma traiçoeira, sua mente vagou em busca de meios de adiar o encontro e pensar em um bom texto para dizer à ele. Pensou durante todo o tempo que lhe restava, mas não havia nada. Apenas acreditar na ilusão de que Gaara entenderia tudo e aceitasse sua decisão.

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– Desculpe, te fiz esperar muito? É que chegou um cliente em cima da hora. – Mentiu assim que encontrou o ruivo em ponto do local marcado, ela estava atrasada.

– Tudo bem. O que queria falar? Já perdemos o por do sol.

– Eu fui até Suna algumas semanas atrás, mas você não estava lá. – Tinha que começar por algum lugar.

– Sim Temari me avisou, por isso vim sem avisar. Achei que pudesse ter acontecido algo importante, você não costuma aparecer por lá sem avisar.

– De certa forma é importante. – Disse sentindo a voz começar a morrer por falta de coragem.

– Está tudo bem Ino? – Ele perguntou sem alterar o tom de voz, as palavras de Gaara pareciam sempre vazias de qualquer sentimento.

– Sim e não. É complicado encontrar as palavras certas para o que vou dizer, talvez estas nem existam, mas o fato é que não posso mais levar esse relacionamento adiante. – Falou e logo buscou os olhos dele a fim de lê-los.

– Como assim Ino? Do que está falando? – Questionou como se a loira falasse de algo incompreensível, diminuindo a distância entre ambos enquanto falava.

– Estou dizendo que acabou Gaara. – Falou séria em tom firme. – Eu não quero mais continuar me relacionando com você.

– Mas por quê? Estávamos indo tão bem. – Suas palavras eram de incredulidade, mas a voz ainda era desprovida de qualquer emoção.

– Sinto muito se está bom para você, mas para mim acabou. Me desculpe, eu não sei pontuar exatamente quais foram as coisas que nos levaram ao fim para me justificar com você. Ultimamente tenho me perguntado se simplesmente não foi porque você não é a pessoa certa para mim.

– Como não Ino? Você sempre disse que me amava, onde ficou tudo que passamos?

– Eu não sei mais dizer com certeza se aquilo realmente foi amor. Penso que tenha sido mesmo uma atração muito grande. – Ela disse da forma mais calma que conseguiu.

Não queria de forma alguma ofender ou desrespeitar o ruivo, mas também não pode deixar de se sentir mal ao identificar duas finas linhas úmidas pelo rosto de pele alva. O significado delas não era expresso no rosto de traços vazios, era quase como se ele nem percebesse que elas estavam ali. Talvez o Sabaku simplesmente não estivesse íntimo com este tipo de reação, Gaara não parecia ser o tipo de cara que chorava por algum motivo.

– O que passamos com certeza ficará na memória como uma lembrança agradável. Uma história com começo, meio e fim.

– Mas e aquele beijo que me destes pouco tempo atrás, o que foi aquilo Ino? Eu sei que senti paixão nele. Foi sua despedida pessoal? Apenas mais uma lembrança? – Ironizou a última frase.

A fala do ruivo a pegou realmente de surpresa, mas Ino não achou estranho o fato do ruivo se apegar ao último momento passado junto consigo como base de referência. Contudo não estava preparada para responder àquela pergunta.

Não sabia qual seria a maneira certa de seguir com aquilo. Era difícil, para si já estava sendo uma vitória quase inesperada a forma como o Suna possessivo estava recebendo bem a situação. Responder ao que ele lhe perguntava podia mudar tudo.

Receber sua ampla sinceridade naquele momento não poderia ser considerado um ato de privilégio, de fato Ino acreditava seriamente que a boa reação do ruivo iria por água abaixo se lhe contasse que havia outra pessoa. Ela provavelmente seria uma kunoichi morta se ele sonhasse com o fato dela estar devaneando com outra pessoa enquanto o beijava.

Por outro lado, qualquer outra resposta faria o ruivo acreditar que ela havia mesmo desejado aquele beijo. O que também não era uma boa alternativa, pois manteria o ruivo em dúvidas sobre o término do namoro.

Ainda incerta sobre o que devia responder, a Yamanaka abriu a boca para lhe dar uma resposta. Mas antes que pudesse montar uma frase coerente e neutra em sua cabeça, as palavras foram se escolhendo sozinhas, fazendo Ino orar internamente por misericórdia.

– Gaara, eu realmente espero que me perdoe. Nunca foi minha intenção magoar você. Não quero que pense que existe outro, porque no momento não existe, mas não era em você em quem eu pensava naquele momento.

Ino olhou para baixo e fechou os olhos, estava esperando ouvir algum desaforo ou sentir a areia envolvendo seu corpo para matá-la a mando do ninja do deserto. Até mesmo uma agressão física foi esperada, mas tudo que sentiu foi uma brisa e quando olhou para frente percebeu que ele apenas tinha se desfeito em grãos de areia e sumido dali.

Ela apenas suspirou aliviada e ao invés de sumir, resolveu caminhar rum pouco e admirar as estrelas que timidamente começavam a aparecer. Mal sabia ela que toda sua conversa com Gaara fora testemunhada por alguém.

Pensativo, Deidara apenas viu o a sombra de Ino ir embora sem lhe dar nenhuma atenção de fato. Seu corpo em movimento era apenas um ponto em que fixar os olhos enquanto organizava as recentes informações em sua cabeça.

Na noite em que fora rejeitado pela inimiga, voltou para a sede. Mas de uma forma estranha, o lugar que nunca lhe fora de interesse próprio não parecia mais ser o lugar onde deveria estar. Não conseguiu dormir, não quis a companhia de nenhum dos colegas amaldiçoados. Nem mesmo a presença constante e irritante de Tobi conseguiu despertar em si alguma reação.

No dia seguinte, suas mãos se recusaram a cuspir argila para que o loiro trabalhasse em suas bombas. Isso o deixou bastante irritado.

Até que então o líder chegou à cede pedindo por informações específicas sobre Konoha, coisas bobas como as rotinas do nove caldas. Nada complicado demais, mas como Itachi era da vila e sua família tinha relações diretas com a família do recipiente, era ele quem deveria ir.

Só que por este mesmo motivo Itachi convenceu o líder de qualquer pessoa, menos ele deveria ir. Pois o Uchiha seria facilmente identificado na vila natal onde estava no topo da lista de procurados desde o dia em que saiu de lá.

E pela primeira vez, Deidara se ofereceu voluntariamente para alguma missão pela Akatsuki. Organização na qual foi obrigado a entrar depois de perder uma luta infame para o tal Uchiha.

Tecnicamente, o líder queria que ele estudasse e pesquisasse como a vila da folha agia com relação ao nove caldas e montasse um esquema de intrusão entre a entrada da vila até a torre da Hokage, da entrada da vila até a cada do recipiente, entre a torre da Hokage até a casa do recipiente. Isso levaria tranquilamente alguns meses até que ele conseguisse montar tudo o que lhe fora pedido.

Pensar em ficar meses a fio na vila natal da bela musa de nome ainda desconhecido o deixou animado. Tão animado que suas mãos passaram a pedir produção artística de Deidara em demasia.

Uma vez instalado na vila, não foi capaz de parar de pensar nela por um momento sequer. Não estava estudando e perseguindo o nove caldas, desde que chegara ali Deidara apenas perseguiu aquela que descobriu se chamar Ino. Cada minuto cada momento, desde que ela acordava e ia para a floricultura até o momento em que seguia cansada para a cama.

Estava sempre por perto, ás vezes a espiava dormir, arrumar a vitrine da loja ou quando ela passeava ou treinava. Percebeu que ela estava sempre aérea e desligada, havia presenciado algumas crises mudas e solitárias de choro dela que o faziam quase perder a pose e aparecer na casa dela para abraçá-la e tentar convencer novamente aquela kunoichi que a amava.

Hoje, porém, admirava sua amada em frente à loja de flores. Ela estava do lado de fora admirando a vitrine, ficou parada ali por algum tempo e entrou na loja. Ele ainda ficou ali mais um tempo na esperança que ela saísse de novo, mas quando ia embora viu uma fisionomia conhecida entrar na loja.

Parou e voltou, sabia que conhecia aqueles cabelos vermelhos de algum lugar. Forçou mais a vista, mas pouco se via do que acontecia dentro da loja. De forma incrédula, achou que ele pareciam próximos demais, parecia que estavam se beijando.

A fim de confirmar suas suspeitas resolveu se arriscar a se aproximar mais da loja, estava quase conseguindo ver o que se passava quando esbarrou em uma mulher de cabelos negros e compridos com olhos perolados característicos do clan Hyuuga. Ambos caíram ao chão, ele logo se levantou sem dar atenção para ela, mas neste momento viu a figura masculina sair da loja.

Ao reconhece a figura do Kazekage voltou para ajudar amenina em um gesto para esconder seu rosto, pois o Suna o reconheceria. Deidara logo voltou para onde estava escondido e se permitiu divagar sobre motivos para o Kazekage estar ali àquela hora e saindo da loja sem nenhuma flor.

De repente, achar que eles pareciam estar se beijando não lhe pareceu nada bom. Naquele momento lhe pareceu a ação mais correta ficar ali até Ino fechar a loja, e sentiu-se ainda mais alterado quando ela não subiu para sua casa como fazia todos os dias, mas saiu para algum lugar.

A decisão de segui-la lhe pareceu sensata. A rejeição que tinha recebido parecia sem valor algum diante ao ciúme que sentiu quando reconheceu novamente o monte de fios rubros no topo da cabeça de com quem Ino iria se encontrar. Desta vez pode assistir em local privilegiado o encontro dos dois.

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Fia em silêncio apenas ouvindo tudo o que eles conversavam não era uma tarefa exatamente fácil, mas em nenhum momento Deidara sentiu como se estivesse se intrometendo na conversa alheia. Para ele aquela era a mulher que ele queria conhecer, mas ela tinha o privado disso.

Então faria as coisas do jeito que sabia fazer. Assim descobriu que ela era namorada do kazekage que ele havia levado para a morte e que aquela velha ninja de Suna trouxe de volta a vida.

Pensando em uma linha cronológica, ela disse que tinha ido até Suna terminar com ele e voltado ao não encontrá-lo. Aquele provavelmente foi o dia em que tinham se conhecido.

Achou ironicamente divertido ter se apaixonado pela namorada, agora ex, daquele cara. Tinha adquirido uma antipatia real e natural pelo filho da areia, o metido acabou levando seu braço naquela luta e quase conseguiu lhe levar a vida também. Odiava admitir que tinha vencido aquela por muito pouco.

Mas aquela memória também o fez pensar nas palavras usadas por Ino para justificar a rejeição à sua pessoa. Ela disse que temia o dia em que ela soubesse que um amigo ou ente querido fosse levado desta vida por suas mãos sujas.

Como ela reagiria quando o ligasse aos seus feitos passados? Provavelmente não bem.

Então pensou no que tinha ido fazer ali, recolher informações sobre a Kyuubi. O recipiente deveria ter a mesma idade que ela, será que eram amigos?

Ela e o ruivo realmente haviam se beijado na floricultura, mas ela disse que não pensava nele enquanto fazia isso, será que... seu olhos brilharam. – Ino– disse em meio a um sorriso.

Desceu da árvore em um pulo e correu atrás dela, ele foi as cegas, não sabia que caminho ela tinha tomado mas podia sentir um pouco chakra dela e tentou seguir. Gastou alguns minutos até perceber a o rastro o levava para fora da vila, continuou e após 40 minutos ouviu o som de uma cachoeira e logo chegou a um lugar por onde passava um riu, que tinha suas extremidades separadas por duas imponentes estátuas, estava no vale do e ela estava deitada sobre os cotovelos no alto de uma delas, aparentemente olhando as estrelas que agora ja brilhavam um pouco mais intensas no céu. Foi até ela, arriscaria novamente.

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Aquele lugar não significava muita coisa para ela, foi até ali simplesmente porque seus pés a levaram, mesmo assim resolveu ficar ali e admirar a noite, pensando em tudo que disse ao Gaara e na maluquice que foi ver Deidara enquanto beijava o ruivo, nem sentiu a presença do homem atrás de si.

– Gostaria de saber o que você tanto pensa pra estar sempre tão distraída, un– disse se sentando ao lado dela

Ela nem olhou pro lado, aquele un dito de forma tão sexy denuncia a identidade do homem– Nem queira saber– Não conteve um sorriso.

– Eu ja disse que ficas linda com a luz da lua refletida em você un?– falou baixo olhando fixo para ela, ela não se conteve e o encarou também mas logo desviou o olhar, sabia que se olhasse muito nos olhos dele não responderia por seus atos. Ao desviar o olhar reparou na forma que o loiro estava vestido.

– Perdeu sua capa novamente? Ou a deixou com alguém pelo caminho?– alfinetou para tentar esconder a felicidade que sentia de ve-lo ali.

– Betsu ni. Ela está bem guardada no meu acampamento. Achei que você não gostava dela un, ou no fundo um, teme que eu a tenha deixado cobrindo o belo corpo de uma outra kunoichi?

– Sou na – falou corando muito, na verdade morria de medo que ele a tivesse esquecido.

– Não esqueci você um – disse como se pudesse ler os pensamentos dela – Na verdade não sei por que essa reação ciumenta vinda de você un, já que foi você quem me expulsou de sua vida antes mesmo de eu entrar nela direito um

– Onde está querendo chegar?

– No ponto onde parei da outra vez un, Ino, me deixe te conhecer, me deixe te amar e o mais importante un, me deixe mostrar pra você que por baixo da capa do assassino existe um homem com coração un.

– ...– silêncio aos ouvidos dele, um turbilhão de pensamentos na cabeça dela.

– Un então Ino un, o que me diz?