Capítulo quatro: A ascensão do amor!

Por Kami-chan

Ino não foi capaz de respondê-lo de imediato, queria deixar as palavras rolarem soltas de sua boca naquele tipo de situação também, como ele o fazia. Mas nestes momentos sua mente falava primeira, mantendo seus pensamentos no controle obsoleto das palavras que ficariam trancadas até que sua cabeça se colocasse em ordem.

Suspirou, a ordem correta dos fatos não estava clara desta vez. A verdade negável era que aceitar Deidara lhe causaria problemas, mais cedo ou mais tarde. Porém, negá-lo havia roubado sua sanidade em uma velocidade ímpar, então também não estava sendo ruim para ela.

Nunca havia amado alguém. Achou que o que sentia por Gaara era amor, mas batou um olhar para o desconhecido para tornar claro o quão fraco era o que tinha pelo ruivo. Era amor o que tinha por Deidara? Não poderia dizer, justamente porque nunca havia amado ninguém,

Mas também, ninguém a tinha feito perder a razão em sentido literal. Então com certeza não era qualquer coisa o que sentia pelo Iwa renegado. Antes de tomar qualquer atitude, Ino desejou que seu coração tivesse a mesma habilidade de sua mente, e pudesse pensar antes de agir. Mas razão e emoção nunca andariam juntas, jamais.

– Você nunca vai deixar a Akatsuki, não é mesmo? – Resolveu começar pelo começo das coisas que a incomodava.

– Não é uma escolha. Acredite, eu não entrei por vontade própria e também não posso sair un. Olhe – Estendeu a mão para ela, mostrando a larga joia que ornava seu dedo – Esse anel só vai sair do meu dedo quando eu morrer un, ele faz parte do poder da Akatsuki. Também é um rastreador.

Como se tivesse sido intimada a tirar a espada de Davi da pedra, Ino tentou puxar o anel do dedo de Deidara. Conforme ele tinha dito, o anel não cedeu. A konoha sentiu como se estivesse tentando puxar a pele do rapaz, então desistiu.

– Eu não quero e nem vou abandonar minha vila para ir para uma organização criminosa.

– Eu te entendo e não vou cobrar isso de você, un.

– Entende é? – Ino riu ao achar aquilo uma piada.

– Você escolheu ser uma ninja un, significa que o que você mais ama é sua vila. Entendendo porque Konoha é para você, provavelmente, a mesma coisa que a arte é para mim. – Ele respondeu com calma, sem parecer notar a ironia na pergunta dela.

– Arte? – Ela se surpreendeu com a resposta, realmente parecia haver muita para ser descoberta a respeito do loiro.

– Un? Ainda não te mostrei? – Disse mostrando orgulhoso as palmas das mãos para ela.

– Isto você já tinha me mostrado sim. – Ela disse sem conseguir evitar que o tom rubro lhe subisse a face. – Mas não sei ao certo se o trabalho que elas realizaram em mim pode ser classificado como arte. – Disse com dificuldade, tentando quase em vão dissipar a vergonha por tocar no assunto.

– Você ainda se recorda da nossa insana aventura, un?

– Com certeza, o efeito que três bocas fazem à sanidade de uma pessoa em poucos minutos é algo que não dá pra esquecer.

– Gomene. – Resmungou, desta vez ele mesmo se deixando atingir pela timidez por lembrar-se de como tinham sido imprudentes naquela primeira transa.

– Eu não reclamei. Só disse que não conseguia ver aquele trabalho que elas fizeram em mim como arte. – Ino respondeu um pouco menos constrangida após ver o constrangimento do outro.

– Não deixa de ser un. – Começou a explicar. – A arte está em tudo aquilo que é efêmero, a beleza se sobressai em tudo aquilo que pode deixar de existir a qualquer momento. Quanto mais curto o tempo, mais belo é algo. A expressão do seu lindo rosto em orgasmo com certeza se enquadra na minha descrição artística, na verdade, uma bela descoberta artística.

– Palavras bonitas para o cara que fez sexo com uma desconhecida em um lugar no mínimo exótico. – Ela completou sorrindo, fazendo ele imitar seu gesto por reflexo.

– Mas – Deidara recomeçou levando uma das mãos até uma das bolcinhas laterais de argila – Antes que você conclua que minha arte se resuma ao exemplo citado – Uniu as duas mãos, uma sobre a outra, e quando as separou novamente um passarinho de argila branca pousava sobre uma de suas palmas.

– Oh! – Ino soou impressionada, tomando o boneco das mãos do loiro. – É..argila? – Questionou não tão impressionada com a qualidade de detalhes da ave, mas sim a destreza apresentada a si.

– Minha argila. – Ele disse de forma simples, sorrindo ao ver a expressão de surpresa dela.

– Esculturas de argila não são efêmeras. – Ino afirmou. – Na verdade elas podem passar de geração por geração.

O sorriso de Deidara apenas se ampliou com o comentário. Sem nada a dizer, abriu novamente sua mão com a palma para cima em um pedido óbvio para que o objeto lhe fosse devolvido. Novamente em posse do obejeto inanimado, o arremessou para cima no ar e fê-lo voar por conta a partir de um selo feito por seus dedos.

– Veja un – Ele chamou atenção quando o pequeno pássaro já estava consideravelmente longe. – KATSU! – E ao comando a boneco explodiu.

– Efêmero. – Ino disse para si mesmo de forma quase inaudível.

Particularmente, ela podia ver arte no pássaro de argila, mas não na explosão que se seguiu. Aquilo lhe deu um recado; a vida era efêmera. Deidara era um Akatuki de fato, mas como estava se permitindo conhecer mais do encantador desconhecido, nada disse sobre sua impressão do evento.

Por outro lado, tudo o que Deidara sentia era a energia excitante da felicidade por ela estar simplesmente conversando consigo sem tentar enumerar motivos éticos para não estarem próximos um do outro. No fundo percebeu que Ino não era dotada de visão artística, pois não tinha entendido de verdade a essência de sua arte.

– Quer dizer então que você não pode sair da Akatsuki, mas pode ficar fora à vontade? – Continuou a questionar coisas que precisava saber.

– Todos por lá são bastante ocupados e focados em seu próprio objetivo. Basicamente, se não falharmos nas missões dadas pelo líder e não sumirmos de vez, podemos nos ater a missões e assuntos pessoais.

– E por qual desses motivos está aqui hoje?

– Por acaso tenho ordens a cumprir por aqui. Mas não é como se eu não pudesse aproveitar a proximidade para meus assuntos pessoais.

– Missão pra Akatsuki por aqui? Envolve Konoha?

– Ino se não quer colocar a Akatsuki entre nós dois, não pergunte coisas da ordem, un.

– Tá certo. Missão pessoal?

– É, eu não resisti a tentação de aproveitar a proximidade de Konoha pra dar uma espiada numa kunoichi que conheci um tempo atrás un, tentar dizer mais uma vez pra ela que a amo e que as semanas que fiquei sem ver ela, depois que ela me expulsou da casa dela só serviram pra eu ter certeza do que sinto por ela, un.

– E como está o andamento desta sua missão? – Disse entrando no jogo dele.

– Em andamento, un. É alguma coisa. – Sorriu, ele fazia muito isso.

– Já encontrou sua kunoichi? – Continuou mergulhando no sorriso dele.

Naquele momento, ele não era um assassino. Com aquele sorriso fácil e timbre alegre, Deidara parecia apenas um moleque sem responsabilidade.

– Un – Respondeu, uma leve mensura com a cabeça complementando a resposta curta.

– Já disse o que queria pra ela?

– Un

– Então o que falta para completar sua missão?

– Saber se desta vez ela me aceita e permite que eu entre na vida dela un

– E como pretende fazer isso se ela é uma kunoichi de elite e você um nuke-nin?

– Ainda não sei un, mas se ela estiver comigo eu encontro um jeito.

– Hum.. pode ser que ela aceite se sentir que o sentimento que ela tem por você seja tão singular quanto o que você.

Após a fala Ino se ergueu até ficar sentada, pela posição de seus corpos se viu de frente para ele. Era impossível olhar para outro ponto que não para ela, o simples fato de manter seus olhos contra os dele lhe trazia uma estranha sensação de aconchego. Tão único era este sentimento que Ino se viu incapaz de explicá-lo ou simplesmente descrevê-lo.

Automaticamente ele deixou que suas mãos descansassem sobre as coxas dela, logo acima de seus joelhos. Ino riu, as bocas nas mãos dele causavam uma sensação engraçada contra sua pele. Havia certa expectativa nos olhos dele enquanto explicava que não tinha controle total sobre as pequenas estruturas que eram ligadas ao seus sistema de chackra, uma expectativa sobre o que ela de fato decidiria sobre eles.

– Acho que posso amar você. – Ela disse por fim, na dificuldade em encontrar palavras certas.

Não podia dizer que o amava, pois nem o conhecia direito. Mas não podia ignorar o fato de que fosse o que estivesse reservado para eles, era um sentimento forte o bastante para fazê-la crer em amor à primeira vista.

– Ah não estraga o clima, finge para mim que não tem dúvidas e me deixe ouvir isto uma vez. – O loiro pediu em seu típico tom casual e sua voz de timbre jovem, fazendo Ino rir alto e forma animada.

– Aishiteru. – Ela disse após alguns segundos, achando bastante difícil se manter olhando para os orbes azuis de um tom muito claro.

– Aishiteru mo. – Respondeu o renegado de um jeito tão fácil e feliz que soou divertido.

Ambos sorriram no embalo daquele clima criado pelo estranho nuke-nin que, apesar de não negar seu ofício, se mostrava cada vez menos com aquilo que ela pré-julgava como alguém da pior organização de criminosos que havia para se estar. E neste clima, o caminho entre seus lábios foi consumido de lentamente de forma natural.

Ele beijou primeiro o lábio inferior e depois o superior para então selar a boca dela. Pronunciar sua língua através dos mesmos foi o passo seguinte, já ansiosamente esperado pela loira que sentia pela paciência com que sua boca era tomada.

A passagem foi dada para sua língua sem nenhuma objeção. A mesma paciência que afligia o âmago de Ino exigia o limite da capacidade do Iwa conhecido pelo excesso de impaciência.

Já sonhava com aquele beijo desde o dia em que a deixou por pedido dela mesma. O gosto da boca dela era único, a língua quente explorava sua boca delicadamente o que fazia seu desejo por ela aumentar. A intensidade do desejo oferecido por ela através do beijo, aliado à saudade que o nuknin sentia já eram o suficiente para deixá-lo em um estado crítico de necessidade pelo corpo da mulher que o fez sentir o inexplicável, algo inominável.

Ino estava igualmente no paraíso. Não fazia mais sentido algum tentar omitir para si mesma que era exatamente aquilo o que queria, também não era importante se tudo estava correndo rápido demais ali, de frente para ele, podendo senti-lo seu novamente era tudo o que precisava.

Sentindo-se bem por poder assumir para si mesma e para ele também, que ficariam juntos do jeito que fosse. Sentiu a mão dele se movendo, arrastando-se por sua perna com a já conhecida boquinha experimentando o sabor de sua pele, deixando uma fina camada de saliva por onde passava.

– Vem cá, un. – Ele simplesmente partiu o beijo e se levantou, esperando ser seguido.

Ino o seguiu até uma pequena caverna que ela se quer sabia que tinha ali. Deidara tomou sua mão entrelaçando seus dedos para trazê-la até si, enroscando o outro braço em sua cintura. O quadro romântico do casal unido brilhou no sorriso refletido de ambos e durou até que ele se escorou na parede rochosa.

Deidara levou o dorso da mão dela à boca e começou a distribuir beijos, enquanto a outra mão pousava sobre uma das nádegas da loira. Os muitos beijos passaram por seu braço, subiram até o ombro, ficaram mais intensos deixando sinais roxos por onde passaram até que por fim, chegaram ao pescoço e se transformaram em mordidas.

Ino apenas o deixou usufruir de seu corpo, aproveitando cada sensação que ele lhe provocou. Sem se desgrudar do pescoço dela, a posição foi invertida e Ino foi colocada contra a parede. Ainda se permitindo ao prazer da entrega, Yamanaka permitiu que seu braço fosse erguido até a altura da cabeça para que fosse beijada novamente de forma intensa.

Em pouco tempo a vontade de explorar o corpo que tinha a sua disposição tomou conta dos sentidos de Deidara, e ele soltou a mão dela. Sem nenhum tipo de raciocínio Ino apenas deixou seu braço cair sobre os ombros dele, agarrando-se ao pescoço com mais força à medida que o beijo foi aprofundado.

Ela pareceu ter acordado de um transe profundo quando sentiu seu braço caindo. Deidara foi puxado contra o corpo pequeno com força nos dedos e pressão nas unhas, havia uma necessidade extrema em sentir seu corpo colado ao dele.

Suas respirações chegaram ao ponto de soprarem alto pelo ambiente cavernoso, ecoando além dos estralos molhados de seus beijos afoitos. Os sentimentos intensos que foram do desejo à negação se acumularam e estavam explodindo em atos castos de intensa sensibilidade, apenas queriam mais e cada vez mais um do outro.

Em certo momento a loira decidiu que algo estava os atrapalhando e eram aqueles panos todos. Interrompeu o beijo e o afastou um pouco, levou as mãos à barra de todas as três blusas que Deidara vestia de uma só vez, erguendo-as com a mesma pressa que havia em seus beijos.

À medida que via o abdome dele aparecendo, passou a marcar cada músculo proeminente com um pequeno hematoma, consequência de chupões e mordidas que ela não se preocupou por ter distribuído pela pele clara. Deidara sorriu com a súbita mudança de comportamento da konoha, sem nem cogitar opor-se ao movimento que a ação dela o obrigou a fazer, erguendo os braços não apenas para permitir a passagem dos tecidos pelos mesmos, mas principalmente para incentivar o lado mais "ativo" de Ino. Quando ela terminou a tarefa, seus rostos estavam bem próximos.

– Está com pressa, un. – Ela fez que sim com a cabeça.

Ele tinha a penetrando em muito menos tempo quando se quer se conheciam, não via motivos para ir mais devagar sendo que agora já sabia o que queria. E estava querendo há muito tempo. Mas simplesmente achou que era ainda mais perda de tempo explicar isto ao loiro, então como resposta apenas tomou a boca do loiro sem reservas invertendo a posição de ambos novamente.

Apenas mais um ato impulsivo naquele relacionamento imprevisto e impensado. Desacreditado e vivido por sua descrença. Enrolado e desenrolado pelas barreiras ainda invisíveis em seu caminho. Haviam atraído-se sem se preocupar com identidades e se amado sem pensar em consequências, de concreto em sua história escrita por rabiscos havia apenas o impulso emotivo que os cegava para toda a parte racional do universo que deveriam habitar separadamente. Mas juntos escolhiam sem pensar pular para um universo em que apenas eles mesmos orbitavam.

As mãos de Deidara subiram pela cintura e uma delas logo alcançou o zíper do top roxo que ela costumava usar, a peça a foi tirada com extrema facilidade e agora ele tinha acesso aos seios fartos que foram prontamente deixados aos seus cuidados; e de suas queridas boquinhas. O beijo foi interrompido por um gemido de Ino que era de puro prazer, mas intimamente também tinha ar de protesto.

Da primeira vez que fizeram amor, ela foi completamente alisada pelo loiro, dessa vez ela queria poder dar as cartas também. Afastou o corpo do dele, que no susto abriu os olhos temendo não estar a agradando, mas ao fazer isso se deparou com um sorriso malicioso nos lábios úmidos e inchados.

Antes que ele pudesse reclamar de alguma coisa Ino tratou de voltar a beijar pescoço dele, gostava da maneira como os músculos dele se contraíam quando fazia isso. Enquanto deixou mais marcas pela pele do rapaz, suas mãos se ocuparam em abrir a calça negra de tecido pesado que ele vestia. Assim que conseguiu, usou as mesmas para tirara-las de seu corpo ao mesmo tempo em que começou a descer os beijos pelo corpo descoberto.

Ino escolheu começar o caminho percorrendo o mesmo trajeto feito anteriormente, renovando os roxos deixados nos músculos dele. O loiro apenas se deixou apreciar o que era oferecido por ela, gostando das sensações, principalmente quando os dentes pequenos tocavam sua pele e faziam seus músculos se contraírem em descontrole sob os lábios curiosos e arteiros.

Ao perceber que com cada mordida mais intensa os músculos dele se contraíam em um caminho sistêmico que ia do ponto da mordida até o baixo ventre, um lapso irônico de insanidade fez um pensamento se libertar de forma involuntária em sua cabeça, fazendo-a desejar saber o quanto fazer sexo com um criminoso membro da Akatsuki poderia lhe trazer novas experiências. Perceber que ele sentia mais prazer nas mordidas doloridas a fez sentir vontade de tirar proveito da situação e ser má para o cara mau. Também a fez se perguntar como seria se ele resolvesse usar o espólio de frieza e maldade que certamente havia adquirido nos anos de vida no caminho secundários de vida que tinha escolhido.

Aquilo com certeza seria ponto de discussão no futuro, quando Ino pudesse avaliar o quão bem irão se conhecer e que níveis de intimidade poderão desenvolver. Enquanto isto, ela estava marcando seu corpo todo como posse de território, como que se cada roxo fosse uma assinatura sua com sua arcada dentária bem desenhada para prova de crime até que em continuidade de suas carícias, sentiu os lábios quentes envolverem seu membro rijo.

– Ahh – O Iwa não fez questão de segurar o gemido.

Ino lambeu o pênis da base à cabeça e depois o envolveu com uma leve sucção. Tirou o órgão da boca delicadamente, parou na cabeça e fez pressão na glande. Em seguida levou a mão ao membro, mão e boca deslizaram fazendo movimentos de vem e vai consecutivos, dando prazer ao loiro com os atos enquanto ela mesma se deliciava ao ouvir cada manifestação de prazer com o pênis inchado preenchendo completamente sua boca, deixando seus lábios que formigavam levemente. Enquanto escorregava sua língua pela pele macia, sentindo cada vergão das veias cada vez mais calibradas e cheias de sangue ela gemeu por sentir o reflexo do prazer que proporcionava à alguém.

– Ahh...un – Deidara passou as mãos pelos cabelos, depois as pousou atrás da nuca trazendo os cotovelos pra frente, jogou a cabeça pra trás. – Ino!

No embalo do prazer que ela demonstrava ser compartilhado, apenas se permitiu aproveitar o que lhe era oferecido com tanta boa vontade, sem se preocupar quando o prazer maior o alcançou. Ino parecia conduzir todo o movimento de forma sincronizada, o que fazia parecer que o excesso de conteúdo tocando sua garganta não fosse de nenhuma forma incômoda.

O olhar que ela lhe lançou quando o aviso lhe foi dado fez com que Deidara conseguisse sorrir antes de se entregar ao orgasmo completo. O momento do gozo ainda foi no interior da boca da loira, mas a maior parte do conteúdo ficou na mão de Ino que cobriu seu falo para que o mesmo ficasse completamente molhado por seu próprio produto.

Ele a levantou pelos ombros e a virou de costas para si, sua boca deu atenção à orelha e ao pescoço dela. As mãos desceram pelo corpo, brincando um pouco mais com seus seios e escorregaram por sua barriga de uma forma que a fez arrepiar, a fivelinha que prendia a jardineira roxa ao short foi puxada com tal brutalidade que a peça quebrou.

As mãos habilidosas alisaram as curvas externas do abdome, encaixando a ponta de seus dedos no vão criado pelos ossos pontudos da região de uma forma que lha dava a força necessária para puxar o quadril de Ino contra o seu corpo até que ela não tivesse escolha a empinar o bumbum contra o seu baixo ventre ainda adormecido pelo gozo recente. Gostando do contato e toque forte de suas mãos, Ino aproveitou-se da posição para movimentar suas nádegas contra o membro do amante, instigando-o a ficar ereto para si novamente.

O corpo levemente inclinado para roçar cada vez mais de seu bumbum contra o pênis que reagia levemente à provocação precisava de apoio para não perder o equilíbrio no movimento, para isso Ino ergueu um dos braços para agarrar o pescoço de Deidara por cima de seu ombro. A posição forçava a loira a pender seu tronco para frente o que fez com que seus seios pendessem livres, tornando a cena em algo bastante erótico. Mesmo que o Iwa não pudesse a ver plenamente, imaginar cada detalhe que se escondia dos seus olhos foi um bom combustível para que ele a desejasse ainda mais.

Uma vez que ela se mantinha empinada para si por próprio prazer, uma das mãos de Deidara foi direto para um dos seios pendidos em liberdade. A outra invadiu minimamente o interior do short, apenas o suficiente para seus dedos se agarrem com força ao tecido e arrastar com dificuldade a peça mais a calcinha enquanto a boca no centro da mão que massageava o seio de Ino aproveitava para sugar o mesmo.

A dificuldade em descer as roupas da Yamanaka com apenas uma mão tornou mais longo o tempo do carinho em seus seios, e também deixou a tarefa contar com a trilha sonora de gemidos agoniados da loira afoita. Satisfeito por ter feito o short e a calcinha descerem até metade das coxas dela, a boca que até então estava ocupada com um amplo sorriso de satisfação subiu até a orelha de Ino.

– Geme bastante pra mim, um – Pediu com voz calma e acomodou-se contra a pele do pescoço dela, e Ino começou a receber um tratamento que já conhecia da mão dele que a abraçava por trás e acariciava sua parte íntima.

Não era nem por ele ter pedido, mas ela deu início ali a uma série de gemidinhos que começaram tímidos e mudaram à medida que a intensidade de seu prazer aumentava. Era uma mistura de dedos, língua e saliva que a estavam deixando louca, involuntariamente, seu corpo queria se contorcer. Ao perceber isto, a mão que acariciava seu seio abandonou a tarefa divertida para passar o braço por volta da cintura de Ino e a manter firme no lugar, completamente presa a ele. Em resposta ela ergueu o braço ainda livre para imitar a ação do outro, agarrando-se com mais força ao pescoço de Deidara.

– Deidara, eu quero agora. – Pediu empinando ainda mais o quadril contra o falo –novamente- desperto.

Ele a conduziu até uma elevação rochosa e escorou Ino ali. Ainda às costas dela fez com que se inclinasse sobre o rochedo, começou a passar seu membro novamente rijo pela pele macia de suas nádegas, fez com que inclinasse um pouco mais, passeou com seu órgão até chegar à altura ao início da coxa dela, voltou e posicionou-se na entrada da cavidade úmida de desejo.

– É isso que você quer, un – Ela respondeu com um gemido mesmo sendo uma pergunta retórica.

Ele a invadiu, arrancando dela um longo gemido de contentamento. Ao sentir completamente o calor úmido do corpo de Ino, o próprio Iwa liberou um gemido de satisfação que marcou o início dos movimentos entre seus corpos. Lentos, como se ainda se testassem ao mesmo tempo em que pareciam se apreciar, contemplando um alto nível de prazer apenas por estarem daquela forma.

Deidara se inclinou mais sobre o corpo dela à procura de mais contato de pele, mas manteve o mesmo ritmo. Tinha esperado tanto tempo para estar com ela novamente, não queria que a noite terminasse tão cedo.

Ele se retirou de dentro dela e a virou para si, antes que ela pudesse falar algo ele já estava se deitando no chão e a conduzindo pelas mãos para que se acomodasse sobre ele. Ino entendeu o recado e logo se fez preenchida novamente, logo podia ver o prazer estampado na face dele, mas não por muito tempo, pois fechou seus olhos e jogou a cabeça pra trás, iria por mais velocidade em suas investidas.

Logo, Deidara passou as mãos pelo quadril dela, não aguentaria muito tempo mais. Subiu as mãos para as costas dela e a fez inclinar sobre si, agarrou-se nela com força, deixando- a imóvel, começou a se mover sob ela com bastante velocidade. Sentiu o corpo dela se contraindo e os músculos internos de sua vagina envolvendo seu penes, aumentando seu prazer, gozou logo em seguida.

Ino levou um tempo até sair da posição em que estava, deu um beijo rápido nele e se acomodou ao seu lado no aconchego de seu abraço. Ele brincava com os dedos de sua mão, entrelaçando-se a eles e encarando divertido ela que se esforçava para não cair no sono. Largou a mão dela e passou a acariciar seu rosto.

– Descanse aisuru. – A aconchegou melhor em seus braços, ela nem respondeu, apenas sorveu o calor do corpo dele no seu e dormiu.

NOTA: "Aisuru" é uma forma carinhosa de chamar, é tipo meu amor ou algo assim.