Capítulo oito: O primeiro passo de um destino selado
Por Kami-chan
Os quatro pares de pernas moviam-se rápidas, haviam voltado à trilha já a vinte dias de viajem tranquilos, mas hoje em especial o céu resolvera se tingir de cinza cobrindo todo brilho solar com as vastas nuvens carregadas. A iminência da chuva forçou o grupo que seguia em uma caminhada gostosa, assumir o ritmo de trote rápido.
Aquela corrida não era nada de especial para o jovem de cabelos castanhos, a garota loira que corria à sua esquerda e a de cabelos rosados à sua direita, mas para o jovem senhor feudal não era o mesmo. Aquilo estava lhe exigindo muito mais do que poderia oferecer.
– One..Onegai – Veio a voz ofegante do rosto coberto da autoridade máxima do país, antes de jogar o corpo pra frente e apoiar as mãos nos próprios joelhos.
– Tudo bem? – Perguntou Sakura se adiantando para verificar a frequência cardíaca do senhor feudal. – Sente-se e descanse.
– Sakura mais um pouco e a chuva nos alcança. – Disse Shikamaru.
– Acho que seria melhor encontrarmos uma pousada Shika. – Disse Ino se abaixando diante da autoridade que escoltavam para lhe oferecer um pouco de água.
– Essa chuva vai nos alcançar de qualquer jeito Shika, não tem como continuar correndo. – Disse a rosada se levantando.
E cerca de dez ou vinte minutos depois eles estavam parados diante da única construção civil que foram capazes de encontrar. Uma pequena fazendola com uma farta e colorida horta diante da casa simples ao lado de um alto, mas igualmente simples celeiro. No pasto uma velha senhora que guiava os poucos bezerrinhos teimosos para dentro do celeiro antes que a chuva chegasse para banhar o campo.
– Será que ela vai nos dar abrigo? – Perguntou o senhor feudal
– Claro! Eu acho... – Respondeu Ino sorrindo e tentando chamar a atenção da senhora acenando como o braço acima da cabeça.
– Somos shinobi escoltando a figura mais importante do País do Fogo, se estivermos em solo aliado ela deve nos acolher. – Disse Sakura acenando da mesma forma que Ino.
– Creio que já estamos em meus domínios. Se for o caso, não ceder abrigo para mim é considerado um crime. – Disse o mascarado misterioso.
– Senhor – Disse a velha senhora ao se aproximar do portão. – A que devo a visita do senhor feudal?
– Estes três ninjas de Konoha estão me acompanhando até minha casa, mas não há meios de escapar dessa chuva. Peço por sua hospitalidade. – Ino e Sakura se entreolharam, a voz extremamente jovem do homem que ambas haviam comparado com Naruto, falava agora de forma autoritária, embora ao mesmo tempo simples e com tom de humildade.
– Claro, entrem entrem. Será um conforto ter companhia em um dia cinza como esse, meu marido morreu há pouco tempo, ainda não me acostumei com o silêncio na casa. Vamos – Ela os acolheu abraçando o vento, convidando-os a entrar – Vou fazer uma sopa para nós todos.
A casa da velha senhora era totalmente simples, algumas madeiras da lateral já estavam apodrecidas formando largas frestas, o chão tinha partes tomadas por cupins e muitas telhas estavam quebradas o que acarretava em uma série de goteiras. Sem jeito a senhora explicou que nunca teve filhos e após a morte de seu marido sua vida foi completamente afetada, ela não tinha habilidades com essas coisas, o que a impedia de concertar ela mesma e também seu dinheiro era pouco para encomendar ninjas para ajudá-la.
Ainda assim aquela era uma pessoa tão boa e os recebera ali com tanta gentileza que durante o jantar Shikamaru decidiu que pela hospitalidade ele, Ino e Sakura ajudariam a colocar a casa de volta em padrões aceitáveis. Ao ouvir o pronunciamento cheio de iniciativa do moreno de Konoha o senhor feudal disse que os materiais necessários seriam dados por ele. Decidiram que levariam o líder até seu palácio no dia seguinte quando a chuva passasse e então voltariam de lá com materiais e servos do palácio para ajudar no que fosse possível.
Após o jantar simples, mas reconfortante Ino e Sakura foram levadas a um quarto no segundo andar enquanto Shika dividiu espaço com o senhor feudal em outro. O quarto das meninas estava realmente um caco, Ino e Sakura se olharam trocando uma confidencia antes de se virarem pra senhora e agradecer a hospedagem, mas logo que saiu o clima foi outro.
– Eu acho que chove mais aqui nesse quarto do que la na rua. – Disse Sakura desviando das goteiras pra chegar à cama de casal que elas teriam que dividir.
– Pior são essas frestas todas, da pra ver a rua. – Ino disse e nesse momento caiu um raio no lado de fora iluminando o quarto inteiro – Eu não disse?! – Comentou apavorada fazendo a outra rir
– Hei Ino, não tem medo de filmes de fantasmas ne?
– Por...
– Escuta esse vento entrando pelas frestas. OOHHH – Ela terminou imitando o som típico de filmes de terror.
– Será que a pose de velhinha generosa é só fachada. Ela na verdade já morreu há cento e cinquenta anos e é um fantasma enfurecido que vai nos estripar enquanto dormimos?
– Credo Ino, que imaginação! Você acha essa hipótese possível?
– Olha com essa casa de cenário de filme de terror, não precisaria muito não! –Ela riu.
– Ta chega, vamos dormir que amanhã o dia vai ser longo! – Sakura disse se jogando na cama.
– Não não, você é quem vai dormir mais perto da porta e eu mais perto da parede. – Ralhou a loira.
– Por quê? O assassino mata por ordem de quem vê na frente? Olha sinto muito, se ela for um fantasma vai atravessar a parede e não bater na porta.
– Testa-baka-sama! Você dorme aqui porque não quero que me acorde quando for escapulir da cama pra ir lá ver se o "Shika ta dormindo bem" – Ela disse irônica – Aliás do jeito que estamos cansados, mais o jeito como o Shikamaru adora dormir e esta chuva, acho que você vai perder tempo indo até lá.
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O barulho alto do trovão a fez acordar, olhou pela janela cheia de frestas que permitia a entrada da claridade dos trovões. Ela passou as mãos nos olhos dando início a uma longa espreguiçada.
Ino levantou e procurou, inutilmente, Sakura pelo quarto e sabia exatamente onde a amiga deveria estar. Isto fez a invejar desejando um dia também poder andar por aí com Deidara, escapulir de seu dormitório em uma missão pra buscar o calor dos braços do homem que amava.
– Ah pare de sonhar Ino, ninguém mandou se apaixonar por um criminoso. – Disse para si mesma ao sair do quarto, achou que era melhor ir até a cozinha tomar um copo de água.
A tempestade vista da cozinha era ainda pior que através das frestas da velha janela de seu quarto. Ali a vidraça lhe dava vista completa dos clarões que cortavam o céu escuro no horizonte sem dar nenhuma trégua.
Entretanto, acima dos barulhos da tempestade um ruído de porta sendo forçada se sobressaiu em seus ouvidos e com muito esforço olhou através da janela de vidro quase completamente embaçado à procura da origem do barulho. Muito longe, na entrada do celeiro ela pode ver uma criatura branca gigante que batia uma das asas enquanto a outra permanecia aberta servindo de cobertura para proteger um loiro empapado da chuva torrencial enquanto ele forçava a porta.
– Mas é doido de pedra mesmo. – Disse se afastando da janela sem conseguir evitar o sorriso que se formava em seu rosto. – Espero que não exploda essa porta ou nos trará grandes problemas. – Disse já cruzando a porta que dava acesso da cozinha aos fundos da casa, sem se importar com a chuva.
Mas quando deu a volta na casa e alcançou o celeiro já não encontrou mais nada, abriu a porta sem dificuldades e entrou pela escuridão interrompida apenas pela claridade dos raios. Será que o que vira fora somente ilusão? A única companhia que encontrou ali dentro foi a dos bezerrinhos teimosos e mais três cavalos que se mantinham silenciosos cada um em seu cubículo.
– Deidara – Chamou enquanto caminhava até o meio do lugar – Deidara – Chamou um pouco mais alto vendo sua voz ser abafada pelo estrondo de um raio que caíra muito perto dali.
Ino tentou ajeitar a franja do cabelo que agora insistia em ficar grudado em seu rosto dificultando sua visão. Assim como os longos fios loiros todo o corpo da loira estava encharcado e por onde ela passava montes de feno grudavam em sua perna. Ouviu algo vindo da esquerda atrás de si, caminhou até lá com cuidado para ver se ouvia mais alguma coisa.
– Dei-kun eu sei que está aqui! – Disse muito perto de onde vinha o barulho.
Como não obteve nenhuma resposta segurou-se na divisão de madeira que se parecia muito com a cerca do lado de fora da fazendola, colocando sua cabeça para dentro daquele ambiente cercado. Absolutamente concentrada levou o maior susto quando o cavalo que residia ali bufou contra seu rosto.
– Ah seu filho de uma égua! – Praguejou de susto, mas nesse momento outro barulho aconteceu a fazendo virar imediatamente para o outro lado.
Desejou naquele momento não ter falado sobre aquelas coisas assombradas com Sakura antes de dormir, agora elas não saíam de sua cabeça. O vento lá fora parecia enlouquecer, quase levando as madeiras do lugar junto consigo. Mais um raio caiu com um estrondo, mas foi em seu ouvido que ela ouviu a voz de quem procurava.
– Como foi que me encontrou un – A voz vinha exatamente atrás de si no local onde tinha colocado a cabeça e tinha sido espantada pelo cavalo.
Deidara falou ao mesmo tempo em que puxara a fina cintura de Ino com força através da cerca. Seus braços passaram por um dos espaços entre as madeiras, alisando a barriga onde a blusa molhada se colava
– Eu estava louco de saudade un – Disse ainda antes de morder a orelha que estava próxima.
– Baka! Você fala como se só você sentisse. Porque não respondeu quando chamei?
– Estudando o local un, vem aqui! – Disse a soltando e permitindo que ela se virasse.
Um pé de Ino foi firme à madeira mais baixa da cerca e enquanto suas mãos eram seguradas firmemente pelas de dele ela colocou o outro pé na segunda madeira. Passando as mãos para o ombro de Deidara permitiu que ele a pegasse no colo e a passasse de cima da cerca para o seu lado.
Claro que como kunoichi seria muito mais prático apenas colocar ambas as mãos na terceira e última madeira da cerca e pular. Mas daquele jeito era muito mais charmoso e fazia Deidara se sentir seu heroi.
Foi impossível não se perder em um longo e apaixonado beijo cheio de saudades quando a donzela salva já se sentia segura nos braços de seu salvador. Ele abriu os olhos sem deixar de beija-la, procurando por algo que se moveu em meio ao breu e veio imediatamente na direção do casal.
O loiro caminhou os levando para cima da ave branca, somente lá soltou Ino e ao comando de seu mestre a ave apenas subiu os levando para o segundo nível do local. Onde ele a conduziu para fora da ave, as mãos entrelaçadas fizeram Ino passar em torno de si em uma breve brincadeira fazendo a loira rir desencadeando nele um riso de igual proporção.
Até que ele finalmente a trouxe para mais perto de si enroscando a fina cintura com o braço que a guiava, a fonte cristalina em seus olhos vertia pelo mais singelo contato dando aos orbes azuis tão claros o mais belo brilho apaixonado, um mergulhado na própria imensidão que era refletida no outro. Outro raio caiu la fora e a luminosidade azulada fez seus olhos cintilarem entre as mechas molhadas coladas em suas faces.
– Eu não aguentava mais de saudade de você. – Disse depois de cercar o pescoço do loiro.
– Pelo menos você está trabalhando, imagine eu que tive como única tarefa essas semanas todas pensar em você un – Já não era mais instinto e sim necessidade que levava as mãos dele a descer ao longo do corpo dela e pousar em seu quadril
– E pior un, pensar em como não tive você – prosseguiu com comentário a fez rir enquanto ele aproveitava da localidade onde suas mãos estavam para ergue-la do chão e então continuou a falar – Gomen Ino, eu realmente não esperava que você me percebesse aqui un, mas... – Ele a soltou novamente fazendo-a cair deitada sobre grosas camadas de feno que era armazenada em um dos cantos ali então se ajoelhou ante sua eterna musa. – Eu acho que da última vez que nos vimos eu estava mais ou menos por aqui un – Concluiu removendo a galocha de chuva que ela tinha pego para ir até ali, lançando-lhe o mais cúmplice olhar cheio de malícia referindo-se à lembrança que tinham de Suna.
– Não mesmo – Ela respondeu à altura erguendo o tronco se apoiando a um cotovelo enquanto sua mão livre se fechava na camiseta negra – Seu lugar não é aos meus pés – A malícia conseguiu se sobressair até mesmo no mais intenso breu fazendo com que a luz de seus olhos o acertasse como um raio. – Seu lugar é aqui.
Aproveitando-se da situação a mão que prendia Deidara o puxou sobre seu corpo, arrastando-o entre suas pernas até que ela pudesse alcançar sua boca. Trouxe o loiro para um beijo possessivo, as boas vindas da saudade já haviam passado e deixou em seu caminho a necessidade que a falta da presença do homem que amava abria em seu peito. Teriam tempo para palavras bonitas mais tarde o que queriam agora era saciar seus desejos antes que o mesmo os consumisse de vez.
Na presa, as mãos tão hábeis de shinobi buscavam por caminhos diferentes a mesma satisfação, seus dedos traçavam caminhos certos pelos panos, zíperes e botões a fim de encontrarem o calor do toque da pele do outro. Como se cada momento que se passasse sem o contato suas vidas diminuísse, enquanto que por outro lado a união de suas peles se tocando e roçando por meio de mãos, unhas, bocas e dentes reascendesse a vitalidade os deixando mais revigorados, mais vivos.
Ao som da chuva lá fora o que era saudade se tornou pura necessidade e quando se deram por si suas roupas já não podiam mais ser encontradas. Seus corpos afundavam pela maciez do feno seco.
Os lábios já inchados não sabiam mais dizer quantas vezes e de quantas formas já tinham percorrido por seus corpos. Ainda sobre Ino, Deidara buscou por seus lábios mais uma vez, a loira correspondeu a cada beijo os intensificando, pedindo como um animal sedento por mais e mais do gosto dele.
Em busca de ar a loira interrompeu o beijo jogando sua cabeça para trás sugando o ar em sua volta enquanto Deidara preenchia o espaço vazio de seus pulmões entre chupões e lambidas pelo pescoço sob si. A essa altura suas mãos já cuidavam do resto do corpo de Ino, o que permitia ao nuke-nin não sair da posição em que estava.
Ela se permitiu retribuir aos carinhos na parte do corpo dele que alcançava, apertando, arranhando ou alisando de forma pesada as costas de Deidara. Os dentes do loiro se fecharam em torno de seu lábio enquanto a mão lhe lambia o corpo e estacionava sorrateiramente sobre um de seus seios circundando cuidadosamente seu mamilo, neste momento Ino deixou que uma de suas mãos descesse até a nádega do outro cravando la suas unhas enquanto simultaneamente o outro braço se fechou em torno do corpo o pressionando contra si.
Deidara então se afastou da Yamanaka, um cotovelo lhe dava estabilidade para ficar ao mesmo tempo em cima e ao lado da loira, a ponta de seus narizes e suas testas se colaram. A ponta dos dedos desenhou o contorno dos lábios inchados que se quer se fechavam para que a loira pudesse buscar por mais ar, desceram pela curvinha do queixo.
A mão virou fazendo com que o dorso passasse pelo pescoço enquanto a ponta dos dedos ainda alcançava e prendia delicadamente a orelha. Fez a mão virar novamente para que o palmo ficasse em contato com a pele e passeasse por seu busto, encontrando o caminho que em seu tórax os ossos demarcavam até mergulhar no abdome liso, apenas levemente alterado pelo desenho dos músculos que tardam a se desenvolver.
Poderia esculpir quantas Inos quisesse somente com os detalhes que guardava de seu corpo. Mas sabia que nenhuma obra de argila seria tão perfeita quanto o ser que ocupava sua vida e sua mente.
– Itoshii hito yo, watashi wa anata wo aishite imasu. – Os lábios dele desenharam deixando escapar cada palavra em quase sussurros e então fez seus lábios se tocarem rapidamente.
– Sou eu que te amo tanto assim. – Ela respondeu reformulando a frase dita por ele.
Ino os uniu novamente em um beijo enquanto ele aproveitou para seguir com sua exploração até onde suas mãos eram capazes de alcançar terminando repousada sobre a intimidade da namorada. Voltou a aprofundar o beijo que dividiam até rompê-lo sem aviso desceu um pouco seu corpo para dividir seus carinhos pelas duas áreas mais sensíveis do corpo dela.
Sua mão pousou sorrateira sobre o pequeno órgão deixando que a pequena língua em sua palma fizesse todo o serviço enquanto voltava a dar atenção aos seios da garota com seus lábios. Não demorou para que Ino passasse a dar sinais da intensidade do prazer que ele lhe proporcionava, mas o loiro não se daria por satisfeito com tão pouco.
Desceu seus lábios pela barriga deixando leves mordidas pela lateral do abdome e traçando um caminho de beijos até o pequeno umbigo que era um detalhe no centro do corpo. Então sem avisos subiu novamente para admirar os olhos inebriados de Ino e as expressões em sua face por alguns segundos, depois seguiu até a orelha da loira e la sussurrou as mais variadas palavras que a loira ouviu de olhos fechados enquanto sentia o membro de Deidara a penetrar sem que o loiro tirasse a mão que lambia doentiamente calmo seu clitóris.
Entre o cheiro da chuva, as doces palavras que ele lhe sussurrava e as mais intensas sensações que Deidara lhe proporcionava Ino se viu estremecer, tendo a completa certeza que derreteria cada vez que o namorado investia contra si devido ao calor intenso da eletricidade corria por seu corpo. As pernas da loira já estavam na altura das costelas de Deidara enquanto as mãos nos ombros do loiro lhe davam instabilidade para os movimentos que acompanhavam os do loiro, fazendo seus corpos se chocarem com cada vez mais intensidade.
Os gemidos pouco a pouco se transformaram em gritos que por fim denunciavam o fim da brincadeira, Deidara ficou ainda jogado em cima da loira por alguns minutos até girar com ela presa em si pela cintura, invertendo suas posições. Satisfeitos por finalmente estarem juntos, nem mesmo a exaustão seria capaz de interromper os carinhos por aquela noite e Ino buscou mais uma vez a boca da sua razão de felicidade em um beijo morno e acolhedor enquanto Deidara passava as mãos por suas costas em um carinho cheio de... carinho.
Mais meias palavras trocadas entre os lábios que se desgrudavam por pouco tempo antes de buscarem um pelo outro novamente, ambos querendo evitar o sono tentando adiar a aurora que se aproximava para separá-los mais uma vez. E entre seus carinhos a malicia surgiu novamente, desta vez por investidas da loira que sobre Deidara os levou para uma nova série de gemidos intensos.
Ino se movia enquanto as mãos de Deidara eram seguras acima de sua cabeça por uma das mãos dela enquanto ao outra mão de Ino deslizava indisciplinada pelo corpo do garoto que era perfeito em todas as proporções, o corpo que a havia feito cometer uma loucura atrás da outra quando invadiu sua vida de forma tão inesperada, deixando-a completamente dependente do que toda aquela perfeição tinha para lhe oferecer. As mãos do loiro foram soltas e Ino só precisou puxar de leve seus ombros para ele entender que era pra sentar.
Deidara se sentou sem sair da posição em que estavam, as mãos jogadas para trás e espalmadas no chão davam uma leve angulação ao seu corpo e Ino sobre si também se jogou para trás com as mãos igualmente espalmadas com os joelhos fletidos e as coxas levemente elevadas diminuindo a abertura de seu órgão que subia e descia deslizando pelo membro de Deidara. Arrancando altos gemidos de satisfação do loiro com isso e apenas intensificando seus movimentos de acordo com os pedidos proferidos em suplicas entre os gemidos dele, até o fim.
Sem se deitar ele encostou-se à parede da construção acomodando Ino entre suas pernas em um abraço acolhedor aonde como de costume, o sono chegou para ele muito antes do que para ele. A chuva ainda caía e ele a olhava com a admiração de quem finalmente após uma vida sem sentido tinha algo por o que lutar, não havia linhas de destino em sua mente onde ela não estivesse presente em seu presente e futuro. Em outras palavras, Deidara sentia que para ele não havia futuro sem ela.
A pele da loira se arrepiou completamente, também pudera o temporal la fora estava surrando o pobre celeiro de maneira cruel, ele esticou o braço para puxar sua capa e jogar por cima do corpo entre seus braços. Houve um pio dentro do ambiente, os animais já começavam a se movimentar o amanhecer não tardaria muito.
Olhou mais uma vez para Ino sabendo que logo logo teria que a acordar e então o sonho estaria desfeito, ele voltaria a ser ninguém e ela voltaria para sua vida cheia de prestígios seguindo com outras pessoas de mesmo valor e garantindo a segurança do homem mais importante do país. Era nessa hora que ele lembrava que não adiantava sonhar, como podia ver um futuro com Ino se seus destinos os guiavam na verdade para caminhos cada vez mais opostos?
Lembrou-se de algo, um pequeno presente que comprara por impulso em algum lugar por onde passou e tirou de um dos bolsos da capa o pequeno e delicado anel. Custara-lhe mais do que poderia gastar, mas o pequeno elo dourado com uma delicada lápis-lazuli acompanhada de pequenos brilhantes emanava em sua aura o nome de Ino.
Quais eram as suas intenções com o ornamento nem ele sabia ao certo, apenas o comprou com a certeza que estava devolvendo uma criança desaparecida a sua mãe, aquela jóia fora feita sob medida para ela. Mas como dar a Ino algo que carrega consigo um significado tão singular, o compromisso, se não podia garantir um futuro digno a ela. Ele sempre seria um assassino.
A ideia entrou em sua cabeça de maneira tão direta que fez o loiro murchar na mais profunda tristeza, era um fato de que por mais que a amasse aquele namoro maluco não levaria a Ymanaka a lugar algum. Certificou-se de que ela estava ainda dormindo e tomado pela curiosidade colocou a joia no dedo fino, o anel era dela e ficaria com ela, mas ele queria pelo menos ver o quanto se fundiam com perfeição antes de partir. Como imaginava, a peça parecia ter sido feito especialmente para Ino e sorriu antes de deixar que uma pequena lágrima percorresse o belo rosto.
– Eu tomei todas as decisões erradas até agora e o meu destino está selado por isso, você vai me odiar pelo resto da vida e esse é o mesmo tempo pelo qual eu vou te amar, mas acredite, essa é a primeira escolha certa da minha vida un. Eu não posso deixar que a minha vida interrompa a sua. Não há meios de eu dar um futuro a você un pelo menos não um tão bom quanto o que você vai ter se ficar o mais longe possível de mim. – Ele leu alto o que escreveu no bilhete que deixaria com ela, como sempre. Então se vestiu e se foi a deixando para trás desacordada no celeiro.
Itoshi hito yo, watashi wa anata wo aishite imasu
