NARUTO NÂO ME PERTENCE, NEM A HISTÓRIA! XIV
Hinata sorriu para Kiba e lambeu o catchup que escorria de seu hambúrguer. Almoçavam à pequena mesa de uma lanchonete de bairro.
Ele retribuiu o sorriso e afrouxou a gravata sóbria.
— Achei que este lugar seria bom para variar — comentou, descontraído. — Uma espécie de chance para recomeçar.
— Bem, nem se compara ao Old Mansion, mas eu me sinto bem mais à vontade aqui — confessou ela.
Kiba riu e, nostálgico, contou:
— Quando eu era garoto, almoçar num lugar como este era a melhor coisa do mundo! A gente nunca tinha dinheiro para nada.
Lembrando-se da gorjeta extravagante que ele dera ao garçom duas semanas antes, Hinata comentou:
— É... Parece que você progrediu muito de lá para cá.
Só então lhe ocorreu que Kiba aparentava ter muito mais dinheiro que Sasuke. Era mesmo estranho o fato de dois homens com funções tão semelhantes terem salários tão diferentes. A perua de Sasuke, mesmo sendo nova em folha, não podia ser comparada ao automóvel de luxo, importado, de Kiba. E as roupas novas de Sasuke, embora de bom gosto, provinham de lojas de departamentos; as de Kiba pareciam feitas sob medida.
— Onde passou a infância, Kiba?
— Indiana. Era uma cidade pequena perto da fronteira com o Illinois. Meu pai tinha um posto de gasolina.
Sem saber por quê, Hinata já não se deliciava com o timbre da voz de Kiba como duas semanas antes. Na verdade, estava ficando irritada. Mesmo assim, indagou:
— E como foi que se interessou por prevenção contra incêndio?
Ele deu de ombros antes de responder:
— Acho que gostava dos uniformes dos bombeiros. No começo, eu queria ser policial, mas não gostava da idéia de ter de matar alguém durante o cumprimento do dever. Acho que não conseguiria viver com esse peso na consciência. — Abrandando a expressão, concluiu: — Em vez disso, me tornei inspetor de prevenção contra incêndio.
— Desse modo você salva vidas de pessoas. Deve ser muito gratificante.
Kiba não pareceu sentir-se gratificado. A angústia dominou suas belas feições.
— Para ser sincero — desabafou —, nada mais foi gratificante desde que me divorciei. Gostaria de ser nobre o bastante para lhe dizer que foi por culpa minha, e que mudei meu modo de ser, mas... sinceramente, não sei de quem foi a culpa, e também não acho que mudei em alguma coisa... a não ser talvez no fato de ter-me tornado ainda mais solitário que antes.
Embaraçado pela confissão, ele esboçou um sorriso.
Hinata sentiu certa satisfação por Kiba revelar-lhe um pouco de si mesmo. Aceitara seu convite para almoçar exatamente por querer conhecê-lo melhor, não apenas por ele, que estava ansioso para desfazer a má impressão causada na primeira vez em que haviam saído, mas por ela própria, que estava arrependida de ter-se comportado tão futilmente naquela ocasião. Além disso, se conseguisse definir seus sentimentos em relação a ele, talvez esclarecesse também o que sentia por Sasuke.
— Você vê sempre a sua filha, Kiba? — perguntou.
— Eu costumava ver Tenten em fins de semana alternados, como um relógio. Até bastante tempo depois do divórcio, nós nos mantivemos unidos. Mas agora ela é uma adolescente, e nosso relacionamento tem-se tornado cada vez pior. Ela se entedia em meu apartamento, pois, muitas vezes, queria estar com os amigos ou ir a festinhas. E então, no último inverno, minha ex-esposa se mudou para o Colorado. Eu não tinha dinheiro para comprar passagens de avião com muita freqüência; por isso, já estava louco para ver Tenten quando chegou o verão. Demorei um pouco para perceber que ela pouco se importava em vir me visitar ou não.
Após uma pausa, ele prosseguiu, em tom amargurado:
— Ela veio para passar comigo as seis semanas que a Corte determinou, mas em três dias já estava louca para voltar. Tentei de tudo para fazê-la mudar de idéia: ameacei, bajulei, subornei, mas não poderia fazer com que ela quisesse passar as férias comigo. No fim, telefonei para a mãe dela e a pus num avião. — Soltando um suspiro desolado, concluiu: — Desde então, não recebi mais notícias de nenhuma das duas.
Num impulso instintivo, Hinata pousou a mão sobre a de Kiba e, solidária, declarou:
— Eu sinto muito, Kiba. Deve ter sido muito duro para você.
— Eu ainda não contei nem metade da história! — exclamou ele, parecendo ansioso para desabafar. — Fiquei louco durante algum tempo. Eu me tornei intratável e fiz coisas que... bem, que ainda estou tentando reparar. — Desconcertado, evitava fitá-la nos olhos. — Acho que Sasuke ainda não me perdoou pelas coisas terríveis que disse a ele na última vez que jogamos tênis. E ele deve ter ficado ainda mais chateado depois... bem, você sabe, depois daquela noite.
Hinata não queria falar sobre aquela noite horrível; aliás, não queria nem pensar nela. Talvez, se ela e Sasuke tivessem ido jantar juntos em vez de terem brigado... talvez ele tivesse lhe esfregado os pés então, e...
— Sasuke contou a você o que descobriu sobre a refinaria? — Kiba perguntou, de repente.
— Não. Nós não temos conversado muito ultimamente — ela respondeu, meio secamente, pois a simples menção do nome de Sasuke deixava-a deprimida.
— Hinata, eu gostaria muito de passar mais tempo com você neste fim de semana — ele declarou, terminando a refeição. — Há umas coisas que... bem, que gostaria de lhe dizer. Quero dizer... algumas coisas que preciso desabafar.
O pedido era incomum, mas sincero. Refletindo sobre a conversa daquela meia hora, Hinata concluiu que Kiba estava ensaiando para confessar alguma coisa, e esperou que não fosse nada relacionado aos possíveis sentimentos que poderia estar nutrindo por ela. Afinal, já estava tendo problemas para se definir com relação aos de Sasuke.
Vendo que ela se demorava a responder, Kiba resolveu insistir:
— Hinata, não posso dizer que sou um excelente cozinheiro, mas sou capaz de grelhar um bife decente. Será que não vou conseguir convencê-la a ir ao meu apartamento neste fim de semana para experimentar minha comidinha caseira? — Dando um sorriso inseguro, quase vulnerável, revelou: — Eu estou mesmo precisando de uns conselhos... Conselhos de uma amiga.
Hinata retribuiu o sorriso. Kiba parecia tão aflito que ela se sentiu feliz com a perspectiva de poder ajudá-lo.
— Pois eu adoraria jantar com você qualquer dia desses, Kiba. Por que não me liga mais para o final de semana?
— Obrigado, Hinata. Eu vou ligar — ele afirmou, com um suspiro de alívio.
Enquanto dirigia o carro de volta ao trabalho, Hinata lembrou que, dez dias antes, ela é que ficara entusiasmada com a simples perspectiva de Kiba pedir-lhe seu número de telefone. Mas, naqueles dias, tinha certeza de que nada jamais abalaria sua amizade com Sasuke.
Com a mente cheia de lembranças do desastroso acampamento em Yosemite, estacionou o carro diante da imobiliária. A última coisa que esperava ver era Temari sair correndo porta afora, gritando seu nome e com lágrimas a arruinar-lhe a maquilagem perfeita, enquanto agitava um pedaço de papel cor-de-rosa, provavelmente um recado, na mão.
— Hinata! — soluçou ela, desesperada. — Sua filha foi atropelada por um carro!
Quando Hinata chegou ao hospital, em Morgantown, Sasuke já a esperava no saguão de entrada. Ele só não fora a Coltersville dar-lhe a notícia pessoalmente porque queria estar presente quando Himawari saísse da sala de cirurgia.
— Hinata! — exclamou, assim que a viu chegar na companhia de Temari. — Hinata, ela está bem!
Ela começou a chorar assim que o viu, correndo em seguida até ele.
— Onde está a minha filhinha? O que aconteceu? O que aconteceu com Himawari, Sasuke? — soluçou, nem um pouco surpresa por vê-lo.
Ele a puxou de encontro ao peito, abafando-lhe os soluços. Também sabia muito pouco do que ocorrera, mas contou os detalhes soltos que conseguira apurar:
— Ela estava jogando bola na escola na hora do almoço. Uma das meninas rebateu a bola para a rua. Himawari correu atrás dela. Um carro vinha vindo... e não conseguiu brecar... — Sentindo Hinata estremecer, ele a estreitou com mais força e tentou acalmá-la: — Ela ficou muito esfolada, mas o médico acha que não houve danos internos. No entanto, ele só vai ter certeza depois da cirurgia. O carro não estava correndo muito. O braço direito estava partido em dois lugares e vai demorar para sarar. O médico disse que não podia adiantar mais nada antes de examiná-la.
Soluçando convulsivamente, Hinata indagou:
— E... quanto vai demorar?
— Eu não sei. Mais uma ou duas horas, imagino. Já faz tempo que estou aqui. Eu a vi pouco antes que entrasse na sala.
— Verdade?! — ela exclamou, sentindo grande alívio. — Ela falou com você? Quero dizer, ela conseguia falar?
— Sim, mas não disse muita coisa.
— O que foi que ela disse?
Ele afastou uma mecha de cabelos escuros do rosto de Hinata e repetiu as palavras de Himawari:
— Ela disse: "Não vá embora, tio Sasuke. Não me deixe sozinha..."
Arrependido por ter sido tão duro com a menina por causa do desentendimento que tivera com Hinata, Sasuke completou:
— Então, eu disse a ela que ficaria esperando, até ela acordar. Disse também que você e eu estaríamos esperando juntos.
— Ela vai se recuperar em dois tempos, Hinata — animou Temari, pousando uma mão em seu ombro. — Sasuke disse que ela estava bem. — Embora se esforçasse por voltar à compostura, a jovem ainda tinha as faces coradas e os olhos umedecidos.
Sem se descolar de Sasuke, Hinata aquiesceu. Como ainda estava nervosa demais para pensar com clareza, Sasuke o fez em seu lugar. Rapidamente, ele pediu a Temari que cancelasse todos os seus compromissos e os de Hinata dos dois dias seguintes, que chamasse Moegi e arranjasse outra babá para Hanabi e Boruto , e também que tentasse localizar Naruto Uzumaki e lhe desse a notícia.
Prometendo tomar conta de tudo, Temari abraçou Hinata e saiu apressada.
Assim que se viu a sós com Hinata, Sasuke sussurrou em seu ouvido:
— O médico vai cuidar de Himawari, e eu vou tomar conta de você. Todo o resto pode ser resolvido por Temari. Agora, confie em mim, Hinata... — ele a beijou na têmpora. — ...vai dar tudo certo.
Ainda chorando, mas já mais calma, ela ergueu o rosto e insistiu:
— Tem certeza, "Urso Sasuke"?
— Certeza absoluta.
Por algum motivo, o fato de Hinata ter voltado a usar seu velho apelido tocara-o profundamente. Era a primeira vez que ela o fazia desde aquela noite em que se esquecera do compromisso marcado com ele. Daquela vez, o uso do apelido enfurecera-o, mas agora achara-o adorável, assim como ter Hinata nos braços.
Embora satisfeito por ter conseguido acalmá-la, enfrentava um terrível sentimento de culpa pela ocorrência do acidente com Himawari. Qualquer pai ou mãe provavelmente sentiria o mesmo, mas Himawari não era sua filha, e aquela mulher que soluçava abraçada a ele não era, e jamais seria, sua esposa.
Só então percebeu que, por mais que tentasse fugir do amor que sentia por aquela família, jamais conseguiria. Ele pertencia a Hinata Hyuuga e seus três filhos, e nunca iria se libertar.
Sem conseguir reter as lágrimas, Hinata aguardava que o médico trouxesse notícias. Nunca na vida sentira tanto desespero. Se Sasuke não estivesse presente, não saberia o que fazer. Já nem se lembrava muito bem por que haviam se desentendido, mas sabia que a culpa era toda sua. Naquele momento, porém, tudo o que importava era o fato de Sasuke estar ali.
— Sr. Uchiha? — chamou um médico de cabelos ruivos.
— Sim! — Sasuke se levantou no mesmo instante e fez um gesto em direção a Hinata. — Esta é a mãe de Himawari.
Hinata se levantou também e apertou a mão do médico.
— Sua filha vai se recuperar — ele garantiu. Depois, com mais vagar, explicou: — O braço direito tinha múltiplas fraturas, mas pudemos lidar com todas sem complicações. Uma das pernas sofreu um corte profundo, mas não houve dano interno. A menina deve ficar sob observação atenta durante algum tempo, embora a princípio não haja motivo para maiores preocupações.
Hinata sentiu um alívio tão grande que nem conseguiu falar. Só quando viu Sasuke agradecer ao médico foi que se lembrou de fazer o mesmo.
— Oh, Sasuke! — exclamou, assim que o médico os deixou, abraçando o amigo, num gesto instintivo.
— Himawari está bem, Hinata! — ele a acalmou, apertando-a contra o peito. — Nossa menininha vai ficar boa!
Sem poder se conter, beijou-a na bochecha, no queixo e na testa. Com o mesmo espírito, ela o beijou no rosto. De repente, os lábios dele encontraram os dela. Foi como se o mundo parasse de girar.
Hinata nunca imaginara que um contato com Sasuke Uchiha pudesse afetá-la tanto. O primeiro beijo fora resultado da alegria e do alívio. Mas os beijos seguintes deixaram de ser breves e superficiais. Quando Sasuke realmente a beijou, pela primeira vez, Hinata se sentiu como que atingida por um raio. Tremendo de desejo e prazer, colou o corpo contra o dele num impulso para satisfazer uma necessidade inteiramente nova.
Podia sentir os dedos fortes de Sasuke acariciando-lhe as costas e os cabelos. Depois, ele a estreitou ainda com mais força e, tomando-lhe o rosto nas mãos, beijou-a com ardor.
— Hinata... — ele gemeu, com voz rouca.
Ela o calou com outro beijo, excitada e ansiosa demais para perder tempo com pedidos de desculpas e explicações. O mundo reduzira-se apenas a eles dois e ao que sentiam no momento. Abraçando-o, ela só pensava em fundir-se àquele homem, em tornar a união entre eles completa.
Sasuke acariciou-lhe o pescoço ao mesmo tempo que seu bigode lhe roçava o rosto eroticamente, chamando, convidando, numa súplica desesperada.
— Oh, Sasuke, eu te amo — ela sussurrou. — Você é tudo...
— Sr. Uchiha? — chamou uma enfermeira. — Desculpe a interrupção, mas é que o senhor me pediu para avisá-lo quando sua filha já estivesse no quarto. Pode ir para lá agora com sua acompanhante, se quiser.
Para espanto de Hinata, Sasuke recobrou a compostura de imediato e, desvencilhando-se dela, respondeu:
— Obrigado, senhora. — Sem esclarecer que a menina não era sua filha, indagou: — Qual é o quarto?
— Trezentos e três. É só pegar o elevador do fim do corredor.
— Obrigado — ele repetiu.
Em seguida, colocou a mão no ombro de Hinata e, sem olhá-la, empurrou-a na direção do elevador.
— Imagino que vá demorar um pouco até o efeito da anestesia passar — comentou. — Mas eu prometi a Himawari que estaria esperando no quarto quando ela acordasse.
Sem dizer palavra, Hinata caminhou ao lado dele. Ficara embaraçada ao ser surpreendida num momento íntimo com Sasuke. Contudo, agora que refletia sobre o assunto, chegava à conclusão de que, na verdade, sentira-se culpada por ter permitido que seu desejo sobrepujasse a preocupação com a filha, mesmo que por poucos instantes.
Mais uma vez, ela se voltara para Sasuke num momento de crise, o que significava que nada havia mudado. E, pelo modo como estava agindo, ele devia ser da mesma opinião. Parecia resolvido a encarar o episódio como um engano. Portanto, pelo menos por ora, seria melhor ela fazer o mesmo.
Chegando ao quarto de Himawari, ambos esperaram em silêncio que ela despertasse. Em vez de sentar-se ao lado de Hinata, Sasuke preferiu ficar de pé, andando em círculos pelo aposento. Seu olhar centralizava-se na menina adormecida, na janela, na porta, mas nunca na mulher a quem um dia pedira em casamento.
Quando Himawari finalmente voltou a si, ainda sob efeito dos anestésicos, não teve consciência de quase nada, a não ser que o tio Sasuke segurava sua mão.
— Eu não disse que estaria aqui, querida? — murmurou ele, sorrindo.
— Eu tinha certeza de que ia estar... — respondeu a menina, fazendo um esforço para retribuir o sorriso.
Porém, assim que viu a mãe do outro lado da cama, começou a chorar.
Com carinho, Hinata abraçou a filha.
— O médico disse que você vai ficar boa, querida — sussurrou, contendo-se para não recomeçar a chorar. — Todo mundo vai querer assinar no seu gesso. Vai ficar famosa — brincou, para aliviar a tensão.
Tentando segurar a mão da mãe e a de Sasuke ao mesmo tempo, a menina murmurou:
— Acho que vou dormir mais um pouco... Agora que vocês voltaram a ser amigos, vai dar tudo certo...
Hinata afagou-lhe os cabelos e Sasuke beijou-a no rosto.
— Vocês voltaram a ser amigos, não voltaram? — Himawari perguntou, querendo uma confirmação. — Vão destrancar o portão?
Embora nunca tivesse visto Sasuke chorar, nem mesmo quando Sakura morreu, Hinata podia jurar que os olhos dele estavam cheios de lágrimas.
— Pode apostar que sim — ele prometeu. — Aquele portão vai estar escancarado quando você voltar para casa.
A menina sorriu para ele, depois abraçou a mãe mais uma vez e voltou a pegar no sono.
Sasuke ficou em silêncio por vários minutos. Hinata sabia que ele estava pensando em como lidar com a promessa que fizera. Sob aquelas circunstâncias, provavelmente ele teria prometido qualquer coisa. Mas não havia dúvidas de que destrancaria o portão. O que não podia imaginar era como agiria em relação a ela. Aquele acidente, embora lamentável, talvez o fizesse mudar de idéia quanto aos planos futuros.
— Bem, agora que tenho boas notícias, acho que vou ligar para Temari — Sasuke declarou, de repente.
Ao ouvir o nome da outra mulher, Hinata ficou irritada. Era como se uma estranha houvesse invadido seu ninho particular. Teve vontade de implorar a Sasuke que não a deixasse e de dizer-lhe que estava muito, muito próxima de tornar-se sua esposa. Mas sentia-se tão atordoada, cansada e confusa que não conseguiu pronunciar as palavras... Palavras das quais poderia se arrepender dali a um dia ou dois.
Sasuke acariciou os cabelos de Himawari; depois, se dirigiu para a porta. Antes de sair, porém, olhou para Hinata e informou secamente:
— Também vou ligar para Naruto. Ele precisa saber de tudo o que aconteceu hoje. Quero dizer... tudo o que aconteceu com Himawari.
