Olá meus galera!

Peço desculpas pela demora.

É com muito prazer que trago para vocês mais um capitulo de Mergulhando em Outra Dimensão.

Agradeço mais uma vez por tudo, amo vocês.

Espero que gostem.

Bjos


"É impossível capturar o amor com o mal. De uma vez por todas, eu escolho Luz!" – Redimida –P. C. Cast e Kristin Cast

No terceiro templo Shion observava o entardecer se findar aos poucos com um olhar um tanto desolado, chamando atenção de seu melhor amigo. Dohko havia chegado poucos minutos depois que Saga havia se retirado do ambiente com um olhar determinado.

-Está assim desde a explosão de cosmo da antiga pupila de Shaka, não é mesmo meu velho amigo?

O lemuriano levou algum tempo para responder com um suspiro tristonho.

-Sim. Vejo no horizonte o futuro e ele não é nada agradável. Iremos enfrentar uma guerra brevemente.

-Talvez o inimigo demore em atacar. Provavelmente vai esperar alguns dias...

-Não. –A voz do ariano fez com que o chinês parasse sua fala ao meio. –Essa noite. Acredito que ainda essa noite Erebus atacará. Não faz o tipo dele esperar e isso já foi demonstrado antes. Um ataque quando não se aguarda é mais destrutivo do que um em que se existe uma espera. Mas não é isso que mais me preocupa e sim o destino daquela jovem. Ela me faz lembrar o passado.

-Então é por isso que gosta tanto dela?

-Sim e não meu velho amigo. Cassandra tem nuances que nunca havia visto em outra pessoa. Ela carrega um fado mais pesado do que se pode por em palavras. Seu destino sempre foi mais solitário que o normal. Um vicio pelas sombras que não consigo definir. -Shion se afastou da janela. Indo até a escrivaninha, o antigo cavaleiro espalhou alguns papeis empilhados de forma que eles formassem um tipo de leque. -

-Irei colocar os guardas a postos. Se o inimigo resolver dar as caras por aqui se arrependerá.

-Faça isso.

-Tem mais alguma coisa. Posso está velho, mas não gagá. Diga-me Shion, o que lhe afliges?

-Cassandra tem um plano em mente e contará com o auxilio dos fantasmas de Hécate. –Dohko olhou para o antigo companheiro de batalha assustado. Shion tentava não demonstrar sua tristeza fitando os papeis em cima da escrivaninha. –Conhece tão bem quanto eu o que isso significa.

-Por Atena Shion! Isso significa...

-Sim eu sei o que significa e creio que ela também entende o que virá em seguida. Por isso de certa forma fiz com que Saga tomasse a decisão correta.

-O que será dele quando descobrir, Shion?

-Não sei meu velho amigo. Só espero que com o fim dessa batalha, a resposta não seja a que imagino.

-Mas se as histórias estiverem certas, o fim será apenas um...

-Eu sei meu velho amigo e isso é o que mais temo.

*~v~*

Cassandra encarrava o cavaleiro como um misto de sofrimento e fúria. Dentro de si, ela podia sentir duas forças opostas lutarem entre si. Uma desejando correr até Saga para se jogar em seus braços e a outra ansiando ataca-lo fisicamente com todas as técnicas de luta que conhecia.

-Responda cavaleiro! Estou aguardando.

O geminiano se levantou indo ate a jovem. Em seu olhar, o cavaleiro demonstrava uma vulnerabilidade que fez com que parte da fúria que Cassandra sentia se dissipasse instantaneamente. Aquela era uma aproximação tão perigosa quando fogo e pólvora, mas a ariana tentou não demonstrar.

-Vim saber como estava.

-Já viu. Pode ir embora se desejar.

Cassandra pode ver a fúria atravessar os olhos do cavaleiro como um trovão que logo se esvai no céu, mas não se importou. Seria melhor acabar ali com qualquer menção de reconciliamento antes da batalha. Já havia o feito sofrer demais, não queria magoa-lo ainda mais do que estava prestes a fazer.

-Shion me contou sobre o inimigo e também sobre Hécate. Aquele aprendiz...

-Ele é irmão de Erebus e meu tio. –Saga não soube dizer o que havia lhe assustado mais, o fato daquele aprendiz ser tio da jovem ou se era o fato de que Cassandra por entre linhas dizer que o principal inimigo era seu pai.

-Erebus é seu pai? –Havia descrença nas palavras do cavaleiro. O geminiano procurou vestígios de uma brincadeira, sem sucesso. Observou a cadeira em pedaços no canto entendendo finalmente o porquê da mesma está ali.

-Sim e pare de me olhar com pesar. Ele pode ser meu pai de sangue, mas não foi ele que me criou. Erebus para mim é um estranho. –Apesar da frieza daquelas palavras, Saga sabia que por dentro a jovem estava instável. O olhar dela dizia que havia ali uma batalha interna par manter estável todos seus sentimentos. – Ele é apenas uma pessoa que foi usada pelos deuses.

-Como?- O cavaleiro já não conseguia entender mais aquela história. Nem suas ações de treze anos atrás conseguiam ser tão confusas. Tudo parecia um roteiro mal estruturado de novela mexicana.

-Meu pai... - Cassandra fez um esforço sobre humano para conseguir falar do antigo comandante do exercito de Hécate como deveria um dia ser dito com amor e que agora só era expresso com magoa. – quando criança esteve à beira da morte, mas Hécate o salvou. Deu a ele um feitiço que o transformou em um semideus. Ela iria utiliza-lo contra Atena na Guerra Santa anterior a de Shion, mas acabou desistindo. O que ela não sabia era que o humano que criou como filho iria se transformar em seu inimigo. Sua ganancia o fez deseja algo inatingível e assim deseja um instrumento capaz de dar a ele poder para rivalizar com Zeus.

-A chave entre os mundos.

-Sim. Por isso ele quer tomar a parte que eu tenho. Dentro dela Hécate se trancou para esperar a oportunidade de derrota-lo. Existe uma pessoa que pode deter meu pai e evitar que a guerra se estenda, mas não sei se ele ficará do nosso lado.

-Aquele aprendiz...

-Calisto foi enganado para pelo meu pai. Ele o fez acreditar que sou filha de Griffin, o antigo guardião do pedaço da chave de Erebus. Transformou minha mãe e ele em traidores. Depois desapareceu e retornou como alguém que desejava levar o plano de derrubar os deuses em frente em memoria do meu pai. Ele é mais uma vitima nessa história.

-Então você realmente sente algo por aquele aprendiz. –Por um instante os olhos do cavaleiro se tornaram avermelhados. O ciúme preencheu cada poro do corpo do geminiano o cegando momentaneamente.

-Eu o odeio Saga! Entenda isso de uma vez! –Aquelas palavras foram como um balde de agua fria que despertou o cavaleiro instantaneamente. –Mas está tão cego de raiva que é incapaz de enxergar isso. Calisto me dopou e fez com que acreditasse que tínhamos algo. Destruiu com minha vida e ainda acredita que gosto dele? Você acreditou no que viu sem se interessar com o que eu sentia por você. Seu ciúme foi tão grande que nem se importou em conversar direito comigo até hoje quando sabe se lá porque resolveu aparecer aqui tentando uma reaproximação.

-Você queria que acreditasse em você depois daquilo?

-Não. Eu esperava que tentasse me ouvir como sempre o fez. Mesmo que não acreditasse, pelo menos ouvisse o que tinha para te dizer.

-Estou ouvindo agora.

Naquele instante Cassandra retirou do cordão do pescoço o anel de compromisso que Saga havia lhe dado há alguns meses atrás. Também tirou o dedo o par do mesmo e indo em direção ao cavaleiro, depositou ambas na mão dele.

-Infelizmente é tarde demais para isso Saga. É tarde demais para nós dois.

Com aquelas palavras Cassandra deixou o cavaleiro sozinho no quarto. Havia sido mais complicado do imaginava ter que dizer aquilo a ele. Caminhou pelo corredor com a maior velocidade que conseguia e que seus machucados recentes permitiam. Precisava sair dali antes que Saga resolvesse segui-la. Antes que resolvesse aceita-lo de volta com todos os defeitos e sem se importar com o resultado do que viria a seguir.

-Tem certeza que quer seguir em frente com o plano? Vejo que não está bem.

Griffin apareceu ao lado da ariana assim que a mesma abriu as portas que davam para o caminho da arena. Seu rosto parecia demonstrar cansaço apesar do sorriso radiante. Trajava uma armadura cinzenta cujo elmo além de lembrava uma coruja cobria toda a extensão da cabeça deixando apenas o rosto do cavaleiro à mostra. Em suas costas um longo par de asas metálicas podia ser visto demonstrando certa imponência e graça a figura tão pálida.

-Tenho.

-Minha tropa já está posicionada. Erebus deve aguardar até o anoitecer para atacar o Santuário. É o período onde nossas armaduras ganham certo poder por causa da escuridão e nossas habilidades se tornam mais eficazes.

-Bonita armadura. Seu animal então é a coruja estou certa? – Cassandra tentou parecer animada mesmo com o fato de que o ataque aconteceria dentro de pouco tempo.

-Sim. – O cavaleiro sorriu ainda mais, dando a entender que sentia orgulho por tal papel naquela história. - Estarei a protegendo de perto. Darei a você tempo suficiente para chamar pela armadura de sua mãe.

-Como tem tanta certeza que ela responderá a mim? Está confiante demais quanto a isso. Posso não conseguir e aí estaremos em desvantagem.

-Irá conseguir. Você é filha de Brida e também Hécate confia plenamente em você. – Naquele instante Cassandra forçava-se não olhar para o melhor amigo de sua mãe. O guardião da chave deveria ter cosmo e sentimentos em sintonia, mas não sentia que os seus estivessem assim naquele momento. –E também mesmo que não consiga, eu estarei do seu lado. Posso não está mais vivo, mas darei o melhor de mim. Além do mais, não posso enfrentar um processo por não protege-la direito, portanto é melhor não morrer antes do tempo. –Ambos riram daquela falha tentativa de piada.

-Obrigado Griffin.

-Vamos, você tem que pegar algum tipo de proteção para que consiga se defender até o instante que consiga invocar sua armadura.

-Está certo.

Antes de avançar junto a Griffin, Cassandra olhou novamente para o corredor através da porta de vidro recém-fechada. Ele não viria até ela afinal.

-Cassandra?

-Estou indo. –Deixando uma lagrima escorrer a jovem avançou junto do cavaleiro.

Graça ao poder de utilizar as sombras para se locomoverem, as tropas comandadas por Erebus praticamente já estão totalmente posicionadas.

Sentado em cima de uma arvore Lux observava o irmão gritar ordens para sua tropa. Suas feições não demonstravam nenhum sentimento em especial, o que fazia com que ninguém soubesse ao certo o que se passava com ele. Seus olhos dourado carregavam um verdadeiro enigma para todos. Trajava uma armadura prata com detalhes em prata no peitoral. Ali uma enorme pedra da lua podia ser vista em todo seu esplendor. A parte da frente de seu elmo se afinava na frente formando uma espécie de focinho tampando em parte seu rosto, demonstrando uma das principais características de seu animal protetor, a raposa. Em seu colo repousava dois punhais inteiramente feito de prata.

-"Meu irmão nunca aprende." Frig!- O soldado com quem Nox ralhava olhou para o guerreiro com um olhar de agradecimento. – Procure por Nikolos e peça que vá atrás de Calisto. Ele já deveria está aqui.

-Não é preciso procura-lo. –A voz imponente de Erebus fez com que todos olhassem diretamente para ele. De forma quase automática todos fizeram sua mensura ao recém-chegado. O cavaleiro vestia sua armadura completa. Em seu elmo dois rubis davam a impressão de olhos de uma víbora graças ao formato triangular do objeto. Tudo nele parecia indicar perigo. - Ele já não faz mais parte do plano.

-Então ele está... -Nox sorria de forma quase bestial.

-Morto. Crivolos assumirá as tropas que antes estavam sobre o comando de Calisto. No demais nada mudou. Façam com que corram tudo dentro dos conformes.

-Sim senhor! –Todos gritaram juntos.

-Vamos em frente. Mantenham seus cosmos escondidos até eu dar o sinal. Em frente tropas!

Aos poucos os homens foram se locomovendo, com exceção de Lux e Nox. O mais novo havia segurado o braço do outro o forçando a parar. O mais velho não conseguia entender o que se passava com seu gêmeo. Nunca havia.

-Me solte irmãozinho. Não vê que ficaremos atrás. Somos comandantes e temos que demonstrar isso aquele bando de subalternos.

-Esse ataque não renderá bons frutos.

-Está bancando o frouxo agora!? Nunca pensei que ouviria alto vindo assim de você. Está renunciando na missão. –Nox batia o punho sobre a armadura negra, que no geral era idêntica ao do irmão outra com exceção dos detalhes feitos em prata e na pedra que carregava no peitoral ser uma obsidiana.

-Estou dizendo o que vejo. Hoje não teremos nenhuma lua sobre nós, somente trevas. Esse é o período em que Hécate se torna mais poderosa, a lua negra.

-Ela está presa em um fragmento inútil de chave. Fugiu ao ver nossa força. Seremos lembrados pela queda da rainha das dimensões e por que não da própria Atena. –O cavaleiro ria quase histericamente. Soltando-se do irmão, Nox seguiu seu caminho deixando o mais novo dos gêmeos solitário preso em seus pressentimentos.

*~v~*

Kanon observava as poucas fotos que tinha de si e seu irmão. Refletia sobre o que sentia desde o momento que tinha deixado à enfermaria e ao poucos percebia que não era amor que sentia pela atual pupila.

Lagrimas escorriam pelo rosto do antigo general marina. Ele já havia perdido tanto quando era mais novo. Primeiro o pai que havia rejeitado ele, seu irmão e sua mãe. Depois aquela que mais se sacrificou por eles e depois o irmão por um ódio infundado por todos no Santuário, inclusive sua deusa e depois seu irmão.

Agora que ele teve a chance de retornar a vida, a medo de perder aquilo que uma vez havia sido perdido o perseguia em seus pesadelos.

-"Não é amor o que sinto e sim ternura. Cassandra sempre tratou a mim ou meu irmão como iguais mesmo quando a tratei tão mal. Tudo o que fiz foi porque acreditava que ela seria como as outras mulheres que fugiam quando descobriam que Ares ainda vive em meu irmão. Mas a verdade é que eu sempre tive medo de que Saga esquecesse de mim. " –O geminiano passava a mão carinhosa sobre a imagem. –"Espero que quando tudo se acalmar, meu irmão entenda tudo.".

*~v~*

No caminho que levava a entrada das doze casas, duas figuras podiam ser vistas. Griffin havia conseguido alguma proteção para a jovem que naquele instante que estava no chão, sentada em postura de lótus ao seu lado, o que deixaria Shaka orgulhoso da pupila sem dúvida. Com os olhos fechados, Cassandra concentrava seu cosmo para que quando a batalha se iniciasse pudesse alcançar a armadura de sua mãe que naquele instante estava em outra dimensão. Precisava elevar seu cosmo ao máximo se quisesse fazer aquilo e temia que não conseguisse a tempo.

Um cosmo cálido pairava ao redor da jovem e mesmo longe podia sentir que era de seu antigo mestre. Mesmo na sexta casa Shaka projetava sua presença naquele local, o que dava a ariana certa tranquilidade.

-É isso que deseja fazer? –O cavaleiro projetava suas perguntas diretamente na mente da jovem. –Realmente vai se sacrificar? Prefere ir na frente sabendo que se perder dará ao inimigo o que deseja?

-É o correto, mestre. –Aquelas palavras deixaram o cavaleiro estático. Não conseguia entender o próximo passo da pupila. Por um momento teve a impressão de nunca tê-la conhecido realmente. –Todos no Santuário me auxiliaram muito. Protegeram a mim sem se importar com o fato de Erebus ataca-los apenas para me atingir. Acolheram-me e me fizeram fortes. Está na hora de retribuir. Obrigada Shaka. Obrigada por tudo meu mestre.

Em Virgem, Shun observa atentamente a mudança nas feições de seu mestre. Por um curto momento pensou ter visto lagrimas escorrerem pelo rosto do protetor da sexta casa.

Se levantando de forma graciosa, o virginiano chamou a própria armadura que atendeu prontamente a seu chamado o cobrindo. Ainda de olhos fechados o cavaleiro deixou seu rosto pender em uma pequena mensura que deixou Andrômeda ainda mais sem entender o que se passava.

-Respeitarei sua decisão amazona. Se o destino nos permitir um reencontro após essa batalha gostaria de salda-la por sua evolução pessoalmente. Você cresceu. Não somente em cosmo, mas também em sabedoria. Fico feliz em tê-la tido como pupila, Cassandra guerreira de Hécate. Que essa despedida não seja permanente.

Lagrimas escorriam pelo rosto da garota. Shaka sabia o que viria assim como ela. Griffin pousou sua mão no ombro dela tentando passar segurança, mas com o crepúsculo se findando a cada segundo já não havia muito a ser feito.

-Até breve cavaleiro. Até algum dia Shaka de Virgem.

Se levantando, o cavaleiro de bronze tocou gentilmente o braço de seu mestre chamando a atenção do mesmo. O mais velho pareceu cansado sob o olhar do mais novo.

-Aconteceu algo mestre?

-Ainda não, mas em breve acontecerá. Chame por Andrômeda e me siga.

Ascendendo sua cosmo-energia, o virginiano alertou o Papa sobre o que estava para acontecer. No mesmo instante Shion expandiu seu cosmo cobrindo o Santuário, dando o alerta sobre o ataque e informações sobre o que seria tomado como meio de proteger Atena.

Nas divisas do Santuário foi possível sentir uma enorme quantidade de cosmos sombrios explodindo. As tropas do inimigo finalmente decidiram se mostrar. No décimo terceiro templo, Atena começou uma oração por todos seus guerreiros.

Nos alojamentos os cavaleiros que tinham mais tempo de treinamento guiavam os mais novos em direção a Rodorio a fim de protegerem os inocentes e tirando assim os novatos do perigo iminente.

Katrina ao sentir o aumento do cosmo da irmã foi a sua procura acabando recebendo o aviso no meio do caminho. Mesmo no meio do campo de batalha a jovem tentou abrir caminho.

Saindo da enfermaria, Saga pressentiu o pior. Usando sua velocidade correu para onde sentia o cosmo de Cassandra, entendendo finalmente o motivo para ela tê-lo afastado ainda mais.

Perto da vila das amazonas Shina e Milo ouviram o alerta e após trajarem suas armaduras foram em direção do alojamento temporário.

Como se tivessem surgido do nada, os fantasmas de Hécate mantinham as tropas Erebus ocupadas, dando aos cavaleiros uma chance de se organizarem. Guerreiros de bronze e prata foram os primeiros a contra atacarem do lado do Santuário, mostrando a força das tropas de Atena. Pareciam que as lutas estavam equilibradas, mas quando um dos antigos generais de Hécate, Nox atacou foi como se um meteoro tivesse caído e abalado às estruturas do local.

O poder do guerreiro abriu uma fenda no chão. Corpos ensanguentados cobriam o local. Nenhum cavaleiro havia sobrevivido ao ataque. Ele não havia muito menos se importado em desviar dos próprios companheiros, o que deixou certo cavaleiro que observa a cena de certo modo contente.

-Você age do mesmo modo que eu, antes de Atena me reviver. Acreditando que aqueles que eram fracos mereciam a morte. Tirando a vida de inocentes e acreditando que a vida das pessoas ao meu redor era algo banal. – Atirando sua própria capa longe, o cavaleiro se aproximou do guerreiro. Sua armadura dourada ressoava e brilhava juntamente com o cosmo de seu dono. Em seu rosto o cavaleiro levava um sorriso que indicava problemas, mas seu adversário não sabia disso. – Sou Mascara da Morte de Câncer. Irei mostrar que a verdadeira força não está no cosmo e sim em seu coração. Farei com que se arrependa de enfrentar os cavaleiros de Atena!

-Então é verdade que dizem que o mais sanguinolento cavaleiro de Atena se tornou tão dócil como um cãozinho? Infelizmente não sou do tipo sentimental cavaleiro. Sou Nox, o protetor da lua minguante e mostrarei o quanto é fraco.

-Me mostre então cavaleiro! –O dourado soltou uma gargalhada antes de lançar seu ataque. –ONDAS DO INFERNO!

-SOMBRAS DA DESTRUIÇÃO!

A terra tremeu com o impacto dos golpes se chocando. Griffin que lutava a poucos metros dali observava o antigo companheiro lutar contra o dourado tentando ganhar tempo.

Na área dos alojamentos, um forte ataque desmoronou o teto de uma das casas que havia sido reconstruída há pouco tempo. Tara quase foi atingida, sendo salva por Aiolos.

-Você está bem? –O sagitariano perguntou a mais nova que estava encolhida no chão.

-Estou bem. Obrigada.

-Venha vou te levar para um lugar seguro. –A pegando no colo, o dourado partiu.

Saga abria caminho por meio as batalhas que acontecia ao seu redor. Seu semblante carregado demostrava nervosismo. Precisava encontrar com Cassandra antes que fosse tarde.

-Olha só o que vejo! Se não é o patético cavaleiro de gêmeos. –A voz de Erebus demostrava imponência, frieza e arrogância. – Vejo que procura pela infeliz da minha filha. É uma pena que não vai mais vê-la, DEVORAÇÃO COSMATICA!

-KHAN!

Antes pudesse atingir o geminiano o golpe foi repelido por Cassandra. Aquela era uma técnica que havia pegado emprestada com Shaka, o que significava que não teria totalmente a mesma força que um golpe do dourado.

-Cassandra. –O geminiano observava estarrecido a figura diminuta que agora estava parada na sua frente. Mesmo sem armadura, ela havia parado o ataque do inimigo.

-Tem a mesma mania da mãe, se intrometer onde não é chamada.

-Não tem assunto nenhum a tratar com o cavaleiro da terceira casa, Erebus. É comigo que deve lutar. Afinal não é você que deseja a chave entre os mundos? Venha pega-la então.

-Está pensando em apresar sua morte ou será que deseja tanto visitar a vadia da sua mãe? –A risada do mais velho pairou entre eles. –Pois bem. DEVORAÇÃO COSMATICA!

-EXPLOSÃO GALATICA!

A onda criada pelo choque entre ambos os lados fizeram uma enorme nuvem de poeira encobrindo o local, fazendo com que ambos os lados não conseguissem enxergar.

-Você está bem?- Saga perguntou a jovem que nesse instante estava com um dos joelhos no chão. Era perceptível que Cassandra sentia dores, mas tentava se manter de pé. Mentalmente o cavaleiro sabia que se ela continuasse se esforçando provavelmente não sobreviveria.

-Estou. –Se colocando em pé com ajuda do cavaleiro, a ariana tentou avistar onde Erebus havia caído. Naquele instante uma ideia maluca lhe passou pela cabeça. Esperava que desse certo. –Saga, consegue abrir uma fenda dimensional? –O cavaleiro a encarrou como se tivesse perguntado a coisa mais obvia do mundo. –Abra uma agora!

Elevando seu cosmo, o geminiano fez o que a jovem desejava. Ver aquela mudança no espaço a sua volta fez com que Cassandra engolisse em seco. Ao longe, o antigo cavaleiro de Hécate tirava pedras de cima de si. O olhar de Erebus demonstrava o quanto estava zangado.

-VOCÊ NÃO VAI CONSEGUI!

-QUEIME MEU COSMO! Armadura que pertenceu a minha mãe, a antiga guardiã da chave venha até mim!

O cosmo da jovem espalhou-se pela fenda dimensional criando ao parecido com uma corrente. Erebus correu em direção a ambos cavaleiros tentando impedi-los, mas no meio do caminho foi repelido por Griffin.

-DESISTA!

-ESCUTE MEU CHAMADO!

Acima do local onde a jovem acendia seu cosmo, uma armadura negra surgiu. Tinha a forma de um Cérbero que em sua cabeça do meio segurava uma lua crescente prateada. Brilhando de forma avermelhada, ela se dividiu cobrindo o corpo daquela que havia lhe chamado.

Saga estava tão surpreso ao ver a armadura cobrindo Cassandra quanto a jovem, que observava o metal a cobrindo. Ela podia sentir as imagens das batalhas que sua mãe havia enfrentado a invadirem sua mente, fazendo lagrimas correrem por sua face. Aquela era mais do que uma simples troca de conhecimento como também um modo de conhecer quem realmente havia sido Brida.

-Não deixarei que seu sacrifício para proteger a mim e minha irmã sejam em vão. –Retirando do pescoço o colar, a jovem elevou mais uma vez seu cosmo fazendo com que a pequena crescente de prata se tornasse algo maior. Uma pedra branca e lisa apareceu em sua mão. Sem hesitar ela a colocou na fenda de mesma forma em sua armadura. –Hécate, deusa da magia escute meu chamado...

Os olhos dourados do antigo general da deusa das encruzilhadas se arregalaram. Ele tinha que impedir aquele ritual.

-ATAQUEM! Não deixe que ela termine de invocar Hécate!

Dos arredores vários guerreiros que ouviram o chamado, atenderam prontamente as ordens. Griffin rosnou com aquilo, mas não podia auxiliar a jovem. Ao redor deles imagens de galáxias tremularam os fazendo temer por suas vidas.

-EXPLOSÂO GALACTICA!

-Escute aquela que lhe pede por auxilio. Você é aquela que guia seus guerreiros desde seus nascimentos, iluminando seus caminhos até a hora de sua morte. Oh Hécate! Deusa dos três caminhos desperte de seu sono e atenda o meu chamado. Venha até mim Triv...

Antes que a jovem pudesse terminar seu apelo, Cassandra foi atingida por uma gavinha negra sendo jogava longe. Sua armadura estava trincada exatamente acima de seu coração.

-CASSANDRA NÃO!

-Tolo. Sofra as consequências de sua tolice. CHAMAS DA LUA MINGUANTE! –Erebus aproveitou-se do momento de distração de Griffin para atingi-lo em cheio. –Saia da frente cavaleiro ou sofrera também.

-Irei protege-la e não será você a me impedir.

Ambos se posicionaram frente a frente. Acendendo seus cosmos ambos partiram para o embate corporal. Erebus lançou um soco que Saga segurou com destreza, mas que abriu sua guarda o suficiente para ser atingido por uma das gavinhas de trevas do adversário.

No inicio, o geminiano não se importou com aqueles filamentos, até sentir o gosto ferroso do sangue em sua boca.

-Finalmente percebeu seu erro cavaleiro. Não pode me vencer se nem consegue se defender.

A luta continuou sem que uma figura encapuzada fosse notada. Se aproximando da jovem desmaiada pela ferida em seu peito, ele elevou seu cosmo.

Cassandra tentava lutar contra a sonolência que a impedia de abrir os olhos. Conseguia sentir o sangue quente escorrendo pela ferida que não chegou a danificar sua armadura mais sim a sua pele. Podia sentir sua vida se esvaindo aos poucos por mais que tentasse segura-la, até sentir aquela energia ao seu redor. Era conhecida, mas por algum motivo não conseguia ligar aquela cosmo-energia a alguém.

-Levante-se, ainda não terminou o que precisa ser feito. –Tocando com as pontas dos dedos a testa da o ser emitiu energia suficiente para fazer com que a ariana abrisse os olhos e cuspisse o sangue que ainda trazia na boca. Observando aqueles olhos dourados tão parecidos com o seu, ela tentou projetar o nome daquele a sua frente.

-Guarde suas forças. Precisa terminar a invocação. Venha.

Com cuidado o rapaz auxiliou a jovem a ficar em pé. Junto a ela acendeu seu cosmo, ganhando assim a atenção do antigo general de Hécate permitindo assim uma abertura em sua defesa, sendo aproveitada pelo dourado. Em uma só voz ambos chamaram pela deusa.

- Venha até nós Trivia, a deusa das dimensões, senhora da magia. Liberte-se!

-NÃO! – O grito de Erebus se propagou pelo local, mas já era tarde demais.