N/A: Agradecimentos à Lizaaa e Dama Layla pelos comentários no capítulo anterior :)

Agradecimentos a dani asmar potter por favoritar a história :)

Quem tava esperando cenas hot levanta o braço! *bracinho da autora lá me cima*


Riu a viagem toda. Sirius precisou de uma poção de sono para conseguir se tranquilizar de que o avião não cairia ainda sobrevoando Londres. Ele tombou a cabeça no ombro da castanha. Ela ficou lembrando das coisas que aconteceram até aquele momento.

Estavam ficando um pouco mais próximos, por assim dizer. Tinham tido beijos um pouco mais despudorados durante as noites mas ele continuava com o hábito de sempre interromper os contatos mais quentes. Isso já estava passando do ridículo.

Tomou uma decisão: dessa viagem não passaria. Não que estivesse desesperada para se provar dele, mas o Ministério exigia uma gestação em até um ano. O quanto mais cedo provassem, melhor.

Desembarcaram na cidade do Porto, uma das mais bonitas de Portugal, senão a mais bonita e antiga.

O primeiro dia foi somente para descanso, dormiram bastante para se recompor.

Ao acordarem, uma camareira foi ao quarto fazer a limpeza enquanto eles desciam para tomar café da manhã com coisas que Sirius pouco tinha contato.

"O nome dessa fruta é laranja, não se lembra?", ele disse fazendo um leve reconhecimento do suco que tinha no copo.

"Anos tomando água suja, fica difícil lembrar certas coisas", havia amargura nas palavras dele. Sabia que estava falando de Azkaban. A castanha se arrependeu na hora por ter feito isso. "Não precisa ficar com vergonha", ele disse em levantar os olhos do cardápio.

Neste dia, visitariam o Museu do Vinho do Porto. Ainda estava se acostumando com o fuso horário e o homem usava óculos escuros tipo aviador, uma camisa polo preta, jeans azul marinho e o seu tradicional All Star surrado. Hermione julgava que aquele tênis tivesse pelo menos vinte e cinco anos, sendo sempre reparado por magia.

Ela vestia um de seus vestidos frescos, esse em tom de verde bem claro e um par de sapatilhas vermelhas. Assim que ela apareceu vestida na frente dele, sentiu um leve desconforto no baixo ventre ainda na cama. Já estavam casados há praticamente um mês e ele estava começando a reconsiderar a ideia de tê-la. Ainda não era justo, e isso só fazia com que o desejo apenas crescesse.

A visita monitora pelo museu os levou a provar os mais deliciosos vinhos. As ruas de paralelepípedo davam um ar encantador à cidade. Andaram de mãos dadas até se sentarem para assistir o por do sol em uma das praças, comendo doces tradicionais.

Assim que voltaram ao hotel, ele tirou a varinha do bolso do casaco e conjurou uma garrafa de uísque de fogo. Por Merlin, onde ele havia escondido isso?

Sirius serviu um copo até a metade e bebeu tudo em um gole só. Ela foi até o banheiro para se banhar, estava suada e com os cabelos ainda mais revoltosos devido a umidade. Se sentia um pouco alta, rindo para as paredes por causa de alguns goles de vinho. Não se sentia bêbada, provavelmente não estivesse. Era dose suficiente para desinibir.

Pensou seriamente se teria realmente coragem disso, era um passo muito grande a se dar. Acabou por vestir uma camisola de algodão de algum desenho japonês com hamsters e rumou a cama. Ele pareceu não prestar atenção no que ela fez, provavelmente esperasse algum tipo de contato dela. O que não aconteceu.

Sirius guardou a garrafa de volta na mala e a viu deitada, lendo um livro de poções avançadas. Ele se levantou e guardou a garrafa. Tomou um banho demorado e quando saiu, ela ainda estava lá, acordada com a varinha folheando o livro. Ele estava apenas com um short de pijama e deitou na cama com ela, se aconchegando no peito dela. Sentiu uma leve consequência esquentar em seu baixo ventre ao constatar que os seios dela eram confortáveis.

"Por que está lendo poções avançadas se trabalha com criaturas mágicas?", ele indagou acarinhando o braço dela.

"Ovos de dragão ilegais", ela disse recebendo o carinho dele. "São criaturas mágicas, não me culpe. Há um grande volume deles chegando na Inglaterra sem documentos. A maioria seria vendida na Travessa do Tranco, tenho certeza", ela falava sem tirar os olhos das páginas.

Ele fez algo maroto naquele momento. Fechou o livro dela rapidamente, fazendo-a se assustar com o movimento.

"Sir-", ela tentou argumentar, mas os lábios dele já passavam pelo braço. Ele nunca a havia tocado daquele jeito, com algum tipo de carinho em demasia.

"Pare. De. Trabalhar. Estamos. Em. Lua. De. Mel. Mimi", ele falava enquanto distribuía beijos até o pescoço dela.

Beijou-a com voracidade, urgência. Hermione estava se perguntando o que diabos ele tinha na cabeça para fazer isso com ela. Sentia um leve arrepio correr pelo seu corpo enquanto ele a acariciava. Sirius a deitou no colchão e acariciou a coxa esquerda dela, alisando para fazê-la se perder em seus carinhos.

A mão, um pouco boba por sinal, foi de encontro ao quadril dela, notando ali uma calcinha que parecia de menina ainda. Sorriu ao lembrar que de certo modo, ela ainda era menina. O uísque de fogo havia soltado algumas das amarras que ambos tinham. Certos pudores foram esquecido. Nesse momento ele ainda estava pensando se era hora para fazer o que tanto tinha vontade.

Os lábios dela eram convidativos, tudo nela exalava sensualidade, apesar dela não perceber: o modo como inclinava a cabeça quando ele beijava o seu pescoço, como pousava a mão no peito dele, o jeito de jogar suas pernas em cima das dele enquanto estavam dormindo, roçando o joelho na coxa dele.

Começou a alisar um pouco mais do que devia a lateral da calcinha dela, como se estivesse ensaiando para tirá-la no momento certo. Não houve muito pensamento, ele simplesmente começou a afastar lentamente a peça do corpo dela, dando passagem para que a sua mão entrasse e tivesse contato com a intimidade dela.

Já estava suficientemente úmida para que o ato acontecesse sem problemas. Pelo menos com isso ele podia se tranquilizar. Assim que tocou o ponto mais sensível do corpo dela, sentiu um leve suspiro ecoando no seu ouvido.

Hermione já havia feito coisas como essa, mas sozinha. E corou um pouco ao suspirar com o toque dele. Sentiu a temperatura do seu corpo elevar a cada estímulo, a cada sensação. Sirius começou a massagear a sua intimidade com gentileza. Uma gentileza extremamente lenta, ela concluiu.

Ela merecia mais que isso. Interrompeu o carinho do momento e distribuiu beijos pelo seu tronco. Não aguentou a voracidade e retirou a peça íntima com tamanha urgência, fazendo-a se assustar um pouco.

Já haviam ultrapassado todos os limites de conduta, se é que havia tido algum que não tenha sido imposto por ele mesmo. Naquele momento, nada mais importava.

Não demorou muito para que seus dedos parassem de trabalhar, dando lugar a uma língua ávida. Tantas sensações! Hermione poderia jurar que não poderiam existir tantas assim até senti-las.

É certo que demorou um pouco até que ele acertasse satisfazê-la, mas quando acertou, pode jurar que até os bruxos em Londres puderam ouvi-la gemer o nome de Sirius quando atingiu o seu ápice.

Ainda queria fazê-la dele naquela noite, mas não conseguiria. Ela merecia todo e qualquer contato daquele tipo e o clímax que ela teve, apenas fazia com que ele ansiasse mais por isso. O tempo chegaria.

"Durma, Mimi, amanhã será um novo dia", ele disse acariciando os cabelos dela, velando o seu leve sono.

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A manhã chegou brilhante, a castanha não conseguia parar de sorrir com o que tinha acontecido na noite passada. Não havia sido uma boa ideia ter sido levada pelo sono, queria mais e sentia que ele poderia proporcionar pelo modo como estava.

Ele dormia completamente torto na cama, com uma perna estirada sobre ela e uma mão sobre um dos dos seus seios. Ela corou levemente com esse contato. Já passavam das onze da manhã, o que denuncia que haviam dormido muito tarde da noite.

Ela se levantou com cuidado para não acordá-lo. Jogou um pouco de água no rosto e tirou o pijama. Um banho, era tudo o que mais desejava apesar de estar completamente relaxada. Encheu a banheira e esperou algumas espumas aparecerem. A água estava morna e colocou uma música. Relaxou tanto que acabou dormindo. Não sabia se foram minutos ou horas, mas acordou com um beijo dele nos seus lábios.

"Pensei em almoçarmos e depois visitarmos um vilarejo aqui nos arredores da cidade, eles têm uma vinícola linda, segundo a camareira. E à noite retornamos. O que acha?", ele falou se sentando próximo dela. "Daqui a a dois dias retornamos para Londres, acho bom aproveitarmos ao máximo algumas coisas da cidade. Estava pensando em almoçarmos em um restaurante aqui perto. Eu vi umas mulheres cantando de forma bonita, eu gostei", ele riu deliciosamente.

"Se chama fado e é uma tradição nacional. Podemos fazer tudo isso e mais se você quiser. Eu gostaria de visitar a biblioteca nacional amanhã, eles têm um grande acervo de literatura trouxa", ela disse fechando os olhos novamente.

"Como quiser", ele falou.

Hermione notou que ele estava tomando banho quando ouviu o barulho do chuveiro. Indagou por um par de minutos se deveria se esgueirar para dentro do box com ele. Se levantou lentamente da banheira e enxugou os pés. Ele estava com uma mão apoiada na parede e a outra massageava quase que por brincadeira o seu membro já ereto.

Ainda com todo o cuidado do mundo, entrou no box e acariciou as costas dele.

Escondeu o melhor que conseguiu, mas ainda deixou transparecer alguma surpresa com o toque dela. Se virou a deixou molhar os cabelos rebeldes. A castanha de aproximou dele e o beijou, estava munida de toda a coragem grifinória que possuía para fazê-lo.

Ao contrário do que pensou, ele não a afastou. Retribuiu o beijo acarinhando a raíz dos cabelos na nuca. Sentiu a esposa se arrepiar quando a mão dele começou a passear pela sua cintura, rumando às nádegas. Ela sentiu um leve aperto, fazendo-a corar.

"Minha... Hermione... Minha", ele não conseguia parar de repetir isso, como se fosse uma prece. A barreira que ele estava tentando construir entre ambos estava desmoronando mais rapidamente que ele havia planejado.

Arranjou um meio para sua mão invadir o meio das pernas dela e tocar no seu ponto mais sensível. Ela arfou e sentiu as pernas ficarem bambas com o toque inesperado dele.

Quanto mais ele movimentava o seu polegar nela, mais ela gemia. Isso era música para os ouvidos dele, sorria cada vez que isso acontecia. Ela era dele e ele era dela. Nada mais normal que isso.

Hermione atingiu a uma ápice altamente sonoro. Pode ouvir quando uma moça bateu furiosamente na parede do quarto em indignação. Terminaram de se banhar e logo estavam secos e vestidos.

Andar de mãos dadas ainda era algo quase impossível para eles. Sirius podia ver o olhar de reprovação quando estavam juntos. Ele tinha o dobro da idade dela e estavam casados. De certa forma, ainda era errado se sentir feliz por tê-la.

Almoçaram um típico bacalhau português e beberam vinho do Porto. Era um dia agradável para isso.

Ao retornarem ao hotel, um carro já os esperava para que fossem ao vilarejo passear pelas vinícolas. Em uma hora e meia estavam lá, já passavam das três da tarde e teriam que voltar antes das nove da noite.

Andaram, colheram uvas, provaram vinhos e participaram da festa da cidade. Uma ótima noite apesar de não entenderem o que falavam. Um taxi passou para apanhá-los às nove e meia. Dormiria pesado esta noite, de certeza.

Ao chegarem, notaram que o hotel estava em festa. Devia ser alguma transação importante no mundo trouxa.

Subiram no elevador ainda abraçados, parecendo mais afetuosos um com o outro que nunca. Ele acariciava a nuca dela e distribuía beijos no rosto dela com a mesma facilidade que dizia doces palavras. Ao entrarem no quarto, estava tudo limpo e arrumado. Ela terminava de colocar algumas últimas coisas na mala quando ouviu o barulho do chuveiro.

Hermione corava ao pensar em cada sensação nova que tinha experimentado e ansiava por mais, disso não tinha dúvidas. Até que viu uma coisa que estava guardada e quase se esqueceu de usar.

Havia comprado uma lingerie sedutora, em uma das lojas da Victoria's Secret de Londres. Era preta, com rendas nas laterais. Parecia comum, mas era fora do comum para Hermione. Escondeu a peça entre a toalha de banho embolada e a nécessaire, fazendo-a sumir. Assim que Sirius saiu do banheiro, vestindo apenas uma cueca estilo samba-canção, ela o beijo docemente e entrou trancando a porta. Tomou um banho demorado e escovou os dentes, ainda estava com hálito de quem havia bebido algumas taças de vinho. Desembaraçou os cabelos agora nem tão revoltosos assim e vestiu as peças, cobrindo a seminudez com um penhoar de seda preto. Soltou os cabelos que ainda estavam molhados e passou pelo menos trinta minutos encarando o espelho, se perguntando se era a hora.

Era a hora.

O viu sentado de frente para a lareira, em uma poltrona, assistindo ao noticiário português mesmo que não estivesse entendendo nada. Notou que a garrafa de uísque trouxa já estava quase pela metade. Como ele poderia beber tão rápido?

Foi o mais silenciosa que conseguiu. Ele estava de olhos fechados, segurando o copo. Respirava calmamente. Ele viu a sombra que o corpo dela formou diante da televisão, não era tolo por não ouvi-la, deixou-a fazer o que ela pretendia.

Ela se sentou no colo dele, sendo envolvida pelos braços dele. Sirius não pode deixar de notar que estava em trajes atípicos. Sentiu uma onde calor atingir o seu membro, fazendo com que ele se entumecesse. A castanha notou e corou violentamente por isso. Ele passou as mãos pelas coxas dela, notando que a cada toque ela se arrepiava mais e mais. Não sabia como agir, esse era o grande problema. Não tinha esse tipo de contato com uma mulher há muitos anos, tantos que talvez tivesse esquecido como proceder.

Não haveria mais porque se negar a ela, havia sido uma estupidez. A desejava de todas as formas. As mais carnais, as mais carinhosas, as mais belas, as mais intensas. Não aguentava mais.

Ela o beijou castamente, sabia onde esse beijo poderia levar. Assim, em simples segundos, o beijo começou a se tornar intenso e cheio de volúpia.

Rapidamente Sirius desfez o laço que segurava o penhoar e fez a peça cair pelos ombros dela, revelando as peças sensuais que vestia. Acariciou o tecido pretendendo fazê-lo no que tinha debaixo dele. Tocou um dos seios dela delicadamente, ela merecia isso, era a sua primeira vez. Desceu um pouco a mão e a agarrou pela cintura, passando um braço pelos joelhos dela, a carregando em direção a cama.

A colocou sentada no colo dele, com as pernas envolta do seu corpo, prendendo-o. Começou a acariciar as costas dela, indo com os dedos em direção ao fecho do sutiã. Abriu a peça e viu as alças deslizarem pelos braços dela, revelando seios voluptuosos na medida.

"Não se esconda", ele disse sussurrando quando ela tentou escondê-los com os braços. "É... Linda", ele completou depois de beijar o lóbulo da orelha da castanha.

Acariciou ambos os seios com uma calma que parecia não ter fim. Ficaram assim, em beijos e carinhos por alguns bons minutos. Ela se levantou, ficando de joelhos sobre o colchão, com a intimidade na altura do rosto dele.

Sirius não se aguentou e começou a ensaiar tirar a peça. Ora beijava as coxas, ora as mordia com delicadeza. Passou dois dedos em cada lado da peça e começou a descer a calcinha lentamente. A intimidade dela era perfeita, não conseguia encontrar palavras melhores que essa. Ela mesma terminou de se despir e ficou bastante vermelha quando ele a fitou com luxúria.

Tomou os lábios dela mais uma vez, com desejo e fúria. A deitou na cama e começou a tateá-la na finalidade de encontrar o seu ponto mais sensível. O encontrou e ela arfou. Era agora ou nunca. Poderia se negar a fazer amor com ela, isso acarretaria inúmeros dias de raiva. Mas não havia retorno, nem ele queria que fosse diferente.

Viu que quanto mais ele a estimulava, mas ela ficava pronta para ele. Já sentia a ereção doer, um sinal claro de que precisava dela. Não a faria chegar ao orgasmo assim.

Começou a beijar o seu pescoço, dando leves mordidas para distraí-la do que estava fazendo. Encostou a ponta do seu membro na entrada dela, iniciando a força para entrar. Por Merlin, como era deliciosa. Ao abrir os olhos, viu que os dela estavam estavam comprimidos e começavam a lacrimejar. Ele havia ido com muita sede ao pote, pensou que estivesse machucando-a.

"Não se atreva, Sirius Orion Black!", ela ordenou quando ele tentou sair de dentro dela. "Você não vai fazer isso!", completou séria.

Não havia como fugir, e sorriu ao constatar que gostou dessa ordem. Provavelmente já estava dentro dela por completo e começou a se movimentar. Tinha plena consciência de que ela quase não sentiria prazer. Eram sensações tão novas que acabaria por se perder nelas. Ao adicionar um pouco mais de agilidade nos movimentos, notou que os olhos dela estavam repletos de desejo e carinho. Amor. Ela já retribuía o sentimento dele e conseguiu enxergar claramente isso quando chegou ao seu clímax dizendo o nome dela.

A agarrou pela cintura e a fez ficar abraçada nele, de conchinha.

"Eu te amo, Mimi, desde a primeira vez que a vi", ele disse no ouvido dela, vendo um leve sorriso brotar nos lábios dela junto ao sono.


N/A: Até o mais mulherengo dos homens ama (e amamos o Sirius rs).