N/A: agradecimentos à Dama Layla por comentar.
Aviso: cenas calientes abaixo, cuidado.
Boa leitura!
A biblioteca do Porto era imensa. Bem maior que a de Hogwarts, de certeza. Era tudo encantador e estar com Sirius fazia a experiência ser melhor ainda.
A noite anterior tinha sido a noite mais mágica de todas as que teve nos últimos dez anos. Externar um sentimento tão puro havia sido a maior prova de que era certo o que eles estavam fazendo com o casamento, o rumo que as coisas estavam tomando ou tomariam a partir de agora.
Acordaram cedo, até. Uma noite tórrida de amor como a anterior merecia um descanso prolongado. Sirius não sabia de onde tinha tirado forças, mas conseguiram consumar o casamento mais outras duas vezes depois da primeira. Desejo não faltava neles, essa era a coisa que mais pensava desde que aconteceu realmente.
Tomaram banho de espuma juntos. Deveriam ser cinco da tarde em algum lugar do mundo, abriram uma champagne e beberam, sem se importar. Eram férias e lua de mel, nada melhor que não ter rotina. Pela primeira vez notou nas covinhas que ela tinha ao expressar um sorriso genuíno.
Terminaram o banho e as higienes. Se trocaram e visitaram a biblioteca. Hermione era uma delícia que sempre possível, iria desfrutar, sem mas. Soava muito estranho falar assim.
Ela percorria as estantes olhando capas escuras com letras douradas e via o brilho nos olhos dela ao passar os dedos nas bordas das prateleiras. Ele acompanhava tudo de uma distância segura. A despia com os olhos, imaginando cada curva do corpo dela em contato com o dele. Não podia mais se conter, era fato. Chegou mais perto dela enquanto ela passava os dedos por um exemplar extremamente antigo de Os Lusíadas.
"O que acha de voltarmos ao hotel depois daqui? Podemos passar o resto da tarde fazendo amor, do jeito que fizemos ontem...", ele falou sensual ao ouvido dela.
"Pra quem se negava tanto a me ter, acho que está ávido demais", ela disse rindo.
"Eu fui um imbecil ao negar você. Felizmente, acabou tudo indo por água abaixo. E agora não tem mais volta, Mimi", ele disse maroto se afastando novamente.
Duas horas se desde que ele se sentou em uma cadeira e tirou um cochilo. Acordou com ela irritada porque ele havia dormido durante o passeio. Ela ficava bonita irritada, ele constatou. A castanha o puxou pela mão e foram para fora do museu, andando até uma feirinha de artesanatos. Levar algumas lembrancinhas para os amigos era obrigatório.
Ela comprou alguns sapatinhos pardos costurados a mão para o bebê de Gina. Ela já estava com quase quatro meses, nem acreditava ainda que a amiga estivesse grávida tão rápido. Se ela e Sirius mantivessem o ritmo, a próxima seria ela. Sorriu ao pensar isso. Sabia que ter um filho com Sirius não seria a tarefa mais fácil do mundo, mas começou a se imaginar mãe de uma menininha de cabelos negros revoltosos e olhos cinzentos.
Ele comprou algumas camisetas trouxas da cidade para Remo, Harry, Ron e Arthur, algumas bugigangas para os gêmeos e um crocodilo esculpido em madeira para Teddy. Um vinho para Molly e outro para Andrômeda, como as primas gostavam de cozinhar. Hermione viu um echarpe negra e amarela, achou a cara de Tonks, uma lufana.
Cheios de sacolas e no final da tarde, retornaram ao hotel pediram comida no quarto. Guardaram todos os presentes em uma bolsa com feitiço expansor. Já era tarde da noite quando terminaram de arrumar as coisas e separar somente as roupas que usariam no dia seguinte, para ir ao aeroporto. Ela vestia um short curto preto e uma camisete vermelha com bolinhas amarelas. Ele se sentou no chão, com ela, e começou a acariciar as costas dela com a ponta dos dedos. Ela sabia onde ele queria chegar.
"Acho que está vestida demais para uma última noite de lua de mel", ele falou sensualmente enquanto abaixava uma das alças da camisete. "O que acha?"
"Eu já terminei aqui. Acho que podemos aproveitar nossa última noite aqui", ela disse com um sorriso confiante.
Aos poucos, naquele dia, ele apenas conseguia ver qualidades nela e características extremamente positivas. Nem os livros eram um defeito, apenas ressaltava o que mais gostava nela além das pernas, a inteligência quase que perpétua que ela tinha. Pela primeira vez na vida, se viu excitado por uma irritante sabe-tudo.
Começaram a se beijar com calma, ditando movimentos controlados. Ele foi beijando o pescoço dela, descendo pela clavícula e indo de encontro aos seios dela. Um belo par, ele pontuou mentalmente. Desceu a roupa e viu que os mamilos rosados dela já denunciavam a excitação. A pos sentada no seu colo e sem pudor algum, abocanhou o seio esquerdo fazendo-a soltar um leve gemido, num misto de prazer e pouquíssima dor. Fez movimentos com a língua que a levaram aos céus, como era bom. Ele tratou de despi-la da parte de cima da roupa de vez e tocou o outro seio, apertando-o com cuidado. Era doloroso ser tão cuidadoso. Ela se levantou e tirou o short, revelando a sua perfeita intimidade completamente nua, sem peças adicionais.
Sem pensar duas vezes, Sirius beijou a intimidade da esposa com fervor, fazendo-a quase se desequilibrar. A segurou pelo quadril e a deitou na cama. Continuou o seu trabalho com os lábios e língua até ela ter o seu ápice. A ereção já doía, sentia o seu membro latejar só de vê-la assim, nua. Tirou o short, também já estava sem nenhuma peça adicional. Se sentou encostado na cabeceira da cama.
"Venha, vamos tentar algo diferente", ele riu marotamente e fez para que ela se sentasse no colo dele, abraçando-a pela cintura. Encaixou o seu membro na entrada dela, deslizando-o rapidamente para dentro. Ela arfou quando sentiu isso.
Sirius agarrou o quadril dela, movimentando-a em vai-e-vem. Como aquilo era delicioso, ela pensou. Hermione encaixou os joelhos na cama e começou a se mexer sozinha, desajeitada, mas não menos graciosa. Não precisaria demorar muito, o ato em si não era demorado. Pela velocidade a qual se movimentava, não demoraria para que tivesse o seu pico de prazer novamente. A castanha sentiu uma corrente elétrica inundar o seu corpo, fazendo-a gemer o nome dele de bom grado e bastante alto. Não tardou muito para que ele também tivesse o seu auge, se derramando nela como deveria ser.
Trocaram alguns carinhos e se beijaram com paixão. Foram bons aqueles minutos. Ela se levantou do colo dele para que ele pudesse deitar na cama. Logo a castanha se aconchegou nos braços do marido com ele fazendo um carinho nos cabelos dela.
"Agora eu entendo", ele disse baixo.
"Entende o que?", ela perguntou sonolenta.
"O aroma da minha Amortentia. No sexto ano, Slughorn nos mostrou algumas poções e uma delas foi Amortentia", ele falou nostálgico. Passou alguns segundos sem dizer nada até que recebeu um cutucão na costela. Ele riu. "Tinha cheiro de asfalto molhado, torta de pêssego, folhas secas e batom de morango. Até eu te conhecer, nunca tinha conhecido uma mulher que usasse batom de morango", ele disse carinhoso.
"Sluge também nos mostrou Amortentia no sexto ano. Eu senti cheiro de grama recém-cortada, pergaminho novo, pasta de dente de menta e couro envelhecido. Daquela sua antiga jaqueta de couro", ela proferiu rindo. "Assim que fomos para o Largo Grimmauld, no verão antes do sexto ano, eu o vi com o seu casaco de couro negro", ela se aconchegou mais enquanto falava.
"Slughorn, seu danadinho. Assim que retornar a Hogwarts, vou dizer a ele que foi o nosso cupido, mesmo com vinte anos de diferença", ele gargalho abraçando-a. "Agora vamos dormir, a viagem vai ser longa mas logo estaremos em casa".
Ela concordou e fechou os olhos. Como o calor um do outro era gostoso.
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Ao chegarem ao aeroporto, muita gente ainda os olhava com certa desconfiança. Um homem e uma moça mais nova, andando de mãos dadas, era algo que era visto com certo desconforto. Fizeram o check-in e na sala de espera para os vôos internacionais tiveram uma surpresa não tão agradável assim. Ainda faltavam duas horas para irem para casa quando viram uma mulher loira vir na direção deles.
"Oh, por Merlin! Sirius Black! Há quanto tempo!", ela agarrou o rosto dele com as mãos e depositou um beijo estalado em casa bochecha. "Há quanto tempo! O que? Vinte anos?", ela falou boquiaberta, ignorando completamente a presença de Hermione.
"Lucrécia", ele disse com cansaço. Lucrécia havia sido havia sido uma das inúmeras garotas com quem tinha tido alguns amassos em Hogwarts.
"Sirius, Lúcio falou que tinha saído de Azkaban. Que coisa boa! Eu sempre acreditei na sua inocência", ela falou entusiasmada. Quando olhou para Hermione a viu com certo desdém. "Não sabia que tinha uma filha".
"Lucrécia, essa é minha esposa, Hermione Black. Mimi, essa é Lucrécia Malfoy, irmã de Lúcio Malfoy", Sirius disse entediado.
"Muito prazer, Mimi.", ela disse visivelmente chateada. "Você era o melhor partido disponível, mas vejo que se casou com uma sangue ruim. Que pena, Sirius".
"Ela não é sangue ruim. Ela é muito melhor que vários puros-sangue juntos, inclusive você e seu primo. Com licença, espero não encontrá-la tão cedo. Passar bem, Lucrécia", ele disse tomando a esposa pela mão e indo em direção a uma cafeteria.
Pediu dois cappuccinos médios e entregou um a ela. Ela parecia não se importar em ser chamada de sangue ruim, mas era uma ofensa enorme para Sirius.
"Não precisa se esconder de mim. Eu sei que ficou mexida com o que Lucrécia falou", ele disse acariciando os cabelos dela enquanto a enlaçava pela cintura.
"Os Malfoy me chamam de sangue ruim desde que tinha doze anos, não se preocupe tanto", ela disse com indiferença.
"Você é uma Black agora, nada disso a incomoda mais, entendeu?", ele falou ao ouvido dela.
Conversaram amenidades até que vissem que o embarque já estava autorizado no telão. Andaram até a comissária na porta e ela sorriu ao vê-los.
"Muito boa viagem, senhor e senhora Black, esperamos que retornem sempre a Portugal", ela disse calma.
Assim que localizaram os assentos, se sentaram e ela tirou um livro da bolsa. Era Dragão Vermelho. Ele se aconchegou com nela, pousando a cabeça no ombro da esposa.
"Do que se trata?", ele perguntou intrigado ao ler o título com calma.
"Suspense policial. Sobre um canibal em série chamado Hannibal Lecter. E de como ele ajudou um investigador do FBI, a primeira vítima que sobreviveu a ele. Muito bom, um clássico trouxa", ela disse sorrindo. "Vai querer a sua poção de sono ou promete se comportar assim que o avião decolar?", ela falou marota. Estava aprendendo com ele.
"Quero a poção. Me acorde quando chegarmos em Londres", ele disse ao vê-la tirar de dentro da bolsa um frasquinho com um líquido azul. Bebeu tudo e não demorou muito para que caísse em sono pesado.
Hermione colocou nele uma máscara de sono e voltou a sua atenção ao livro. O Peregrino estava ficando interessante.
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Desembarcaram e viram Arthur os esperando no saguão principal. Ele estava com Gui. Provavelmente iriam com o carro do filho Weasley mais velho.
"Primo! Como foi em Portugal? Conseguiu descobrir como um avião ficar no ar?", ele perguntava intrigado. "Hermione! Molly está ansiosa para vê-los. Amanhã vai ter um almoço na Toca, é domingo. Apareçam, todos vão ficar felizes ao saber que voltaram", ele sorria.
"Pode deixar senh- Arthur. Pode deixar, Arthur, nós vamos. Quero ver Harry e Gina", ela disse ao homem ruivo.
Foram deixados no Largo Grimmauld e se despediram calorosamente dos familiares. Agora os Weasley eram também eram os familiares de Hermione, pelo menos pelo casamento já que eram primos de Sirius.
Assim que Monstro os viu, resmungou algo incompreensível e continuou a limpar a casa.
"Lar, doce lar", ele disse enfezado.
Subiram, tomaram banho, se vestiram e dormiram até o dia seguinte.
Durante o tempo em que Sirius passou em Hogwarts, Hermione conseguiu instalar um telefone na casa, para facilitar o contato com os pais. Assim que levantou, apertou o botão da secretária eletrônica e ouviu os recados.
"Mione, filha, é a mamãe. Queremos saber como você está, nunca mais mandou notícias. Está bem? O seu pai quer sabe se o seu marido anda tratando-a bem. Junho está na metade e e acho que seria bom para eles se conhecerem um pouco mais. O que acha de virem jantar aqui dia 18? É o aniversário de casamento da sua avó, Imelda. Não faltem".
Gostou de ouvir que a mãe estava melhor. Se virou para o lado e viu que Sirius dormia pesadamente e pacificamente. Calçou as pantufas fofas e foi ao banheiro iniciar a sia higiene matinal. Já passavam das dez da manhã e logo precisariam estar na Toca.
Tomou um banho bastante demorado e entrou no quarto. Ele já estava sentando na cama assistindo à BBC quando sentiu uma vontade imensa de tirar a toalha e fazer amor com ele ali mesmo.
Andou em passos lentos até a cama. O viu com um sorriso dançando nos lábios. Subiu no colo dele e tirou a toalha de banho. Sirius estava simplesmente em transe com o corpo dela.
"Sabe que se fizermos isso, Arthur vai nos matar", ele disse distribuindo beijos no rosto dela.
"Eu sei e não me importo", ela disse inclinando a cabeça para o lado, para que ele beijasse o seu pescoço.
"Srta. Granger, o que aconteceu a você?", ele perguntava sensual.
"Não sou mais a Srta. Granger, sou a Sra. Black agora, lembra-se?", ela respondia no mesmo tom sensual.
"Eu sempre disse que Hermione Black combinava com você. Coragem, severidade, astúcia. Uma mulher digna de ser uma Black", ele disse soando como a sua mãe, a mesma que quis que ele se casasse com Lucrécia Malfoy.
Não havia tempo para fazerem amor, estavam realmente atrasados. Mas a promessa de que quando voltassem iriam direto para a cama ficou no ar, agradando a ambos. Sirius foi tomar o seu banho enquanto Hermione trocava de roupa. Colocou uma calça justa e uma camisa de botões azul marinho, calçou as velhas sapatilhas e arrumou a bolsa com os presentes, colocando uma blusa sobressalente nela, odiava viajar pela rede de flu.
O marido não se demorou muito e também se vestiu, do modo bruxo que ela adorava. Suas roupas azuis e clássicas e seu tradicional sobretudo, mesmo que estivesse calor.
Desceram para a sala de estar, usariam a lareira daquele cômodo. Entraram juntos, por sorte, os dois poderiam ir juntos.
"A Toca", ele disse jogando o pó nos pés, sendo consumidos por chamas verdes.
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"Hermione!", Harry disse correndo para abraçar a amiga. "Sirius!", ele abraçou o padrinho mais apertado ainda.
Todos queriam ver Sirius e Hermione. Por algum motivo, eles pareciam um casal agora, bem mais que antes. Molly lhe deu uma bronca por pensar que não estava se alimentando direito, Arthur fez várias perguntas sobre os trouxas de Portugal, Gui e Fleur já estavam esperando a primeira criança, logo ela daria a luz a uma menina, segundo eles. Teddy correu quando viu a madrinha, que o abraçou tão forte que fez o menino gemer. Ela riu da sua atitude, mas estava com tanta saudade dele.
Abriu a bolsa e tirou de dentro um crocodilo esculpido. "O seu tio Sirius e eu trouxemos isso de Portugal para você, meu amor".
"Si!", ele correu para os braços do homem, ele não sabia como agir, como segurá-lo. Só tinha pego Harry no colo em raras ocasiões e isso já tinha quase vinte anos.
"Se vocês não se importarem, eu gostaria que Teddy fosse passar um final de semana conosco no Largo Grimmauld. Hermione e eu estamos tentando, vocês sabem... E seria ótimo treinar com uma criança de verdade", Sirius falou deixando Hermione mais vermelha que um pimentão, enquanto ela tomava Teddy do colo do marido, indo em direção ao jardim.
"Primo, seria fantástico! Remo e eu vamos sair em lua de mel atrasada e eu sei que minha mãe adoraria ficar com ele, mas vocês precisam mais que ela", Tonks riu quando Lupin ergueu uma sobrancelha em descrença. "Qual é, Remo? Vamos para a Romênia, ver os dragões. Já escrevi para Carlinhos dizendo que chegamos na terça!".
"Se não cuidar do meu filho nas próximas duas semanas, juro que paro de tomar a Mata-Cão", Remo disse no ouvido de Sirius, sem sucesso em assustá-lo.
"Eu já criei um garoto, posso fazer isso. Vão ficar quanto tempo?", Sirius perguntou.
"Duas semanas inteiras! Conseguimos férias no Ministério e vamos viajar. Se quiserem, podem levar Teddy hoje mesmo, ele estava morrendo de saudades da Hermione", a prima falou quando viu o filho nos braços da castanha, com a cabeça apoiada no ombro dela, quase cochilando. "Ela vai ser uma excelente mãe, primo, pode acreditar", a metamorfomaga falou piscando para ele.
No jardim, Hermione via como Teddy se acalmara com ela. Estava com Gina e Fleur, ambas ostentando barrigas de grávida. Sentiu um leve desconforto quando viu isso. Quem sabe não fosse a próxima?
"Então, Hermione, como foi em Portugal?", Gina perguntou maliciosamente, ela sabia que Sirius havia demorado quase um mês para tirar a virgindade dela.
"Revigorante, obrigada", sinceramente, a castanha não queria contar detalhes das suas noites quentes com o marido.
"Conte mais! Eu preciso saber mais!", a ruiva olhava para ela ansiosa, mas Hermione não queria assustar Teddy falando essas coisas, era um menino ainda.
"Está bem, eu conto! Nos hospedamos em um hotel de luxo, passeamos bastante, comemos bastante, bebemos bastante, foi isso", a castanha disse rindo. "E fizemos amor anteontem", Hermione fechou os olhos e disparou de uma vez.
"Qué coise perféite, Ermion", Fleur dizia acariciando a barriga de quase oito meses. "Logue serrá a sua vez de ter um bebé lindo, Sirrius gostarrá de ser pai. Principalmente de um filho seu, garranto. Ele parrece ton apaixonade por vocé, Senhorra Ermion Black", a loira piscou para Hermione.
Teddy estava deitado em seu colo, ouvindo o seu coração bater. Era um menino tão bom, com os cabelos coloridos iguais aos da mãe. Pensava se Sirius falava sério sobre Teddy passar uns dias com eles, adoraria ter o afilhado com ela, se sentia um pouco mãe do menino depois da guerra, por imaginar que ele poderia perder os pais. Mas Remo e Tonks viveram e estavam com ele.
Logo Gui e Harry vieram buscar Fleur e Gina. O amigo a ajudou a levantar, com Teddy dormindo ficava bem mais difícil.
Ao entrarem n'A Toca, Sirius a abordou.
"Tonks e Remo vão viajar e eu realmente nos ofereci parar ficar com Teddy, algum problema?", ele perguntou sensual a ela.
"Com uma criança em casa fica mais difícil fazer esse tipo de coisa", ela disse beijando a cabeça de Teddy. "Acho que vamos aprender muito durante essa viagem deles".
"Tonks foi em casa rapidamente buscar algumas coisas do pequeno, que ele vai precisar durante as duas semanas que vão ficar fora", ele disse bebendo um pouco da cerveja amanteigada da sua garrafa.
"Duas semanas? Seremos pais de Teddy por duas semanas? Minha mãe vai adorar conhecê-lo, só mostrei algumas fotos dele para ela e ela se encantou com os cabelos coloridos dele", ela riu graciosa, segundo ele.
O almoço correu melhor do que imaginavam, Tonks ficou um pouco enciumada por Teddy querer apenas o colo da castanha mas viu o quanto o filho gostava da madrinha e não pode deixar de sorrir. Já tinha pego tudo que o menino precisaria. Roupinhas, produtos de higiene, alguns brinquedos e a mantinha verde que ele adorava. Todos começaram a ir embora aos poucos. A despedida dos pais do garotinho havia sido um pouco triste, ele chorou bastante.
"Pequenino, não chore, a mamãe e o papai voltam logo, eu prometo", a metamorfomaga disse com voz de bebê. "Cuide bem de meu menino, Mione. Ele tem a madrinha mais amorosa do mundo. E por favor, dêem a Teddy um primo ou prima logo!", a garota disse rindo.
A castanha corou e Sirius riu descontroladamente. Já eram quatro da tarde quando decidiram ir embora com o menino que agora dormia cansado no colo de Sirius.
"Você fica bem como pai. Chega a ser bonita essa imagem. Tenho ferias até o fim do mês e logo eles retornam", ela disse suspirando.
"Então vamos tratar de encher o Largo Grimmauld de crianças, uma mais linda que a outra", ele riu piscando para ela.
"Sirius Orion Black, o que pensa que eu sou? Uma égua parideira? Não vou passar os próximos anos tendo filhos descontroladamente!", ela falou em falsa zanga.
"Mas Mimi, eu quero ter um time de Quadribol!", ele falou fazendo-a franzir o cenho.
"Acha mesmo que vamos ter muitos filhos?", Hermione falou sussurrando para não acordar Teddy.
"Eu espero que sim. Eu só tive um irmão e espero que os nossos filhos tenham a família que não tive. Pelo menos a mãe deles não vai ser maluca e o pai, destrambelhado", havia amargura nas palavras de Sirius. A castanha sabia do ressentimento dele em relação a família e queria dar aos filhos deles o que ela havia tido como exemplo. Um lar amoroso. "Bom, Arthur, Molly, já vamos. Teddy está cansado demais".
"Deixe que Gui os leva, vocês estão com uma criança pequena e voltar para casa pela rede flu com ele não é prudente. Gui! Sirius e Hermione já vão, se importa em deixá-los em casa?"
O mais velho dos Weasley concordou sorrindo e foi buscar o carro.
"Obrigada, Arthur. Molly, até a próxima vez, nos chamem sempre", Hermione disse indo em direção a porta com as bolsas e coisas de Teddy.
Serão as duas semanas mais longas das vidas deles.
N/A: Uma dica: Lucrécia Malfoy vai aprontar bastante ainda. E aqui dou início ao projeto Time de Quadribol no Largo Grimmauld. ;)
